BUPROPIONA Amiocetona unicíclica  C13H18CINO ≈  à anfetamina e dietilpropiona
FARMACOCINÉTICA Bem absorvida no Trato gastroentérico  (sem influência da ingestão alimentar) Concentração plasmática máxima em 2 horas Níveis máximos das versões de liberação continuada em 3 horas Liga-se as proteínas plasmática em 85% Meia Vida = 21 horas em média ( 8 a 39) Metabolização hepática – CYP 2B6 Inibe fracamente a CYP 2D6 Metabólitos ativos (efeito tipo anfetamina) e meia vida mais longa Estágio de equilíbrio – bupropiona (5 dias) metabólitos (10 dias)  Eliminação – 80% pela urina 10% pelas fezes
FARMACODINÂMICA MECANISMO DE AÇÃO  Inibidor seletivo da recaptação de noradrenalina e dopamina,  Fraca ação na recaptação da serotonina,  Sem interferência com a monoaminoxidase.  Acredita-se que seu mecanismo de ação esteja relacionado com a inibição dos mecanismos noradrenérgicos e dopaminérgicos 1   Ação noradrenérgica (mecanismos envolvidos não são claros  ( Dong e Blier, 2001;  Ascher e cols., 1995) e pouca ação dopaminérgica (Meyer e cols., 2002) 2 1 – Bula do medicamento – Zetron 2 - Eficácia da bupropiona no tratamento do TDAH. Uma revisão sistemática e análise crítica de evidências,  Daniel Segenreich 1  Paulo Mattos 2 ,ver Psiquiatria Clínica, vol 31 no.3 São Paulo  2004
VIAS DOPAMINÉRGICAS
VIAS NORADRENÉGICAS
Não possui efeito sobre receptores  Serotoninérgicos, Muscarínicos,  alfa-adrenérgicos,  Histamínicos; Não está associado a disfunções sexuais Não produz sedação Raramente produz fissura por doces e ganho de peso  Parece causar uma leve redução do apetite Não produz efeitos sobre o Sistema Cardiovascular e não altera a condução  cardíaca
REAÇÕES ADVERSAS:   HEMATOLÓGICAS   Equimose,  Anemia,  Leucocitose, Leucopenia, Linfadenopatia e  Trombocitopenia CARDIOVASCULAR   Hipertensão,  Hipotensão ortostática   Arritmia ventricular,  Fogacho,  Síncope e Taquicardia; SISTEMA NERVOSO CENTRAL   Dor de cabeça,  Tremor,  Agitação,  Ansiedade,  Delírio e catatonia, , Mania (relato de um episódio de mania com dose acima do recomendado),  Convulsões (o risco de  parece estar associado com as doses e pode ser aumentado por fatores predisponentes como trauma crânio-encefálico,  do sistema nervoso central, etc. ou histórico de  convulsões), Distúrbios do sono (insônia e pesadelos),  Dificuldade de concentração, Confusão,  Irritabilidade,  Hostilidade,  Alucinações e  Depressão;
ENDÓCRINAS / METABÓLICAS  Hipoprolactinemia e Perda de peso; GASTRINTESTINAIS N ausea,  Vômito,  Dor abdominal,  Secura da boca  Constipação; REAÇÕES ALÉRGICAS Angiodema,  Prurido,  Urticária,  Eritema multiforme,  Choque anafilático,  Rush cutâneo GENITURINÁRIAS  Aumento da libido, Diminuição da função sexual  Alteração de orgasmo; ÓRGÃOS DO SENTIDO  D istúrbios visuais,  Alterações do paladar  OUTROS Astenia,  Febre,  Mialgia,  Artralgia e  Dor torácica
PRINCIPAIS EFEITOS COLATERAIS DA BUPROPIONA   Mais Comuns Boca Seca Cefaléia Constipação Intestinal Dor de Garganta Fadiga, Insônia Inquietude Náuseas Vômitos  Tremores Vertigem Visão Borrada
 
 
SITUAÇÕES ASSOCIADAS A MAIOR RISCO CONVULSIVO Uso concomitante de fármacos que reduzem o limiar de convulsão  Teofilina Corticóides Sistémicos Antidepressivos e antipsicoticos Antimaláricos Tramadol Quinolonas Antihistamínicos sedativos (etanolaminas)
