Disciplina - História A
Andreia Pacheco ((:
Portefólio de
História
Módulo 5
O liberalismo- ideologia e revolução, modelos e
práticas nos séculos XVIII e XIX
Unidade 4
A implantação do liberalismo em Portugal
4.1 Antecedentes e conjuntura da Revolução
Liberal portuguesa (1808-1810)
A expansão interna dos ideais liberais
o As ideias liberais difundiram-se em Portugal graças a um conjunto
de fatores, dos quais se podem destacar:
–A ação dos estrangeirados;
–Exilados franceses ( fugidos do regime do Terror);
–Exilados portugueses em França e Inglaterra;
–Maçonaria;
–A divulgação em cafés ,jornais ,panfletos …
o Divulgados por todos estes meios, os ideais liberais, apelidados de
jacobinismo (que designavam todos os simpatizantes do
liberalismo), encontravam-se bem difundidos entre a elite
intelectual portuguesa, bem como na boémia dos cafés e botequins
da capital.
As invasões francesas e a dominação inglesa em
Portugal .
 Entre 1807 e 1811, Portugal foi alvo de três invasões francesas.
Fig.1 As invasões francesas em
Portugal
Razões: Consequências:
Bloqueio continental; Fuga da família real para o brasil;
Politica francesa agressiva. Destruições e vandalismo;
Governo entregue aos ingleses;
Portugal reduzido a colónia;
Abalo profundo na economia.
Tab.1 Razões e consequências das três
invasões francesas( de autoria própria)
O agravamento da situação económica e o
desencadear da Revolução .
 Fuga da família real para o Brasil, que assume a posição de
metrópole (abertura dos portos ao comércio – 1808 e tratado
comercial com Inglaterra (1810);
 Dificuldades financeiras.
 Governo de Beresford e agravamento das más condições
económicas.
 Conspiração de Gomes Freire de Andrade e formação do Sinédio.
Fig.3 William Beresford Fig.4 General Gomes F. de Andrade
4.2 A Revolução de 1820 e as dificuldades de implantação
da ordem liberal
A revolução de 24 de Agosto
 Os revoltosos liderados pelo Sinédrio, saem à rua no Porto e
declaram a independência face ao governo inglês;
 A revolta segue para Lisboa, onde é criada a Junta Provisional do
Reino (presidida por António da Silveira), com o fim de:
 Terminar com a dominação inglesa;
 Forçar D. João VI e a família real a regressar do Brasil;
 Consolidar o novo governo, pondo fim ao Absolutismo e
instaurando uma Monarquia Constitucional;
 Preparar as eleições para as Cortes Constituintes (elaboração da
Constituição).
 Pôs fim aos princípios do Antigo Regime:
 Abolição da dízima eclesiástica;
 Abolição das prestações feudais;
 Extinção da Inquisição e da Censura;
 Instituição da liberdade de ensino.
Fig.5 Alegoria ao dia 24 de
Agosto de 1820, no Porto.
A constituição de 1822 e o “vintismo”.
 Terminada em Setembro, foi jurada pelo Rei;
 Estipulava os direitos e deveres dos cidadãos;
 Estabelecia a igualdade perante a lei;
 Instituía a liberdade de pensamento e propriedade;
 Garantia a soberania da nação e a separação tripartida de poderes.
Poder executivo
Rei
Governo
(Ministros do estado)
Poder legislativo
Cortes ( deputados
eleitos por dois anos)
Poder Judicial
Tribunais
Eleitores
( Sufrágio direto com
restrições)
(Nomeia)
(Elege)
Esq.1 Constituição de 1822 ( de
autoria própria)
A oposição ao liberalismo
 Oposição de membros da família real à Constituição de 1822,
jurada pelo Rei D. João VI;
 Instabilidade político-militar: a Vila Francada e a Abrilada;
Divergências entre as fações liberais: vintistas e cartistas
defensores de dois modelos constitucionais distintos;
 Usurpação do poder por D. Miguel e restauração do absolutismo,
provocando o exílio de liberais e o desencadear de conflitos
militares entre liberais e absolutistas;
 Conjuntura externa desfavorável à nova ordem liberal.
