SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 16
1
1
ALFABETIZAR LETRANDO: Um desafio permanente,
Alusai Gonçalves Rodrigues Rossi/alusaigrrossi@hotmail.com.br
RESUMO
Este artigo objetiva compreender os desafios que se colocam para os primeiros anos
da educação fundamental em conciliar os dois processos – alfabetização e letramento
– na expectativa de demonstrar que apesar dos desafios é possível alfabetizar
letrando, é possível assegurar aos alunos a apropriação do sistema alfabético e
condições de uso da língua nas práticas sociais de leitura e escrita. Portanto esta
pesquisa busca analisar as práticas de alfabetização em nossas escolas, através de
fontes bibliográficas e pesquisas de estudiosos que tem discutido a alfabetização na
perspectiva do letramento.
Palavras chaves: Alfabetização; Letramento; Desafios.
1. INTRODUÇÃO
Ao longo dos anos, a alfabetização escolar tem sido alvo constante de controvérsias
metodológicas e teóricas, exigindo dos educadores um ritmo intenso de capacitação,
que pressupõe uma mudança no quadro da educação brasileira. Em nosso país
predominou, durante décadas, o questionamento acerca da eficácia dos métodos de
alfabetização.
O domínio do entendimento do que é alfabetizar era o mesmo que investir no ensino
da codificação e decodificação de letras, palavras, frases-textos do tipo vovó viu a
uva. Essa noção de alfabetização acabou na década 1980, quando alguns estudos
sinalizaram para a construção do processo de alfabetização como algo bem mais
complexo do que a mera (de) codificação da escrita, pois a aprendizagem dessa
modalidade da língua obedece a fases distintas (FERREIRA; TEBEROSKY, 1985).
2
2
Segundo Soares (2004), alfabetizar é a ação de ensinar a ler e escrever. Percebe-se
que, nessa afirmação, o processo de letramento é um conjunto de estratégias e ações
infinitas.
No Brasil os conceitos de alfabetização e letramento se confundem. A discussão do
letramento aparece envolto no conceito de alfabetização, o que tem levado a uma
inadequada e imprópria síntese dos dois procedimentos. Atualmente é difícil distinguir
alfabetização de letramento, conceitos normalmente confundidos pelos professores
alfabetizadores, afinal até bem pouco tempo o termo letramento era totalmente
desconhecido.
A alfabetização e o letramento, são fundamentos da educação e devem ser encarados
como essenciais para que as crianças atinjam um nível satisfatório de compreensão
do mundo. É isso que a alfabetização e o letramento fazem, além de demonstrar os
signos e símbolos, faz com que compreendamos o mundo em que vivemos. Na
concepção atual, a alfabetização não precede o letramento, os dois processos podem
ser vistos como simultâneos, entendendo que no conceito de alfabetização estaria
compreendido o de letramento e vice-versa.
Para Freire (1980 e 1984), alfabetizar é desenvolvimento da consciência crítica, que
é um dos instrumentos primordiais para a emancipação do homem; enfatiza a
necessidade de o educador libertar-se, definitivamente, das práticas pedagógicas
ultrapassadas e alienadoras e descobrir a importância da busca do conhecimento
diário.
Tem sido muito acentuado os desafios da educação, sendo que os números e a
realidade revelam, claramente, que não tem sido fácil superá-los. Acreditamos que há
necessidade de um esforço conjunto, envolvendo profissionais de formações distintas,
mas complementares, que possam colaborar para a elaboração de novas propostas
educacionais, que melhor se ajustem ao perfil da população a ser educada Zorzi apud
SCOZ et, al, (2003, p 166).
3
3
Discutir sobre alfabetização e letramento é premissa para educadores das séries
iniciais, sabendo que nesse período que se desenvolve o processo de aquisição da
linguagem escrita, a qual envolve a decodificação dos símbolos gráficos escritos e
precisa voltar-se também para os símbolos produzidos pela sociedade como: slogan,
placas, rótulos, etc., pois a leitura e escrita são ações sociais, cujos papéis são
significativos em nossa sociedade. A busca da compreensão de como é visto os
processos de alfabetização e letramento e a contribuição destes a aquisição da leitura
e da escrita dos alunos levou-nos a discutir os desafios de alfabetizar letrando e as
concepções de alfabetização e letramento.
