José Saramago
Sequências Narrativas
Parte/
                              Sequências Narrativas
Capítulo
           Relação Rei/Rainha e a promessa da construção do Convento
           em Mafra
           •Apresentação do propósito da construção do convento;
           •Narração irónica /satírica das motivações desta intenção:
   I       promessa do rei, D. João V, de construir um convento caso a
           esposa, D. Maria Ana Josefa, lhe desse um herdeiro destas
           motivações;
           •Sonhos do casal régio com a futura descendência.
Parte/
                                  Sequências Narrativas
Capítulo
           Os milagres conseguidos pelos franciscanos e o seu desejo na
           construção do convento
           •«o célebre caso da morte de Frei Miguel da Anunciação» que
           conservara o corpo intacto; a locomoção da imagem de Santo
           António, numa janela, que assustou os ladrões; a recuperação das
   II
           lâmpadas do convento de S. Francisco, que tinham sido roubadas…
           •Gravidez da Rainha;
           •O desejo dos Franciscanos desde 1624 de possuírem um convento
Parte/
                                Sequências Narrativas
Capítulo
           A situação socioeconómica: excesso de riqueza/extrema pobreza
           •Excessos do Entrudo e Penitência na Quaresma;
           •A impostura de alguns penitentes que «têm os seus amores à janela
           e vão na procissão menos por causa da salvação da alma do que por
           passados ou prometidos gostos do corpo».
           •Falsa devoção das mulheres que, com a liberdade de percorrerem as
   III
           igrejas sozinhas, aproveitavam, muitas vezes, para encontros com os
           amantes;
           •A situação da rainha que, grávida, só podia sonhar com o cunhado,
           D. Francisco;
           •A sátira a “mais uns tantos maridos cucos…”.
Parte/
                                 Sequências Narrativas
Capítulo
           Baltasar Sete-Sóis regressa da guerra maneta
           •O passado «heróico» de Baltasar Mateus, que perde a mão
           esquerda nas lutas de Olivença;
           •A viagem até Lisboa por Évora, Montemor, Pegões e Aldegalega,
           matando um ladrão que tenta assaltá-lo
   IV      •Em Lisboa, anda pela ribeira, pelo Terreiro do Paço, pelo Rossio, por
           bairros e praças, juntando-se a outros mendigos
           •Com João Relvas vai passar a noite «num telheiro abandonado»
           onde «…falaram de crimes acontecidos…»
Parte/
                                Sequências Narrativas
Capítulo
           O auto-de-fé no Rossio e o conhecimento travado entre Baltasar,
           Blimunda e o padre Bartolomeu
           •A rainha D. Maria Ana, no quinto mês da gravidez, não pode assistir
           ao auto-de-fé.
           •Descrição de um auto-de-fé e os condenados pelo Santo Ofício.
           •A mãe de Blimunda, Sebastiana de Jesus, acusada de ser feiticeira e
   V       cristã-nova, condenada «a ser açoitada em público e a oito anos de
           degredo no reino de Angola».
           •O encontro com o padre Bartolomeu e Baltasar
           •O convite de Blimunda para Baltasar permanecer em sua casa até
           voltar a Mafra.
           •O ritual do casamento e a consumação do amor entre Baltasar e
           Blimunda.
Parte/
                              Sequências Narrativas
Capítulo
           O padre Bartolomeu Lourenço e a “máquina voadora”
           •O trigo holandês para saciar Lisboa.
           •Experiências da “máquina de voar” em S. Sebastião da

   VI      Pedreira, numa quinta do duque de Aveiro;
           •A aceitação de Baltasar para ser ajudante do padre
           Bartolomeu.
Parte/
                             Sequências Narrativas
Capítulo
           O nascimento da filha de D. João V e de D. Maria Bárbara
           •Apesar de alguma deceção, uma vez que não se trata de
           um filho varão, o rei mantém a promessa de elevar o
  VII
           convento.
