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Livro de Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier
Além da Morte
Lição 29
 "Descerrou-se, finalmente, o derradeiro
véu que obumbrava o meu ser pensante…
Senti-me sã, ativa, ágil, como se
despertasse naquele instante… Ah! Eu
morrera…"
 O texto é de autoria de Maria João de
Deus, a mãe de Chico Xavier que vem lhe
trazer notícias do outro mundo, livro
Cartas de uma morta e nos remete ao
momento derradeiro de nossa existência
material, todos, indistintamente,
seguiremos para a morte.
 Não por acaso, diz o dito popular que duas
coisas são certas na vida: a morte e os
impostos. Porém, pouco se pensa ou se fala
sobre o morte. Apesar de inevitável, é um
assunto que poucas pessoas abordam com
clareza e naturalidade, ao contrário, ainda
hoje é um tabu discorrer sobre o tema de
forma leve e objetiva.
 Morreremos todos, isto é fato. Porque,
então, temos tanta dificuldade em pensar
nisso? Qual a razão da morte ser, ainda,
um assunto sombrio?
 Certamente, pensarão alguns, que é por já
terem se despedido de entes queridos, dos
quais a saudade lhes tange a alma como
uma dor dilacerante. Ou,talvez, pela
incerteza do que lhes espera o mundo post
mortem, temem alguns pelo que irão
encontrar. Mas e se pensássemos que este
mesmo ente querido está viajando para um
lugar magnífico, onde muito aprenderá,
pensarmos que neste lugar estaria com
maior liberdade e sem as tristezas da nossa
terra, ainda sim seria triste?
 Pensar sobre a morte pode nos levar a
quebrar um paradigma de milênios de
ignorância, em que o homem acreditava
que a morte era o fim de tudo, a extinção
 Nesta lição, Emmanuel nos propõe algumas
reflexões interessantes sobre o tema que,
apesar de trazer a morte em seu título, pode
nos auxiliar a levar a vida de uma forma
diferente, mais leve, mas, também, mais
produtiva.
 Iniciemos a lição.
 "O reino da vida, além da morte, não
é domicílio do milagre.
 Passa o corpo, em trânsito pra a
natureza inferior que lhe atrai os
componentes, entretanto, a alma
continua na posição evolutiva em que
se encontra.
 Cada inteligência apenas consegue
alcançar a periferia do círculo de
valores e imagens dos quais se faz o
centro gerador.
 Ninguém pode viver em situação que
ainda não concebe.
 Dentro da nossa capacidade de
autoprojeção, erguem-se os nossos
 Milagre é ato ou acontecimento fora do
comum, inexplicável pelas leis naturais,
do qual a morte não faz parte.
 Ela não modificará a nossa mente, ao
contrário, permaneceremos vibrando de
igual maneira após o desencarne.
Nossos hábitos permanecerão, nossos
anseios se farão mais claros e
buscaremos o que o nosso coração
aprendeu a querer. Não se trata de
rompimento, mas de continuidade.
 Emmanuel compara a morte a um
retrato da vida, dizendo, ainda, que: "A
verdade revelará na chapa da memória
as imagens que estiveres criando,
sustentando e movimentando, no
campo da existência." (livro Mais
Perto)
 O que fui, o que fiz, o que semeie, tudo isto resultará no que me tornei
com a experiência terrestre e diante do patrimônio evolutivo adquirido
serei capaz de progredir minha jornada.
 Esta, também, é a resposta que os espíritos deram a Kardec, conforme
se infere na resposta da questão 146 do Livro dos Espíritos: "As
faculdades perceptivas da alma são proporcionais à sua purificação:
só as de escol podem gozar da presença de Deus.“
 E, ainda, a questão 155: "a entrada no mundo dos Espíritos não dá à
alma todos os conhecimentos que lhe faltavam na Terra."
 Não há milagre que nos torne bons e perfeitos,
há muito trabalho, dedicação, disciplina para
que possamos construir o nosso futuro,
melhorando passo a passo.
 Sigamos em frente na lição.
 "A mente primitivista de um mono,
transposto o limiar da morte, continua
presa aos interesses da furna que lhe
consolidou os hábitos instintivos.
 O índio desencarnado dificilmente
ultrapassa o âmbito da floresta que lhe
acariciou a existência.
 Assim também, na vastíssima fauna social
das nações, cada criatura dita civilizada,
além do sepulcro, circunscreve-se ao círculo
das concepções que, mentalmente, pode
abranger." Roteiro
 Nossa mente deve ser expandida gradativamente através do conhecimento e
das várias experiências fornecidas pelas múltiplas encarnações.
