Pré e Pós-Operatório Normal e Pós-Operatório Complicado
Nelta Ângela Mabote
(Residente em Cirurgia Geral - )
1
Maputo, 25 de Fevereiro de 2025
1. Introdução
2. Objectivos
3. Anamnese na avaliação pré-operatória
4. Exames complementares
5. Medicação
6. Preparos especiais
7. Anamnese na avaliação Pós-operatório normal
8. Anamnese na avaliação Pós-operatório Complicado
9. Bibliografia
2
Sumário
Introdução
Os procedimentos pré, pós operatórios são muito importantes pois
disponibilizar informações para a preparação física e psicológica do paciente e
para a cirurgia e esclarecer potenciais dúvidas ao paciente acerca do percurso
cirúrgico a ser submetido..
3
Definição
 Pré-operatório Normal
É um conjunto de acções que antecede a realização do procedimento cirúrgico
de suma importância que, se bem executado, pode garantir o bom andamento da
cirurgia e da recuperação do paciente após o procedimento.
4
Objectivos do pré operatório
 Optimizar o estado geral do paciente;
 Identificar e classificar os possíveis riscos cirúrgicos;
 Estabelecer medidas profiláticas para que esses riscos sejam minimizados o
máximo possível;
 Desenvolver um plano de cuidados perioperatórios apropriado;
 Educação do paciente;
 Reduzindo a ansiedade e facilitando a recuperação.
5
Anamnese na avaliação pré-operatória
 História da doença actual,
 Condições prévias,
 Cirurgias já realizadas,
 Histórico de doenças na família,
 História social,
 Hábitos de vida (uso de álcool, tabagismo, sedentarismo),
 Alergias conhecidas,
 Medicamentos em uso,
 Internamentos recentes,
 Reacções a drogas
 Complicações com anestesias anteriores.
Exames complementares
 Hemograma
 Coagulograma
 Tipagem sanguínea
 Glicemia
 Creatininemia
 Dosagem de eletrólitos
 Uricultura
 Raios X simples de tórax (póstero-anterior e perfil)
 Eletrocardiograma
7
Risco Cirúrgico
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Avaliação nutricional
A desnutrição pré-operatória está associada a maior índice de infecções, pior
evolução e déficit na cicatrização da ferida cirúrgica, desenvolvimento de
úlceras por pressão e permanência hospitalar prolongada.
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Dieta
O jejum pré-operatório deve ser de oito horas, para evitar broncoaspiração
durante a indução anestésica ou a intubação orotraqueal. Pacientes obesos,
gestantes, portadores de hérnia hiatal, ou com grandes tumores intra-
abdominais, têm maior risco de broncoaspiração e devem sempre fazer jejum de
12 horas
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Medicamentos em uso habitual
Suspender:
Anticoagulantes orais:
 Devem ser substituídos por heparina, cerca de cinco dias antes.
 Seis horas antes do procedimento cirúrgico
 Reiniciada 24-48 horas depois
 Nas operações de urgência, deve-se transfundir plasma fresco
(15-20mI/kg).
Medicamentos em uso habitual (Cont.)
Suspender:
Anti-aderentes plaquetários:
 Ácidoacetilsalicílico (AAS) e antiinflamatórios não-esteróides
devem ser
suspensos dez dias antes da intervenção.
Antidepressivos:
 inibidores da monoaminoxidase (IMAO) devem ser retirados de
3-5 dias antes do ato operatório
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Medicamentos em uso habitual (Cont.)
Substituir:
Hipoglicemiantes orais:
 Insulina regular ou NPH na véspera do ato cirúrgico. Pacientes
em uso de insulina NPH: metade da dose na manhã da operação, seguida da
infusão de solução glicosada a 5%.
Manter:
Betabloqueadores, anti-hipertensivos, cardiotônicos, broncodilatadores,
corticoides, anticonvulsivantes, insulina, antialérgicos, potássio, medicação
psiquiátrica.
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Outros Procedimentos
Tricotomia:
 A depilação da pele com lâmina está contra-indicada pelo maior
risco de escoriações e infecção da ferida operatória. A aparação dos pelos, de
preferência com máquina de barbeiro, deve ser realizada o mais próximo
possível do momento da operação e, até mesmo, na sala cirúrgica.
Preparo da pele:
 Orientar o paciente para uma boa higiene e banho no dia da
intervenção, utilizando, soluções antissépticas, lavando, em especial, a região
que será incisada. Na sala de cirurgia: Usar iodo povidona ou clorexidina, em
seguida, a antissepsia com soluções alcoólicas 14
Outros Procedimentos (Cont.)
Preparo do cólon:
 Combinação na preparação intestinal mecânica e antibióticos
orais ou EV para cirurgia colorretal electiva são recomendados hora antes da
cirurgia para reduzir infecção do sítio cirúrgico.
Cateterismos:
 O cateterismo vesical só quando há necessidade absoluta de
monitorização da perfusão tecidual e renal. A sonda nasogástrica em pacientes
com dilatação gástrica, com estenose pilórica, distendidos por oclusão ou sub-
oclusão intestinal, e nas emergências cirúrgicas.
