Assistência de Enfermagem no
Perioperatória
Pfª Marcia Mª Falcão Farias Sousa
• DEFINIÇÃO – é a identificação e correção dos
distúrbios que aumentarão o risco cirúrgico,
acompanhado de preparo, de acordo com o tipo
de cirúrgica.
• OBJETIVO – levar o paciente a melhor
condição física e psicossocial possível, tendo em
vista a cirurgia
O período Perioperatório:
• Trans-operatório: do momento em que o paciente é
recebido no CC até o momento em que é encaminhado para a
RPA;
• Intra-operatório: do início até o final da anestesia;
• Pós- Operatório: Compreende o período após a
recuperação pós anestésica até o momento da alta, pode ser:
Pós-operatório imediato - Consiste nas primeiras 24h após a
cirurgia;
Pós-operatório mediato - 24h após a cirurgia e dias
consecutivos;
• Mudanças no perfil do paciente cirúrgico
▫ Exames e preparos antes do internamento
▫ Internamento na manhã da cirurgia
▫ Tempo de internamento reduzido
• Avanços tecnológicos na anestesia e cirurgia
• Consentimento Informado
▫ Consentimento do paciente por escrito, voluntário e
informado autorizando a cirurgia
▫ Protege o paciente de intervenções não autorizadas
▫ Protege o hospital e equipe contra ação legal movida
por paciente ou família
▫ Família assina o termo quando o paciente é inapto
• Preparo pré-operatório
▫ Inicia-se na internação e termina momentos antes da cirurgia
▫ Objetiva proporcionar um pós-operatório mais rápido e sem
complicações
▫ Diminui o custo hospitalar e o período de internação
• Preparo emocional
▫ Orientações e esclarecimentos gerais sobre cirurgia e pós-
operatório
▫ Possibilitar assistência religiosa
• Preparo físico
▫ Exame físico
▫ SSVV
▫ Pesquisar uso de álcool, drogas e medicamentos
▫ Pesquisar alergias
▫ Pesquisar doenças concomitantes
• Instruções pré-operatórias ao paciente:
As instruções devem ser dadas quando o paciente
estiver receptivo, não muito antes, ou muito
próximo ao início da cirurgia. Elas devem ser
dadas com um intervalo de tempo, combinada a
várias preparações.
• Vantagens
recuperação mais rápida;
uso de drogas com menos frequência e, em
concentrações menores;
menos complicações;
hospitalização reduzida
Instruções pré-operatórias;
•A – Respiração Profunda – é uma forma de ventilação
controlada que abre e preenche pequenas passagens de ar nos
pulmões.
•Objetivo – promover a ventilação pulmonar e oxigenação do
sangue, depois da anestesia, ou que respiram superficialmente
após cirurgia devido a dor.
A respiração profunda reduz o risco de complicações pós-
operatórias, como atalectasia- área do pulmão que entram em
colapso, ficando sem ar;
Pneumonia – infecção pulmonar, sendo que ambos podem
levar a hipoxemia.
Instruções pré-operatórias;
• B – Tosse- tossir é um método automático de limpeza das
secreções das vias aéreas. Portanto, uma respiração não muito
boa, pode estar relacionada ao acúmulo de secreções
respiratórias espessas.
Os pacientes em pós-operatório imediato, com incisões no tórax
ou no abdome, não sentem vontade de tossir, pois a expansão
do tórax e do abdome tende a intensificar sua dor.
Pode-se proporcionar apoio aos locais com incisão de formas
diferentes, tais como:
 Pressionando-se a incisão com ambas as mãos;
 Pressionando um travesseiro colocado sobre a incisão;
 Enrolando-se uma toalha de banho em volta do paciente
Instruções pré-operatórias;
• C – Exercícios com as pernas – esses exercícios
auxiliam a promover a circulação e reduzem a
possibilidade da formação de coágulos sanguíneos, ou
trombos no interior das veias.
• Os coágulos formam-se quando a circulação venosa é
lenta e alimentos antes da cirurgia e em conseqüências
as perdas de sangue durante a intervenção.
• O sangue tende a acumular-se nas extremidades
inferiores, devido à posição estacionária que é mantida
durante a cirurgia e a dificuldade do paciente em
movimenta-se logo após o procedimento.
D – Virar-se e movimentar o corpo – demonstra-
se ao paciente como virar de um lado para outro,
assumindo a posição de Simes; no pós-operatório
imediato, mesmo antes do paciente estar consciente,
deve-se adotar essa posição a cada duas horas, para
melhorar a circulação.
