SlideShare uma empresa Scribd logo
Transdução de Sinais
Definição
Características

Tipos gerais de transdutores de sinais

     • Canal iônico

     • Receptor enzimático (fosforilação)‫‏‬


     • Receptor serpentiante (proteína G)‫‏‬


     • Receptor esteróide
Definição


      Habilidade das células de receber e
reagir a sinais vindos do outro lado da
membrana. Estes sinais são detectados por
um receptor específico e convertidos em
uma resposta celular
Características dos sistemas de
     transdução de sinais

               Especificidade




                                             Dessensibilização




     Amplificação               Integração
Tipos gerais de transdutores de sinais




      1c
Mecanismos de transdução de
          sinais
• Canal iônico
Mensagens rápidas
Receptores ligados a canais são
   chamados ionotrópicos.

- Alta sensibilidade.
- Apresenta canais com acesso
  para ligantes (neurotrans.)
- Apresenta canais com acesso
  de voltagem (Pot. Elétrico).
Tipos gerais de transdutores de sinais


             2
Mecanismos de transdução de sinais
 Receptor enzimático
(Enzimas com um receptor para ligante na
  superfície extracelular e um sítio ativo
  no lado citosólico).

• Metabotrópicos
• Transferência de fosfato.
• Hormônios e fatores neurotróficos.
• Ativação da enzima tirosina-quinase,
  serina e treonina.


                            fosforilação
Receptores ligados a quinases


 Os receptores de vários hormônios (p. ex insulina) e
fatores de crescimento incorporam a tirosina quinase em
seu domínio intracelular.
 Estão envolvidos principalmente em eventos que
controlam o crescimento e a diferenciação celulares e
atuam indiretamente ao regular a transcrição gênica.
 Via importante:
- a via Ras/Raf/MAP quinase (divisão, crescimento e
diferenciação celular)‫‏‬
Cascata de fosforilação




          É um meio comum de transmitir informação
Tipos gerais de transdutores de sinais


                      3
Segundos Mensageiros
Produzidos dentro da célula-alvo como resultado do
  acoplamento do ligante-receptor.
Re-transmitem o sinal de um local para outro (como da
  membrana plasmática para o núcleo)‫‏‬
                                    .
Responsáveis por uma cascata de mudanças que ocorrem
  dentro da célula e que resultam em uma modificação da
  função ou identidade celular.

Segundos mensageiros aminoácidos, peptídeos,
  proteínas, ácidos graxos, lipídios, nucleosídeos ou
  nucleotídeos .
Efetores controlados por proteínas G

 Duas vias chaves são controladas por receptores
   através de proteínas G.
 Ambas podem ser ativadas ou inibidas por ligantes
   farmacológicos.
 1. Via da adenilato ciclase/AMPc.
 2. Via da PLC (fosfolipase C)‫‏‬
                              .
Receptores ligados à proteína G


 Receptores metabotrópicos:
 A proteína G é uma proteína de membrana que
consiste em três subunidades (), em que a
subunidade  possui atividade GTPase.


 Existem vários tipos de proteína G, que interagem
com diferentes receptores e controlam diferentes
efetores.
Tipos de proteínas G
Tipos de proteína G que interagem com diferentes
receptores e controlam diferentes efetores:



 Proteina G inibitória (Gi) – inativada pela
toxina pertussis.
                                                AMPc
 Proteínas G estimulatórias (Gs ou Ge) –
ativada pela toxina do vibrião da cólera.
 Proteína G ativadora da fosfolipase C (Gq).‫‏‬
Um sinal extracelular pode ter efeitos bem
diferentes em tecidos ou células diferentes,
               dependendo:

1- Tipo de receptor

2- Tipo da proteína G (estimulatória ou
inibitória) com a qual o receptor estiver
acoplado

3- Conjunto das enzimas-alvo da PKA na
célula
Proteína G




             Na forma inativa o GDP está ligado à proteína G

 Quando há troca de GDT por GTP, a subunidade  se dissocia de  e .
Via da adenilato ciclase




3 componentes: um receptor na membrana plasmática, proteína ligante
      de GDP/GTP, uma enzima que produz um 2º mensageiro
• Formação do AMPc