Outros Procedimentos (Cont.)
Sedação:
 Todos pacientes devem ser medicados no pré-operatório, para
diminuir o grau de ansiedade. A rotina é usar benzodiazepínicos, como
diazepam 10 mg por via oral (VO) nos dias que antecedem a operação, e
sedação com midazolam sublingual (SL), 30 minutos antes da operação.
Antibioticoprofilaxia
Classificação das feridas operatórias segundo o grau de contaminação e taxas - de infecção
esperadas.
Medeiros AC, et al 2023
17
Agentes recomendados para a profilaxia antimicrobiana
Santos JS, Kemp - 2021
18
Preparos Especiais
Pacientes ictéricos:
 Prescrever: hidratação venosa; descompressão das vias biliares
(para
recuperação dos hepatócitos e da resposta imune); vitamina K;
antibioticoprofilaxia.
Paciente diabético:
 Substituir o hipoglicemiante oral de longa duração por insulina
regular dois dias antes da cirurgia. Substituir a insulina NPH por insulina
regular. Na manhã da intervenção dosar antes a glicemia; iniciar infusão de soro
glicosado a 5%; monitorar a glicemia no peri-operatório.
Preparos Especiais (Cont.)
Cirurgia do cólon:
 Dieta sem resíduos 5-7 dias antes; dieta líquida na véspera;
dieta zero no dia da operação.
 A limpeza mecânica com: manitol 20% via oral (750ml+750 ml de
suco de laranja, ingeridos ao longo de duas horas), administrado na tarde da
véspera do acto cirúrgico.
 Hidratar com solução salina 0,9% concomitante ao uso do manitol,
no volume necessário para cada caso.
 Outra alternativa é o uso de polietilenoglicol via oral.
 Lavagem intestinal: pode ser realizada com clisteres
glicerinados, com soro fisiológico ou com enemas já comercialmente
preparados 20
Preparos Especiais (Cont.)
Cirurgia do cólon - Antibioticoprofilaxia:
 Antibióticos com ação sobre germes Gram negativos e
Bacteroides fragilis devem ser utilizados, por via oral (Neomicina e
Eritromicina ou
Metronidazol, administrados na noite que precede a operação) ou sistêmica:
associação de Aminoglicosídeos e Metronidazol ou com drogas únicas, como a
Ampicilina/Sulbactam ou Cefoxitina.
Preparos Especiais (Cont.)
Cirurgia do cólon
 Dieta sem resíduos 5-7 dias antes; dieta líquida na véspera;
dieta zero no dia da operação.
 A limpeza mecânica com: manitol 20% via oral (750ml+750 ml de
suco de laranja, ingeridos ao longo de duas horas), administrado na tarde da
véspera do acto cirúrgico.
 Hidratar com solução salina 0,9% concomitante ao uso do manitol,
no volume necessário para cada caso.
 Outra alternativa é o uso de polietilenoglicol via oral.
 Lavagem intestinal: pode ser realizada com clisteres
glicerinados, com soro fisiológico ou com enemas já comercialmente
preparados. 22
PÓS-OPERATÓRIO
Definição
 Pós-operatório Normal (Follow-up)
É o período de recuperação logo após a cirurgia. A principal preocupação aqui
é garantir que a recuperação ocorra sem complicações.
Dor, jejum, perda sanguínea, redução da perfusão tissular por trauma operatório
extenso e distúrbios funcionais de órgãos vitais geram alterações orgânicas e
humorais que visam restabelecer a homeostasia.
Pós- Operatório - Exame Físico
 O exame clínico no pós-operatório deve ser minucioso e, no mínimo, diário, já
que alterações sutis só são evidenciadas com avaliações repetidas e permitem o
diagnóstico precoce de complicações.
 Nível de consciência, estado hemodinâmico: sinais vitais, débito urinário, grau
de hidratação; Urina: volume, cor, densidade; Examinar aparelho cárdio
respiratório e abdome; Ferida operatória: inspeção, palpação; sonda nasogástrica:
volume e aspecto da drenagem; Drenos: volume e aspecto das secreções.
Pós- Operatório - Exame Complementares
 Nos casos mais graves, podem requerer controles diários ou até mais frequentes, a
depender das doenças de base, do porte da operação e de riscos eventuais de
complicações.
PRESCRIÇÃO MÉDICA
Deve constar de reposição hidroeletrolítica e analgesia;
Profilaxia de trombose venosa profunda (TVP);
Gastrite de estresse e antibióticos merecem indicações precisas;
 Medicações específicas para as doenças de base;
Dentre os cuidados pós-operatórios, ressaltam-se a dieta, cuidados com cateteres e
drenos, mobilização e exercícios respiratórios e curativos;
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Pós- Operatório – Prescrição Médica
REPOSIÇÃO HIDROELETROLÍTICA
Normalmente o consumo de água por um indivíduo normal (60-80kg) é da ordem de
2.000-2.500ml /dia, dos quais aproximadamente 1.500 ml são ingeridos como líquidos
e o restante extraído de alimentos sólidos e sua oxidação. Medicações específicas para
as doenças de base.