É necessário "diferenciar com cuidado as crianças com dificuldades de aprendizagem
das crianças com dificuldades escolares". Para elas essas últimas revelam a
incompetência da instituição educacional no desempenho de seu papel social e não
podem ser consideradas como problemas dos alunos. PARENTE e RENÑA- Scoz
(1987 op. cit. Sisto 2008)
Saliento as ideias de Paulo Freire (2001) o qual dizia que aprender a ler e a escrever
é aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto numa relação dinâmica
vinculando linguagem e realidade e ser alfabetizado é tornar-se capaz de usar a leitura
e a escrita como meio de tomar consciência da realidade e de transformá-la
Lúria (1988) afirma que a escrita da criança começa muito antes da primeira vez que
o professor coloca um lápis em sua mão. A incapacidade da criança em associar a
escrita com a leitura pode ser o resultado da não valorização daquilo que ela sabia e
praticava antes de chegar ao processo de alfabetização. Sabe-se que muitos pais
alfabetizam seus filhos em casa, não utilizando a metodologia da escola, mas
metodologias empíricas e aproveitam meios simples e eficazes.
Segundo Soares (2003, p.20), “só recentemente passamos a enfrentar esta nova
realidade social em que não basta apenas saber ler e escrever, é preciso também
fazer uso do ler e escrever, saber responder ás exigências da leitura e escrita que a
sociedade faz continuamente”.
4
4
Fica clara a afirmação de que alfabetização e letramento são processos diferentes,
especificidades diferentes, porém complementares, essenciais. O desafio que se
coloca hoje para os professores é como alfabetizar letrando? Como conciliar esses
dois processos, de modo a assegurar aos alunos a apropriação do sistema
alfabético/ortográfico e a plena condição de uso da língua nas práticas sociais de
leitura e escrita.
A missão de alfabetizar letrando exige um trabalho árduo por parte dos professores e
de toda a equipe escolar. Embora nossos alunos leiam razoavelmente bem, percebe-
se que sentem dificuldades para interpretar textos diversos. Não se trata de escolher
entre alfabetizar ou letrar, trata-se de alfabetizar letrando, ou seja, ensinar a ler e
escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o
indivíduo se torne, ao mesmo tempo, alfabetizado
A importância das práticas sociais de leitura e escrita também teve relevante suporte
de estudos que, no âmbito da linguística, da sociolinguística e da psicolinguística,
enfatizaram as diferenças entre as modalidades língua orais e língua escrita e
demonstraram como muitas crianças se apropriavam da linguagem escrita através do
contato com diferentes gêneros textuais.
Alfabetizar letrando significa orientar a criança para que aprenda a ler e a escrever
levando-a a conviver com práticas reais de leitura e de escrita; substituindo as
tradicionais e artificiaiscartilhas por livros, por revistas, por jornais, enfim, pelo material
de leitura que circula na escola e na sociedade, e criando situações que tornem
necessárias e significativas práticas de produção de textos.
Estudos sobre o desafio de alfabetizar letrando apontam à necessidade de aproximar
na educação a teoria e a prática. Indivíduos mesmo incapazes de ler e escrever
compreende papeis sociais da escrita distinguem gêneros ou reconhecem as
diferenças entre a língua escrita e a oralidade, pessoas alfabetizadas e pouco
letradas. Efetivando assim a função da educação tornando todos cidadãos críticos e
reflexivos de seu dia a dia.
5
5
Este artigo visa conscientizar o professor alfabetizador da importância de seu papel,
na formação do educando, rompendo com paradigmas tradicionais e fazendo-o
perceber que não basta alfabetizar.
Segundo Jaime Roberto Thomaz (2009), hoje os nossos alunos necessitam de um
processo de aprendizagem que focalize o alfabetizar letrando. Este é o grande desafio
proposto com esses estudos, conciliar esses dois processos (alfabetização e
letramento), assegurando aos alunos desde cedo, a apropriação do sistema
alfabético- ortográfico e condições possibilitadoras do uso da língua nas práticas
sociais.
