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Uma análise
econômica da
Terceirização
Igor Morais
Presidente
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 O problema da terceirização
 Conceito econômico
 O que dizem os números?
 Quais são as críticas?
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 O problema da terceirização
 Conceito econômico
 O que dizem os números?
 Quais são as críticas?
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O problema do conceito econômico
 O que diz a teoria econômica
 Coase(1937) – The Nature of the Firm
Decisão da
firma
Fazer dentro:
“make”
Fazer fora:
“buy”
Custos de transação
Porque nem tudo é
feito dentro da
firma?
Sempre que há redução
de custos de transação,
a decisão é fazer na
firma.
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O problema do conceito econômico
 O que diz a teoria econômica
 Coase(1937) – The Nature of the Firm
Decisão da
firma
Fazer dentro:
“make”
Fazer fora:
“buy”
Custos de transação
 Marketing e finanças: a empresa vai fazer isso dentro ou fora?
 Planos de investimento: isso é make or buy?
 Desenvolvimento de um produto: isso é make or buy?
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O problema do conceito econômico
 Franquia: a solução para monitorar os gerentes.
 Gerente: monitora os funcionários.
 Gerente na cidade 1 não monitora gerente na cidade 2
 Franquia: subcontratação de gestão de lojas.
Algumas franquias de R$ 500 mil a R$ 2 milhões
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O problema do conceito econômico
Atividade meio = ...acessória da principal ou não
integra sua finalidade social e econômica.
Contratar um
trabalhador para instalar
o cabo na casa do
cliente, é atividade fim
ou meio?
Colher os grãos, é
atividade fim ou
meio?
Empresas de telefonia
alugam a antena. Isso é
atividade fim ou meio?
Qual é a atividade-fim
da VALE: é produzir
minério ou é produzir
minério entregue na
China?
Qual é a atividade-fim
das cervejarias?
Produzir cerveja, ou
produzir e vender
cerveja em bares?
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Além disso...
 Embora haja uma lei que contemple a terceirização, não há:
 Setor classificado como “terceirizado”
 Uma CBO “trabalhador terceirizado”
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Além disso...
 Embora haja uma lei que contemple a terceirização, não há:
 Setor classificado como “terceirizado”
 Uma CBO “trabalhador terceirizado”
Fonte: CNI/Sondagem Especial – Julho de 2014
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Além disso...
 Embora haja uma lei que contemple a terceirização, não há:
 Setor classificado como “terceirizado”
 Uma CBO “trabalhador terceirizado”
Fonte: CNI/Sondagem Especial – Julho de 2014
Conceito de terceirização aqui utilizado:
CNAE x CBO = todos os trabalhadores que foram
registrados em CBO de prestação de serviço
específica e que atuavam na CNAE do setor de
serviço específico*.
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CBO 5173
Vigilantes e guardas
de segurança
CNAE 24
Setor de Metalurgia
(ex. Gerdau)
Não é terceirizado Terceirizado
CNAE 80
Atividades de
vigilância
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 O problema da terceirização
 Conceito econômico
 O que dizem os números?
 Quais são as críticas?
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O que dizem os números?
Terceirizado Não Terceirizado
Total de trabalhadores 2,152 milhões 4,773 milhões
Fonte: RAIS/2013. Sondagem/CNI.
CNAE x CBO
582 mil vigilantes e guardas
(=70% terceirizado)
387 mil porteiros e
vigias (42%)
295 mil operadores de
telemarketing (67%)
215 mil em manutenção
de edifícios (13%)
192 mil fiscais e cobradores
de transporte público (90%)
120 mil analistas de sist.
Computacionais (45%)
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36%
46%
25%
23%
26%
28%
29%
32%
33%
De 1 a 4
De 5 a 9
De 10 a 19
De 20 a 49
De 50 a 99
De 100 a 249
De 250 a 499
De 500 a 999
1000 ou Mais
O que dizem os números?
Percentual de terceirizados por
porte de empresa
 A terceirização é mais comum nas empresas
de porte pequeno:
 1-4 empregados (36% são terceirizados)
 5-9 empregados (46% são terceirizados)
214 mil pessoas
124 mil pessoas
16% dos terceirizados
776 mil pessoas
305 mil vigilantes e
guardas de segurança
238 mil operadores de
telemarketing
Praticamente
apenas 2
profissões
137 mil porteiros e
guardas; 70 mil atuam
em manutenção de
edificações
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O que dizem os números?
Terceirizado Não Terceirizado
Total de trabalhadores 2,152 milhões 4,773 milhões
Fonte: RAIS/2013. Sondagem/CNI.
CNAE x CBO
1,38 milhão em manutenção de
edificações (87% não-terceirizado)
864 mil em conservação de
edifícios (93%)
191 mil manutenção de máq.
Industriais (91%)
538 mil porteiros, guardas
e vigias (58%)
153 mil montadores de equip.
eletroeletrônico (96%)
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O que dizem os números?
Terceirizado Não Terceirizado
Total de trabalhadores 2,152 milhões 4,773 milhões
Fonte: RAIS/2013. Sondagem/CNI.
CNAE x CBO
 Mesmo podendo terceirizar
determinados serviços, podemos ver
que as empresas não o fazem!
 70% das CBO’s não são terceirizadas
 Insegurança jurídica?