Impedir a estase venosa, e contribuir para as trocas
respiratórias.
Em qualquer posição, o corpo deve manter-se em
alinhamento. Virar-se na calma e fazer exercícios
estimula não só as funções circulatórias como também as
respiratórias.
O tônus muscular mantém-se de modo que será mais
fácil a deambulação.
Assistência de Enfermagem no
Período Pré-Operatório
CLASSIFICAÇÃO DO PRÉ – OPERATÓRIO
• Mediato - Tem início 24hs antes da cirurgia
• Imediato - Momentos antes das cirurgia
• Pré-operatório Mediato
▫ Tem início 24hs antes da cirurgia
▫ Jejum 8hs antes da cirurgia e Em alguns casos líquidos leves 4
hs antes
▫ Pele
▫ Enemas
• Utilizados em cirurgias abdominais e pélvicas
• Realizado á noite e repetido pela manhã
• Em algumas cirurgias abdominais é utilizado o manitol via oral
▫ Retirar esmalte
▫ Preparar e encaminhar para exames
▫ Coletar amostra de sangue para tipagem
▫ Verificar necessidade de reserva de sangue
▫ Controle de SSVV
▫ Controle hidroeletrolítico e nutricional
▫ Orientações para exercícios respiratórios, tosse e membros.
• Pré-operatório imediato
▫ Momentos antes da cirurgia
▫ Checar preparos do pré-mediato
▫ Remover grampos de cabelos, acessórios, maquiagem.
▫ Remover e guardar identificados jóias, próteses, óculos e
outros.
▫ Verificar necessidade ou prescrição de SNG ou cateterismo
▫ Realizar tricotomia 2hs antes da cirurgia
▫ Solicitar ao paciente que esvazie a bexiga
▫ Vestir camisola e cobrir cabelos com touca
▫ Verificar SSVV, registrar e comunicar alterações
▫ Administrar pré-anestésico 45 min antes do encaminhamento;
▫ Transferir paciente para a maca e encaminhar ao centro
cirúrgico.
• Pós-operatório Compreende o período após a recuperação pós
anestésica até o momento da alta
• Finalidade
 Detectar e previnir a instalação de complicações pós-operatórias
 Reestabelecer o equilíbrio fisiológico do paciente
• Recepção do cliente na unidade
• Arrumar a cama de operado
• Providenciar suporte para soro, umidificador para oxigênio e
frasco para aspiração se necessário
• Deixar na mesinha de cabeceira pacotes de gaze, cuba-rim,
tensiômetro, estetoscópio e termômetro
• Providenciar material de apoio de acordo com a cirurgia
• Pós-operatório imediato
▫ Consiste nas primeiras 24hs após a cirurgia
▫ Transferir o paciente da maca para o leito posicionando-o de acordo com a anestesia e
cirurgia
 Raquidiana: Decúbito dorsal de 12 a 24 hs sem traveseiro
 Geral: manter sem travesseiro, com cabeça lateralizada, se uso de SNG manter semi-
fowler
▫ Agasalhar conforme necessidade
▫ Conectar tubos de drenagem verificando seu funcionamento
▫ Verificar acesso venoso e controlar gotejamento
▫ Verificar SSVV de acordo com condição clínica do paciente
▫ Verificar débito urinário e retenção
▫ Verificar ferida operatória
▫ Observar nível de consciência
▫ Promover conforto e segurança
▫ Verificar presença de intercorrências e complicações
▫ Oferecer apoio emocional
▫ Manter função respiratória satisfatória
 Observar sinais de insuficiência respiratória
 Manter funcionamento adequado de Tubo endotraqueal ou traqueostomia
 Monitorar funcionamento do respirador
• Pós-operatório mediato
▫ 24hs após a cirurgia e dias consecutivos
▫ Controlar SSVV
▫ Controlar infusão venosa
▫ Controlar drenagem de tubos, sondas e cateteres
▫ Monitorar sinais de complicações
▫ Incentivar deambulação precoce
▫ Incentivar exercícios respiratórios e de membros inferiores
▫ Orientar proteção de incisão ao tossir e levantar
▫ Realizar curativo de ferida operatória observando anormalidades e
corrigindo-as
▫ Monitorar débito urinário
▫ Monitorar função intestinal quanto a ruídos hidroaéreos, distensão e
constipação.