Parte/
                            Sequências Narrativas
Capítulo
           • O mistério de Blimunda que come o pão de olhos
             fechados e possui o poder de olhar por dentro das
             pessoas.

  VIII     • Nascimento do segundo filho de D. João V, o infante D.
             Pedro
           • Escolha do alto da Vela, em Mafra, para edificar o
             convento
Parte/
                                Sequências Narrativas
Capítulo
           •   Mudança de Baltasar e Blimunda para a abegoaria na quinta do
               duque de Aveiro, em S. Sebastião da Pedreira para ficarem
               junto da passarola.
           •   Continuação da construção da passarola voadora pelo padre
               Bartolomeu Lourenço e por Baltasar e Blimunda.
           •   O padre Bartolomeu Lourenço parte para a Holanda, enquanto
   IX
               Baltasar regressa a Mafra, a casa dos pais, acompanhado por
               Blimunda
           •   Tourada no Terreiro do Paço com Baltasar e Blimunda na
               assistência, antes de partirem para Mafra.
           •   Partida para Mafra de Blimunda e Baltasar.
Parte/
                                 Sequências Narrativas
Capítulo
           • Ao chegar a casa da família em Mafra, Baltasar, acompanhado de
             Blimunda, é recebido por sua mãe enquanto o pai trabalhava no
             campo.
           • Baltasar fica a saber que o pai vendeu a el-rei uma terra que tinha
             na Vela para a construção do convento.
           • A única irmã de Baltasar e o marido conhecem a «nova parenta»
           • Morte do infante D. Pedro, que vai a enterrar em S. Vicente de Fora.
   X       • Baltasar vai visitar as obras do convento e passa a ajudar o pai no
             campo.
           • Nascimento do infante D. José, terceiro filho da rainha
           • Doença do rei, enquanto o seu irmão D. Francisco tenta a
             cunhada, revelando à rainha o interesse em tornar-se seu marido
           • Ida de D. João V para Azeitão para «curar os seus achaques».
           • Apesar da recuperação da saúde do rei, D. Maria Ana continua os
             sonhos com o cunhado.
Parte/
                                 Sequências Narrativas
Capítulo
           Regresso do padre Bartolomeu Lourenço, que deseja que Blimunda
           consiga armazenar éter composto de “vontades”
           •Bartolomeu é recebido em casa do pároco de Mafra, Francisco
           Gonçalves, perto da casa de Baltasar.
           •Em conversa com Blimunda e Baltasar, fala-lhes da descoberta na
   XI      Holanda de que o éter se encontrava na «vontade» de cada um.
           •O padre pede a Blimunda que olhe para dentro das pessoas e
           encontre essa «vontade» que é como uma nuvem fechada
           •Bartolomeu Lourenço pede a Blimunda que recolha as vontades com
           o seu dom.
Parte/
                                  Sequências Narrativas
Capítulo
           •   Em Mafra, Blimunda comunga em jejum, pela primeira vez, e vê na
               hóstia «uma nuvem fechada».
           •   O padre Bartolomeu pede por carta a Baltasar e Blimunda que
               regressem a Lisboa.
           •   Uma tempestade, «comparável ao sopro do Adamastor» destruiu a
               igreja de madeira, construída especialmente para a cerimónia da
               inauguração dos alicerces, mas foi reerguida em dois dias, o que
  XII          passou a ser visto como um milagre.
           •   Inauguração da primeira pedra do convento, a 17 de Novembro de
               1717
           •   17 de Novembro de 1717: procissão e inauguração da primeira pedra.
           •   Regresso de Baltasar e Blimunda a Lisboa, onde começam a
               trabalhar na passarola
           •   Reflexão do narrador sobre o amor «das almas, dos corpos e das
               vontades».
Parte/
                                 Sequências Narrativas
Capítulo


           •Baltasar e Blimunda constroem a forja.
           •O padre Bartolomeu diz a Blimunda que são precisas pelo menos duas
           mil «vontades».
  XIII     •8 de Junho de 1719: a procissão do Corpo de Deus.