       1- A adrenalina liga-se ao seu
       recptor específico




     2- O receptor ocupado induz o      3- A subunidade  desloca-                    4- A adenilil ciclase catisa a
     deslocamento do GDP ligado         se para a adenilil ciclase e a                formação do cAMP
     pelo GTP, ativando a proteína G    ativa




                                                                                  Nucleotídio cíclico          Cafeína,
                                              5- PKA é ativada                                                 teofilina
                                                                                  fosfodiasterase
                                              pelo cAMP

                                                                             5´-AMP


                                                                                  7- O cAMP é degradado,
                                              6- A fosforilação das
                                                                                  revertendo a ativação da PKA
                                              proteínas celulares pela PKA
                                              induz a resposta celular à
                                              adrenalina
Exemplo de ação de quinase
      AMPc ativada
Exemplo de amplificação
Efetores controlados por proteínas G
 Via da fosfolipase       C/trifosfato   de   inositol/
diacilglicerol:


- Catalisa a formação de dois mensageiros intracelulares
- IP3 e DAG
- O IP3 aumenta a concentração intracelular de cálcio.
- A [ ] intracelular de cálcio desencadeia eventos como:
contração,     secreção,      ativação   enzimática    e
hiperpolarização de membrana.
- O DAG ativa proteína quinase C que controla muitas
funções celulares.
Papel do cálcio
Tipos gerais de transdutores de sinais




                  4
Receptores esteróides
1 - O hormônio (H),                       2 – A ligação do hormônio
transportado      ligado     a            altera a conformação de Rec;
proteínas séricas até o tecido            ele forma dímeros com outros
alvo, difunde-se através da               complexos e liga-se a regiões
membrana plasmática e liga-               regulatórias específicas no
se à sua proteína receptora               DNA, adjacente a genes
específica (Rec) no núcleo                específicos.




4 – Os níveis alterados dos                3 – A ligação regula a
produtos gênicos regulados                 transcrição  de    genes,
pelo hormônio produz a                     aumentando ou diminuindo
resposta     celular     ao                a velocidade de formação
hormônio                                   do RNAm
FOSFORILAÇÃO PROTÉICA
Mecanismo-chave através do qual muitos
mediadores fisiológicos e drogas produzem os
seus efeitos

Proteinaquinases: adicionam grupos fosfatos a
alvos protéicos
Proteinafosfatases: removem grupos fosfatos
a alvos protéicos
Pequenas Proteínas G
Família Ras: transdução de sinais (controle de fatores
  de crescimento e vias MAP-quinase)‫‏‬
Tipos de Proteínas G
         Classe                   Função celular proposta


Rac                Transdução de sinais (controle da resposta celular ao
Cdc42H             stress e vias MAPquinase)‫‏‬

Rab                Transporte de vesíulas e exocitose em vesículas
                   sinápticas

Rho                Montagem de estruturas do citoesqueleto (Ex:
                   microfilamentos de actina)‫‏‬



ARF                Montagem e funcionamento do CG

EF-2               Regulação da síntese de proteínas nos ribossomos


Ran                Transporte núcleo-citoplasma de
                   RNA e proteína

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Glicocorticoides - Farmacologia
Glicocorticoides - FarmacologiaGlicocorticoides - Farmacologia
Glicocorticoides - Farmacologia
Raphael Machado
 
Aula - SNC - Antipsicóticos
Aula -  SNC - AntipsicóticosAula -  SNC - Antipsicóticos
Aula - SNC - Antipsicóticos
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Aula - Farmacologia básica - Farmacodinâmica
Aula - Farmacologia básica - FarmacodinâmicaAula - Farmacologia básica - Farmacodinâmica
Aula - Farmacologia básica - Farmacodinâmica
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Aula - SNC - Tratamento da Doença de Alzheimer
Aula - SNC - Tratamento da Doença de AlzheimerAula - SNC - Tratamento da Doença de Alzheimer
Aula - SNC - Tratamento da Doença de Alzheimer
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Aula introdução
Aula introduçãoAula introdução
Aula introdução
Lucas Almeida Sá
 