A metodologia utilizada foi realização de captação de publicações, em língua
portuguesa, relacionados aos temas Letramento e Alfabetização através de bancos
de dados científicos eletrônicos, (Scielo, Biblioteca Cochrane, Science Direct), sites
de organizações ou instituições voltadas à pesquisa os desafios da pratica educativa
em alfabetizar letrando. Foi dada preferência às publicações mais recentes sobre os
temas em questão e às revisões sistemáticas concluídas. Os textos foram analisados
e sintetizados de forma reflexiva a fim de obter informações consistentes.
2. CONCEPÇÕES DE LEITURA E LETRAMENTO
Alfabetização é definida como um processo no qual o indivíduo constrói a gramática
e em suas variações. Esse processo não se resume apenas à aquisição dessas
habilidades mecânicas de codificação e decodificação do ato de ler, mas na
capacidade de interpretar, compreender, criticar, resinificar e produzir conhecimento
(MEC, 2008, p.10).
Segundo Verdiane (1997, p.9) “A alfabetização refere-se à aquisição da escrita
enquanto aprendizagem de habilidades para leitura, escrita e as chamadas práticas
de linguagem”.
O processo de alfabetização possibilita também a aquisição da escrita, viabiliza as
habilidades necessárias para a leitura, e a prática de linguagem. Sabe-se que a
alfabetização assegura a compreensão do contexto de gêneros textuais diversos
mediados pela interação experienciais de práticas de leitura e escrita destacando as
6
6
peculiaridades e domínios da linguagem e a partir das inter-relações estabelecidas as
possibilidades de construção de atividades perceptivas de práticas sociais diversas,
da transformação e da comunicação.
A linguagem é um fator primordial para subsistência da espécie humana, porque além
de servir como comunicação, também auxilia na formação da consciência para
organizar o pensamento. Trata –se de que a linguagem e sua a função de promover
a comunicação entre os indivíduos, ressaltando que existem várias formas de
linguagem. Para, além disso, Soares (2009, p. 31) menciona que “a alfabetização é a
ação de alfabetizar, de tornar “alfabeto
Letramento é o resultado da ação de ensinar a ler e escrever. É o estado ou a condição
que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado
da escrita. O nível de letramento é determinado pela variedade de gêneros de textos
escritos que a criança reconhece (MEC, 2008, p.11).
O letramento não está restrito ao sistema escolar, mas vamos nos ater nesse meio
por considerar que cabe à escola, fundamentalmente, levar os seus educandos a um
processo mais profundo nas práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita.
Saber ler e escrever um montante de palavras não é o bastante para capacitar o
indivíduo para a leitura diversificada, necessário é saber fazer uso do ler e do escrever,
saber responder às exigências de leitura e de escrita que a sociedade faz. Então, o
nome letramento surgiu mediante a esta nova constatação.
Letramento é palavra e conceito recente, introduzidos na linguagem da educação e
das ciências linguísticas há pouco mais de duas décadas; seu surgimento pode ser
interpretado como decorrência da necessidade de configurar e nomear
comportamentos e práticas sociais na área da leitura e da escrita.
O vocábulo é um tanto quanto fora do comum para muitos profissionais da área da
educação e, principalmente, para os acadêmicos desse setor. Esse vocábulo surgiu
entre os linguistas e estudiosos da língua portuguesa, e então passou a ter veiculação
no setor educacional.
7
7
Evidenciou –se que uma das primeiras menções feitas deste termo ocorreu no livro
de Mary A. Kato: No mundo da escrita: uma perspectiva psicolinguística, de 1986.
“Acredito que a chamada norma padrão, ou a língua falada culta, é consequência do
letramento, motivo porque, indiretamente é função da escola desenvolver no aluno o
domínio da linguagem falada e institucionalmente aceita”. (Mary Kato, 1986).
Gênero de textos são as diferentes espécies de texto, escritos ou falados, que
circulam na sociedade, reconhecidos com facilidade pelas pessoas. Por exemplo:
bilhete, romance, poema, sermão, conversa de telefone, contrato de aluguel, notícia
de jornal, piada, reportagem, letra de música, regulamento, entre outros (MEC, 2008,
p.19).
Suportes referem-se à base material que permite a circulação desses gêneros, com
características físicas diferenciadas. Por exemplo: o jornal, o livro, o dicionário, o
catálogo, a agenda e outros, conforme MEC (2008. p.19).