História de traumatismo craniano Consumo excessivo de álcool Dependência de opióides, cocaína e estimulantes Uso excessivo de estimulantes e anorécticos  Diabetes  Mellitus  tratado com antidiabéticos   orais ou   insulina 1 Retirada brusca de Benzodiazepínicos 1 -Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia
 
 
INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA  E CONTRA INDICAÇÕES
Bupropiona + IMAO = Crise Hipertensiva Bupropiona + Antiparkinsonianos = pode diminuir doses de drogas  dopaminérgicas Bupropiona + agentes dopaminérgicos = delirium ; sintomas psicóticos ;  movimentos  discinéticos Bupropiona  + litium = bem tolerado em depressões refratárias ; casos raros – toxicidade do SNC e risco de convulsões Bupropiona  + fluoxetina = + bem tolerada - Bupropiona  + fluoxetina em pacientes com Transtorno de Pânico = exacerbar Bupropiona  + Carbamazepina = diminui concentração plasmática da 1ª Bupropiona  + ácido Valpróico = diminui a concentração plasmática do 2º Levodopa  Pergolida Ropirinol* Pramipexol Amantadina Bromocriptina
USADO COM BOA RESPOSTA EM QUADROS QUE CURSAM COM: Retardo psicomotor,  Anedonia,  Hipersonia,  Pensamento lento,  Desatenção,  Pseudodemência  Fissura devido ao baixo nível de DA Sistema 5HT-NA = parte do sistema de inibição comportamental mecanismo afinado para responder estímulos que produzam ansiedade  ou medo Sistema Dopaminérgico = parte do sistema de ativação comportamental –  procura de estímulos prazerosos ou procura de fuga ativa de estímulos perigosos 1 1- Gray J & McVaughton, N. in Pliszka, R.S. Neurociências para o Clínico de Saúde Menteal
Ação no circuito de gratificação cerebral devido à liberação aguda de dopamina  no  nucleo accumbente ,  responsável pelo efeito prazeroso do cigarro. 1   EFEITO SOBRE O SISTEMA DE  BUSCA DE NOVIDADE, GRATIFICAÇÃO OU PRAZER x ISRSs =  COMPORTAMENTO DE INIBIÇÃO 1-  Uso de varenicline no tratamento do tabagismo: relato de dois casos  .  Fabiano Coelho HorimotoI; Mariele BevilaquaII,  Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul vol.29 no.2 Porto Alegre May/Aug. 2007  2 Psicofarmacos – Consulta Rápida, Cordioli, A. V, artmed, São Paulo, 2005,
SISTEMA CEREBRAL DE  RECOMPENSA Mediado pelo feixe prosencefálico medial  Circuito área tegmentar ventral – acumbentes – Lobo pré-frontal Ativar o Sistema de recompensa = ativação do eixo ATV-Acumbente Comportamento de busca de recompensa imediata  (Estrutura Subcorticais) Polo -  = Drive para a busca de satisfação de seus instintos vitais X Polo +  = Comportamento de contemporização (Estruturas corticais – regiões pré-fronatais)
 
 
 
STAHL, S.M.  Psicofarmacologia –  Base Neurocientífica e Aplicações Práticas,  MEDSI, Porto Alegre, 2002
INDICAÇÃO CLÍNICA Depressão Maior Episódio Depressivo do Transtorno Bipolar Transtorno do Déficit de Atenção Cessação de Tabagismo TCAP Evidências Incompletas Depressão associada à obesidade Pacientes deprimidos refratários, associado ao ISRS Tratamento dos efeitos colaterais sexuais  e de fadiga dos ISRS Tratamento da Fadiga da esclerose múltipla Retirada de cocaína em dependente Na apatia das síndromes cerebrais orgânicas.