 Custos maiores com terceirização?
 Qualidade do produto é melhor não
terceirizando?
 Ganha em competitividade
mantendo o trabalhador?
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O que dizem os números?
Terceirizado Não Terceirizado
Total de trabalhadores 2,152 milhões 4,773 milhões
Fonte: RAIS/2013. Sondagem/CNI.
CNAE x CBO
 E porque as empresas terceirizam?
 Reduzir custos trabalhistas?
 Então a lei está resultando em
distorções.
 = a não terceirizar por
insegurança jurídica.
 Nesse sentido, a lei pode ajudar.
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O que dizem os números?
Fonte: Sondagem/CNI.
85% assinalam
redução de
custo
88% das
empresas
acham que
ganham tempo
74% dizem ter
acesso a novas
tecnologias
83% apontam
qualidade do
serviço
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O que dizem os números?
Terceirizado Não Terceirizado
Total de trabalhadores 2,152 milhões 4,773 milhões
Fonte: RAIS/2013. Sondagem/CNI.
CNAE x CBO
Pesquisa na área médica (87%)
Técnicos de transp. Metro (82%)
Pesquisa Ciências Sociais e humanas (75%)
Camareiros, roupeiros e afins (72%)
Montadores de máquinas pesadas e agrícolas (84%)
Montadores de máquinas industriais (83%)
Supervisão da montagem metalmecânica (82%)
Montadores de aparelhos de linhas de montagem (79%)
Algumas atividades
são específicas nas
capitais
 58% dos trabalhadores terceirizados estão nas capitais
Boa parte da
terceirização no
interior tem relação
com a indústria
 42% dos trabalhadores terceirizados estão no interior
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O que dizem os números?
Terceirizado Não Terceirizado
Total de trabalhadores 2,152 milhões 4,773 milhões
Fonte: RAIS/2013. Sondagem/CNI.
CNAE x CBO
Idade Média 36 anos 39 anos
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38
38
38
38
38
38
39
39
40
De 1 a 4
De 5 a 9
De 10 a 19
De 20 a 49
De 50 a 99
De 100 a 249
De 250 a 499
De 500 a 999
1000 ou Mais
42
41
38
36
36
36
36
37
34
De 1 a 4
De 5 a 9
De 10 a 19
De 20 a 49
De 50 a 99
De 100 a 249
De 250 a 499
De 500 a 999
1000 ou Mais
O que dizem os números?
Idade Média (anos) versus Porte da Empresa (empregados)
 Há uma maior diferença de média de idade de acordo com o porte das empresas
 A média de idade dos terceirizados é maior nas empresas de porte pequeno
 Pode ser que, se não fosse a terceirização, essas pessoas mais velhas não
teriam emprego
 População brasileira está envelhecendo....
Terceirizados Não Terceirizados
+3 anos
+4 anos
Fonte: RAIS/2013.
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O que dizem os números?
Terceirizado Não Terceirizado
Total de trabalhadores 2,152 milhões 4,773 milhões
Fonte: RAIS/2013. Sondagem/CNI.
CNAE x CBO
Idade Média 36 anos 39 anos
Sexo Homens (73%) Homens (60%)
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O que dizem os números?
Sexo x Porte da Empresa (empregados)
Terceirizados
(part. % das mulheres no emprego)
Camareiros, roupeiros e afins (91%)
Pesquisa na área médica (80%)
Operadores de Telemarketing (76%)
Pesquisa Ciências Sociais e humanas (65%)
Montadores de máquinas pesadas e agrícolas (1%)
Montadores de máquinas industriais (1%)
Montadores de motores e bobinas (1%)
Montadores de ventilação e refrigeração (1%)
Mecânicos de man. de máq. pesadas e agrícolas (1%)
No total, 27% dos terceirizados
são mulheres
Algumas atividades há maior participação
das mulheres
Fonte: RAIS/2013.
23%
14%
18%
23%
24%
23%
24%
25%
37%
De 1 a 4
De 5 a 9
De 10 a 19
De 20 a 49
De 50 a 99
De 100 a 249
De 250 a 499
De 500 a 999
1000 ou Mais
Pouca presença em atividades industriais
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O que dizem os números?
Terceirizado Não Terceirizado
Total de trabalhadores 2,152 milhões 4,773 milhões
Fonte: RAIS/2013. Sondagem/CNI.
CNAE x CBO
Idade Média 36 anos 39 anos
Sexo Homens (73%) Homens (60%)
Tempo no emprego (média) 43 meses 63 meses
 É possível notar que há um tempo
médio de emprego maior dentre
aqueles que não foram terceirizados.
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76,1
72,1
50,3
37,8
32,8
34,6
39,1
43,3
35,4
De 1 a 4
De 5 a 9
De 10 a 19
De 20 a 49
De 50 a 99
De 100 a 249
De 250 a 499
De 500 a 999
1000 ou Mais
36,0
36,0
36,2
37,8
40,4
48,7
65,1
72,2
88,5
De 1 a 4
De 5 a 9
De 10 a 19
De 20 a 49
De 50 a 99
De 100 a 249
De 250 a 499
De 500 a 999
1000 ou Mais
O que dizem os números?