Fig.6 D. João VI Fig.7 D. Miguel
A revolução liberal
 Independência do Brasil (1822)
 Morte de D. João VI / sucessão ao trono
 Abdicação de D. Pedro em favor de sua
filha
 Outorga da Carta Constitucional (1826)
Fig.8 Carta Constitucional
1826, frontispício
Fig.9 D. Pedro
A Carta Constitucional de 1826
 Não afirmava a soberania nacional;
 Concedia ao Rei o poder moderador;
 Estipulava os direitos e deveres dos cidadãos;
 Estabelecia a igualdade perante a lei;
 Instituía o bicameralismo;
 Garantia a separação de poderes.
Poder executivo
Rei
Poder moderador
Rei
Poder judicial
Tribunais
Governo (ministros do
estado )
Eleitores ( sufrágio
censitário)
Poder legislativo
Camara dos pares (
hereditário e vitalício)
Camara dos deputados (
eleitos por dois anos)
( elege)
(Nomeia)
(Nomeia)
Esq.2 Constituição de 1826 ( de
autoria própria)
A guerra civil
 Proposta de casamento de D. Miguel com
D. Maria e juramento da Carta.
 Regresso de D. Miguel e restabelecimento
do Absolutismo.
 Convocação das cortes à maneira
tradicional.
Fig.10 Representação da Guerra
Civil
Fig.11 D. Miguel
A guerra civil
 Reorganização do Estado e perseguição aos liberais.
 Fuga dos liberais para a Terceira, formando o núcleo de resistência.
 Regresso de D. Pedro à Terceira e desembarque no Mindelo
(Porto).
 Cerco do Porto.
Fig.13 Estátua de D. Pedro
IV, Porto
Fig.14 Desembarque do
Mindelo
A guerra civil
 Lutas liberais absolutistas (D. Pedro / D. Miguel).
 Convenção de Évora Monte
 Exílio de D. Miguel / morte de D. Pedro.
 Entrega do trono a D. Maria II.
Fig.15 Lutas liberais absolutistas
4.3. O novo ordenamento politico, social e
económico
A ação reformadora de Mouzinho da Silveira :
 Ministro da Fazenda e da Justiça, promulgou a liberalização da
propriedade agrária e da economia, estabelecendo uma legislação a
favor da Burguesia.
 Aboliu os velhos direitos senhoriais:
 Abolição dos morgadios com rendimentos inferiores a 200.000 reais;
Revogação de doações dos bens da coroa;
 A abolição da dízima eclesiástica;
 Extinção das sisas, exceto em vendas ou trocas de bens de raiz do
dízimo eclesiástico e dos forais;
 Supressão do direito exclusivo da Companhia dos Vinhos e do Alto
Douro;
 Supressão do pagamento das portagens.
Fig.16 Mouzinho da Silveira
O projeto Setembrista (1836-42)
 Levantamento popular iniciado pelos irmãos Passos, a 9 de
Setembro de 1836, com o objetivo de repor a Constituição de 22;
 O movimento defendia a supremacia da soberania popular e a
consolidação da liberdade; defesa da ordem pública e da legalidade
constitucional;
 a reorganização da fazenda e a reforma da administração pública,
bem como o desenvolvimento económico: agricultura, comércio e
indústria e a promoção do ensino.
Fig.17 Passos Manuel
O projeto setembrista
 O novo ministério, liderado pelo Conde de Lumiares: Sá da
Bandeira na Fazenda e Passos Manuel no reino, governou até à
convocação de novas Cortes Constituintes:
 Alargou a representação burguesa; Promoveu o ensino;
 Estipulou a liberdade de pensamento e de imprensa;
 Protegeu o comércio e fomentou o desenvolvimento colonial;
 Concedeu linhas de crédito às empresas e incentivou a criação de
associações;
 Desenvolveu uma política de austeridade financeira.
Fig.18 Sá da Bandeira
A constituição setembrista (1838)
 Inspiração da constituição de 22 e da carta de 26. As suas
características fundamentais são:
 o princípio clássico da separação tripartida dos poderes (1822),
 o bicameralismo das Cortes (Câmara dos Senadores e Câmara dos
Deputados 1826),
 o veto absoluto do rei.
 Esta Constituição reafirma a soberania nacional (1822), restabelece
o sufrágio universal direto (embora censitário – 1826) e elimina o
poder moderador.
