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MOVIMENTO MODERNO
O Modernismo ganha força após a 1ª Guerra Mundial.
Princípios:
• prioridade do planeamento urbano sobre projeto
arquitectónico;
• máxima economia na utilização do solo e na construção;
• rigorosa racionalidade das formas arquitectónicas;
• industrialização da produção, padronização e pré-
fabricação;
• arquitectura e produção industrial consideradas factores
condicionantes do progresso.
MOVIMENTO MODERNO
Linhas de pensamento:
• racionalismo formal – Le Corbusier, França
• racionalismo metodológico didáctico – Walter Gropius,
Alemanha (Bauhaus)
• racionalismo ideológico – Construtivismo Russo
• racionalismo formalista – Neoplasticismo Holandês
• racionalismo empírico – Alvar Aalto, países escandinavos
• racionalismo organicista – Frank Lloyd Wright, EUA
Philip WEBB
Red House
1859 – Bexley Heath
As primeiras décadas do
séc. XX ficaram, quer na
arquitectura, quer no
design, marcadas por
polémicas que
envolveram engenheiros,
arquitectos e artistas que
mantiveram acesa a
discussão sobre as
relações entre “Arte e
técnica” e “Forma e
função”. Esta ampla
discussão foi reflexo da
primeira grande crise de
valores das sociedades
ocidentais, presas ainda
a concepções mentais e
valores éticos e estéticos
do passado, impostos
pela tradição e pelo
academicismo.
Charles MACKINTOSH
Escola de Arte
1896/1909 – Glasgow
A Arte Nova logrou,
equilibrar tensões entre a
tradição e a inovação,
mas o Modernismo que
criou, gerou ele mesmo,
as raízes da ruptura.
As concretizações
arquitectónicas e a
concepção de objectos
da Escola de Chicago,
de Mackintosh em
Glasgow e dos jovens da
Secessão Vienense
foram herdeiras da
arquitectura industrial do
séc. XIX e afirmaram a
eficácia dos novos
materiais (que manteram
à vista – “honestidade
construtiva”), métodos e
meios construtivos
resultantes do
desenvolvimento técnico
e científico desse tempo.
Charles MACKINTOSH
Escola de Arte
1896/1909 – Glasgow
Para além disso,
aplicaram-se critérios
cada vez mais
racionalistas e
funcionalistas (corrente
que expurgou dos
objectos e construções
todos os elementos
que não tivessem
utilidade prática) e
caminharam no sentido
da planta de
organização livre, da
depuração formal e da
desornamentação dos
edifícios, explorando as
potencialidades da
parede sólida, lisa, sem
decoração, como
símbolo da nova era da
máquina.
ADLER & SULLIVAN
Auditorium Building
1887/89 – Chicago
Iniciou-se assim uma
nova aruqitectura que
procurou responder
de forma técnica,
racional e funcional ao
modo de vida de um
tempo novo, que
levantou à construção
exigências de maior
pragamatismo
(higiente, luz,
ventilação, conforto,
…), onde o interesse
das massas se
sobrepôs ao interesse
individual
ADLER & SULLIVAN
Auditorium Building
1887/89 – Chicago
Louis SULLIVAN
Schlesinger & Mayer
1899/1904 – Chicago
Louis SULLIVAN
Wainwrigth Building
1895 – St. Louis
Louis SULLIVAN
Wainwrigth Building
1895 – St. Louis
Adolf LOOS
Brno (Rep.Tcheca) – 1870
Viena (Áustria) – 1933
Na Áustria, o melhor
representante das
novas tendências foi
Adolf Loos, cujos
postulados geraram
vigorosa polémica
entre os arquitectos do
seu tempo. Nele, Loos
combate o
academiscismo, o
ecletismo e a Arte
Nova, propondo uma
arquitectura lúcida,
pragmática, racional e
funcional que utilizasse
os processos e os
materiais do seu tempo
e que vivesse
sobretudo da pureza
das suas formas
arquitecturais, sem
máscara de qualquer
ornamento.
