8 – A Dinâmica da Informação na Membrana 8.1 – A Bomba de sódio-potássio 8.2 – A Exocitose 8.3 – A reconstituição da Vesícula 8.4 –  Os destinos do Neurotransmissor na fenda sináptica  8.5 – Os tipos de sinapses 8.6 – Qualidade dos receptores 8.6.1 -  O Receptor inotrópico 8.6. 2 – O Receptor metabotrópico 9 – As reações no neurônio pós-sináptico
10 -  Os Neurotransmissores – Principais Sistemas 10.1 – Sua localização 10.2 – Suas ligações 10.3 – Seus efeitos  comportamentais da atividade  no sistema nervoso no cérebro
O processo de neurotransmissão envolve vários passos que são altamente regulados:   Na despolarização da membrana  ->   abertura dos canais de cálcio sensíveis a voltagem no terminal nervoso pré-sináptico.  A alta concentração deste íon na zona ativa desencadeia a fusão de vesículas na membrana e exocitose dos neurotransmissores na fenda  sinápticas. A membrana da vesícula se funde com a membrana pré-sináptica, sendo que a superfície interna da vesícula faz um contínuo com a superfície externas da membrana pré-sináptica  A membrana de vesícula que promoveu a exocitose se move para uma área periférica onde é conectada com moléculas de caltrina. Estas moléculas invaginam a membrana transformando-a em uma vesícula esférica e se dispersando em seguida.
D)  A nova vesícula endocítica recebe novamente neurotransmissores ou se funde com um complexo multivesicular no botão terminal E)  Outro mecanismo hipotetizado seria a vesícula liberar seus eurotransmissores sem se fundir com a membrana, mantendo-se íntegra, com algum NT no final do processo F)  O neurotransmissor liberado na fenda sináptica interage com receptores na membrana pós-sináptica. Estes receptores podem estar acoplados a canais iônicos e assim, serem abertos ou podem atuar através de segundos mensageiros, tais como receptores acoplados a proteína G.  G)  O neurotransmissor deve ser “desligado” do seu receptor. Eles podem ser inativados pela recaptação para dentro do terminal nervoso por proteínas de transporte acopadas a um gradiente de sódio, degradação ou captação e metabolismo pela células da glia.
 
 
A Remoção do Neurotransmissor da fenda sináptica se dá por 3 mecanismos: 1 – Difusão 2 – Degradação enzimática 3 -  Recaptação através de bomba
 