Casos Clínicos DEPRESSÃO SMS, feminina, 51anos, natural do Rio de Janeiro auditora do Estado do Rio de Janeiro QP : Perda do sentido de vida, baixa energia, insônia inicial,  diminuição da libido, após descobrir que o filho faz uso de cocaína. Segundo a paciente, não  tem mais vontade de sair de casa, de se cuidar ou fazer qualquer atividade.  Tem vontade de dormir e não acordar mais.  Mora com o marido e o filho que está internado em uma clínica de recuperação. HD: F32.2  Conduta:  Bupropiona150 1+0+0 por sete dia; Clonazepan 2  0+0+1  Psicoterapia na freqüência de 2 vezes / semana.
Na primeira semana a paciente começou a apresentar uma certa melhora já  conseguindo sair  da cama e minimamente se cuidar.  N ã o conseguia falar de sua perda, do luto em saber que seu único filho estava internado.  Só dizia “Isto para mim é a morte”.  Por mais que verbalizasse esta vontade, assegurou que não faria nenhuma besteira  consigo mesma e que a presença de seu marido em casa lhe dava mais forças para Melhorar. Com 3 semanas de medicamentos paciente já se encontrava mais arrumada, triste  porém conseguindo verbalizar suas elaborações do processo terapêutico.  Tinha consciência do trabalho que teria com o filho mas estava se sentido cada  vez mais fortalecida .....
DEPRESSÃO E TABAGISMO MS, 55 anos, branca, moradora de Vila Isabel,  QP: quadro depressivo-ansioso  e tabagismo ( 2 maços por dia)  OBS: Filho mais velho ia se casar. Início citalopram + clonazepam 2  - Melhora da depressão  Após o casamento do filho – Problemas com o marido.  Trabalhado a necessidade de ter mais dona de sua vida. Começar uma atividade, melhorar sua saúde. Incialmente foi tentado o uso de Vareliclina – pouco sucesso Trocado o citalopram pela bupropiona + adesivo  Houve uma melhora acentuada da depressão.  Entrou no curso de cabeleireiro do SENAI e em 4 meses parou de fumar.  Atualmente em uso de Bupropiona 300 mg/dia e Clonazepam 2 ½ comp. dia  SOS e 1 comp. noite
TRANSTORNO DEPRESSIVO BIPOLAR SCNF Auxiliar de enfermagem com TAB II  com queixas de oscilação de humor. Da alegria de alguns dias vai para um quadro de hipoergia e desmotivação de  grande monta. Já foi tentado fluoxetina, venlafaxina, divalproato, litium. O quadro de oscilação foi melhorando gradativamente com o aumento da  dosagem de lamotrigina porém ainda persistia uma pequena falta de energia. Foi introduzido a bupropiona. A paciente apresentou melhora de sua energia,  sentindo-se cada vez mais capaz para o trabalho e estudo
TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE E DEPRESSÃO COM IMPULSO AUTOAGRESSIVOS MCB: 29 anos, feminina, branca, desempregada Com quadro de  Transtorno de Personalidade Borderline com freqüentes  Depressões  hipoérgicase ações de auto-agressividade  Foi tentado inicialmente Fluoxetina e Risperidona no sentido de tentar melhorar  seu humor e segurar sua impulsividade auto-destrutiva Como a paciente não melhorou o quadro de humor e ainda tinha problemas com  o peso foi introduzido a Bupropiona  Paciente com esta medicação começou a se sentir mais viva, emagrecendo e  melhorando a auto estima. Começou a trabalhar como auxiliar de consultório médico
