Prolapso Genital: Aspectos
  Atuais do Tratamento
      Autor: Marcelo Morais
      Orientador: Rebecca Sotelo
Definição
 Associação Internacional de Uroginecologia (IUGA) e
     Sociedade Internacional de Continência (ICS)

 Descida de uma ou mais dentre as estruturas a seguir:
      Parede vaginal anterior
      Parede vaginal posterior
      Útero (colo)
      Ápice da vagina (cúpula vaginal após histerectomia).




Haylen, B.T. et al. An International Urogynecological Association (IUGA)/ International Continence Society (ICS) joint report
on the terminology for female pelvic floor dysfunction. Int Urogynecol J (2010) 21:5–26.
Fisiopatologia
 Enfraquecimento das estruturas de sustentação,
  disfunção neuromuscular ou ambos.


 Diafragma pélvico


 Tecido conjuntivo endopélvico




                  BEREK, J. S. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan – 14ª ed., 2008
Terminologia
 Prolapso de parede
  anterior ( cistocele )

 Prolapso de parede
  posterior ( retocele /
  enterocele )

 Prolapso apical
  (uterino /cúpula
  vaginal )

 Procidência uterina
  (3 compartimentos )

                           An overview of the epidemiology, risk factors, clinical manifestations, and
                               management of pelvic organ prolapse in women. UpToDate® 2012.
Sistema de Quantificação do Prolapso (POP-Q)
Epidemiologia
 Dados do Women´s Helth Initiative:
   Prolapso de parede anterior: 34,3%
   Prolapso de parede posterior: 18,6%
   Prolapso uterino: 14,3%




               BEREK, J. S. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan – 14ª ed., 2008
Epidemiologia
 200.000 cirurgias/ano nos EUA
 Estudo com 497 mulheres: estágio 0 ( 6,4% )
                               estágio 1 ( 43,3% )
                               estágio 2 ( 47,7% )
                               estágio 3 ( 2,6% )
                               estágio 4 ( 0% )




                         An overview of the epidemiology, risk factors, clinical manifestations, and
                             management of pelvic organ prolapse in women. UpToDate® 2012.
Epidemiologia
 Estima-se que nos próximos 30 anos a demanda pelo
 tratamento do POP aumentará 45% ( envelhecimento )


 Nos EUA 11% das mulheres até 80 anos são
 submetidas à cirurgia de correção de prolapso ou de
 incontinência urinária e quase 1/3 das intervenções
 consistem em reabordagens cirúrgicas.




               BEREK, J. S. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan – 14ª ed., 2008
Fatores de risco
 Paridade
 Idade
 Obesidade
 Histerectomia
 Raça e etnia
 Outros: constipação crônica; aumento da pressão
 abdominal; doenças do tecido conjuntivo.



                          An overview of the epidemiology, risk factors, clinical manifestations, and
                              management of pelvic organ prolapse in women. UpToDate® 2012.
Sintomas
• Assintomático
• Sensação de peso ( 2% estágio 2 e 78% estágio 3 )
• Dor em hipogástrio
• Ulceração de colo uterino
• Sintomas urinários e intestinais




                                             www.uroginecologia.com.br/
Sintomas
 No geral, a escolha do tratamento depende da intensidade
 dos sintomas e do grau de prolapso (compatível com a
 saúde geral e o nível de atividade da paciente )

 Dados que associam os sintomas no assoalho pélvico à
 extensão do prolapso são fracos




                BEREK, J. S. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan – 14ª ed., 2008
Tratamento
 Está indicado para as pacientes sintomáticas ou que
 tenham condições associadas ao prolapso ( disfunção
 urinária, intestinal ou sexual)

 Mulheres assintomáticas não são candidatas ao
 tratamento.




                           An overview of the epidemiology, risk factors, clinical manifestations, and
                               management of pelvic organ prolapse in women. UpToDate® 2012.
Opções terapêuticas
 Conduta expectante


 Tratamento conservador


 Tratamento cirúrgico




                           An overview of the epidemiology, risk factors, clinical manifestations, and
                               management of pelvic organ prolapse in women. UpToDate® 2012.
Conduta expectante
 Mulheres que toleram os sintomas e desejam evitar o
 tratamento

 Se prolapso estágio 3 ou 4: investigar alterações
 urinária e intestinal




                            An overview of the epidemiology, risk factors, clinical manifestations, and
                                management of pelvic organ prolapse in women. UpToDate® 2012.
Tratamento conservador
 Evitar o agravamento do prolapso