Em pacientes sob jejum prolongado, outra fonte de líquidos é a água endógena
produzida pelo catabolismo celular, que pode chegar a 500ml/dia.
As perdas diárias de líquidos incluem 800-1.500 ml de urina, 250ml nas fezes e 600-
900 ml de perdas insensível, que aumentam no pós-operatório com o hiper
metabolismo, a hiperventilação e a febre.
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Pós- Operatório – Prescrição Médica (Cont.)
ANALGESIA
Em destacando-se os derivados opioides, os anti-inflamatórios não- esteroides
e os diferentes tipos de analgésicos.
A analgesia deve ser feita regularmente e não apenas nos momentos da
sintomatologia dolorosa.
ANTIEMÉTICOS
O vómito, além de desconfortável, aumenta a dor e pode colocar em risco as
suturas da parede abdominal. Pode ser minimizado pelo uso de
MetocIopramida e, mais recentemente, nos casos mais acentuados, de
Ondansetrona.
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Pós- Operatório – Prescrição Médica (Cont.)
PROFILAXIA DA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (TVP)
Está indicado o uso pré e pós-operatório de heparina profilática subcutânea
5.000UI de 12/12 horas ou de heparina de baixo peso molecular (enoxaparina)
de 40mg em dose única diária, que resulta em menor incidência de
complicações hemorrágicas e de trombocitopenia relacionada à heparina.
Contraindicação a anticoagulação, como são os casos de pacientes em
vigência de sangramentos, podem requerer o implante de filtro de veia cava
inferior temporário ou permanente.
Pós- Operatório – Prescrição Médica (Cont.)
ANTIBIÓTICOS
 Fica restrita ao período pré-operatório. Pacientes operados por infecção
podem necessitar a manutenção da droga no PO.
A escolha do melhor antibiótico e respectiva dose depende da flora bacteriana
predominante em cada caso.
Pós- Operatório – Prescrição Médica (Cont.)
Nutrição
 Na maioria dos pacientes, o peristaltismo do intestino delgado se reinicia
dentro das primeiras 24 horas, a peristalse gástrica entre 24-48horas, e,
finalmente, o cólon após 48horas.
O reinício da alimentação oral, portanto, deve considerar o tipo de
procedimento cirúrgico realizado. Em operações de grande porte, com suturas
digestivas, é conveniente aguardar o retomo completo dos movimentos
intestinais, com eliminação de flatos, para só então iniciar a alimentação, que,
por sua vez, não precisa seguir a clássica evolução de líquida de prova, líquida
total, pastosa etc., até dieta livre.
Pós- Operatório – Prescrição Médica (Cont.)
Nutrição
 Nutrição parenteral ou, preferencialmente, através de cateteres nasoentéricos,
deve ser considerada, se as perspectivas são de jejum prolongado.
 Outros factores também são importantes nesta decisão, como as condições
pré-operatórias, o estado nutricional, a intensidade do trauma operatório, a
ocorrência de complicações, como fístulas e infecções e a idade do paciente.
Pós- Operatório – Prescrição Médica (Cont.)
 Sonda nasogástrica
O íleo PO também é a principal razão para utilização da aspiração gástrica. A
descompressão diminui a distensão e a ocorrência de vómitos, mas é desconfortável,
favorece o refluxo gastroesofagiano e pode facilitar a broncoaspiração e a telectasia.
Indicada seletivamente nas operações do tubo digestivo alto, deve ser retirada assim
que o volume de drenagem for inferior a 400ml e os ruídos hidroaéreos se
reiniciarem.
Intervenções esôfago-gastroduodenais costumam requerer um período maior de
drenagem, mas que raramente necessita ser maior que 72 horas.
Pós- Operatório – Prescrição Médica (Cont.)
 Cateter vesical
Quando indicado, exige manipulação adequada durante o período PO, e deve
ser retirado logo que possível, assim que houver restabelecimento e
manutenção do estado hemodinâmico normal.
 Drenos
 As drenagens cavitárias podem ser profiláticas, para evitar o acúmulo de
líquidos biológicos, após determinados tipos de operações, ou terapêuticas,
para drenar coleções ou abscessos e prevenir o seu reacúmulo. Deve-se optar
sempre por sistemas fechados de drenagem, sendo inseridos por contra-
incisão, e retirados o mais precocemente possível.
PÓS-OPERATÓRIO COMPLICADO
Definição
Pós-operatório complicado
Quando o pós-operatório normal apresenta complicações, o quadro é mais grave
e requer atenção imediata. Essas complicações podem variar dependendo do
tipo de cirurgia realizada, mas incluem:
Classificação do pós-operatório complicado
 Complicação geral
É aquela que pode acontecer com qualquer paciente, independentemente do tipo
de procedimento cirúrgico como hemorragia, atelectasia pulmonar, insuficiência
renal aguda e doença tromboembólica.