Serotonina
SerotoninaSerotonina
Serotonina
João Marcos
 
Farmacologia Opioides
Farmacologia Opioides   Farmacologia Opioides
Farmacologia Opioides
Seliel Assuncao Ribeiro
 
Aula - Anti-inflamatórios esteróidais
Aula - Anti-inflamatórios esteróidaisAula - Anti-inflamatórios esteróidais
Aula - Anti-inflamatórios esteróidais
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Aula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso Autônomo
Aula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso AutônomoAula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso Autônomo
Aula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso Autônomo
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Mecanismo de sinapses
Mecanismo de sinapsesMecanismo de sinapses
Mecanismo de sinapses
James Linneker Cartaxo
 
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Bloqueadores Neuromusculares
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Bloqueadores NeuromuscularesAula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Bloqueadores Neuromusculares
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Bloqueadores Neuromusculares
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Aula 06 fisiologia do sistema endócrino - atualizado
Aula 06   fisiologia do sistema endócrino - atualizadoAula 06   fisiologia do sistema endócrino - atualizado
Aula 06 fisiologia do sistema endócrino - atualizado
Hamilton Nobrega
 
Espectro agonista-antagonista
Espectro agonista-antagonistaEspectro agonista-antagonista
Espectro agonista-antagonista
Caio Maximino
 
Adrenergicos e colinergicos
Adrenergicos e colinergicosAdrenergicos e colinergicos
Adrenergicos e colinergicos
Rosangela Helena Sizilio
 
Aula - SNC - Tratamento da Doença de Parkinson
Aula - SNC - Tratamento da Doença de ParkinsonAula - SNC - Tratamento da Doença de Parkinson
Aula - SNC - Tratamento da Doença de Parkinson
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Aula 7 farmacologia adrenérgica
Aula 7   farmacologia adrenérgicaAula 7   farmacologia adrenérgica
Aula 7 farmacologia adrenérgica
Med. Veterinária 2011
 
Aula - SNC - Tratamento para dor neuropática e dor inflamatória
Aula - SNC - Tratamento para dor neuropática e dor inflamatóriaAula - SNC - Tratamento para dor neuropática e dor inflamatória
Aula - SNC - Tratamento para dor neuropática e dor inflamatória
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Glicocorticoides (AIES) e Antiinflamatórios não esteroidais (AINES)
Glicocorticoides (AIES) e Antiinflamatórios não esteroidais (AINES)Glicocorticoides (AIES) e Antiinflamatórios não esteroidais (AINES)
Glicocorticoides (AIES) e Antiinflamatórios não esteroidais (AINES)
Vanessa Cunha
 
Interação fármaco-receptor
Interação fármaco-receptorInteração fármaco-receptor
Interação fármaco-receptor
Caio Maximino
 
Aula - SNC - Antidepressivos
Aula - SNC - AntidepressivosAula - SNC - Antidepressivos
Aula - SNC - Antidepressivos
Mauro Cunha Xavier Pinto
 

Mais procurados (20)

Glicocorticoides - Farmacologia
Glicocorticoides - FarmacologiaGlicocorticoides - Farmacologia
Glicocorticoides - Farmacologia
 
Aula - SNC - Antipsicóticos
Aula -  SNC - AntipsicóticosAula -  SNC - Antipsicóticos
Aula - SNC - Antipsicóticos
 
Aula - Farmacologia básica - Farmacodinâmica
Aula - Farmacologia básica - FarmacodinâmicaAula - Farmacologia básica - Farmacodinâmica
Aula - Farmacologia básica - Farmacodinâmica
 
Aula - SNC - Tratamento da Doença de Alzheimer
Aula - SNC - Tratamento da Doença de AlzheimerAula - SNC - Tratamento da Doença de Alzheimer
Aula - SNC - Tratamento da Doença de Alzheimer
 
Aula introdução
Aula introduçãoAula introdução
Aula introdução
 
Serotonina
SerotoninaSerotonina
Serotonina
 
Farmacologia Opioides
Farmacologia Opioides   Farmacologia Opioides
Farmacologia Opioides
 