 Se o índio não será capaz de atravessar o âmbito da floresta em que vivia
antes de desencarnar, tratando-se de um exemplo meramente ilustrativo de
espíritos com uma visão ainda restrita da vida, o que pensar de nós outros?
Como reconhecer as sementes que nos levarão a pairagens mais altas, que
tanto almejamos em vida?
 "Não nos propomos nivelar homens e animais; contudo,
numa comparação reconhecidamente incompleta,
imaginemos seres outros da natureza trazidos ao regime
do Espírito encarnado na Esfera Física.
 O cavalo atrelado ao carro, quando entregue ao
descanso, corre à pastagem, onde se refocila na
satisfação dos próprios impulsos.
 A serpente, presa para cooperar na fabricação de soro
antiofídico, se for libertada, desliza para a toca, onde
reconstituirá o próprio veneno.
 O corvo, detido para observações, quando solto, volve à
imundície.
 A abelha, retida em observação de apicultura, ao
desembaraçar-se, torna, incontinenti, à colmeia e ao
trabalho.
 A andorinha engaiolada para estudo, tão logo se veja
fora da grade, voa no rumo da primavera.
 Se desejas saber quem és, observa o que pensas, quando
estás sem ninguém; e se queres conhecer o lugar que te
espera, depois da morte, examina o que fazes contigo
mesmo nas horas livres." (Justiça Divina - Emmanuel).
 Quem eu sou? Para onde vou? As
respostas que antes pareciam tão
distantes, fazem-se, sob as luzes da
doutrina espírita, claras e límpidas.
Examinemos nossas ações e sentimentos
e encontraremos quem somos e para
onde vamos.
 Sigamos em frente.
 "A residência da alma permanece"A residência da alma permanece
situada no manancial de seu própriossituada no manancial de seu próprios
pensamentos.pensamentos.
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criações.criações.
 Demoramo-nos onde supomos o centroDemoramo-nos onde supomos o centro
de nossos interesses.de nossos interesses.
 Facilmente explicável, assim, aFacilmente explicável, assim, a
continuidade dos nossos hábitos econtinuidade dos nossos hábitos e
tendências, além da morte." Roteirotendências, além da morte." Roteiro
 Nossa jornada é solitária, cheia de encontros e desencontros, porém, trilhada apenas
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 Meditar sobre a morte, assim, nos leva imediatamente a rever a forma como
vivemos, porque uma está diretamente associada a outra. Morte e vida se sucedem e
nos remetem ao caminho evolutivo que estamos construindo.
 "No futuro, os homens cogitarão de se prepararem, em bases de educação
raciocinada, sobre o que lhes acontecerá depois da morte no Plano Físico, por que,
efetivamente, ninguém vai morrer, no sentido de desaparecer, de vez que nos
achamos todos, queiramos ou não, diante de nossa própria imortalidade, além do
corpo que usamos atualmente." Chico Xavier
 Caminhemos mais um pouco com Emmanuel.
 "A escravidão ou a liberdade residem no imo de nosso próprio ser.
 Corre a fonte, sob a emanação de vapores da sua própria corrente.
 Vive a árvore rodeada pelos fluidos sutis que ela mesma exterioriza,
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Permanece o charco debaixo da atmosfera pestilencial que ele mesmo
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também a Terra, com o seu corpo ciclópico, arrasta consigo, na infinita
paisagem cósmica, o ambiente espiritual de seus filhos." Roteiro
 Pertencemos ao ambiente em que estamos,
construímos o que nos cerca, exteriorizando no
mundo material o que se passa em nosso mundo
espiritual. Tudo está interligado, os mundos,
tanto físico quanto o espiritual, são construções
que realizamos conforme nosso estágio
evolutivo e isto terá continuidade após a nossa
morte, porque continuaremos sendo as mesmas
pessoas.
 Talvez já tenhamos sonhado em habitar mundos
felizes, onde o bem prevaleça, onde a vida seja
mais leve. Quem já leu o livro Nosso Lar,
certamente já imaginou se seria digno de ser
recebido em lugar tão belo e organizado. O que
a lição nos chama a refletir é que este mundo
começa em nosso interior, dentro de nós
sentiremos a paz, a alegria, a esperança e tudo
isto transformará o mundo que habitamos.