Adolf LOOS
Villa Karma
1904 – Montreaux
Defendendo um
arquitectura urbana,
adaptada à sua
época, económica e
acessível às
massas, Loos
criticou o
individualismo
tradicional,
sobrepondo o culto
da originalidade, a
ética da discrição e
da essencialidade.
Adolf LOOS
Villa Karma
1904 – Montreaux
Adolf LOOS
Edifício Goldman &
Salatsch
1910 – Viena
Adolf LOOS
Casa Steiner
1910 – Viena
Primeiras pesquisas
sobre o Raumplan
Adolf LOOS
Casa Steiner
1910 – Viena
Adolf LOOS
Casa Steiner
1910 – Viena
Adolf LOOS
Casa Rufer
1912 – Viena
Casa Scheu
1912 – Viena
Casa Moller
1928 – Viena
Adolf LOOS
Casa Moller
1928 – Viena
Auguste PERRET
Exelles – 1874
Paris – 1954
Na França, a obra
de Auguste Perret
tivera já estruturas
de betão armado.
Este tipo de
construção iniciada
com a arquitectura
industrial do séc.
XIX.
Auguste PERRET
N°25 Rue Franklin
1903 – Paris
Auguste PERRET
Garage Rue Ponthieu
1905 – Paris
Auguste PERRET
Notre-Dame
1922/25 – Raincy
Auguste PERRET
Le Havre, Reconstrução
Déc. 40 e 50 –França
Auguste PERRET
St. Joseph
1954 – Le Havre
Peter BEHRENS
1909/10 – Cartaz para
as Lâmpadas da AEG
Na Alemanha, a
arquitectura
modernista mergulha
as suas raízes nas
obras da Deutscher
Werkbund, espécie de
Associação Alemã
para o Trabalho,
fundada em 1907 por
industriais, arquitectos
e artistas com a
finalidade de debater
os problemas ligados à
manufactura e à
normalização do
fabrico e de promover
a qualidade dos
produtos industriais,
destinados ao uso das
grandes massas
populacionais.
Peter BEHRENS
Fábrica de Turbinas
1908/09 – Berlim
A Werkbund alemã,
aceitando a
mecanização do
processo de
produção dos
objectos, gerou
uma nova
concepção de
desenho industrial
– assente na
racionalização dos
processos e
destinado à
estandardização –
que situou a
produção industrial
alemã na
vanguarda
europeia.
Peter BEHRENS
Fábrica de Turbinas
1908/09 – Berlim
A Deutscher
Werkbund actuou
também no âmbito
da arquitectura,
onde se destacou o
pintor e arquitecto
Peter Behrens com
construções de
carácter utilitário.
No atelier de
Behrens
trabalharam entre
outros, Le
Corbusier, Max
Berg, Adolf Meyer e
Walter Gropius.
Bruno TAUT
Pavilhão Exposição
Werkbund
1914 – Colónia
Erik MENDELSOHN
Torre Einstein
1917/21 – Postdam
Erik MENDELSOHN
Lojas Schoken
1928 – Berlim
Antonio SANT’ELIA
Cemitério de Monza
1912 – projecto
Antonio SANT’ELIA
Città Nuova
1914 – projecto
Frank Lloyd
WRIGHT
A partir dos anos 30
começou a esboçar-se
uma primeira reacção
ao funcionalismo
racionalista da
arquitectura europeia e
ao seu formalismo
implícito. Como
consequência e
resposta a uma
evolução demasiado
tecnológica, a arte e a
arquitectura
procuraram novas vias
mais humanas e
sensíveis que
evidenciassem
preocupações com o
ambiente circundante e
respeitassem as
tradições locais, ao
nível do uso dos
materiais e das
técnicas construtivas.
Frank Lloyd
WRIGHT
1867 – 1959
É neste contexto que
se insere o trabalho
arquitecto americano
Frank Lloyd Wright,
que iniciou actividade
em 1890 na Escola de
Chicago.