 Complicação especiais
Acometem pessoas com condição clínica prévia à intervenção cirúrgica, estão
relacionadas ao órgão operado, sendo mais ou menos recorrente em função do
tipo de anestesia, da afecção clínica associada, do grau de injúria e dos cuidados
pós-cirúrgicos. 37
Classificação do pós-operatório complicado (Cont.)
 Complicação pós-operatória recorrente
 Febre no pós-operatório
A febre é uma das complicações pós-operatórias mais comuns.
Principais causas:
• A atelectasia, que costuma ocorrer nas primeiras 24hrs
• Flebite, nas primeiras 48hrs
• Infecção do tracto urinário, em até 72hrs
• Infecção da ferida operatória em até 5 dias após
• E abcesso/colecção intracavitária com um período de até 7 dias depois.
38
Classificação do pós-operatório complicado (Cont.)
 Complicações respiratórias
As complicações respiratórias mais comuns são:
• A insuficiência respiratória (hipoxêmica ou hipercápnica) consiste em uma delas,
sendo tratada pela doença de base, com suplementação de O2 e ventilação invasiva
• A atelectasia, uma complicação respiratória que pode causar febre, taquipneia,
taquicardia e tosse, pode ser tratada com fisioterapia respiratória, oxigenoterapia e
broncoscopia em casos extremos
• A pneumonia também pode causar febre, taquipneia e tosse produtiva e o tratamento é
feito com fisioterapia respiratória e antibioticoterapia
• O tromboembolismo pulmonar pode causar hemoptise, síncope e embolia maciça. O
tratamento consiste no uso de trombolíticos, como estreptoquinase, uroquinase e rt-PA
(alteplase).
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Classificação do pós-operatório complicado (Cont.)
 Complicações Digestivas
As complicações digestivas mais comuns são:
• Íleo paralítico/adinâmico
• Úlceras de estresse.
 Hemorrágicas
 Complicações Cardíacas
 Complicações urinárias
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Classificação do pós-operatório complicado (Cont.)
 Complicações relacionadas a feridas
As complicações respiratórias mais comuns são:
• Seroma, por acúmulo de linfa ou grandes descolamentos que geram um acúmulo de
líquidos entre as camadas da pele
• Hematoma, causado pela colecção de sangue ao redor da ferida cirúrgica, que resulta
na formação de coágulo, causando desconforto no nível da ferida. Assim, diminui a
resistência à infecção.
• Deiscência, que é uma disjunção parcial ou total de qualquer camada da ferida,
consiste em uma complicação na qual a ferida não cicatriza ou abre ao longo de sua
linha de incisão após a cirurgia.
• Caracteriza-se como uma emergência cirúrgica devido aos riscos associados.
BIBLIOGRAFIA
• Medeiros AC, et al. Princípios do pré e pós-operatório. J Surg Cl Res – Vol. 14 (2) 2023: 92-106
• . Burgos R, Joaquín C, Blay C, Vaqué C. Disease-related malnutrition in hospitalized chronic patients
with complex needs. Clin Nutr. 2020;39:1447–1453.
• Sanarmed.com/pre-operatoria-entenda-sua-importancia-para-a-cirurgia-colunistas/ junho 2020.
Disponível em: http://www.sepsisnet.org. Acesso em 18/03/2022.
• Santos JS, Kemp R. Fundamentos básicos para a cirurgia e cuidados perioperatórios.
http://www.fmrp.usp.br/revista. Medicina (Ribeirão Preto) 2021;2011;44(1): 2-17
• Protocolo Institucional de Manejo de Cuidados Pré- Operatórios Gerente do protocolo: Drª. Maria
Beatriz Gandra de Souza Dias, Versão atualizada em janeiro de 2022 e Sepsis, Hospital Sírio-Libanês
Obrigada pela atenção!
43

Pré e pós operatório complicado 250225.PPTX

  • 1.
    Pré e Pós-OperatórioNormal e Pós-Operatório Complicado Nelta Ângela Mabote (Residente em Cirurgia Geral - ) 1 Maputo, 25 de Fevereiro de 2025
  • 2.
    1. Introdução 2. Objectivos 3.Anamnese na avaliação pré-operatória 4. Exames complementares 5. Medicação 6. Preparos especiais 7. Anamnese na avaliação Pós-operatório normal 8. Anamnese na avaliação Pós-operatório Complicado 9. Bibliografia 2 Sumário
  • 3.
    Introdução Os procedimentos pré,pós operatórios são muito importantes pois disponibilizar informações para a preparação física e psicológica do paciente e para a cirurgia e esclarecer potenciais dúvidas ao paciente acerca do percurso cirúrgico a ser submetido.. 3
  • 4.
    Definição  Pré-operatório Normal Éum conjunto de acções que antecede a realização do procedimento cirúrgico de suma importância que, se bem executado, pode garantir o bom andamento da cirurgia e da recuperação do paciente após o procedimento. 4
  • 5.
