Alguns esqueceram-se de incluir,
como eu pedira no enunciado, referência
às obras escritas.
novembro, agosto, …
(meses, atualmente, são com minúscula inicial)
4 anos
quatro anos
Universidade de Lisboa
Universidade Nova de Lisboa
Universidade de Coimbra
Universidade do Algarve / do Minho / UBI / UTAD
Instituto Politécnico de Lisboa
…
Faculdade de Letras
(Faculdade de Ciências Sociais e Humanas)
Faculdade de Direito
Faculdade de Psicologia
Faculdade de Medicina
Instituto Superior Técnico
ISCTE
Escola Superior de Comunicação Social
perspetiva linguística: protótipos
textuais
perspetiva literária: modos
Modos do texto literário
• narrativo
• lírico
• dramático
Géneros dentro de cada modo
• [narrativo:] epopeia, romance, novela,
conto
• [dramático:] tragédia, comédia,
farsa, ...
• [lírico:] soneto, ode, canção, écloga, ...
Subgéneros
romance policial
romance de ficção científica
conto policial
novela marítima
...
certos géneros não se integram em
nenhum modo (mas não são
tradicionalmente literários):
carta (epístola)
sermão
ensaio
diálogo
...
«[Os Lusíadas, canto IV, estâncias 88-89]»
(p. 173)
Luís de Camões
narrativo (ou épico-lírico, nesta passagem
apenas)
epopeia
verso
«O Quinto Império» (p. 220)
Fernando Pessoa (Mensagem)
épico-lírico
cinco quintilhas
verso
[excerto de] «Ode triunfal» (p. 117)
Álvaro de Campos
lírico (quase épico-lírico)
ode extensa (futurista; à Walt Whitman)
verso
«[poema] XXXVI [de O Guardador de
Rebanhos] (p. 81)
Alberto Caeiro
lírico
[de nenhuma forma convencionada]
verso
«Cada dia sem gozo não foi teu» (p. 96)
Ricardo Reis
lírico
«ode» (numa nona, ou novena)
verso
«Quando as crianças brincam» (p. 48)
Fernando Pessoa
lírico
três quadras
verso
«Na mão dos reis do Rossio...» (p. 242)
Luís de Sttau Monteiro
dramático
[veremos depois]
prosa
«D. João, quinto do nome na tabela real»
(p. 288)
José Saramago
narrativo
romance
prosa
«Fernando Pessoa» (p. 149)
Manuel Alegre
lírico
soneto
verso
No primeiro verso («O mito é o nada
que é tudo») há
a) uma metonímia e uma metáfora.
b) uma metáfora e um oxímoro.
c) uma comparação e uma antítese.
d) um polissíndeto e uma aliteração.
Nos vv. 2-5, ilustra-se a relevância dos
mitos através da alusão
a) ao Sol, que é mudo mas brilhante.
b) a Deus, nu mas vivo.
c) ao Céu.
d) a Cristo crucificado, a luz que a
todos ilumina.
No v. 1 da segunda estrofe, o deítico
«Este» corresponde a
a) ‘o mito’.
b) ‘o mesmo sol que abre os céus’.
c) ‘Ulisses’.
d) ‘o corpo morto de Deus’.
O advérbio «aqui» — um deítico,
também — vale por
a) ‘Ítaca’.
b) ‘Troia’.
c) ‘Grécia’.
d) ‘Lisboa’.
Na última estrofe, defende-se que
a) a vida é mais importante do que o
mito.
b) só há mito enquanto dura a vida.
c) só há vida enquanto dura o mito.
d) o mito permanece, mesmo quando a
vida acaba.
Primeira parte: estrofe 1 (a) e 3 (b)
Mito: significado e função
Definição axiomática de ‘mito’:
«O mito é o nada que é tudo» [v. 1] (c)
Identificação do papel do mito:
«Fecunda» a realidade (d)
Tempo verbal predominante e seu valor
expressivo: Presente do indicativo, que confere
às afirmações um valor universal e intemporal
(e)
Segunda parte: estrofe 2 (f)
Exemplo de mito
Apresentação de uma figura mítica
exemplar:
«Este, que aqui aportou, / Foi por não ser
existindo» [vv. 6-7] (g)
Importância do exemplo:
Com o exemplo de Ulisses e da sua importância na fundação
lendária de Portugal, apresenta-se a origem de Portugal associada a
um caráter mítico; por outro lado, a gesta de Ulisses ajuda a explicar
a vocação marítima dos portugueses. (h)
Tempos verbais predominantes e respetivo
valor expressivo: Pretérito perfeito do
indicativo, que situa as ações de Ulisses num
passado remoto, e gerúndio, que atribui à sua
lembrança valor duradouro. (i)
a. O primeiro verso do poema apresenta
um predicado que integra um predicativo
do sujeito e um modificador do nome
restritivo.
predicativo do sujeito
O mito é o nada que é tudo.
modificador
restritivo
b. O deítico «Este» (v. 6) retoma o nome
«Ulisses».