Tempo no Emprego (anos) x Porte da Empresa (empregados)
Terceirizados Não Terceirizados
 Os trabalhadores terceirizados que estão nas pequenas empresas ficam,
em média, o dobro de meses empregados.
 Isso é bom para a economia. O trabalhador ultrapassa tempos de
crise empregado.
Fonte: RAIS/2013.
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 O problema da terceirização
 Conceito econômico
 O que dizem os números?
 Quais são as críticas?
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Quais são as críticas?
Terceirizado ganha menos1
 Salárío médio por grupo
 Terceirizado: R$ 1.667
 Não terceirizado: R$ 1.769
Maiores diferenças salariais
(terceirizado e não terceirizado)
 Há muita assimetria na distribuição
dos salários
 Terceirizados
 Maior: Diretor de P&D R$ 20 mil
 Menor: Operador de
telemarketing R$ 860
 Há muita diferença entre algumas
funções de terceirizados e não
terceirizados
Fonte: RAIS/2013.
Diretores de serviços de informática 5.267R$
Diretor de P&D 3.641R$
Mec. De manut. Aeronáutica 2.254R$
Pesquisador em Biologia 2.096R$
Pesquisador em Agricultura 2.044R$
Técnico em transporte metroviário 1.681R$
Diretor de manutenção 1.528R$
Diferença média 102-R$
Técnico de apoio em P&D 1.075-R$
Técnico de montagem de máquinas 1.137-R$
Técnico em reparação de instrumentos de precisão 1.148-R$
Analistas de sistemas computacionais 1.352-R$
Gerente de P&D 1.456-R$
Serv. De montagem metalmecânica 1.916-R$
Engenheiro de computação 1.984-R$
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Quais são as críticas?
Terceirizado ganha menos
Salário de
todos os
terceirizados
Salário de
todos os Não
terceirizados
Média (T) Média (NT)
Calcula a diferença
Como é normalmente
feita essa conta
Essa metodologia
está errada
Precisamos levar em conta
algumas diferenças
• Características do trabalhador
e setor de atuação:
• Anos de estudo
• Idade
• Profissão
• Sexo
• Setor onde trabalha
• Outras variáveis de controle:
• Dias afastado do emprego
• Tempo no emprego
• Horas contratadas
• Porte da empresa
1
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Quais são as críticas?
Terceirizado ganha menos
 Banco de Dados
 RAIS
 Região Sul
 2008-2009
 Painel – acompanha o
trabalhador
 Amostra: 432.838
trabalhadores
 Setores:
 Montagem
 Segurança
 Logística
 TI
 Limpeza
 P&D
 Telemarketing
 Não significante
 Do ponto de vista estatístico, não é possível afirmar
que existe diferença de salários entre T e NT
 Em montagem, logística, P&D e telemarketing os
salários são estatisticamente iguais.
 Onde há diferença de salário
 Segurança: os terceiros ganham, em média, 3,8% a
mais
TI: os terceiros ganham, em média, 5,7% a mais
Limpeza: os terceiros ganham, em média, 3,7% a
menos.
1
Ocupação
Diferencial de
Salário
Significância
Montagem 0.2% Não Significante
Segurança 3.8% Significante a 1%
Logística -1.9% Não Significante
TI 5.7% Significante a 1%
Limpeza -3.7% Significante a 1%
PeD 45.4% Não Significante
Telemarketing 2.2% Não Significante
Segurança 0.2% Não Significante
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Quais são as críticas?
Terceirizado tem mais acidente de trabalho2
Como deve ser feita
essa conta
CNAE dos
terceirizados
CBO que
trabalha
nessas
CNAE’s
Acidente de
trabalho
nessa CBO
Não há essa
informação
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Quais são as críticas?
Terceirizado tem mais acidente de trabalho
Como pode ser feita
essa conta
CNAE dos
terceirizados
Acidente de
trabalho
nessa CNAE
Note que estamos
superestimando...
Acidente de
trabalho
nessa CBO
Essa informação
existe
X
2
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Quais são as críticas?
Terceirizado tem mais acidente de trabalho
Acidentes de Trabalho CAT - Registrados
2011 2012 2013
543.889
50.613
Total CNAE
546.222
52.244
Total CNAE
559.081
54.118
Total CNAE
9,3% 9,6% 9,7%
Fonte: DATAPREV, CAT, SUB.
2
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Quais são as críticas?