Assim, letramento é o estado ou a condição de quem responde adequadamente às
demandas sociais pelo uso amplo e diferenciado da leitura e da escrita.
“Letramento é, sobretudo, um mapa do coração do homem, um mapa de quem você
é, e de tudo o que pode ser”. (Soares, 2003). Letramento é o resultado da ação de
ensinar a ler e escrever. É o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um
indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita. É usar a leitura e a
escrita para seguir instruções (receitas, bula de remédio, manuais de jogo),
comunicar-se (recado, bilhete, telegrama), divertir e emocionar-se (conto, fábula,
lenda) informar (notícia) e orientar-se nas ruas (os sinais de trânsito) e no mundo (o
Atlas).
3. OS DESAFIOS DE ALFABETIZAR LETRANDO NO PROCESSO DE LEITURA E
ESCRITA
A escola, além de alfabetizar, precisa dar as condições necessárias para o letramento.
E um dos pontos importantes para letrar, é saber que há distinção entre alfabetização
8
8
e letramento, entre aprender o código e ter habilidade de usá-lo. Essa compreensão
é o grande problema nas salas de aula. As crianças precisam ser alfabetizadas
convivendo com material escrito de qualidade. Assim, a criança se alfabetiza sendo,
ao mesmo tempo, letrada. É possível alfabetizar letrando por meio da prática da leitura
e da escrita.
Numa definição bem simples, Soares define letramento da seguinte forma:
“Letramento é o que as pessoas fazem com as habilidades de leitura e de escrita, em
um contexto específico, e como essas habilidades se relacionam com as
necessidades, valores e práticas sociais”. (Soares, 2003, p.72)
Esta definição demonstra claramente que as “habilidades de leitura e escrita” inserem
o indivíduo em uma nova dimensão no aspecto social em que vive. Portanto, há uma
diferença entre saber ler e escrever, ser alfabetizado e letrado. Aprender a ler e
escrever torna a pessoa alfabetizada, enquanto envolver-se nas práticas sociais da
leitura e da escrita, torna essa pessoa letrada.
Esse termo se inaugura pela necessidade de configurar e nomear novos
comportamentos e práticas sociais de leitura e escrita, que ultrapassem o domínio do
sistema alfabético e ortográfico. De acordo com a interpretação dessa aprendizagem
no tocante à função social da leitura e da escrita, ou seja, na perspectiva do
letramento, que essa ação se dê num sentido de tornar o indivíduo “usuário” eficiente,
criativo e autônomo da leitura e da escrita.
Sabe-se que há uma distinção entre as causas que geram no educando a dificuldade
de ler e escrever durante seu processo de alfabetização e uma delas é a comum
dissociação do letramento. Outras eventualmente causas podem assim ser citadas:
déficit perceptual, déficit linguístico, dislexia, disgrafia, disortográfica, dislalia dentre
outras.
A compreensão da leitura abrange aspectos sensórios, emocionais, intelectuais,
fisiológicos, neurológicos, culturais, econômicos e políticos. É a correlação entre os
sons e os sinais gráficos através da discriminação do código e a compreensão da
9
9
ideia. A leitura é um processo advindo em longo prazo e em determinados momentos
da vida cotidiano que determinam à aprendizagem e a não aprendizagem.
Em conformidade com o que foi explanado acima, Nunes (2001, p.75) enfatiza:
A relação entre leitura e escrita não é uma simples questão de passar de som
para letra na escrita e inverter esse processo, passando de letra para som na
leitura. Dois tipos de estudo indicam a existência de diferenças entre leitura
escrita: os estudos que analisam as discrepâncias entre leitura e escrita nas
mesmas crianças e os que analisam as interferências com a execução
dessas habilidades.
Portanto, a leitura e a escrita são processos que requer diversas análises que possam
melhorar a aquisição desses, havendo intervenção por parte do docente quando
necessário.