O projeto Cabralista (1842-51 )
 A instabilidade criada durante a fase setembrista leva à atribuição
da pasta da justiça a Costa Cabral, que se torna o homem forte do
governo;
 Em 1842, Cabral lidera um golpe de estado que repõe a Carta
Constitucional de 1826.
Fig.19 Costa Cabral
O projeto Cabralista (1842-51 )
 Exerceu uma política ditatorial e repressiva, que conduziu a uma
violenta guerra civil:
 A revolta da Maria da Fonte (1846) – conduz à saída de Cabral do
governo;
 A revolta da Patuleia (1847), concluída com a ajuda dos espanhóis
(Convenção de Gramido).
 Costa Cabral regressa mas, em 1851, um golpe idealizado por
Alexandre Herculano e levado a cabo por forças setembristas depõe
Cabral e institui a Regeneração (Fontes Pereira de Melo).
Fig.20 Revolta de Maria da Fonte
Fim da Unidade 4
Webgrafia:
•http://erhos.cadernovirtual.net/?page_id=1899
•http://pt.wikipedia.org/wiki/Constitui%C3%A7%C3%A3o_portuguesa_
de_1822
•http://sitiosdahistoria11.blogspot.pt/2010/02/4-implantacao-do-
liberalismo-em.html
•http://srec.azores.gov.pt/dre/sd/115152010600/depart/dcsh/ilp_ficheiro
s/frame.htm
Bibliografia:
Cadernos da História A5 2ª Parte
Unidade 5
O legado do liberalismo na primeira metade do
século XIX
5.1 O Estado como garante da ordem liberal; a
secularização das instituições; o cidadão, ator politico
No contexto das revoluções liberais nasce o liberalismo
como uma ideologia política, económica e social que
surgiu com a filosofia iluminista e as revoluções
liberais- séculos XVIII e XIX- opõem-se ao absolutismo
defendendo:
 os princípios burgueses
 a liberdade como objetivo final da sociedade em todas
as suas formas: pensamentos, religião, política,
associação, negócio, concorrência, etc.
 a soberania da nação
 os direitos individuais dos cidadãos
 a igualdade perante a lei
 a propriedade privada
 Testemunho 1:
 Só a propriedade fornece o lazer indispensável á
aquisição das luzes e á retidão do julgamento. Somente
ela toma os homens capazes de exercerem os direitos
políticos.
 Benjamin Constant (1767-1830), Cours de Politique Constitutionelle
 Testemunho 2:
 Através da propriedade, Deus civilizou o mundo e
conduziu o homem do deserto á cidade, da crueldade á
doçura, da ignorância ao saber, da barbárie á civilização.
Thiers, Sobre a Propriedade,1848
Doc.1 O direito á propriedade, segundo o liberalismo
Fig.21 Adolphe Thiers Fig. 22 Benjamin Constant
 Defensor dos direitos e das liberdades individuais, o Liberalismo
reage contra qualquer forma de tirania política e económica. Do
ponto de vista económico defende os princípios orientadores gerais
de todo o liberalismo, predomínio da liberdade e iniciativa privada,
liberdade de produção e concorrência com a teoria do fisiocratismo
de Quesnay, defende a liberdade de concorrência e
estabelecimento das leis da oferta e da procura defendidas por
Adam Smith, o Estado devia ser o grande organismo coordenador e
facilitador da iniciativa privada, não devendo intervir na atividade
económica.
Fig.23 François Quesnay Fig.24 Adam Smith
5.2 O romantismo, expressão da ideologia liberal.
A revalorização das raízes históricas das nacionalidades e
exaltação da liberdade
 O Romantismo é um movimento cultural que surgiu no século XIX.
 Caracteriza-se pela sensibilidade, paixão, enaltecimento dos
sentidos, relação entre o homem e a natureza, liberdade, instinto e
irracionalidade, idealismo, fantasia e imaginação, busca do antigo e
misterioso e pelo patriotismo.
 Recusa os modelos clássicos contrapondo modelos individuais,
valoriza o sentimento e os sentidos, a Idade Média, apresenta uma
espiritualidade cristã e defende a pátria e os sentimentos de união
que ela provoca.
