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Anatomia e Cirurgia Ginecológica
Histerectomia
LACAS – Liga de Anatomia e Cirurgia de Sobral
Acd. Rodrigo Mont’Alverne Guimarães S7
2014
Anatomia
C
C
C
C
C
C
C
Ligamentos Suspensores do Útero
C
Lig. retouterino
Lig. redondo
Lig. Utero-ovárico
Lig. Transverso do
colo ( Cardinal)
C
Lig. Largo
Lig. retouterino
Lig. Utero-ovárico
Lig. Suspensor do ovário
C
M. Levantador do
ânus
C
M. levantador do ânus
M. Esfíncter externo do ânus
Lig. anococcígeo
M. Glúteo max.
M. Bulbo cavernoso
M. Transverso
superficial do
períneo
Bulbo do vestíbulo.
Gl. Vestibular maior
C
Epidemiologia
A histerectomia é o procedimento cirúrgico ginecológico mais feito
20 a 30% da mulheres com 60 anos já passaram por histerectomia
Em países desenvolvidos 85% não tem complicações;
O número do procedimento tem diminuído com o avanço técnico e novas
abordagens terapêuticas. (OBS!!! Brasil)
A mortalidade é de 0,1 a 0,6%
De 1998 a 2010, a distribuição da abordagem cirúrgica foi: abdominal (65%),
vaginal (20%), por via laparoscópica convencional (13%), robótica (0,9%) e
radical (1,2%).
Indicações
 Adenomiose e outras endometrioses severas que não melhoraram com
outros tratamentos;
 Câncer de útero, câncer de endométrio na maioria das vezes;
 Câncer cervical ou displasia do cérvix, que possa levar ao câncer;
 Câncer de ovário;
 Dor pélvica crônica (longo prazo) que não melhorou com outros
tratamentos;
 Hemorragia vaginal frequente e prolongada que não melhorou com outros
tratamentos;
 Deslizamento severo do útero na vagina (prolapso uterino);
 Fibromioma uterino (leiomioma);
 Sangramento incontrolável durante ou após o parto, geralmente por
problemas com a placenta;
 Em cirurgia de adequação sexual (feminino para masculino).
 Placenta percreta.
Histerectomia abdominal
Histerectomia total
Histerectomia subtotal
Histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral
Histerectomia radical
Técnica cirúrgica de Richardson
Incisão
 Sua escolha dever ser determinada pelas
seguintes considerações:
 Simplicidade da incisão
 Necessidade de exposição
 Possível necessidade de ampliar a incisão
 Resistência na ferida cicatrizada
 Resultado cosmético da incisão cicatrizada
 Localização de cicatrizes cirúrgicas prévias
Técnica cirúrgica
Pele é aberta com um bisturi e a incisão é realizada
através do tecido subcutâneo e da fáscia
Com aplicação de tração às bordas laterais da incisão,
a fáscia é dividida
Peritônio é aberto da mesma forma
Técnica cirúrgica
Exploração Abdominal
 A parte superior do abdome e a pelve
são exploradas sistematicamente
 Exame e palpação de estruturas
abdominais
 Coleta de amostra citológica da
cavidade peritoneal
Escolha e posicionamento do Afastador
 Afastadores de Balfour e O’Connor-
O’Sullivan: mais usados
Técnica cirúrgica
Elevação do útero
 O útero é elevado colocando-se os clampes no
ligamento largo de cada corno, de forma que estes
cruzem o ligamento redondo
 A extremidade do clampe pode ser colocada
próximo ao óstio interno
Técnica cirúrgica
Técnica cirúrgica
Ligadura do ligamento redondo
 O útero é desviado para o lado esquerdo da
paciente, estirando o ligamento redondo direito
 Com a porção proximal segurada pelo clampe do
ligamento largo, a porção distal do ligamento
redondo é ligada com uma sutura ou seccionada
com o cautério de Bovie
Técnica cirúrgica
Técnica cirúrgica
A porção distal pode ser apreendida com pinça, e
o ligamento redondo seccionado para separar os
folhetos anterior e posterior do ligamento largo
O folheto anterior do ligamento largo é incisado
com tesouras de Metzenbaum ou eletrocautério ao
longo da prega vesicouterina,separando a reflexão
peritoneal da bexiga do segmento uterino inferior
Histerectomia Abdominal
Histerectomia Abdominal
 Identificação do ureter
 O retroperitônio é penetrado estendendo-se a incisão
em sentido cefálico no folheto posterior do ligamento
largo
 Acompanhando-se a artéria ilíaca externa
cefalicamente até a bifurcação da artéria ilíaca
comum, o ureter é identificado cruzando a artéria
ilíaca comum
 Ureter deve ser deixado fixado ao folheto medial do
ligamento largo
Histerectomia Abdominal
Histerectomia Abdominal