           •Enumeração dos participantes e descrição com comentários irónicos.
           •Monólogos cheios de sarcasmo do patriarca e de el-rei.
Parte/
                                  Sequências Narrativas
Capítulo
           •   O padre Bartolomeu regressa de Coimbra, «doutor em cânones».
           •   O músico Scarlatti, napolitano de 35 anos, que ensina a infanta
               D. Maria Bárbara, toma conhecimento do projeto da passarola
           •   Diálogo entre Bartolomeu e Scarlatti sobre o poder extraordinário
               da música e a essência da verdade.
  XIV      •   O padre revela o seu segredo ao músico e apresenta-lhe a
               «trindade terrestre» (ele, Sete-Sóis e Sete-Luas) e revela-lhe o seu
               segredo .
           •   O padre Bartolomeu Lourenço prepara um sermão para a festa do
               Corpo de Deus questionando os fundamentos da trindade divina.
Parte/
                                  Sequências Narrativas
Capítulo


           •Bartolomeu pede a Blimunda que aproveite a ocasião da epidemia da
           cólera e da febre amarela para recolher as vontades que se libertam
           do peito dos moribundos.
  XV       •Depois de cumprida a tarefa Blimunda fica doente.
           •Ao toque de cravo de Scarlatti Blimunda recupera a sua saúde.
           •Com as vontades recolhidas e a máquina de voar pronta, o padre
           Bartolomeu precisa de avisar el-rei.
Parte/
                                       Sequências Narrativas
Capítulo
           •   O duque de Aveiro recupera a Quinta de S. Sebastião da Pedreira, pois ganha a
               demanda com a coroa.
           •   A concretização da viagem da passarola voadora, com o padre Bartolomeu,
               Baltasar e Blimunda
           •   O padre Bartolomeu descobre que o Santo Ofício já estava à sua procura.
           •   Os três, depois de retirarem o telhado da abegoaria e colocarem tudo o que
               possuem dentro da máquina, decidem levantar voo.
           •   Scarlatti, que chegara a tempo de ver a máquina subir, senta-se ao cravo e toca
               uma música, antes de atirar o instrumento para o poço.
  XVI      •   Os três sobrevoam a vila de Mafra, mas, com dificuldades de navegação por falta
               de vento, têm de aterrar.
           •   O padre Bartolomeu, por emoção ou medo, tenta incendiar a máquina mas é
               impedido por Baltasar e Blimunda.
           •   O padre parte sozinho, mata adentro.
           •   Blimunda e Baltasar escondem a máquina sob a ramagem e partem na mesma
               direção (Monte Junto).
           •   Chegam a Mafra dias depois, quando uma procissão celebra o milagre que
               julgavam ser uma aparição do Espírito Santo e que mais não era que a máquina
               voadora.
Parte/
                                 Sequências Narrativas
Capítulo
           • Baltasar inicia o seu trabalho de carreiro nas obras do convento.
           • O andamento das obras do convento.
           • Notícias do terramoto de Lisboa.
           • Dois meses depois de ter chegado a Mafra regresso de Baltasar a
              Monte Junto, onde haviam deixado a máquina de voar.
           • Manutenção da máquina.
  XVII
           • Domenico Scarlatti em casa do visconde.
           • Conversa às escondidas entre Scarlatti e Blimunda.
           • Scarlatti anuncia a morte do Voador “Vim-te dizer, e a Baltasar,
              que o padre Bartolomeu de Gusmão morreu em Toledo… dizem
              que louco…”.
Parte/
                                Sequências Narrativas
Capítulo
           Caracterização dos gastos reais e dos trabalhadores em Mafra
           Visão irónica e depreciativa de Portugal.
           •Demonstração dos esforços colossais e vítimas causadas pela
           construção do convento.
 XVIII     •Outros relatos de histórias pessoais dos trabalhadores: Francisco
           Marques, José Pequeno, Joaquim da Rocha, Manuel Milho, João
           Anes e Julião Mau-Tempo.
