Pacto curriculo

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Pacto curriculo

  1. 1. PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA CURRÍCULO NA ALFABETIZAÇÃO: CONCEPÇÕES E PRINCÍPIOS ANO 01
  2. 2. INICIANDO CONVERSA Os desafios são muitos! Nos últimos anos a busca da garantia de uma escola democrática, educação de qualidade para todos os alunos, levou a escola a rever
  3. 3. DIREITO GARANTIDO... Aprender a ler e escrever é um direito de todos que precisa ser garantido por meio de uma prática educativa baseada em princípios relacionados a uma escola inclusiva.
  4. 4. OBJETIVOS DESSA UNIDADE:  Entender a concepção de alfabetização na perspectiva do letramento;  Aprofundar a compreensão sobre currículo nos anos iniciais do Ensino Fundamental na perspectiva da Educação Inclusiva e das diferentes concepções de alfabetização.
  5. 5. SUJEITOS DA EDUCAÇÃO
  6. 6. O que é currículo?
  7. 7. “O currículo é sempre o resultado de uma seleção, de um universo mais amplo de conhecimento e de saberes; Seleciona-se aquela parte que vai constituir precisamente CURRICULO”
  8. 8. CURRICULO NO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO Ao falar em alfabetizar no Brasil, pode-se referir a práticas diversas de ensino da leitura e da escrita, desde aquelas vinculadas ao ensino de letras, sílabas e palavras com base em métodos sintéticos ou analíticos que usam textos de cartilhas, até as que buscam inserir os alunos em práticas sociais de leitura e escrita.
  9. 9. MÉTODO SINTÉTICO? É uma metodologia de alfabetização, que parte do estudo das unidades menores da língua (letras, fonemas ou sílabas), para só então iniciarem o estudo das unidades maiores da língua (palavras, frases ou textos).
  10. 10. VOCÊ SABIA QUE?  Estes foram os métodos predominantes em toda a Antiguidade e Idade Média, desde a Grécia Antiga e Império Romano até o início do século XVIII.  No entanto, ainda hoje encontramos sua aplicação em algumas salas de aula em nosso país.
  11. 11. MÉTODO ANALÍTICO Em fins do século XVIII, no esforço de motivar as crianças para o estudo da língua, foram criados os “métodos analíticos”, nos quais se parte do estudo de unidades significativas da língua (palavras, frases ou textos), para depois analisar as partes menores (sílabas, letras, fonemas).
  12. 12. MÉTODOS ANALÍTICO-SINTÉTICOS  Estes iniciam com o estudo da língua com as unidades maiores e concentram-se logo depois na análise silábica das palavras para, em seguida, formar novas palavras com os padrões (famílias) silábicos estudados. As famosas cartilhas escolares são exemplo desse método.
  13. 13. RESSALVA AO MÉTODO PAULO FREIRE O método de alfabetização criado por Freire foi amplamente aplicado em experiências de escolarização formal e não-formal, principalmente nordeste brasileiro. Apesar de possuir características dos métodos analítico-sintéticos, sua concepção contextualizada e crítica da educação, do homem como sujeito histórico e cultural, da língua como produção viva e dinâmica da sociedade, não se identifica com o mecanicismo dos métodos de ensino descritos anteriormente.
  14. 14. PRÁTICA EM DIFERENTES ESPAÇOS:  Na família;  No trabalho;  Na escola. Porém, a escola é a instituição oficial responsável pelo ensino da leitura e da escrita, salientando que, mesmo nesse espaço, o ensino tem apresentado certa diversidade.
  15. 15. ABORDAGEM DE CHARTIER (2000) As mudanças nas práticas de ensino podem se relacionar, dentre vários aspectos, a alterações nas definições dos “conteúdos” a serem ensinados, que constituiriam mudanças de natureza didática, pedagógica (material pedagógico, avaliação...), que corresponderiam a mudanças pedagógicas.
  16. 16. DIFERENTES PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO As mudanças de naturezas didática e pedagógica no ensino da leitura e da escrita, são decorrentes de diferentes aspectos:  Desenvolvimento científico em diferentes áreas;  Contexto socioeconômico;  Organização escolar;  Desenvolvimento tecnológico;  Mudanças pedagógicas (material pedagógico, livros didáticos, entre outros).
  17. 17. CURRÍCULO NA VISÃO DE MOREIRA E SILVA (1994) Para Moreira e Silva, currículo não é como um veículo que transporta algo a ser transmitido e absorvido, mas como um lugar em que ativamente em meio a tensões, se produz e se reproduz cultura. Refere-se, nessa perspectiva, a criação, recriação, contestação e transgressão.
  18. 18. PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO Até meados da década de 1980 a discussão acerca das práticas de alfabetização era sobre os métodos mais eficazes para ensinar a ler e escrever, que envolviam os sintéticos, analíticos e analítico-sintéticos. Todos se baseavam em uma concepção de leitura e escrita como decodificação e codificação.
  19. 19. ALUNO COMO SUJEITO PASSIVO Partia do pressuposto de que todos os alunos iniciavam o processo sem conhecimento algum sobre a escrita e que cabia aos professores o ensino das letras, sílabas e palavras.  Aluno recebedor de algo pronto: a língua.
  20. 20. MODELO DE ALFABETIZAÇÃO ENGESSADO? Os professores alfabetizadores, no geral, seguiam a cartilha à risca, garantindo que todos os alunos fizessem as mesmas atividades de forma correta. O erro precisava ser evitado, pois era sinônimo de que o aluno não tinha aprendido o que fora ensinado/transmitido.