Terceirizado é precarizado = sem direitos3
INSS FGTS
Previdência
Privada
Benefícios
Telecomunicações 9.198R$ 3.240R$ 670R$ 9.893R$
Tecnologia da informação 5.421R$ 3.010R$ 603R$ 6.279R$
Serviços
audiovisuais 8.277R$ 2.924R$ 380R$ 5.159R$
técnicos-profissionais 4.789R$ 1.724R$ 182R$ 3.483R$
Seleção, agenciamento e locação de mão-de-obra 3.131R$ 1.124R$ 50R$ 2.252R$
invest., vigilância, segurança, e transporte de valores 4.049R$ 1.374R$ 37R$ 2.914R$
para edificios e atividades paisagisticas 2.421R$ 891R$ 24R$ 2.147R$
de escritório e apoio administrativo 1.335R$ 996R$ 23R$ 2.774R$
Outros serviços prestados às empresas 2.374R$ 1.113R$ 60R$ 2.177R$
Manutenção e reparação
de veículos automotores 417R$ 798R$ 14R$ 523R$
de equipamentos de informática e comunicação 2.219R$ 1.287R$ 87R$ 2.757R$
de objetos pessoais e domésticos 413R$ 675R$ 40R$ 378R$
Transporte
ferroviário e metroviário 11.922R$ 3.729R$ 1.138R$ 10.558R$
rodoviário de passageiros 4.406R$ 1.407R$ 22R$ 2.974R$
rodoviário de cargas 2.999R$ 1.334R$ 60R$ 2.233R$
dutoviário 32.775R$ 11.354R$ 8.890R$ 10.596R$
aquaviário 14.337R$ 4.534R$ 434R$ 10.697R$
aéreo 15.735R$ 4.960R$ 606R$ 10.012R$
Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes 4.996R$ 1.826R$ 381R$ 5.565R$
Correio e outras atividades de entregas 6.489R$ 2.204R$ 1.374R$ 11.100R$
R$ por
trabalhador
(2012)
Fonte: PAS/IBGE
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Quais são as críticas?
Terceirização gera informalidade4
 Suponha que seja verdade
 Isso é culpa da terceirização ou da falta de fiscalização?
 A lei não diz que a contratante é co-responsável?
 A CLT garante a lei, mas não o seu cumprimento.
 De nada adianta estar sob a tutela da CLT se não
tivermos fiscalização.
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 Terceirização e desenvolvimento:
 Gera empobrecimento dos trabalhadores?
 Piora a distribuição de renda?
 Agride o meio ambiente?
 Reduz a qualidade dos serviços e produtos?
Faltam estatísticas para provar tudo isso. Se não há
dados, podemos dizer exatamente o inverso.
Quais são as críticas?
Outras críticas5
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 Sobre o conceito:
 Seria muito importante que a lei fosse mais clara sobre as CNAE x CBO
que são entendidas como terceirização. O conceito “atividade meio” e
“atividade fim” é muito vago. Isso reduziria a insegurança jurídica.
Considerações Finais
 Sobre os números:
 Há muito mais pessoas não terceirizadas nas atividades definidas do que
terceirizadas: o que motiva isso?
 Note que mesmo podendo, as empresas não fazem a terceirização.
 Há diferenças importantes na terceirização no Brasil
 Por idade x porte x tempo no emprego: desafio da população
envelhecendo  precisamos estudar melhor esse fenômeno que
deve resultar em mais atividades de serviço no futuro.
 As atividades CBO de terceirização parecem atingir mais os homens
 Cuidado com as críticas
 Diferencial de salário  não se mostra significativo
 Acidentes  não há estatísticas específicas
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Anexo
CNAE: Foram consideradas as seguintes CNAE’s para fins de setor
de terceirização.
331, 332, 491, 492, 493, 494, 501, 502, 509, 511, 512, 513,
522, 523, 524, 525, 620, 721, 722, 801, 811, 812, 822, 829,
951, 952 e 970.
CBO: Foram consideradas as seguintes CBO’s para fins de setor de
terceirização.
1236, 1237, 1238, 1416, 1425, 1426, 1427, 2030, 2031, 2032,
2033, 2034, 2035, 2122, 2123, 2124, 2526, 3141, 3144, 3171,
3421, 3422, 3423, 3424, 3425, 3426, 3951, 4223, 5103, 5112,
5133, 5142, 5143, 5172, 5173, 5174, 7202, 7251, 7252, 7253,
7254, 7257, 7311, 7312,7313, 7321, 9101, 9111, 9112, 9113,
9131, 9141, 9151, 9153, 9192, 9193, 9501, 9503, 9511 e
9513.
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Fundação de Economia e Estatística
Siegfried Emanuel Heuser
Diretoria
Presidente: Igor Alexandre Clemente de Morais
Diretor Técnico: Martinho Roberto Lazzari
Diretora Administrativa: Nóra Angela Gundlach Kraemer
Rua Duque de Caxias, 1691
Centro Histórico, Porto Alegre
CEP: 90010-283
(51) 3216.9000
Igor Morais
Presidente FEE
Assessoria Econômica
Bruno Breyer Caldas
Guilherme Stein
Mariana Bartels
Rodrigo de Sá
Vanessa Neumann Sulzbach

Uma análise econômica da Terceirização - Igor Morais - Presidente da FEE

  • 1.
  • 2.
    www.fee.rs.gov.br  O problemada terceirização  Conceito econômico  O que dizem os números?  Quais são as críticas?
  • 3.
    www.fee.rs.gov.br  O problemada terceirização  Conceito econômico  O que dizem os números?  Quais são as críticas?
  • 4.
    www.fee.rs.gov.br O problema doconceito econômico  O que diz a teoria econômica  Coase(1937) – The Nature of the Firm Decisão da firma Fazer dentro: “make” Fazer fora: “buy” Custos de transação Porque nem tudo é feito dentro da firma? Sempre que há redução de custos de transação, a decisão é fazer na firma.
  • 5.
    www.fee.rs.gov.br O problema doconceito econômico  O que diz a teoria econômica  Coase(1937) – The Nature of the Firm Decisão da firma Fazer dentro: “make” Fazer fora: “buy” Custos de transação  Marketing e finanças: a empresa vai fazer isso dentro ou fora?  Planos de investimento: isso é make or buy?  Desenvolvimento de um produto: isso é make or buy?