TRANSTORNO DE ANSIEDADE E DEPRESSÃO E ALTERAÇÃO DA LIBIDO (ISRS) ACB Paciente com quadro de Transtorno de ansiedade e depressão, medicada  com Fluoxetina que promoveu uma marcada melhora no quadro depressivo e ansioso, porém, interferindo com a sua libido que começou a gerar desencontros e brigas com seu marido. Foi instituído o Bupropiona 150 1 comp ao dia.  A Paciente como se sentiu muito eufórica e irritada foi proposto a redução para ½ comp de Bupropiona.  Com esta posologia a paciente não vem apresentando quadro depressivo e ansioso e sua libido se encontra sem alterações
TCAP E DEPRESSÃO MJ paciente feminina de 32 anos com TCAP e depressão. Seu IMC era de 38 Foi introduzido fluoxetina, chegando até 60 mg sem resultado satisfatório para o TCAP.  Foi substituído a fluoxetina pela bupropiona 150 mg/dia. A partir daí as  compulsões alimentares cessaram  e o quadro depressivo continuou estabilizado  com a nova droga Além da Farmacoterapia paciente participou de tratamento psicoterápico
A Bupropiona pode ser considerada uma alternativa para o tratamento do T.D.A.H. Eficaz em paciente que apresentam TDAH  e Transtorno de Humor comórbidos. Necessário desenvolver perfil metodológico que permita comparar a eficácia da Bupropiona  com os psicoestimulantes
 
GQ, 33 anos, branca, solteira, administradora de empresa, católica natural e procedente de Campinas – SP QP:  2º quadro depressivo Encaminhada pelo seu psicoterapeuta Relutante em tomar AD ( 1ª vez engordou 12 kg em 1 ano) Atualmente já tinha engordado 10 kg sem antidepressivo Perda de interesse, desânimo só fazendo as atividades consideradas inadiáveis Humor deprimido, prejuízos cognitivos evidentes  (HAM-D  = 20) Iniciado bupropiona 150mg/dia – 5 dia 150+150+0 – apartir do 6º dia  Após 30 dias de tratamento = melhora falta da energia e ansiedade,  – perda de  2,5kg.  = recuperação de auto-estima (HAM-D  = 15) Após 30 dias de tratamento – recuperada (HAM-D  = 5) e perda de 7 kg.
BUPROPIONA EM TRATAMENTO DE COCAÍNA Margolin (1995) em estudo multicêntrico, randomizado, duplo cego, placebo  controlado, comparou a bupropiona SR (n= 74) 300 mg  dia com placebo (n= 75) em uma amostra de N= 149 usuários de cocaína durante 12 semanas de tratamento, onde cerca de 50% dos pacientes também preenchiam critérios para  transtorno de personalidade anti-social.  Os resultados não mostraram melhoras significativas em nenhum dos grupos  estudados.  Os autores sugerem que os pacientes com sintomas depressivos associados tiveram melhores desfechos ,  merecendo em futuros estudos a busca por pacientes alvos para este tipo de intervenção  1 Pode ser usada para reduzir o desejo por cocaína em pacientes em processo de  abstinência. 1- TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO USO DA COCAÍNA  Alessandra Diehl Reis e Ronaldo Laranjeira www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/arquivos/trat-farmacologico.doc
BIBLIOGRAFIA 1- Cordioli A.V. Psicofármacos –  Consultas Rápidas ,  ARTR MED, Porto Alegre, 2005. 2- Gigliotti, A. & Guimarães A.  Dependência, Compulsão e Impulsividade.  Rubio, Rio  de Janeiro, 2007. 3- Mattos, P. & Segenreich, D.  Eficácia da bupropiona no tratamento do TDAH.  Uma revisão sistemática e análise crítica de evidências ,  Psiquiatria Clínica, vol 31  no.3 São Paulo  2004. 4- Neil, B Sandson, M.D.  Interações Medicamentosas – Casos Clínicos , MEDLine,  Rio de Janeiro, 2007. 5- Sadok, B. & Sadock, V.  Compêndio de Psiquiatria Aplicada ,  ARTR MED, Rio de Janeiro, 2007. 6-  Yudofsky, S. & Hales, R.E.  Neuropsiquiatria e Neurociências na prática Clínica,  ARTR MED, Porto Alegre,  2006.

Bupropiona

  • 1.