Contrariamente aos
arquitectos da sua
geração, Wright
desenvolveu desde a
sua fase das casas da
pradaria, uma
arquitectura
organicista, onde as
divisões eram
determinadas de uma
forma autónoma,
integrando-se umas
nas outras, como num
sistema vivo coerente.
Frank Lloyd
WRIGHT
Casa Robie,1909
Influenciado pelas
concepções
construtivas japonesas,
Wright associou a
estas ideias a recusa
do maquinismo
tecnológico, enquanto
estandardização; o
apego ao
individualismo; a
relação íntima entre
artesanato e indústria e
a utilização de
materiais tradicionais
de cada região;
concepções espaciais
e estéticas baseadas
na pureza das linhas
horizontais, no
equilíbrio das massas e
volumes construídos e
na perfeita integração
do edifício no meio
envolvente.
Frank Lloyd
WRIGHT
Allen-Lambe,1915
Frank Lloyd
WRIGHT
Falling Water,1935-39
Frank Lloyd
WRIGHT
Falling Water,1935-39
Frank Lloyd
WRIGHT
Taliesin West,1937-38
Frank Lloyd
WRIGHT
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Walter GROPIUS
1883 - 1969
Walter Adolf Gropius.
Nasceu a 18 de Maio de
1883, em Berlim.
Estudou arquitectura em
Munique e Berlim.Entre
1907 e 1919, Gropius
trabalhou nos
escritórios do arquitecto
funcionalista Peter
Beherns, em Berlim. Em
1911, juntou-se à
Deutsche Werkbund. Em
1911 começa a edificar a
fábrica Fagus-Werken
Alfeld e em 1919 é
nomeado director do
Conselho de Arte de
Berlim.
Walter GROPIUS
1883 - 1969
A convite de entidades
oficiais da cidade de
Weimar, fundou a
Bauhaus em 1919, com o
objectivo de combinar o
ensino artístico e técnico
num só lugar. Convidou
os melhores artistas da
época para integrarem o
corpo docente da escola,
tais como : Lyonel
Feininger, Gerhard
Marcks, Johannes Itten,
and Adolf Meyer (1919);
Georg Muche (1920); Paul
Klee and Oskar
Schlemmer (1921);
Wassily Kandinsky (1922);
and Laszlo Moholy-nagy
(1923).
Fábrica Fagus-Werken Alfeld, 1911
Walter GROPIUS
1883 - 1969
Dirige a Escola até ao
ano de 1928 e durante
essa época projecta o
edifício da Bauhaus
em Dessau.
BAUHAUS
1919 - 1933
Após a Primeira Guerra
Mundial, a situação da
Alemanha era muito
precária. Nesse
contexto, em busca da
implantação da social-
democracia, surge o
movimento
denominado Bauhaus.
Centro de estudos
democrático por
excelência —
desenvolveu uma
ideologia que defendia
a escola como o centro
da educação para
formar uma sociedade
mais justa.
BAUHAUS
1919 - 1933
O próprio nome
escolhido, casa em
construção, denota a
utopia de que,
construindo uma
cidade bem idealizada,
a própria sociedade se
construiria de forma
funcional, democrática
e não hierárquica.
Pretendia-se a
integração das artes
aplicadas e as belas-
artes. Havia liberdade
de criação, mas dentro
de convicções
filosóficas comuns.
Mies Van der ROHE
1886 - 1969
Mies Van der Rohe
mostra-se desde
cedo um adepto
incondicional da
industrialização. As
suas obras primam
por:
Edifícios que
seguem linhas
rígidas
padronizadas e
depuradas, testadas
inicialmente em
habitações,
pavilhões e no
projecto da escola
Bauhaus;
Mies Van der ROHE
1886 - 1969
Carácter funcionalista,
tendo em vista
satisfazer as
necessidades sociais e
utilitárias, com
preocupações técnicas,
funcionais e maquinais;
Flexibilidade da planta
livre;
Importância dos
materiais modernos
como o aço, vidro e
betão.