▫ Promover cuidados higiênicos de acordo com o paciente
▫ Iniciar ingesta hídrica e dieta de acordo com prescrição
▫ Fornecer orientações para a alta de acordo com a cirurgia
▫ Contactar equipe de saúde coletiva responsável
• Intercorrências do Pós-operatório
▫ Dor
Tem início com o fim da anestesia e diminui com o passar
dos dias
Varia de acordo com o paciente, anestesia e cirurgia
O enfermeiro deve:
 Avaliar e classificar a dor
 Eliminar a causa quando possível
 Administrar analgésicos registrando em prontuário
• Alterações na temperatura
• Hipotermia
• Causada pela depressão do SNC em decorrência da
anestesia, comum nas primeiras horas
• Deve-se aquecer o paciente com cobertores e
monitorar SSVV
• Hipertermia
• Pode ocorrer quando passar o efeito da anestesia, ocorre como reação à
agressão tissular provocada pela incisão.
• Deve-se retirar cobertores, aplicar compressas frias e administrar
antitérmicos, monitorando SSVV.
• Náuseas e vômitos
▫ Podem ocorrer como efeitos colaterais da anestesia
▫ Deve-se utilizar medidas para prevenir aspiração tais como:
 Lateralizar cabeça
 Passar SNG se necessário e de acordo com cirurgia
 Administrar drogas anti-eméticas
• Na ocorrência do vômito recolher conteúdo com cuba-rim, realizar
higiene oral e deixar o paciente confortável.
• Sede
▫ Ocorre por ação inibidora de secreções da atropina e perda hídrica na
cirurgia
▫ Deve-se observar sinais de desidratação
▫ Umidificar lábios e boca
▫ Verificar jejum para possibilitar hidratação VO ou EV
•Soluços - São espasmos diafragmáticos
intermitentes causados por irritação do nervo
frênico As causas mais comuns no PO são
distensão abdominal e hipotermia
▫ O enfermeiro deve:
 Eliminar a causa: aquecer o paciente, fazer mudança
de decúbito, estimular deambulação
 Fazer o paciente inspirar e expirar num saco plástico
 Administrar sob prescrição médica atropina e/ou
amplictil
• Complicações no Pós-operatório
▫ Tromboflebite
▫ Choque
Hipovolêmico
Cardiogênico
Neurogênico
Séptico
Sinais e sintomas
pulso filiforme, hipotensão, taquicardia
dispnéia, sudorese, cianose de extremidades
oligúria, hipotermia
▫ Choque
 Assistência de Enfermagem
 Manter acesso venoso prévio e hidratação
 Coletar amostra para banco de sangue
 Verificar focos hemorrágicos e comprimir
 Verificar SSVV com maior freqüência
 Observar nível de consciência
 Administrar oxigênio se necessário
 Elevar MMII
 Realizar cateterismo vesical para medir débito urinário
 Deixar material de urgência preparado
▫ Complicações pulmonares
Fatores de risco
 Cirurgias abdominais e torácica
 Repouso prolongado no leito
 Pacientes acima de 40 anos
 Obesidade, desnutrição, fumantes
Atelectasia
Broncopneumonia aspirativa
Embolia
▫ Complicações pulmonares
 Assistência de Enfermagem
 Estimular movimentação no leito e deambulação
precoce
 Incentivar exercícios respiratórios, tosse e
expectoração
 Lateralizar cabeça na presença de vômitos
 Realizar aspiração de secreções sempre que
necessário
 Disponibilizar oxigênio e nebulização sempre que
necessário
 Monitorar padrão respiratório
▫ Complicações intestinais
 Constipação
• Causada pelo efeito anestésico sobre as alças
intestinais diminuíndo o peristaltismo
• Deve-se incentivar deambulação, ingesta
hídrica e dieta laxativa.
 Distensão
• Causada pelo efeito anestésico associado à
manipulação de alças durante a cirurgia
• Podem ocorrer vômitos, dores abdominais e
retenção de gases.
• Deve-se orientar deambulação e se necessário
passar SNG ou sonda retal
 Obstrução
 Pode ocorrer entre 0 3º e 5º DPO causada por aderências
ou torções intestinais.
 Ocorre distensão abdominal importante, vômitos
fecalóides, dor abdominal e sinais de choque
 Deve-se passar SNG para aliviar a distensão, encaminhar
o paciente para exames e prepará-lo para possível
cirurgia.
▫ Complicações da ferida cirúrgica
 Infecção
 Deiscência
 Evisceração

Assistência pré e pós ..................