 Diminuir a intensidade dos sintomas


 Aumentar a força, a resistência e o suporte da
 musculatura do assoalho pélvico

 Evitar ou retardar a intervenção cirúrgica


               BEREK, J. S. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan – 14ª ed., 2008
Tratamento conservador
• Estrogênios


• Exercícios m. do assoalho pélvico + Biofeedback
   • Estudo randomizado : 109 mulheres (estágio 1 a 3)
     •   Regressão do prolapso ( 19 vs 8 %) e melhora dos sintomas
         intestinais e urinários




• Pessários

                                  An overview of the epidemiology, risk factors, clinical manifestations, and
                                      management of pelvic organ prolapse in women. UpToDate® 2012.
Tratamento Conservador:
Pessários
 Categorias:

   Sustentação (anel): estágios 2 e 3.


   Preenchimento (Gellhorn): em estágio 4.



  • Gestantes ou pacientes que desejam engravidar
  • Contraindicação cirúrgica
  • Ulceração vaginal ( + estrogênio por 3 a 6 sem ): posterior cirurgia


                                 Vaginal pessary treatment of prolapse and incontinence. UpToDate® 2012.
Tratamento cirúrgico
 Pacientes sintomáticas que não optaram ou não
 obtiveram sucesso com o tratamento conservador




               Pelvic organ prolapse in women: Choosing a primary surgical procedure. UpToDate®2012.
Tratamento cirúrgico
 Via vaginal / abdominal / laparoscópica


d Restauradores: estruturas de sustentação endógenas


s Compensatórios: Enxertos / telas


a Obliterativos




                  BEREK, J. S. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan – 14ª ed., 2008
Restauradores x Compensatórios
Enxertos
 Substitui por completo o tecido fraco, transpondo aquele
  tecido, ou proporcionando uma estrutura para a
  proliferação de fibroblastos

f Autólogos
f Aloenxertos
f Xenoenxertos
f Sintéticos ( Prolift )




                 BEREK, J. S. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan – 14ª ed., 2008
Enxertos
 Via vaginal: prolapso de parede anterior e posterior


 Via abdominal (aberta ou laparoscopia): prolapso
 apical




                    Reconstructive materials in urogynecology: Clinical applications. UpToDate® 2012 .
Enxertos
Prolapso de parede anterior

 Enxertos não absorvíveis (marlex)
    Menor índice de recorrência quando comparado a
     outros enxertos ou à colporrafia tradicional


 Enxertos absorvíveis
    Menos erosão




                    Reconstructive materials in urogynecology: Clinical applications. UpToDate® 2012 .
Enxertos
Prolapso de parede posterior

 Faltam estudos mostrando qual o melhor enxerto.
  Parece que os enxertos sintéticos não absorvíveis são
  mais eficazes.




                    Reconstructive materials in urogynecology: Clinical applications. UpToDate® 2012 .
Enxertos
Prolapso apical
 Via vaginal: raramente usa-se enxertos
 Via abdominal: Sacrocolpopexia (enxertos sintéticos
  não absorvíveis são preferidos – 78 a 100% de sucesso)




                    Reconstructive materials in urogynecology: Clinical applications. UpToDate® 2012 .
FDA
 Julho/2011 comunicou os sérios efeitos adversos
   Erosão
   Dor ( dispareunia )
   Infecção
   Sintomas urinários
   Sangramento
   Perfuração de órgãos ( morte )


 Setembro/2011: Questionou a eficácia e a segurança dos
  enxertos transvaginais


                     Reconstructive materials in urogynecology: Clinical applications. UpToDate® 2012 .
Recomendações – Uso de Telas
 Revisão da Cochrane

   Prolapso de parede anterior: Telas ( biológica ou sintéticas ) são
    superiores à colporrafia tradicional

   Prolapso apical: Sacrocolpopexia abdominal ( menor recorrência e
    dispareunia ) x colpopexia sacroespinhosa vaginal

   Prolapso posterior: Não há evidênica de superioridade das telas em
    relação à colporrafia tradicional

   Resultados funcionais não são superiores (telas ) aos reparos
    tradicionais
                                    Surgical management of pelvic organ prolapse in women: the updated
                                    summary version Cochrane review.Int Urogynecol J. 2011 Nov ;
                                    22(11):1445-57. Epub 2011 Sep 17 .
Recomendações – Uso de Telas
 Provável benefício