Parte/
                                  Sequências Narrativas
Capítulo
           Baltasar torna-se boieiro e participa no carregamento da pedra do altar
           (Benedictione), verificando-se, durante o transporte, o esmagamento
           de um trabalhador
           •Baltasar torna-se boeiro através da ajuda de José Pequeno;
           •Participa no transporte da pedra de Pêro Pinheiro: “Entre Pêro Pinheiro

  XIX      e Mafra gastaram oito dias completos. Quando entraram no terreiro…
           toda a gente se admirava com o tamanho desmedido da pedra, tão
           grande. Mas Baltasar murmurou olhando a basílica, tão pequena.”;
           •Morte do trabalhador Francisco Marques esmagado sob o peso de um
           dos muitos carros de bois que transportavam a enorme pedra.
Parte/
                                  Sequências Narrativas
Capítulo
           Baltasar e Blimunda renovam a máquina voadora em Monte Junto
           •Blimunda acompanha Baltasar ao Monte Junto. Depois de lá
           passarem a noite, Blimunda, ainda em jejum, procura certificar-se
           de que as vontades ainda estavam guardadas dentro das esferas.
  XX       •Renovação da máquina de voar em Monte Junto.
           •Viagem de regresso.
           •Morte de João Francisco, pai de Baltasar.
Parte/
                                    Sequências Narrativas
Capítulo
           •   D. João V manifesta o desejo de construir em Portugal uma basílica como a
               de S. Pedro em Roma.
           •   Chama o arquiteto João Francisco Ludovice (ou Ludwig) para executar tal
               tarefa, mas este diz-lhe que o rei não viveria o suficiente para ver a obra
               concluída.
           •   O rei megalómano decide ampliar o projeto do convento de 80 para 300

  XXI          frades;
           •   Com «medo de morrer», D. João V decide que a sagração da basílica de
               Mafra se fará em 22 de Outubro de 1730, data do seu aniversário (ano de
               1730 uma vez que seria o único ano em que o seu aniversário calharia ao
               domingo);[41 anos]
           •   Recrutamento em todo o reino de operários para Mafra, que são
               escolhidos como tijolos.
Parte/
                                 Sequências Narrativas
Capítulo
           Casamentos da infanta Maria Bárbara com o príncipe Fernando VI
           de Espanha e do príncipe D. José com a infanta espanhola Mariana
           Vitória
           •Esta “troca de princesas”, em 1729, une as famílias reais de
           Portugal e Espanha;
  XXII     •Viagem ao rio Caia para levar a princesa Maria Bárbara e trazer
           Mariana Vitória.
           •Um grupo de pedintes acompanha a comitiva até à fronteira.
           •A cerimónia do casamento é acompanhada pela música de
           Domenico Scarlatti.
Parte/
                                  Sequências Narrativas
Capítulo
           Baltasar vai sozinho ao Monte Junto para reparar a passarola e,
           inesperadamente, quando entrou nela ela levantou voo, desaparecendo
           •Transporte de várias estátuas de santos para Mafra.
           •A viagem de trinta noviços, do convento de S. José de Ribamar, em
           Algés, para Mafra.
           ••Baltasar vai ao Monte Junto, sozinho, para verificar o estado da
           passarola;
 XXIII
           •A máquina inesperadamente levanta voo quando Baltasar lá entra para
           a reparar: sem intenção, Baltasar rasga os panos que tapavam as esferas
           “Baltasar viu os panos arredarem-se para o lado com estrondo, o sol
           inundou a máquina, brilharam as bolas de âmbar e as esferas. A
           máquina rodopiou duas vezes, despedaçou, rasgou os arbustos que a
           envolviam, e subiu. Não se via uma nuvem no céu.”
Parte/
                                Sequências Narrativas
Capítulo
           • Em Mafra há a sagração do convento, em 22 de Outubro de
              1730;
           • Blimunda inquieta e angustiada procura incessantemente o seu
 XXIV         homem;
           • Usa o espigão de Baltasar para evitar ser violada por um frade.