    Objectivos do préoperatório  Optimizar o estado geral do paciente;  Identificar e classificar os possíveis riscos cirúrgicos;  Estabelecer medidas profiláticas para que esses riscos sejam minimizados o máximo possível;  Desenvolver um plano de cuidados perioperatórios apropriado;  Educação do paciente;  Reduzindo a ansiedade e facilitando a recuperação. 5
  • 6.
    Anamnese na avaliaçãopré-operatória  História da doença actual,  Condições prévias,  Cirurgias já realizadas,  Histórico de doenças na família,  História social,  Hábitos de vida (uso de álcool, tabagismo, sedentarismo),  Alergias conhecidas,  Medicamentos em uso,  Internamentos recentes,  Reacções a drogas  Complicações com anestesias anteriores.
  • 7.
    Exames complementares  Hemograma Coagulograma  Tipagem sanguínea  Glicemia  Creatininemia  Dosagem de eletrólitos  Uricultura  Raios X simples de tórax (póstero-anterior e perfil)  Eletrocardiograma 7
  • 8.
  • 9.
    Avaliação nutricional A desnutriçãopré-operatória está associada a maior índice de infecções, pior evolução e déficit na cicatrização da ferida cirúrgica, desenvolvimento de úlceras por pressão e permanência hospitalar prolongada. 9
  • 10.
    Dieta O jejum pré-operatóriodeve ser de oito horas, para evitar broncoaspiração durante a indução anestésica ou a intubação orotraqueal. Pacientes obesos, gestantes, portadores de hérnia hiatal, ou com grandes tumores intra- abdominais, têm maior risco de broncoaspiração e devem sempre fazer jejum de 12 horas 10
  • 11.
    Medicamentos em usohabitual Suspender: Anticoagulantes orais:  Devem ser substituídos por heparina, cerca de cinco dias antes.  Seis horas antes do procedimento cirúrgico  Reiniciada 24-48 horas depois  Nas operações de urgência, deve-se transfundir plasma fresco (15-20mI/kg).
  • 12.
    Medicamentos em usohabitual (Cont.) Suspender: Anti-aderentes plaquetários:  Ácidoacetilsalicílico (AAS) e antiinflamatórios não-esteróides devem ser suspensos dez dias antes da intervenção. Antidepressivos:  inibidores da monoaminoxidase (IMAO) devem ser retirados de 3-5 dias antes do ato operatório 12
  • 13.
    Medicamentos em usohabitual (Cont.) Substituir: Hipoglicemiantes orais:  Insulina regular ou NPH na véspera do ato cirúrgico. Pacientes em uso de insulina NPH: metade da dose na manhã da operação, seguida da infusão de solução glicosada a 5%. Manter: Betabloqueadores, anti-hipertensivos, cardiotônicos, broncodilatadores, corticoides, anticonvulsivantes, insulina, antialérgicos, potássio, medicação psiquiátrica. 13
  • 14.
    Outros Procedimentos Tricotomia:  Adepilação da pele com lâmina está contra-indicada pelo maior risco de escoriações e infecção da ferida operatória. A aparação dos pelos, de preferência com máquina de barbeiro, deve ser realizada o mais próximo possível do momento da operação e, até mesmo, na sala cirúrgica. Preparo da pele:  Orientar o paciente para uma boa higiene e banho no dia da intervenção, utilizando, soluções antissépticas, lavando, em especial, a região que será incisada. Na sala de cirurgia: Usar iodo povidona ou clorexidina, em seguida, a antissepsia com soluções alcoólicas 14
  • 15.
    Outros Procedimentos (Cont.) Preparodo cólon:  Combinação na preparação intestinal mecânica e antibióticos orais ou EV para cirurgia colorretal electiva são recomendados hora antes da cirurgia para reduzir infecção do sítio cirúrgico. Cateterismos:  O cateterismo vesical só quando há necessidade absoluta de monitorização da perfusão tecidual e renal. A sonda nasogástrica em pacientes com dilatação gástrica, com estenose pilórica, distendidos por oclusão ou sub- oclusão intestinal, e nas emergências cirúrgicas.
  • 16.
    Outros Procedimentos (Cont.) Sedação: Todos pacientes devem ser medicados no pré-operatório, para diminuir o grau de ansiedade. A rotina é usar benzodiazepínicos, como diazepam 10 mg por via oral (VO) nos dias que antecedem a operação, e sedação com midazolam sublingual (SL), 30 minutos antes da operação.
  • 17.
    Antibioticoprofilaxia Classificação das feridasoperatórias segundo o grau de contaminação e taxas - de infecção esperadas. Medeiros AC, et al 2023 17
  • 18.
    Agentes recomendados paraa profilaxia antimicrobiana Santos JS, Kemp - 2021 18
  • 19.
    Preparos Especiais Pacientes ictéricos: Prescrever: hidratação venosa; descompressão das vias biliares (para recuperação dos hepatócitos e da resposta imune); vitamina K; antibioticoprofilaxia. Paciente diabético:  Substituir o hipoglicemiante oral de longa duração por insulina regular dois dias antes da cirurgia. Substituir a insulina NPH por insulina regular. Na manhã da intervenção dosar antes a glicemia; iniciar infusão de soro glicosado a 5%; monitorar a glicemia no peri-operatório.
