ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO
PACIENTE NO PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO
Prof. Esp. Francisco Wellington Dourado Júnior
Mestrando em Cuidados Clínicos pela UECE
Assistência de Enfermagem ao paciente no
período pré-operatório
 Entende-se pré-operatório:
O período de tempo que “tem início no momento em que se
reconhece a necessidade de uma cirurgia e termina no
momento em que o paciente chega numa sala de
operação”
(Berland; Passos,1979).
Pré-operatório...
Objetivos:
■ proporcionar ao paciente as melhores condições físicas
e emocionais possíveis;
■ diminuir a ansiedade, a fim de contribuir para
diminuição do risco cirúrgico e prevenção de
complicações pós-operatórias;
■ ensinar ao paciente e família medidas de recuperação,
para aumentar a autoconfiança e facilitar a prática do
auto-cuidado no pós-operatório.
Fluxo Operacional da SAEP
Avaliação Pré-
Operatória
Identificação de
problemas
Planejamento da
assistência de
Enfermagem
Pré-operatório Mediato e Imediato
■ Mediato: é o período de tempo que decorre
desde a indicação da cirurgia até a véspera de
sua realização.
■ Imediato: é o período de tempo que decorre
desde a véspera da cirurgia até a chegada do
paciente na unidade de centro cirúrgico.
Assistência de enfermagem ao paciente no
pré-operatório mediato
 Consiste na avaliação e preparo, tanto físico quanto
emocional para a cirurgia.
 Avaliação e preparo físico:
- avaliação clínica do paciente para conduzí-lo ao ato
anestésico-cirúrgico, nas melhores condições possíveis;
- avaliação laboratorial, idade até 45 anos solicitam-se:
Hemograma, SU, lipidograma, ureia, creatinina, glicemia,
acima de 45 anos acrescentar: ECG, ecocardiograma.
(obs: não é consenso)
Assistência de Enfermagem no período pré-
operatório mediato
■ Na prática realizam outros exames: Ressonância e TC,
tipagem sanguínea para todos os pacientes independente
da idade;
■ Para aqueles com mais de 45 anos, dosagens de
creatinina, sódio, potássio, e nos casos de pacientes
portadores de intercorrências clínicas, são realizados
exames específicos, no sentido de avaliá-los e compensá-
los para o tratamento cirúrgico.
Os exames vão variar
de acordo com a
cirurgia
Avaliação Pré-Operatória
Risco Cirúrgico:
É toda possibilidade de perigo ou dano que ocorre com um
paciente, candidato à cirurgia, decorrente de suas condições
físicas, clínicas e psíquicas, de falhas das equipes de cirurgia
e de enfermagem ou de fatores imprevistos que surjam
durante os períodos pré, intra e pós–operatório.
Avaliação Pré-Operatória
Ficha de avaliação pré-anestésica
Avaliação Pré-Operatória
Ficha de avaliação pré-anestésica
Classificação de Mallampati
Identificação de problemas
■ Alergias
■ Idade
■ Patologias pré-existentes
■ Limitações físicas
■ Avaliação dos sistemas
Histórico de Enfermagem
Identificação de problemas
 Fatores Sistêmicos: hipovolemia, desidratação, desequilíbrio
hidroeletrolítico, déficit nutricional, idade extrema, peso e
infecções;
 Doenças pulmonares: bronquite, enfisemas, asmas,
pneumonias, gripes;
 Doenças renais: nefrites e insuficiência renal aguda e
crônica;
 Doenças cardiovasculares: insuficiência cardíaca congestiva,
arritmias, hipertensão;
 Doenças endócrinas e hepáticas: diabetes, tireoidianas.
Identificação de problemas
Procedimentos pré-operatórios
■ Jejum (conforme rotina institucional)
■ Retirada de próteses dentárias e lentes de contato
■ Retirada de adornos e esmaltes
■ Higiene corporal (cabelo seco) com antisséptico
(clorexidina)e oral prévia - Avaliação dentária
■ Esvaziamento vesical e instestinal
■ Tricotomia (conforme rotina institucional ou de equipe)
■ Sinais Vitais
■ Marcação cirúrgica
■ Medicação pré-anestésica
Termo de Consentimento Informado
Quem aplica o termo
de consentimento?
Avaliação Pré-Operatória
Foco:
Prevenção de eventos adversos e riscos relacionados ao
paciente.
Histórico de Enfermagem:
entrevista com paciente e família
Assistência de Enfermagem no pré-
operatório imediato
 A assistência continua voltada ao preparo físico e
emocional do paciente para a cirurgia.
 Emocional: aumento da ansiedade
 Sinais e Sintomas:
- Taquicardia, hipertensão, hipertermia, sudorese e
insônia.