  • 6.
    www.fee.rs.gov.br O problema doconceito econômico  Franquia: a solução para monitorar os gerentes.  Gerente: monitora os funcionários.  Gerente na cidade 1 não monitora gerente na cidade 2  Franquia: subcontratação de gestão de lojas. Algumas franquias de R$ 500 mil a R$ 2 milhões
  • 7.
    www.fee.rs.gov.br O problema doconceito econômico Atividade meio = ...acessória da principal ou não integra sua finalidade social e econômica. Contratar um trabalhador para instalar o cabo na casa do cliente, é atividade fim ou meio? Colher os grãos, é atividade fim ou meio? Empresas de telefonia alugam a antena. Isso é atividade fim ou meio? Qual é a atividade-fim da VALE: é produzir minério ou é produzir minério entregue na China? Qual é a atividade-fim das cervejarias? Produzir cerveja, ou produzir e vender cerveja em bares?
  • 8.
    www.fee.rs.gov.br Além disso...  Emborahaja uma lei que contemple a terceirização, não há:  Setor classificado como “terceirizado”  Uma CBO “trabalhador terceirizado”
  • 9.
  • 10.
  • 11.
  • 12.
    www.fee.rs.gov.br Além disso...  Emborahaja uma lei que contemple a terceirização, não há:  Setor classificado como “terceirizado”  Uma CBO “trabalhador terceirizado” Fonte: CNI/Sondagem Especial – Julho de 2014
  • 13.
    www.fee.rs.gov.br Além disso...  Emborahaja uma lei que contemple a terceirização, não há:  Setor classificado como “terceirizado”  Uma CBO “trabalhador terceirizado” Fonte: CNI/Sondagem Especial – Julho de 2014 Conceito de terceirização aqui utilizado: CNAE x CBO = todos os trabalhadores que foram registrados em CBO de prestação de serviço específica e que atuavam na CNAE do setor de serviço específico*.
  • 14.
    www.fee.rs.gov.br CBO 5173 Vigilantes eguardas de segurança CNAE 24 Setor de Metalurgia (ex. Gerdau) Não é terceirizado Terceirizado CNAE 80 Atividades de vigilância
  • 15.
    www.fee.rs.gov.br  O problemada terceirização  Conceito econômico  O que dizem os números?  Quais são as críticas?
  • 16.
    www.fee.rs.gov.br O que dizemos números? Terceirizado Não Terceirizado Total de trabalhadores 2,152 milhões 4,773 milhões Fonte: RAIS/2013. Sondagem/CNI. CNAE x CBO 582 mil vigilantes e guardas (=70% terceirizado) 387 mil porteiros e vigias (42%) 295 mil operadores de telemarketing (67%) 215 mil em manutenção de edifícios (13%) 192 mil fiscais e cobradores de transporte público (90%) 120 mil analistas de sist. Computacionais (45%)
  • 17.
    www.fee.rs.gov.br 36% 46% 25% 23% 26% 28% 29% 32% 33% De 1 a4 De 5 a 9 De 10 a 19 De 20 a 49 De 50 a 99 De 100 a 249 De 250 a 499 De 500 a 999 1000 ou Mais O que dizem os números? Percentual de terceirizados por porte de empresa  A terceirização é mais comum nas empresas de porte pequeno:  1-4 empregados (36% são terceirizados)  5-9 empregados (46% são terceirizados) 214 mil pessoas 124 mil pessoas 16% dos terceirizados 776 mil pessoas 305 mil vigilantes e guardas de segurança 238 mil operadores de telemarketing Praticamente apenas 2 profissões 137 mil porteiros e guardas; 70 mil atuam em manutenção de edificações
  • 18.
    www.fee.rs.gov.br O que dizemos números? Terceirizado Não Terceirizado Total de trabalhadores 2,152 milhões 4,773 milhões Fonte: RAIS/2013. Sondagem/CNI. CNAE x CBO 1,38 milhão em manutenção de edificações (87% não-terceirizado) 864 mil em conservação de edifícios (93%) 191 mil manutenção de máq. Industriais (91%) 538 mil porteiros, guardas e vigias (58%) 153 mil montadores de equip. eletroeletrônico (96%)
  • 19.
    www.fee.rs.gov.br O que dizemos números? Terceirizado Não Terceirizado Total de trabalhadores 2,152 milhões 4,773 milhões Fonte: RAIS/2013. Sondagem/CNI. CNAE x CBO  Mesmo podendo terceirizar determinados serviços, podemos ver que as empresas não o fazem!  70% das CBO’s não são terceirizadas  Insegurança jurídica?  Custos maiores com terceirização?  Qualidade do produto é melhor não terceirizando?  Ganha em competitividade mantendo o trabalhador?
  • 20.
    www.fee.rs.gov.br O que dizemos números? Terceirizado Não Terceirizado Total de trabalhadores 2,152 milhões 4,773 milhões Fonte: RAIS/2013. Sondagem/CNI. CNAE x CBO  E porque as empresas terceirizam?  Reduzir custos trabalhistas?  Então a lei está resultando em distorções.  = a não terceirizar por insegurança jurídica.  Nesse sentido, a lei pode ajudar.