    BUPROPIONA Amiocetona unicíclica C13H18CINO ≈ à anfetamina e dietilpropiona
  • 2.
    FARMACOCINÉTICA Bem absorvidano Trato gastroentérico (sem influência da ingestão alimentar) Concentração plasmática máxima em 2 horas Níveis máximos das versões de liberação continuada em 3 horas Liga-se as proteínas plasmática em 85% Meia Vida = 21 horas em média ( 8 a 39) Metabolização hepática – CYP 2B6 Inibe fracamente a CYP 2D6 Metabólitos ativos (efeito tipo anfetamina) e meia vida mais longa Estágio de equilíbrio – bupropiona (5 dias) metabólitos (10 dias) Eliminação – 80% pela urina 10% pelas fezes
  • 3.
    FARMACODINÂMICA MECANISMO DEAÇÃO Inibidor seletivo da recaptação de noradrenalina e dopamina, Fraca ação na recaptação da serotonina, Sem interferência com a monoaminoxidase. Acredita-se que seu mecanismo de ação esteja relacionado com a inibição dos mecanismos noradrenérgicos e dopaminérgicos 1 Ação noradrenérgica (mecanismos envolvidos não são claros ( Dong e Blier, 2001; Ascher e cols., 1995) e pouca ação dopaminérgica (Meyer e cols., 2002) 2 1 – Bula do medicamento – Zetron 2 - Eficácia da bupropiona no tratamento do TDAH. Uma revisão sistemática e análise crítica de evidências, Daniel Segenreich 1 Paulo Mattos 2 ,ver Psiquiatria Clínica, vol 31 no.3 São Paulo  2004
  • 4.
  • 5.
  • 6.
    Não possui efeitosobre receptores Serotoninérgicos, Muscarínicos, alfa-adrenérgicos, Histamínicos; Não está associado a disfunções sexuais Não produz sedação Raramente produz fissura por doces e ganho de peso Parece causar uma leve redução do apetite Não produz efeitos sobre o Sistema Cardiovascular e não altera a condução cardíaca
  • 7.
    REAÇÕES ADVERSAS: HEMATOLÓGICAS Equimose, Anemia, Leucocitose, Leucopenia, Linfadenopatia e Trombocitopenia CARDIOVASCULAR Hipertensão, Hipotensão ortostática Arritmia ventricular, Fogacho, Síncope e Taquicardia; SISTEMA NERVOSO CENTRAL Dor de cabeça, Tremor, Agitação, Ansiedade, Delírio e catatonia, , Mania (relato de um episódio de mania com dose acima do recomendado), Convulsões (o risco de parece estar associado com as doses e pode ser aumentado por fatores predisponentes como trauma crânio-encefálico, do sistema nervoso central, etc. ou histórico de convulsões), Distúrbios do sono (insônia e pesadelos), Dificuldade de concentração, Confusão, Irritabilidade, Hostilidade, Alucinações e Depressão;
  • 8.
    ENDÓCRINAS / METABÓLICAS Hipoprolactinemia e Perda de peso; GASTRINTESTINAIS N ausea, Vômito, Dor abdominal, Secura da boca Constipação; REAÇÕES ALÉRGICAS Angiodema, Prurido, Urticária, Eritema multiforme, Choque anafilático, Rush cutâneo GENITURINÁRIAS Aumento da libido, Diminuição da função sexual Alteração de orgasmo; ÓRGÃOS DO SENTIDO D istúrbios visuais, Alterações do paladar OUTROS Astenia, Febre, Mialgia, Artralgia e Dor torácica
  • 9.
    PRINCIPAIS EFEITOS COLATERAISDA BUPROPIONA Mais Comuns Boca Seca Cefaléia Constipação Intestinal Dor de Garganta Fadiga, Insônia Inquietude Náuseas Vômitos Tremores Vertigem Visão Borrada
  • 10.
  • 11.
  • 12.