Aula - Anti-inflamatórios esteróidais
Aula - Anti-inflamatórios esteróidaisAula - Anti-inflamatórios esteróidais
Aula - Anti-inflamatórios esteróidais
 
Aula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso Autônomo
Aula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso AutônomoAula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso Autônomo
Aula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso Autônomo
 
Mecanismo de sinapses
Mecanismo de sinapsesMecanismo de sinapses
Mecanismo de sinapses
 
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Bloqueadores Neuromusculares
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Bloqueadores NeuromuscularesAula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Bloqueadores Neuromusculares
Aula - SNA - Farmacologia Colinérgica - Bloqueadores Neuromusculares
 
Aula 06 fisiologia do sistema endócrino - atualizado
Aula 06   fisiologia do sistema endócrino - atualizadoAula 06   fisiologia do sistema endócrino - atualizado
Aula 06 fisiologia do sistema endócrino - atualizado
 
Espectro agonista-antagonista
Espectro agonista-antagonistaEspectro agonista-antagonista
Espectro agonista-antagonista
 
Adrenergicos e colinergicos
Adrenergicos e colinergicosAdrenergicos e colinergicos
Adrenergicos e colinergicos
 
Aula - SNC - Tratamento da Doença de Parkinson
Aula - SNC - Tratamento da Doença de ParkinsonAula - SNC - Tratamento da Doença de Parkinson
Aula - SNC - Tratamento da Doença de Parkinson
 
Aula 7 farmacologia adrenérgica
Aula 7   farmacologia adrenérgicaAula 7   farmacologia adrenérgica
Aula 7 farmacologia adrenérgica
 
Aula - SNC - Tratamento para dor neuropática e dor inflamatória
Aula - SNC - Tratamento para dor neuropática e dor inflamatóriaAula - SNC - Tratamento para dor neuropática e dor inflamatória
Aula - SNC - Tratamento para dor neuropática e dor inflamatória
 
Glicocorticoides (AIES) e Antiinflamatórios não esteroidais (AINES)
Glicocorticoides (AIES) e Antiinflamatórios não esteroidais (AINES)Glicocorticoides (AIES) e Antiinflamatórios não esteroidais (AINES)
Glicocorticoides (AIES) e Antiinflamatórios não esteroidais (AINES)
 
Interação fármaco-receptor
Interação fármaco-receptorInteração fármaco-receptor
Interação fármaco-receptor
 
Aula - SNC - Antidepressivos
Aula - SNC - AntidepressivosAula - SNC - Antidepressivos
Aula - SNC - Antidepressivos
 

Semelhante a Transdução de sinais química

Hormonios 28 11 08
Hormonios 28 11 08Hormonios 28 11 08
Hormonios 28 11 08
bioc126
 
CóPia De NeurôNio 4
CóPia De NeurôNio 4CóPia De NeurôNio 4
CóPia De NeurôNio 4
Antonio Luis Sanfim
 
receptores acoplados a Proteina G - Henning Ulrich
receptores acoplados a Proteina G - Henning Ulrichreceptores acoplados a Proteina G - Henning Ulrich
receptores acoplados a Proteina G - Henning Ulrich
SaimonDantas
 
Receptores
ReceptoresReceptores
Receptores
Tathi Moreira
 
Biologia Molecular e Celular - Aula 8
Biologia Molecular e Celular - Aula 8Biologia Molecular e Celular - Aula 8
Biologia Molecular e Celular - Aula 8
Gustavo Maia
 
Aula 4 Medicina
Aula 4 MedicinaAula 4 Medicina
Aula 4 Medicina
Caio Maximino
 
farmacodinamia receptores y segundos mesnajeros
farmacodinamia receptores y segundos mesnajerosfarmacodinamia receptores y segundos mesnajeros
farmacodinamia receptores y segundos mesnajeros
LEONCIOVASQUEZMARIN2
 
Aula 14 Biomedicina
Aula 14 BiomedicinaAula 14 Biomedicina
Aula 14 Biomedicina
Caio Maximino
 
Princípios da sinalização celular/ potencial em repouso/ proteina G
Princípios da sinalização celular/ potencial em repouso/ proteina GPrincípios da sinalização celular/ potencial em repouso/ proteina G
Princípios da sinalização celular/ potencial em repouso/ proteina G
Regina Rafael Teixeira
 
