Expressionismo Alemão

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Expressionismo Alemão

  1. 1. <ul><li>Movimento artístico nascido na Alemanha, no início do século XX, que colocava a tónica da sua arte na expressão das emoções e sentimentos, procurando retratar a realidade invisível (espiritual), de dentro para fora. Foi desenvolvido por dois movimentos de pintores: o do grupo Die Brucker (A Ponte), de Dresda; e do Der Blau Reiter (O Cavaleiro Azul), de Munique. </li></ul>O grito , Edvard Munch, 1893 Expressionismo
  2. 2. <ul><li>“ O doente não é mais aquele indivíduo que sofre, mas converte-se na própria doença...”(Kasimir Edschmid) </li></ul><ul><li>Contra a arte superficial, epidérmica (impressionismo). Quer ir ao centro, aprofundar-se, pressionar a realidade. Daí surge a deformação típica do impressionismo alemão (com origem em Van Gogh e Munch). </li></ul><ul><li>Influenciado também pelo niilismo de Nietzsche. E até por Freud. </li></ul>A Mãe Morta , Edvard Munch, 1893 , Óleo s/ tela, 73x94,5 cm. Munch-museet, Oslo Expressionismo
  3. 3. Mãos , Edvard Munch, 1893/94 , Óleo e pastel óleo s/ prancha Expressionismo A pintura expressionista é dramática, subjetiva na expressão dos sentimentos humanos. O expressionista tem uma tendência a deformar a realidade de maneira cruel, caricatural, evidenciando o que realmente é essencial / primordial numa pessoa, coisa ou situação, de um ponto de vista absolutamente interior.
  4. 4. <ul><li>Características da Pintura: </li></ul><ul><li>Utilização da cor para dar forma plástica ao Amor, Ciúme, Medo, Solidão, Miséria humana, a prostutuição. Deforma-se a figura para ressaltar o sentimento. </li></ul><ul><li>Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. </li></ul><ul><li>Cores resplandescentes, vibrantes, fundidas ou separadas. </li></ul><ul><li>Técnica violenta: pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando explosões. </li></ul><ul><li>Preferências pelo patético, trágico e sombrio. </li></ul>Natureza Morta (A Assassina) , Edvard Munch, 1906 , Óleo s/ tela, 110x120 cm. Munch-museet. Oslo Expressionismo
  5. 5. <ul><li>Edvard Munch </li></ul><ul><li>* Pintor norueguês; </li></ul><ul><li>* Nasceu a 12 de Dezembro de 1863; </li></ul><ul><li>* Morreu a 23 de Janeiro de 1944; </li></ul><ul><li>Inicialmente simbolista, Munch evoluiu para o Expressionismo sob a influência da arte de Van Gogh, ainda antes de 1900. </li></ul><ul><li>Pintou temas subjectivos, enigmáticos, dramáticos e emocionais, usando formas simplificadas e cores simbólicas, aplicadas em pinceladas ondulantes. As suas obras, mostravam os aspectos mais negros da existência humana, foram decisivas para o desenvolvimento do expressionismo. </li></ul>
  6. 6. Auto-retrato sob uma Máscara de Mulher 1891/93. Óleo s/ placa de madeira, 70x44,5 cm. Munch-museet, Oslo
  7. 7. Vampiro, 1893; óleo sobre tela Edvard Munch
  8. 8. Madonna 1894-1895; óleo sobre tela Edvard Munch
  9. 9. Auto-retrato com cigarro 1895; óleo sobre tela Edvard Munch
  10. 10. Mãe morta 1897-1899; óleo sobre tela Edvard Munch
  11. 11. Edvard Munch Morte no Quarto de Doente, 1893. Pastel de cera e lápis s/ tela, 91x109 cm. Munch-museet, Oslo
  12. 12. Edvard Munch Puberdade 1914. Óleo s/ tela, 97x77 cm. Munch-museet, Oslo
  13. 13. Die Brucke – A Ponte - 1905 Erich Heckel, Karl Schmidt-Rottluff, Otto Müller e Max Pechstein, liderados por Ernst Lüdwig Kirchner Pretendiam uma arte mais pura e instintiva, directamente ligada à expressão das realidades interiores que fosse “a ponte que leva do visível ao invisível”. Expressavam os sentimentos e traumas da alma humana com vigor, dramatismo, coragem, angústia e até violência, numa atitude que a que não era estranha a intenção de denúncia, de crítica e de contestação política e social. A estética do movimento foi, por consequência patética e convulsiva, revelada por uma linguagem figurativa, de formas simplificadas, propositadamente deformadas e aguçadas, contornadas por linhas a negro e preenchidas por cores ora violentas e contrastadas, ora sombrias e sujas, antinaturalistas e aplicadas em pinceladas rápidas, por vezes, matéricas e texturalizadas. Expressionismo
  14. 14. Self-portrait as soldier – Kirchner, 1915, Óleo sobre tela, Allen Memorial Art Museum, Oberlin College, Ohio A execução foi espontânea e temperamental, muitas vezes desenfreada e irreflectida, fazendo com que as obras parecessem esboços toscos e inacabados, com espaços da tela por pintar. Isto deve-se à procura de uma linguagem plástica arcaizante, primitiva e infantil que permitisse a tradução mais imediata e fidedigna das profundas realidades interiores que estes artistas procuravam pôr a nu.