 É um ensinamento profundo e valoroso. Se estou feliz onde vivo,
mesmo diante dos obstáculos e adversidades, tenho olhar para
compreender e ser grato, tendo a percepção do bem e não apenas do
mal, isto permanecerá mesmo depois do desencarne, porém, se o
mundo em que vivo é só tristeza e infelicidade, há grande chance de
que isto permaneça no mundo espiritual, quando o morte nos visitar.
 A grande alegria, porém, é sabermos disto tudo hoje e termos a rica
oportunidade de ajustarmos nossa vida para termos uma boa morte.
 Caminhemos mais um pouco com a lição.
 "Atravessado o grande umbral do túmulo, o homem
deseducado prossegue reclamando aprimoramento.
 A criatura viciada continua exigindo satisfação aos
apetites baixos.
 O cérebro desvairado, entre indagações descabidas,
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 Minhas imperfeições seguirão comigo, minhas
dores, mágoas, dúvidas, inquietações.
 A Revista Espírita de 1865 nos traz um
belíssimo discurso de Victor Hugo junto ao
túmulo de uma jovem, do qual reproduzimos
alguns trechos que nos auxiliarão a melhor
compreender a lição:
 “Em algumas semanas ocupamo-nos de duas
irmãs: casamos uma e sepultamos a outra. Eis
o perpétuo tremor da vida. Inclinemo-nos,
meus irmãos, ante o severo destino.
 “Inclinemo-nos com esperança. Nossos olhos
não foram feitos para chorar, mas para ver;
nosso coração não foi feito para sofrer, mas
para crer. A fé numa outra existência nasce da
faculdade de amar. Não o esqueçamos: nesta
vida inquieta e apaziguada pelo amor, é o
coração quem crê. O filho conta encontrar a
seu pai; a mãe não consente em perder para
sempre o filho. Esta recusa do nada é a
grandeza do homem.
 “O coração não pode errar. A carne é um
sonho; ela se dissipa. Se esse desaparecimento
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 Quem quer que ame, sabe e sente que nenhum dos
pontos de apoio do homem está na Terra. Amar é viver
além da vida. Sem esta fé, nenhum dom perfeito do
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Putron era o doce orgulho de uma família respeitável e
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cercada de todas as ternuras; cresceu feliz e, recebendo
felicidade, dava felicidade; amada, amava. Ela acaba de
partir.
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 "A carne é um sonho, ela se dissipa...", não obstante, há quem viva
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 Caminhemos em plano mais elevado, tenhamos consciência que estamos
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 "E a alma de boa-vontade encontra mil recursos para adiantar-se na
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 Em razão das leis que nos governam a vida, nem sempre o mensageiro
que regressa do país da morte procede de planos superiores e nem a
mediunidade será sinônimo de sublimação.
 Determinadas inteligências desencarnadas se comunicam com
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 Os habitantes de outras esferas buscam no mundo aqueles com os quais
simpatizam e a mente encarnada aceita a visita das entidades com as
quais se afina.
 A necessidade do Evangelho, portanto, como estatuto de edificação
moral dos fenômenos espíritas, é impositivo inadiável. Com a Boa
Nova, no mundo abençoado e fértil da nossa Doutrina de luz e amor,
possuímos a estrada rela para a nossa romagem de elevação." Roteiro
 Se a Terra é escola, Jesus é certamente o melhor professor que aqui teremos. Urge
nos matriculemos nos estudo constante do seu evangelho de luz, buscando
compreender o alcance de suas lições na vida de cada dia, diante das pessoas que o
bom Deus colocou em nosso caminhar.
 Escolheremos como iremos viver, não nos esqueçamos, porém, que a escolha não
termina com a morte.
 Fazer boas escolhas é seguir sem nada a temer, sabendo que "a morte virá por
meirinho seguro, mostrar-te a Grande Conta, a fim de que te informes que
nasceste no mundo somente para o bem, e que somente o bem é capaz de elevar-te,
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  • 1. Livro de Emmanuel Psicografia de Chico Xavier Além da Morte Lição 29
  • 2.  "Descerrou-se, finalmente, o derradeiro véu que obumbrava o meu ser pensante… Senti-me sã, ativa, ágil, como se despertasse naquele instante… Ah! Eu morrera…"  O texto é de autoria de Maria João de Deus, a mãe de Chico Xavier que vem lhe trazer notícias do outro mundo, livro Cartas de uma morta e nos remete ao momento derradeiro de nossa existência material, todos, indistintamente, seguiremos para a morte.  Não por acaso, diz o dito popular que duas coisas são certas na vida: a morte e os impostos. Porém, pouco se pensa ou se fala sobre o morte. Apesar de inevitável, é um assunto que poucas pessoas abordam com clareza e naturalidade, ao contrário, ainda hoje é um tabu discorrer sobre o tema de forma leve e objetiva.
