GENEROS LITERÁRIOS
ESTUDOS LITERÁRIOS
Análise Crítica História Teoria
2
Análise literária – Ocupa-se da análise de forma e conteúdo
da obra literária, interagindo com outras disciplinas, como a
Sociologia, a Psicanálise, a Filosofia, a Psicologia. É um
instrumento de compreensão e interpretação do texto
literário.
Crítica literária – Apoiada na análise, a Crítica emite juízo
de valor estético. Muito cuidado, porque a Literatura é
dinâmica e seus valores se modificam com o tempo.
Também é usada com a finalidade de atender posturas
ideológicas, para orientar/manipular o público leitor.
3
História da Literatura – O mais popular dos estudos
literários, cuja finalidade maior é divulgar a literatura,
associando-a aos fatos históricos e aos movimentos
artisticos. Serve-se da Crítica Literária – para estabelecer os
parâmetros históricos de um determinado período.
4
ocorreram
exclusivamente na
Literatura
PORTUGUESA
protoliteratura
BRASIL-ERA COLONIAL:
Literatura PORTUGUESA ditando a
temática da Literatura BRASILEIRA
PERIODIZAÇÃO DE TODOS OS ESTILOS DE ÉPOCA
DA LITERATURA
BRASILEIRA E PORTUGUESA
BRASIL – ERA
NACIONAL
Teoria da Literatura – Tem como finalidade mostrar
como o fenômeno literário ocorre, porque ocorre e
quais suas perspectivas. É a matéria que estuda,
sistematiza e explica a literatura.
5
TEORIA DA LITERATURA
obra
literári
a
8
autor
estudos
interdisciplinare
s
leitor
Momento
histórico
público
História
literári
a
LEITOR + TEXTO = LEITURA
Pensar
Conhecer
Interpretar
Compreender
Ler
9
LER – o ato em si, de que qualquer pessoa
alfabetizada, por definição, é capaz.
COMPREENDER – perceber, apreender intelectualmente o que
se leu.
INTERPRETAR – dar um sentido, um significado, ao que foi lido.
10
CONHECER – TOMAR PARA SI O SENTIDO ENCONTRADO,
AGREGANDO EXPERIÊNCIA E CONHECIMENTO AO SEU
ACERVO CULTURAL.
11
PENSAR – REFLETIR SOBRE A LEITURA,
PRODUZINDO CONHECIMENTO.
GÊNEROS LITERÁRIOS
LÍRICO = sentimentos / emoções / poesia em geral;
NARRATIVO = técnica da narração / Objetividade;
DRAMÁTICO = textos de encenação / diálogos.
15
Há uma história para ser narrada, contada.
Técnica da narração / Objetividade
Onisciente/Observador/narrador-Personagem
Discurso direto, indireto e indireto livre
(simultâneo)
 Epopeias / Romances / Contos / Novelas / Fábulas /
parábolas . . .
24
GÊNERO ÉPICO
(OU NARRATIVO)
 Personagem: seres criados pelo autor com características físicas
e psicológicas determinadas.
25
- Plano: número pequeno de
atributos
são
identificados
que
facilmente pelo leitor; são dois tipos: tipo e caricatural.
Ex.:
Fabiano (Vidas Secas); Luíza (O primo Basílio).
psicológicas, sociais, ideológicas e morais. Ex.: Capitu
- Redondo ou Esférico: características que podem ser: físicas,
(Dom
Casmurro); Aurélia Camargo (Senhora).
Espaço: o momento e o local em que os fatores são narrados e
onde se desenrolam.
Ex.: O CORTIÇO
Tempo: cronológico (fatos em ordem natural) e psicológico
(ordem determinada pelo desejo ou pela imaginação do
narrador ou dos personagens / enredo não-linear / utiliza-se o
flashback).
26
Clássica = versos – Ilíada / Odisseia / Os Lusíadas. . .
Moderna = prosa – O Guarani / Iracema / Grande sertão: veredas. . .
EPOPEIA
Clássica – longa narrativa de caráter heroico, moralista, grandioso e
histórico; constituída de 5 partes: proposição / invocação / dedicatória / narração
/ epílogo.
