“À conversa com pais”
 « Educar crianças confiantes e competentes »

        Colaboração entre
   o webcuco e a USF Egas Moniz




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Plano de apresentação

 Definições :
      Conceito de Si Próprio
      Auto-estima ou Estima de Si
      Auto-conceito


 Determinantes :
      Conhecimento de Si
      Dimensão social : sentimento de pertença
      Sentimento de competência
      Sentimento de confiança
Conceito de Si Próprio

 É um conceito muito social. É a produção da
  identidade individual com o contexto onde se
  encontra.
 A criança constrói o seu “Si Próprio” graças
  aos outros. A ideia que ela tem de si vem dos
  outros.
A auto-estima constrói-se…


 Se, numa crítica, faço uma diferença entre o João e o que o
  João fez, ele pode melhorar para ir mais longe.
 Isso implica a noção de erro :
      Quando o que faço não corresponde ao que eu deveria fazer sobre o
       plano factual: é um erro e isso corrige-se.
      Quando o que faço não corresponde ao que eu deveria fazer no plano
       afectivo, entramos na noção de culpabilidade e isso pode-se reparar.
      Quando o que eu faço não corresponde ao que eu deveria fazer no
       plano moral, entramos numa noção de moralidade, o que provoca a
       vergonha
A auto-estima constrói-se…


 Sendo a criança uma “esponja”, se fazemos coexistir sobre o
  mesmo acto estes 3 planos, podemos provocar na criança
  inibições que se tornam em limitações para ela.
 No plano pedagógico é necessário distinguir estes 3 planos.
  Um bom pedagogo ajuda a criança a aprender com os seus
  erros: se lhe dizemos que não é dotado, colocamos-lhe uma
  etiqueta que ela conservará toda a sua vida.
 Quando a criança diz «eu não vou conseguir», é importante
  mostrar-lhe o erro que ela fez e, sobretudo, como corrigir
  esse erro para melhorar.
Auto-estima

 Valor que um sujeito atribui à sua própria pessoa;
  julgamento de valor sobre si.
 Precisa de ter previamente elaborado as cognições
  sobre si. Se estas estão erradas, a auto-estima terá
  fortes riscos de não reflectir a realidade da pessoa.
 A auto-estima é uma necessidade (na pirâmide de Maslow:
  necessidades fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de realização).
Auto-Estima / Auto-Conceito

               Auto-Conceito



Conhecimento
                               Ideal do Eu
   do Eu



               Auto-Estima
Auto-Estima / Auto-conceito

 Auto-conceito é a forma como nos vemos. É
  quem e o que – consciente ou
  inconscientemente – achamos que somos.
  Refere-se ao aspecto descritivo da pessoa
 (dimensão descritiva)

 A auto-estima refere-se a uma avaliação
  global que cada um faz do seu valor pessoal
 (dimensão avaliativa)
Conceito de Si Próprio (Si) :
                 desenvolvimento

 Emergência : de 0 a 2 anos
     Diferenciação do seu próprio corpo.
     Sentimento de vinculação precoce (sentir-se
      amado e com valor) que precisa do amor
      incondicional dos pais.
     A criança necessita de ser cuidada com carinho e
      ternura (especial relevo para o toque).
Conceito de Si Próprio (Si) :
                    desenvolvimento

 Confirmação do Si : dos 2 aos 5 anos
     Consolidação dos primeiros conceitos
         Pela linguagem, as identificações, a posse do que
          sente como seu, os feed-backs…
     Sobrestimação das competências
     Conceito do Si global e unidimensional
     Conceito do Si limitado ao concreto
Conceito de Si Próprio (Si) :
                 desenvolvimento

 Expansão de Si Próprio (dos 5 aos 7-8 anos)

     Complexificação das capacidades cognitivas
     Multiplicação das experiências
      Permitem:
       Comparação social
       Imagem de Si Próprio mais diferenciada
Conceito de Si Próprio (Si) :
                 desenvolvimento

 Nascimento da estima de Si ou auto-estima
  (dos 7-8 anos aos 10-12 anos)

     Capacidades de auto-crítica
     Comparação social mais fina
Conceito de Si Próprio (Si) :
                desenvolvimento

 Diferenciação de Si Próprio (dos 10-12 anos
  aos 15-18 anos)

     Procura de Si Próprio em pequenas variações
     Vontade de se diferenciar / identificar
     Capacidades de abstracção permitem a
      confrontação entre o Si Próprio Real e Ideal
     Estima de Si repousa também sobre aspectos
      psíquicos
Conhecimento de Si