  • 3.  Morreremos todos, isto é fato. Porque, então, temos tanta dificuldade em pensar nisso? Qual a razão da morte ser, ainda, um assunto sombrio?  Certamente, pensarão alguns, que é por já terem se despedido de entes queridos, dos quais a saudade lhes tange a alma como uma dor dilacerante. Ou,talvez, pela incerteza do que lhes espera o mundo post mortem, temem alguns pelo que irão encontrar. Mas e se pensássemos que este mesmo ente querido está viajando para um lugar magnífico, onde muito aprenderá, pensarmos que neste lugar estaria com maior liberdade e sem as tristezas da nossa terra, ainda sim seria triste?  Pensar sobre a morte pode nos levar a quebrar um paradigma de milênios de ignorância, em que o homem acreditava que a morte era o fim de tudo, a extinção
  • 4.  Nesta lição, Emmanuel nos propõe algumas reflexões interessantes sobre o tema que, apesar de trazer a morte em seu título, pode nos auxiliar a levar a vida de uma forma diferente, mais leve, mas, também, mais produtiva.  Iniciemos a lição.  "O reino da vida, além da morte, não é domicílio do milagre.  Passa o corpo, em trânsito pra a natureza inferior que lhe atrai os componentes, entretanto, a alma continua na posição evolutiva em que se encontra.  Cada inteligência apenas consegue alcançar a periferia do círculo de valores e imagens dos quais se faz o centro gerador.  Ninguém pode viver em situação que ainda não concebe.  Dentro da nossa capacidade de autoprojeção, erguem-se os nossos
  • 5.  Milagre é ato ou acontecimento fora do comum, inexplicável pelas leis naturais, do qual a morte não faz parte.  Ela não modificará a nossa mente, ao contrário, permaneceremos vibrando de igual maneira após o desencarne. Nossos hábitos permanecerão, nossos anseios se farão mais claros e buscaremos o que o nosso coração aprendeu a querer. Não se trata de rompimento, mas de continuidade.  Emmanuel compara a morte a um retrato da vida, dizendo, ainda, que: "A verdade revelará na chapa da memória as imagens que estiveres criando, sustentando e movimentando, no campo da existência." (livro Mais Perto)
  • 6.  O que fui, o que fiz, o que semeie, tudo isto resultará no que me tornei com a experiência terrestre e diante do patrimônio evolutivo adquirido serei capaz de progredir minha jornada.  Esta, também, é a resposta que os espíritos deram a Kardec, conforme se infere na resposta da questão 146 do Livro dos Espíritos: "As faculdades perceptivas da alma são proporcionais à sua purificação: só as de escol podem gozar da presença de Deus.“  E, ainda, a questão 155: "a entrada no mundo dos Espíritos não dá à alma todos os conhecimentos que lhe faltavam na Terra."
  • 7.  Não há milagre que nos torne bons e perfeitos, há muito trabalho, dedicação, disciplina para que possamos construir o nosso futuro, melhorando passo a passo.  Sigamos em frente na lição.  "A mente primitivista de um mono, transposto o limiar da morte, continua presa aos interesses da furna que lhe consolidou os hábitos instintivos.  O índio desencarnado dificilmente ultrapassa o âmbito da floresta que lhe acariciou a existência.  Assim também, na vastíssima fauna social das nações, cada criatura dita civilizada, além do sepulcro, circunscreve-se ao círculo das concepções que, mentalmente, pode abranger." Roteiro
  • 8.  Nossa mente deve ser expandida gradativamente através do conhecimento e das várias experiências fornecidas pelas múltiplas encarnações.  Se o índio não será capaz de atravessar o âmbito da floresta em que vivia antes de desencarnar, tratando-se de um exemplo meramente ilustrativo de espíritos com uma visão ainda restrita da vida, o que pensar de nós outros? Como reconhecer as sementes que nos levarão a pairagens mais altas, que tanto almejamos em vida?