O romantismo, tantas vezes mal definido, é afinal de contas- e esta é a
sua definição real – o liberalismo na literatura. (…) A liberdade na arte, a
liberdade na sociedade, eis o duplo fim para o qual devem tender todos
os espíritos consequentes e lógicos. (…) Esta voz alta e poderosa do
povo , que se assemelha á de Deus, pretende, doravante, que a poesia
tenha a mesma divisa que a politica: tolerância e liberdade.
Doc.2 Romantismo e liberalismo
Literatura Artes Plásticas Música
Géneros:
• poesia lírica e bucólica;
•Crónica de viagens;
•Romance sentimental;
•Histórico;
•Teatro.
Pintura e escultura:
•Variedade temática;
•Seu tratamento
emocional;
•Atualidade político-social
da época;
•Carater interventivo;
Sentimental e emocional
,oscilou entre:
•A expressão intima e
idílica;
•A propensão para o
teatral, quase bélico
Prosa ou poesia.
Defende ideias e causas a
favor da liberdade,
enaltece a natureza e o
povo simples e rústico.
•Diversidade de execução
técnico formal;
•Expressão mais
espontânea;
•Subjetividade
Linguagem musical:
•Sinfonia- o poema
sinfónico
•Técnica instrumental
•Herói do romantismo
literário: * ser sensível,
apaixonado, sonhador,
utópico, abnegado, …
*ser injustiçado, solitário,
incompreendido, fatalista,
rebelde…
Na arquitetura:
•Revivalismos historicistas
Neomedievalismos
Exotismos
Foi um dos momentos
mais expressivos e ricos
da música ocidental.
Tab.2 A explosão do sentimento na literatura, nas artes plásticas e na música
( de autoria própria)
Fig.25 Almeida Garrett
Fig.27 Eugène Delacroix
Fig.26 Richard Wagner
Fim da Unidade 5
Webgrafia:
•http://diario-de-historia.blogspot.pt/2010/03/o-legado-do-liberalismo-
na-1-metade-do.html
•http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/o-Legado-Do-Liberalismo-Na-
Primeira/226509.html
•http://www.opusculo.com/pt/o-romantismo-em-portugal/
•http://www.biography.com/people/richard-wagner-9521202
Bibliografia:
•Cadernos de História A5 2ª Parte

História A Módulo 5 Unidades 4 e 5

  • 1.
    Disciplina - HistóriaA Andreia Pacheco ((: Portefólio de História
  • 2.
    Módulo 5 O liberalismo-ideologia e revolução, modelos e práticas nos séculos XVIII e XIX
  • 3.
    Unidade 4 A implantaçãodo liberalismo em Portugal
  • 4.
    4.1 Antecedentes econjuntura da Revolução Liberal portuguesa (1808-1810) A expansão interna dos ideais liberais o As ideias liberais difundiram-se em Portugal graças a um conjunto de fatores, dos quais se podem destacar: –A ação dos estrangeirados; –Exilados franceses ( fugidos do regime do Terror); –Exilados portugueses em França e Inglaterra; –Maçonaria; –A divulgação em cafés ,jornais ,panfletos … o Divulgados por todos estes meios, os ideais liberais, apelidados de jacobinismo (que designavam todos os simpatizantes do liberalismo), encontravam-se bem difundidos entre a elite intelectual portuguesa, bem como na boémia dos cafés e botequins da capital.
  • 5.
    As invasões francesase a dominação inglesa em Portugal .  Entre 1807 e 1811, Portugal foi alvo de três invasões francesas. Fig.1 As invasões francesas em Portugal Razões: Consequências: Bloqueio continental; Fuga da família real para o brasil; Politica francesa agressiva. Destruições e vandalismo; Governo entregue aos ingleses; Portugal reduzido a colónia; Abalo profundo na economia. Tab.1 Razões e consequências das três invasões francesas( de autoria própria)
  • 6.
    O agravamento dasituação económica e o desencadear da Revolução .  Fuga da família real para o Brasil, que assume a posição de metrópole (abertura dos portos ao comércio – 1808 e tratado comercial com Inglaterra (1810);  Dificuldades financeiras.  Governo de Beresford e agravamento das más condições económicas.  Conspiração de Gomes Freire de Andrade e formação do Sinédio. Fig.3 William Beresford Fig.4 General Gomes F. de Andrade
  • 7.