  • 21.
    www.fee.rs.gov.br O que dizemos números? Fonte: Sondagem/CNI. 85% assinalam redução de custo 88% das empresas acham que ganham tempo 74% dizem ter acesso a novas tecnologias 83% apontam qualidade do serviço
  • 22.
    www.fee.rs.gov.br O que dizemos números? Terceirizado Não Terceirizado Total de trabalhadores 2,152 milhões 4,773 milhões Fonte: RAIS/2013. Sondagem/CNI. CNAE x CBO Pesquisa na área médica (87%) Técnicos de transp. Metro (82%) Pesquisa Ciências Sociais e humanas (75%) Camareiros, roupeiros e afins (72%) Montadores de máquinas pesadas e agrícolas (84%) Montadores de máquinas industriais (83%) Supervisão da montagem metalmecânica (82%) Montadores de aparelhos de linhas de montagem (79%) Algumas atividades são específicas nas capitais  58% dos trabalhadores terceirizados estão nas capitais Boa parte da terceirização no interior tem relação com a indústria  42% dos trabalhadores terceirizados estão no interior
  • 23.
    www.fee.rs.gov.br O que dizemos números? Terceirizado Não Terceirizado Total de trabalhadores 2,152 milhões 4,773 milhões Fonte: RAIS/2013. Sondagem/CNI. CNAE x CBO Idade Média 36 anos 39 anos
  • 24.
    www.fee.rs.gov.br 38 38 38 38 38 38 39 39 40 De 1 a4 De 5 a 9 De 10 a 19 De 20 a 49 De 50 a 99 De 100 a 249 De 250 a 499 De 500 a 999 1000 ou Mais 42 41 38 36 36 36 36 37 34 De 1 a 4 De 5 a 9 De 10 a 19 De 20 a 49 De 50 a 99 De 100 a 249 De 250 a 499 De 500 a 999 1000 ou Mais O que dizem os números? Idade Média (anos) versus Porte da Empresa (empregados)  Há uma maior diferença de média de idade de acordo com o porte das empresas  A média de idade dos terceirizados é maior nas empresas de porte pequeno  Pode ser que, se não fosse a terceirização, essas pessoas mais velhas não teriam emprego  População brasileira está envelhecendo.... Terceirizados Não Terceirizados +3 anos +4 anos Fonte: RAIS/2013.
  • 25.
    www.fee.rs.gov.br O que dizemos números? Terceirizado Não Terceirizado Total de trabalhadores 2,152 milhões 4,773 milhões Fonte: RAIS/2013. Sondagem/CNI. CNAE x CBO Idade Média 36 anos 39 anos Sexo Homens (73%) Homens (60%)
  • 26.
    www.fee.rs.gov.br O que dizemos números? Sexo x Porte da Empresa (empregados) Terceirizados (part. % das mulheres no emprego) Camareiros, roupeiros e afins (91%) Pesquisa na área médica (80%) Operadores de Telemarketing (76%) Pesquisa Ciências Sociais e humanas (65%) Montadores de máquinas pesadas e agrícolas (1%) Montadores de máquinas industriais (1%) Montadores de motores e bobinas (1%) Montadores de ventilação e refrigeração (1%) Mecânicos de man. de máq. pesadas e agrícolas (1%) No total, 27% dos terceirizados são mulheres Algumas atividades há maior participação das mulheres Fonte: RAIS/2013. 23% 14% 18% 23% 24% 23% 24% 25% 37% De 1 a 4 De 5 a 9 De 10 a 19 De 20 a 49 De 50 a 99 De 100 a 249 De 250 a 499 De 500 a 999 1000 ou Mais Pouca presença em atividades industriais
  • 27.
    www.fee.rs.gov.br O que dizemos números? Terceirizado Não Terceirizado Total de trabalhadores 2,152 milhões 4,773 milhões Fonte: RAIS/2013. Sondagem/CNI. CNAE x CBO Idade Média 36 anos 39 anos Sexo Homens (73%) Homens (60%) Tempo no emprego (média) 43 meses 63 meses  É possível notar que há um tempo médio de emprego maior dentre aqueles que não foram terceirizados.
  • 28.
    www.fee.rs.gov.br 76,1 72,1 50,3 37,8 32,8 34,6 39,1 43,3 35,4 De 1 a4 De 5 a 9 De 10 a 19 De 20 a 49 De 50 a 99 De 100 a 249 De 250 a 499 De 500 a 999 1000 ou Mais 36,0 36,0 36,2 37,8 40,4 48,7 65,1 72,2 88,5 De 1 a 4 De 5 a 9 De 10 a 19 De 20 a 49 De 50 a 99 De 100 a 249 De 250 a 499 De 500 a 999 1000 ou Mais O que dizem os números? Tempo no Emprego (anos) x Porte da Empresa (empregados) Terceirizados Não Terceirizados  Os trabalhadores terceirizados que estão nas pequenas empresas ficam, em média, o dobro de meses empregados.  Isso é bom para a economia. O trabalhador ultrapassa tempos de crise empregado. Fonte: RAIS/2013.
  • 29.
    www.fee.rs.gov.br  O problemada terceirização  Conceito econômico  O que dizem os números?  Quais são as críticas?