    SITUAÇÕES ASSOCIADAS AMAIOR RISCO CONVULSIVO Uso concomitante de fármacos que reduzem o limiar de convulsão Teofilina Corticóides Sistémicos Antidepressivos e antipsicoticos Antimaláricos Tramadol Quinolonas Antihistamínicos sedativos (etanolaminas)
  • 13.
    História de traumatismocraniano Consumo excessivo de álcool Dependência de opióides, cocaína e estimulantes Uso excessivo de estimulantes e anorécticos Diabetes Mellitus tratado com antidiabéticos orais ou insulina 1 Retirada brusca de Benzodiazepínicos 1 -Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia
  • 14.
  • 15.
  • 16.
    INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA E CONTRA INDICAÇÕES
  • 17.
    Bupropiona + IMAO= Crise Hipertensiva Bupropiona + Antiparkinsonianos = pode diminuir doses de drogas dopaminérgicas Bupropiona + agentes dopaminérgicos = delirium ; sintomas psicóticos ; movimentos discinéticos Bupropiona + litium = bem tolerado em depressões refratárias ; casos raros – toxicidade do SNC e risco de convulsões Bupropiona + fluoxetina = + bem tolerada - Bupropiona + fluoxetina em pacientes com Transtorno de Pânico = exacerbar Bupropiona + Carbamazepina = diminui concentração plasmática da 1ª Bupropiona + ácido Valpróico = diminui a concentração plasmática do 2º Levodopa Pergolida Ropirinol* Pramipexol Amantadina Bromocriptina
  • 18.
    USADO COM BOARESPOSTA EM QUADROS QUE CURSAM COM: Retardo psicomotor, Anedonia, Hipersonia, Pensamento lento, Desatenção, Pseudodemência Fissura devido ao baixo nível de DA Sistema 5HT-NA = parte do sistema de inibição comportamental mecanismo afinado para responder estímulos que produzam ansiedade ou medo Sistema Dopaminérgico = parte do sistema de ativação comportamental – procura de estímulos prazerosos ou procura de fuga ativa de estímulos perigosos 1 1- Gray J & McVaughton, N. in Pliszka, R.S. Neurociências para o Clínico de Saúde Menteal
  • 19.
    Ação no circuitode gratificação cerebral devido à liberação aguda de dopamina no nucleo accumbente , responsável pelo efeito prazeroso do cigarro. 1 EFEITO SOBRE O SISTEMA DE BUSCA DE NOVIDADE, GRATIFICAÇÃO OU PRAZER x ISRSs = COMPORTAMENTO DE INIBIÇÃO 1- Uso de varenicline no tratamento do tabagismo: relato de dois casos  . Fabiano Coelho HorimotoI; Mariele BevilaquaII, Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul vol.29 no.2 Porto Alegre May/Aug. 2007 2 Psicofarmacos – Consulta Rápida, Cordioli, A. V, artmed, São Paulo, 2005,
  • 20.
    SISTEMA CEREBRAL DE RECOMPENSA Mediado pelo feixe prosencefálico medial Circuito área tegmentar ventral – acumbentes – Lobo pré-frontal Ativar o Sistema de recompensa = ativação do eixo ATV-Acumbente Comportamento de busca de recompensa imediata (Estrutura Subcorticais) Polo - = Drive para a busca de satisfação de seus instintos vitais X Polo + = Comportamento de contemporização (Estruturas corticais – regiões pré-fronatais)
  • 21.
  • 22.
  • 23.
  • 24.
    STAHL, S.M. Psicofarmacologia – Base Neurocientífica e Aplicações Práticas, MEDSI, Porto Alegre, 2002
  • 25.
    INDICAÇÃO CLÍNICA DepressãoMaior Episódio Depressivo do Transtorno Bipolar Transtorno do Déficit de Atenção Cessação de Tabagismo TCAP Evidências Incompletas Depressão associada à obesidade Pacientes deprimidos refratários, associado ao ISRS Tratamento dos efeitos colaterais sexuais e de fadiga dos ISRS Tratamento da Fadiga da esclerose múltipla Retirada de cocaína em dependente Na apatia das síndromes cerebrais orgânicas.