As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes
navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana, 27
FORMAS DO GÊNERO ÉPICO
ROMANCE = PREDOMINÂNCIA DE UMA HISTÓRIA DE VIDA
DENSA / COMPLEXA / NÚCLEOS SIMULTÂNEOS
OBSERVAÇÃO E ANÁLISE
VEROSSÍMIL OU INVEROSSÍMIL
1
30
3 4
2
NOVELA = PREDOMÍNIO DO EVENTO
VEROSSÍMIL / LINEAR / UM OU MAIS DE UM NÚCLEO NARRATIVO.
1 2 3
Conto = breve / ação única / concentração textual.
1
Crônica = predomina a denotação / tom coloquial e breve;
recriação do cotidiano por meio da fantasia. Rubem Braga / Cineas
Santos / Rogério Newton...
31
APÓLOGO
32
= lição de moral através de seres inanimados
(objetos) como personagens.
FÁBULA = tom didático e moralizante / animais como personagens /
caráter inverossímil e alegórico. Grécia: Fedro e Esopo. França: La
Fontaine. Brasil: Monteiro Lobato.
16
GÊNERO LÍRICO
• “lyricu”, o nome faz referência ao instrumento musical de corda
(lira) que os rapsodos (nome dado as pessoas que tocavam lira)
tocavam enquanto declamavam poemas
• apresenta métricia, ritmo e melodia
• mundo interior : foca na subjetividade da voz poética. Isto é, dos
sentimentos mais íntimos de quem narra a poesia, (o eu lírico)
Versos = sucessão de sílabas que formam uma unidade rítmica e melódica.
Metrificação = métrica é medida de um verso, que é definida pelo número de
sílabas poéticas. Para determinar-se a medida, divide-se o verso em sílabas
poéticas (escansão). A contagem das sílabas deve ser feita até a última sílaba
tônica; duas ou mais vogais, átonas entre uma palavra e outra se fundem
(elipse).
De/ tu/do ao/ meu/ a/mor/ se/rei/ a/ten/to (10 sílabas)
An/tes/, e/ com/ tal/ ze/lo, e/ sem/pre, e/ tan/to (10 sílabas)
1 sílaba – Monossílabo
2 sílabas – Dissílabo
3 sílabas – Trissílabo
4 sílabas – Tetrassílabo
5 sílabas – Pentassílabo ou Redondilha Menor
6 sílabas – Hexassílabo
7 sílabas – Heptassílabo ou Redondilha Maior
18
8 sílabas – Octossílabo
9 sílabas – Eneassílabo
10 sílabas – Decassílabo
11 sílabas – Hendecassílabo
12 sílabas – Dodecassílabo
13 ou mais sílabas – Bárbaro
METRIFICAÇÃO – EXEMPLOS
Dodecassílabo: 12 sílabas
Ins | pi | ra | do^a | pen | sar | em | teu | per | fil | di | vi | (no)
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Decassílabo: 10 sílabas (muito comum em sonetos)
Não | tens | que | ças | da | que | lea | mor | ar | den | (te)
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Eneassílabo: 9 sílabas
Nos | sos | pais | con | du | zis | te^à | vi | tó | (ria)
1 2 3 4 5 6 7 8 9
Redondilha maior ou heptassílabo: 7 sílabas
Se | nho | ra, | par | tem | tão | tris | (tes)
1 2 3 4 5 6 7
Redondilha menor: 5 sílabas
Tan | tos | gri | tos | rou | (cos)
1 2 3 4 5
ESTROFE = um verso ou grupos de versos em que os poetas dividem seus
textos. O número de versos agrupados em cada estrofe pode variar e são
chamados:
1 verso – monóstico;
2 versos = dístico;
3 versos = terceto;
4 versos = quarteto ou
quadra
5 versos = quintilha 18
6 versos = sextilha
7 versos = septilha
8 versos = oitava
9 versos = nona
10 versos = décima
mais de dez versos: estrofe irregular
A ESTROFE QUANTO À MÉTRICA:
19
1. ISOMÉTRICA = igualdade na medida dos versos de um poema.
Na remansosa paz da rústica fazenda,
à luz quente do sol e à fria luz do luar;
vive, como a expiar uma culpa tremenda,
o engenho de madeira a gemer e a chorar.