 Possível benefício


 Improvável benefício


 Não recomendado


                                         Davila GW, Baessler K, Cosson M, Cardozo L.
                         Int Urogynecol J. 2012 Apr;23 Suppl 1:S7-14. Epub 2012 Mar 7
Recomendações – Uso de Telas
 Idade: < 50 anos : improvável benefício
         >= 50 anos : possível benefício

 Prolapso recorrente: possível benefício


 Prolapso anterior: >= estágio 2 : possível beneficio
                     < estágio 2 : improvável beneficio

                                              Davila GW, Baessler K, Cosson M, Cardozo L.
                              Int Urogynecol J. 2012 Apr;23 Suppl 1:S7-14. Epub 2012 Mar 7
Recomendações – Uso de Telas
 Prolapso posterior: improvável beneficio

 Prolapso apical : possível benefício (S) / improvável benefício
  (B)

 Deficiência da fáscia : possível benefício

 Aumento da pressão abdominal crônica : Possível benefício

 Dor crônica: Não recomendado (E, O)

 Possibilidade de gravidez: Não recomendado (E , O)
                                                    Davila GW, Baessler K, Cosson M, Cardozo L.
                                    Int Urogynecol J. 2012 Apr;23 Suppl 1:S7-14. Epub 2012 Mar 7
Recomendações – Uso de Telas
 Combinação de fatores

   Prolapso recorrente
      Cistocele > estágio 2: provável beneficio
      Prolapso posterior: possível beneficio
      Prolapso apical: provável benefício (S)
      Aumento da pressão abdominal crônica: provável benefício




                                                 Davila GW, Baessler K, Cosson M, Cardozo L.
                                 Int Urogynecol J. 2012 Apr;23 Suppl 1:S7-14. Epub 2012 Mar 7
Recomendações – Uso de Telas
 Combinação de fatores

   Prolapso recorrente
      Deficiência da fáscia: provável beneficio
      Cistocele > estágio 2 + aumento da pressão abdominal
       crônica: provável benefício
      Cistocele > estágio 2 + deficiência da fáscia: provável
       benefício
Quando realizar histerectomia?
 Patologia uterina ou cervical


 Prole constituída


 Desejo de retirar o útero


 O procedimento proposto requer histerectomia


                Pelvic organ prolapse in women: Choosing a primary surgical procedure. UpToDate® 2012.
Prolapso X Incontinência Urinária
 Prolapso + incontinência = tratar os dois

 Prolapso sem incontinência

    Se prolapso >= estágio 2 e se for submetida à sacrocolpopexia (abdominal)
      fazer o Burch independente de avaliação urinária pré-operatória

    Se prolapso>= estágio 2: Se IU confirmada e for submetida a procedimento
      vaginal, deve-se corrigir a IU concomitantemente. Se não houver IU, deve-se
      corrigir somente o prolapso

 Prolapso assintomático + IU: Se estágio I, não corrigir , se >= I, individualizar




         Pelvic organ prolapse and stress urinary incontinence in women: Combined surgical treatment. UpToDate®2012.
Obliterativo
Colpocleise
 Parcial ( Le Fort )
 Total




                  Pelvic organ prolapse in women: Obliterative procedures (colpocleisis). UpToDate® 2012.
Bibliografia
BEREK, J. S. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan – 14ª ed., 2008

TELINDE'S OPERATIVE GYNECOLOGY - 10TH EDITION

Netto OF. Atlas de cirurgia do assoalho pélvico – novas perspectivas. 1 ed. Midiograf; 2009

E:pelvic-organ-prolapse-in-women-choosing-a-primary-surgical-procedure.htm

E:pelvic-organ-prolapse-in-women-choosing-a-primary-surgical-procedure.htm

E:an-overview-of-the-epidemiology-risk-factors-clinical-manifestations-and-management-of-pelvic-organ-prolapse-in-women.htm

E:pelvic-organ-prolapse-in-women-obliterative-procedures-colpocleisis.htm

E:reconstructive-materials-in-urogynecology-clinical-applications.htm

E:vaginal-pessary-treatment-of-prolapse-and-incontinence.htm

Davila GW, Baessler K, Cosson M, Cardozo L. Int Urogynecol J. 2012 Apr;23 Suppl 1:S7-14. Epub 2012 Mar 7

www.uroginecologia.com.br

Haylen, B.T. et al. An International Urogynecological Association (IUGA)/ International Continence Society (ICS) joint report on the
    terminology for female pelvic floor dysfunction. Int Urogynecol J (2010) 21:5–26.