  • 20.
    Preparos Especiais (Cont.) Cirurgiado cólon:  Dieta sem resíduos 5-7 dias antes; dieta líquida na véspera; dieta zero no dia da operação.  A limpeza mecânica com: manitol 20% via oral (750ml+750 ml de suco de laranja, ingeridos ao longo de duas horas), administrado na tarde da véspera do acto cirúrgico.  Hidratar com solução salina 0,9% concomitante ao uso do manitol, no volume necessário para cada caso.  Outra alternativa é o uso de polietilenoglicol via oral.  Lavagem intestinal: pode ser realizada com clisteres glicerinados, com soro fisiológico ou com enemas já comercialmente preparados 20
  • 21.
    Preparos Especiais (Cont.) Cirurgiado cólon - Antibioticoprofilaxia:  Antibióticos com ação sobre germes Gram negativos e Bacteroides fragilis devem ser utilizados, por via oral (Neomicina e Eritromicina ou Metronidazol, administrados na noite que precede a operação) ou sistêmica: associação de Aminoglicosídeos e Metronidazol ou com drogas únicas, como a Ampicilina/Sulbactam ou Cefoxitina.
  • 22.
    Preparos Especiais (Cont.) Cirurgiado cólon  Dieta sem resíduos 5-7 dias antes; dieta líquida na véspera; dieta zero no dia da operação.  A limpeza mecânica com: manitol 20% via oral (750ml+750 ml de suco de laranja, ingeridos ao longo de duas horas), administrado na tarde da véspera do acto cirúrgico.  Hidratar com solução salina 0,9% concomitante ao uso do manitol, no volume necessário para cada caso.  Outra alternativa é o uso de polietilenoglicol via oral.  Lavagem intestinal: pode ser realizada com clisteres glicerinados, com soro fisiológico ou com enemas já comercialmente preparados. 22
  • 23.
  • 24.
    Definição  Pós-operatório Normal(Follow-up) É o período de recuperação logo após a cirurgia. A principal preocupação aqui é garantir que a recuperação ocorra sem complicações. Dor, jejum, perda sanguínea, redução da perfusão tissular por trauma operatório extenso e distúrbios funcionais de órgãos vitais geram alterações orgânicas e humorais que visam restabelecer a homeostasia.
  • 25.
    Pós- Operatório -Exame Físico  O exame clínico no pós-operatório deve ser minucioso e, no mínimo, diário, já que alterações sutis só são evidenciadas com avaliações repetidas e permitem o diagnóstico precoce de complicações.  Nível de consciência, estado hemodinâmico: sinais vitais, débito urinário, grau de hidratação; Urina: volume, cor, densidade; Examinar aparelho cárdio respiratório e abdome; Ferida operatória: inspeção, palpação; sonda nasogástrica: volume e aspecto da drenagem; Drenos: volume e aspecto das secreções.
  • 26.
    Pós- Operatório -Exame Complementares  Nos casos mais graves, podem requerer controles diários ou até mais frequentes, a depender das doenças de base, do porte da operação e de riscos eventuais de complicações. PRESCRIÇÃO MÉDICA Deve constar de reposição hidroeletrolítica e analgesia; Profilaxia de trombose venosa profunda (TVP); Gastrite de estresse e antibióticos merecem indicações precisas;  Medicações específicas para as doenças de base; Dentre os cuidados pós-operatórios, ressaltam-se a dieta, cuidados com cateteres e drenos, mobilização e exercícios respiratórios e curativos; 26
  • 27.
    Pós- Operatório –Prescrição Médica REPOSIÇÃO HIDROELETROLÍTICA Normalmente o consumo de água por um indivíduo normal (60-80kg) é da ordem de 2.000-2.500ml /dia, dos quais aproximadamente 1.500 ml são ingeridos como líquidos e o restante extraído de alimentos sólidos e sua oxidação. Medicações específicas para as doenças de base. Em pacientes sob jejum prolongado, outra fonte de líquidos é a água endógena produzida pelo catabolismo celular, que pode chegar a 500ml/dia. As perdas diárias de líquidos incluem 800-1.500 ml de urina, 250ml nas fezes e 600- 900 ml de perdas insensível, que aumentam no pós-operatório com o hiper metabolismo, a hiperventilação e a febre. 27
  • 28.
    Pós- Operatório –Prescrição Médica (Cont.) ANALGESIA Em destacando-se os derivados opioides, os anti-inflamatórios não- esteroides e os diferentes tipos de analgésicos. A analgesia deve ser feita regularmente e não apenas nos momentos da sintomatologia dolorosa. ANTIEMÉTICOS O vómito, além de desconfortável, aumenta a dor e pode colocar em risco as suturas da parede abdominal. Pode ser minimizado pelo uso de MetocIopramida e, mais recentemente, nos casos mais acentuados, de Ondansetrona. 28
  • 29.