Parte/
                                  Sequências Narrativas
Capítulo
           Durante 9 anos Blimunda procura Baltasar e vai encontrá-lo em Lisboa
           a ser queimado num auto-de-fé. Quando Baltasar está para morrer, a
           sua “vontade” desprende-se e é recolhida dentro do peito de
           Blimunda.
           •Sete-Luas procurou Baltasar por todos os lados “Durante nove anos,
           Blimunda procurou Baltasar. Conheceu todos os caminhos do pó e da
           lama, a branda areia, a pedra aguda, tantas vezes a geada rangente e
           assassina, dois nevões de que só saiu viva porque ainda não queria
  XXV
           morrer”.
           •Em 1739, “onze supliciados”, entre eles António José da Silva, o Judeu,
           estão prestes a ser queimados na fogueira;
           •Baltasar é um dos condenados: “Naquele extremo arde um homem a
           quem falta a mão esquerda”. Após reconhecer o seu amado Blimunda
           viu que “uma nuvem fechada está no centro do seu corpo. Então
           Blimunda disse, Vem.”
Disciplina: Português
Prof.ª: Helena Maria Coutinho

6. sequências narrativas

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo Relação Rei/Rainha e a promessa da construção do Convento em Mafra •Apresentação do propósito da construção do convento; •Narração irónica /satírica das motivações desta intenção: I promessa do rei, D. João V, de construir um convento caso a esposa, D. Maria Ana Josefa, lhe desse um herdeiro destas motivações; •Sonhos do casal régio com a futura descendência.
  • 4.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo Os milagres conseguidos pelos franciscanos e o seu desejo na construção do convento •«o célebre caso da morte de Frei Miguel da Anunciação» que conservara o corpo intacto; a locomoção da imagem de Santo António, numa janela, que assustou os ladrões; a recuperação das II lâmpadas do convento de S. Francisco, que tinham sido roubadas… •Gravidez da Rainha; •O desejo dos Franciscanos desde 1624 de possuírem um convento
  • 5.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo A situação socioeconómica: excesso de riqueza/extrema pobreza •Excessos do Entrudo e Penitência na Quaresma; •A impostura de alguns penitentes que «têm os seus amores à janela e vão na procissão menos por causa da salvação da alma do que por passados ou prometidos gostos do corpo». •Falsa devoção das mulheres que, com a liberdade de percorrerem as III igrejas sozinhas, aproveitavam, muitas vezes, para encontros com os amantes; •A situação da rainha que, grávida, só podia sonhar com o cunhado, D. Francisco; •A sátira a “mais uns tantos maridos cucos…”.
  • 6.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo Baltasar Sete-Sóis regressa da guerra maneta •O passado «heróico» de Baltasar Mateus, que perde a mão esquerda nas lutas de Olivença; •A viagem até Lisboa por Évora, Montemor, Pegões e Aldegalega, matando um ladrão que tenta assaltá-lo IV •Em Lisboa, anda pela ribeira, pelo Terreiro do Paço, pelo Rossio, por bairros e praças, juntando-se a outros mendigos •Com João Relvas vai passar a noite «num telheiro abandonado» onde «…falaram de crimes acontecidos…»
  • 7.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo O auto-de-fé no Rossio e o conhecimento travado entre Baltasar, Blimunda e o padre Bartolomeu •A rainha D. Maria Ana, no quinto mês da gravidez, não pode assistir ao auto-de-fé. •Descrição de um auto-de-fé e os condenados pelo Santo Ofício. •A mãe de Blimunda, Sebastiana de Jesus, acusada de ser feiticeira e V cristã-nova, condenada «a ser açoitada em público e a oito anos de degredo no reino de Angola». •O encontro com o padre Bartolomeu e Baltasar •O convite de Blimunda para Baltasar permanecer em sua casa até voltar a Mafra. •O ritual do casamento e a consumação do amor entre Baltasar e Blimunda.