  21. 21. ENSINO FUNDAMENTAL DE OITO ANOS As crianças passam todo o ano aprendendo LETRAS, SÍLABAS, PALAVRAS E LENDO e escrevendo textos cartilhados e, portanto, artificiais, que não correspondiam àqueles com os quais os alunos conviviam fora da escola.
  22. 22. O QUE MUDAR? Mudava-se a cartilha ou o método utilizado, mas as práticas continuavam pautadas em um programa curricular voltado para a aprendizagem do código, desvinculado dos usos sociais da leitura e da escrita, que desconsiderava os conhecimentos que as crianças possuíam sobre a escrita.
  23. 23. EVOLUIR X APRENDIZAGEM  Muitos alunos iniciavam a 1ª série lendo e escrevendo palavras e textos, atividades escolares que, além de repetitivas, não faziam evoluir em suas aprendizagens. Portanto, estes eram excluídos do processo de ensino e aprendizagem.  Já as crianças que cometiam erros e concluíam o ano sem o domínio do código escrito, aumentavam cada vez mais o número de repetência e evasão escolar, ou seja, eram excluídos em seuseram excluídos em seus direitos de aprendizagem da leitura e dadireitos de aprendizagem da leitura e da escritaescrita.
  24. 24. AVALIADOS COMO DEFICIENTES Nesse contexto, as crianças que apresentavam necessidades especiais eram segregadas em salas específicas e muitos dos alunos que foram reprovados nas salas de aula regulares eram avaliados como “deficientes”. O sistema escolar era excludente e atendia a uma pequena parcela da população.
  25. 25. EDUCAÇÃO INCLUSIVA Se a escola não promovesse a exclusão das diferenças, não precisaríamos definir aqui os princípios que fundamentam uma “escola inclusiva”, que conhece cada aluno, respeita suas potencialidades e necessidades e a elas responde com qualidade pedagógica” (BRASIL, 2004, p.08)
  26. 26. QUAIS PRINCÍPIOS ?  Principio da aceitação e respeito às diferenças, como um dos pilares fundamentais para uma educação para todos, uma vez que estamos inseridos em um estado democrático e de direito.
  27. 27. CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 PRINCIPIO FUNDAMENTAL:  a dignidade humana e, por conseguinte, o exercício da cidadania.  No artigo 205, apresenta a educação como “direito de todos”;  No artigo, 206, Inciso I, estabelece “a igualdade de condições de acesso e permanência na escola” como um dos princípios para o ensino.
  28. 28. DESAFIO X ADVERSIDADE  Encontramos o direito instituído, mas como viabilizá-lo?  Como garantir acesso ao ensino e permanência no âmbito educacional de qualidade?
  29. 29. A PARTIR DOS ANOS 90...  Documentos internacionais, como por exemplo. A Declaração Mundial sobre Educação para Todos (UNICEF, 1990).  Declaração de Salamanca (BRASIL,1994)  Convenção de Guatemala (BRASIL,2012). Influenciaram no Brasil a elaboração de leis e ações relacionadas às políticas públicas de educação inclusiva, as quais estão sendo efetivadas gradativamente.
  30. 30. •LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL LDBEN/96  No artigo 59, preconiza que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos:  CURRÍCULO;  MÉTODOS;  RECURSOS;  ORGANIZAÇÃO ESPECÍFICOS. CURRÍCULO INCLUSIVO.
  31. 31. REFORMULAR O CURRÍCULO Para que a criança se aproprie do Sistema de Escrita Alfabética (SEA), que se configura como direito de aprendizagem, é imprescindível a reformulação do CURRÍCULO que rege as escolas, em função da realização de práticas inclusivas.
  32. 32. Se acreditarmos que é possível, precisamos nos engajar no sentido de repensar o fazer pedagógico na alfabetização, visando ao atendimento de todos e a garantia dos direitos de aprendizagem. COMO INCLUIR E ATENDER Á DIVERSIDADE?
  33. 33. PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA  Acessibilidade e remoção das barreiras à aprendizagem;  Avaliação da aprendizagem numa perspectiva formativa;  Gestão participativa;  Participação da família e da comunidade;  Serviço de apoio especializado;  Currículo multicultural;  Professor com formação critico-reflexiva. NAKAYAMA, 2007.
  34. 34. SUPERAÇÃO DO “DALTONISMO CULTURAL” O professor “daltônico cultural” é aquele que não valoriza o “arco-íris de culturas” que encontra nas salas de aulas e com que precisa trabalhar, não tirando, portanto, proveito da riqueza que marca esse panorama. É aquele que vê todos os estudantes como idênticos, não levando em conta a necessidade de estabelecer diferenças nas atividades pedagógicas que promove. Moreira e Caudau – apud. Stoer e Cortesão(1999, p.31)
  35. 35. CURRÍCULO MULTICULTURAL!
  36. 36. shycafranco@hotmail.com 9125-2153 – OI (das 17:30 às 21h) 3421-8670 CELL
  37. 37. REFERÊNCIAS  BRASIL, Presidência da República. Declaração de Salamanca e ação sobre necessidades educativas especiais. Brasília: UNESCO, 1994.  BRASIL. Presidência da República. Ministério da Educação. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Brasikia: MEC, 1996.  MOREIRA.Antônio Flávio B. CANDAU. Vera M. Currículo.conhecimento e cultura.In: BEAUCHAMP. Jeanete. PAGEL. Sandra; NASCIMENTO. Aricélia R.do. Indagações sobre currículo. Brasilia. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica.2007. Disponível em:http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/indag3.pdf.  NAKAYAMA,Antônio Maria. Educação Inclusiva: princípios e representação Tese (doutorado) Universidade de São Paulo – Faculdade de Educação. 364p.2007.  UNICEF. Declaração mundial sobre educação para todos. Satisfação das necessidades Básicas de Aprendizagem. Jomtiem.1990.

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