■ ensinar ao paciente as medidas preventivas de
complicações pós-operatórias: exercícios respiratórios,
exercícios de flexão e extensão para as pernas e pés,
virar-se do lado e sair do leito, deambular
precocemente, usar comadres e papagaios no leito.
 avaliar a capacidade de aprendizagem do paciente;
 identificar as limitações que impedem o paciente de
participar no processo de aprendizagem;
 estar atento atento aos sinais de medo e ansiedade,
conversar com os pacientes, dando-lhes a oportunidade
de expressar os seus sentimentos;
 avaliar cada situação e encaminhá-los para outros
profissionais na tentativa de solucionar seus problemas.
 estabelecer uma relação de confiança com o paciente para que
este consiga exteriorizar seus sentimentos e dúvidas;
 tomar conhecimento das orientações dadas por outros
profissionais, para que o trabalho seja harmonioso;
 promover atendimento religioso e interação com familiares,
ajudam aliviar ansiedade;
 informar o paciente dos procedimentos cirúrgicos a ser realizados,
bem como das alterações físicas decorrentes do mesmo
(Ossociation, 1995).
E QUAIS SÃO OS CUIDADOS PRÉ-
OPERATÓRIOS COM OS PACIENTES ?
 PREPARO INTESTINAL – Prevenir
evacuação durante o ato.
■ Esvaziamento intestinal:
 finalidade evitar o traumatismo acidental de alças intestinais
nas cirurgias abdominais e pélvicas;
 facilitar a visão do campo operatório;
 risco da liberação do conteúdo intestinal, enquanto o paciente
está sob efeito de medicamentos relaxantes musculares.
■ O preparo varia com orientação do Serviço. Geralmente, faz-
se com uso de laxativos, principalmente se, se tratar de
cirurgias intestinais.
■ Avaliar o hábito intestinal do paciente, realizar o
procedimento indicado para o esvaziamento intestinal,
observar e anotar o efeito.
Modificação da dieta e jejum antes
da cirurgia
■ A dieta é prescrita a critério médico, que poderá variar de uma
dieta leve no jantar e jejum após às 22 ou 24h do mesmo dia,
quando a cirurgia for pela manhã;
■ É necessário que o estômago permaneça vazio durante o
procedimento anestésico, evitar o vômito e
consequentemente a aspiração do conteúdo gástrico para as
vias respiratórias.
■ A absorção de água ou chá, se dá por volta de 2h, de
carboidratos, 3h, e de proteínas e lipídios, entre 4 e 6h.
Retorno gradual da alimentação
■ Os fatores mencionados podem servir de parâmetros para
determinar o período que o paciente permanecerá em jejum, de
acordo com o tipo de cirurgia.
■ Orientar o paciente sobre a necessidade do jejum, orientar e
supervisionar a manutenção do período de jejum exigido, observar
se há prescrição de infusão parenteral.
CUIDADOS PRÉ - OPERATÓRIOS
■ NUTRIÇÃO E LIQUIDOS – Jejum para prevenir aspiração
JEJUM
8 a 12h
FATORES QUE INFLUENCIAM NO
PRÉ- OPERATÓRIO
Idade
Idade Constituição física e peso
Constituição física e peso
Estado Nutricional e Hídrico
■ A nutrição ótima é um fator essencial na promoção de cura e
resistência à infecção e a outras complicações cirúrgicas.
■ Qualquer deficiência nutricional, como a desnutrição deverá ser
corrigida antes da cirurgia de modo que a proteína suficiente esteja
disponibilizada.
Fatores de Risco Para Complicações
Cirúrgicas
■ Fatores Psicossociais e Espirituais
“ O sofrimento psicológico influencia diretamente o funcionamento
corporal”.
Hidratação e tratamento de
infecções e doenças
intercorrentes
Sinais Vitais
Controle dos Sinais Vitais
■ Realizar a mensuração dos SSVV antes de encaminhar o paciente
ao Centro Cirúrgico (incluir verificação de DX).
■ Realizar a mensuração dos sinais vitais antes de administrar o
medicamento pré-anestésico;
■ Anotar no prontuário do paciente os dados referentes aos sinais
vitais, bem como checagem dos procedimentos e observações
relativas a sinais e sintomas apresentado pelo paciente;
■ Lembrar que a ansiedade pode alterar funções fisiológicas nos
sinais vitais, é importante que a equipe seja informada (cirurgião e
anestesiologista).