Aula06 bioqii qui-contexpressaogenica
Aula06 bioqii qui-contexpressaogenicaAula06 bioqii qui-contexpressaogenica
Aula06 bioqii qui-contexpressaogenica
jucaulkins
 
Receptores
ReceptoresReceptores
Receptores
Jose Carlos
 
Comunicação celular
Comunicação celularComunicação celular
Comunicação celular
keizacristina
 
Proteína RAS
Proteína RASProteína RAS
Proteína RAS
TBQ-RLORC
 
Receptores (beta)-adrenérgicos
Receptores (beta)-adrenérgicosReceptores (beta)-adrenérgicos
Receptores (beta)-adrenérgicos
TBQ-RLORC
 
Bioquímica ii 02 glicólise e gliconeogênese
Bioquímica ii 02   glicólise e gliconeogêneseBioquímica ii 02   glicólise e gliconeogênese
Bioquímica ii 02 glicólise e gliconeogênese
Jucie Vasconcelos
 
Aula de comunicação celular
Aula de comunicação celularAula de comunicação celular
Aula de comunicação celular
Beatriz Ramalho
 
Família fatores transcrição com ebp foram 1ªs desempenhar papel diferenciação...
Família fatores transcrição com ebp foram 1ªs desempenhar papel diferenciação...Família fatores transcrição com ebp foram 1ªs desempenhar papel diferenciação...
Família fatores transcrição com ebp foram 1ªs desempenhar papel diferenciação...
Van Der Häägen Brazil
 
Musculo esqueletico
Musculo esqueleticoMusculo esqueletico
Musculo esqueletico
Oscar Isernhagen
 
Aula Farmacodinâmica Reduzida.pdf
Aula Farmacodinâmica Reduzida.pdfAula Farmacodinâmica Reduzida.pdf
Aula Farmacodinâmica Reduzida.pdf
PAULA352683
 
NEUROQUÍMICA.pptx
NEUROQUÍMICA.pptxNEUROQUÍMICA.pptx
NEUROQUÍMICA.pptx
Beatriz Pimenta
 

Semelhante a Transdução de sinais química (20)

Hormonios 28 11 08
Hormonios 28 11 08Hormonios 28 11 08
Hormonios 28 11 08
 
CóPia De NeurôNio 4
CóPia De NeurôNio 4CóPia De NeurôNio 4
CóPia De NeurôNio 4
 
receptores acoplados a Proteina G - Henning Ulrich
receptores acoplados a Proteina G - Henning Ulrichreceptores acoplados a Proteina G - Henning Ulrich
receptores acoplados a Proteina G - Henning Ulrich
 
Receptores
ReceptoresReceptores
Receptores
 
Biologia Molecular e Celular - Aula 8
Biologia Molecular e Celular - Aula 8Biologia Molecular e Celular - Aula 8
Biologia Molecular e Celular - Aula 8
 
Aula 4 Medicina
Aula 4 MedicinaAula 4 Medicina
Aula 4 Medicina
 
farmacodinamia receptores y segundos mesnajeros
farmacodinamia receptores y segundos mesnajerosfarmacodinamia receptores y segundos mesnajeros
farmacodinamia receptores y segundos mesnajeros
 
Aula 14 Biomedicina
Aula 14 BiomedicinaAula 14 Biomedicina
Aula 14 Biomedicina
 
Princípios da sinalização celular/ potencial em repouso/ proteina G
Princípios da sinalização celular/ potencial em repouso/ proteina GPrincípios da sinalização celular/ potencial em repouso/ proteina G
Princípios da sinalização celular/ potencial em repouso/ proteina G
 
Aula06 bioqii qui-contexpressaogenica
Aula06 bioqii qui-contexpressaogenicaAula06 bioqii qui-contexpressaogenica
Aula06 bioqii qui-contexpressaogenica
 