  • 8.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo O padre Bartolomeu Lourenço e a “máquina voadora” •O trigo holandês para saciar Lisboa. •Experiências da “máquina de voar” em S. Sebastião da VI Pedreira, numa quinta do duque de Aveiro; •A aceitação de Baltasar para ser ajudante do padre Bartolomeu.
  • 9.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo O nascimento da filha de D. João V e de D. Maria Bárbara •Apesar de alguma deceção, uma vez que não se trata de um filho varão, o rei mantém a promessa de elevar o VII convento.
  • 10.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo • O mistério de Blimunda que come o pão de olhos fechados e possui o poder de olhar por dentro das pessoas. VIII • Nascimento do segundo filho de D. João V, o infante D. Pedro • Escolha do alto da Vela, em Mafra, para edificar o convento
  • 11.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo • Mudança de Baltasar e Blimunda para a abegoaria na quinta do duque de Aveiro, em S. Sebastião da Pedreira para ficarem junto da passarola. • Continuação da construção da passarola voadora pelo padre Bartolomeu Lourenço e por Baltasar e Blimunda. • O padre Bartolomeu Lourenço parte para a Holanda, enquanto IX Baltasar regressa a Mafra, a casa dos pais, acompanhado por Blimunda • Tourada no Terreiro do Paço com Baltasar e Blimunda na assistência, antes de partirem para Mafra. • Partida para Mafra de Blimunda e Baltasar.
  • 12.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo • Ao chegar a casa da família em Mafra, Baltasar, acompanhado de Blimunda, é recebido por sua mãe enquanto o pai trabalhava no campo. • Baltasar fica a saber que o pai vendeu a el-rei uma terra que tinha na Vela para a construção do convento. • A única irmã de Baltasar e o marido conhecem a «nova parenta» • Morte do infante D. Pedro, que vai a enterrar em S. Vicente de Fora. X • Baltasar vai visitar as obras do convento e passa a ajudar o pai no campo. • Nascimento do infante D. José, terceiro filho da rainha • Doença do rei, enquanto o seu irmão D. Francisco tenta a cunhada, revelando à rainha o interesse em tornar-se seu marido • Ida de D. João V para Azeitão para «curar os seus achaques». • Apesar da recuperação da saúde do rei, D. Maria Ana continua os sonhos com o cunhado.
  • 13.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo Regresso do padre Bartolomeu Lourenço, que deseja que Blimunda consiga armazenar éter composto de “vontades” •Bartolomeu é recebido em casa do pároco de Mafra, Francisco Gonçalves, perto da casa de Baltasar. •Em conversa com Blimunda e Baltasar, fala-lhes da descoberta na XI Holanda de que o éter se encontrava na «vontade» de cada um. •O padre pede a Blimunda que olhe para dentro das pessoas e encontre essa «vontade» que é como uma nuvem fechada •Bartolomeu Lourenço pede a Blimunda que recolha as vontades com o seu dom.
  • 14.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo • Em Mafra, Blimunda comunga em jejum, pela primeira vez, e vê na hóstia «uma nuvem fechada». • O padre Bartolomeu pede por carta a Baltasar e Blimunda que regressem a Lisboa. • Uma tempestade, «comparável ao sopro do Adamastor» destruiu a igreja de madeira, construída especialmente para a cerimónia da inauguração dos alicerces, mas foi reerguida em dois dias, o que XII passou a ser visto como um milagre. • Inauguração da primeira pedra do convento, a 17 de Novembro de 1717 • 17 de Novembro de 1717: procissão e inauguração da primeira pedra. • Regresso de Baltasar e Blimunda a Lisboa, onde começam a trabalhar na passarola • Reflexão do narrador sobre o amor «das almas, dos corpos e das vontades».
  • 15.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo •Baltasar e Blimunda constroem a forja. •O padre Bartolomeu diz a Blimunda que são precisas pelo menos duas mil «vontades». XIII •8 de Junho de 1719: a procissão do Corpo de Deus. •Enumeração dos participantes e descrição com comentários irónicos. •Monólogos cheios de sarcasmo do patriarca e de el-rei.