    4.2 A Revoluçãode 1820 e as dificuldades de implantação da ordem liberal A revolução de 24 de Agosto  Os revoltosos liderados pelo Sinédrio, saem à rua no Porto e declaram a independência face ao governo inglês;  A revolta segue para Lisboa, onde é criada a Junta Provisional do Reino (presidida por António da Silveira), com o fim de:  Terminar com a dominação inglesa;  Forçar D. João VI e a família real a regressar do Brasil;  Consolidar o novo governo, pondo fim ao Absolutismo e instaurando uma Monarquia Constitucional;  Preparar as eleições para as Cortes Constituintes (elaboração da Constituição).
  • 8.
     Pôs fimaos princípios do Antigo Regime:  Abolição da dízima eclesiástica;  Abolição das prestações feudais;  Extinção da Inquisição e da Censura;  Instituição da liberdade de ensino. Fig.5 Alegoria ao dia 24 de Agosto de 1820, no Porto.
  • 9.
    A constituição de1822 e o “vintismo”.  Terminada em Setembro, foi jurada pelo Rei;  Estipulava os direitos e deveres dos cidadãos;  Estabelecia a igualdade perante a lei;  Instituía a liberdade de pensamento e propriedade;  Garantia a soberania da nação e a separação tripartida de poderes. Poder executivo Rei Governo (Ministros do estado) Poder legislativo Cortes ( deputados eleitos por dois anos) Poder Judicial Tribunais Eleitores ( Sufrágio direto com restrições) (Nomeia) (Elege) Esq.1 Constituição de 1822 ( de autoria própria)
  • 10.
    A oposição aoliberalismo  Oposição de membros da família real à Constituição de 1822, jurada pelo Rei D. João VI;  Instabilidade político-militar: a Vila Francada e a Abrilada; Divergências entre as fações liberais: vintistas e cartistas defensores de dois modelos constitucionais distintos;  Usurpação do poder por D. Miguel e restauração do absolutismo, provocando o exílio de liberais e o desencadear de conflitos militares entre liberais e absolutistas;  Conjuntura externa desfavorável à nova ordem liberal. Fig.6 D. João VI Fig.7 D. Miguel
  • 11.
    A revolução liberal Independência do Brasil (1822)  Morte de D. João VI / sucessão ao trono  Abdicação de D. Pedro em favor de sua filha  Outorga da Carta Constitucional (1826) Fig.8 Carta Constitucional 1826, frontispício Fig.9 D. Pedro
  • 12.
    A Carta Constitucionalde 1826  Não afirmava a soberania nacional;  Concedia ao Rei o poder moderador;  Estipulava os direitos e deveres dos cidadãos;  Estabelecia a igualdade perante a lei;  Instituía o bicameralismo;  Garantia a separação de poderes. Poder executivo Rei Poder moderador Rei Poder judicial Tribunais Governo (ministros do estado ) Eleitores ( sufrágio censitário) Poder legislativo Camara dos pares ( hereditário e vitalício) Camara dos deputados ( eleitos por dois anos) ( elege) (Nomeia) (Nomeia) Esq.2 Constituição de 1826 ( de autoria própria)
  • 13.
    A guerra civil Proposta de casamento de D. Miguel com D. Maria e juramento da Carta.  Regresso de D. Miguel e restabelecimento do Absolutismo.  Convocação das cortes à maneira tradicional. Fig.10 Representação da Guerra Civil Fig.11 D. Miguel
  • 14.
    A guerra civil Reorganização do Estado e perseguição aos liberais.  Fuga dos liberais para a Terceira, formando o núcleo de resistência.  Regresso de D. Pedro à Terceira e desembarque no Mindelo (Porto).  Cerco do Porto. Fig.13 Estátua de D. Pedro IV, Porto Fig.14 Desembarque do Mindelo
  • 15.
    A guerra civil Lutas liberais absolutistas (D. Pedro / D. Miguel).  Convenção de Évora Monte  Exílio de D. Miguel / morte de D. Pedro.  Entrega do trono a D. Maria II. Fig.15 Lutas liberais absolutistas
  • 16.