 
A liberação do neurotransmissor na fenda sináptica é dependente do  tráfego de vesículas sinápticas e, consequentemente tem alta  influência na manutenção da transmissão sináptica.  O tráfego de membrana é um processo importante para os  componentes pré e pós-sinápticos. No terminal nervoso pré- sináptico, a liberação  do neurotransmissor é mediada pela exocitose  de pequenas vesículas que concentram em seu interior altas taxas de  neurotransmissores.  Portanto, o tráfego de membrana está diretamente envolvido na  transmissão de sinal no lado pré-sináptico. Já na célula pós-sináptica, o tráfego de membrana é essencial para  liberação dos receptores para seus lugares apropriados e para a  regulação deste número.
Sinapses excitatórias Causam uma mudança elétrica excitatória no potencial pós-sináptico (EPSP). Isso acontece quando o efeito líquido da liberação do transmissor é para despolarizar a membrana, levando-o a um valor mais próximo do limiar elétrico  para disparar um potencial de ação. Esse efeito  é tipicamente  mediado pela abertura dos canais da membrana (tipos de poros que atravessam as membranas celulares para os íons cálcio e potássio.
Sinapses inibitórias As sinapses inibitórias causam um potencial pós-sináptico inibitório  (IPSP), porque o efeito líquido da liberação do transmissor é para  hiperpolarizar a membrana, tornando mais difícil alcançar o potencial  de limiar elétrico. Esse tipo de sinapse inibitória funciona graças à  abertura de diferentes canais de ions na membranas: tipicamente os  canais cloreto (Cl-) ou potássio (K+).
A.  As moléculas ligam-se aos canais de íon, cuja abertura é controlada pelo transmissor, na membrana pós-sináptica. Se o Na+ entra na célula pós-sináptica através dos canais abertos, a membrana se tornará despolarizada.  B.  As moléculas ligam-se aos canais de íon, cuja abertura é controlada pelo pelo transmissor, na membrana pós-sináptica. Se o Cl- entra a célula pós-sináptica, através dos canais abertos, a membrana se tornará hiperpolarizada.  Um impulso chegando no terminal pré-sináptico provoca a liberação do neurotransmissor
Nessa figura, o registro do potencial elétrico transmembrana em função do tempo (em vermelho) mostra que há uma deflexão gradual para cima do traçado quando uma sinapse excitatória (EPSP) é ativada. O fluxo de íons causa a despolarização, i.e, a membrana torna-se menos polarizada. Lembre-se que normalmente a face externa da membrana é negativa em relação ao interior, e que o potencial de repouso da membrana pós-sináptica é cerca de -70 milivolts. Qualquer despolarização diminui esse valor, tornando-o menos negativo, e portanto causando uma deflexão para cima (mais próxima ao nível zero).
O registro do potencial de membrama para o potencial pós-sináptico inibitório (IPSP: em verde) mostra uma hiperpolarização, i.e., uma deflexão para baixo no traçado porque  ele torna-se mais negativo que o potencial de repouso
Sinapses Químicas   Ionotrópicas (Ação Direta) Neuroreceptor + Receptor = abertura de um canal de membrana Ions podem fluir O liga e desliga se dá em milisegundos Metabotrópicas (Ação Indireta) Estimula o 2º mensageiro (proteina G)  -> liga e desliga  enzimas no citoplasma O efeito é de longo prazo na função neuronal Afeta processos metabólicos celulares de longo prazo.
Receptor-canal  ionotrópico
 
GDP
RECEPTOR METABOTRÓPICO O segundo Mensageiro Proteína G está anexada em descanso ao lado interno da membrana de forma muito frouxa. Proteina G = Três partes  γ ,  β ,  α A subunidade  α   está ligada a uma molécula de GDP – Guanosina difosfato NT– RECEPTOR  MUDANÇA ESTRUTURAL -> Proteína G liga-se ao complexo NT/R  e a Guanosina trifosfato (GTP) substitui  a GDP , dividindo-se em  β - γ   e em uma subunidade  α -GTP Estas Duas subunidades mudam a permeabilidade do canal iônico ativando enzimas no citoplasma
 
 
Enzimas ativadas pelo sistema de proteina G ADENIL CICLASE   Adenosina Trifosfato = molécula de adenosina com 3 grupos fosfato ATP  = 2 Fosfato + AMPc  Proteina Quinase  PKA Adenil Ciclase + -   α 3-GTP α 1-GTP
Quinase = enzima que une moléculas Nos neurônios –  anexar grupo fosfato na proteína  - regulação PKA  =  QUATRO PARTE  2 CATALÍTICAS –  adicionam fosfato 2  REGULADORAS – juntam-se  ao AMPc Quando 2 moléculas de AMPc se juntam as subunidades  catalíticas – se rompem e entram no núcleo do neurônio  colocando o grupo fosfato na proteína ligadora do  CRE  =  (CREB) CRE = segmento do DNA onde o CREB-P se liga, facilitando a  transcrição do gene na síntese de proteínas
 