BAUHAUS
1919 - 1933
“A forma segue a
função.”
Tambini
“O Desenho Industrial
é uma manifestação
da capacidade do
espírito humano para
transcender as
suas limitações.”
George Nelson
O espírito que subjaz
a esta escola de
artes aplicadas é a
ideia de que todos os
objectos deverão ser
criados segundo uma
elegância de forma
submetida à função.
BAUHAUS
1919 - 1933
“O desenho
industrial deve ser
pensado como uma
actividade unificada
e global.”
Walter Gropius
Cadeira Wassily
1925 - Marcel Breuer
Ludwig Mies van
der Rohe
1929
Marcel Breuer
1928
BAUHAUS
1919 - 1933
1928 - 30 / direcção: Hannes Meyer
acentuação do Papel Social da Bauhaus incentivo a
cooperação com a indústria exercícios práticos com base nos
avanços teóricos modelos adequados às necessidades
populares (mobiliários e utensílios domésticos)
1930-33 / direcção: Mies van der Rohe
estabelecimento do Sistema Didáctico Tradicional
1932, Transferência para Berlim
1933, Nazi, rejeição ao trabalho “crítico-racional” da Bauhaus:
encerramento edifícios: Centro de formação para Chefes do
Partido Nazi
Le CORBUSIER
Charles-Édouard Jeanneret
1887 - 1965
Le Corbusier foi a imagem da racionalidade na
Arquitectura Modernista Europeia. Este seu
carácter racionalista do funcionalismo está
presente:
- No princípio de que cada elemento
arquitectónico de uma construção deverá
assumir a sua função;
- Na geometrização cubista da composição do
espaço da construção;
- Na concepção rectangular da planta e das
fachadas, com amplas janelas e coberturas
planas;
- Na concepção decorativa e sobriedade das
formas;
- Na preocupação em construir para resolver os
problemas da habitação nas cidades;
- Na integração de outras funções e actividades
complementares nos edifícios habitacionais.
Le CORBUSIER
Plano Voison, Paris, 1925
Le CORBUSIER
Estudo de Le Corbusier para
São Paulo - 1929
Le CORBUSIER
Villa Sabóia, 1929
Le CORBUSIER
Palácio dos Sovietes,
Le Corbusier, Moscovo. 1931
Le Corbusier tinha
como objectivo
encontrar normas
padronizadas para
desenhar e projectar
habitações
económicas,
acessíveis à maioria
das pessoas, mas
onde a vida pudesse
decorrer de acordo
com os altos padrões
de conforto, higiene,
salubridade e
funcionalidade da
modernidade.
Le CORBUSIER
Unidade de Habitação
de Marselha, 1947-53
Para isso, Le
Corbusier definiu “o
mínimo vital” e
optimizou meios e
recursos na sua
construção. Estas
concepções,
marcadas por uma
grande racionalidade
e pragmatismo,
levaram-no a definir
as habitações como
“máquinas para
viver”.