Surgical management of pelvic organ prolapse in women: the updated summary version Cochrane review.Int Urogynecol J. 2011
    Nov ;22(11):1445-57. Epub 2011 Sep 17 .

Prolapso Genital

  • 1.
    Prolapso Genital: Aspectos Atuais do Tratamento Autor: Marcelo Morais Orientador: Rebecca Sotelo
  • 2.
    Definição  Associação Internacionalde Uroginecologia (IUGA) e Sociedade Internacional de Continência (ICS)  Descida de uma ou mais dentre as estruturas a seguir:  Parede vaginal anterior  Parede vaginal posterior  Útero (colo)  Ápice da vagina (cúpula vaginal após histerectomia). Haylen, B.T. et al. An International Urogynecological Association (IUGA)/ International Continence Society (ICS) joint report on the terminology for female pelvic floor dysfunction. Int Urogynecol J (2010) 21:5–26.
  • 3.
    Fisiopatologia  Enfraquecimento dasestruturas de sustentação, disfunção neuromuscular ou ambos.  Diafragma pélvico  Tecido conjuntivo endopélvico BEREK, J. S. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan – 14ª ed., 2008
  • 4.
    Terminologia  Prolapso deparede anterior ( cistocele )  Prolapso de parede posterior ( retocele / enterocele )  Prolapso apical (uterino /cúpula vaginal )  Procidência uterina (3 compartimentos ) An overview of the epidemiology, risk factors, clinical manifestations, and management of pelvic organ prolapse in women. UpToDate® 2012.
  • 6.
    Sistema de Quantificaçãodo Prolapso (POP-Q)
  • 7.
    Epidemiologia  Dados doWomen´s Helth Initiative:  Prolapso de parede anterior: 34,3%  Prolapso de parede posterior: 18,6%  Prolapso uterino: 14,3% BEREK, J. S. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan – 14ª ed., 2008
  • 8.
    Epidemiologia  200.000 cirurgias/anonos EUA  Estudo com 497 mulheres: estágio 0 ( 6,4% ) estágio 1 ( 43,3% ) estágio 2 ( 47,7% ) estágio 3 ( 2,6% ) estágio 4 ( 0% ) An overview of the epidemiology, risk factors, clinical manifestations, and management of pelvic organ prolapse in women. UpToDate® 2012.
  • 9.
    Epidemiologia  Estima-se quenos próximos 30 anos a demanda pelo tratamento do POP aumentará 45% ( envelhecimento )  Nos EUA 11% das mulheres até 80 anos são submetidas à cirurgia de correção de prolapso ou de incontinência urinária e quase 1/3 das intervenções consistem em reabordagens cirúrgicas. BEREK, J. S. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan – 14ª ed., 2008
  • 10.
    Fatores de risco Paridade  Idade  Obesidade  Histerectomia  Raça e etnia  Outros: constipação crônica; aumento da pressão abdominal; doenças do tecido conjuntivo. An overview of the epidemiology, risk factors, clinical manifestations, and management of pelvic organ prolapse in women. UpToDate® 2012.
  • 11.
    Sintomas • Assintomático • Sensaçãode peso ( 2% estágio 2 e 78% estágio 3 ) • Dor em hipogástrio • Ulceração de colo uterino • Sintomas urinários e intestinais www.uroginecologia.com.br/
  • 12.
    Sintomas  No geral,a escolha do tratamento depende da intensidade dos sintomas e do grau de prolapso (compatível com a saúde geral e o nível de atividade da paciente )  Dados que associam os sintomas no assoalho pélvico à extensão do prolapso são fracos BEREK, J. S. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan – 14ª ed., 2008
  • 13.
    Tratamento  Está indicadopara as pacientes sintomáticas ou que tenham condições associadas ao prolapso ( disfunção urinária, intestinal ou sexual)  Mulheres assintomáticas não são candidatas ao tratamento. An overview of the epidemiology, risk factors, clinical manifestations, and management of pelvic organ prolapse in women. UpToDate® 2012.
  • 14.
    Opções terapêuticas  Condutaexpectante  Tratamento conservador  Tratamento cirúrgico An overview of the epidemiology, risk factors, clinical manifestations, and management of pelvic organ prolapse in women. UpToDate® 2012.
  • 15.
