Assistência de
Enfermagem a
Pacientes Graves.
Prof. José Ribeiro.
Cirurgias:
Neurológicas;
Geral;
Cardiovascular;
Urológicas;
ginecológicas;
Torácica;
Ortopédicas
É a parte da medicina que lida com doenças físicas
que necessitam da incisão dos tecidos humanos
para a remoção [TU], reparação ou substituição da
parte acometida através de técnicas operatórias
assépticas.
Fases da cirurgias:
Pré- operatória;
Intra- operatória;
Pós -operatória
Pré-operatório: inicia-se com a decisão de
prosseguir com a intervenção cirúrgica e termina
com a transferência do paciente para o centro
cirúrgico;
Intra- operatório: começa quando o paciente é
transferido para a mesa de cirurgia e termina
com a admissão na unidade de recuperação
anestésica;
Pós- operatório: começa com a admissão na
unidade de recuperação e termina com uma
avaliação de acompanhamento no ambiente
clínico/perdura até a sua total recuperação.
Assistência de enfermagem
• A assistência de enfermagem no pré-operatório
envolve inúmeras questões que vão, desde os
aportes tecnológicos disponíveis até a condição
de esclarecimento em saúde do indivíduo fonte
do cuidado.
• A enfermagem pré–operatória é uma expressão
utilizada para descrever um leque de funções de
enfermagem desenvolvidas na experiência
cirúrgica.
Cuidados de Enfermagem
Pré-operatório cabe a Enfermagem:
I. Higiene das mãos;
II. Atender o paciente conforme suas necessidades psicológicas
(esclarecimento de dúvidas);
III. Mensurar dados antropométricos: (peso, altura, SSVV)
IV. Colher material para exames/ encaminhar paciente para
realizar exames conforme solicitação médica;
V. Observar e anotar a aceitação da dieta;
VI. Orientar higiene oral e corporal antes de encaminhar o
paciente para o centro cirúrgico;
VII. Manter o paciente em jejum, conforme necessidade;
VIII.Fazer tricotomia conforme rotina;
IX. Orientar o paciente a esvaziar a bexiga 30 minutos antes da
cirurgia;
X. Retirar próteses dentárias, jóias, ornamentos identificá-los e
entregar aos familiares;
XI. Encaminhar o paciente ao centro cirúrgico.
Cuidados de Enfermagem
Intra- operatório:
 As ações assistenciais desenvolvidas nessa fase
devem atender não só as atividades técnicas
mas também as expectativas do paciente e
familiar.
 Toda equipe deve estar atenta no sentido de
oferecer ao paciente apoio, atenção,
respeitando suas crenças, seus valores, seus
medos, suas necessidades, atendendo-o com
segurança, presteza e eficácia.
Cuidados de Enfermagem
Intra- operatório:
I. Higiene das mão;
II. verificar o mapa cirúrgico
III. Montar a SO de acordo com a cirurgia proposta;
IV. Testar todos os equipamentos;
V. Receber o paciente no CC;
VI. Apresentar-se ao paciente;
VII. verificar a pulseira de identificação e o prontuário do paciente;
VIII.Realizar o checklist, confirmar informações sobre o horário de
jejum, alergias, doenças anteriores como condutas de segurança;
IX. Encaminhar o paciente à sala de operações;
X. Colocar o paciente na mesa cirúrgica de modo confortável e
seguro;
XI. Monitorizar o paciente e mantê-lo aquecido;
XII. Cálculo da PAM: PAS+(PADx2);
Cuidados de Enfermagem
 Intra- operatório:
 Puncionar o acesso periférico para a administração de
soluções endovenosas, drogas e agentes anestésicos;
 Auxiliar o médico anestesiologista durante a indução
anestésica;
 Manter o alinhamento corporal e as funções circulatórias e
respiratórias;
 Auxiliar a equipe cirúrgica a posicionar o paciente para a
cirurgia, procedimento deve ser seguro e eficiente;
 Instalar a placa de bisturi elétrico se for de metal não
esquecer de colocar o Gel antes de seu posicionamento;
 Não comprometer as estruturas vasculares e a integridade
da pele;
 Realizar passagem de CVD se for solicitado;
 Exposição e ótimo acesso ao local operatório;
 Trazer o máximo de conforto ao paciente;
Cuidados de Enfermagem
Intra- operatório:
 Preencher o Time Out;
 Confirmar junto ao banco de sangue a tipagem do paciente e fazer
reservas de CH, Crio fresco e plasmas;
 Realizar coleta de material para exames;
 Identificar e Encaminhar a gasometria arterial colhida pelo
anestesiologista ao laboratório;
 Encaminhar as peças para exames: [congelação/AP];
 Marcar todo o material utilizado durante o processo cirúrgico
[Débito Cirúrgico];
 Marcar todas as medicações utilizadas [devolver os FA dos
psicotrópicos para a farmácia];
 Materiais consignados devem ser conferidos e marcados no débito
dos consignados e protocolados;
Cuidados de Enfermagem
Intra- operatório:
 Realizar a notação de Enfermagem;
 Realizar descompressão após o ato cirúrgico;
 Após a extubação do paciente pelo médico anestesiologista,
instalar máscara de oxigênio á 5l/min.;
 Realizar a montagem da maca [cama de operado] se for criança:
montar cama berço;
 Identificar e datar todos os dispositivos que o paciente está
mantendo;
 Encaminhar o paciente para a RA;
 Desmontar a sala cirúrgica, devolver todos os materiais não
utilizados na cirurgia;
 Dar baixa em todos os débitos [cirúrgico, farmácia, consignado,
OPME];
 Solicitar a equipe de higienização para limpeza da SO;
 Remonta-la para a próxima cirurgia.