2. HETEROMÉTRICA = diferença na medida dos
versos.
Eu nasci além dos mares (7)
Os meus lares (3)
Meus amores ficam lá (7)
-Onde canta nos retiros (7)
Seus suspiros, (3)
Correspondência de sons num poema
que, não sendo indispensável,
contribui para o ritmo e a
expressividade do texto.
Os versos que rimam chamam-se
versos rimados.
Os versos que não rimam chamam-se
versos soltos ou brancos.
RIMA
Noções de versificação
CLASSIFICAÇÃO TIPO DE RIMAS
Posição
internas
externas
cruzadas
emparelhadas
interpoladas
misturadas
agudas
graves
esdrúxulas
Fonética
Consoantes ou
perfeitas
Toantes
Imperfeitas
Valor
pobres
ricas
raras
preciosas"
Classificação
das rimas
"Veja mais sobre "O que é rima?" em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/portugues/o-que-e-rima.htm
Noções de versificação
Grande é a poesia, a bondade e as danças… a
Mas o melhor do mundo são as crianças, a
Flores, música, o luar, e o sol, que peca b
Só quando, em vez de criar, seca. b
Rima interpolada
os versos que rimam estão
separados por dois ou mais
versos que terminam de
forma diferente
Rima emparelhada
os versos rimam dois
a dois
Ela ia, tranquila pastorinha a
Pela estrada da minha imperfeição. b
Segui-a, como um gesto de perdão, b
O seu rebanho, a saudade minha… a
FERNANDO PESSOA, Liberdade e outros poemas ortónimos, Lisboa, Ática, 2009, pp. 25, 45 e 49
Noções de versificação
A rima tem designações diferentes, consoante:
• o esquema das suas combinações — esquema rimático
O poeta é um fingidor. a
Finge tão completamente b
Que chega a fingir que é dor a
A dor que deveras sente. b
Rima cruzada (ou entrecruzadas)
os versos rimam alternadamente
As rimas internas ocorrem entre palavras no final de um
verso e no interior de outro.
Penumbra voluptuosa, igual à que abre a esfera
À espera do arrebol;
Ou à que ensombra os ares
Se aos mares baixa o sol;
(Canção 5ª: aventura meridiana, de Ovídio.)
Noções de versificação
• a classe das palavras que rimam
Rima pobre: as palavras que rimam pertencem à mesma classe
gramatical - peca (verbo)/seca (verbo);
Rima rica: as palavras que rimam pertencem a classes gramaticais
diferentes – completamente (advérbio)/sente (verbo).
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca;
Finge tão completamente
A dor que deveras sente.
A rima tem designações diferentes, consoante:
Noções de versificação
MIGUEL TORGA, Poesia Completa, Lisboa, D. Quixote, 2000, pp. 296 e 363
RIMA TOANTE: RIMAM APENAS AS
VOGAIS TÓNICAS, E POR VEZES AS
ÁTONAS, EXCLUINDO-SE AS
CONSOANTES (MELODIA/POESIA);
RIMA CONSOANTE: HÁ
CORRESPONDÊNCIA
COMPLETA DOS SONS A
PARTIR DA VOGAL TÓNICA
(FUTURO/DURO).
A rima tem designações diferentes, consoante:
• os sons que rimam
UMA LEVE E GRATUITA MELODIA,
JUNTO O MEU CANTO DE HOMEM NATURAL
AO GRANDE CORO DESSA POESIA.
A SEARA DO FUTURO,
SEM SABER SE O CHÃO E DURO
 FORMAS FIXAS:
Haicai = 3 versos / natureza e vida conjugados / Estrutura métrica: 5- 7-5
Um sereno lento
algumas recordações
molham minha face
(Marins)
Uma folha morta.