Esvaziamento da Bexiga
■ Antes de administrar o pré-anestésico, deve-se pedir ao paciente que
esvazie a bexiga;
■ Nas cirurgias de grande porte ou por indicação médica, realizar o
cateterismo vesical de demora, de preferência no centro cirúrgico ou
conforme rotina do serviço. O cateterismo permite a monitorização do
fluxo urinário durante a cirurgia, evita trauma de bexiga e melhor
visualização da cavidade;
■ Orientar o paciente quando for necessário a sondagem vesical.
■ Fazer a retirada do cateter assim que possível, para evitar infecções
relacionadas à assistência.
Sondagem nasogástrica
■ Atentar a sondagem se estiver prescrito, antes de
administrar a medicação pré- anestésica.
■ Alguns serviços preferem realizar após indução
anestésica para maior conforto do paciente.
Remoção de próteses dentárias e outras,
jóias e adornos, esmalte e maquiagem
■ Próteses dentárias:
– interferem na indução anestésica, podendo deslizar
para as vias aéreas inferiores, machucar a cavidade
oral na entubação.
■ Outras próteses:
– Ex: lentes de contato, risco de perda e lesão à córnea
no período de inconsciência.
■ Joias, adornos, grampos, prendedores de cabelo:
– evitar perdas e queimaduras relacionada ao uso do
bisturí elétrico.
■ Esmalte e Maquiagem:
– devem ser removidos, porque impedem a observação
dos sinais de distúrbios na perfusão tissular.
PREPARO DO PACIENTE
Observações
■ É importante que a enfermagem faça as devidas
orientações sobre a necessidade desses
procedimentos, bem como se responsabilizar pelo seus
pertences, guardando-os em local seguro ou entregá-
los aos familiares e registrar no prontuário do paciente.
Camisolas e Gorros
■ Geralmente estas peças estão disponíveis no setor de origem do paciente,
ou deverão ser solicitados na lavanderia hospitalar. Ajudar o paciente a se
vestir e transferí-lo para a maca, juntamente com seu prontuário completo,
e somente encaminha-lo mediante pedido do Centro Cirúrgico.
■ Não encaminhar o paciente ao Centro Cirúrgico com a própria roupa
própria.
■ Preparar o leito para chegada do paciente caso volte para a mesma
unidade ou prepará-lo para receber outro paciente,
PREPARO NO PRÉ - OPERATÓRIO
IMEDIATO
– ROUPAS
– CABELOS
Higiene corporal e oral
■ A higiene do corpo, dos cabelos e cavidade oral, no pré
operatório imediato, é importante para diminuir a quantidade
de microrganismos da superfície da pele e, com isto, reduzir o
risco de infecção da ferida cirúrgica.
■ É de responsabilidade da enfermagem, encaminhar o paciente
para o banho de aspersão e providenciar o banho de leito para
acamados, pouco antes de encaminhá-lo para o centro
cirúrgico, oferendo camisola limpa para se vestir.
■ A meta da preparação da pele no pré-opertório é diminuir as
fontes bacterianas sem lesar a pele;
■ Pacientes submetidos a cirurgias eletivas de grande porte, ou
nos quais são utilizados implantes ortopédicos durante o
procedimento cirúrgico, devem ser preparados para o
procedimento cirúrgico tomando, com 2 horas de antecedência,
banho de corpo inteiro com a utilização de clorexidina 4%.
■ Já os pacientes submetidos a cirurgias eletivas de pequeno e
médio porte utilizaram apenas sabonete neutro no banho de
corpo inteiro, ou também utilizar clorexidina (dependendo da
instituição)
Obs: não encaminhar o paciente com os
cabelos molhados, risco de acidente com
bisturi elétrico.
Tricotomia
A tricotomia deve ser realizada
somente em situações clínicas
específicas, pois recomenda-se a
manutenção dos pelos em pacientes
submetidos a qualquer tipo de
procedimentos cirúrgico, e, se
absolutamente necessária, a tricotomia
deve ser realizada com o tricotomizador
elétrico em um período de tempo mais
próximo possível da incisão cirúrgica,
em um ambiente externo à sala
operatória.
( Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamentos de Produtos para a Saúde
da SOBECC – 7ª Edição).
Resumindo...
Na admissão:
Histórico de Enfermagem, diagnósticos,
planejamento, implementação, avaliação.
Antes de Encaminhar ao CC:
Banho pré-operatório
Remoção de próteses dentárias, oculares
Remoção de esmaltes
Remoção de roupas
Pesquisa de sinais vitais
Checagem de documentação e identificação
Preenchimento da SAEP
Resultados Esperados
 Alívio da Ansiedade;
 Medo Diminuído
 Compreensão da Intervenção Cirúrgica;
 Nenhuma evidência de complicações pré-operatória.
Vamos praticar?