Intra- operatório:
Todos os membros da equipe devem estar envolvidos na
proteção ao paciente [proteção da pele, das extremidades
ósseas, oculares e prevenção de hipotermia e queimaduras.
[Colocar coxins, proteção dos calcâneos, posicionar colchão
térmico, instalar corretamente a placa de bisturi elétrico se for
de metal não esquecer de colocar o Gel antes de seu
posicionamento, proteger a retina do paciente, sondar o
paciente e monitorar o débito urinário etc.]
Cuidados de Enfermagem
Pós- operatório:
 As ações assistenciais desenvolvidas nessa fase
devem atender não só as atividades técnicas mas
também as expectativas principalmente do familiar
que está ansioso por notícias;
 É uma fase “crítica” e o cuidado deve ser rigoroso
atenção dobrada e monitoramento contínua.
 É o período que se inicia a partir da saída do
paciente da sala cirúrgica e é admitido na unidade
de recuperação anestésica e se estende até a
enfermaria ou até mesmo na sua residência.
Cuidados de Enfermagem
Pós- operatório:
 Receber o paciente na RA;
 Verificar permeabilidade de VAS;
 Observar estado de consciência;
 Instalar máscara de oxigênio CPM [ANESTESIOLOGISTA];
 Instalar monitorização cardio-oximetria de pulso e PA não invasiva;
 Verificar os parâmetros vitais no primeiro horário a cada [15, 30
minutos depois 1h/1h];
 Observar todos os dispositivos [cateteres: CNE, Central, periférico,
CVD, drenos de tórax etc.];
 Se certificar que todos os dispositivos estão devidamente identificados
e datados.
 Verificar a presença de débito urinário no coletor fechado, bem como
aspectos, coloração e quantidade;
 Verificar a pulseira de identificação do paciente;
Cuidados de Enfermagem
Pós- operatório:
 Verificar se todos os dispositivos estão devidamente identificados e
datados [equipos, sondas, acesso, drenos etc];
 Se atentar para a perfusão periférica do paciente;
 Sinais de cianose, hipotensão, hipotermia, hipertensão, hipóxia etc;
 Manter a posição do paciente de acordo com o tipo de anestesia;
 Não ofertar a ingestão de líquidos ou alimentos no primeiro
momento [devido a sonolência];
 Verificar o acesso e a infusão que está correndo;
 Realizar medicação conforme a ficha do médico anestesiologista que
vai anexado a [descrição cirúrgica, SAEP e ficha anestésica];
 Fazer anotação de enfermagem.
SUBDIVISÃO DAS FASES CIRÚRGICAS
Subdivide-se em:
Mediato
Imediato
Tardio
Mediato imediato
• O cliente é submetido a
realização de exames que
auxiliarão na confirmação do
diagnóstico.
• Exames complementares:
(avaliação pré anestésica),
que auxiliarão no
planejamento da cirurgia,
desde a indicação para a
cirurgia até o dia anterior a
ela.
• (corresponde às 24 horas
anteriores à cirurgia).
• Objetivo de preparar o paciente
para a cirurgia: limpeza
intestinal, jejum, preparo da
pela, banho de soluções
antissépticos, esvaziamento
vesical, administração de
medicamentos (Antibiótico
profilático, pré- anestésico),
tricotomia quando indicada
deverá ser realizada 2h antes da
cirurgia para evitar colonização
da pele.
O pós-operatório tardio é o tempo de
cicatrização e prevenção das complicações, este
período pode durar semanas ou meses após
cirurgia.