    4.3. O novoordenamento politico, social e económico A ação reformadora de Mouzinho da Silveira :  Ministro da Fazenda e da Justiça, promulgou a liberalização da propriedade agrária e da economia, estabelecendo uma legislação a favor da Burguesia.  Aboliu os velhos direitos senhoriais:  Abolição dos morgadios com rendimentos inferiores a 200.000 reais; Revogação de doações dos bens da coroa;  A abolição da dízima eclesiástica;  Extinção das sisas, exceto em vendas ou trocas de bens de raiz do dízimo eclesiástico e dos forais;  Supressão do direito exclusivo da Companhia dos Vinhos e do Alto Douro;  Supressão do pagamento das portagens. Fig.16 Mouzinho da Silveira
  • 17.
    O projeto Setembrista(1836-42)  Levantamento popular iniciado pelos irmãos Passos, a 9 de Setembro de 1836, com o objetivo de repor a Constituição de 22;  O movimento defendia a supremacia da soberania popular e a consolidação da liberdade; defesa da ordem pública e da legalidade constitucional;  a reorganização da fazenda e a reforma da administração pública, bem como o desenvolvimento económico: agricultura, comércio e indústria e a promoção do ensino. Fig.17 Passos Manuel
  • 18.
    O projeto setembrista O novo ministério, liderado pelo Conde de Lumiares: Sá da Bandeira na Fazenda e Passos Manuel no reino, governou até à convocação de novas Cortes Constituintes:  Alargou a representação burguesa; Promoveu o ensino;  Estipulou a liberdade de pensamento e de imprensa;  Protegeu o comércio e fomentou o desenvolvimento colonial;  Concedeu linhas de crédito às empresas e incentivou a criação de associações;  Desenvolveu uma política de austeridade financeira. Fig.18 Sá da Bandeira
  • 19.
    A constituição setembrista(1838)  Inspiração da constituição de 22 e da carta de 26. As suas características fundamentais são:  o princípio clássico da separação tripartida dos poderes (1822),  o bicameralismo das Cortes (Câmara dos Senadores e Câmara dos Deputados 1826),  o veto absoluto do rei.  Esta Constituição reafirma a soberania nacional (1822), restabelece o sufrágio universal direto (embora censitário – 1826) e elimina o poder moderador.
  • 20.
    O projeto Cabralista(1842-51 )  A instabilidade criada durante a fase setembrista leva à atribuição da pasta da justiça a Costa Cabral, que se torna o homem forte do governo;  Em 1842, Cabral lidera um golpe de estado que repõe a Carta Constitucional de 1826. Fig.19 Costa Cabral
  • 21.
    O projeto Cabralista(1842-51 )  Exerceu uma política ditatorial e repressiva, que conduziu a uma violenta guerra civil:  A revolta da Maria da Fonte (1846) – conduz à saída de Cabral do governo;  A revolta da Patuleia (1847), concluída com a ajuda dos espanhóis (Convenção de Gramido).  Costa Cabral regressa mas, em 1851, um golpe idealizado por Alexandre Herculano e levado a cabo por forças setembristas depõe Cabral e institui a Regeneração (Fontes Pereira de Melo). Fig.20 Revolta de Maria da Fonte
  • 22.
    Fim da Unidade4 Webgrafia: •http://erhos.cadernovirtual.net/?page_id=1899 •http://pt.wikipedia.org/wiki/Constitui%C3%A7%C3%A3o_portuguesa_ de_1822 •http://sitiosdahistoria11.blogspot.pt/2010/02/4-implantacao-do- liberalismo-em.html •http://srec.azores.gov.pt/dre/sd/115152010600/depart/dcsh/ilp_ficheiro s/frame.htm Bibliografia: Cadernos da História A5 2ª Parte
  • 23.
    Unidade 5 O legadodo liberalismo na primeira metade do século XIX
  • 24.
    5.1 O Estadocomo garante da ordem liberal; a secularização das instituições; o cidadão, ator politico No contexto das revoluções liberais nasce o liberalismo como uma ideologia política, económica e social que surgiu com a filosofia iluminista e as revoluções liberais- séculos XVIII e XIX- opõem-se ao absolutismo defendendo:  os princípios burgueses  a liberdade como objetivo final da sociedade em todas as suas formas: pensamentos, religião, política, associação, negócio, concorrência, etc.  a soberania da nação  os direitos individuais dos cidadãos  a igualdade perante a lei  a propriedade privada
  • 25.