  • 30.
    www.fee.rs.gov.br Quais são ascríticas? Terceirizado ganha menos1  Salárío médio por grupo  Terceirizado: R$ 1.667  Não terceirizado: R$ 1.769 Maiores diferenças salariais (terceirizado e não terceirizado)  Há muita assimetria na distribuição dos salários  Terceirizados  Maior: Diretor de P&D R$ 20 mil  Menor: Operador de telemarketing R$ 860  Há muita diferença entre algumas funções de terceirizados e não terceirizados Fonte: RAIS/2013. Diretores de serviços de informática 5.267R$ Diretor de P&D 3.641R$ Mec. De manut. Aeronáutica 2.254R$ Pesquisador em Biologia 2.096R$ Pesquisador em Agricultura 2.044R$ Técnico em transporte metroviário 1.681R$ Diretor de manutenção 1.528R$ Diferença média 102-R$ Técnico de apoio em P&D 1.075-R$ Técnico de montagem de máquinas 1.137-R$ Técnico em reparação de instrumentos de precisão 1.148-R$ Analistas de sistemas computacionais 1.352-R$ Gerente de P&D 1.456-R$ Serv. De montagem metalmecânica 1.916-R$ Engenheiro de computação 1.984-R$
  • 31.
    www.fee.rs.gov.br Quais são ascríticas? Terceirizado ganha menos Salário de todos os terceirizados Salário de todos os Não terceirizados Média (T) Média (NT) Calcula a diferença Como é normalmente feita essa conta Essa metodologia está errada Precisamos levar em conta algumas diferenças • Características do trabalhador e setor de atuação: • Anos de estudo • Idade • Profissão • Sexo • Setor onde trabalha • Outras variáveis de controle: • Dias afastado do emprego • Tempo no emprego • Horas contratadas • Porte da empresa 1
  • 32.
    www.fee.rs.gov.br Quais são ascríticas? Terceirizado ganha menos  Banco de Dados  RAIS  Região Sul  2008-2009  Painel – acompanha o trabalhador  Amostra: 432.838 trabalhadores  Setores:  Montagem  Segurança  Logística  TI  Limpeza  P&D  Telemarketing  Não significante  Do ponto de vista estatístico, não é possível afirmar que existe diferença de salários entre T e NT  Em montagem, logística, P&D e telemarketing os salários são estatisticamente iguais.  Onde há diferença de salário  Segurança: os terceiros ganham, em média, 3,8% a mais TI: os terceiros ganham, em média, 5,7% a mais Limpeza: os terceiros ganham, em média, 3,7% a menos. 1 Ocupação Diferencial de Salário Significância Montagem 0.2% Não Significante Segurança 3.8% Significante a 1% Logística -1.9% Não Significante TI 5.7% Significante a 1% Limpeza -3.7% Significante a 1% PeD 45.4% Não Significante Telemarketing 2.2% Não Significante Segurança 0.2% Não Significante
  • 33.
    www.fee.rs.gov.br Quais são ascríticas? Terceirizado tem mais acidente de trabalho2 Como deve ser feita essa conta CNAE dos terceirizados CBO que trabalha nessas CNAE’s Acidente de trabalho nessa CBO Não há essa informação
  • 34.
    www.fee.rs.gov.br Quais são ascríticas? Terceirizado tem mais acidente de trabalho Como pode ser feita essa conta CNAE dos terceirizados Acidente de trabalho nessa CNAE Note que estamos superestimando... Acidente de trabalho nessa CBO Essa informação existe X 2
  • 35.
    www.fee.rs.gov.br Quais são ascríticas? Terceirizado tem mais acidente de trabalho Acidentes de Trabalho CAT - Registrados 2011 2012 2013 543.889 50.613 Total CNAE 546.222 52.244 Total CNAE 559.081 54.118 Total CNAE 9,3% 9,6% 9,7% Fonte: DATAPREV, CAT, SUB. 2
  • 36.
    www.fee.rs.gov.br Quais são ascríticas? Terceirizado é precarizado = sem direitos3 INSS FGTS Previdência Privada Benefícios Telecomunicações 9.198R$ 3.240R$ 670R$ 9.893R$ Tecnologia da informação 5.421R$ 3.010R$ 603R$ 6.279R$ Serviços audiovisuais 8.277R$ 2.924R$ 380R$ 5.159R$ técnicos-profissionais 4.789R$ 1.724R$ 182R$ 3.483R$ Seleção, agenciamento e locação de mão-de-obra 3.131R$ 1.124R$ 50R$ 2.252R$ invest., vigilância, segurança, e transporte de valores 4.049R$ 1.374R$ 37R$ 2.914R$ para edificios e atividades paisagisticas 2.421R$ 891R$ 24R$ 2.147R$ de escritório e apoio administrativo 1.335R$ 996R$ 23R$ 2.774R$ Outros serviços prestados às empresas 2.374R$ 1.113R$ 60R$ 2.177R$ Manutenção e reparação de veículos automotores 417R$ 798R$ 14R$ 523R$ de equipamentos de informática e comunicação 2.219R$ 1.287R$ 87R$ 2.757R$ de objetos pessoais e domésticos 413R$ 675R$ 40R$ 378R$ Transporte ferroviário e metroviário 11.922R$ 3.729R$ 1.138R$ 10.558R$ rodoviário de passageiros 4.406R$ 1.407R$ 22R$ 2.974R$ rodoviário de cargas 2.999R$ 1.334R$ 60R$ 2.233R$ dutoviário 32.775R$ 11.354R$ 8.890R$ 10.596R$ aquaviário 14.337R$ 4.534R$ 434R$ 10.697R$ aéreo 15.735R$ 4.960R$ 606R$ 10.012R$ Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes 4.996R$ 1.826R$ 381R$ 5.565R$ Correio e outras atividades de entregas 6.489R$ 2.204R$ 1.374R$ 11.100R$ R$ por trabalhador (2012) Fonte: PAS/IBGE
  • 37.