Cirurgias mais comuns da neuro
oCraniotomia:
 São realizadas para tratar muitas doenças
neurocirúrgicas, entre elas:
 Hematomas;
 Aneurismas;
 traumatismo craniano;
 Ressecção de tumor;
 PIC;
 DVE;
 DVP
PIC
• É a pressão encontrada no interior da caixa craniana.
• Pressão exercida pelo líquor nas paredes dos ventrículos
cerebrais.
• Quando essa pressão é alterada significa que alguma coisa
referente ao conteúdo intracraniano esta errado.
• A alteração do volume de um desses conteúdos pode
causar a hipertensão intracraniana (HIC).
PIC-Pressão Intra-Craniana
 Várias doenças podem evoluir com aumento da pressão intra-
craniana, o que pode fazer com que o suprimento sanguíneo para o
cérebro fique comprometido
 A utilização do Monitor de Pressão Intra-Craniana permite com
que um cateter dentro do crânio (no cérebro, ventrículo ou espaço
sub-dural) informe essa medida, para que as equipes médicas
possam tomar medidas mais ágeis diante de pequenas alterações
dessa pressão.
 A medida normal em adultos e adolescentes é de 10 a 15mmHg,
enquanto que nas crianças é em torno de 3 a 7mmHg. Aumentos
em uma faixa pequena acima desses valores são compensadas por
mecanismos regulatórios do nosso corpo.
PIC-Pressão Intra-Craniana
o para evitar que essa pressão elevada na cabeça impessa a
chegada do fluxo sanguíneo ao cérebro.
o É realizado a DVE- Retirada de líquor, uso de
medicações e mesmo decisões cirúrgicas podem ser
baseadas na evolução dessas medidas.
o A colocação de um monitor de pressão intra-craniana
(MPIC) tem indicações precisas e não são indicadas para
qualquer paciente com Traumatismo Crânio-
Encefálico (TCE).
PIC- SS e SS
• cefaleia (dor de cabeça)
• náusea
• vômito
• aumento da pressão arterial
• capacidade mental reduzida
• agravamento de confusão mental com relação a hora,
localização física e pessoas
• visão dupla
• pupilas que não respondem às mudanças de intensidade
da luz
• respiração superficial
• convulsões
• perda de consciência
• coma
DVE
• A Derivação Ventricular
Externa é um sistema fechado
de drenagem usando
em procedimento
neurocirúrgico.
• Comumente é utilizada no
tratamento e acompanhamento
dos casos de Hipertensão
Intracraniana, além do controle
da drenagem liquórica em
pacientes com complicações
ventriculares e/ou tratamentos
de hemorragias.
• Um dos tratamentos indicados
para hidrocefalia.
LÍQUOR
 Líquido cefalorraquidiano (LCR) ou fluido
cerebrospinal é um fluido corporal estéril e de
aparência clara que ocupa o espaço entre o
crânio e o córtex cerebral mais especificamente,
entre as membranas aracnóide e pia-máter das
meninges.
É produzido nos ventrículos laterais e banha
toda a superfície do encéfalo e da medula.
Cuidados de Enfermagem
• O sistema da DVE será instalado pela equipe da Neurocirurgia (NC).
• O sistema da DVE deve ficar fixado em um suporte EXCLUSIVO.
• Manter o sistema sempre nivelado para que o conduto auditivo
externo do paciente corresponda a uma altura de 12 a 15 cm de H2O
na coluna de medida da Pressão Intracraniana (PIC).
• Manter a cabeceira do leito sempre elevada entre 30° e 45°. Não
deixar de mudar o paciente de decúbito devido ao uso do cateter de
DVE.
• cuidado para não desposicionar o cateter de DVE durante a
manipulação do paciente![principalmente quando estiver na coluna]
• NÃO há necessidade de medir a PIC no paciente com DVE, pois o
limite da PIC já está estabelecido.
• Checar o sistema a cada 6 horas: O cateter da DVE está devidamente
fixado na cabeça do paciente? O sistema está corretamente aberto
para permitir a drenagem do líquor?
Esvaziar a bolsa coletora:
Esvaziar a cada 12h ou quando atingir um volume ≥ 200ml;
Realizar a higiene das mãos obrigatoriamente com água e
sabão ou álcool gel;
Utilizar luvas de procedimento e estéril e frasco estéril;
FECHAR o clamp do circuito proximal à cabeça do paciente,
para interromper a drenagem;
Desinfetar a tampa terminal da bolsa coletora com gaze estéril
e álcool 70% abri-la para o esvaziamento desprezando o
volume no frasco estéril ou na cuba rim;
Desinfetar a tampa terminal da bolsa coletora com gaze estéril
e álcool 70% e fechá-la;
REABRIR o clamp do circuito proximal à cabeça do paciente,
para permitir a drenagem de LCR pelo cateter de DVE.