 Necessidade que se desenvolve desde o
  nascimento
 Premissa indispensável à auto-estima
 Funda-se sobre o processo de vinculação
 Papel do adulto de focar a atenção nos
  aspectos positivos aquando dos feed-back
  enviados à criança
 O pai / educador deve fazer o luto da criança
  ideal
Dimensão social

 A influência importante do contexto social na
  formação da auto-estima
 Noção de « espelho social » : se os outros re-
  enviam uma imagem positiva, ela influencia a auto-
  estima no mesmo sentido (idem para a imagem
  negativa)
 Depende dos pais, da família, do grupo, dos
  educadores, dos adultos significativos em graus que
  variam com o tempo.
Comparação social

 Nós avaliamo-nos comparando-nos com os outros.
 Uma comparação favorável leva a um aumento da
  auto-estima (o contrário também é verdade)
 Os sujeitos « chico espertos » ou « que gostam de
  se armar » podem proteger a sua auto-estima
  comparando-se com pessoas menos capazes que
  eles.
Sentimento de pertença

 A necessidade de pertencer a um grupo não
  pode ser satisfeita apenas pela família.
 Necessidade de habilidades sociais                       :
  colaboração, cooperação, descentração,
  generosidade,…(que se aprendem: é necessário que a criança
  aprenda a sair do seu egocentrismo para regular as suas necessidades em
  função dos outros e para ser aceite no grupo e dele tirar benefício).
 Pertencer ao grupo deve permitir sentir-se
  útil a esse grupo, importante para ele,
  responsável nele, reconhecido por ele.
Sentimento de Competência

 Com o crescer dá-se a multiplicação de experiências de
  autonomia, que permite conhecer as suas competências.
 Necessidade de vivenciar o sucesso para desenvolver um
  sentimento de competência. Para adquirir a convicção de
  que « eu posso »
 Necessidade de vivenciar o sucesso para ousar envolver-se
  numa actividade, manter-se motivado e perseverar face às
  dificuldades.
 O educador deve propor actividades/desafios adaptados às
  capacidades da criança (evitar o fracasso sistemático).
Sentimento de Competência


                 Auto-estima


Sentimento
De eficácia/                    Motivação
  orgulho

               Envolvimento e
                perseverança
Sentimento de Competência
 Noção de « locus de contrôle » (a que causa tenho tendência de atribuir
  os meus sucessos e fracassos: a mim ou ao exterior?):
    Os indivíduos com uma alta auto-estima tendem a atribuir a si os
      seus sucessos mas justificam os seus fracassos por causas exteriores.
    No caso de baixa auto-estima observamos : sobre-generalização dos
      fracassos – por vezes culpabilização – atribuição externa mais
      frequente em caso de sucesso
 Explicar à criança que o seu sucesso se deve a ela, não à sorte ou azar,
  ou aos outros.
 Explicar e relativizar as causas dum fracasso.
 Na sociedade actual a ansiedade de desempenho manifesta-se cada vez
  mais cedo (por vezes desde o pré-escolar), o que pode, simplesmente,
  bloquear a criança nos seus feitos.
Sentimento de Confiança

 Considerada     como    uma     necessidade
  universal (necessidade de segurança física e
  depois psicológica)
 O sentimento de confiança evoluí do
  sentimento de segurança física e depois
  psicológica
 O sentimento de confiança funda-se no
  fenómeno de vinculação, como o conceito de
  Si Próprio.
Sentimento de Confiança

 O sentimento de confiança depende :
     Segurança e estabilidade do meio ambiente
     A segurança psicológica face ao adulto
       Estabilidade dos intervenientes
       Estabilidade dos comportamentos, previsibilidade das
        reacções do adulto
     Fiabilidade das promessas do adulto
 Com confiança, a criança aprende a aceitar
  os atrasos na satisfação das suas
  necessidades, a tolerar a frustração
Síntese dos determinantes
Influência parental:             Estima de Si
                                     Ou           Dimensão social:
-limites/liberdade
                                 Auto-estima
-aprovação                                        Influência dos pares
-respeito                                         Comparação social
-afeição                                          Espelho Social
-apoio
                                                  Quadro de referência:
Aspectos subjectivos :
                                                  Papel social
Conceito de Si                                    Contexto social
Capacidades cognitivas de auto-avaliação
Valores próprios, domínios julgados importantes
Relação entre sucesso e expectativas
Síntese dos Determinantes (2)
                          Estima de Si
                         Ou auto-estima

