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Expressionismo 
Teoria e História da 
Arquitetura e Urbanismo IV 
Professora Viviane Marques
História 
• Europa - fim do século XIX: 
– Berlim vai se transformar numa grande cidade muito tardiamente, somente ao 
final desse século. 
– Passa a ser a capital da Alemanha recém-unificada pelo chanceler Bismark, ao 
final da guerra franco-prussiana (1871). 
• 1868: 
– Muros medievais finalmente postos abaixo . 
– Período de intensa urbanização e modernização. 
– Incorporou territórios vizinhos, subúrbios e arredores. 
– Atrai uma massa de imigrantes sobretudo das áreas rurais. 
– Em pouco tempo tornou-se uma metrópole industrial menor apenas que 
Londres. 
– Sua população, que em 1867 não passava dos 700 mil habitantes, chega a 
impressionantes 4 milhões em 1913. 
• Entre 1875 e 1914: 
– “Período de ouro”, beneficiado pelos reparos de guerra por parte da França 
derrotada. 
– Possibilitam crescimento da renda nacional e um intenso desenvolvimento .
História 
• A rápida urbanização da cidade: 
– Contrastava as áreas nobres e de classe média, entremeadas de parques e 
servidas de toda a infra-estrutura e benfeitorias que a modernização 
possibilitava, 
– Vida da imensa maioria da população nos “Mietkaserne”, apartamentos de um 
quarto e cozinha, com banheiro comum, sem gás para aquecimento ou luz 
elétrica, de densa concentração habitacional. 
– O operariado inicia um processo de organização e politização sob a liderança 
do Partido Socialista , se fazendo ouvir nas suas manifestações e associações, 
conquistando garantias como aposentadoria, seguro de invalidez, delimitação 
da jornada de trabalho. 
– Os operários, em 1907, chegam a representar 44,3% da população. 
– Reconhecendo o peso social e político dessa classe (organizações sindicais e 
partidos), as elites desde então se empenharam na sua incorporação ao 
“Estado alemão” por meio do incentivo aos sentimentos nacionalistas, 
persuadindo-a que ela era, antes de tudo, parte do Reich .
História 
• Classe operária: 
– Busca de uma revolução, 
– Abortada sob a liderança da social-democracia, que controla a massa 
revoltosa e a integra num modelo de estado aceitável para a burguesia. 
– O que de fato aconteceu foi uma jovem República formada na esteira das 
velhas classes aristocráticas, entre interesses burgueses, numa clara tentativa 
de impedir a ascensão comunista. 
– Rosa Luxemburgo e Karl Liebknitch são assassinados barbaramente pelos frei-corps 
(forças paramilitares de direita que mais tarde alimentariam as SS de 
Hitler), sob o olhar complacente da liderança social-democrata (que pouco 
fazem para punir os culpados). 
• Ao final da Grande Guerra: 
– A pujante nação indestrutível é uma terra devastada . 
– Imperador se vê forçado a abdicar. 
– 1918 - com a derrota, a República é proclamada por um grupo de políticos 
social-democratas reunidos em assembléia em Weimar – a cidade de Goethe. 
– A história alemã entra num novo período.
História 
• Tratado de Versalhes: 
– Punha fim à Guerra, 
– Única solução possível naquele momento, 
– Condições de paz impostas seriam vistas por muitos como condições de 
vingança dos franceses pela guerra franco-prussiana, 
– Ressarcimentos de guerra estabelecidos amarraram o Estado, 
– Impedindo a jovem República de se estabelecer, 
– Trazendo mais devastação e miséria
História 
• República de Weimar(1918-1933) : 
– Culpa pela derrota e pela situação caótica, 
– Os verdadeiros responsáveis - os políticos da liderança social-democrata que 
arcaram com o ônus de assinar o tratado de Versalhes. 
– Nasce sob uma crise econômica sem precedentes, 
– Empurra as camadas médias para o terreno da direita 
– Contribuindo para a desmobilização gradativa da imensa classe operária, 
– Classe operária transformada num exército de desempregados 
– Classes cada vez mais disponíveis, ambas, camadas médias e baixas, para 
serem cooptadas pelos nacional-socialistas. 