CIRURGIAS MAIS COMUNS DA EQUIPE
DE ORTOPEDIA
• Redução aberta
• Enxerto ósseo
• Artroplastias
• •Fasciotomia
• Fixação interna
FRATURAS CIRÚRGICAS
FRATURAS CIRÚRGICAS
FRATURA CIRÚRGICA
TIPOS DE FRATURAS CIRÚRGICAS
Fratura trans esquelética com peso
FRATURAS
FRATURAS DE MMSS
Fixador Externo
Cirurgias urológicas mais comuns
• Prostatecomia;
• Nefrostomia;
• Nefrectomia;
• Ureterolitotripsia;
• RTU de BX;
• RTU de Prostata;
INCA
• Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o
câncer de próstata é o segundo mais comum nos homens
brasileiros, visto que em primeiro lugar está o de pele
não-melanoma.
• Esse câncer é considerado comum na terceira idade, por
ser mais prevalente em homens a partir dos 65 anos.
• Os diferentes tipos de tratamento para o câncer de
próstata incluem: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e
terapia hormonal.
• O tipo de tratamento deve ser escolhido de acordo com o
estágio da doença, a idade e a preferência do paciente.
RTU de PROSTATA
• Como o nome indica, o
procedimento é realizado
através da visualização da
prostata via uretra e
remoção do tecido através
de um aparelho chamado
eletrocautério.
• É considerado o
tratamento mais eficiente
e os resultados são
considerados excelentes
para 80-90% dos
pacientes que realizam o
procedimento.
RTU DE PROSTATA
• Os fragmentos da ressecção da
prostata serão encaminhados para
AP.
• Durante o procedimento cirúrgico
a irrigação é feita com glicina
[equipo de 4via], após a cirurgia é
instalado SF 0,9% 1.000 ml para
irrigação continua.
• O CVD é de 3vias: uma via do
balonete, o médico insufla o
balonete , outra via é da bolsa
coletora e a outra via é do equipe
de soro para irrigação.
Irrigação vesical contínua
• A irrigação vesical é a infusão de solução para lavagem contínua da
bexiga urinária, geralmente com SF 0,9%.
• Necessidade de introduzir soluções para tratamento de inflamações
irritações e infecções da bexiga, prevenir obstruções do trato
urinário, removendo coágulos e fragmentos pós-cirúrgicos (RTU de
próstata e bexiga) prevenção e tratamento de hemorragias da bexiga
• Também é feito um controle de irrigação que faz um comparativo
entre o volume infundido em cada bolsa de SF 0,9% e o volume de
saída no mesmo período uma vez que também há a saída de sangue
em meio ao liquido drenado em coletor de urina sistema tipo
fechado que deve ser especificada na anotação como conteúdo
amarelo claro, amarelo escuro ou hematúrico.
Cuidados de Enfermagem com a
Irrigação contínua
Cuidados ao manusear o cateter
 Higiene das mãos;
 Não tracionar a sonda;
 Posicionar a bolsa coletora na mesma lateralidade que a sonda estiver no
paciente;
 Não fechar a irrigação evitando assim a obstrução da sonda [a irrigação
deve manter sempre aberta];
 Não deixar o equipo abaixado durante a irrigação;
 Instalar os 2 soros fisiológicos, deixando um dos soros aberto e se atentar
para o término [abrindo o outro soro e já fazendo a troca do soro que
terminou];
 Se por ventura houver a obstrução da sonda comunicar o enfermeiro
imediatamente;
 Realizar o controle da irrigação [toda vez que instalo 1 soro, desprezo a
bolsa coletora e anoto na folha que fica ao lado do equipe, o soro que
troquei e a quantidade de urina drenada bem como seu aspecto, coloração;
 Higienizar as mãos e fazer anotação de enfermagem
Dúvidas?
Obrigado.
REFERÊNCIAS
I. Brasil. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Estimativa 2010: incidência de câncer
no Brasil. Rio de Janeiro; [Internet] 2009. [acesso 14 de abril de 2017]. Disponível em:
Available from.http://www.inca.gov.br/estimativa/2010. São Paulo 2017.
II. Santos, Daniele Raiane Florentino dos. Silva, Fernanda Beatriz Lima e. Saldanha, Elisandra de
Araújo. Lira, Ana Luisa Brandão de Carvalho. Vitor, Allyne Fortes. Cuidados de enfermagem ao
paciente em pós-operatório de prostatectomia: revisão integrativa. Rev. Eletr. Enf. [Internet].