Um galho no céu, grisalho.
Fecho a minha porta.
(Guilherme de Almeida)
16
FORMAS DO GÊNERO LÍRICO
Soneto: forma fixa mais conhecida
do Gênero Lírico.
• estrutura do texto:
 texto começa com uma introdução,
que apresenta o tema, seguida do
desenvolvimento das ideias e termina
com uma conclusão, no último terceto
(chave de ouro)
 Soneto petrarquiano ou regular:
catorze versos distribuídos em dois
quartetos e dois tercetos. É o mais
utilizado.
 Soneto inglês: catorze versos
distribuídos em três quartetos e um
dístico. Foi criado por Willian
Shakespeare (1564-1616).
 Versos decassílabos ou versos
alexandrinos (12 sílabas)
SONETO DE FIDELIDADE
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
VINICIUS DE MORAIS
Exemplos.: “Cântico dos Cânticos” (Bíblia).
Outro exemplo:
S
H
E
EPITHALAMIUM - II
•
Elegia = lamento / pranto / tristeza / sentimento
doloroso e fúnebre / morte.
Epitalâmio = Canto ou poema nupcial.
• epitalamio significa ( canto ou ) poema nupcial
• homem e mulher, num ambiente de núpcias é
um confronto da natureza, em que um ao outro
domina, sem dominar. Veja que o S, da
serpente, contém os dois pronomes, o homem e
a mulher, numa quase simbiose por conta da
imagem sibilina inserida no contexto.
• como o título faz parte do todo, a
compreensão do pensamento do autor fica
facilitada. Há aí uma forma de materialização da
consciência do autor e da visão que ele tem do
mundo e das coisas a ele atinentes.
Sátira = criticar / debochar / ironizar / ridicularizar vícios de
pessoas e de épocas. Ex.: Gregório de Matos
Ode = texto longo de homenagem para ser entoado. Ex.:
“Ode Triunfal” – Fernando Pessoa
Acróstico = as letras iniciais de cada verso formam na leitura vertical
o nome de alguma pessoa ou coisa.
23
- textos para encenação (Palco);
- diálogos;
- dirige-se ao público;
- não há narrador.
- do grego drân:
agir
33
GÊNERO DRAMÁTICO
Tragédia = representação de um sofrimento: catarse / clima
punitivo / purificação / transgressão da ordem social ou familiar.
Grécia: Ésquilo (Prometeu Acorrentado), Sófocles (Édipo Rei,
Antigona), Eurípedes (Medeia) / Shakespeare...
Farsa = peças curtas / crítica à sociedade e seus costumes /
burlesco / tom caricatural. Ex.: “A Farsa de Inês Pereira” – Gil
Vicente.
34
FORMAS DO GÊNERO DRAMÁTICO
-Comédia = aborda fatos do cotidiano / temas alegres, leves /
ironia / riso / crítica de costumes. Grécia: Aristófanes (As Nuvens,
As Aves) / “O Juiz de Paz na roça” (Martins Pena). /
“Comédias da vida privada” (Luís F. Veríssimo);
-Tragicomédia = mistura do real com o imaginário / a dor e o riso.
Ex.: “Beijo no asfalto”; “Vestido de Noiva”; “Toda nudez será
castigada” – Nélson Rodrigues.
35
AUTO = CRÍTICA MORALIZANTE /
religiosidade / alegorias.
- Ex.: “Auto da Barca do inferno” – Gil Vicente
- Ex.: “Auto da Compadecida” –
Ariano Suassuna
Ex.: “Auto do Lampião no Além” –
Gomes Campos
36
Todo o Mundo: Eu hei nome Todo
o Mundo e meu tempo todo inteiro
sempre é buscar dinheiro e
sempre nisto me fundo.
Ninguém: E eu hei nome
Ninguém, e busco a consciência.
DIÁLOGO DO AUTO DA LUSITÂNIA
Berzabu: esta é boa experiência:
Dinato, escreve isto bem.
Dinato: Que escreverei
companheiro?
Berzabu: Que Ninguém busca
consciência, e Todo o Mundo
dinheiro.