    www.fee.rs.gov.br Quais são ascríticas? Terceirização gera informalidade4  Suponha que seja verdade  Isso é culpa da terceirização ou da falta de fiscalização?  A lei não diz que a contratante é co-responsável?  A CLT garante a lei, mas não o seu cumprimento.  De nada adianta estar sob a tutela da CLT se não tivermos fiscalização.
  • 38.
    www.fee.rs.gov.br  Terceirização edesenvolvimento:  Gera empobrecimento dos trabalhadores?  Piora a distribuição de renda?  Agride o meio ambiente?  Reduz a qualidade dos serviços e produtos? Faltam estatísticas para provar tudo isso. Se não há dados, podemos dizer exatamente o inverso. Quais são as críticas? Outras críticas5
  • 39.
    www.fee.rs.gov.br  Sobre oconceito:  Seria muito importante que a lei fosse mais clara sobre as CNAE x CBO que são entendidas como terceirização. O conceito “atividade meio” e “atividade fim” é muito vago. Isso reduziria a insegurança jurídica. Considerações Finais  Sobre os números:  Há muito mais pessoas não terceirizadas nas atividades definidas do que terceirizadas: o que motiva isso?  Note que mesmo podendo, as empresas não fazem a terceirização.  Há diferenças importantes na terceirização no Brasil  Por idade x porte x tempo no emprego: desafio da população envelhecendo  precisamos estudar melhor esse fenômeno que deve resultar em mais atividades de serviço no futuro.  As atividades CBO de terceirização parecem atingir mais os homens  Cuidado com as críticas  Diferencial de salário  não se mostra significativo  Acidentes  não há estatísticas específicas
  • 40.
    www.fee.rs.gov.br Anexo CNAE: Foram consideradasas seguintes CNAE’s para fins de setor de terceirização. 331, 332, 491, 492, 493, 494, 501, 502, 509, 511, 512, 513, 522, 523, 524, 525, 620, 721, 722, 801, 811, 812, 822, 829, 951, 952 e 970. CBO: Foram consideradas as seguintes CBO’s para fins de setor de terceirização. 1236, 1237, 1238, 1416, 1425, 1426, 1427, 2030, 2031, 2032, 2033, 2034, 2035, 2122, 2123, 2124, 2526, 3141, 3144, 3171, 3421, 3422, 3423, 3424, 3425, 3426, 3951, 4223, 5103, 5112, 5133, 5142, 5143, 5172, 5173, 5174, 7202, 7251, 7252, 7253, 7254, 7257, 7311, 7312,7313, 7321, 9101, 9111, 9112, 9113, 9131, 9141, 9151, 9153, 9192, 9193, 9501, 9503, 9511 e 9513.
  • 41.
    www.fee.rs.gov.br Fundação de Economiae Estatística Siegfried Emanuel Heuser Diretoria Presidente: Igor Alexandre Clemente de Morais Diretor Técnico: Martinho Roberto Lazzari Diretora Administrativa: Nóra Angela Gundlach Kraemer Rua Duque de Caxias, 1691 Centro Histórico, Porto Alegre CEP: 90010-283 (51) 3216.9000 Igor Morais Presidente FEE Assessoria Econômica Bruno Breyer Caldas Guilherme Stein Mariana Bartels Rodrigo de Sá Vanessa Neumann Sulzbach

Notas do Editor

  • #2 Template de capa Em coletivas, a capa deve conter o nome do Núcleo e do Centro realizador da pesquisa. A equipe é listada na página final.
  • #3 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #4 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #5 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #6 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #7 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #8 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #9 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #10 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #11 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #12 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #13 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #14 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #15 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #16 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #17 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #18 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #19 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #20 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #21 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #22 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #23 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #24 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #25 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #26 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #27 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #28 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #29 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #30 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #31 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #32 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #33 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #34 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #35 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #36 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #37 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #38 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #39 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #40 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #41 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #42 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #43 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #44 http://ogusmao.com/2015/04/21/mensurando-os-impactos-da-terceirizacao-uma-contribuicao-inicial/ http://economia.estadao.com.br/blogs/descomplicador/entenda-a-lei-que-regulamenta-a-terceirizacao-no-pais/
  • #45 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #46 Margem de segurança: Todo texto, figuras, gráficos e tabelas não devem ultrapassar essa margem, a fim de tornar o layout mais limpo e compreensível.
  • #47 Inserir Núcleo e Centro. Após, nome do apresentador e email. Por fim, nome da equipe (quando houver).