  • 26.
    Casos Clínicos DEPRESSÃOSMS, feminina, 51anos, natural do Rio de Janeiro auditora do Estado do Rio de Janeiro QP : Perda do sentido de vida, baixa energia, insônia inicial, diminuição da libido, após descobrir que o filho faz uso de cocaína. Segundo a paciente, não tem mais vontade de sair de casa, de se cuidar ou fazer qualquer atividade. Tem vontade de dormir e não acordar mais. Mora com o marido e o filho que está internado em uma clínica de recuperação. HD: F32.2 Conduta: Bupropiona150 1+0+0 por sete dia; Clonazepan 2 0+0+1 Psicoterapia na freqüência de 2 vezes / semana.
  • 27.
    Na primeira semanaa paciente começou a apresentar uma certa melhora já conseguindo sair da cama e minimamente se cuidar. N ã o conseguia falar de sua perda, do luto em saber que seu único filho estava internado. Só dizia “Isto para mim é a morte”. Por mais que verbalizasse esta vontade, assegurou que não faria nenhuma besteira consigo mesma e que a presença de seu marido em casa lhe dava mais forças para Melhorar. Com 3 semanas de medicamentos paciente já se encontrava mais arrumada, triste porém conseguindo verbalizar suas elaborações do processo terapêutico. Tinha consciência do trabalho que teria com o filho mas estava se sentido cada vez mais fortalecida .....
  • 28.
    DEPRESSÃO E TABAGISMOMS, 55 anos, branca, moradora de Vila Isabel, QP: quadro depressivo-ansioso e tabagismo ( 2 maços por dia) OBS: Filho mais velho ia se casar. Início citalopram + clonazepam 2 - Melhora da depressão Após o casamento do filho – Problemas com o marido. Trabalhado a necessidade de ter mais dona de sua vida. Começar uma atividade, melhorar sua saúde. Incialmente foi tentado o uso de Vareliclina – pouco sucesso Trocado o citalopram pela bupropiona + adesivo Houve uma melhora acentuada da depressão. Entrou no curso de cabeleireiro do SENAI e em 4 meses parou de fumar. Atualmente em uso de Bupropiona 300 mg/dia e Clonazepam 2 ½ comp. dia SOS e 1 comp. noite
  • 29.
    TRANSTORNO DEPRESSIVO BIPOLARSCNF Auxiliar de enfermagem com TAB II com queixas de oscilação de humor. Da alegria de alguns dias vai para um quadro de hipoergia e desmotivação de grande monta. Já foi tentado fluoxetina, venlafaxina, divalproato, litium. O quadro de oscilação foi melhorando gradativamente com o aumento da dosagem de lamotrigina porém ainda persistia uma pequena falta de energia. Foi introduzido a bupropiona. A paciente apresentou melhora de sua energia, sentindo-se cada vez mais capaz para o trabalho e estudo
  • 30.
    TRANSTORNO DE PERSONALIDADEBORDERLINE E DEPRESSÃO COM IMPULSO AUTOAGRESSIVOS MCB: 29 anos, feminina, branca, desempregada Com quadro de Transtorno de Personalidade Borderline com freqüentes Depressões hipoérgicase ações de auto-agressividade Foi tentado inicialmente Fluoxetina e Risperidona no sentido de tentar melhorar seu humor e segurar sua impulsividade auto-destrutiva Como a paciente não melhorou o quadro de humor e ainda tinha problemas com o peso foi introduzido a Bupropiona Paciente com esta medicação começou a se sentir mais viva, emagrecendo e melhorando a auto estima. Começou a trabalhar como auxiliar de consultório médico
  • 31.