Le CORBUSIER
Unidade de Habitação
de Marselha, 1947-53
Le CORBUSIER
Capela de Nossa Senhora
do Alto, 1950-54
Le CORBUSIER
Villa Stein
Le CORBUSIER
Igreja de Saint Pierre
As concepções de Le
Corbusier, de Gropius
e de Mies van der Rohe
foram divulgadas e
expandidas pelos CIAM
(Congressos
Internacionais de
Arquitectura Moderna)
que, a partir de 1928,
se realizaram em
várias cidades
europeias. Estes
congressos
contribuíram para
organizar as ideias do
Movimento Moderno da
Arquitectura, num
Estilo Internacional que
após 1930, se difundiu
Óscar NIEMEYER
Centro Congressos Brasilia
Óscar NIEMEYER
Ponte Jocelino Kubitschek
Óscar NIEMEYER
Catedral Metropolitana
de Brasilia
Óscar NIEMEYER
Palácio do Planalto
Óscar NIEMEYER
Panteão da Liberdade
Óscar NIEMEYER
Catedral Militar da Nossa
Senhora da Paz
Óscar NIEMEYER
Templo da Boa Vontade
Óscar NIEMEYER
Complexo Cultural da República,
2006
Estilo
INTERNACIONAL
Rockefeller Center Building,
New York - 1929 / 1940
Estilo Internacional foi a designação atribuída
pelo historiador de arte Henri Russel Hitchcock
e pelo arquitecto Philip Jonhson, em 1932, para
abarcar as vanguardas aquitectónicas da
época. Estas apesar de muito diversificadas em
tipologias e estilos pessoais, correspondiam a
certos princípios comuns:
-Usaram a “estética da máquina” e os materiais
modernos (betão, aço, vidro), quase sempre
deixados na sua cor e textura naturais;
- Valorizaram a estrutura construtiva interna (o
esqueleto estrutural, princípio de toda a
construção), que permitia plantas flexíveis e um
planeamento lógico e funcional dos interiores;
- Projectaram fachadas em consola e paredes
panorâmicas, regularizadas geometricamente;
- deram ênfase às janelas com armações
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O Movimento Moderno na Arquitetura

  • 1.
  • 2. MOVIMENTO MODERNO O Modernismo ganha força após a 1ª Guerra Mundial. Princípios: • prioridade do planeamento urbano sobre projeto arquitectónico; • máxima economia na utilização do solo e na construção; • rigorosa racionalidade das formas arquitectónicas; • industrialização da produção, padronização e pré- fabricação; • arquitectura e produção industrial consideradas factores condicionantes do progresso.
  • 3. MOVIMENTO MODERNO Linhas de pensamento: • racionalismo formal – Le Corbusier, França • racionalismo metodológico didáctico – Walter Gropius, Alemanha (Bauhaus) • racionalismo ideológico – Construtivismo Russo • racionalismo formalista – Neoplasticismo Holandês • racionalismo empírico – Alvar Aalto, países escandinavos • racionalismo organicista – Frank Lloyd Wright, EUA
  • 4. Philip WEBB Red House 1859 – Bexley Heath As primeiras décadas do séc. XX ficaram, quer na arquitectura, quer no design, marcadas por polémicas que envolveram engenheiros, arquitectos e artistas que mantiveram acesa a discussão sobre as relações entre “Arte e técnica” e “Forma e função”. Esta ampla discussão foi reflexo da primeira grande crise de valores das sociedades ocidentais, presas ainda a concepções mentais e valores éticos e estéticos do passado, impostos pela tradição e pelo academicismo.
  • 5. Charles MACKINTOSH Escola de Arte 1896/1909 – Glasgow A Arte Nova logrou, equilibrar tensões entre a tradição e a inovação, mas o Modernismo que criou, gerou ele mesmo, as raízes da ruptura. As concretizações arquitectónicas e a concepção de objectos da Escola de Chicago, de Mackintosh em Glasgow e dos jovens da Secessão Vienense foram herdeiras da arquitectura industrial do séc. XIX e afirmaram a eficácia dos novos materiais (que manteram à vista – “honestidade construtiva”), métodos e meios construtivos resultantes do desenvolvimento técnico e científico desse tempo.
  • 6. Charles MACKINTOSH Escola de Arte 1896/1909 – Glasgow Para além disso, aplicaram-se critérios cada vez mais racionalistas e funcionalistas (corrente que expurgou dos objectos e construções todos os elementos que não tivessem utilidade prática) e caminharam no sentido da planta de organização livre, da depuração formal e da desornamentação dos edifícios, explorando as potencialidades da parede sólida, lisa, sem decoração, como símbolo da nova era da máquina.