    Conduta expectante  Mulheresque toleram os sintomas e desejam evitar o tratamento  Se prolapso estágio 3 ou 4: investigar alterações urinária e intestinal An overview of the epidemiology, risk factors, clinical manifestations, and management of pelvic organ prolapse in women. UpToDate® 2012.
  • 16.
    Tratamento conservador  Evitaro agravamento do prolapso  Diminuir a intensidade dos sintomas  Aumentar a força, a resistência e o suporte da musculatura do assoalho pélvico  Evitar ou retardar a intervenção cirúrgica BEREK, J. S. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan – 14ª ed., 2008
  • 17.
    Tratamento conservador • Estrogênios •Exercícios m. do assoalho pélvico + Biofeedback • Estudo randomizado : 109 mulheres (estágio 1 a 3) • Regressão do prolapso ( 19 vs 8 %) e melhora dos sintomas intestinais e urinários • Pessários An overview of the epidemiology, risk factors, clinical manifestations, and management of pelvic organ prolapse in women. UpToDate® 2012.
  • 18.
    Tratamento Conservador: Pessários  Categorias:  Sustentação (anel): estágios 2 e 3.  Preenchimento (Gellhorn): em estágio 4. • Gestantes ou pacientes que desejam engravidar • Contraindicação cirúrgica • Ulceração vaginal ( + estrogênio por 3 a 6 sem ): posterior cirurgia Vaginal pessary treatment of prolapse and incontinence. UpToDate® 2012.
  • 21.
    Tratamento cirúrgico  Pacientessintomáticas que não optaram ou não obtiveram sucesso com o tratamento conservador Pelvic organ prolapse in women: Choosing a primary surgical procedure. UpToDate®2012.
  • 22.
    Tratamento cirúrgico  Viavaginal / abdominal / laparoscópica d Restauradores: estruturas de sustentação endógenas s Compensatórios: Enxertos / telas a Obliterativos BEREK, J. S. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan – 14ª ed., 2008
  • 23.
  • 24.
    Enxertos  Substitui porcompleto o tecido fraco, transpondo aquele tecido, ou proporcionando uma estrutura para a proliferação de fibroblastos f Autólogos f Aloenxertos f Xenoenxertos f Sintéticos ( Prolift ) BEREK, J. S. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan – 14ª ed., 2008
  • 25.
    Enxertos  Via vaginal:prolapso de parede anterior e posterior  Via abdominal (aberta ou laparoscopia): prolapso apical Reconstructive materials in urogynecology: Clinical applications. UpToDate® 2012 .
  • 26.
    Enxertos Prolapso de paredeanterior  Enxertos não absorvíveis (marlex)  Menor índice de recorrência quando comparado a outros enxertos ou à colporrafia tradicional  Enxertos absorvíveis  Menos erosão Reconstructive materials in urogynecology: Clinical applications. UpToDate® 2012 .
  • 27.
    Enxertos Prolapso de paredeposterior  Faltam estudos mostrando qual o melhor enxerto. Parece que os enxertos sintéticos não absorvíveis são mais eficazes. Reconstructive materials in urogynecology: Clinical applications. UpToDate® 2012 .
  • 28.
    Enxertos Prolapso apical  Viavaginal: raramente usa-se enxertos  Via abdominal: Sacrocolpopexia (enxertos sintéticos não absorvíveis são preferidos – 78 a 100% de sucesso) Reconstructive materials in urogynecology: Clinical applications. UpToDate® 2012 .
  • 29.
    FDA  Julho/2011 comunicouos sérios efeitos adversos  Erosão  Dor ( dispareunia )  Infecção  Sintomas urinários  Sangramento  Perfuração de órgãos ( morte )  Setembro/2011: Questionou a eficácia e a segurança dos enxertos transvaginais Reconstructive materials in urogynecology: Clinical applications. UpToDate® 2012 .
  • 30.
    Recomendações – Usode Telas  Revisão da Cochrane  Prolapso de parede anterior: Telas ( biológica ou sintéticas ) são superiores à colporrafia tradicional  Prolapso apical: Sacrocolpopexia abdominal ( menor recorrência e dispareunia ) x colpopexia sacroespinhosa vaginal  Prolapso posterior: Não há evidênica de superioridade das telas em relação à colporrafia tradicional  Resultados funcionais não são superiores (telas ) aos reparos tradicionais Surgical management of pelvic organ prolapse in women: the updated summary version Cochrane review.Int Urogynecol J. 2011 Nov ; 22(11):1445-57. Epub 2011 Sep 17 .