CONHECIMENTO       SENTIMENTO    SENTIMENTO       SENTIMENTO
     DE                DE            DE               DE
     SI             CONFIANÇA     PERTENÇA       COMPETÊNCIA




 Dimensão social      Aspectos subjectivos Influência parental
Consequências da baixa auto-estima

 Consequências nas relações familiares
 Consequências nos resultados escolares
 Consequências nas relações com os pares
 Consequências na relação consigo próprio
 O nível de auto-estima influencia as emoções
  sentidas pelo indivíduo (depressões).
 Problemas do comportamento
     ansiedade – agressividade – timidez excessiva…
O Conceito de Nós Próprios
            Fernando Pessoa, in 'Teoria e Prática do Comércio'

   Cada homem, desde que sai da nebulose da infância e da adolescência, é em grande parte um produto
    do seu conceito de si mesmo. Pode dizer-se sem exagero mais que verbal, que temos duas espécies de
    pais: os nossos pais, propriamente ditos, a quem devemos o ser físico e a base hereditária do nosso
    temperamento; e, depois, o meio em que vivemos, e o conceito que formamos de nós próprios - mãe e
    pai, por assim dizer, do nosso ser mental definitivo.
   Se um homem criar o hábito de se julgar inteligente, não obterá com isso, é certo, um grau de
    inteligência que não tem; mas fará mais da inteligência que tem do que se julgar estúpido. E isto, que se
    dá num caso intelectual, mais marcadamente se dá num caso moral, pois a plasticidade das nossas
    qualidades morais é muito mais acentuada que a das faculdades da nossa mente.
   Ora, ordinariamente, o que é verdade da psicologia individual - abstraindo daqueles fenómenos que são
    exclusivamente individuais - é também verdade da psicologia colectiva. Uma nação que habitualmente
    pense mal de si mesma acabará por merecer o conceito de si que anteformou. Envenena-se
    mentalmente.
   O primeiro passo passou para uma regeneração, económica ou outra, de Portugal é criarmos um estado
    de espírito de confiança - mais, de certeza, nessa regeneração. Não se diga que os «factos» provam o
    contrário. Os factos provam o que quer o raciocinador. (…) E como assim é, tanto podemos crer que
    nos regenaremos, como crer o contrário. Se temos, pois, a liberdade de escolha, porque não escolher a
    atitude mental que nos é mais favorável em vez daquela que nos é menos?
                                                   