2012 jul/sep;14(3): 690-701.[Acesso dia 14 de abril de 2017]. Disponível em www.Available
from: http://www.fen.ufg.br/revista/v14/n3/v14n3a27.htm.
III. Conselho Regional de Enfermagem – COREN-SP- portal.coren Acesso dia 14/04/2017]
sp.gov.br/sites/default/files/parecer_coren_sp_2010_40.pdf. 18 de dez de 2010 - realizar
desobstrução de sonda vesical de demora . São Paulo , 14/04/2017.

Principais Cirurgias

  • 1.
    Assistência de Enfermagem a PacientesGraves. Prof. José Ribeiro. Cirurgias: Neurológicas; Geral; Cardiovascular; Urológicas; ginecológicas; Torácica; Ortopédicas
  • 2.
    É a parteda medicina que lida com doenças físicas que necessitam da incisão dos tecidos humanos para a remoção [TU], reparação ou substituição da parte acometida através de técnicas operatórias assépticas.
  • 3.
    Fases da cirurgias: Pré-operatória; Intra- operatória; Pós -operatória
  • 4.
    Pré-operatório: inicia-se coma decisão de prosseguir com a intervenção cirúrgica e termina com a transferência do paciente para o centro cirúrgico; Intra- operatório: começa quando o paciente é transferido para a mesa de cirurgia e termina com a admissão na unidade de recuperação anestésica; Pós- operatório: começa com a admissão na unidade de recuperação e termina com uma avaliação de acompanhamento no ambiente clínico/perdura até a sua total recuperação.
  • 5.
    Assistência de enfermagem •A assistência de enfermagem no pré-operatório envolve inúmeras questões que vão, desde os aportes tecnológicos disponíveis até a condição de esclarecimento em saúde do indivíduo fonte do cuidado. • A enfermagem pré–operatória é uma expressão utilizada para descrever um leque de funções de enfermagem desenvolvidas na experiência cirúrgica.
  • 6.
    Cuidados de Enfermagem Pré-operatóriocabe a Enfermagem: I. Higiene das mãos; II. Atender o paciente conforme suas necessidades psicológicas (esclarecimento de dúvidas); III. Mensurar dados antropométricos: (peso, altura, SSVV) IV. Colher material para exames/ encaminhar paciente para realizar exames conforme solicitação médica; V. Observar e anotar a aceitação da dieta; VI. Orientar higiene oral e corporal antes de encaminhar o paciente para o centro cirúrgico; VII. Manter o paciente em jejum, conforme necessidade; VIII.Fazer tricotomia conforme rotina; IX. Orientar o paciente a esvaziar a bexiga 30 minutos antes da cirurgia; X. Retirar próteses dentárias, jóias, ornamentos identificá-los e entregar aos familiares; XI. Encaminhar o paciente ao centro cirúrgico.
  • 7.
    Cuidados de Enfermagem Intra-operatório:  As ações assistenciais desenvolvidas nessa fase devem atender não só as atividades técnicas mas também as expectativas do paciente e familiar.  Toda equipe deve estar atenta no sentido de oferecer ao paciente apoio, atenção, respeitando suas crenças, seus valores, seus medos, suas necessidades, atendendo-o com segurança, presteza e eficácia.
  • 8.
    Cuidados de Enfermagem Intra-operatório: I. Higiene das mão; II. verificar o mapa cirúrgico III. Montar a SO de acordo com a cirurgia proposta; IV. Testar todos os equipamentos; V. Receber o paciente no CC; VI. Apresentar-se ao paciente; VII. verificar a pulseira de identificação e o prontuário do paciente; VIII.Realizar o checklist, confirmar informações sobre o horário de jejum, alergias, doenças anteriores como condutas de segurança; IX. Encaminhar o paciente à sala de operações; X. Colocar o paciente na mesa cirúrgica de modo confortável e seguro; XI. Monitorizar o paciente e mantê-lo aquecido; XII. Cálculo da PAM: PAS+(PADx2);
  • 9.
    Cuidados de Enfermagem Intra- operatório:  Puncionar o acesso periférico para a administração de soluções endovenosas, drogas e agentes anestésicos;  Auxiliar o médico anestesiologista durante a indução anestésica;  Manter o alinhamento corporal e as funções circulatórias e respiratórias;  Auxiliar a equipe cirúrgica a posicionar o paciente para a cirurgia, procedimento deve ser seguro e eficiente;  Instalar a placa de bisturi elétrico se for de metal não esquecer de colocar o Gel antes de seu posicionamento;  Não comprometer as estruturas vasculares e a integridade da pele;  Realizar passagem de CVD se for solicitado;  Exposição e ótimo acesso ao local operatório;  Trazer o máximo de conforto ao paciente;
  • 10.