SISTEMA FOSFOINOSITOL – PI Na e Ca estão presentes em concentrações altas nos meios  Extracelular Dentro da célula concentração de Ca = 1/ 10.000 do Meio  Extracelular Dentro do Neurônio – Retículo endoplasmático contém níveis  de Ca, semelhante ao meio extra celular Níveis altos de Ca intra celular = mais difícil de ligar grupos fosfatos às proteínas.
Molécula de fosfatidilinositol 4,5 – bifosfato  (PIP 2 ) Inositol – glicerol – ácidos graxos hidrofóbicos Anel de 6 carbonos  inseridos na  com radical OH  cadeia de 3 carbonos  membrana Hidrofílico  com grupo hidroxil em  cada carbono  NT + Receptor  ->  α q-GTP  Fosfolipase C -> Divide a molécula  +  ANEXADA À MEMBRANA PIP 2 EM  DUAS PARTES  -> Inositol na forma de IP 3  -> Retículo Endoplasmático ->  Abertura de canal de Ca ->flui para o citoplasma  Calmodulina   + + Ca2  Isoensimas da  NO síntases (NOS I,II,III) +
 
 
 
O óxido nítrico  – um dos menores Neutotransmissores Manutenção da memória tardia  Manutenção inicial da vida, através do controle da circulação  placentária; Indução do início da vida através da regulagem das contrações uterinas no trabalho de parto; Efeitos letais demonstráveis, por exemplo, no choque  séptico; Importante neurotransmissor com capacidade potencializadora. atuando na memória e no aprendizado; Ações endócrinas, autócrinas e parácrinas; Ação na imuno-regulação está presente na inflamação e nos mecanismos de autoimunidade;
 
PIP 2 QUE FICOU NA MEMBRANA  ->  DIACILGLICEROL (DAG)  + PTN QUINASE C (PKC)  ->   Fosforila as enzimas citoplasmáticas O IP3 que agiu nos RETÍCULOS ENDOPLASMÁTICOS é reciclado para produzir PIP2
FATORES DE CRESCIMENTO E O SISTEMA DE RECEPTOR DA TIROSINA QUINASE (TKR) Receptor monomérico atravessam a membrana do neurônio BDNF no receptor = associação de dímero ->  se liga a 4 moléculas de Fosfato  ->  enzima ativa Enzima Ras acoplada no lado interno da membrana – está ligada a  GDP (guanosina difosfato inativa) Uma proteína adaptadora se liga ao receptor recrutando uma proteina SOS = ponte para a Ras O GTP substitui a GDP e a Ras = Ativa  -> converte a Raf que se liga A ptn MEK =  PROTEINA QUINASE ATIVADA POR  MITOGENEO REGULADA EXTRACELULARMENTE Fosforila outra proteinas e enzimas envolvidas com a  vida do neurônio
MAP QUINASE P  -> Aumenta os níveis de Bcl-2 Induz o crescimento do  axônio Desliga as enzimas destrutivas Mantem a integridade das membranas mitocondriais  MAP Quinase P ativa a enzima  PI3 Quinase que inibe as  proteínas Apoptóticas – Bad; caspase, GSK-3 β  e Bax
 
 
NEUROTRANSMISSORES Perguntas a serem respondidas 1 -  Onde está localizado  o sistema neurotransmissor no cérebro? 2 – Quantos tipos diferentes de receptores o NT se liga? 3 – Quais são os efeitos comportamentais da atividade  do sistema neurotransmissor no cérebro?
 
GLUTAMATO Aminoácido sintetizado no SNC a partir da glicose Principal neurotransmisssor excitatório
1° ROTA – movimento muscular Corpo celular se encontra no córtex e os axônios descem pela cápsula  Interna e ramifificam-se para a ponte e núcleo rubro (tronco  cerebral)  -> excitam os neurônios motores No  tronco cerebral  desussam indo para a medula espinhal dorsal  excitando os neurônios motores em cada nível. 2° ROTA – controle do comportamento motor Córtex  -> Neoestriado (caudado e putame) 3° ROTA – sistema límbico e sistema de recompensa Córtex-prefrontal  -> estriado ventral
4° ROTA – alça excitatória contínua após o início do movimento Córtex   ↔  Tálamo 5° ROTA – Parte do circuito de Papez Hipocampo -> Fórnix -> Corpo Mamilar 6° ROTA – coordenação motora Oliva inferior do tronco cerebral  ->  cerebelo 7° ROTA – troca de infromações inter hemisféricas Lobos do HD  ↔  CORPO CALOSO  ↔  Lobos do HE
 