• No entanto, as crises em geral tendem a ser períodos férteis para as artes, e na 
Alemanha de Weimar isso pode ser observado muito claramente: arquitetura, 
música, teatro, artes plásticas, em todas as áreas o desenvolvimento é intenso.
Contexto Artístico 
• A partir de 1880: 
– Desenvolvimento burguês se dá também do ponto de vista cultural, 
– Incentivo às instituições que auxiliavam na construção de um “caráter nacional”. 
– Academias de Arte, Galerias Nacionais, Universidades, Institutos Históricos passam a 
contribuir para a constituição desse caráter através de suas ações e obras. 
– Desenvolvimento de uma sociedade mais complexa - classes média e alta consumidoras 
de arte, 
– Mercado de artes = impele artistas e marchands a fundarem grupos e instituições fora 
do circuito oficial, para expressarem mais livremente a sua versão de tal caráter. 
– Surgem as Secessões – dissidências dos Salões Oficiais. 
– Artistas se contrapunham aos padrões acadêmicos patrocinados pelo Kaiser, não apenas 
em Berlim, mas também em Munique, Frankfurt, Dresden e outras cidades. 
– Núcleos de artistas começavam a questionar a sociedade burguesa e trocavam 
experiências com as diversas vanguardas européias. 
– Secessões possibilitam o contato dos artistas alemães com o que de novo se produzia 
além-Alemanha, estabelecendo um forte contato com o Leste, de onde muitos artistas 
vinham, expondo a arte contemporânea francesa, possibilitando inclusive o surgimento 
das mulheres artistas, vedado no circuito oficial.
Contexto Artístico 
• Neue Secession (Nova Secessão): 
– Formada uma onde jovens artistas em Berlim, 
– Mais tarde seriam agrupados sob o epíteto expressionista, 
– Passam a expor suas obras contrapostas ao espírito deliberadamente hostil do 
Kaiser à arte nova. 
– Os artistas não chegam a formar um grupo coeso, 
– Tentavam expressar sua insatisfação com os rumos da sociedade estabelecida, 
– Formaram associações, publicações e grupos de ação (Die Brücke, Der Blaue 
Reiter, Der Sturm, Neue Künstlevereiningung München - NKM, Die Pathetiker, 
entre outros), 
– Lançaram manifestos, e, como qualquer vanguarda, logo se transformavam 
em outra coisa. 
– Nota-se também uma espécie de disputa, entre o sentido da vanguarda – 
universalista por excelência – e a necessidade de se pensar uma arte 
“genuinamente alemã”. 
• O expressionismo parece ter se desenvolvido na tensão entre estes dois pólos.
Termo e Influências 
• Termo : 
– Entre 1905 e 1914, 
– Designar uma tendência da arte européia moderna, 
– Enraizada em solo alemão, 
– Empregado pela primeira vez em 1911 na revista Der Sturm [A Tempestade], 
mais importante órgão do movimento, 
– Marca oposição ao impressionismo francês. 
• Influências: 
– Vincent van Gogh :intensidade com que cria objetos e cenas, registro da 
emoção subjetiva em cores e linhas. 
– Paul Gauguin: certo achatamento da forma, obtido com o auxílio da 
suspensão das sombras, o uso de grandes áreas de cor e atenção às culturas 
primitivas. 
– Pintor belga James Ensor: imaginário monstruoso, suas máscaras e anjos 
decaídos, 
– Releitura do simbolismo, pelas possibilidades que abre à fantasia e ao 
universo onírico, 
– Pintor norueguês Edvard Munch é talvez a maior referência do expressionismo 
alemão.
Vincent Van Gogh, Noite Estrelada.1889. 
Óleo sobre tela. 73,7 x 92,1 cm. 
Museu de Arte Moderna. New York. EUA.
Eugène Henri Paul Gauguin, To ma tete; Mulheres taitianas sentadas num banco. 
1892. Óleo sobre tela. 0,73 x 0,92m.Kunstmuseum. Basiléia.Suíça.
James Ensor, Entrada de Cristo em Bruxelas, 1888-1889 
Óleo sobre tela, 2,54 x 4,31m, Musée Royal des Beaux Arts, Antuérpia.