Gil Vicente

GENEROS LITERÁRIOS--CARACTERÍSTICAS.pptx

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    Análise literária –Ocupa-se da análise de forma e conteúdo da obra literária, interagindo com outras disciplinas, como a Sociologia, a Psicanálise, a Filosofia, a Psicologia. É um instrumento de compreensão e interpretação do texto literário.
  • 4.
    Crítica literária –Apoiada na análise, a Crítica emite juízo de valor estético. Muito cuidado, porque a Literatura é dinâmica e seus valores se modificam com o tempo. Também é usada com a finalidade de atender posturas ideológicas, para orientar/manipular o público leitor. 3
  • 5.
    História da Literatura– O mais popular dos estudos literários, cuja finalidade maior é divulgar a literatura, associando-a aos fatos históricos e aos movimentos artisticos. Serve-se da Crítica Literária – para estabelecer os parâmetros históricos de um determinado período. 4
  • 6.
    ocorreram exclusivamente na Literatura PORTUGUESA protoliteratura BRASIL-ERA COLONIAL: LiteraturaPORTUGUESA ditando a temática da Literatura BRASILEIRA PERIODIZAÇÃO DE TODOS OS ESTILOS DE ÉPOCA DA LITERATURA BRASILEIRA E PORTUGUESA BRASIL – ERA NACIONAL
  • 7.
    Teoria da Literatura– Tem como finalidade mostrar como o fenômeno literário ocorre, porque ocorre e quais suas perspectivas. É a matéria que estuda, sistematiza e explica a literatura. 5
  • 8.
  • 9.
    LEITOR + TEXTO= LEITURA Pensar Conhecer Interpretar Compreender Ler 9
  • 10.
    LER – oato em si, de que qualquer pessoa alfabetizada, por definição, é capaz. COMPREENDER – perceber, apreender intelectualmente o que se leu. INTERPRETAR – dar um sentido, um significado, ao que foi lido. 10
  • 11.
    CONHECER – TOMARPARA SI O SENTIDO ENCONTRADO, AGREGANDO EXPERIÊNCIA E CONHECIMENTO AO SEU ACERVO CULTURAL. 11 PENSAR – REFLETIR SOBRE A LEITURA, PRODUZINDO CONHECIMENTO.
  • 12.
    GÊNEROS LITERÁRIOS LÍRICO =sentimentos / emoções / poesia em geral; NARRATIVO = técnica da narração / Objetividade; DRAMÁTICO = textos de encenação / diálogos. 15
  • 13.
    Há uma históriapara ser narrada, contada. Técnica da narração / Objetividade Onisciente/Observador/narrador-Personagem Discurso direto, indireto e indireto livre (simultâneo)  Epopeias / Romances / Contos / Novelas / Fábulas / parábolas . . . 24 GÊNERO ÉPICO (OU NARRATIVO)
  • 14.
     Personagem: serescriados pelo autor com características físicas e psicológicas determinadas. 25 - Plano: número pequeno de atributos são identificados que facilmente pelo leitor; são dois tipos: tipo e caricatural. Ex.: Fabiano (Vidas Secas); Luíza (O primo Basílio). psicológicas, sociais, ideológicas e morais. Ex.: Capitu - Redondo ou Esférico: características que podem ser: físicas, (Dom Casmurro); Aurélia Camargo (Senhora).
  • 15.
    Espaço: o momentoe o local em que os fatores são narrados e onde se desenrolam. Ex.: O CORTIÇO Tempo: cronológico (fatos em ordem natural) e psicológico (ordem determinada pelo desejo ou pela imaginação do narrador ou dos personagens / enredo não-linear / utiliza-se o flashback). 26
  • 16.
    Clássica = versos– Ilíada / Odisseia / Os Lusíadas. . . Moderna = prosa – O Guarani / Iracema / Grande sertão: veredas. . . EPOPEIA Clássica – longa narrativa de caráter heroico, moralista, grandioso e histórico; constituída de 5 partes: proposição / invocação / dedicatória / narração / epílogo. As armas e os barões assinalados, Que da ocidental praia Lusitana, Por mares nunca de antes navegados, Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados, Mais do que prometia a força humana, 27 FORMAS DO GÊNERO ÉPICO
  • 17.