TIPOS DE RECEPTORES A QUAL SE LIGAM Receptores Inotrópicos: 1 -AMPA – Ácido  α -amino-3-hidróxido-5- metilssoxazole-4- propriônico 2 -Cainato 3 -NMDA –  N-metil-D-Aspartato Os dois primeiros são muito semelhantes. Glutamato + Receptor AMPA/Cainato  -> abre canal de ions =  troca de Na (extra celular) por potássios (intra celular) -> abertura  de canais de Na ativados por voltagem -> Potencial de Ação
AMPA/CAINATO = Potencial de Ação = Despolarização NMDA   Ca +2 Zn  Receptor NMDA Zn pode reforçar a abertura mas não é necessário Sítio PCP – Droga Fenilciclidina  bloqueia a entrada de cálcio no neurônio  Mg Glutamato Glicina
 
Receptores Metabotrópicos Classe I – utilizam proteina G  PCL separando PIP2 em + DAG e IP3 Inibem adenil ciclase  -> diminuição de AMPc Ativam enzimas e fosforilam os canais de Ca ativados por voltagem – desativando-os -> diminui a excitabilidade MECANISMO DE PROTEÇÃO CONTRA UMA  SUPERESTIMULAÇÃO? Também são encontrados pre-sinapticamente onde diminuem  a  liberação de glutamato, regulando a excitabilidade .
 
 
Receptor do Grupo I  - localizados a nível postsináptico  nos corpos celulares, axônios,  dendrítios e espinhas dendríticas.  Alguns estudos eletrofisiológicos também apontam que alguns membro de este grupo se encontram localizados a nível pré- sináptico  Receptor do Grupo II  –  hipocampo – localização principal a nível presináptico cerebelo  - localização tanto a nível pre- como postsináptico.  Receptor do Grupo III  – distribuição em todo o SNC mais em região presináptica dos terminais axónicos e muito pouco o  nada na membrana plasmática da terminação nervosa.  Na retina parece estar localizado tanto a nível pré- como  postsináptico.
GABA Sintetizado do Glutamato cerebral Principal neurotransmissor inibidor do S.N.C 1° ROTA – grande número de pequenos neurônios  espalhados  pelo córtex Neurônio GABAÉRGICO  ->  Neurônio Alvo – Finalidade de  manter o nível de excitabilidade controlável. 2° ROTA – longa Neoestriado  -> Globo Pálido Interno -> Globo Pálido Interno -> Tálamo. 3° ROTA Neoestriado  -> Globo Pálido Externo -> Globo Pálido Externo -> Núcleos Subtalâmicos.
4° ROTA Neoestriado  -> Substância Negra Reticulada Tálamo  Núcleo Pedunculo- pontino   Colículo Superior Movimentos Oculares Circuito Motor Controle dos músculos do Tronco
RECEPTORES GABAÉRGICOS GABA a – Inotrópico – vinculado a um canal de cloreto GABA + receptor subunidades  α  e  β   = abertura do canal de  Cloreto  -> Cl Flui para dentro da célula -> Aumenta carga – diminui possibilidade de disparos pela hiperpolarização Subunidade  α  = sítio de BZD Sítio de barbitúricos
 
 
 
RECEPTOR GABAÉRGICO METABOTRÓPICO Inibem a Adenil ciclase  -> Redução de AMPc -> Menos  Fosforilação dos canais de K+ (menor atividade da PKA) -> Fluxo vazante maior de K+ = hiperpolarização -> diminuição  dos disparos em uma escala de tempo mais longa
 
 
 