Ensinar a ler e escrever exige do aluno requisitos para estabelecer situações didáticas
diferenciadas, capazes de se adaptar à diversidade na sala de aula. Dessa forma,
ensinar a ler e escrever depende de compartilhar, seja, nos objetivos, nas tarefas, nos
conteúdos. Assim a responsabilidade é distinta tanto para o professor quanto ao
aluno. Com isso é necessário que o professor analise sua prática constantemente a
partir de determinados parâmetros articuladores.
Nos dias de hoje, sabemos que um indivíduo plenamente alfabetizado é “aquele capaz
de atuar com êxito nas mais diversas situações de uso da língua escrita”. Dessa forma,
não basta apenas ter o domínio do código alfabético, isto é, saber codificar e
decodificar um texto (alfabetização): é necessário conhecer a diversidade de textos
que percorrem a sociedade, suas funções e as ações necessárias para interpretá-los
e produzi-los (letramento).
De acordo com Soares (1998), adquirir a leitura e escrita, ou ser alfabetizado somente,
não basta, é necessário fazer o uso dessas linguagens, ou seja, é preciso ser letrado,
fazer uso competente da língua escrita em circunstâncias sociais e que esta prática
não se restringe apenas ao contexto escolar.
10
10
Segundo Soares (2003), alfabetização e letramento são, pois, processos distintos, de
natureza essencialmente diferente; entretanto, são interdependentes e mesmo
indissociáveis. Já que uma pessoa pode ser alfabetizada e não ser letrada, como
também pode ocorrer o inverso - ser letrado, mas não ser alfabetizado - assim
descreve Soares: (...) um adulto pode ser analfabeto, porque marginalizado social
economicamente, mas, se vive em um meio em que a leitura e a escrita tem presença
forte, se interessa em ouvir a leitura de jornais feita por um alfabetizado, se recebe
cartas que outros leem para ele, se dita carta para que um alfabetizado escreva (e é
significativo que, em geral, dita usando vocabulário e estruturas próprias da língua
escrita), se pede a alguém que lhe leia avisos ou indicações afixados em algum lugar,
esse analfabeto, é de certa forma, letrado, por que faz uso da escrita, envolve-se em
práticas sociais de leitura e escrita.
Segundo Lerner (2002), se a escola ensina a ler e escrever com o único propósito de
que os alunos aprendam a fazê-lo, eles não aprenderão a ler e escrever para cumprir
outras finalidades (essas que a leitura e a escrita cumprem na vida social); se a escola
abandona os propósitos didáticos e assume os da prática social, estará abandonando
ao mesmo tempo sua função ensinam-te.
Nessa perspectiva, faz-se necessário repensar o posicionamento da escola enquanto
espaço propício para leitura e escrita. Visto que, o sistema educacional se configura
através de ações integradas que apontam e propiciam à ampliação de conhecimentos
atribuídos as diversas realidades, sejam estas de cunho social ou cultural.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O domínio da escrita alfabética, além de ser instrumento de luta, é condição
necessária para a participação efetiva nas práticas de leitura e escrita; portanto, essa
pesquisa buscou investigar a apropriação da alfabetização na perspectiva de
alfabetizar letrando.
Alfabetizar letrando significa orientar a criança para que aprenda a ler e a escrever
levando-a a conviver com práticas reais de leitura e de escrita; substituindo as
tradicionais e artificiaiscartilhas por livros, por revistas, por jornais, enfim, pelo material
11
11
de leitura que circula na escola e na sociedade, e criando situações que tornem
necessárias e significativas práticas de produção de textos. Alfabetizar letrando é
quando o professor compreende o universo de seu aluno e aplica todo o seu
conhecimento e sabedoria com base nessa realidade, supera os desafios e insere
seus alunos socialmente.
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALLIENDE, F. et al. Compreensão da leitura 1: fichas para o desenvolvimento da
compreensão da leitura com crianças de 7 a 9 anos. Campinas: Editorial Psy
II,1994a.
ALLIENDE, F. et al. Compreensão da leitura 2: fichas para o desenvolvimento da
compreensão da leitura com crianças de 10 a 12 anos. Campinas: Editorial Psy II,
1994b.
ALLIENDE, F. et al. Compreensão da leitura 3: fichas para o desenvolvimento da
compreensão da leitura com adolescentes. Campinas: Editorial Psy II, 1994c.
AJURIAGUERRA, J. A Dislexia em Questão. Porto Alegre, Artes Médicas, 1984.