     Testemunho 1: Só a propriedade fornece o lazer indispensável á aquisição das luzes e á retidão do julgamento. Somente ela toma os homens capazes de exercerem os direitos políticos.  Benjamin Constant (1767-1830), Cours de Politique Constitutionelle  Testemunho 2:  Através da propriedade, Deus civilizou o mundo e conduziu o homem do deserto á cidade, da crueldade á doçura, da ignorância ao saber, da barbárie á civilização. Thiers, Sobre a Propriedade,1848 Doc.1 O direito á propriedade, segundo o liberalismo
  • 26.
    Fig.21 Adolphe ThiersFig. 22 Benjamin Constant
  • 27.
     Defensor dosdireitos e das liberdades individuais, o Liberalismo reage contra qualquer forma de tirania política e económica. Do ponto de vista económico defende os princípios orientadores gerais de todo o liberalismo, predomínio da liberdade e iniciativa privada, liberdade de produção e concorrência com a teoria do fisiocratismo de Quesnay, defende a liberdade de concorrência e estabelecimento das leis da oferta e da procura defendidas por Adam Smith, o Estado devia ser o grande organismo coordenador e facilitador da iniciativa privada, não devendo intervir na atividade económica. Fig.23 François Quesnay Fig.24 Adam Smith
  • 28.
    5.2 O romantismo,expressão da ideologia liberal. A revalorização das raízes históricas das nacionalidades e exaltação da liberdade  O Romantismo é um movimento cultural que surgiu no século XIX.  Caracteriza-se pela sensibilidade, paixão, enaltecimento dos sentidos, relação entre o homem e a natureza, liberdade, instinto e irracionalidade, idealismo, fantasia e imaginação, busca do antigo e misterioso e pelo patriotismo.  Recusa os modelos clássicos contrapondo modelos individuais, valoriza o sentimento e os sentidos, a Idade Média, apresenta uma espiritualidade cristã e defende a pátria e os sentimentos de união que ela provoca. O romantismo, tantas vezes mal definido, é afinal de contas- e esta é a sua definição real – o liberalismo na literatura. (…) A liberdade na arte, a liberdade na sociedade, eis o duplo fim para o qual devem tender todos os espíritos consequentes e lógicos. (…) Esta voz alta e poderosa do povo , que se assemelha á de Deus, pretende, doravante, que a poesia tenha a mesma divisa que a politica: tolerância e liberdade. Doc.2 Romantismo e liberalismo
  • 29.
    Literatura Artes PlásticasMúsica Géneros: • poesia lírica e bucólica; •Crónica de viagens; •Romance sentimental; •Histórico; •Teatro. Pintura e escultura: •Variedade temática; •Seu tratamento emocional; •Atualidade político-social da época; •Carater interventivo; Sentimental e emocional ,oscilou entre: •A expressão intima e idílica; •A propensão para o teatral, quase bélico Prosa ou poesia. Defende ideias e causas a favor da liberdade, enaltece a natureza e o povo simples e rústico. •Diversidade de execução técnico formal; •Expressão mais espontânea; •Subjetividade Linguagem musical: •Sinfonia- o poema sinfónico •Técnica instrumental •Herói do romantismo literário: * ser sensível, apaixonado, sonhador, utópico, abnegado, … *ser injustiçado, solitário, incompreendido, fatalista, rebelde… Na arquitetura: •Revivalismos historicistas Neomedievalismos Exotismos Foi um dos momentos mais expressivos e ricos da música ocidental. Tab.2 A explosão do sentimento na literatura, nas artes plásticas e na música ( de autoria própria)
  • 30.
    Fig.25 Almeida Garrett Fig.27Eugène Delacroix Fig.26 Richard Wagner
  • 31.
    Fim da Unidade5 Webgrafia: •http://diario-de-historia.blogspot.pt/2010/03/o-legado-do-liberalismo- na-1-metade-do.html •http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/o-Legado-Do-Liberalismo-Na- Primeira/226509.html •http://www.opusculo.com/pt/o-romantismo-em-portugal/ •http://www.biography.com/people/richard-wagner-9521202 Bibliografia: •Cadernos de História A5 2ª Parte