CóPia De NeurôNio 4

  • 1.
    8 – ADinâmica da Informação na Membrana 8.1 – A Bomba de sódio-potássio 8.2 – A Exocitose 8.3 – A reconstituição da Vesícula 8.4 – Os destinos do Neurotransmissor na fenda sináptica 8.5 – Os tipos de sinapses 8.6 – Qualidade dos receptores 8.6.1 - O Receptor inotrópico 8.6. 2 – O Receptor metabotrópico 9 – As reações no neurônio pós-sináptico
  • 2.
    10 - Os Neurotransmissores – Principais Sistemas 10.1 – Sua localização 10.2 – Suas ligações 10.3 – Seus efeitos comportamentais da atividade no sistema nervoso no cérebro
  • 3.
    O processo deneurotransmissão envolve vários passos que são altamente regulados: Na despolarização da membrana -> abertura dos canais de cálcio sensíveis a voltagem no terminal nervoso pré-sináptico. A alta concentração deste íon na zona ativa desencadeia a fusão de vesículas na membrana e exocitose dos neurotransmissores na fenda sinápticas. A membrana da vesícula se funde com a membrana pré-sináptica, sendo que a superfície interna da vesícula faz um contínuo com a superfície externas da membrana pré-sináptica A membrana de vesícula que promoveu a exocitose se move para uma área periférica onde é conectada com moléculas de caltrina. Estas moléculas invaginam a membrana transformando-a em uma vesícula esférica e se dispersando em seguida.
  • 4.
    D) Anova vesícula endocítica recebe novamente neurotransmissores ou se funde com um complexo multivesicular no botão terminal E) Outro mecanismo hipotetizado seria a vesícula liberar seus eurotransmissores sem se fundir com a membrana, mantendo-se íntegra, com algum NT no final do processo F) O neurotransmissor liberado na fenda sináptica interage com receptores na membrana pós-sináptica. Estes receptores podem estar acoplados a canais iônicos e assim, serem abertos ou podem atuar através de segundos mensageiros, tais como receptores acoplados a proteína G. G) O neurotransmissor deve ser “desligado” do seu receptor. Eles podem ser inativados pela recaptação para dentro do terminal nervoso por proteínas de transporte acopadas a um gradiente de sódio, degradação ou captação e metabolismo pela células da glia.
  • 5.
  • 6.
  • 7.
    A Remoção doNeurotransmissor da fenda sináptica se dá por 3 mecanismos: 1 – Difusão 2 – Degradação enzimática 3 - Recaptação através de bomba
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    A liberação doneurotransmissor na fenda sináptica é dependente do tráfego de vesículas sinápticas e, consequentemente tem alta influência na manutenção da transmissão sináptica. O tráfego de membrana é um processo importante para os componentes pré e pós-sinápticos. No terminal nervoso pré- sináptico, a liberação do neurotransmissor é mediada pela exocitose de pequenas vesículas que concentram em seu interior altas taxas de neurotransmissores. Portanto, o tráfego de membrana está diretamente envolvido na transmissão de sinal no lado pré-sináptico. Já na célula pós-sináptica, o tráfego de membrana é essencial para liberação dos receptores para seus lugares apropriados e para a regulação deste número.
  • 11.
    Sinapses excitatórias Causamuma mudança elétrica excitatória no potencial pós-sináptico (EPSP). Isso acontece quando o efeito líquido da liberação do transmissor é para despolarizar a membrana, levando-o a um valor mais próximo do limiar elétrico para disparar um potencial de ação. Esse efeito  é tipicamente mediado pela abertura dos canais da membrana (tipos de poros que atravessam as membranas celulares para os íons cálcio e potássio.