  • 9.  "Não nos propomos nivelar homens e animais; contudo, numa comparação reconhecidamente incompleta, imaginemos seres outros da natureza trazidos ao regime do Espírito encarnado na Esfera Física.  O cavalo atrelado ao carro, quando entregue ao descanso, corre à pastagem, onde se refocila na satisfação dos próprios impulsos.  A serpente, presa para cooperar na fabricação de soro antiofídico, se for libertada, desliza para a toca, onde reconstituirá o próprio veneno.  O corvo, detido para observações, quando solto, volve à imundície.  A abelha, retida em observação de apicultura, ao desembaraçar-se, torna, incontinenti, à colmeia e ao trabalho.  A andorinha engaiolada para estudo, tão logo se veja fora da grade, voa no rumo da primavera.  Se desejas saber quem és, observa o que pensas, quando estás sem ninguém; e se queres conhecer o lugar que te espera, depois da morte, examina o que fazes contigo mesmo nas horas livres." (Justiça Divina - Emmanuel).
  • 10.  Quem eu sou? Para onde vou? As respostas que antes pareciam tão distantes, fazem-se, sob as luzes da doutrina espírita, claras e límpidas. Examinemos nossas ações e sentimentos e encontraremos quem somos e para onde vamos.  Sigamos em frente.  "A residência da alma permanece"A residência da alma permanece situada no manancial de seu própriossituada no manancial de seu próprios pensamentos.pensamentos.  Estamos naturalmente ligados às nossasEstamos naturalmente ligados às nossas criações.criações.  Demoramo-nos onde supomos o centroDemoramo-nos onde supomos o centro de nossos interesses.de nossos interesses.  Facilmente explicável, assim, aFacilmente explicável, assim, a continuidade dos nossos hábitos econtinuidade dos nossos hábitos e tendências, além da morte." Roteirotendências, além da morte." Roteiro
  • 11.  Nossa jornada é solitária, cheia de encontros e desencontros, porém, trilhada apenas por nossos pés, pelo nosso querer, dirigida pela nossa vontade.  Meditar sobre a morte, assim, nos leva imediatamente a rever a forma como vivemos, porque uma está diretamente associada a outra. Morte e vida se sucedem e nos remetem ao caminho evolutivo que estamos construindo.  "No futuro, os homens cogitarão de se prepararem, em bases de educação raciocinada, sobre o que lhes acontecerá depois da morte no Plano Físico, por que, efetivamente, ninguém vai morrer, no sentido de desaparecer, de vez que nos achamos todos, queiramos ou não, diante de nossa própria imortalidade, além do corpo que usamos atualmente." Chico Xavier
  • 12.  Caminhemos mais um pouco com Emmanuel.  "A escravidão ou a liberdade residem no imo de nosso próprio ser.  Corre a fonte, sob a emanação de vapores da sua própria corrente.  Vive a árvore rodeada pelos fluidos sutis que ela mesma exterioriza, através das folhas e das resinas que lhe pendem dos galhos e do tronco. Permanece o charco debaixo da atmosfera pestilencial que ele mesmo alimenta, e brilha o jardim, sob as vagas do perfume que produz. Assim também a Terra, com o seu corpo ciclópico, arrasta consigo, na infinita paisagem cósmica, o ambiente espiritual de seus filhos." Roteiro
  • 13.  Pertencemos ao ambiente em que estamos, construímos o que nos cerca, exteriorizando no mundo material o que se passa em nosso mundo espiritual. Tudo está interligado, os mundos, tanto físico quanto o espiritual, são construções que realizamos conforme nosso estágio evolutivo e isto terá continuidade após a nossa morte, porque continuaremos sendo as mesmas pessoas.  Talvez já tenhamos sonhado em habitar mundos felizes, onde o bem prevaleça, onde a vida seja mais leve. Quem já leu o livro Nosso Lar, certamente já imaginou se seria digno de ser recebido em lugar tão belo e organizado. O que a lição nos chama a refletir é que este mundo começa em nosso interior, dentro de nós sentiremos a paz, a alegria, a esperança e tudo isto transformará o mundo que habitamos.
  • 14.  É um ensinamento profundo e valoroso. Se estou feliz onde vivo, mesmo diante dos obstáculos e adversidades, tenho olhar para compreender e ser grato, tendo a percepção do bem e não apenas do mal, isto permanecerá mesmo depois do desencarne, porém, se o mundo em que vivo é só tristeza e infelicidade, há grande chance de que isto permaneça no mundo espiritual, quando o morte nos visitar.  A grande alegria, porém, é sabermos disto tudo hoje e termos a rica oportunidade de ajustarmos nossa vida para termos uma boa morte.