CASO CLÍNICO
■ D.R.S, sexo masculino, 73 anos, natural de Itapipoca, admitido há 1 dia no hospital SC para
avaliação pré-operatória de artroplastia total de hemiquadril direito e realização do
procedimento cirúrgico.O paciente é ex-tabagista (32 anos usando o masso, tendo cessado
há um ano), diagnosticado com DPOC leve, hipertenso e dislipidêmico em uso regular de
propranolol e sinvastatina, há 1 ano procurou atendimento médico por fortes dores no
quadril.Após o evento, iniciou fisioterapia semanalmente, com uso esporádico de
analgésicos. Há 3 meses, houve piora da dor, que se caracterizava com forte artralgia na
região de hemiquadril direito, com irradiação para o membro inferior direito.
■ Após exames de imagem, foi evidenciado erosão óssea na região femoroacetabular com
presença de osteófitos e forte desgaste cartilaginoso, levando a um diagnóstico de
osteoartrose, sendo indicada a artroplastia total de hemiquadril direito. No procedimento,
osso e cartilagem lesionados serão retirados e substituídos por componentes protéticos.
■ No momento da visita pré-operatória, o paciente relata estar sentindo dor constante e
intensa, principalmente ao movimentar-se no leito, o que o deixa mais ansioso ao tentar
realizar algum movimento. Além disso, mostra dúvidas sobre o seu estado de saúde e o
procedimento ao qual irá ser submetido.
■ Exame físico
 Geral: Paciente em regular estado geral, lúcido e orientado no
tempo e no espaço, emagrecido, mucosas normocrômicas, escleras
anictéricas e afebril.Pele: Sem alterações.
 AR: tórax em barril, simétrico, sem regiões de hipersensibilidade,
com expansibilidade preservada bilateralmente. Discreta diminuição
de frêmito toracovocal em ambas as bases pulmonares. À
percussão, som claro pulmonar. Murmúrio vesicular bem distribuído,
sem ruídos adventícios.
 AC: ausência de impulsões visíveis. Ictus cordis palpável no 5° EIC,
na linha hemiclavicular esquerda. Bulhas rítmicas, normofonéticas
em dois tempos. Ausência de sopros.
 ABD: à inspeção, abdome plano, cicatriz umbilical intrusa, ausência
de lesões cutâneas, cicatrizes, equimoses, circulação colateral ou
herniações. Na ausculta, ruídos hidroaéreos presentes, sem sopros
arteriais. À percussão, abdome timpânico difusamente. Palpações
superficial e profunda sem alteração.
■ Demais sistemas sem alterações
■ SSVV: FC = 62bpm, FR = 25 ipm, Tax = 36,5°C, SPO2: 91%PA =
135x70mmHg.
Pontos para discussão do
caso:
■ Quais os diagnósticos de enfermagem que você, enquanto
enfermeiro da Clínica Cirúrgica poderia estabelecer a partir das
informações apresentadas no caso clínico?
Diagnósticos de enfermagem
referente ao caso clínico
TÍTULO DIAGNÓSTICO
TOLERÂNCIA À ATIVIDADE
DIMINUÍDA
RISCO DE RECUPERAÇÃO
CIRÚRGICA RETARDADA
DEFINIÇÃO
Resistência insuficiente para
completar atividades diárias
necessárias ou desejadas.
Suscetibilidade a uma extensão
do número de dias de pós-
operatório necessários para
iniciar e desempenhar
atividades que mantém a vida,
a saúde e o bem-estar, que
pode comprometer a saúde.
CARACTERÍSTICA DEFINIDORA
Ansioso quando a atividade é
necessária, desconforto ao
esforço, dispneia ao esforço e
expressa fadiga.
-
FATORES RELACIONADOS
Dor, medo da dor e mobilidade
física prejudicada.
Dor persistente, mobilidade
física prejudicada e tabagismo.
POPULAÇÃO EM RISCO Idosos
Indivíduos com perda de peso >
5%
CONDIÇÕES ASSOCIADAS - Procedimento cirúrgico extenso
Pontos para discussão
do caso:
■ Poderia ser feito mais alguma pergunta para o paciente de
modo a complementar a coleta de dados?
■ Frente aos diagnósticos elencados, quais cuidados de
enfermagem você poderia adotar?
Chuva de ideias...
Referência
■ Hinkle JL. Brunner & Suddarth - Tratado de Enfermagem
Médico-Cirúrgica - 2 Vols. (14th edição). [Digite o Local da
Editora]: Grupo GEN; 2020.
■ Brunner LS, Suddarth DS, Souza SRD. Brunner & Suddarth -
Manual de Enfermagem Médico-Cirúrgica, 14ª edição. [Digite
o Local da Editora]: Grupo GEN; 2019
Obrigado pela atenção!