Receptores
ReceptoresReceptores
Receptores
 
Comunicação celular
Comunicação celularComunicação celular
Comunicação celular
 
Proteína RAS
Proteína RASProteína RAS
Proteína RAS
 
Receptores (beta)-adrenérgicos
Receptores (beta)-adrenérgicosReceptores (beta)-adrenérgicos
Receptores (beta)-adrenérgicos
 
Bioquímica ii 02 glicólise e gliconeogênese
Bioquímica ii 02   glicólise e gliconeogêneseBioquímica ii 02   glicólise e gliconeogênese
Bioquímica ii 02 glicólise e gliconeogênese
 
Aula de comunicação celular
Aula de comunicação celularAula de comunicação celular
Aula de comunicação celular
 
Família fatores transcrição com ebp foram 1ªs desempenhar papel diferenciação...
Família fatores transcrição com ebp foram 1ªs desempenhar papel diferenciação...Família fatores transcrição com ebp foram 1ªs desempenhar papel diferenciação...
Família fatores transcrição com ebp foram 1ªs desempenhar papel diferenciação...
 
Musculo esqueletico
Musculo esqueleticoMusculo esqueletico
Musculo esqueletico
 
Aula Farmacodinâmica Reduzida.pdf
Aula Farmacodinâmica Reduzida.pdfAula Farmacodinâmica Reduzida.pdf
Aula Farmacodinâmica Reduzida.pdf
 