  • 1.
    Assistência de Enfermagemno Perioperatória Pfª Marcia Mª Falcão Farias Sousa
  • 2.
    • DEFINIÇÃO –é a identificação e correção dos distúrbios que aumentarão o risco cirúrgico, acompanhado de preparo, de acordo com o tipo de cirúrgica. • OBJETIVO – levar o paciente a melhor condição física e psicossocial possível, tendo em vista a cirurgia
  • 3.
    O período Perioperatório: •Trans-operatório: do momento em que o paciente é recebido no CC até o momento em que é encaminhado para a RPA; • Intra-operatório: do início até o final da anestesia; • Pós- Operatório: Compreende o período após a recuperação pós anestésica até o momento da alta, pode ser: Pós-operatório imediato - Consiste nas primeiras 24h após a cirurgia; Pós-operatório mediato - 24h após a cirurgia e dias consecutivos;
  • 4.
    • Mudanças noperfil do paciente cirúrgico ▫ Exames e preparos antes do internamento ▫ Internamento na manhã da cirurgia ▫ Tempo de internamento reduzido • Avanços tecnológicos na anestesia e cirurgia • Consentimento Informado ▫ Consentimento do paciente por escrito, voluntário e informado autorizando a cirurgia ▫ Protege o paciente de intervenções não autorizadas ▫ Protege o hospital e equipe contra ação legal movida por paciente ou família ▫ Família assina o termo quando o paciente é inapto
  • 5.
    • Preparo pré-operatório ▫Inicia-se na internação e termina momentos antes da cirurgia ▫ Objetiva proporcionar um pós-operatório mais rápido e sem complicações ▫ Diminui o custo hospitalar e o período de internação • Preparo emocional ▫ Orientações e esclarecimentos gerais sobre cirurgia e pós- operatório ▫ Possibilitar assistência religiosa • Preparo físico ▫ Exame físico ▫ SSVV ▫ Pesquisar uso de álcool, drogas e medicamentos ▫ Pesquisar alergias ▫ Pesquisar doenças concomitantes
  • 6.
    • Instruções pré-operatóriasao paciente: As instruções devem ser dadas quando o paciente estiver receptivo, não muito antes, ou muito próximo ao início da cirurgia. Elas devem ser dadas com um intervalo de tempo, combinada a várias preparações. • Vantagens recuperação mais rápida; uso de drogas com menos frequência e, em concentrações menores; menos complicações; hospitalização reduzida
  • 7.
    Instruções pré-operatórias; •A –Respiração Profunda – é uma forma de ventilação controlada que abre e preenche pequenas passagens de ar nos pulmões. •Objetivo – promover a ventilação pulmonar e oxigenação do sangue, depois da anestesia, ou que respiram superficialmente após cirurgia devido a dor. A respiração profunda reduz o risco de complicações pós- operatórias, como atalectasia- área do pulmão que entram em colapso, ficando sem ar; Pneumonia – infecção pulmonar, sendo que ambos podem levar a hipoxemia.
  • 8.
    Instruções pré-operatórias; • B– Tosse- tossir é um método automático de limpeza das secreções das vias aéreas. Portanto, uma respiração não muito boa, pode estar relacionada ao acúmulo de secreções respiratórias espessas. Os pacientes em pós-operatório imediato, com incisões no tórax ou no abdome, não sentem vontade de tossir, pois a expansão do tórax e do abdome tende a intensificar sua dor. Pode-se proporcionar apoio aos locais com incisão de formas diferentes, tais como:  Pressionando-se a incisão com ambas as mãos;  Pressionando um travesseiro colocado sobre a incisão;  Enrolando-se uma toalha de banho em volta do paciente
  • 9.
    Instruções pré-operatórias; • C– Exercícios com as pernas – esses exercícios auxiliam a promover a circulação e reduzem a possibilidade da formação de coágulos sanguíneos, ou trombos no interior das veias. • Os coágulos formam-se quando a circulação venosa é lenta e alimentos antes da cirurgia e em conseqüências as perdas de sangue durante a intervenção. • O sangue tende a acumular-se nas extremidades inferiores, devido à posição estacionária que é mantida durante a cirurgia e a dificuldade do paciente em movimenta-se logo após o procedimento.
  • 10.