    Cuidados de Enfermagem Intra-operatório:  Preencher o Time Out;  Confirmar junto ao banco de sangue a tipagem do paciente e fazer reservas de CH, Crio fresco e plasmas;  Realizar coleta de material para exames;  Identificar e Encaminhar a gasometria arterial colhida pelo anestesiologista ao laboratório;  Encaminhar as peças para exames: [congelação/AP];  Marcar todo o material utilizado durante o processo cirúrgico [Débito Cirúrgico];  Marcar todas as medicações utilizadas [devolver os FA dos psicotrópicos para a farmácia];  Materiais consignados devem ser conferidos e marcados no débito dos consignados e protocolados;
  • 11.
    Cuidados de Enfermagem Intra-operatório:  Realizar a notação de Enfermagem;  Realizar descompressão após o ato cirúrgico;  Após a extubação do paciente pelo médico anestesiologista, instalar máscara de oxigênio á 5l/min.;  Realizar a montagem da maca [cama de operado] se for criança: montar cama berço;  Identificar e datar todos os dispositivos que o paciente está mantendo;  Encaminhar o paciente para a RA;  Desmontar a sala cirúrgica, devolver todos os materiais não utilizados na cirurgia;  Dar baixa em todos os débitos [cirúrgico, farmácia, consignado, OPME];  Solicitar a equipe de higienização para limpeza da SO;  Remonta-la para a próxima cirurgia.
  • 12.
    Intra- operatório: Todos osmembros da equipe devem estar envolvidos na proteção ao paciente [proteção da pele, das extremidades ósseas, oculares e prevenção de hipotermia e queimaduras. [Colocar coxins, proteção dos calcâneos, posicionar colchão térmico, instalar corretamente a placa de bisturi elétrico se for de metal não esquecer de colocar o Gel antes de seu posicionamento, proteger a retina do paciente, sondar o paciente e monitorar o débito urinário etc.]
  • 13.
    Cuidados de Enfermagem Pós-operatório:  As ações assistenciais desenvolvidas nessa fase devem atender não só as atividades técnicas mas também as expectativas principalmente do familiar que está ansioso por notícias;  É uma fase “crítica” e o cuidado deve ser rigoroso atenção dobrada e monitoramento contínua.  É o período que se inicia a partir da saída do paciente da sala cirúrgica e é admitido na unidade de recuperação anestésica e se estende até a enfermaria ou até mesmo na sua residência.
  • 14.
    Cuidados de Enfermagem Pós-operatório:  Receber o paciente na RA;  Verificar permeabilidade de VAS;  Observar estado de consciência;  Instalar máscara de oxigênio CPM [ANESTESIOLOGISTA];  Instalar monitorização cardio-oximetria de pulso e PA não invasiva;  Verificar os parâmetros vitais no primeiro horário a cada [15, 30 minutos depois 1h/1h];  Observar todos os dispositivos [cateteres: CNE, Central, periférico, CVD, drenos de tórax etc.];  Se certificar que todos os dispositivos estão devidamente identificados e datados.  Verificar a presença de débito urinário no coletor fechado, bem como aspectos, coloração e quantidade;  Verificar a pulseira de identificação do paciente;
  • 15.
    Cuidados de Enfermagem Pós-operatório:  Verificar se todos os dispositivos estão devidamente identificados e datados [equipos, sondas, acesso, drenos etc];  Se atentar para a perfusão periférica do paciente;  Sinais de cianose, hipotensão, hipotermia, hipertensão, hipóxia etc;  Manter a posição do paciente de acordo com o tipo de anestesia;  Não ofertar a ingestão de líquidos ou alimentos no primeiro momento [devido a sonolência];  Verificar o acesso e a infusão que está correndo;  Realizar medicação conforme a ficha do médico anestesiologista que vai anexado a [descrição cirúrgica, SAEP e ficha anestésica];  Fazer anotação de enfermagem.
  • 19.
    SUBDIVISÃO DAS FASESCIRÚRGICAS Subdivide-se em: Mediato Imediato Tardio
  • 20.
    Mediato imediato • Ocliente é submetido a realização de exames que auxiliarão na confirmação do diagnóstico. • Exames complementares: (avaliação pré anestésica), que auxiliarão no planejamento da cirurgia, desde a indicação para a cirurgia até o dia anterior a ela. • (corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia). • Objetivo de preparar o paciente para a cirurgia: limpeza intestinal, jejum, preparo da pela, banho de soluções antissépticos, esvaziamento vesical, administração de medicamentos (Antibiótico profilático, pré- anestésico), tricotomia quando indicada deverá ser realizada 2h antes da cirurgia para evitar colonização da pele.