  • 16.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo • O padre Bartolomeu regressa de Coimbra, «doutor em cânones». • O músico Scarlatti, napolitano de 35 anos, que ensina a infanta D. Maria Bárbara, toma conhecimento do projeto da passarola • Diálogo entre Bartolomeu e Scarlatti sobre o poder extraordinário da música e a essência da verdade. XIV • O padre revela o seu segredo ao músico e apresenta-lhe a «trindade terrestre» (ele, Sete-Sóis e Sete-Luas) e revela-lhe o seu segredo . • O padre Bartolomeu Lourenço prepara um sermão para a festa do Corpo de Deus questionando os fundamentos da trindade divina.
  • 17.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo •Bartolomeu pede a Blimunda que aproveite a ocasião da epidemia da cólera e da febre amarela para recolher as vontades que se libertam do peito dos moribundos. XV •Depois de cumprida a tarefa Blimunda fica doente. •Ao toque de cravo de Scarlatti Blimunda recupera a sua saúde. •Com as vontades recolhidas e a máquina de voar pronta, o padre Bartolomeu precisa de avisar el-rei.
  • 18.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo • O duque de Aveiro recupera a Quinta de S. Sebastião da Pedreira, pois ganha a demanda com a coroa. • A concretização da viagem da passarola voadora, com o padre Bartolomeu, Baltasar e Blimunda • O padre Bartolomeu descobre que o Santo Ofício já estava à sua procura. • Os três, depois de retirarem o telhado da abegoaria e colocarem tudo o que possuem dentro da máquina, decidem levantar voo. • Scarlatti, que chegara a tempo de ver a máquina subir, senta-se ao cravo e toca uma música, antes de atirar o instrumento para o poço. XVI • Os três sobrevoam a vila de Mafra, mas, com dificuldades de navegação por falta de vento, têm de aterrar. • O padre Bartolomeu, por emoção ou medo, tenta incendiar a máquina mas é impedido por Baltasar e Blimunda. • O padre parte sozinho, mata adentro. • Blimunda e Baltasar escondem a máquina sob a ramagem e partem na mesma direção (Monte Junto). • Chegam a Mafra dias depois, quando uma procissão celebra o milagre que julgavam ser uma aparição do Espírito Santo e que mais não era que a máquina voadora.
  • 19.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo • Baltasar inicia o seu trabalho de carreiro nas obras do convento. • O andamento das obras do convento. • Notícias do terramoto de Lisboa. • Dois meses depois de ter chegado a Mafra regresso de Baltasar a Monte Junto, onde haviam deixado a máquina de voar. • Manutenção da máquina. XVII • Domenico Scarlatti em casa do visconde. • Conversa às escondidas entre Scarlatti e Blimunda. • Scarlatti anuncia a morte do Voador “Vim-te dizer, e a Baltasar, que o padre Bartolomeu de Gusmão morreu em Toledo… dizem que louco…”.
  • 20.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo Caracterização dos gastos reais e dos trabalhadores em Mafra Visão irónica e depreciativa de Portugal. •Demonstração dos esforços colossais e vítimas causadas pela construção do convento. XVIII •Outros relatos de histórias pessoais dos trabalhadores: Francisco Marques, José Pequeno, Joaquim da Rocha, Manuel Milho, João Anes e Julião Mau-Tempo.
  • 21.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo Baltasar torna-se boieiro e participa no carregamento da pedra do altar (Benedictione), verificando-se, durante o transporte, o esmagamento de um trabalhador •Baltasar torna-se boeiro através da ajuda de José Pequeno; •Participa no transporte da pedra de Pêro Pinheiro: “Entre Pêro Pinheiro XIX e Mafra gastaram oito dias completos. Quando entraram no terreiro… toda a gente se admirava com o tamanho desmedido da pedra, tão grande. Mas Baltasar murmurou olhando a basílica, tão pequena.”; •Morte do trabalhador Francisco Marques esmagado sob o peso de um dos muitos carros de bois que transportavam a enorme pedra.