Edvard Munch, O Grito. c.1893 
Óleo e pastel sobre madeira. 89 x 73,5 cm. 
The National Gallery. Oslo. Noruega.
Características 
• Contrapõe a expressão que se projeta do artista para a realidade, 
• Contradiz a ideia de registro da natureza por meio de sensações visuais imediatas, 
• Nega uma concepção de arte ligada à mente, e não apenas ao olhar, 
• Arte liga-se à ação, muitas vezes violenta, através da qual a imagem é criada, com 
o auxílio de cores fortes , 
• Rejeitam a verossimilhança , 
• O caráter de crítica social da arte; 
• Poética encontra sua tradução em motivos retirados do cotidiano, 
• Defesa de uma poética sensível à expressão do irracional dos impulsos e paixões 
individuais, 
• Observam o acento dramático 
• Algumas obsessões temáticas, por exemplo, o sexo e a morte, 
• Isolamento do homem frente à natureza, 
• Usam formas distorcidas, 
• Cores contrastantes, 
• Pinceladas vigorosas que rejeitam todo tipo de comedimento; 
• Retomada das artes gráficas, especialmente da xilogravura; 
• Interesse pela arte primitiva.
Grupos 
• Die Brücke = A Ponte: 
– Criado em 1905 em Dresden 
– A afirmação do expressionismo, 
– Contemporâneo ao fauvismo francês, no qual se inspira. 
– Artistas: 
• Ernst Ludwig Kirchner (1880 - 1938), 
• Karl Schmidt-Rottluff (1884 - 1976), 
• Erich Heckel (1883 - 1970), 
• Emil Nolde (1867 - 1956), E 
• Ernst Barlach (1870 - 1938), 
• Der Blaue Reiter = O Cavaleiro Azul: 
– Criado em 1911, 
– Considerado um dos pontos altos do movimento. 
– Artistas: Franz Marc (1880 - 1916), 
• Wassily Kandinsky (1866 - 1944), 
• Paul Klee (1879-1940). 
• Neue sachlichkeit =nova objetividade: 
– Após a Primeira Guerra Mundial, 1914-1918, 
– Artistas: 
• Otto Dix (1891 - 1969) 
• George Grosz (1893-1959).
Ernest Kichner, Cinco mulheres na rua. 1913 
Óleo sobre tela. 120 x 90cm 
Haubrich Collection. Museu Ludwig. Colônia. Alemanha
Karl Schmidt-Rottluff , Mulher Lendo, 1950. Óleo sobre lienzo. 90 x 76 cm. 
Colección Brücke-Museum Berlín. Berlín. Alemania.
Erich Heckel , Fränzi Reclining, 1910, 
Xilogravura, 22.7 x 41.9 cm, Moma, New York
Emil Nolde, A Lenda de Santa Maria Egipcíaca, 1912 
Retábulo. 0,86 x 1,0m, Kunsthalle. Hamburgo. Alemanha
Franz Marc , Dois Gatos, 1912. 
Óleo sobre tela. 74 x 98 cm. Oeffentliche Kunstsammlung Kunstmuseum. Basel. Suiza.
Wassily Kandinsky, Improvisação 28. 1912. 
Óleo sobre tela. 111,4 x 162,1 cm. 
Solomon R. Guggenheim Museum. New York. USA.
Paul Klee, Caminhos principais e caminhos laterais.1929. 
Óleo sobre tela. 83 x 67 cm. 
Museum Ludwig. Colônia.Alemanha
Arquitetura 
• Desenvolve no clima agitada do pós–guerra alemão. 
• Era preciso reconstruir uma sociedade em ruínas. 
• Os arquitetos percebem que representam o espírito construtivo da nova Alemanha. 
• Agrupam-se, organizam-se, inserem-se no processo revolucionário que vinha se 
desenvolvendo no país. 
• Com a vanguarda artística russa, vinculará o processo de renovação da arte ao 
processo revolucionário da sociedade. 
• Institui-se um Conselho do Trabalho para a Arte e o Grupo de Novembro. 
