O capítulo apresenta a personagem Baltasar Mateus, conhecido como Sete-Sóis, e descreve sua viagem de Évora para Lisboa, onde se encontra com outros mendigos. O número sete é recorrente e carrega significados místicos na obra.
Agrupamento de Escolasde Golegã, Azinhaga e Pombalinho
Escola B. 2,3/S Mestre Martins Correia, Golegã
Ano letivo 2015/2016
Português
Mariana Guia, nº 15, 12º A
2.
Baltasar Mateus(Sete-Sóis);
João Elvas;
Mendigos.
Quanto à presença:
Heterodiegético.
Quanto à ciência:
Omnisciente.
Quanto à posição:
Subjetivo.
3.
O quartocapítulo da obra Memorial do
Convento desenrola-se no ano de 1711.
Neste capítulo, os locais visitados pelos
personagens são nos apresentados pela seguinte
ordem:
Évora;
Montemor;
Pegões;
Aldegalega (Montijo*);
Lisboa.
Nota: Neste capítulo, faz-se também referência à cidade de
Mafra, mas esta não é visitada no capítulo em questão. No entanto, é
uma cidade com um enorme destaque nesta obra.
Évora
Montemo
r
Pegões
Montijo*
Lisboa
4.
Apresentação de BaltasarSete-Sóis
Apresentação de Baltasar Mateus
(Sete-Sóis) e a sua viagem desde
Évora até Lisboa e respetiva
permanência em Lisboa.
5.
Neste capítulo,é-nos apresentada a personagem Baltasar Mateus,
o Sete-Sóis, de 26 anos. Este era soldado, mas acabou expulso do
exército por já não lhe ser útil, uma vez que perdeu a mão esquerda na
batalha de Jerez de los Caballeros, batalha realizada para decidir quem
iria governar Espanha: Carlos (austríaco) ou Filipe (francês).
Após sair do exército, Baltasar começou a pedir esmola em Évora,
por forma a pagar um gancho e um espigão, a um ferreiro e a um
seleiro, para ocuparem o lugar da mão esquerda.
Faz-se uma referência às tropas, “descalça e rota, roubava os
lavradores, recusava-se a ir à batalha, (…) assaltando para comer,
violando mulheres desgarradas, (…)”.
Baltasar saiu de Évora em direção a Lisboa, passando por
Montemor, onde se lembra que os pais não têm quaisquer notícias dele.
Passa por Pegões e, perto dessa região, mata um de dois homens que
o tentam assaltar. Utiliza o seu espigão para o matar e o seu gancho
para arrastar o corpo.
6.
Passou porAldegalega e acaba por ir de barco até Lisboa.
Chegando a Lisboa, Baltasar pondera permanecer em Lisboa,
onde poderia pedir esmola, ou ir para Mafra, para junto dos pais,
onde não poderia trabalhar com apenas uma mão à sua disposição.
Fica em Lisboa e segue o seu caminho até ao Terreiro do Paço.
Acaba por encontrar João Elvas, um antigo soldado, com mais
idade e mais experiência, mas que, agora, vivia como Baltasar. João
Elvas e Baltasar, juntamente com outros mendigo, passam a noite
debaixo de uns telheiros abandonados.
O capítulo encerra com o final dessa noite, onde se falava da
grande criminalidade existente em Lisboa e comparando as mortes
ocorridas em Lisboa com as mortes ocorridas na guerra (onde João
Elvas e Baltasar têm mais experiência).
Retrata-se um caso de uma jovem que acabou por ser esquartejada pelo
homem com que iria casar, contra a sua vontade. Um dos casos mais horríveis e
macabros, uma vez que as partes do corpo foram aparecendo separadas e
deixadas na Cotovia, nas obras do conde de Tarouca e nos Cardais. Nem na
guerra se presenciava tal chacina.
7.
“(...) julgam-no vivoporque não têm notícias de que esteja morto,
ou morto porque as não têm que seja vivo.”
“(…) batiam juras no peito onde se reuniam fios, cruzes, berloques,
cordões, tudo de bom ouro brasileiro, assim como os longos e
pesados brincos ou argolas, arrecadas ricas que valiam a mulher.”
8.
É umnúmero sagrado, perfeito e
poderoso, segundo Pitágoras. Considerado um
número místico, indica o processo de passagem
do conhecido para o desconhecido.
É o número da conclusão cíclica e da
transformação.
É um número muito utilizado na Bíblia e
repetido 77 vezes no Antigo Testamento.
9.
“Coincidências”:
Temos ciclosde vida de sete em sete anos.
Existem:
Sete dias da semana;
Sete dons do Espírito Santo;
Sete pecados capitais;
Sete pedidos expressos no Pai Nosso;
Sete sacramentos;
Sete notas musicais;
Sete chacras;
Sete cores no arco-íris;
(…).
As nossas células renovam na totalidade de sete em sete anos.
Lembramos a morte de entes queridos ao final de sete dias.
10.
Simboliza aluz, o amor, a paixão, a virtude,
o conhecimento, a juventude, o fogo, o poder, a
realeza, a força, a perfeição, o nascimento, a
morte, a ressurreição e a imortalidade.
Consiste numa fonte de vida.
Consiste em sete vidas,
sendo estas vidas
associadas às vidas dos
homens do povo.
11.
Memorial doConvento de José
Saramago.
Dicionário de Símbolos:
http://www.dicionariodesimbolos
.com.br/sol/
Restaurante Number Seven:
http://www.numberseven.com.br
/restaurante/numero/
Capítulo IV por 12anogolega
(SlideShare):
http://pt.slideshare.net/12anogol
ega/captulo-iv-7898316