  • 7. ADLER & SULLIVAN Auditorium Building 1887/89 – Chicago Iniciou-se assim uma nova aruqitectura que procurou responder de forma técnica, racional e funcional ao modo de vida de um tempo novo, que levantou à construção exigências de maior pragamatismo (higiente, luz, ventilação, conforto, …), onde o interesse das massas se sobrepôs ao interesse individual
  • 8. ADLER & SULLIVAN Auditorium Building 1887/89 – Chicago
  • 9. Louis SULLIVAN Schlesinger & Mayer 1899/1904 – Chicago
  • 12. Adolf LOOS Brno (Rep.Tcheca) – 1870 Viena (Áustria) – 1933 Na Áustria, o melhor representante das novas tendências foi Adolf Loos, cujos postulados geraram vigorosa polémica entre os arquitectos do seu tempo. Nele, Loos combate o academiscismo, o ecletismo e a Arte Nova, propondo uma arquitectura lúcida, pragmática, racional e funcional que utilizasse os processos e os materiais do seu tempo e que vivesse sobretudo da pureza das suas formas arquitecturais, sem máscara de qualquer ornamento.
  • 13. Adolf LOOS Villa Karma 1904 – Montreaux Defendendo um arquitectura urbana, adaptada à sua época, económica e acessível às massas, Loos criticou o individualismo tradicional, sobrepondo o culto da originalidade, a ética da discrição e da essencialidade.
  • 15. Adolf LOOS Edifício Goldman & Salatsch 1910 – Viena
  • 16. Adolf LOOS Casa Steiner 1910 – Viena Primeiras pesquisas sobre o Raumplan
  • 19. Adolf LOOS Casa Rufer 1912 – Viena Casa Scheu 1912 – Viena Casa Moller 1928 – Viena
  • 21. Auguste PERRET Exelles – 1874 Paris – 1954 Na França, a obra de Auguste Perret tivera já estruturas de betão armado. Este tipo de construção iniciada com a arquitectura industrial do séc. XIX.
  • 22. Auguste PERRET N°25 Rue Franklin 1903 – Paris
  • 23. Auguste PERRET Garage Rue Ponthieu 1905 – Paris
  • 25. Auguste PERRET Le Havre, Reconstrução Déc. 40 e 50 –França
  • 27. Peter BEHRENS 1909/10 – Cartaz para as Lâmpadas da AEG Na Alemanha, a arquitectura modernista mergulha as suas raízes nas obras da Deutscher Werkbund, espécie de Associação Alemã para o Trabalho, fundada em 1907 por industriais, arquitectos e artistas com a finalidade de debater os problemas ligados à manufactura e à normalização do fabrico e de promover a qualidade dos produtos industriais, destinados ao uso das grandes massas populacionais.
  • 28. Peter BEHRENS Fábrica de Turbinas 1908/09 – Berlim A Werkbund alemã, aceitando a mecanização do processo de produção dos objectos, gerou uma nova concepção de desenho industrial – assente na racionalização dos processos e destinado à estandardização – que situou a produção industrial alemã na vanguarda europeia.
  • 29. Peter BEHRENS Fábrica de Turbinas 1908/09 – Berlim A Deutscher Werkbund actuou também no âmbito da arquitectura, onde se destacou o pintor e arquitecto Peter Behrens com construções de carácter utilitário. No atelier de Behrens trabalharam entre outros, Le Corbusier, Max Berg, Adolf Meyer e Walter Gropius.
  • 33. Antonio SANT’ELIA Cemitério de Monza 1912 – projecto
  • 35. Frank Lloyd WRIGHT A partir dos anos 30 começou a esboçar-se uma primeira reacção ao funcionalismo racionalista da arquitectura europeia e ao seu formalismo implícito. Como consequência e resposta a uma evolução demasiado tecnológica, a arte e a arquitectura procuraram novas vias mais humanas e sensíveis que evidenciassem preocupações com o ambiente circundante e respeitassem as tradições locais, ao nível do uso dos materiais e das técnicas construtivas.