• Grupo de Novembro, núcleo de pesquisa e experimentação da construção civil: 
– Elemento de pressão para conseguir que o Estado apóie as novas experiências, 
voltadas para o urbanismo. 
– Urbanismo - capaz de responder às exigências de vida e trabalho do povo, e 
não subordinado ao lucro dos especuladores. 
– Teve vida breve, mas foi importante que nos anos imediatamente posteriores à 
guerra, 
– Recorreu à invenção e à criação como antídoto à depressão geral. 
– Abriram o campo da experimentação formal mais audaz, 
– Procurava utilizar todas as novas sugestões que haviam se manifestado no 
âmbito do modernismo arquitetônico. 
• Ainda que não tenha existido uma verdadeira corrente expressionista, a experiência 
expressionista realizada por alguns dos maiores arquitetos modernos, teve notável 
desenvolvimento posterior da arquitetura.
Características 
• Crise política e econômica do pós-guerra - a geração de arquitetos que estava ativa. 
• Período da Werkbund : 
– Mudança completa na condição do arquiteto na Alemanha. 
– Grande Guerra de 1914 levou ao fim a primeira fase da Werkbund. 
– Movimento recomeçou, em 1919, mas seu desenvolvimento foi mais irregular. 
• Características: 
– Deixaram de lado as amarras do funcionalismo e do racionalismo, 
– Passaram a trabalhar em projetos arquitetônicos independentemente da probabilidade 
deles serem construídos ou não , 
– Esboço foi uma forma fundamental da arquitetura expressionista, até porque, muitos 
dos projetos não foram construídos. 
– O desenho é capaz de registrar a expressão do arquiteto e a sua visão arquitetônica 
dinâmica, já que o papel aceita tudo e o arquiteto é capaz de romper os limites do 
factível, uma vez que as chances de construção não importam 
– Rompia de forma mais radical com a estática do edifício, explorando a complexidade da 
iluminação e a qualidades dos materiais. 
– Essa produção foi chamada de Arquitetura Expressionista Utópica.
Arquitetura 
• Arquitetos: 
– Erich Mendelsohn, 
– Hans Scharoun, 
– Peter Behrens, 
– Hans Poelzig, 
– Mies van der Rohe, 
– Walter Gropius, 
– Bruno e Max Taut, entre outros, 
• Obras importantes: 
– As formas cristalinas do Pavilhão de Vidro, projetado por Bruno Taut, antes da 
guerra, para a Exposição da Werkbund,em Colônia, 
– A forma escultural da Torre Einstein, em Potsdam, projetada por Erich 
Mendelsohn, em 1917-20.
Bruno Taut - Pavilhão em vidro para a Exposição Werkbund, Colônia,1914
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Erich Mendelsohn, Lojas Schoken, 1928, Chemnitz-Berlim
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Conclusão 
• Os primeiros movimento modernistas de arquitetura sedimentaram o 
caminho da arquitetura funcionalista. 
• O conjunto de obras e as pesquisas desenvolvidas por estes arquitetos 
viria fundamentar o racionalismo e a deontologia da arquitetura moderna. 
• O expressionismo e as vanguardas russa sendo hoje a base da arquitetura 
contemporânea. 
• Arquitetura esta cuja ênfase está na busca das formas orgânicas e 
escultóricas e na concepção física baseada na percepção plástica e visual. 
• Busca de objetivos mais experimentais e expressivos no uso da 
transparência, da luz e da fluidez espacial.
Hans Scharoun: Casa Populares, c. 1913, Berlim
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Expressionismo

  • 1. Expressionismo Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo IV Professora Viviane Marques
  • 2. História • Europa - fim do século XIX: – Berlim vai se transformar numa grande cidade muito tardiamente, somente ao final desse século. – Passa a ser a capital da Alemanha recém-unificada pelo chanceler Bismark, ao final da guerra franco-prussiana (1871). • 1868: – Muros medievais finalmente postos abaixo . – Período de intensa urbanização e modernização. – Incorporou territórios vizinhos, subúrbios e arredores. – Atrai uma massa de imigrantes sobretudo das áreas rurais. – Em pouco tempo tornou-se uma metrópole industrial menor apenas que Londres. – Sua população, que em 1867 não passava dos 700 mil habitantes, chega a impressionantes 4 milhões em 1913. • Entre 1875 e 1914: – “Período de ouro”, beneficiado pelos reparos de guerra por parte da França derrotada. – Possibilitam crescimento da renda nacional e um intenso desenvolvimento .