FIM DA EXPOSIÇÃO

 Questões – respostas – comentários

Educar crianças confiantes e competentes

  • 1.
    “À conversa compais” « Educar crianças confiantes e competentes » Colaboração entre o webcuco e a USF Egas Moniz webcuco.blogspot.com ww.facebook.com/webcuco
  • 2.
    Plano de apresentação Definições :  Conceito de Si Próprio  Auto-estima ou Estima de Si  Auto-conceito  Determinantes :  Conhecimento de Si  Dimensão social : sentimento de pertença  Sentimento de competência  Sentimento de confiança
  • 3.
    Conceito de SiPróprio  É um conceito muito social. É a produção da identidade individual com o contexto onde se encontra.  A criança constrói o seu “Si Próprio” graças aos outros. A ideia que ela tem de si vem dos outros.
  • 4.
    A auto-estima constrói-se… Se, numa crítica, faço uma diferença entre o João e o que o João fez, ele pode melhorar para ir mais longe.  Isso implica a noção de erro :  Quando o que faço não corresponde ao que eu deveria fazer sobre o plano factual: é um erro e isso corrige-se.  Quando o que faço não corresponde ao que eu deveria fazer no plano afectivo, entramos na noção de culpabilidade e isso pode-se reparar.  Quando o que eu faço não corresponde ao que eu deveria fazer no plano moral, entramos numa noção de moralidade, o que provoca a vergonha
  • 5.
    A auto-estima constrói-se… Sendo a criança uma “esponja”, se fazemos coexistir sobre o mesmo acto estes 3 planos, podemos provocar na criança inibições que se tornam em limitações para ela.  No plano pedagógico é necessário distinguir estes 3 planos. Um bom pedagogo ajuda a criança a aprender com os seus erros: se lhe dizemos que não é dotado, colocamos-lhe uma etiqueta que ela conservará toda a sua vida.  Quando a criança diz «eu não vou conseguir», é importante mostrar-lhe o erro que ela fez e, sobretudo, como corrigir esse erro para melhorar.
  • 6.
    Auto-estima  Valor queum sujeito atribui à sua própria pessoa; julgamento de valor sobre si.  Precisa de ter previamente elaborado as cognições sobre si. Se estas estão erradas, a auto-estima terá fortes riscos de não reflectir a realidade da pessoa.  A auto-estima é uma necessidade (na pirâmide de Maslow: necessidades fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de realização).
  • 7.
    Auto-Estima / Auto-Conceito Auto-Conceito Conhecimento Ideal do Eu do Eu Auto-Estima
  • 8.
    Auto-Estima / Auto-conceito Auto-conceito é a forma como nos vemos. É quem e o que – consciente ou inconscientemente – achamos que somos. Refere-se ao aspecto descritivo da pessoa (dimensão descritiva)  A auto-estima refere-se a uma avaliação global que cada um faz do seu valor pessoal (dimensão avaliativa)
  • 9.
    Conceito de SiPróprio (Si) : desenvolvimento  Emergência : de 0 a 2 anos  Diferenciação do seu próprio corpo.  Sentimento de vinculação precoce (sentir-se amado e com valor) que precisa do amor incondicional dos pais.  A criança necessita de ser cuidada com carinho e ternura (especial relevo para o toque).
  • 10.
    Conceito de SiPróprio (Si) : desenvolvimento  Confirmação do Si : dos 2 aos 5 anos  Consolidação dos primeiros conceitos  Pela linguagem, as identificações, a posse do que sente como seu, os feed-backs…  Sobrestimação das competências  Conceito do Si global e unidimensional  Conceito do Si limitado ao concreto
  • 11.
    Conceito de SiPróprio (Si) : desenvolvimento  Expansão de Si Próprio (dos 5 aos 7-8 anos)  Complexificação das capacidades cognitivas  Multiplicação das experiências Permitem:  Comparação social  Imagem de Si Próprio mais diferenciada
  • 12.
    Conceito de SiPróprio (Si) : desenvolvimento  Nascimento da estima de Si ou auto-estima (dos 7-8 anos aos 10-12 anos)  Capacidades de auto-crítica  Comparação social mais fina
  • 13.
    Conceito de SiPróprio (Si) : desenvolvimento  Diferenciação de Si Próprio (dos 10-12 anos aos 15-18 anos)  Procura de Si Próprio em pequenas variações  Vontade de se diferenciar / identificar  Capacidades de abstracção permitem a confrontação entre o Si Próprio Real e Ideal  Estima de Si repousa também sobre aspectos psíquicos
  • 14.
    Conhecimento de Si Necessidade que se desenvolve desde o nascimento  Premissa indispensável à auto-estima  Funda-se sobre o processo de vinculação  Papel do adulto de focar a atenção nos aspectos positivos aquando dos feed-back enviados à criança  O pai / educador deve fazer o luto da criança ideal
  • 15.
    Dimensão social  Ainfluência importante do contexto social na formação da auto-estima  Noção de « espelho social » : se os outros re- enviam uma imagem positiva, ela influencia a auto- estima no mesmo sentido (idem para a imagem negativa)  Depende dos pais, da família, do grupo, dos educadores, dos adultos significativos em graus que variam com o tempo.
  • 16.
    Comparação social  Nósavaliamo-nos comparando-nos com os outros.  Uma comparação favorável leva a um aumento da auto-estima (o contrário também é verdade)  Os sujeitos « chico espertos » ou « que gostam de se armar » podem proteger a sua auto-estima comparando-se com pessoas menos capazes que eles.
  • 17.