  • 21.
    O pós-operatório tardioé o tempo de cicatrização e prevenção das complicações, este período pode durar semanas ou meses após cirurgia.
  • 22.
    Cirurgias mais comunsda neuro oCraniotomia:  São realizadas para tratar muitas doenças neurocirúrgicas, entre elas:  Hematomas;  Aneurismas;  traumatismo craniano;  Ressecção de tumor;  PIC;  DVE;  DVP
  • 24.
    PIC • É apressão encontrada no interior da caixa craniana. • Pressão exercida pelo líquor nas paredes dos ventrículos cerebrais. • Quando essa pressão é alterada significa que alguma coisa referente ao conteúdo intracraniano esta errado. • A alteração do volume de um desses conteúdos pode causar a hipertensão intracraniana (HIC).
  • 25.
    PIC-Pressão Intra-Craniana  Váriasdoenças podem evoluir com aumento da pressão intra- craniana, o que pode fazer com que o suprimento sanguíneo para o cérebro fique comprometido  A utilização do Monitor de Pressão Intra-Craniana permite com que um cateter dentro do crânio (no cérebro, ventrículo ou espaço sub-dural) informe essa medida, para que as equipes médicas possam tomar medidas mais ágeis diante de pequenas alterações dessa pressão.  A medida normal em adultos e adolescentes é de 10 a 15mmHg, enquanto que nas crianças é em torno de 3 a 7mmHg. Aumentos em uma faixa pequena acima desses valores são compensadas por mecanismos regulatórios do nosso corpo.
  • 26.
    PIC-Pressão Intra-Craniana o paraevitar que essa pressão elevada na cabeça impessa a chegada do fluxo sanguíneo ao cérebro. o É realizado a DVE- Retirada de líquor, uso de medicações e mesmo decisões cirúrgicas podem ser baseadas na evolução dessas medidas. o A colocação de um monitor de pressão intra-craniana (MPIC) tem indicações precisas e não são indicadas para qualquer paciente com Traumatismo Crânio- Encefálico (TCE).
  • 27.
    PIC- SS eSS • cefaleia (dor de cabeça) • náusea • vômito • aumento da pressão arterial • capacidade mental reduzida • agravamento de confusão mental com relação a hora, localização física e pessoas • visão dupla • pupilas que não respondem às mudanças de intensidade da luz • respiração superficial • convulsões • perda de consciência • coma
  • 28.
    DVE • A DerivaçãoVentricular Externa é um sistema fechado de drenagem usando em procedimento neurocirúrgico. • Comumente é utilizada no tratamento e acompanhamento dos casos de Hipertensão Intracraniana, além do controle da drenagem liquórica em pacientes com complicações ventriculares e/ou tratamentos de hemorragias. • Um dos tratamentos indicados para hidrocefalia.
  • 30.
    LÍQUOR  Líquido cefalorraquidiano(LCR) ou fluido cerebrospinal é um fluido corporal estéril e de aparência clara que ocupa o espaço entre o crânio e o córtex cerebral mais especificamente, entre as membranas aracnóide e pia-máter das meninges. É produzido nos ventrículos laterais e banha toda a superfície do encéfalo e da medula.
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    Cuidados de Enfermagem •O sistema da DVE será instalado pela equipe da Neurocirurgia (NC). • O sistema da DVE deve ficar fixado em um suporte EXCLUSIVO. • Manter o sistema sempre nivelado para que o conduto auditivo externo do paciente corresponda a uma altura de 12 a 15 cm de H2O na coluna de medida da Pressão Intracraniana (PIC). • Manter a cabeceira do leito sempre elevada entre 30° e 45°. Não deixar de mudar o paciente de decúbito devido ao uso do cateter de DVE. • cuidado para não desposicionar o cateter de DVE durante a manipulação do paciente![principalmente quando estiver na coluna] • NÃO há necessidade de medir a PIC no paciente com DVE, pois o limite da PIC já está estabelecido. • Checar o sistema a cada 6 horas: O cateter da DVE está devidamente fixado na cabeça do paciente? O sistema está corretamente aberto para permitir a drenagem do líquor?
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    Esvaziar a bolsacoletora: Esvaziar a cada 12h ou quando atingir um volume ≥ 200ml; Realizar a higiene das mãos obrigatoriamente com água e sabão ou álcool gel; Utilizar luvas de procedimento e estéril e frasco estéril; FECHAR o clamp do circuito proximal à cabeça do paciente, para interromper a drenagem; Desinfetar a tampa terminal da bolsa coletora com gaze estéril e álcool 70% abri-la para o esvaziamento desprezando o volume no frasco estéril ou na cuba rim; Desinfetar a tampa terminal da bolsa coletora com gaze estéril e álcool 70% e fechá-la; REABRIR o clamp do circuito proximal à cabeça do paciente, para permitir a drenagem de LCR pelo cateter de DVE.