  • 3. História • A rápida urbanização da cidade: – Contrastava as áreas nobres e de classe média, entremeadas de parques e servidas de toda a infra-estrutura e benfeitorias que a modernização possibilitava, – Vida da imensa maioria da população nos “Mietkaserne”, apartamentos de um quarto e cozinha, com banheiro comum, sem gás para aquecimento ou luz elétrica, de densa concentração habitacional. – O operariado inicia um processo de organização e politização sob a liderança do Partido Socialista , se fazendo ouvir nas suas manifestações e associações, conquistando garantias como aposentadoria, seguro de invalidez, delimitação da jornada de trabalho. – Os operários, em 1907, chegam a representar 44,3% da população. – Reconhecendo o peso social e político dessa classe (organizações sindicais e partidos), as elites desde então se empenharam na sua incorporação ao “Estado alemão” por meio do incentivo aos sentimentos nacionalistas, persuadindo-a que ela era, antes de tudo, parte do Reich .
  • 4. História • Classe operária: – Busca de uma revolução, – Abortada sob a liderança da social-democracia, que controla a massa revoltosa e a integra num modelo de estado aceitável para a burguesia. – O que de fato aconteceu foi uma jovem República formada na esteira das velhas classes aristocráticas, entre interesses burgueses, numa clara tentativa de impedir a ascensão comunista. – Rosa Luxemburgo e Karl Liebknitch são assassinados barbaramente pelos frei-corps (forças paramilitares de direita que mais tarde alimentariam as SS de Hitler), sob o olhar complacente da liderança social-democrata (que pouco fazem para punir os culpados). • Ao final da Grande Guerra: – A pujante nação indestrutível é uma terra devastada . – Imperador se vê forçado a abdicar. – 1918 - com a derrota, a República é proclamada por um grupo de políticos social-democratas reunidos em assembléia em Weimar – a cidade de Goethe. – A história alemã entra num novo período.
  • 5. História • Tratado de Versalhes: – Punha fim à Guerra, – Única solução possível naquele momento, – Condições de paz impostas seriam vistas por muitos como condições de vingança dos franceses pela guerra franco-prussiana, – Ressarcimentos de guerra estabelecidos amarraram o Estado, – Impedindo a jovem República de se estabelecer, – Trazendo mais devastação e miséria
  • 6. História • República de Weimar(1918-1933) : – Culpa pela derrota e pela situação caótica, – Os verdadeiros responsáveis - os políticos da liderança social-democrata que arcaram com o ônus de assinar o tratado de Versalhes. – Nasce sob uma crise econômica sem precedentes, – Empurra as camadas médias para o terreno da direita – Contribuindo para a desmobilização gradativa da imensa classe operária, – Classe operária transformada num exército de desempregados – Classes cada vez mais disponíveis, ambas, camadas médias e baixas, para serem cooptadas pelos nacional-socialistas. • No entanto, as crises em geral tendem a ser períodos férteis para as artes, e na Alemanha de Weimar isso pode ser observado muito claramente: arquitetura, música, teatro, artes plásticas, em todas as áreas o desenvolvimento é intenso.
  • 7. Contexto Artístico • A partir de 1880: – Desenvolvimento burguês se dá também do ponto de vista cultural, – Incentivo às instituições que auxiliavam na construção de um “caráter nacional”. – Academias de Arte, Galerias Nacionais, Universidades, Institutos Históricos passam a contribuir para a constituição desse caráter através de suas ações e obras. – Desenvolvimento de uma sociedade mais complexa - classes média e alta consumidoras de arte, – Mercado de artes = impele artistas e marchands a fundarem grupos e instituições fora do circuito oficial, para expressarem mais livremente a sua versão de tal caráter. – Surgem as Secessões – dissidências dos Salões Oficiais. – Artistas se contrapunham aos padrões acadêmicos patrocinados pelo Kaiser, não apenas em Berlim, mas também em Munique, Frankfurt, Dresden e outras cidades. – Núcleos de artistas começavam a questionar a sociedade burguesa e trocavam experiências com as diversas vanguardas européias. – Secessões possibilitam o contato dos artistas alemães com o que de novo se produzia além-Alemanha, estabelecendo um forte contato com o Leste, de onde muitos artistas vinham, expondo a arte contemporânea francesa, possibilitando inclusive o surgimento das mulheres artistas, vedado no circuito oficial.