    Pós- Operatório –Prescrição Médica (Cont.) PROFILAXIA DA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (TVP) Está indicado o uso pré e pós-operatório de heparina profilática subcutânea 5.000UI de 12/12 horas ou de heparina de baixo peso molecular (enoxaparina) de 40mg em dose única diária, que resulta em menor incidência de complicações hemorrágicas e de trombocitopenia relacionada à heparina. Contraindicação a anticoagulação, como são os casos de pacientes em vigência de sangramentos, podem requerer o implante de filtro de veia cava inferior temporário ou permanente.
  • 30.
    Pós- Operatório –Prescrição Médica (Cont.) ANTIBIÓTICOS  Fica restrita ao período pré-operatório. Pacientes operados por infecção podem necessitar a manutenção da droga no PO. A escolha do melhor antibiótico e respectiva dose depende da flora bacteriana predominante em cada caso.
  • 31.
    Pós- Operatório –Prescrição Médica (Cont.) Nutrição  Na maioria dos pacientes, o peristaltismo do intestino delgado se reinicia dentro das primeiras 24 horas, a peristalse gástrica entre 24-48horas, e, finalmente, o cólon após 48horas. O reinício da alimentação oral, portanto, deve considerar o tipo de procedimento cirúrgico realizado. Em operações de grande porte, com suturas digestivas, é conveniente aguardar o retomo completo dos movimentos intestinais, com eliminação de flatos, para só então iniciar a alimentação, que, por sua vez, não precisa seguir a clássica evolução de líquida de prova, líquida total, pastosa etc., até dieta livre.
  • 32.
    Pós- Operatório –Prescrição Médica (Cont.) Nutrição  Nutrição parenteral ou, preferencialmente, através de cateteres nasoentéricos, deve ser considerada, se as perspectivas são de jejum prolongado.  Outros factores também são importantes nesta decisão, como as condições pré-operatórias, o estado nutricional, a intensidade do trauma operatório, a ocorrência de complicações, como fístulas e infecções e a idade do paciente.
  • 33.
    Pós- Operatório –Prescrição Médica (Cont.)  Sonda nasogástrica O íleo PO também é a principal razão para utilização da aspiração gástrica. A descompressão diminui a distensão e a ocorrência de vómitos, mas é desconfortável, favorece o refluxo gastroesofagiano e pode facilitar a broncoaspiração e a telectasia. Indicada seletivamente nas operações do tubo digestivo alto, deve ser retirada assim que o volume de drenagem for inferior a 400ml e os ruídos hidroaéreos se reiniciarem. Intervenções esôfago-gastroduodenais costumam requerer um período maior de drenagem, mas que raramente necessita ser maior que 72 horas.
  • 34.
    Pós- Operatório –Prescrição Médica (Cont.)  Cateter vesical Quando indicado, exige manipulação adequada durante o período PO, e deve ser retirado logo que possível, assim que houver restabelecimento e manutenção do estado hemodinâmico normal.  Drenos  As drenagens cavitárias podem ser profiláticas, para evitar o acúmulo de líquidos biológicos, após determinados tipos de operações, ou terapêuticas, para drenar coleções ou abscessos e prevenir o seu reacúmulo. Deve-se optar sempre por sistemas fechados de drenagem, sendo inseridos por contra- incisão, e retirados o mais precocemente possível.
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  • 36.
    Definição Pós-operatório complicado Quando opós-operatório normal apresenta complicações, o quadro é mais grave e requer atenção imediata. Essas complicações podem variar dependendo do tipo de cirurgia realizada, mas incluem:
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    Classificação do pós-operatóriocomplicado  Complicação geral É aquela que pode acontecer com qualquer paciente, independentemente do tipo de procedimento cirúrgico como hemorragia, atelectasia pulmonar, insuficiência renal aguda e doença tromboembólica.  Complicação especiais Acometem pessoas com condição clínica prévia à intervenção cirúrgica, estão relacionadas ao órgão operado, sendo mais ou menos recorrente em função do tipo de anestesia, da afecção clínica associada, do grau de injúria e dos cuidados pós-cirúrgicos. 37
  • 38.
    Classificação do pós-operatóriocomplicado (Cont.)  Complicação pós-operatória recorrente  Febre no pós-operatório A febre é uma das complicações pós-operatórias mais comuns. Principais causas: • A atelectasia, que costuma ocorrer nas primeiras 24hrs • Flebite, nas primeiras 48hrs • Infecção do tracto urinário, em até 72hrs • Infecção da ferida operatória em até 5 dias após • E abcesso/colecção intracavitária com um período de até 7 dias depois. 38
  • 39.