Ulisses
....
…
…
Este, que aqui aportou,
c. A oração subordinada adjetiva relativa
explicativa, presente no verso 6,
funciona sintaticamente como vocativo.
adjetiva relativa explicativa
Este, que aqui aportou,
modificador apositivo do nome
d. O verso «Sem existir nos bastou.» (v. 8)
apresenta um sujeito nulo indeterminado.
subentendido
Sem existir [este] nos bastou.
e. A forma do pronome pessoal «la» (v. 13)
retoma anaforicamente o nome «lenda» (v.
11).
Assim, a lenda se escorre / a entrar na
realidade, / e a fecundá-la decorre.
a realidade
Vês outro que do Tejo a terra pisa [...]:
Ulisses é, o que faz a santa casa
À deusa que lhe dá língua facunda;
Que se lá na Ásia Troia insigne abrasa,
Cá na Europa Lisboa ingente funda.
(Os Lusíadas, VIII, 5)
Escolhe o primeiro verso de dois dos
poemas do quadro que estivemos a
preencher. Escreve dois textos em prosa
que comecem com cada um desses
trechos.
São indiferentes os modos, géneros,
subgéneros (desde que em prosa).
E podem, ou devem até, ficar inconclusos.
A ideia é avançares apenas até o fragmento ter já
uma razoável identidade (seja lá o que isso for).
Não queria mais de dez linhas por texto.
• A gente da cidade, aquele dia,
• À dolorosa luz das grandes lâmpadas
elétricas da fábrica
• Triste de quem vive em casa,
• D. João, quinto do nome na tabela real, irá
esta noite ao quarto da sua mulher
• E há poetas que são artistas
• Cada dia sem gozo não foi teu
• Quando as crianças brincam
• [Manuel:] Que posso eu fazer? Sim: que
posso eu fazer?
• Vem ver agora o meu país que já
TPC — Escreve o texto pedido em
«Escrita/1.» na p. 206. (Anota, no final, o
número de palavras.)
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 38-39
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 38-39

Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 38-39

  • 2.
    Alguns esqueceram-se deincluir, como eu pedira no enunciado, referência às obras escritas.
  • 3.
    novembro, agosto, … (meses,atualmente, são com minúscula inicial)
  • 4.
  • 5.
    Universidade de Lisboa UniversidadeNova de Lisboa Universidade de Coimbra Universidade do Algarve / do Minho / UBI / UTAD Instituto Politécnico de Lisboa … Faculdade de Letras (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas) Faculdade de Direito Faculdade de Psicologia Faculdade de Medicina Instituto Superior Técnico ISCTE Escola Superior de Comunicação Social
  • 7.
  • 8.
    Modos do textoliterário • narrativo • lírico • dramático
  • 9.
    Géneros dentro decada modo • [narrativo:] epopeia, romance, novela, conto • [dramático:] tragédia, comédia, farsa, ... • [lírico:] soneto, ode, canção, écloga, ...
  • 10.
    Subgéneros romance policial romance deficção científica conto policial novela marítima ...
  • 11.
    certos géneros nãose integram em nenhum modo (mas não são tradicionalmente literários): carta (epístola) sermão ensaio diálogo ...
  • 13.
    «[Os Lusíadas, cantoIV, estâncias 88-89]» (p. 173) Luís de Camões narrativo (ou épico-lírico, nesta passagem apenas) epopeia verso
  • 14.
    «O Quinto Império»(p. 220) Fernando Pessoa (Mensagem) épico-lírico cinco quintilhas verso
  • 15.
    [excerto de] «Odetriunfal» (p. 117) Álvaro de Campos lírico (quase épico-lírico) ode extensa (futurista; à Walt Whitman) verso
  • 16.
    «[poema] XXXVI [deO Guardador de Rebanhos] (p. 81) Alberto Caeiro lírico [de nenhuma forma convencionada] verso
  • 17.
    «Cada dia semgozo não foi teu» (p. 96) Ricardo Reis lírico «ode» (numa nona, ou novena) verso
  • 18.
    «Quando as criançasbrincam» (p. 48) Fernando Pessoa lírico três quadras verso
  • 19.
    «Na mão dosreis do Rossio...» (p. 242) Luís de Sttau Monteiro dramático [veremos depois] prosa
  • 20.