  • 8. Contexto Artístico • Neue Secession (Nova Secessão): – Formada uma onde jovens artistas em Berlim, – Mais tarde seriam agrupados sob o epíteto expressionista, – Passam a expor suas obras contrapostas ao espírito deliberadamente hostil do Kaiser à arte nova. – Os artistas não chegam a formar um grupo coeso, – Tentavam expressar sua insatisfação com os rumos da sociedade estabelecida, – Formaram associações, publicações e grupos de ação (Die Brücke, Der Blaue Reiter, Der Sturm, Neue Künstlevereiningung München - NKM, Die Pathetiker, entre outros), – Lançaram manifestos, e, como qualquer vanguarda, logo se transformavam em outra coisa. – Nota-se também uma espécie de disputa, entre o sentido da vanguarda – universalista por excelência – e a necessidade de se pensar uma arte “genuinamente alemã”. • O expressionismo parece ter se desenvolvido na tensão entre estes dois pólos.
  • 9. Termo e Influências • Termo : – Entre 1905 e 1914, – Designar uma tendência da arte européia moderna, – Enraizada em solo alemão, – Empregado pela primeira vez em 1911 na revista Der Sturm [A Tempestade], mais importante órgão do movimento, – Marca oposição ao impressionismo francês. • Influências: – Vincent van Gogh :intensidade com que cria objetos e cenas, registro da emoção subjetiva em cores e linhas. – Paul Gauguin: certo achatamento da forma, obtido com o auxílio da suspensão das sombras, o uso de grandes áreas de cor e atenção às culturas primitivas. – Pintor belga James Ensor: imaginário monstruoso, suas máscaras e anjos decaídos, – Releitura do simbolismo, pelas possibilidades que abre à fantasia e ao universo onírico, – Pintor norueguês Edvard Munch é talvez a maior referência do expressionismo alemão.
  • 10. Vincent Van Gogh, Noite Estrelada.1889. Óleo sobre tela. 73,7 x 92,1 cm. Museu de Arte Moderna. New York. EUA.
  • 11. Eugène Henri Paul Gauguin, To ma tete; Mulheres taitianas sentadas num banco. 1892. Óleo sobre tela. 0,73 x 0,92m.Kunstmuseum. Basiléia.Suíça.
  • 12. James Ensor, Entrada de Cristo em Bruxelas, 1888-1889 Óleo sobre tela, 2,54 x 4,31m, Musée Royal des Beaux Arts, Antuérpia.
  • 13. Edvard Munch, O Grito. c.1893 Óleo e pastel sobre madeira. 89 x 73,5 cm. The National Gallery. Oslo. Noruega.
  • 14. Características • Contrapõe a expressão que se projeta do artista para a realidade, • Contradiz a ideia de registro da natureza por meio de sensações visuais imediatas, • Nega uma concepção de arte ligada à mente, e não apenas ao olhar, • Arte liga-se à ação, muitas vezes violenta, através da qual a imagem é criada, com o auxílio de cores fortes , • Rejeitam a verossimilhança , • O caráter de crítica social da arte; • Poética encontra sua tradução em motivos retirados do cotidiano, • Defesa de uma poética sensível à expressão do irracional dos impulsos e paixões individuais, • Observam o acento dramático • Algumas obsessões temáticas, por exemplo, o sexo e a morte, • Isolamento do homem frente à natureza, • Usam formas distorcidas, • Cores contrastantes, • Pinceladas vigorosas que rejeitam todo tipo de comedimento; • Retomada das artes gráficas, especialmente da xilogravura; • Interesse pela arte primitiva.