  • 12.
    Sinapses inibitórias Assinapses inibitórias causam um potencial pós-sináptico inibitório (IPSP), porque o efeito líquido da liberação do transmissor é para hiperpolarizar a membrana, tornando mais difícil alcançar o potencial de limiar elétrico. Esse tipo de sinapse inibitória funciona graças à abertura de diferentes canais de ions na membranas: tipicamente os canais cloreto (Cl-) ou potássio (K+).
  • 13.
    A. Asmoléculas ligam-se aos canais de íon, cuja abertura é controlada pelo transmissor, na membrana pós-sináptica. Se o Na+ entra na célula pós-sináptica através dos canais abertos, a membrana se tornará despolarizada. B. As moléculas ligam-se aos canais de íon, cuja abertura é controlada pelo pelo transmissor, na membrana pós-sináptica. Se o Cl- entra a célula pós-sináptica, através dos canais abertos, a membrana se tornará hiperpolarizada. Um impulso chegando no terminal pré-sináptico provoca a liberação do neurotransmissor
  • 14.
    Nessa figura, oregistro do potencial elétrico transmembrana em função do tempo (em vermelho) mostra que há uma deflexão gradual para cima do traçado quando uma sinapse excitatória (EPSP) é ativada. O fluxo de íons causa a despolarização, i.e, a membrana torna-se menos polarizada. Lembre-se que normalmente a face externa da membrana é negativa em relação ao interior, e que o potencial de repouso da membrana pós-sináptica é cerca de -70 milivolts. Qualquer despolarização diminui esse valor, tornando-o menos negativo, e portanto causando uma deflexão para cima (mais próxima ao nível zero).
  • 15.
    O registro dopotencial de membrama para o potencial pós-sináptico inibitório (IPSP: em verde) mostra uma hiperpolarização, i.e., uma deflexão para baixo no traçado porque ele torna-se mais negativo que o potencial de repouso
  • 16.
    Sinapses Químicas Ionotrópicas (Ação Direta) Neuroreceptor + Receptor = abertura de um canal de membrana Ions podem fluir O liga e desliga se dá em milisegundos Metabotrópicas (Ação Indireta) Estimula o 2º mensageiro (proteina G) -> liga e desliga enzimas no citoplasma O efeito é de longo prazo na função neuronal Afeta processos metabólicos celulares de longo prazo.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20.
    RECEPTOR METABOTRÓPICO Osegundo Mensageiro Proteína G está anexada em descanso ao lado interno da membrana de forma muito frouxa. Proteina G = Três partes γ , β , α A subunidade α está ligada a uma molécula de GDP – Guanosina difosfato NT– RECEPTOR MUDANÇA ESTRUTURAL -> Proteína G liga-se ao complexo NT/R e a Guanosina trifosfato (GTP) substitui a GDP , dividindo-se em β - γ e em uma subunidade α -GTP Estas Duas subunidades mudam a permeabilidade do canal iônico ativando enzimas no citoplasma
  • 21.
  • 22.
  • 23.
    Enzimas ativadas pelosistema de proteina G ADENIL CICLASE Adenosina Trifosfato = molécula de adenosina com 3 grupos fosfato ATP = 2 Fosfato + AMPc Proteina Quinase PKA Adenil Ciclase + - α 3-GTP α 1-GTP
  • 24.
    Quinase = enzimaque une moléculas Nos neurônios – anexar grupo fosfato na proteína - regulação PKA = QUATRO PARTE 2 CATALÍTICAS – adicionam fosfato 2 REGULADORAS – juntam-se ao AMPc Quando 2 moléculas de AMPc se juntam as subunidades catalíticas – se rompem e entram no núcleo do neurônio colocando o grupo fosfato na proteína ligadora do CRE = (CREB) CRE = segmento do DNA onde o CREB-P se liga, facilitando a transcrição do gene na síntese de proteínas