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  • 1.
    ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEMAO PACIENTE NO PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO Prof. Esp. Francisco Wellington Dourado Júnior Mestrando em Cuidados Clínicos pela UECE
  • 2.
    Assistência de Enfermagemao paciente no período pré-operatório  Entende-se pré-operatório: O período de tempo que “tem início no momento em que se reconhece a necessidade de uma cirurgia e termina no momento em que o paciente chega numa sala de operação” (Berland; Passos,1979).
  • 3.
  • 4.
    Objetivos: ■ proporcionar aopaciente as melhores condições físicas e emocionais possíveis; ■ diminuir a ansiedade, a fim de contribuir para diminuição do risco cirúrgico e prevenção de complicações pós-operatórias; ■ ensinar ao paciente e família medidas de recuperação, para aumentar a autoconfiança e facilitar a prática do auto-cuidado no pós-operatório.
  • 5.
    Fluxo Operacional daSAEP Avaliação Pré- Operatória Identificação de problemas Planejamento da assistência de Enfermagem
  • 6.
    Pré-operatório Mediato eImediato ■ Mediato: é o período de tempo que decorre desde a indicação da cirurgia até a véspera de sua realização. ■ Imediato: é o período de tempo que decorre desde a véspera da cirurgia até a chegada do paciente na unidade de centro cirúrgico.
  • 8.
    Assistência de enfermagemao paciente no pré-operatório mediato  Consiste na avaliação e preparo, tanto físico quanto emocional para a cirurgia.  Avaliação e preparo físico: - avaliação clínica do paciente para conduzí-lo ao ato anestésico-cirúrgico, nas melhores condições possíveis; - avaliação laboratorial, idade até 45 anos solicitam-se: Hemograma, SU, lipidograma, ureia, creatinina, glicemia, acima de 45 anos acrescentar: ECG, ecocardiograma. (obs: não é consenso)
  • 9.
    Assistência de Enfermagemno período pré- operatório mediato ■ Na prática realizam outros exames: Ressonância e TC, tipagem sanguínea para todos os pacientes independente da idade; ■ Para aqueles com mais de 45 anos, dosagens de creatinina, sódio, potássio, e nos casos de pacientes portadores de intercorrências clínicas, são realizados exames específicos, no sentido de avaliá-los e compensá- los para o tratamento cirúrgico. Os exames vão variar de acordo com a cirurgia
  • 10.
    Avaliação Pré-Operatória Risco Cirúrgico: Étoda possibilidade de perigo ou dano que ocorre com um paciente, candidato à cirurgia, decorrente de suas condições físicas, clínicas e psíquicas, de falhas das equipes de cirurgia e de enfermagem ou de fatores imprevistos que surjam durante os períodos pré, intra e pós–operatório.
  • 11.
    Avaliação Pré-Operatória Ficha deavaliação pré-anestésica
  • 12.
    Avaliação Pré-Operatória Ficha deavaliação pré-anestésica Classificação de Mallampati
  • 13.
    Identificação de problemas ■Alergias ■ Idade ■ Patologias pré-existentes ■ Limitações físicas ■ Avaliação dos sistemas Histórico de Enfermagem
  • 14.
    Identificação de problemas Fatores Sistêmicos: hipovolemia, desidratação, desequilíbrio hidroeletrolítico, déficit nutricional, idade extrema, peso e infecções;  Doenças pulmonares: bronquite, enfisemas, asmas, pneumonias, gripes;  Doenças renais: nefrites e insuficiência renal aguda e crônica;  Doenças cardiovasculares: insuficiência cardíaca congestiva, arritmias, hipertensão;  Doenças endócrinas e hepáticas: diabetes, tireoidianas.
  • 15.
  • 16.
    Procedimentos pré-operatórios ■ Jejum(conforme rotina institucional) ■ Retirada de próteses dentárias e lentes de contato ■ Retirada de adornos e esmaltes ■ Higiene corporal (cabelo seco) com antisséptico (clorexidina)e oral prévia - Avaliação dentária ■ Esvaziamento vesical e instestinal ■ Tricotomia (conforme rotina institucional ou de equipe) ■ Sinais Vitais ■ Marcação cirúrgica ■ Medicação pré-anestésica
  • 17.
  • 18.
    Quem aplica otermo de consentimento?
  • 19.
    Avaliação Pré-Operatória Foco: Prevenção deeventos adversos e riscos relacionados ao paciente. Histórico de Enfermagem: entrevista com paciente e família
  • 20.