NEUROQUÍMICA.pptx
NEUROQUÍMICA.pptxNEUROQUÍMICA.pptx
NEUROQUÍMICA.pptx
 

Transdução de sinais química

  • 1. Transdução de Sinais Definição Características Tipos gerais de transdutores de sinais • Canal iônico • Receptor enzimático (fosforilação)‫‏‬ • Receptor serpentiante (proteína G)‫‏‬ • Receptor esteróide
  • 2. Definição Habilidade das células de receber e reagir a sinais vindos do outro lado da membrana. Estes sinais são detectados por um receptor específico e convertidos em uma resposta celular
  • 3. Características dos sistemas de transdução de sinais Especificidade Dessensibilização Amplificação Integração
  • 4. Tipos gerais de transdutores de sinais 1c
  • 5. Mecanismos de transdução de sinais • Canal iônico Mensagens rápidas Receptores ligados a canais são chamados ionotrópicos. - Alta sensibilidade. - Apresenta canais com acesso para ligantes (neurotrans.) - Apresenta canais com acesso de voltagem (Pot. Elétrico).
  • 6. Tipos gerais de transdutores de sinais 2
  • 7. Mecanismos de transdução de sinais Receptor enzimático (Enzimas com um receptor para ligante na superfície extracelular e um sítio ativo no lado citosólico). • Metabotrópicos • Transferência de fosfato. • Hormônios e fatores neurotróficos. • Ativação da enzima tirosina-quinase, serina e treonina. fosforilação
  • 8. Receptores ligados a quinases  Os receptores de vários hormônios (p. ex insulina) e fatores de crescimento incorporam a tirosina quinase em seu domínio intracelular.  Estão envolvidos principalmente em eventos que controlam o crescimento e a diferenciação celulares e atuam indiretamente ao regular a transcrição gênica.  Via importante: - a via Ras/Raf/MAP quinase (divisão, crescimento e diferenciação celular)‫‏‬
  • 9. Cascata de fosforilação É um meio comum de transmitir informação
  • 10. Tipos gerais de transdutores de sinais 3
  • 11. Segundos Mensageiros Produzidos dentro da célula-alvo como resultado do acoplamento do ligante-receptor. Re-transmitem o sinal de um local para outro (como da membrana plasmática para o núcleo)‫‏‬ . Responsáveis por uma cascata de mudanças que ocorrem dentro da célula e que resultam em uma modificação da função ou identidade celular. Segundos mensageiros aminoácidos, peptídeos, proteínas, ácidos graxos, lipídios, nucleosídeos ou nucleotídeos .
  • 12. Efetores controlados por proteínas G Duas vias chaves são controladas por receptores através de proteínas G. Ambas podem ser ativadas ou inibidas por ligantes farmacológicos. 1. Via da adenilato ciclase/AMPc. 2. Via da PLC (fosfolipase C)‫‏‬ .
  • 13. Receptores ligados à proteína G  Receptores metabotrópicos:  A proteína G é uma proteína de membrana que consiste em três subunidades (), em que a subunidade  possui atividade GTPase.  Existem vários tipos de proteína G, que interagem com diferentes receptores e controlam diferentes efetores.
  • 14. Tipos de proteínas G Tipos de proteína G que interagem com diferentes receptores e controlam diferentes efetores:  Proteina G inibitória (Gi) – inativada pela toxina pertussis. AMPc  Proteínas G estimulatórias (Gs ou Ge) – ativada pela toxina do vibrião da cólera.  Proteína G ativadora da fosfolipase C (Gq).‫‏‬
  • 15. Um sinal extracelular pode ter efeitos bem diferentes em tecidos ou células diferentes, dependendo: 1- Tipo de receptor 2- Tipo da proteína G (estimulatória ou inibitória) com a qual o receptor estiver acoplado 3- Conjunto das enzimas-alvo da PKA na célula
  • 16. Proteína G Na forma inativa o GDP está ligado à proteína G Quando há troca de GDT por GTP, a subunidade  se dissocia de  e .
  • 17. Via da adenilato ciclase 3 componentes: um receptor na membrana plasmática, proteína ligante de GDP/GTP, uma enzima que produz um 2º mensageiro
  • 18. • Formação do AMPc 1- A adrenalina liga-se ao seu recptor específico 2- O receptor ocupado induz o 3- A subunidade  desloca- 4- A adenilil ciclase catisa a deslocamento do GDP ligado se para a adenilil ciclase e a formação do cAMP pelo GTP, ativando a proteína G ativa Nucleotídio cíclico Cafeína, 5- PKA é ativada teofilina fosfodiasterase pelo cAMP 5´-AMP 7- O cAMP é degradado, 6- A fosforilação das revertendo a ativação da PKA proteínas celulares pela PKA induz a resposta celular à adrenalina
  • 19. Exemplo de ação de quinase AMPc ativada
  • 21. Efetores controlados por proteínas G  Via da fosfolipase C/trifosfato de inositol/ diacilglicerol: - Catalisa a formação de dois mensageiros intracelulares - IP3 e DAG - O IP3 aumenta a concentração intracelular de cálcio. - A [ ] intracelular de cálcio desencadeia eventos como: contração, secreção, ativação enzimática e hiperpolarização de membrana. - O DAG ativa proteína quinase C que controla muitas funções celulares.
  • 23. Tipos gerais de transdutores de sinais 4
  • 24. Receptores esteróides 1 - O hormônio (H), 2 – A ligação do hormônio transportado ligado a altera a conformação de Rec; proteínas séricas até o tecido ele forma dímeros com outros alvo, difunde-se através da complexos e liga-se a regiões membrana plasmática e liga- regulatórias específicas no se à sua proteína receptora DNA, adjacente a genes específica (Rec) no núcleo específicos. 4 – Os níveis alterados dos 3 – A ligação regula a produtos gênicos regulados transcrição de genes, pelo hormônio produz a aumentando ou diminuindo resposta celular ao a velocidade de formação hormônio do RNAm
  • 25. FOSFORILAÇÃO PROTÉICA Mecanismo-chave através do qual muitos mediadores fisiológicos e drogas produzem os seus efeitos Proteinaquinases: adicionam grupos fosfatos a alvos protéicos Proteinafosfatases: removem grupos fosfatos a alvos protéicos
  • 26. Pequenas Proteínas G Família Ras: transdução de sinais (controle de fatores de crescimento e vias MAP-quinase)‫‏‬
  • 27. Tipos de Proteínas G Classe Função celular proposta Rac Transdução de sinais (controle da resposta celular ao Cdc42H stress e vias MAPquinase)‫‏‬ Rab Transporte de vesíulas e exocitose em vesículas sinápticas Rho Montagem de estruturas do citoesqueleto (Ex: microfilamentos de actina)‫‏‬ ARF Montagem e funcionamento do CG EF-2 Regulação da síntese de proteínas nos ribossomos Ran Transporte núcleo-citoplasma de RNA e proteína