  • 15. Grupos • Die Brücke = A Ponte: – Criado em 1905 em Dresden – A afirmação do expressionismo, – Contemporâneo ao fauvismo francês, no qual se inspira. – Artistas: • Ernst Ludwig Kirchner (1880 - 1938), • Karl Schmidt-Rottluff (1884 - 1976), • Erich Heckel (1883 - 1970), • Emil Nolde (1867 - 1956), E • Ernst Barlach (1870 - 1938), • Der Blaue Reiter = O Cavaleiro Azul: – Criado em 1911, – Considerado um dos pontos altos do movimento. – Artistas: Franz Marc (1880 - 1916), • Wassily Kandinsky (1866 - 1944), • Paul Klee (1879-1940). • Neue sachlichkeit =nova objetividade: – Após a Primeira Guerra Mundial, 1914-1918, – Artistas: • Otto Dix (1891 - 1969) • George Grosz (1893-1959).
  • 16. Ernest Kichner, Cinco mulheres na rua. 1913 Óleo sobre tela. 120 x 90cm Haubrich Collection. Museu Ludwig. Colônia. Alemanha
  • 17. Karl Schmidt-Rottluff , Mulher Lendo, 1950. Óleo sobre lienzo. 90 x 76 cm. Colección Brücke-Museum Berlín. Berlín. Alemania.
  • 18. Erich Heckel , Fränzi Reclining, 1910, Xilogravura, 22.7 x 41.9 cm, Moma, New York
  • 19. Emil Nolde, A Lenda de Santa Maria Egipcíaca, 1912 Retábulo. 0,86 x 1,0m, Kunsthalle. Hamburgo. Alemanha
  • 20. Franz Marc , Dois Gatos, 1912. Óleo sobre tela. 74 x 98 cm. Oeffentliche Kunstsammlung Kunstmuseum. Basel. Suiza.
  • 21. Wassily Kandinsky, Improvisação 28. 1912. Óleo sobre tela. 111,4 x 162,1 cm. Solomon R. Guggenheim Museum. New York. USA.
  • 22. Paul Klee, Caminhos principais e caminhos laterais.1929. Óleo sobre tela. 83 x 67 cm. Museum Ludwig. Colônia.Alemanha
  • 23. Arquitetura • Desenvolve no clima agitada do pós–guerra alemão. • Era preciso reconstruir uma sociedade em ruínas. • Os arquitetos percebem que representam o espírito construtivo da nova Alemanha. • Agrupam-se, organizam-se, inserem-se no processo revolucionário que vinha se desenvolvendo no país. • Com a vanguarda artística russa, vinculará o processo de renovação da arte ao processo revolucionário da sociedade. • Institui-se um Conselho do Trabalho para a Arte e o Grupo de Novembro. • Grupo de Novembro, núcleo de pesquisa e experimentação da construção civil: – Elemento de pressão para conseguir que o Estado apóie as novas experiências, voltadas para o urbanismo. – Urbanismo - capaz de responder às exigências de vida e trabalho do povo, e não subordinado ao lucro dos especuladores. – Teve vida breve, mas foi importante que nos anos imediatamente posteriores à guerra, – Recorreu à invenção e à criação como antídoto à depressão geral. – Abriram o campo da experimentação formal mais audaz, – Procurava utilizar todas as novas sugestões que haviam se manifestado no âmbito do modernismo arquitetônico. • Ainda que não tenha existido uma verdadeira corrente expressionista, a experiência expressionista realizada por alguns dos maiores arquitetos modernos, teve notável desenvolvimento posterior da arquitetura.
  • 24. Características • Crise política e econômica do pós-guerra - a geração de arquitetos que estava ativa. • Período da Werkbund : – Mudança completa na condição do arquiteto na Alemanha. – Grande Guerra de 1914 levou ao fim a primeira fase da Werkbund. – Movimento recomeçou, em 1919, mas seu desenvolvimento foi mais irregular. • Características: – Deixaram de lado as amarras do funcionalismo e do racionalismo, – Passaram a trabalhar em projetos arquitetônicos independentemente da probabilidade deles serem construídos ou não , – Esboço foi uma forma fundamental da arquitetura expressionista, até porque, muitos dos projetos não foram construídos. – O desenho é capaz de registrar a expressão do arquiteto e a sua visão arquitetônica dinâmica, já que o papel aceita tudo e o arquiteto é capaz de romper os limites do factível, uma vez que as chances de construção não importam – Rompia de forma mais radical com a estática do edifício, explorando a complexidade da iluminação e a qualidades dos materiais. – Essa produção foi chamada de Arquitetura Expressionista Utópica.