  • 36. Frank Lloyd WRIGHT 1867 – 1959 É neste contexto que se insere o trabalho arquitecto americano Frank Lloyd Wright, que iniciou actividade em 1890 na Escola de Chicago. Contrariamente aos arquitectos da sua geração, Wright desenvolveu desde a sua fase das casas da pradaria, uma arquitectura organicista, onde as divisões eram determinadas de uma forma autónoma, integrando-se umas nas outras, como num sistema vivo coerente.
  • 37. Frank Lloyd WRIGHT Casa Robie,1909 Influenciado pelas concepções construtivas japonesas, Wright associou a estas ideias a recusa do maquinismo tecnológico, enquanto estandardização; o apego ao individualismo; a relação íntima entre artesanato e indústria e a utilização de materiais tradicionais de cada região; concepções espaciais e estéticas baseadas na pureza das linhas horizontais, no equilíbrio das massas e volumes construídos e na perfeita integração do edifício no meio envolvente.
  • 43. Walter GROPIUS 1883 - 1969 Walter Adolf Gropius. Nasceu a 18 de Maio de 1883, em Berlim. Estudou arquitectura em Munique e Berlim.Entre 1907 e 1919, Gropius trabalhou nos escritórios do arquitecto funcionalista Peter Beherns, em Berlim. Em 1911, juntou-se à Deutsche Werkbund. Em 1911 começa a edificar a fábrica Fagus-Werken Alfeld e em 1919 é nomeado director do Conselho de Arte de Berlim.
  • 44. Walter GROPIUS 1883 - 1969 A convite de entidades oficiais da cidade de Weimar, fundou a Bauhaus em 1919, com o objectivo de combinar o ensino artístico e técnico num só lugar. Convidou os melhores artistas da época para integrarem o corpo docente da escola, tais como : Lyonel Feininger, Gerhard Marcks, Johannes Itten, and Adolf Meyer (1919); Georg Muche (1920); Paul Klee and Oskar Schlemmer (1921); Wassily Kandinsky (1922); and Laszlo Moholy-nagy (1923). Fábrica Fagus-Werken Alfeld, 1911
  • 45. Walter GROPIUS 1883 - 1969 Dirige a Escola até ao ano de 1928 e durante essa época projecta o edifício da Bauhaus em Dessau.
  • 46. BAUHAUS 1919 - 1933 Após a Primeira Guerra Mundial, a situação da Alemanha era muito precária. Nesse contexto, em busca da implantação da social- democracia, surge o movimento denominado Bauhaus. Centro de estudos democrático por excelência — desenvolveu uma ideologia que defendia a escola como o centro da educação para formar uma sociedade mais justa.
  • 47. BAUHAUS 1919 - 1933 O próprio nome escolhido, casa em construção, denota a utopia de que, construindo uma cidade bem idealizada, a própria sociedade se construiria de forma funcional, democrática e não hierárquica. Pretendia-se a integração das artes aplicadas e as belas- artes. Havia liberdade de criação, mas dentro de convicções filosóficas comuns.
  • 48. Mies Van der ROHE 1886 - 1969 Mies Van der Rohe mostra-se desde cedo um adepto incondicional da industrialização. As suas obras primam por: Edifícios que seguem linhas rígidas padronizadas e depuradas, testadas inicialmente em habitações, pavilhões e no projecto da escola Bauhaus;
  • 49. Mies Van der ROHE 1886 - 1969 Carácter funcionalista, tendo em vista satisfazer as necessidades sociais e utilitárias, com preocupações técnicas, funcionais e maquinais; Flexibilidade da planta livre; Importância dos materiais modernos como o aço, vidro e betão.
  • 50. BAUHAUS 1919 - 1933 “A forma segue a função.” Tambini “O Desenho Industrial é uma manifestação da capacidade do espírito humano para transcender as suas limitações.” George Nelson O espírito que subjaz a esta escola de artes aplicadas é a ideia de que todos os objectos deverão ser criados segundo uma elegância de forma submetida à função.