  • 15.  Caminhemos mais um pouco com a lição.  "Atravessado o grande umbral do túmulo, o homem deseducado prossegue reclamando aprimoramento.  A criatura viciada continua exigindo satisfação aos apetites baixos.  O cérebro desvairado, entre indagações descabidas, não foge, de imediato, ao poço de obscuridades em que se submergiu." Roteiro  Minhas imperfeições seguirão comigo, minhas dores, mágoas, dúvidas, inquietações.
  • 16.  A Revista Espírita de 1865 nos traz um belíssimo discurso de Victor Hugo junto ao túmulo de uma jovem, do qual reproduzimos alguns trechos que nos auxiliarão a melhor compreender a lição:  “Em algumas semanas ocupamo-nos de duas irmãs: casamos uma e sepultamos a outra. Eis o perpétuo tremor da vida. Inclinemo-nos, meus irmãos, ante o severo destino.  “Inclinemo-nos com esperança. Nossos olhos não foram feitos para chorar, mas para ver; nosso coração não foi feito para sofrer, mas para crer. A fé numa outra existência nasce da faculdade de amar. Não o esqueçamos: nesta vida inquieta e apaziguada pelo amor, é o coração quem crê. O filho conta encontrar a seu pai; a mãe não consente em perder para sempre o filho. Esta recusa do nada é a grandeza do homem.  “O coração não pode errar. A carne é um sonho; ela se dissipa. Se esse desaparecimento fosse o fim do homem, tiraria à nossa
  • 17.  Quem quer que ame, sabe e sente que nenhum dos pontos de apoio do homem está na Terra. Amar é viver além da vida. Sem esta fé, nenhum dom perfeito do coração seria possível; amar, que é o objetivo do homem, seria o seu suplício. O paraíso seria o inferno. Não! digamos bem alto, a criatura amante exige a criatura imortal. O coração necessita da alma.  “Há um coração neste féretro, e esse coração está vivo. Neste momento ele escuta minhas palavras. “Emily de Putron era o doce orgulho de uma família respeitável e patriarcal. Seus amigos e parentes tinham por deleite sua graça e por festa seu sorriso. Ela era como uma flor de alegria a desabrochar na casa. Desde o berço era cercada de todas as ternuras; cresceu feliz e, recebendo felicidade, dava felicidade; amada, amava. Ela acaba de partir.  “Para onde foi? Para a sombra? Não.  “Nós é que estamos na sombra. Ela está na aurora."
  • 18.  "A carne é um sonho, ela se dissipa...", não obstante, há quem viva como se a carne fosse eterna, concedendo a ela e aos bens materiais todas as suas energias, todo o seu vigor.  Caminhemos em plano mais elevado, tenhamos consciência que estamos aqui apenas de passagem, matriculadas nesta escola divina, esforçando- nos para tirar o melhor proveito das lições que nos são oferecidos.
  • 19.  Vejamos o encerramento dado por Emmanuel a tão rico tema.  "E a alma de boa-vontade encontra mil recursos para adiantar-se na senda evolutiva, amparando o próximo e descobrindo na felicidade dos outros a própria felicidade.  Em razão das leis que nos governam a vida, nem sempre o mensageiro que regressa do país da morte procede de planos superiores e nem a mediunidade será sinônimo de sublimação.  Determinadas inteligências desencarnadas se comunicam com determinados instrumentos mediúnicos.  Os habitantes de outras esferas buscam no mundo aqueles com os quais simpatizam e a mente encarnada aceita a visita das entidades com as quais se afina.  A necessidade do Evangelho, portanto, como estatuto de edificação moral dos fenômenos espíritas, é impositivo inadiável. Com a Boa Nova, no mundo abençoado e fértil da nossa Doutrina de luz e amor, possuímos a estrada rela para a nossa romagem de elevação." Roteiro
  • 20.  Se a Terra é escola, Jesus é certamente o melhor professor que aqui teremos. Urge nos matriculemos nos estudo constante do seu evangelho de luz, buscando compreender o alcance de suas lições na vida de cada dia, diante das pessoas que o bom Deus colocou em nosso caminhar.  Escolheremos como iremos viver, não nos esqueçamos, porém, que a escolha não termina com a morte.  Fazer boas escolhas é seguir sem nada a temer, sabendo que "a morte virá por meirinho seguro, mostrar-te a Grande Conta, a fim de que te informes que nasceste no mundo somente para o bem, e que somente o bem é capaz de elevar-te, em santa plenitude de quitação com a vida para a glória da luz sublimada e sem fim." Emmanuel - Marcas do Caminho.