    Sentimento de pertença A necessidade de pertencer a um grupo não pode ser satisfeita apenas pela família.  Necessidade de habilidades sociais : colaboração, cooperação, descentração, generosidade,…(que se aprendem: é necessário que a criança aprenda a sair do seu egocentrismo para regular as suas necessidades em função dos outros e para ser aceite no grupo e dele tirar benefício).  Pertencer ao grupo deve permitir sentir-se útil a esse grupo, importante para ele, responsável nele, reconhecido por ele.
  • 18.
    Sentimento de Competência Com o crescer dá-se a multiplicação de experiências de autonomia, que permite conhecer as suas competências.  Necessidade de vivenciar o sucesso para desenvolver um sentimento de competência. Para adquirir a convicção de que « eu posso »  Necessidade de vivenciar o sucesso para ousar envolver-se numa actividade, manter-se motivado e perseverar face às dificuldades.  O educador deve propor actividades/desafios adaptados às capacidades da criança (evitar o fracasso sistemático).
  • 19.
    Sentimento de Competência Auto-estima Sentimento De eficácia/ Motivação orgulho Envolvimento e perseverança
  • 20.
    Sentimento de Competência Noção de « locus de contrôle » (a que causa tenho tendência de atribuir os meus sucessos e fracassos: a mim ou ao exterior?):  Os indivíduos com uma alta auto-estima tendem a atribuir a si os seus sucessos mas justificam os seus fracassos por causas exteriores.  No caso de baixa auto-estima observamos : sobre-generalização dos fracassos – por vezes culpabilização – atribuição externa mais frequente em caso de sucesso  Explicar à criança que o seu sucesso se deve a ela, não à sorte ou azar, ou aos outros.  Explicar e relativizar as causas dum fracasso.  Na sociedade actual a ansiedade de desempenho manifesta-se cada vez mais cedo (por vezes desde o pré-escolar), o que pode, simplesmente, bloquear a criança nos seus feitos.
  • 21.
    Sentimento de Confiança Considerada como uma necessidade universal (necessidade de segurança física e depois psicológica)  O sentimento de confiança evoluí do sentimento de segurança física e depois psicológica  O sentimento de confiança funda-se no fenómeno de vinculação, como o conceito de Si Próprio.
  • 22.
    Sentimento de Confiança O sentimento de confiança depende :  Segurança e estabilidade do meio ambiente  A segurança psicológica face ao adulto  Estabilidade dos intervenientes  Estabilidade dos comportamentos, previsibilidade das reacções do adulto  Fiabilidade das promessas do adulto  Com confiança, a criança aprende a aceitar os atrasos na satisfação das suas necessidades, a tolerar a frustração
  • 23.
    Síntese dos determinantes Influênciaparental: Estima de Si Ou Dimensão social: -limites/liberdade Auto-estima -aprovação Influência dos pares -respeito Comparação social -afeição Espelho Social -apoio Quadro de referência: Aspectos subjectivos : Papel social Conceito de Si Contexto social Capacidades cognitivas de auto-avaliação Valores próprios, domínios julgados importantes Relação entre sucesso e expectativas
  • 24.
    Síntese dos Determinantes(2) Estima de Si Ou auto-estima CONHECIMENTO SENTIMENTO SENTIMENTO SENTIMENTO DE DE DE DE SI CONFIANÇA PERTENÇA COMPETÊNCIA Dimensão social Aspectos subjectivos Influência parental
  • 25.
    Consequências da baixaauto-estima  Consequências nas relações familiares  Consequências nos resultados escolares  Consequências nas relações com os pares  Consequências na relação consigo próprio  O nível de auto-estima influencia as emoções sentidas pelo indivíduo (depressões).  Problemas do comportamento  ansiedade – agressividade – timidez excessiva…
  • 26.
    O Conceito deNós Próprios Fernando Pessoa, in 'Teoria e Prática do Comércio'  Cada homem, desde que sai da nebulose da infância e da adolescência, é em grande parte um produto do seu conceito de si mesmo. Pode dizer-se sem exagero mais que verbal, que temos duas espécies de pais: os nossos pais, propriamente ditos, a quem devemos o ser físico e a base hereditária do nosso temperamento; e, depois, o meio em que vivemos, e o conceito que formamos de nós próprios - mãe e pai, por assim dizer, do nosso ser mental definitivo.  Se um homem criar o hábito de se julgar inteligente, não obterá com isso, é certo, um grau de inteligência que não tem; mas fará mais da inteligência que tem do que se julgar estúpido. E isto, que se dá num caso intelectual, mais marcadamente se dá num caso moral, pois a plasticidade das nossas qualidades morais é muito mais acentuada que a das faculdades da nossa mente.  Ora, ordinariamente, o que é verdade da psicologia individual - abstraindo daqueles fenómenos que são exclusivamente individuais - é também verdade da psicologia colectiva. Uma nação que habitualmente pense mal de si mesma acabará por merecer o conceito de si que anteformou. Envenena-se mentalmente.  O primeiro passo passou para uma regeneração, económica ou outra, de Portugal é criarmos um estado de espírito de confiança - mais, de certeza, nessa regeneração. Não se diga que os «factos» provam o contrário. Os factos provam o que quer o raciocinador. (…) E como assim é, tanto podemos crer que nos regenaremos, como crer o contrário. Se temos, pois, a liberdade de escolha, porque não escolher a atitude mental que nos é mais favorável em vez daquela que nos é menos? 
  • 27.
    FIM DA EXPOSIÇÃO Questões – respostas – comentários