  • 22.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo Baltasar e Blimunda renovam a máquina voadora em Monte Junto •Blimunda acompanha Baltasar ao Monte Junto. Depois de lá passarem a noite, Blimunda, ainda em jejum, procura certificar-se de que as vontades ainda estavam guardadas dentro das esferas. XX •Renovação da máquina de voar em Monte Junto. •Viagem de regresso. •Morte de João Francisco, pai de Baltasar.
  • 23.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo • D. João V manifesta o desejo de construir em Portugal uma basílica como a de S. Pedro em Roma. • Chama o arquiteto João Francisco Ludovice (ou Ludwig) para executar tal tarefa, mas este diz-lhe que o rei não viveria o suficiente para ver a obra concluída. • O rei megalómano decide ampliar o projeto do convento de 80 para 300 XXI frades; • Com «medo de morrer», D. João V decide que a sagração da basílica de Mafra se fará em 22 de Outubro de 1730, data do seu aniversário (ano de 1730 uma vez que seria o único ano em que o seu aniversário calharia ao domingo);[41 anos] • Recrutamento em todo o reino de operários para Mafra, que são escolhidos como tijolos.
  • 24.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo Casamentos da infanta Maria Bárbara com o príncipe Fernando VI de Espanha e do príncipe D. José com a infanta espanhola Mariana Vitória •Esta “troca de princesas”, em 1729, une as famílias reais de Portugal e Espanha; XXII •Viagem ao rio Caia para levar a princesa Maria Bárbara e trazer Mariana Vitória. •Um grupo de pedintes acompanha a comitiva até à fronteira. •A cerimónia do casamento é acompanhada pela música de Domenico Scarlatti.
  • 25.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo Baltasar vai sozinho ao Monte Junto para reparar a passarola e, inesperadamente, quando entrou nela ela levantou voo, desaparecendo •Transporte de várias estátuas de santos para Mafra. •A viagem de trinta noviços, do convento de S. José de Ribamar, em Algés, para Mafra. ••Baltasar vai ao Monte Junto, sozinho, para verificar o estado da passarola; XXIII •A máquina inesperadamente levanta voo quando Baltasar lá entra para a reparar: sem intenção, Baltasar rasga os panos que tapavam as esferas “Baltasar viu os panos arredarem-se para o lado com estrondo, o sol inundou a máquina, brilharam as bolas de âmbar e as esferas. A máquina rodopiou duas vezes, despedaçou, rasgou os arbustos que a envolviam, e subiu. Não se via uma nuvem no céu.”
  • 26.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo • Em Mafra há a sagração do convento, em 22 de Outubro de 1730; • Blimunda inquieta e angustiada procura incessantemente o seu XXIV homem; • Usa o espigão de Baltasar para evitar ser violada por um frade.
  • 27.
    Parte/ Sequências Narrativas Capítulo Durante 9 anos Blimunda procura Baltasar e vai encontrá-lo em Lisboa a ser queimado num auto-de-fé. Quando Baltasar está para morrer, a sua “vontade” desprende-se e é recolhida dentro do peito de Blimunda. •Sete-Luas procurou Baltasar por todos os lados “Durante nove anos, Blimunda procurou Baltasar. Conheceu todos os caminhos do pó e da lama, a branda areia, a pedra aguda, tantas vezes a geada rangente e assassina, dois nevões de que só saiu viva porque ainda não queria XXV morrer”. •Em 1739, “onze supliciados”, entre eles António José da Silva, o Judeu, estão prestes a ser queimados na fogueira; •Baltasar é um dos condenados: “Naquele extremo arde um homem a quem falta a mão esquerda”. Após reconhecer o seu amado Blimunda viu que “uma nuvem fechada está no centro do seu corpo. Então Blimunda disse, Vem.”
  • 28.