  • 31.
    Recomendações – Usode Telas  Provável benefício  Possível benefício  Improvável benefício  Não recomendado Davila GW, Baessler K, Cosson M, Cardozo L. Int Urogynecol J. 2012 Apr;23 Suppl 1:S7-14. Epub 2012 Mar 7
  • 32.
    Recomendações – Usode Telas  Idade: < 50 anos : improvável benefício >= 50 anos : possível benefício  Prolapso recorrente: possível benefício  Prolapso anterior: >= estágio 2 : possível beneficio < estágio 2 : improvável beneficio Davila GW, Baessler K, Cosson M, Cardozo L. Int Urogynecol J. 2012 Apr;23 Suppl 1:S7-14. Epub 2012 Mar 7
  • 33.
    Recomendações – Usode Telas  Prolapso posterior: improvável beneficio  Prolapso apical : possível benefício (S) / improvável benefício (B)  Deficiência da fáscia : possível benefício  Aumento da pressão abdominal crônica : Possível benefício  Dor crônica: Não recomendado (E, O)  Possibilidade de gravidez: Não recomendado (E , O) Davila GW, Baessler K, Cosson M, Cardozo L. Int Urogynecol J. 2012 Apr;23 Suppl 1:S7-14. Epub 2012 Mar 7
  • 34.
    Recomendações – Usode Telas  Combinação de fatores  Prolapso recorrente  Cistocele > estágio 2: provável beneficio  Prolapso posterior: possível beneficio  Prolapso apical: provável benefício (S)  Aumento da pressão abdominal crônica: provável benefício Davila GW, Baessler K, Cosson M, Cardozo L. Int Urogynecol J. 2012 Apr;23 Suppl 1:S7-14. Epub 2012 Mar 7
  • 35.
    Recomendações – Usode Telas  Combinação de fatores  Prolapso recorrente  Deficiência da fáscia: provável beneficio  Cistocele > estágio 2 + aumento da pressão abdominal crônica: provável benefício  Cistocele > estágio 2 + deficiência da fáscia: provável benefício
  • 36.
    Quando realizar histerectomia? Patologia uterina ou cervical  Prole constituída  Desejo de retirar o útero  O procedimento proposto requer histerectomia Pelvic organ prolapse in women: Choosing a primary surgical procedure. UpToDate® 2012.
  • 37.
    Prolapso X IncontinênciaUrinária  Prolapso + incontinência = tratar os dois  Prolapso sem incontinência  Se prolapso >= estágio 2 e se for submetida à sacrocolpopexia (abdominal) fazer o Burch independente de avaliação urinária pré-operatória  Se prolapso>= estágio 2: Se IU confirmada e for submetida a procedimento vaginal, deve-se corrigir a IU concomitantemente. Se não houver IU, deve-se corrigir somente o prolapso  Prolapso assintomático + IU: Se estágio I, não corrigir , se >= I, individualizar Pelvic organ prolapse and stress urinary incontinence in women: Combined surgical treatment. UpToDate®2012.
  • 38.
    Obliterativo Colpocleise  Parcial (Le Fort )  Total Pelvic organ prolapse in women: Obliterative procedures (colpocleisis). UpToDate® 2012.
  • 39.
    Bibliografia BEREK, J. S.Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan – 14ª ed., 2008 TELINDE'S OPERATIVE GYNECOLOGY - 10TH EDITION Netto OF. Atlas de cirurgia do assoalho pélvico – novas perspectivas. 1 ed. Midiograf; 2009 E:pelvic-organ-prolapse-in-women-choosing-a-primary-surgical-procedure.htm E:pelvic-organ-prolapse-in-women-choosing-a-primary-surgical-procedure.htm E:an-overview-of-the-epidemiology-risk-factors-clinical-manifestations-and-management-of-pelvic-organ-prolapse-in-women.htm E:pelvic-organ-prolapse-in-women-obliterative-procedures-colpocleisis.htm E:reconstructive-materials-in-urogynecology-clinical-applications.htm E:vaginal-pessary-treatment-of-prolapse-and-incontinence.htm Davila GW, Baessler K, Cosson M, Cardozo L. Int Urogynecol J. 2012 Apr;23 Suppl 1:S7-14. Epub 2012 Mar 7 www.uroginecologia.com.br Haylen, B.T. et al. An International Urogynecological Association (IUGA)/ International Continence Society (ICS) joint report on the terminology for female pelvic floor dysfunction. Int Urogynecol J (2010) 21:5–26. Surgical management of pelvic organ prolapse in women: the updated summary version Cochrane review.Int Urogynecol J. 2011 Nov ;22(11):1445-57. Epub 2011 Sep 17 .