  15. 15. Ernst Ludwig Kirchner The Visit - Couple and Newcomer - 1922 óleo sobre tela, National Gallery of Art, Washington D.C. As temáticas praticadas por este grupo de artistas priveligiaram a vida íntima, a sexualidade, o erotismo, cenas de rua ou de cafés e cabarés, o mundo da prostituição e da miséria urbana, os retratos e auto-retratos. Estes temas figurativos eram expostos como fontes de conhecimento e de inspiração, reveladores das realidades espirituais que se pretendiam retratar.
  16. 16. <ul><li>Ernst Ludwig Kirchner </li></ul><ul><li>* Pintor alemão; </li></ul><ul><li>* Nasceu em 1880; </li></ul><ul><li>* Morreu em 1938; </li></ul><ul><li>Tratou sobretudo temas da paisagem urbana, dando especial atenção aos seus aspectos menos convencionais, com uma intenção de crítica social; </li></ul><ul><li>Formas decompostas, agudas. Cores “ácidas” e por vezes brilhantes. Estética expressiva, “dura” e agressiva. Redescobriu a xilogravura e a gravura sobre metal, que acentua as linhas simplificadas das figuras. </li></ul>
  17. 17. Seated Girl (Fränzi Fehrmann) - 1910, altered 1920 Oil on canvas The Minneapolis Institute of Arts
  18. 18. Artillerymen – 1915, Oil on canvas Solomon R. Guggenheim Museum, New York
  19. 19. Ernst Ludwig Kirchner Rua 1908; óleo sobre tela
  20. 20. Ernst Ludwig Kirchner Paisagem de Inverno 1919; óleo sobre tela
  21. 21. Ernst Ludwig Kirchner Davos, 1925; óleo sobre tela
  22. 22. Ernst Ludwig Kirchner View of Dresden: Schlossplatz – 1926, Oil on canvas. The Minneapolis Institute of Arts
  23. 23. Ernst Ludwig Kirchner
  24. 24. Ernst Ludwig Kirchner
  25. 25. <ul><li>Erich Heckel </li></ul><ul><li>(1883-1970) </li></ul><ul><li>Depois de estudar arquitectura em Dresden, Heckel fundou, em 1905, juntamente com outros expressionistas, o grupo Die Brücke, ao qual pertenceu até 1913. Assumindo o estilo do grupo mais que qualquer outro dos seus integrantes, as paisagens, nus e motivos religiosos da sua autoria revelaram-no como um romântico entre os mestres do expressionismo. Cultivou a xilogravura no intuito de salientar a simplificação das linhas e das formas. Proscrito pelos nazis, que o consideraram degenerado, a sua obra foi retirada dos museus em 1937. Depois da guerra, entre 1949 e 1955, foi professor na Universidade de Karlsruhe. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>Karl Schmidt-Rottluff </li></ul><ul><li>(1884-1976) </li></ul><ul><li>Karl Schmidt-Rottluff foi um dos fundadores do grupo A Ponte/ Die Brücke ,, que receberia esse nome por sugestão sua. Começou os seus estudos de arquitectura no verão de 1905, em Dresden. Ali reatou amizade com um amigo de colégio, Erich Heckel, e através dele conheceu Kirchner.  Formou-se, nesse mesmo ano, o núcleo dos fundadores do A Ponte/ Die Brücke . Nesse momento, Schmidt resolveu acrescentar ao seu nome o da sua cidade natal. Em 1912, o artista mudou a sua pintura devido ao contacto com o Cubismo, que influenciaria a sua obra, através de uma exposição em Colónia.  </li></ul>
  27. 27. Emil Nolde Emil Nolde (1867-1976), procurou a influência da arte primitiva com vista a captar melhor o instinto e a essência da alma humana. Também se interessou pelo exótico e viajou para lugares estranhos. Porém a sua forma de conceber o primitivo envolverá a crença no estado de pureza da vida, no início de tudo, na génesis primordial... Pinta a natureza com um sentimento trágico. Céu e mar fundem-se...