    D – Virar-see movimentar o corpo – demonstra- se ao paciente como virar de um lado para outro, assumindo a posição de Simes; no pós-operatório imediato, mesmo antes do paciente estar consciente, deve-se adotar essa posição a cada duas horas, para melhorar a circulação. Impedir a estase venosa, e contribuir para as trocas respiratórias. Em qualquer posição, o corpo deve manter-se em alinhamento. Virar-se na calma e fazer exercícios estimula não só as funções circulatórias como também as respiratórias. O tônus muscular mantém-se de modo que será mais fácil a deambulação.
  • 11.
    Assistência de Enfermagemno Período Pré-Operatório
  • 12.
    CLASSIFICAÇÃO DO PRÉ– OPERATÓRIO • Mediato - Tem início 24hs antes da cirurgia • Imediato - Momentos antes das cirurgia
  • 13.
    • Pré-operatório Mediato ▫Tem início 24hs antes da cirurgia ▫ Jejum 8hs antes da cirurgia e Em alguns casos líquidos leves 4 hs antes ▫ Pele ▫ Enemas • Utilizados em cirurgias abdominais e pélvicas • Realizado á noite e repetido pela manhã • Em algumas cirurgias abdominais é utilizado o manitol via oral ▫ Retirar esmalte ▫ Preparar e encaminhar para exames ▫ Coletar amostra de sangue para tipagem ▫ Verificar necessidade de reserva de sangue ▫ Controle de SSVV ▫ Controle hidroeletrolítico e nutricional ▫ Orientações para exercícios respiratórios, tosse e membros.
  • 14.
    • Pré-operatório imediato ▫Momentos antes da cirurgia ▫ Checar preparos do pré-mediato ▫ Remover grampos de cabelos, acessórios, maquiagem. ▫ Remover e guardar identificados jóias, próteses, óculos e outros. ▫ Verificar necessidade ou prescrição de SNG ou cateterismo ▫ Realizar tricotomia 2hs antes da cirurgia ▫ Solicitar ao paciente que esvazie a bexiga ▫ Vestir camisola e cobrir cabelos com touca ▫ Verificar SSVV, registrar e comunicar alterações ▫ Administrar pré-anestésico 45 min antes do encaminhamento; ▫ Transferir paciente para a maca e encaminhar ao centro cirúrgico.
  • 15.
    • Pós-operatório Compreendeo período após a recuperação pós anestésica até o momento da alta • Finalidade  Detectar e previnir a instalação de complicações pós-operatórias  Reestabelecer o equilíbrio fisiológico do paciente • Recepção do cliente na unidade • Arrumar a cama de operado • Providenciar suporte para soro, umidificador para oxigênio e frasco para aspiração se necessário • Deixar na mesinha de cabeceira pacotes de gaze, cuba-rim, tensiômetro, estetoscópio e termômetro • Providenciar material de apoio de acordo com a cirurgia
  • 16.
    • Pós-operatório imediato ▫Consiste nas primeiras 24hs após a cirurgia ▫ Transferir o paciente da maca para o leito posicionando-o de acordo com a anestesia e cirurgia  Raquidiana: Decúbito dorsal de 12 a 24 hs sem traveseiro  Geral: manter sem travesseiro, com cabeça lateralizada, se uso de SNG manter semi- fowler ▫ Agasalhar conforme necessidade ▫ Conectar tubos de drenagem verificando seu funcionamento ▫ Verificar acesso venoso e controlar gotejamento ▫ Verificar SSVV de acordo com condição clínica do paciente ▫ Verificar débito urinário e retenção ▫ Verificar ferida operatória ▫ Observar nível de consciência ▫ Promover conforto e segurança ▫ Verificar presença de intercorrências e complicações ▫ Oferecer apoio emocional ▫ Manter função respiratória satisfatória  Observar sinais de insuficiência respiratória  Manter funcionamento adequado de Tubo endotraqueal ou traqueostomia  Monitorar funcionamento do respirador
  • 17.
    • Pós-operatório mediato ▫24hs após a cirurgia e dias consecutivos ▫ Controlar SSVV ▫ Controlar infusão venosa ▫ Controlar drenagem de tubos, sondas e cateteres ▫ Monitorar sinais de complicações ▫ Incentivar deambulação precoce ▫ Incentivar exercícios respiratórios e de membros inferiores ▫ Orientar proteção de incisão ao tossir e levantar ▫ Realizar curativo de ferida operatória observando anormalidades e corrigindo-as ▫ Monitorar débito urinário ▫ Monitorar função intestinal quanto a ruídos hidroaéreos, distensão e constipação. ▫ Promover cuidados higiênicos de acordo com o paciente ▫ Iniciar ingesta hídrica e dieta de acordo com prescrição ▫ Fornecer orientações para a alta de acordo com a cirurgia ▫ Contactar equipe de saúde coletiva responsável
  • 18.