 Ligadura do ligamento útero-ovariano ou infundibulopélvico
 Útero é retraído em direção à sínfise púbica e
desviado para um lado, tensionando o ligamento
infundibulopélvico contralateral, a tuba e o ovário
 A tuba e o ligamento útero-ovariano são clampeados
de cada lado, seccionados e ligados com um fio solto
e com um ponto de sutura
Histerectomia Abdominal
Histerectomia Abdominal
 Mobilização da Bexiga
 Utilizando-se tesouras de Metzenbaum, com as extremidades
apontadas para o útero, a bexiga é dissecada por corte de sua ligação
ao segmento inferior do útero e do colo
Histerectomia Abdominal
 Ligadura do vaso uterino
 O útero é retraído cefalicamente e desviado para um lado da pelve,
distendendo os ligamentos inferiores
 A rede vascular uterina é dissecada e um clampe de Heaney curvo é
posicionado perpendicularmente à artéria uterina, na junção do colo e
do corpo do útero
 Vasos são seccionados e sutura é ligada
Histerectomia Abdominal
Histerectomia Abdominal
 Ligadura do ligamento cardinal
 Secciona-se colocando um clampe de Heaney reto medialmente ao
pedículo do vaso uterino. Então sutura-se o pedículo
Histerectomia Abdominal
Histerectomia Abdominal
 Remoção do Útero
 O útero é tracionado na direção cefálica e a extremidade do colo é
palpada
 Clampes de Heaney curvos são colocados bilateralmente, englobando
o ligamento uterossacro e parte superior da vagina logo abaixo do colo
 O útero é removido com tesouras curvas fortes
Histerectomia Abdominal
Histerectomia Abdominal
 Fechamento da bainha vaginal
 Sutura em forma de 8 com fio absorvível 0 nas extremidades dos dois
clampes
 Também são feitas suturas na extremidade de cada clampe
 Pedículos são suturados com ponto de Heaney
Histerectomia Abdominal
Histerectomia Abdominal
 Irrigação e Hemostasia
 Fechamento peritoneal
 Fechamento da incisão
 Peritônio parietal não é reaproximado
 Fáscia com sutura interrompida ou sutura com fio
absorvível monofilamentar 0 ou 1
Histerectomia Abdominal
 Fechamento da Pele
 Grampos cutâneos ou suturas subcutilares são
usadas para reaproximar as bordas cutâneas
Histerectomia Abdominal
 Complicações Intra-operatórias
 Lesões Ureterais
 Lesão Vesical
 Lesão Intestinal
 Hemorragia
Anatomia e Cirurgia Ginecológica
Histerectomia
LACAS – Liga de Anatomia e Cirurgia de Sobral
Acd. Rodrigo Mont’Alverne Guimarães

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  • 1. Anatomia e Cirurgia Ginecológica Histerectomia LACAS – Liga de Anatomia e Cirurgia de Sobral Acd. Rodrigo Mont’Alverne Guimarães S7 2014
  • 3. C
  • 4. C
  • 5. C
  • 6. C
  • 7. C
  • 8. C
  • 9. Ligamentos Suspensores do Útero C Lig. retouterino Lig. redondo Lig. Utero-ovárico Lig. Transverso do colo ( Cardinal)
  • 10. C Lig. Largo Lig. retouterino Lig. Utero-ovárico Lig. Suspensor do ovário
  • 12. C M. levantador do ânus M. Esfíncter externo do ânus Lig. anococcígeo M. Glúteo max. M. Bulbo cavernoso M. Transverso superficial do períneo Bulbo do vestíbulo. Gl. Vestibular maior
  • 13. C
  • 14. Epidemiologia A histerectomia é o procedimento cirúrgico ginecológico mais feito 20 a 30% da mulheres com 60 anos já passaram por histerectomia Em países desenvolvidos 85% não tem complicações; O número do procedimento tem diminuído com o avanço técnico e novas abordagens terapêuticas. (OBS!!! Brasil) A mortalidade é de 0,1 a 0,6% De 1998 a 2010, a distribuição da abordagem cirúrgica foi: abdominal (65%), vaginal (20%), por via laparoscópica convencional (13%), robótica (0,9%) e radical (1,2%).
  • 15. Indicações  Adenomiose e outras endometrioses severas que não melhoraram com outros tratamentos;  Câncer de útero, câncer de endométrio na maioria das vezes;  Câncer cervical ou displasia do cérvix, que possa levar ao câncer;  Câncer de ovário;  Dor pélvica crônica (longo prazo) que não melhorou com outros tratamentos;  Hemorragia vaginal frequente e prolongada que não melhorou com outros tratamentos;  Deslizamento severo do útero na vagina (prolapso uterino);  Fibromioma uterino (leiomioma);  Sangramento incontrolável durante ou após o parto, geralmente por problemas com a placenta;  Em cirurgia de adequação sexual (feminino para masculino).  Placenta percreta.