    TRANSTORNO DE ANSIEDADEE DEPRESSÃO E ALTERAÇÃO DA LIBIDO (ISRS) ACB Paciente com quadro de Transtorno de ansiedade e depressão, medicada com Fluoxetina que promoveu uma marcada melhora no quadro depressivo e ansioso, porém, interferindo com a sua libido que começou a gerar desencontros e brigas com seu marido. Foi instituído o Bupropiona 150 1 comp ao dia. A Paciente como se sentiu muito eufórica e irritada foi proposto a redução para ½ comp de Bupropiona. Com esta posologia a paciente não vem apresentando quadro depressivo e ansioso e sua libido se encontra sem alterações
  • 32.
    TCAP E DEPRESSÃOMJ paciente feminina de 32 anos com TCAP e depressão. Seu IMC era de 38 Foi introduzido fluoxetina, chegando até 60 mg sem resultado satisfatório para o TCAP. Foi substituído a fluoxetina pela bupropiona 150 mg/dia. A partir daí as compulsões alimentares cessaram e o quadro depressivo continuou estabilizado com a nova droga Além da Farmacoterapia paciente participou de tratamento psicoterápico
  • 33.
    A Bupropiona podeser considerada uma alternativa para o tratamento do T.D.A.H. Eficaz em paciente que apresentam TDAH e Transtorno de Humor comórbidos. Necessário desenvolver perfil metodológico que permita comparar a eficácia da Bupropiona com os psicoestimulantes
  • 34.
  • 35.
    GQ, 33 anos,branca, solteira, administradora de empresa, católica natural e procedente de Campinas – SP QP: 2º quadro depressivo Encaminhada pelo seu psicoterapeuta Relutante em tomar AD ( 1ª vez engordou 12 kg em 1 ano) Atualmente já tinha engordado 10 kg sem antidepressivo Perda de interesse, desânimo só fazendo as atividades consideradas inadiáveis Humor deprimido, prejuízos cognitivos evidentes (HAM-D = 20) Iniciado bupropiona 150mg/dia – 5 dia 150+150+0 – apartir do 6º dia Após 30 dias de tratamento = melhora falta da energia e ansiedade, – perda de 2,5kg. = recuperação de auto-estima (HAM-D = 15) Após 30 dias de tratamento – recuperada (HAM-D = 5) e perda de 7 kg.
  • 36.
    BUPROPIONA EM TRATAMENTODE COCAÍNA Margolin (1995) em estudo multicêntrico, randomizado, duplo cego, placebo controlado, comparou a bupropiona SR (n= 74) 300 mg  dia com placebo (n= 75) em uma amostra de N= 149 usuários de cocaína durante 12 semanas de tratamento, onde cerca de 50% dos pacientes também preenchiam critérios para transtorno de personalidade anti-social. Os resultados não mostraram melhoras significativas em nenhum dos grupos estudados. Os autores sugerem que os pacientes com sintomas depressivos associados tiveram melhores desfechos , merecendo em futuros estudos a busca por pacientes alvos para este tipo de intervenção 1 Pode ser usada para reduzir o desejo por cocaína em pacientes em processo de abstinência. 1- TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DO USO DA COCAÍNA Alessandra Diehl Reis e Ronaldo Laranjeira www.abpbrasil.org.br/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/arquivos/trat-farmacologico.doc
  • 37.
    BIBLIOGRAFIA 1- CordioliA.V. Psicofármacos – Consultas Rápidas , ARTR MED, Porto Alegre, 2005. 2- Gigliotti, A. & Guimarães A. Dependência, Compulsão e Impulsividade. Rubio, Rio de Janeiro, 2007. 3- Mattos, P. & Segenreich, D. Eficácia da bupropiona no tratamento do TDAH. Uma revisão sistemática e análise crítica de evidências , Psiquiatria Clínica, vol 31 no.3 São Paulo  2004. 4- Neil, B Sandson, M.D. Interações Medicamentosas – Casos Clínicos , MEDLine, Rio de Janeiro, 2007. 5- Sadok, B. & Sadock, V. Compêndio de Psiquiatria Aplicada , ARTR MED, Rio de Janeiro, 2007. 6- Yudofsky, S. & Hales, R.E. Neuropsiquiatria e Neurociências na prática Clínica, ARTR MED, Porto Alegre, 2006.