    «D. João, quintodo nome na tabela real» (p. 288) José Saramago narrativo romance prosa
  • 22.
    «Fernando Pessoa» (p.149) Manuel Alegre lírico soneto verso
  • 24.
    No primeiro verso(«O mito é o nada que é tudo») há a) uma metonímia e uma metáfora. b) uma metáfora e um oxímoro. c) uma comparação e uma antítese. d) um polissíndeto e uma aliteração.
  • 25.
    Nos vv. 2-5,ilustra-se a relevância dos mitos através da alusão a) ao Sol, que é mudo mas brilhante. b) a Deus, nu mas vivo. c) ao Céu. d) a Cristo crucificado, a luz que a todos ilumina.
  • 26.
    No v. 1da segunda estrofe, o deítico «Este» corresponde a a) ‘o mito’. b) ‘o mesmo sol que abre os céus’. c) ‘Ulisses’. d) ‘o corpo morto de Deus’.
  • 27.
    O advérbio «aqui»— um deítico, também — vale por a) ‘Ítaca’. b) ‘Troia’. c) ‘Grécia’. d) ‘Lisboa’.
  • 28.
    Na última estrofe,defende-se que a) a vida é mais importante do que o mito. b) só há mito enquanto dura a vida. c) só há vida enquanto dura o mito. d) o mito permanece, mesmo quando a vida acaba.
  • 29.
    Primeira parte: estrofe1 (a) e 3 (b) Mito: significado e função Definição axiomática de ‘mito’: «O mito é o nada que é tudo» [v. 1] (c) Identificação do papel do mito: «Fecunda» a realidade (d) Tempo verbal predominante e seu valor expressivo: Presente do indicativo, que confere às afirmações um valor universal e intemporal (e)
  • 30.
    Segunda parte: estrofe2 (f) Exemplo de mito Apresentação de uma figura mítica exemplar: «Este, que aqui aportou, / Foi por não ser existindo» [vv. 6-7] (g) Importância do exemplo: Com o exemplo de Ulisses e da sua importância na fundação lendária de Portugal, apresenta-se a origem de Portugal associada a um caráter mítico; por outro lado, a gesta de Ulisses ajuda a explicar a vocação marítima dos portugueses. (h)
  • 31.
    Tempos verbais predominantese respetivo valor expressivo: Pretérito perfeito do indicativo, que situa as ações de Ulisses num passado remoto, e gerúndio, que atribui à sua lembrança valor duradouro. (i)
  • 33.
    a. O primeiroverso do poema apresenta um predicado que integra um predicativo do sujeito e um modificador do nome restritivo. predicativo do sujeito O mito é o nada que é tudo. modificador restritivo
  • 34.
    b. O deítico«Este» (v. 6) retoma o nome «Ulisses». Ulisses .... … … Este, que aqui aportou,
  • 35.
    c. A oraçãosubordinada adjetiva relativa explicativa, presente no verso 6, funciona sintaticamente como vocativo. adjetiva relativa explicativa Este, que aqui aportou, modificador apositivo do nome
  • 36.
    d. O verso«Sem existir nos bastou.» (v. 8) apresenta um sujeito nulo indeterminado. subentendido Sem existir [este] nos bastou.
  • 37.
    e. A formado pronome pessoal «la» (v. 13) retoma anaforicamente o nome «lenda» (v. 11). Assim, a lenda se escorre / a entrar na realidade, / e a fecundá-la decorre. a realidade
  • 39.
    Vês outro quedo Tejo a terra pisa [...]: Ulisses é, o que faz a santa casa À deusa que lhe dá língua facunda; Que se lá na Ásia Troia insigne abrasa, Cá na Europa Lisboa ingente funda. (Os Lusíadas, VIII, 5)
  • 41.
    Escolhe o primeiroverso de dois dos poemas do quadro que estivemos a preencher. Escreve dois textos em prosa que comecem com cada um desses trechos. São indiferentes os modos, géneros, subgéneros (desde que em prosa). E podem, ou devem até, ficar inconclusos. A ideia é avançares apenas até o fragmento ter já uma razoável identidade (seja lá o que isso for). Não queria mais de dez linhas por texto.
  • 42.
    • A genteda cidade, aquele dia, • À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica • Triste de quem vive em casa, • D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto da sua mulher • E há poetas que são artistas • Cada dia sem gozo não foi teu • Quando as crianças brincam • [Manuel:] Que posso eu fazer? Sim: que posso eu fazer? • Vem ver agora o meu país que já
  • 44.
    TPC — Escreveo texto pedido em «Escrita/1.» na p. 206. (Anota, no final, o número de palavras.)