    ROMANCE = PREDOMINÂNCIADE UMA HISTÓRIA DE VIDA DENSA / COMPLEXA / NÚCLEOS SIMULTÂNEOS OBSERVAÇÃO E ANÁLISE VEROSSÍMIL OU INVEROSSÍMIL 1 30 3 4 2
  • 18.
    NOVELA = PREDOMÍNIODO EVENTO VEROSSÍMIL / LINEAR / UM OU MAIS DE UM NÚCLEO NARRATIVO. 1 2 3 Conto = breve / ação única / concentração textual. 1 Crônica = predomina a denotação / tom coloquial e breve; recriação do cotidiano por meio da fantasia. Rubem Braga / Cineas Santos / Rogério Newton... 31
  • 19.
    APÓLOGO 32 = lição demoral através de seres inanimados (objetos) como personagens. FÁBULA = tom didático e moralizante / animais como personagens / caráter inverossímil e alegórico. Grécia: Fedro e Esopo. França: La Fontaine. Brasil: Monteiro Lobato.
  • 20.
    16 GÊNERO LÍRICO • “lyricu”,o nome faz referência ao instrumento musical de corda (lira) que os rapsodos (nome dado as pessoas que tocavam lira) tocavam enquanto declamavam poemas • apresenta métricia, ritmo e melodia • mundo interior : foca na subjetividade da voz poética. Isto é, dos sentimentos mais íntimos de quem narra a poesia, (o eu lírico)
  • 21.
    Versos = sucessãode sílabas que formam uma unidade rítmica e melódica. Metrificação = métrica é medida de um verso, que é definida pelo número de sílabas poéticas. Para determinar-se a medida, divide-se o verso em sílabas poéticas (escansão). A contagem das sílabas deve ser feita até a última sílaba tônica; duas ou mais vogais, átonas entre uma palavra e outra se fundem (elipse). De/ tu/do ao/ meu/ a/mor/ se/rei/ a/ten/to (10 sílabas) An/tes/, e/ com/ tal/ ze/lo, e/ sem/pre, e/ tan/to (10 sílabas) 1 sílaba – Monossílabo 2 sílabas – Dissílabo 3 sílabas – Trissílabo 4 sílabas – Tetrassílabo 5 sílabas – Pentassílabo ou Redondilha Menor 6 sílabas – Hexassílabo 7 sílabas – Heptassílabo ou Redondilha Maior 18 8 sílabas – Octossílabo 9 sílabas – Eneassílabo 10 sílabas – Decassílabo 11 sílabas – Hendecassílabo 12 sílabas – Dodecassílabo 13 ou mais sílabas – Bárbaro
  • 22.
    METRIFICAÇÃO – EXEMPLOS Dodecassílabo:12 sílabas Ins | pi | ra | do^a | pen | sar | em | teu | per | fil | di | vi | (no) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Decassílabo: 10 sílabas (muito comum em sonetos) Não | tens | que | ças | da | que | lea | mor | ar | den | (te) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Eneassílabo: 9 sílabas Nos | sos | pais | con | du | zis | te^à | vi | tó | (ria) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Redondilha maior ou heptassílabo: 7 sílabas Se | nho | ra, | par | tem | tão | tris | (tes) 1 2 3 4 5 6 7 Redondilha menor: 5 sílabas Tan | tos | gri | tos | rou | (cos) 1 2 3 4 5
  • 23.
    ESTROFE = umverso ou grupos de versos em que os poetas dividem seus textos. O número de versos agrupados em cada estrofe pode variar e são chamados: 1 verso – monóstico; 2 versos = dístico; 3 versos = terceto; 4 versos = quarteto ou quadra 5 versos = quintilha 18 6 versos = sextilha 7 versos = septilha 8 versos = oitava 9 versos = nona 10 versos = décima mais de dez versos: estrofe irregular
  • 24.