    Assistência de Enfermagemno pré- operatório imediato  A assistência continua voltada ao preparo físico e emocional do paciente para a cirurgia.  Emocional: aumento da ansiedade  Sinais e Sintomas: - Taquicardia, hipertensão, hipertermia, sudorese e insônia.
  • 21.
    ■ ensinar aopaciente as medidas preventivas de complicações pós-operatórias: exercícios respiratórios, exercícios de flexão e extensão para as pernas e pés, virar-se do lado e sair do leito, deambular precocemente, usar comadres e papagaios no leito.
  • 22.
     avaliar acapacidade de aprendizagem do paciente;  identificar as limitações que impedem o paciente de participar no processo de aprendizagem;  estar atento atento aos sinais de medo e ansiedade, conversar com os pacientes, dando-lhes a oportunidade de expressar os seus sentimentos;  avaliar cada situação e encaminhá-los para outros profissionais na tentativa de solucionar seus problemas.
  • 23.
     estabelecer umarelação de confiança com o paciente para que este consiga exteriorizar seus sentimentos e dúvidas;  tomar conhecimento das orientações dadas por outros profissionais, para que o trabalho seja harmonioso;  promover atendimento religioso e interação com familiares, ajudam aliviar ansiedade;  informar o paciente dos procedimentos cirúrgicos a ser realizados, bem como das alterações físicas decorrentes do mesmo (Ossociation, 1995).
  • 24.
    E QUAIS SÃOOS CUIDADOS PRÉ- OPERATÓRIOS COM OS PACIENTES ?
  • 25.
     PREPARO INTESTINAL– Prevenir evacuação durante o ato.
  • 26.
    ■ Esvaziamento intestinal: finalidade evitar o traumatismo acidental de alças intestinais nas cirurgias abdominais e pélvicas;  facilitar a visão do campo operatório;  risco da liberação do conteúdo intestinal, enquanto o paciente está sob efeito de medicamentos relaxantes musculares.
  • 27.
    ■ O preparovaria com orientação do Serviço. Geralmente, faz- se com uso de laxativos, principalmente se, se tratar de cirurgias intestinais. ■ Avaliar o hábito intestinal do paciente, realizar o procedimento indicado para o esvaziamento intestinal, observar e anotar o efeito.
  • 28.
    Modificação da dietae jejum antes da cirurgia ■ A dieta é prescrita a critério médico, que poderá variar de uma dieta leve no jantar e jejum após às 22 ou 24h do mesmo dia, quando a cirurgia for pela manhã; ■ É necessário que o estômago permaneça vazio durante o procedimento anestésico, evitar o vômito e consequentemente a aspiração do conteúdo gástrico para as vias respiratórias. ■ A absorção de água ou chá, se dá por volta de 2h, de carboidratos, 3h, e de proteínas e lipídios, entre 4 e 6h. Retorno gradual da alimentação
  • 29.
    ■ Os fatoresmencionados podem servir de parâmetros para determinar o período que o paciente permanecerá em jejum, de acordo com o tipo de cirurgia. ■ Orientar o paciente sobre a necessidade do jejum, orientar e supervisionar a manutenção do período de jejum exigido, observar se há prescrição de infusão parenteral.
  • 30.
    CUIDADOS PRÉ -OPERATÓRIOS ■ NUTRIÇÃO E LIQUIDOS – Jejum para prevenir aspiração JEJUM 8 a 12h
  • 31.
    FATORES QUE INFLUENCIAMNO PRÉ- OPERATÓRIO Idade Idade Constituição física e peso Constituição física e peso
  • 32.
    Estado Nutricional eHídrico ■ A nutrição ótima é um fator essencial na promoção de cura e resistência à infecção e a outras complicações cirúrgicas. ■ Qualquer deficiência nutricional, como a desnutrição deverá ser corrigida antes da cirurgia de modo que a proteína suficiente esteja disponibilizada.
  • 33.
    Fatores de RiscoPara Complicações Cirúrgicas ■ Fatores Psicossociais e Espirituais “ O sofrimento psicológico influencia diretamente o funcionamento corporal”.
  • 34.
    Hidratação e tratamentode infecções e doenças intercorrentes
  • 35.
  • 36.
    Controle dos SinaisVitais ■ Realizar a mensuração dos SSVV antes de encaminhar o paciente ao Centro Cirúrgico (incluir verificação de DX). ■ Realizar a mensuração dos sinais vitais antes de administrar o medicamento pré-anestésico; ■ Anotar no prontuário do paciente os dados referentes aos sinais vitais, bem como checagem dos procedimentos e observações relativas a sinais e sintomas apresentado pelo paciente; ■ Lembrar que a ansiedade pode alterar funções fisiológicas nos sinais vitais, é importante que a equipe seja informada (cirurgião e anestesiologista).