  • 25. Arquitetura • Arquitetos: – Erich Mendelsohn, – Hans Scharoun, – Peter Behrens, – Hans Poelzig, – Mies van der Rohe, – Walter Gropius, – Bruno e Max Taut, entre outros, • Obras importantes: – As formas cristalinas do Pavilhão de Vidro, projetado por Bruno Taut, antes da guerra, para a Exposição da Werkbund,em Colônia, – A forma escultural da Torre Einstein, em Potsdam, projetada por Erich Mendelsohn, em 1917-20.
  • 26. Bruno Taut - Pavilhão em vidro para a Exposição Werkbund, Colônia,1914
  • 27. Bruno Taut - Pavilhão em vidro para a Exposição Werkbund, Colônia,1914
  • 28. Bruno Taut - Pavilhão em vidro para a Exposição Werkbund, Colônia,1914
  • 29. Bruno Taut - Pavilhão em vidro para a Exposição Werkbund, Colônia,1914
  • 30. Erich Mendelsohn, Torre Einstein – 1919-1923 - Potsdam
  • 31. Erich Mendelsohn, Torre Einstein – 1919-1923 - Potsdam
  • 32. Erich Mendelsohn, Torre Einstein – 1919-1923 - Potsdam
  • 33. Erich Mendelsohn, Torre Einstein – 1919-1923 - Potsdam
  • 34. Erich Mendelsohn, Torre Einstein – 1919-1923 - Potsdam
  • 35. Erich Mendelsohn, Torre Einstein – 1919-1923 - Potsdam
  • 36. Erich Mendelsohn, Torre Einstein – 1919-1923 - Potsdam
  • 37. Erich Mendelsohn, Torre Einstein – 1919-1923 - Potsdam
  • 38. Erich Mendelsohn, Torre Einstein – 1919-1923 - Potsdam
  • 39. Mies van der Rohe, Projeto do arranha-céus de Friedrichstrasse, 1921
  • 40. Mies van der Rohe, Projeto do arranha-céus de Friedrichstrasse, 1921< Berlim
  • 41. Mies van der Rohe, Projeto do arranha-céus de vidro, 1922, Berlim
  • 42. Mies van der Rohe, Projeto do arranha-céus de vidro, 1922, Berlim
  • 43. Erich Mendelsohn, Lojas Schoken, 1928, Chemnitz-Berlim
  • 44. Erich Mendelsohn, Lojas Schoken, 1928, Chemnitz-Berlim
  • 45. Conclusão • Os primeiros movimento modernistas de arquitetura sedimentaram o caminho da arquitetura funcionalista. • O conjunto de obras e as pesquisas desenvolvidas por estes arquitetos viria fundamentar o racionalismo e a deontologia da arquitetura moderna. • O expressionismo e as vanguardas russa sendo hoje a base da arquitetura contemporânea. • Arquitetura esta cuja ênfase está na busca das formas orgânicas e escultóricas e na concepção física baseada na percepção plástica e visual. • Busca de objetivos mais experimentais e expressivos no uso da transparência, da luz e da fluidez espacial.
  • 46. Hans Scharoun: Casa Populares, c. 1913, Berlim
  • 47. Hans Scharoun: Casa Populares, c. 1913, Berlim
  • 48. Hans Scharoun: Casa Populares, c. 1913, Berlim
  • 49. Hans Scharoun: Sala Filâmonica de Concertos , Berlim, 1956-1963
  • 50. Hans Scharoun: Sala Filâmonica de Concertos , Berlim, 1956-1963
  • 51. Hans Scharoun: Conjunto Habitacional Romeu e Julieta, Stuttgart-Zuffenhause, 1954-1959
  • 52. Hans Scharoun: Conjunto Habitacional Romeu e Julieta, Stuttgart-Zuffenhause, 1954-1959