    Classificação do pós-operatóriocomplicado (Cont.)  Complicações respiratórias As complicações respiratórias mais comuns são: • A insuficiência respiratória (hipoxêmica ou hipercápnica) consiste em uma delas, sendo tratada pela doença de base, com suplementação de O2 e ventilação invasiva • A atelectasia, uma complicação respiratória que pode causar febre, taquipneia, taquicardia e tosse, pode ser tratada com fisioterapia respiratória, oxigenoterapia e broncoscopia em casos extremos • A pneumonia também pode causar febre, taquipneia e tosse produtiva e o tratamento é feito com fisioterapia respiratória e antibioticoterapia • O tromboembolismo pulmonar pode causar hemoptise, síncope e embolia maciça. O tratamento consiste no uso de trombolíticos, como estreptoquinase, uroquinase e rt-PA (alteplase). 39
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    Classificação do pós-operatóriocomplicado (Cont.)  Complicações Digestivas As complicações digestivas mais comuns são: • Íleo paralítico/adinâmico • Úlceras de estresse.  Hemorrágicas  Complicações Cardíacas  Complicações urinárias 40
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    Classificação do pós-operatóriocomplicado (Cont.)  Complicações relacionadas a feridas As complicações respiratórias mais comuns são: • Seroma, por acúmulo de linfa ou grandes descolamentos que geram um acúmulo de líquidos entre as camadas da pele • Hematoma, causado pela colecção de sangue ao redor da ferida cirúrgica, que resulta na formação de coágulo, causando desconforto no nível da ferida. Assim, diminui a resistência à infecção. • Deiscência, que é uma disjunção parcial ou total de qualquer camada da ferida, consiste em uma complicação na qual a ferida não cicatriza ou abre ao longo de sua linha de incisão após a cirurgia. • Caracteriza-se como uma emergência cirúrgica devido aos riscos associados.
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    BIBLIOGRAFIA • Medeiros AC,et al. Princípios do pré e pós-operatório. J Surg Cl Res – Vol. 14 (2) 2023: 92-106 • . Burgos R, Joaquín C, Blay C, Vaqué C. Disease-related malnutrition in hospitalized chronic patients with complex needs. Clin Nutr. 2020;39:1447–1453. • Sanarmed.com/pre-operatoria-entenda-sua-importancia-para-a-cirurgia-colunistas/ junho 2020. Disponível em: http://www.sepsisnet.org. Acesso em 18/03/2022. • Santos JS, Kemp R. Fundamentos básicos para a cirurgia e cuidados perioperatórios. http://www.fmrp.usp.br/revista. Medicina (Ribeirão Preto) 2021;2011;44(1): 2-17 • Protocolo Institucional de Manejo de Cuidados Pré- Operatórios Gerente do protocolo: Drª. Maria Beatriz Gandra de Souza Dias, Versão atualizada em janeiro de 2022 e Sepsis, Hospital Sírio-Libanês
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Notas do Editor

  • #13 Insulina NPH (Neutral Protamine Hagedorn). A insulina NPH, em particular, é útil para garantir que a glicemia permaneça estável ao longo do período sem alimentação antes da operação.
  • #19 Apresentam morbidez e mortalidade elevadas em consequência de lesão do hepatócito, imunodepressão, desequilíbrio da microbiota bacteriana intestinal com maior incidência de translocação bacteriana e absorção de endotoxinas, lesão dos túbulos renais, com consequente insuficiência renal. insuficiência hepática e sepse. Insulina NPH (Neutral Protamine Hagedorn). A insulina NPH, em particular, é útil para garantir que a glicemia permaneça estável ao longo do período sem alimentação antes da operação.
  • #20 Apresentam morbidez e mortalidade elevadas em consequência de lesão do hepatócito, imunodepressão, desequilíbrio da microbiota bacteriana intestinal com maior incidência de translocação bacteriana e absorção de endotoxinas, lesão dos túbulos renais, com consequente insuficiência renal. insuficiência hepática e sepse. Insulina NPH (Neutral Protamine Hagedorn). A insulina NPH, em particular, é útil para garantir que a glicemia permaneça estável ao longo do período sem alimentação antes da operação.
  • #21 Apresentam morbidez e mortalidade elevadas em consequência de lesão do hepatócito, imunodepressão, desequilíbrio da microbiota bacteriana intestinal com maior incidência de translocação bacteriana e absorção de endotoxinas, lesão dos túbulos renais, com consequente insuficiência renal. insuficiência hepática e sepse. Insulina NPH (Neutral Protamine Hagedorn). A insulina NPH, em particular, é útil para garantir que a glicemia permaneça estável ao longo do período sem alimentação antes da operação.
  • #22 Apresentam morbidez e mortalidade elevadas em consequência de lesão do hepatócito, imunodepressão, desequilíbrio da microbiota bacteriana intestinal com maior incidência de translocação bacteriana e absorção de endotoxinas, lesão dos túbulos renais, com consequente insuficiência renal. insuficiência hepática e sepse. Insulina NPH (Neutral Protamine Hagedorn). A insulina NPH, em particular, é útil para garantir que a glicemia permaneça estável ao longo do período sem alimentação antes da operação.
  • #41 Pode advir de uma hemostasia inadequada, pelo uso de distúrbios ou drogas que interferem na cascata de coagulação (como AAS e heparina) ou de doenças apresentadas pelo paciente técnica inadequada, infecção, paciente imunodeprimidos, que fazem uso de corticoides, radioterapia ou possuem diabetes mellitus, bem como tabagistas, obesos e desnutridos integram o grupo de risco.