  28. 28. Emil Nolde
  29. 29. Emil Nolde
  30. 30. Emil Nolde
  31. 31. Emil Nolde
  32. 32. Emil Nolde
  33. 33. Emil Nolde
  34. 34. Otto Dix Inválidos da Guerra a jogar às cartas 1920; óleo e colagem sobre tela O Expressionismo de Die Brücke não se restringiu à pintura e à gravura, tendo tido expressão, igualmente na literatura, na música e arquitectura. Após a Primeira Grande Guerra, o movimento renasceu revelando o desespero, o delírio e a desordem sentidos pelo povo alemão durante a Guerra, denominando-se então de Nova Objectividade ou Realismo Mágico , que teve em Otto Dix, George Grosz, Max Beckmann e Rudolph Schilchter os seus representantes. O seu estilo marcava-se pela tendência caricatural, sob influência dadaísta, pelo interesse nos mass media, pelos divertimentos populares e pela vida nas grandes cidades.
  35. 35. Otto Dix * Pintor alemão; * Nasceu em 1891; * Morreu em 1969; * Depois de os nazis subirem ao poder na Alemanha, apenas os membros da Câmara Imperial de Belas Artes podiam trabalhar como artistas, comprar materiais e expor os seus trabalhos. Esta associação, controlada pelo governo nazi, apenas permitiu que Dix se tornasse membro em troca de este concordar em pintar paisagens ao invés de assuntos políticos.
  36. 36. Otto Dix Sinal Luminoso 1917; guache sobre papel
  37. 37. Otto Dix Rua de Praga 1920; óleo e colagem sobre tela
  38. 38. Otto Dix Tríptico Metrópole 1927-1928; painel
  39. 39. <ul><li> O grupo de artistas de inspiração expressionista Der Blaue Reiter (&quot;O cavaleiro azul&quot;) formou-se a partir de 1910, em Munique, e manteve-se até o início da Primeira Guerra Mundial. Os principais motores deste movimento foram artistas da Nova Associação de Artistas de Munique : Wassily Kandinsky, Franz Marc, August Macke, Paul Klee e Marianne von Werefkin. </li></ul>
  40. 40. <ul><li>É pouco posterior a Die Brücke (&quot;A ponte&quot;). Opunha-se ao cubismo, do qual reconhece a acção renovadora mas contesta o fundamento racionalista e implicitamente realista. </li></ul><ul><li>Pretendia ver a Natureza e o Homem a partir das experiências, sensações e sentimentos individuais, mas com um sentido universal, para a construção de uma arte pessoal, fundada na meditação que, tal como disse Kandinsky, nascesse da necessidade interior. </li></ul>
  41. 41. <ul><li>Sem um programa preciso, mas com uma orientação decididamente espiritualista, Der Blaue Reiter editou uma revista, Almanach der Blaue Reiter , e organizou diversas exposições. O seu grande objectivo era reunir nestas exposições a vanguarda da arte europeia - artistas alemães, russos, franceses, italianos e outros, superando fronteiras e barreiras nacionais. O elemento artístico que deveria preponderar. De qualquer modo estes artistas sofreram influências dos pintores franceses Cézanne e Matisse. </li></ul>
  42. 42. <ul><li>Concebiam a arte como produto de unidade existencial entre o Homem e a Natureza, pretendendo construir as obras de arte a partir das experiências pessoais, dos sentimentos subjectivos e das sensações de cada um, mas atribuindo-lhes simultaneamente, um sentido global, válido para todos os homens, como se elas fossem “uma alegoria de construção místico-intimista do mundo” (Franz Marc). Visavam a criação de uma arte livre, não dirigida a nenhum público em especial, que nascesse da meditação e da “necessidade interior” (Kandinsky) de cada artista, na procura pessoal da harmonia espiritual, anseio de toda a Humanidade. </li></ul>
  43. 43. <ul><li>Como pontos comuns aos </li></ul><ul><li>Principais elementos do grupo, destacam-se: </li></ul><ul><li>Valorização da mancha cromática. A dimensão lírica da cor, a claridade e luminosidade, pura e límpida, podendo ser dura/macia, quente/fria, doce/amarga. Cores antinaturalistas, arbitrárias, mas com sentido de complementaridade; </li></ul><ul><li>Preferência por temáticas naturalistas, de sentido algo irreal; </li></ul><ul><li>Execução reflectida e pensada (processo de criação-execução menos intuitivo e menos imediato que o grupo Die Brücke), aliada a uma depuração/simplificação dos meios utilizados; </li></ul><ul><li>O dinamismo da forma, sobretudo a sua capacidade de fascinar, a sua magia interna, a sua emoção; </li></ul><ul><li>A reconquista da pureza da natureza, com tendência emotiva e abstracta da superfície; </li></ul><ul><li>Simplificação e/ou geometrização das formas, com tendência para uma crescente abstractização dos motivos; </li></ul><ul><li>Composições equilibradas, orientadas maioritariamente por linhas circulares e sinuosas, segundo ritmos musicais. </li></ul>