    A ESTROFE QUANTOÀ MÉTRICA: 19 1. ISOMÉTRICA = igualdade na medida dos versos de um poema. Na remansosa paz da rústica fazenda, à luz quente do sol e à fria luz do luar; vive, como a expiar uma culpa tremenda, o engenho de madeira a gemer e a chorar. 2. HETEROMÉTRICA = diferença na medida dos versos. Eu nasci além dos mares (7) Os meus lares (3) Meus amores ficam lá (7) -Onde canta nos retiros (7) Seus suspiros, (3)
  • 25.
    Correspondência de sonsnum poema que, não sendo indispensável, contribui para o ritmo e a expressividade do texto. Os versos que rimam chamam-se versos rimados. Os versos que não rimam chamam-se versos soltos ou brancos. RIMA Noções de versificação
  • 26.
    CLASSIFICAÇÃO TIPO DERIMAS Posição internas externas cruzadas emparelhadas interpoladas misturadas agudas graves esdrúxulas Fonética Consoantes ou perfeitas Toantes Imperfeitas Valor pobres ricas raras preciosas" Classificação das rimas "Veja mais sobre "O que é rima?" em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/portugues/o-que-e-rima.htm
  • 27.
    Noções de versificação Grandeé a poesia, a bondade e as danças… a Mas o melhor do mundo são as crianças, a Flores, música, o luar, e o sol, que peca b Só quando, em vez de criar, seca. b Rima interpolada os versos que rimam estão separados por dois ou mais versos que terminam de forma diferente Rima emparelhada os versos rimam dois a dois Ela ia, tranquila pastorinha a Pela estrada da minha imperfeição. b Segui-a, como um gesto de perdão, b O seu rebanho, a saudade minha… a FERNANDO PESSOA, Liberdade e outros poemas ortónimos, Lisboa, Ática, 2009, pp. 25, 45 e 49
  • 28.
    Noções de versificação Arima tem designações diferentes, consoante: • o esquema das suas combinações — esquema rimático O poeta é um fingidor. a Finge tão completamente b Que chega a fingir que é dor a A dor que deveras sente. b Rima cruzada (ou entrecruzadas) os versos rimam alternadamente
  • 29.
    As rimas internasocorrem entre palavras no final de um verso e no interior de outro. Penumbra voluptuosa, igual à que abre a esfera À espera do arrebol; Ou à que ensombra os ares Se aos mares baixa o sol; (Canção 5ª: aventura meridiana, de Ovídio.)
  • 30.
    Noções de versificação •a classe das palavras que rimam Rima pobre: as palavras que rimam pertencem à mesma classe gramatical - peca (verbo)/seca (verbo); Rima rica: as palavras que rimam pertencem a classes gramaticais diferentes – completamente (advérbio)/sente (verbo). Flores, música, o luar, e o sol, que peca Só quando, em vez de criar, seca; Finge tão completamente A dor que deveras sente. A rima tem designações diferentes, consoante:
  • 31.
    Noções de versificação MIGUELTORGA, Poesia Completa, Lisboa, D. Quixote, 2000, pp. 296 e 363 RIMA TOANTE: RIMAM APENAS AS VOGAIS TÓNICAS, E POR VEZES AS ÁTONAS, EXCLUINDO-SE AS CONSOANTES (MELODIA/POESIA); RIMA CONSOANTE: HÁ CORRESPONDÊNCIA COMPLETA DOS SONS A PARTIR DA VOGAL TÓNICA (FUTURO/DURO). A rima tem designações diferentes, consoante: • os sons que rimam UMA LEVE E GRATUITA MELODIA, JUNTO O MEU CANTO DE HOMEM NATURAL AO GRANDE CORO DESSA POESIA. A SEARA DO FUTURO, SEM SABER SE O CHÃO E DURO
  • 32.
     FORMAS FIXAS: Haicai= 3 versos / natureza e vida conjugados / Estrutura métrica: 5- 7-5 Um sereno lento algumas recordações molham minha face (Marins) Uma folha morta. Um galho no céu, grisalho. Fecho a minha porta. (Guilherme de Almeida) 16 FORMAS DO GÊNERO LÍRICO
  • 33.