  • 25.
  • 26.
    SISTEMA FOSFOINOSITOL –PI Na e Ca estão presentes em concentrações altas nos meios Extracelular Dentro da célula concentração de Ca = 1/ 10.000 do Meio Extracelular Dentro do Neurônio – Retículo endoplasmático contém níveis de Ca, semelhante ao meio extra celular Níveis altos de Ca intra celular = mais difícil de ligar grupos fosfatos às proteínas.
  • 27.
    Molécula de fosfatidilinositol4,5 – bifosfato (PIP 2 ) Inositol – glicerol – ácidos graxos hidrofóbicos Anel de 6 carbonos inseridos na com radical OH cadeia de 3 carbonos membrana Hidrofílico com grupo hidroxil em cada carbono NT + Receptor -> α q-GTP Fosfolipase C -> Divide a molécula + ANEXADA À MEMBRANA PIP 2 EM DUAS PARTES -> Inositol na forma de IP 3 -> Retículo Endoplasmático -> Abertura de canal de Ca ->flui para o citoplasma Calmodulina + + Ca2 Isoensimas da NO síntases (NOS I,II,III) +
  • 28.
  • 29.
  • 30.
  • 31.
    O óxido nítrico – um dos menores Neutotransmissores Manutenção da memória tardia Manutenção inicial da vida, através do controle da circulação placentária; Indução do início da vida através da regulagem das contrações uterinas no trabalho de parto; Efeitos letais demonstráveis, por exemplo, no choque séptico; Importante neurotransmissor com capacidade potencializadora. atuando na memória e no aprendizado; Ações endócrinas, autócrinas e parácrinas; Ação na imuno-regulação está presente na inflamação e nos mecanismos de autoimunidade;
  • 32.
  • 33.
    PIP 2 QUEFICOU NA MEMBRANA -> DIACILGLICEROL (DAG) + PTN QUINASE C (PKC) -> Fosforila as enzimas citoplasmáticas O IP3 que agiu nos RETÍCULOS ENDOPLASMÁTICOS é reciclado para produzir PIP2
  • 34.
    FATORES DE CRESCIMENTOE O SISTEMA DE RECEPTOR DA TIROSINA QUINASE (TKR) Receptor monomérico atravessam a membrana do neurônio BDNF no receptor = associação de dímero -> se liga a 4 moléculas de Fosfato -> enzima ativa Enzima Ras acoplada no lado interno da membrana – está ligada a GDP (guanosina difosfato inativa) Uma proteína adaptadora se liga ao receptor recrutando uma proteina SOS = ponte para a Ras O GTP substitui a GDP e a Ras = Ativa -> converte a Raf que se liga A ptn MEK = PROTEINA QUINASE ATIVADA POR MITOGENEO REGULADA EXTRACELULARMENTE Fosforila outra proteinas e enzimas envolvidas com a vida do neurônio
  • 35.
    MAP QUINASE P -> Aumenta os níveis de Bcl-2 Induz o crescimento do axônio Desliga as enzimas destrutivas Mantem a integridade das membranas mitocondriais MAP Quinase P ativa a enzima PI3 Quinase que inibe as proteínas Apoptóticas – Bad; caspase, GSK-3 β e Bax
  • 36.
  • 37.
  • 38.
    NEUROTRANSMISSORES Perguntas aserem respondidas 1 - Onde está localizado o sistema neurotransmissor no cérebro? 2 – Quantos tipos diferentes de receptores o NT se liga? 3 – Quais são os efeitos comportamentais da atividade do sistema neurotransmissor no cérebro?
  • 39.
  • 40.
    GLUTAMATO Aminoácido sintetizadono SNC a partir da glicose Principal neurotransmisssor excitatório
  • 41.
    1° ROTA –movimento muscular Corpo celular se encontra no córtex e os axônios descem pela cápsula Interna e ramifificam-se para a ponte e núcleo rubro (tronco cerebral) -> excitam os neurônios motores No tronco cerebral desussam indo para a medula espinhal dorsal excitando os neurônios motores em cada nível. 2° ROTA – controle do comportamento motor Córtex -> Neoestriado (caudado e putame) 3° ROTA – sistema límbico e sistema de recompensa Córtex-prefrontal -> estriado ventral