  • 16. Histerectomia abdominal Histerectomia total Histerectomia subtotal Histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral Histerectomia radical
  • 17. Técnica cirúrgica de Richardson Incisão  Sua escolha dever ser determinada pelas seguintes considerações:  Simplicidade da incisão  Necessidade de exposição  Possível necessidade de ampliar a incisão  Resistência na ferida cicatrizada  Resultado cosmético da incisão cicatrizada  Localização de cicatrizes cirúrgicas prévias
  • 18. Técnica cirúrgica Pele é aberta com um bisturi e a incisão é realizada através do tecido subcutâneo e da fáscia Com aplicação de tração às bordas laterais da incisão, a fáscia é dividida Peritônio é aberto da mesma forma
  • 19. Técnica cirúrgica Exploração Abdominal  A parte superior do abdome e a pelve são exploradas sistematicamente  Exame e palpação de estruturas abdominais  Coleta de amostra citológica da cavidade peritoneal Escolha e posicionamento do Afastador  Afastadores de Balfour e O’Connor- O’Sullivan: mais usados
  • 20. Técnica cirúrgica Elevação do útero  O útero é elevado colocando-se os clampes no ligamento largo de cada corno, de forma que estes cruzem o ligamento redondo  A extremidade do clampe pode ser colocada próximo ao óstio interno
  • 22. Técnica cirúrgica Ligadura do ligamento redondo  O útero é desviado para o lado esquerdo da paciente, estirando o ligamento redondo direito  Com a porção proximal segurada pelo clampe do ligamento largo, a porção distal do ligamento redondo é ligada com uma sutura ou seccionada com o cautério de Bovie
  • 24. Técnica cirúrgica A porção distal pode ser apreendida com pinça, e o ligamento redondo seccionado para separar os folhetos anterior e posterior do ligamento largo O folheto anterior do ligamento largo é incisado com tesouras de Metzenbaum ou eletrocautério ao longo da prega vesicouterina,separando a reflexão peritoneal da bexiga do segmento uterino inferior
  • 26. Histerectomia Abdominal  Identificação do ureter  O retroperitônio é penetrado estendendo-se a incisão em sentido cefálico no folheto posterior do ligamento largo  Acompanhando-se a artéria ilíaca externa cefalicamente até a bifurcação da artéria ilíaca comum, o ureter é identificado cruzando a artéria ilíaca comum  Ureter deve ser deixado fixado ao folheto medial do ligamento largo
  • 28. Histerectomia Abdominal  Ligadura do ligamento útero-ovariano ou infundibulopélvico  Útero é retraído em direção à sínfise púbica e desviado para um lado, tensionando o ligamento infundibulopélvico contralateral, a tuba e o ovário  A tuba e o ligamento útero-ovariano são clampeados de cada lado, seccionados e ligados com um fio solto e com um ponto de sutura
  • 30. Histerectomia Abdominal  Mobilização da Bexiga  Utilizando-se tesouras de Metzenbaum, com as extremidades apontadas para o útero, a bexiga é dissecada por corte de sua ligação ao segmento inferior do útero e do colo
  • 31. Histerectomia Abdominal  Ligadura do vaso uterino  O útero é retraído cefalicamente e desviado para um lado da pelve, distendendo os ligamentos inferiores  A rede vascular uterina é dissecada e um clampe de Heaney curvo é posicionado perpendicularmente à artéria uterina, na junção do colo e do corpo do útero  Vasos são seccionados e sutura é ligada
  • 33. Histerectomia Abdominal  Ligadura do ligamento cardinal  Secciona-se colocando um clampe de Heaney reto medialmente ao pedículo do vaso uterino. Então sutura-se o pedículo
  • 35. Histerectomia Abdominal  Remoção do Útero  O útero é tracionado na direção cefálica e a extremidade do colo é palpada  Clampes de Heaney curvos são colocados bilateralmente, englobando o ligamento uterossacro e parte superior da vagina logo abaixo do colo  O útero é removido com tesouras curvas fortes
  • 37. Histerectomia Abdominal  Fechamento da bainha vaginal  Sutura em forma de 8 com fio absorvível 0 nas extremidades dos dois clampes  Também são feitas suturas na extremidade de cada clampe  Pedículos são suturados com ponto de Heaney
  • 39. Histerectomia Abdominal  Irrigação e Hemostasia  Fechamento peritoneal  Fechamento da incisão  Peritônio parietal não é reaproximado  Fáscia com sutura interrompida ou sutura com fio absorvível monofilamentar 0 ou 1
  • 40. Histerectomia Abdominal  Fechamento da Pele  Grampos cutâneos ou suturas subcutilares são usadas para reaproximar as bordas cutâneas
  • 41. Histerectomia Abdominal  Complicações Intra-operatórias  Lesões Ureterais  Lesão Vesical  Lesão Intestinal  Hemorragia
  • 42.
  • 43. Anatomia e Cirurgia Ginecológica Histerectomia LACAS – Liga de Anatomia e Cirurgia de Sobral Acd. Rodrigo Mont’Alverne Guimarães