  • 37.
    Esvaziamento da Bexiga ■Antes de administrar o pré-anestésico, deve-se pedir ao paciente que esvazie a bexiga; ■ Nas cirurgias de grande porte ou por indicação médica, realizar o cateterismo vesical de demora, de preferência no centro cirúrgico ou conforme rotina do serviço. O cateterismo permite a monitorização do fluxo urinário durante a cirurgia, evita trauma de bexiga e melhor visualização da cavidade; ■ Orientar o paciente quando for necessário a sondagem vesical. ■ Fazer a retirada do cateter assim que possível, para evitar infecções relacionadas à assistência.
  • 38.
    Sondagem nasogástrica ■ Atentara sondagem se estiver prescrito, antes de administrar a medicação pré- anestésica. ■ Alguns serviços preferem realizar após indução anestésica para maior conforto do paciente.
  • 39.
    Remoção de prótesesdentárias e outras, jóias e adornos, esmalte e maquiagem ■ Próteses dentárias: – interferem na indução anestésica, podendo deslizar para as vias aéreas inferiores, machucar a cavidade oral na entubação. ■ Outras próteses: – Ex: lentes de contato, risco de perda e lesão à córnea no período de inconsciência. ■ Joias, adornos, grampos, prendedores de cabelo: – evitar perdas e queimaduras relacionada ao uso do bisturí elétrico. ■ Esmalte e Maquiagem: – devem ser removidos, porque impedem a observação dos sinais de distúrbios na perfusão tissular.
  • 40.
  • 41.
    Observações ■ É importanteque a enfermagem faça as devidas orientações sobre a necessidade desses procedimentos, bem como se responsabilizar pelo seus pertences, guardando-os em local seguro ou entregá- los aos familiares e registrar no prontuário do paciente.
  • 42.
    Camisolas e Gorros ■Geralmente estas peças estão disponíveis no setor de origem do paciente, ou deverão ser solicitados na lavanderia hospitalar. Ajudar o paciente a se vestir e transferí-lo para a maca, juntamente com seu prontuário completo, e somente encaminha-lo mediante pedido do Centro Cirúrgico. ■ Não encaminhar o paciente ao Centro Cirúrgico com a própria roupa própria. ■ Preparar o leito para chegada do paciente caso volte para a mesma unidade ou prepará-lo para receber outro paciente,
  • 43.
    PREPARO NO PRÉ- OPERATÓRIO IMEDIATO – ROUPAS – CABELOS
  • 44.
    Higiene corporal eoral ■ A higiene do corpo, dos cabelos e cavidade oral, no pré operatório imediato, é importante para diminuir a quantidade de microrganismos da superfície da pele e, com isto, reduzir o risco de infecção da ferida cirúrgica. ■ É de responsabilidade da enfermagem, encaminhar o paciente para o banho de aspersão e providenciar o banho de leito para acamados, pouco antes de encaminhá-lo para o centro cirúrgico, oferendo camisola limpa para se vestir.
  • 45.
    ■ A metada preparação da pele no pré-opertório é diminuir as fontes bacterianas sem lesar a pele; ■ Pacientes submetidos a cirurgias eletivas de grande porte, ou nos quais são utilizados implantes ortopédicos durante o procedimento cirúrgico, devem ser preparados para o procedimento cirúrgico tomando, com 2 horas de antecedência, banho de corpo inteiro com a utilização de clorexidina 4%. ■ Já os pacientes submetidos a cirurgias eletivas de pequeno e médio porte utilizaram apenas sabonete neutro no banho de corpo inteiro, ou também utilizar clorexidina (dependendo da instituição) Obs: não encaminhar o paciente com os cabelos molhados, risco de acidente com bisturi elétrico.
  • 46.
    Tricotomia A tricotomia deveser realizada somente em situações clínicas específicas, pois recomenda-se a manutenção dos pelos em pacientes submetidos a qualquer tipo de procedimentos cirúrgico, e, se absolutamente necessária, a tricotomia deve ser realizada com o tricotomizador elétrico em um período de tempo mais próximo possível da incisão cirúrgica, em um ambiente externo à sala operatória. ( Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamentos de Produtos para a Saúde da SOBECC – 7ª Edição).
  • 47.
    Resumindo... Na admissão: Histórico deEnfermagem, diagnósticos, planejamento, implementação, avaliação. Antes de Encaminhar ao CC: Banho pré-operatório Remoção de próteses dentárias, oculares Remoção de esmaltes Remoção de roupas Pesquisa de sinais vitais Checagem de documentação e identificação Preenchimento da SAEP
  • 48.