  • 42.
    4° ROTA –alça excitatória contínua após o início do movimento Córtex ↔ Tálamo 5° ROTA – Parte do circuito de Papez Hipocampo -> Fórnix -> Corpo Mamilar 6° ROTA – coordenação motora Oliva inferior do tronco cerebral -> cerebelo 7° ROTA – troca de infromações inter hemisféricas Lobos do HD ↔ CORPO CALOSO ↔ Lobos do HE
  • 43.
  • 44.
    TIPOS DE RECEPTORESA QUAL SE LIGAM Receptores Inotrópicos: 1 -AMPA – Ácido α -amino-3-hidróxido-5- metilssoxazole-4- propriônico 2 -Cainato 3 -NMDA – N-metil-D-Aspartato Os dois primeiros são muito semelhantes. Glutamato + Receptor AMPA/Cainato -> abre canal de ions = troca de Na (extra celular) por potássios (intra celular) -> abertura de canais de Na ativados por voltagem -> Potencial de Ação
  • 45.
    AMPA/CAINATO = Potencialde Ação = Despolarização NMDA Ca +2 Zn Receptor NMDA Zn pode reforçar a abertura mas não é necessário Sítio PCP – Droga Fenilciclidina bloqueia a entrada de cálcio no neurônio Mg Glutamato Glicina
  • 46.
  • 47.
    Receptores Metabotrópicos ClasseI – utilizam proteina G PCL separando PIP2 em + DAG e IP3 Inibem adenil ciclase -> diminuição de AMPc Ativam enzimas e fosforilam os canais de Ca ativados por voltagem – desativando-os -> diminui a excitabilidade MECANISMO DE PROTEÇÃO CONTRA UMA SUPERESTIMULAÇÃO? Também são encontrados pre-sinapticamente onde diminuem a liberação de glutamato, regulando a excitabilidade .
  • 48.
  • 49.
  • 50.
    Receptor do GrupoI - localizados a nível postsináptico nos corpos celulares, axônios, dendrítios e espinhas dendríticas. Alguns estudos eletrofisiológicos também apontam que alguns membro de este grupo se encontram localizados a nível pré- sináptico Receptor do Grupo II – hipocampo – localização principal a nível presináptico cerebelo - localização tanto a nível pre- como postsináptico. Receptor do Grupo III – distribuição em todo o SNC mais em região presináptica dos terminais axónicos e muito pouco o nada na membrana plasmática da terminação nervosa. Na retina parece estar localizado tanto a nível pré- como postsináptico.
  • 51.
    GABA Sintetizado doGlutamato cerebral Principal neurotransmissor inibidor do S.N.C 1° ROTA – grande número de pequenos neurônios espalhados pelo córtex Neurônio GABAÉRGICO -> Neurônio Alvo – Finalidade de manter o nível de excitabilidade controlável. 2° ROTA – longa Neoestriado -> Globo Pálido Interno -> Globo Pálido Interno -> Tálamo. 3° ROTA Neoestriado -> Globo Pálido Externo -> Globo Pálido Externo -> Núcleos Subtalâmicos.
  • 52.
    4° ROTA Neoestriado -> Substância Negra Reticulada Tálamo Núcleo Pedunculo- pontino Colículo Superior Movimentos Oculares Circuito Motor Controle dos músculos do Tronco
  • 53.
    RECEPTORES GABAÉRGICOS GABAa – Inotrópico – vinculado a um canal de cloreto GABA + receptor subunidades α e β = abertura do canal de Cloreto -> Cl Flui para dentro da célula -> Aumenta carga – diminui possibilidade de disparos pela hiperpolarização Subunidade α = sítio de BZD Sítio de barbitúricos
  • 54.
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    RECEPTOR GABAÉRGICO METABOTRÓPICOInibem a Adenil ciclase -> Redução de AMPc -> Menos Fosforilação dos canais de K+ (menor atividade da PKA) -> Fluxo vazante maior de K+ = hiperpolarização -> diminuição dos disparos em uma escala de tempo mais longa
  • 58.
  • 59.
  • 60.