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    CIRURGIAS MAIS COMUNSDA EQUIPE DE ORTOPEDIA • Redução aberta • Enxerto ósseo • Artroplastias • •Fasciotomia • Fixação interna
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    TIPOS DE FRATURASCIRÚRGICAS
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    Cirurgias urológicas maiscomuns • Prostatecomia; • Nefrostomia; • Nefrectomia; • Ureterolitotripsia; • RTU de BX; • RTU de Prostata;
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    INCA • Segundo oInstituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo mais comum nos homens brasileiros, visto que em primeiro lugar está o de pele não-melanoma. • Esse câncer é considerado comum na terceira idade, por ser mais prevalente em homens a partir dos 65 anos. • Os diferentes tipos de tratamento para o câncer de próstata incluem: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia hormonal. • O tipo de tratamento deve ser escolhido de acordo com o estágio da doença, a idade e a preferência do paciente.
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    RTU de PROSTATA •Como o nome indica, o procedimento é realizado através da visualização da prostata via uretra e remoção do tecido através de um aparelho chamado eletrocautério. • É considerado o tratamento mais eficiente e os resultados são considerados excelentes para 80-90% dos pacientes que realizam o procedimento.
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    RTU DE PROSTATA •Os fragmentos da ressecção da prostata serão encaminhados para AP. • Durante o procedimento cirúrgico a irrigação é feita com glicina [equipo de 4via], após a cirurgia é instalado SF 0,9% 1.000 ml para irrigação continua. • O CVD é de 3vias: uma via do balonete, o médico insufla o balonete , outra via é da bolsa coletora e a outra via é do equipe de soro para irrigação.
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    Irrigação vesical contínua •A irrigação vesical é a infusão de solução para lavagem contínua da bexiga urinária, geralmente com SF 0,9%. • Necessidade de introduzir soluções para tratamento de inflamações irritações e infecções da bexiga, prevenir obstruções do trato urinário, removendo coágulos e fragmentos pós-cirúrgicos (RTU de próstata e bexiga) prevenção e tratamento de hemorragias da bexiga • Também é feito um controle de irrigação que faz um comparativo entre o volume infundido em cada bolsa de SF 0,9% e o volume de saída no mesmo período uma vez que também há a saída de sangue em meio ao liquido drenado em coletor de urina sistema tipo fechado que deve ser especificada na anotação como conteúdo amarelo claro, amarelo escuro ou hematúrico.
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    Cuidados de Enfermagemcom a Irrigação contínua Cuidados ao manusear o cateter  Higiene das mãos;  Não tracionar a sonda;  Posicionar a bolsa coletora na mesma lateralidade que a sonda estiver no paciente;  Não fechar a irrigação evitando assim a obstrução da sonda [a irrigação deve manter sempre aberta];  Não deixar o equipo abaixado durante a irrigação;  Instalar os 2 soros fisiológicos, deixando um dos soros aberto e se atentar para o término [abrindo o outro soro e já fazendo a troca do soro que terminou];  Se por ventura houver a obstrução da sonda comunicar o enfermeiro imediatamente;  Realizar o controle da irrigação [toda vez que instalo 1 soro, desprezo a bolsa coletora e anoto na folha que fica ao lado do equipe, o soro que troquei e a quantidade de urina drenada bem como seu aspecto, coloração;  Higienizar as mãos e fazer anotação de enfermagem
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    REFERÊNCIAS I. Brasil. Ministérioda Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Estimativa 2010: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro; [Internet] 2009. [acesso 14 de abril de 2017]. Disponível em: Available from.http://www.inca.gov.br/estimativa/2010. São Paulo 2017. II. Santos, Daniele Raiane Florentino dos. Silva, Fernanda Beatriz Lima e. Saldanha, Elisandra de Araújo. Lira, Ana Luisa Brandão de Carvalho. Vitor, Allyne Fortes. Cuidados de enfermagem ao paciente em pós-operatório de prostatectomia: revisão integrativa. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2012 jul/sep;14(3): 690-701.[Acesso dia 14 de abril de 2017]. Disponível em www.Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v14/n3/v14n3a27.htm. III. Conselho Regional de Enfermagem – COREN-SP- portal.coren Acesso dia 14/04/2017] sp.gov.br/sites/default/files/parecer_coren_sp_2010_40.pdf. 18 de dez de 2010 - realizar desobstrução de sonda vesical de demora . São Paulo , 14/04/2017.