    Soneto: forma fixamais conhecida do Gênero Lírico. • estrutura do texto:  texto começa com uma introdução, que apresenta o tema, seguida do desenvolvimento das ideias e termina com uma conclusão, no último terceto (chave de ouro)  Soneto petrarquiano ou regular: catorze versos distribuídos em dois quartetos e dois tercetos. É o mais utilizado.  Soneto inglês: catorze versos distribuídos em três quartetos e um dístico. Foi criado por Willian Shakespeare (1564-1616).  Versos decassílabos ou versos alexandrinos (12 sílabas) SONETO DE FIDELIDADE De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento. E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. VINICIUS DE MORAIS
  • 34.
    Exemplos.: “Cântico dosCânticos” (Bíblia). Outro exemplo: S H E EPITHALAMIUM - II • Elegia = lamento / pranto / tristeza / sentimento doloroso e fúnebre / morte. Epitalâmio = Canto ou poema nupcial.
  • 35.
    • epitalamio significa( canto ou ) poema nupcial • homem e mulher, num ambiente de núpcias é um confronto da natureza, em que um ao outro domina, sem dominar. Veja que o S, da serpente, contém os dois pronomes, o homem e a mulher, numa quase simbiose por conta da imagem sibilina inserida no contexto. • como o título faz parte do todo, a compreensão do pensamento do autor fica facilitada. Há aí uma forma de materialização da consciência do autor e da visão que ele tem do mundo e das coisas a ele atinentes.
  • 36.
    Sátira = criticar/ debochar / ironizar / ridicularizar vícios de pessoas e de épocas. Ex.: Gregório de Matos Ode = texto longo de homenagem para ser entoado. Ex.: “Ode Triunfal” – Fernando Pessoa Acróstico = as letras iniciais de cada verso formam na leitura vertical o nome de alguma pessoa ou coisa. 23
  • 37.
    - textos paraencenação (Palco); - diálogos; - dirige-se ao público; - não há narrador. - do grego drân: agir 33 GÊNERO DRAMÁTICO
  • 38.
    Tragédia = representaçãode um sofrimento: catarse / clima punitivo / purificação / transgressão da ordem social ou familiar. Grécia: Ésquilo (Prometeu Acorrentado), Sófocles (Édipo Rei, Antigona), Eurípedes (Medeia) / Shakespeare... Farsa = peças curtas / crítica à sociedade e seus costumes / burlesco / tom caricatural. Ex.: “A Farsa de Inês Pereira” – Gil Vicente. 34 FORMAS DO GÊNERO DRAMÁTICO
  • 39.
    -Comédia = abordafatos do cotidiano / temas alegres, leves / ironia / riso / crítica de costumes. Grécia: Aristófanes (As Nuvens, As Aves) / “O Juiz de Paz na roça” (Martins Pena). / “Comédias da vida privada” (Luís F. Veríssimo); -Tragicomédia = mistura do real com o imaginário / a dor e o riso. Ex.: “Beijo no asfalto”; “Vestido de Noiva”; “Toda nudez será castigada” – Nélson Rodrigues. 35
  • 40.
    AUTO = CRÍTICAMORALIZANTE / religiosidade / alegorias. - Ex.: “Auto da Barca do inferno” – Gil Vicente - Ex.: “Auto da Compadecida” – Ariano Suassuna Ex.: “Auto do Lampião no Além” – Gomes Campos 36
  • 41.
    Todo o Mundo:Eu hei nome Todo o Mundo e meu tempo todo inteiro sempre é buscar dinheiro e sempre nisto me fundo. Ninguém: E eu hei nome Ninguém, e busco a consciência. DIÁLOGO DO AUTO DA LUSITÂNIA Berzabu: esta é boa experiência: Dinato, escreve isto bem. Dinato: Que escreverei companheiro? Berzabu: Que Ninguém busca consciência, e Todo o Mundo dinheiro. Gil Vicente