  44. 44. <ul><li>O nome Der Blaue Reiter teve origem na paixão de Marc pelos cavalos e no amor de Kandinsky pela cor azul. Para Kandinsky, o azul é a cor da espiritualidade e quanto mais escuro, mais desperta o desejo humano pelo eterno, conforme escreve no seu livro On the Spiritual in Art , (1911). Além disso Kandinsky havia criado uma obra com o mesmo nome ( Der Blaue Reiter ), em 1903. </li></ul><ul><li>O grupo dissolveu-se com o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914. Franz Marc e August Macke morreram em combate. Kandinsky e Marianne von Werefkin foram obrigados a voltar para a Rússia, pela sua nacionalidade. Também Alexej von Jawlensky teve que fugir e, como alguns outros artistas alemães, refugiou-se em Ascona, Suíça até fim da guerra , quando retornou a Munique. </li></ul>Franz Marc , Cavalo Azul, e Cavalo azul e vermelho, óleo sobre tela
  45. 45. <ul><li>Wassily Kandinsky (1866-1914) </li></ul><ul><li>Kandinsky foi o líder e teórico do Grupo. Esteve profundamente empenhado na renovação da linguagem plástica da arte ocidental, procurando-lhe uma nova expressão que pudesse ser representativa dos novos tempos, da modernidade. Nessa renovação, “não é a questão da forma que interessa, mas o conteúdo, o espírito, o tom interior”. Essa revelação só poderia ser conseguida por duas vias: </li></ul><ul><li>“ 1º o artístico reduzido ao mínimo deve ser identificado como abstracto levado ao máximo. Qualquer objecto tem um som interior que é independente da sua significação exterior. Este som interior ganha em intensidade quando se afasta do significado exterior que o oprime. </li></ul><ul><li>2º o concreto reduzido ao mínimo deve ser identificado, na abstracção, com o real mais intensificadamente activo. Quando, no quadro, uma linha se liberta do objectivo de exprimir uma coisa objectiva, real, e actua por si só como coisa assume a sua plena força íntima. </li></ul>
  46. 46. <ul><li>Fuga , Kandinsky, 1914, óleo sobre tela </li></ul>
  47. 47. <ul><li>Moscovo I , Kandinky, 1916, óleo sobre tela </li></ul>
  48. 48. <ul><li>Amarelo, Vermelho e azul, Kandinky, óleo sobre tela </li></ul>
  49. 58. <ul><li>Franz Marc , óleo sobre tela </li></ul>Franz Marc (1880-1916) Pintou principalmente cenas naturalistas com a presença animal, em composições rítmicas e abstractas, na procura de uma arte espiritual liberta de toda a ligação com a “fachada estilizada da Natureza”.
  50. 59. <ul><li>Franz Marc , óleo sobre tela </li></ul>
  51. 60. Der Blau Reiter, Franz Marc , óleo sobre tela
  52. 61. Raposas e Tigre, Franz Marc , óleo sobre tela
  53. 62. Cavalos Azuis, Franz Marc , óleo sobre tela
  54. 63. Animais, Franz Marc , óleo sobre tela
  55. 64. Porcos, Franz Marc , óleo sobre tela
  56. 65. Vermelho, verde e amarelo, Franz Marc , óleo sobre tela
  57. 66. <ul><li>August Macke , óleo sobre tela </li></ul>August Macke (1879-1914) Utilizou uma linguagem figurativa (paisagens animadas por cenas sociais), dando-lhes uma conotação espiritual e lírica pela harmonia do colorido.
  58. 67. August Macke , óleo sobre tela
  59. 68. August Macke , óleo sobre tela
  60. 69. August Macke , óleo sobre tela
  61. 70. August Macke , óleo sobre tela
  62. 71. Paul Klee (1879-1940) Executou uma arte alegórica, onde os conteúdos artísticos análogos aos elementos da Natureza, mas tratados com significações mágicas, lendárias e poéticas. Segundo ele, “a obra de arte é, antes de mais nada, génese, nunca é sentida como produto” e os artistas deviam “seguir pelo caminho da criação” para que um dia pudessem ser como a Natureza e criar como ela.
  63. 72. Balão Vermelho, Paul Klee , óleo sobre tela
  64. 73. Ancient, Paul Klee , óleo sobre tela
  65. 74. Highway, Paul Klee , óleo sobre tela
  66. 75. Domes, Paul Klee , óleo sobre tela
  67. 76. Kleetunisian Gardens, Paul Klee , óleo sobre tela
  68. 77. Cityscape with yellow windows, Paul Klee , óleo sobre tela
  69. 78. Rochy landscape, Paul Klee , óleo sobre tela
  70. 79. The goldfish, Paul Klee , óleo sobre tela
  71. 80. Senecio, Paul Klee , óleo sobre tela

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