  • 51. BAUHAUS 1919 - 1933 “O desenho industrial deve ser pensado como uma actividade unificada e global.” Walter Gropius Cadeira Wassily 1925 - Marcel Breuer Ludwig Mies van der Rohe 1929 Marcel Breuer 1928
  • 52. BAUHAUS 1919 - 1933 1928 - 30 / direcção: Hannes Meyer acentuação do Papel Social da Bauhaus incentivo a cooperação com a indústria exercícios práticos com base nos avanços teóricos modelos adequados às necessidades populares (mobiliários e utensílios domésticos) 1930-33 / direcção: Mies van der Rohe estabelecimento do Sistema Didáctico Tradicional 1932, Transferência para Berlim 1933, Nazi, rejeição ao trabalho “crítico-racional” da Bauhaus: encerramento edifícios: Centro de formação para Chefes do Partido Nazi
  • 53. Le CORBUSIER Charles-Édouard Jeanneret 1887 - 1965 Le Corbusier foi a imagem da racionalidade na Arquitectura Modernista Europeia. Este seu carácter racionalista do funcionalismo está presente: - No princípio de que cada elemento arquitectónico de uma construção deverá assumir a sua função; - Na geometrização cubista da composição do espaço da construção; - Na concepção rectangular da planta e das fachadas, com amplas janelas e coberturas planas; - Na concepção decorativa e sobriedade das formas; - Na preocupação em construir para resolver os problemas da habitação nas cidades; - Na integração de outras funções e actividades complementares nos edifícios habitacionais.
  • 55. Le CORBUSIER Estudo de Le Corbusier para São Paulo - 1929
  • 57. Le CORBUSIER Palácio dos Sovietes, Le Corbusier, Moscovo. 1931 Le Corbusier tinha como objectivo encontrar normas padronizadas para desenhar e projectar habitações económicas, acessíveis à maioria das pessoas, mas onde a vida pudesse decorrer de acordo com os altos padrões de conforto, higiene, salubridade e funcionalidade da modernidade.
  • 58. Le CORBUSIER Unidade de Habitação de Marselha, 1947-53 Para isso, Le Corbusier definiu “o mínimo vital” e optimizou meios e recursos na sua construção. Estas concepções, marcadas por uma grande racionalidade e pragmatismo, levaram-no a definir as habitações como “máquinas para viver”.
  • 59. Le CORBUSIER Unidade de Habitação de Marselha, 1947-53
  • 60. Le CORBUSIER Capela de Nossa Senhora do Alto, 1950-54
  • 62. Le CORBUSIER Igreja de Saint Pierre As concepções de Le Corbusier, de Gropius e de Mies van der Rohe foram divulgadas e expandidas pelos CIAM (Congressos Internacionais de Arquitectura Moderna) que, a partir de 1928, se realizaram em várias cidades europeias. Estes congressos contribuíram para organizar as ideias do Movimento Moderno da Arquitectura, num Estilo Internacional que após 1930, se difundiu
  • 68. Óscar NIEMEYER Catedral Militar da Nossa Senhora da Paz
  • 70. Óscar NIEMEYER Complexo Cultural da República, 2006
  • 71. Estilo INTERNACIONAL Rockefeller Center Building, New York - 1929 / 1940 Estilo Internacional foi a designação atribuída pelo historiador de arte Henri Russel Hitchcock e pelo arquitecto Philip Jonhson, em 1932, para abarcar as vanguardas aquitectónicas da época. Estas apesar de muito diversificadas em tipologias e estilos pessoais, correspondiam a certos princípios comuns: -Usaram a “estética da máquina” e os materiais modernos (betão, aço, vidro), quase sempre deixados na sua cor e textura naturais; - Valorizaram a estrutura construtiva interna (o esqueleto estrutural, princípio de toda a construção), que permitia plantas flexíveis e um planeamento lógico e funcional dos interiores; - Projectaram fachadas em consola e paredes panorâmicas, regularizadas geometricamente; - deram ênfase às janelas com armações metálicas leves e colocadas à face das fachadas; - preferiram as coberturas, planas, em terraço; - excluíram toda a ornamentação aplicada.