    • Intercorrências doPós-operatório ▫ Dor Tem início com o fim da anestesia e diminui com o passar dos dias Varia de acordo com o paciente, anestesia e cirurgia O enfermeiro deve:  Avaliar e classificar a dor  Eliminar a causa quando possível  Administrar analgésicos registrando em prontuário • Alterações na temperatura • Hipotermia • Causada pela depressão do SNC em decorrência da anestesia, comum nas primeiras horas • Deve-se aquecer o paciente com cobertores e monitorar SSVV
  • 19.
    • Hipertermia • Podeocorrer quando passar o efeito da anestesia, ocorre como reação à agressão tissular provocada pela incisão. • Deve-se retirar cobertores, aplicar compressas frias e administrar antitérmicos, monitorando SSVV. • Náuseas e vômitos ▫ Podem ocorrer como efeitos colaterais da anestesia ▫ Deve-se utilizar medidas para prevenir aspiração tais como:  Lateralizar cabeça  Passar SNG se necessário e de acordo com cirurgia  Administrar drogas anti-eméticas • Na ocorrência do vômito recolher conteúdo com cuba-rim, realizar higiene oral e deixar o paciente confortável. • Sede ▫ Ocorre por ação inibidora de secreções da atropina e perda hídrica na cirurgia ▫ Deve-se observar sinais de desidratação ▫ Umidificar lábios e boca ▫ Verificar jejum para possibilitar hidratação VO ou EV
  • 20.
    •Soluços - Sãoespasmos diafragmáticos intermitentes causados por irritação do nervo frênico As causas mais comuns no PO são distensão abdominal e hipotermia ▫ O enfermeiro deve:  Eliminar a causa: aquecer o paciente, fazer mudança de decúbito, estimular deambulação  Fazer o paciente inspirar e expirar num saco plástico  Administrar sob prescrição médica atropina e/ou amplictil
  • 21.
    • Complicações noPós-operatório ▫ Tromboflebite ▫ Choque Hipovolêmico Cardiogênico Neurogênico Séptico Sinais e sintomas pulso filiforme, hipotensão, taquicardia dispnéia, sudorese, cianose de extremidades oligúria, hipotermia
  • 22.
    ▫ Choque  Assistênciade Enfermagem  Manter acesso venoso prévio e hidratação  Coletar amostra para banco de sangue  Verificar focos hemorrágicos e comprimir  Verificar SSVV com maior freqüência  Observar nível de consciência  Administrar oxigênio se necessário  Elevar MMII  Realizar cateterismo vesical para medir débito urinário  Deixar material de urgência preparado
  • 23.
    ▫ Complicações pulmonares Fatoresde risco  Cirurgias abdominais e torácica  Repouso prolongado no leito  Pacientes acima de 40 anos  Obesidade, desnutrição, fumantes Atelectasia Broncopneumonia aspirativa Embolia
  • 24.
    ▫ Complicações pulmonares Assistência de Enfermagem  Estimular movimentação no leito e deambulação precoce  Incentivar exercícios respiratórios, tosse e expectoração  Lateralizar cabeça na presença de vômitos  Realizar aspiração de secreções sempre que necessário  Disponibilizar oxigênio e nebulização sempre que necessário  Monitorar padrão respiratório
  • 25.
    ▫ Complicações intestinais Constipação • Causada pelo efeito anestésico sobre as alças intestinais diminuíndo o peristaltismo • Deve-se incentivar deambulação, ingesta hídrica e dieta laxativa.  Distensão • Causada pelo efeito anestésico associado à manipulação de alças durante a cirurgia • Podem ocorrer vômitos, dores abdominais e retenção de gases. • Deve-se orientar deambulação e se necessário passar SNG ou sonda retal
  • 26.
     Obstrução  Podeocorrer entre 0 3º e 5º DPO causada por aderências ou torções intestinais.  Ocorre distensão abdominal importante, vômitos fecalóides, dor abdominal e sinais de choque  Deve-se passar SNG para aliviar a distensão, encaminhar o paciente para exames e prepará-lo para possível cirurgia. ▫ Complicações da ferida cirúrgica  Infecção  Deiscência  Evisceração