    Resultados Esperados  Alívioda Ansiedade;  Medo Diminuído  Compreensão da Intervenção Cirúrgica;  Nenhuma evidência de complicações pré-operatória.
  • 49.
    Vamos praticar? CASO CLÍNICO ■D.R.S, sexo masculino, 73 anos, natural de Itapipoca, admitido há 1 dia no hospital SC para avaliação pré-operatória de artroplastia total de hemiquadril direito e realização do procedimento cirúrgico.O paciente é ex-tabagista (32 anos usando o masso, tendo cessado há um ano), diagnosticado com DPOC leve, hipertenso e dislipidêmico em uso regular de propranolol e sinvastatina, há 1 ano procurou atendimento médico por fortes dores no quadril.Após o evento, iniciou fisioterapia semanalmente, com uso esporádico de analgésicos. Há 3 meses, houve piora da dor, que se caracterizava com forte artralgia na região de hemiquadril direito, com irradiação para o membro inferior direito. ■ Após exames de imagem, foi evidenciado erosão óssea na região femoroacetabular com presença de osteófitos e forte desgaste cartilaginoso, levando a um diagnóstico de osteoartrose, sendo indicada a artroplastia total de hemiquadril direito. No procedimento, osso e cartilagem lesionados serão retirados e substituídos por componentes protéticos. ■ No momento da visita pré-operatória, o paciente relata estar sentindo dor constante e intensa, principalmente ao movimentar-se no leito, o que o deixa mais ansioso ao tentar realizar algum movimento. Além disso, mostra dúvidas sobre o seu estado de saúde e o procedimento ao qual irá ser submetido.
  • 50.
    ■ Exame físico Geral: Paciente em regular estado geral, lúcido e orientado no tempo e no espaço, emagrecido, mucosas normocrômicas, escleras anictéricas e afebril.Pele: Sem alterações.  AR: tórax em barril, simétrico, sem regiões de hipersensibilidade, com expansibilidade preservada bilateralmente. Discreta diminuição de frêmito toracovocal em ambas as bases pulmonares. À percussão, som claro pulmonar. Murmúrio vesicular bem distribuído, sem ruídos adventícios.  AC: ausência de impulsões visíveis. Ictus cordis palpável no 5° EIC, na linha hemiclavicular esquerda. Bulhas rítmicas, normofonéticas em dois tempos. Ausência de sopros.  ABD: à inspeção, abdome plano, cicatriz umbilical intrusa, ausência de lesões cutâneas, cicatrizes, equimoses, circulação colateral ou herniações. Na ausculta, ruídos hidroaéreos presentes, sem sopros arteriais. À percussão, abdome timpânico difusamente. Palpações superficial e profunda sem alteração. ■ Demais sistemas sem alterações ■ SSVV: FC = 62bpm, FR = 25 ipm, Tax = 36,5°C, SPO2: 91%PA = 135x70mmHg.
  • 51.
    Pontos para discussãodo caso: ■ Quais os diagnósticos de enfermagem que você, enquanto enfermeiro da Clínica Cirúrgica poderia estabelecer a partir das informações apresentadas no caso clínico?
  • 52.
    Diagnósticos de enfermagem referenteao caso clínico TÍTULO DIAGNÓSTICO TOLERÂNCIA À ATIVIDADE DIMINUÍDA RISCO DE RECUPERAÇÃO CIRÚRGICA RETARDADA DEFINIÇÃO Resistência insuficiente para completar atividades diárias necessárias ou desejadas. Suscetibilidade a uma extensão do número de dias de pós- operatório necessários para iniciar e desempenhar atividades que mantém a vida, a saúde e o bem-estar, que pode comprometer a saúde. CARACTERÍSTICA DEFINIDORA Ansioso quando a atividade é necessária, desconforto ao esforço, dispneia ao esforço e expressa fadiga. - FATORES RELACIONADOS Dor, medo da dor e mobilidade física prejudicada. Dor persistente, mobilidade física prejudicada e tabagismo. POPULAÇÃO EM RISCO Idosos Indivíduos com perda de peso > 5% CONDIÇÕES ASSOCIADAS - Procedimento cirúrgico extenso
  • 53.
    Pontos para discussão docaso: ■ Poderia ser feito mais alguma pergunta para o paciente de modo a complementar a coleta de dados? ■ Frente aos diagnósticos elencados, quais cuidados de enfermagem você poderia adotar?
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    Referência ■ Hinkle JL.Brunner & Suddarth - Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica - 2 Vols. (14th edição). [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN; 2020. ■ Brunner LS, Suddarth DS, Souza SRD. Brunner & Suddarth - Manual de Enfermagem Médico-Cirúrgica, 14ª edição. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN; 2019
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