BARBOSA, L. M. Serrat. Psicopedagogia: um diálogo entre a psicopedagogia e a
educação. Curitiba. Bolsa Nacional do Livro, 2006.
Brasil. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei 9.394, de 20 de
dezembro de 1996... – Brasília: senado federal, subsecretaria de Edições Técnicas,
2002.
BOSSA, Nádia. A Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática.
Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1994.
BOSSA, A. Nadia; Fracasso Escolar – Um olhar psicopedagógico: Artmed, 2002
São Paulo.CONDEMARIN, Mabel & MARLYS, B. Dislexia? Manual de Leitura
Conectiva. Porto Alegre. Artes Médicas, 1989.
12
12
CANO – Sánchez Manuel, BONALS e colaboradores; Avaliação Psicopedagógica
Atmed – Porto Alegre, 2008.
CAVALCANTE, Rosiane Assunção Mendonça. O processo de leitura e de escrita
numa visão psicopedagógica. Artigo disponível
em: http://www.webartigos.com/artigos/o-processo-de-leitura-e-escrita-numa-
visao-psicopedagogica/43209/#ixzz2ZWFtKlBm. Acesso em: 12 de setembro de
2015.
CAGLIARI, L.C. Alfabetização e linguística. 10. ed. São Paulo: Scipione, 2000.
CAPELLINI, S. A.; OLIVEIRA, K. T. de. Problemas de aprendizagem relacionados às
alterações de linguagem. In: CIASCA, S. M. Distúrbios de aprendizagem: proposta
de avaliação Interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo Livraria, 2003, p. 113-
139.
CAPOVILLA, A. G. S.; CAPOVILLA, F. C. Problemas de leitura e escrita: como
identificar, prevenir e remediar numa abordagem fônica. São Paulo, SP: Memnon-
FAPESP, 2000.
CIASCA, S. M. Distúrbios de aprendizagem: proposta de avaliação
interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo Livraria, 2003.CONDEMARÍN, M.
Uni-duni-ter: exercícios de leitura e escrita. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.
CONDEMARÍN, M.; GALDAMES, V.; MEDINA, A. Oficina de linguagem: módulos
para desenvolver a linguagem oral e escrita. São Paulo: Moderna, 1997.
CONDEMARÍN, M.; MILICIC, N. Cada dia um jogo. Campinas: Editorial Psy, 1996.
CONDEMARÍN, M; CHADWICK, M. Oficina de escrita. Campinas: Editorial Psy II,
1994
13
13
CORINNE, Smith LISA Strick, Dificuldades de aprendizagem de A a Z: um guia
completo para pais e educadores Artmed 2007, Porto Alegre.
COLELLO, S. M. G. Alfabetização e Letramento: Repensandoo Ensino da Língua
Escrita. Disponível em: http://www.hottopos.com/videtur29/silvia.htm. Acesso em 10
de setembro de 2015.
ESPÍNDOLA, Ana Lúcia. Entre o singular e o plural: relação com o saber e a
leitura nos primeiros anos de escolarização. Tese de Doutorado. São Paulo: USP,
2003
FERREIRO, Emília; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto
Alegre, Artmed, 1986.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo. 41ª ed. Cortez. 2001.
FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização. São Paulo: Cortez, 1985.
GALVÃO, Andréa. LEAL, Telma. Há lugar ainda para métodos de alfabetização?
Conversa com professores (as). In: MORAIS, ALBUQUERQUE, LEAL (orgs).
Alfabetização Apropriação do Sistema de Escrita Alfabética. Belo Horizonte:
Autêntica, 2005.
GOLBERT, Clarissa S. Considerações sobre as atividades dos profissionais em
Psicopedagogia na Região de Porto Alegre, in Boletim da Associação Brasileira de
Psicopedagogia, ano 4, no. 8, agosto de 1985.
GUIDOLIN, Reinaldo. Distúrbios de aprendizagem. 2004. Mimeo. KATO, Mary
Aizawa. O aprendizado da leitura. 5ª edição.
São Paulo: Martins Fontes, 1999.
KATO, M. No mundo da escrita: uma perspectiva psicolinguística, São Paulo:
Ática, 1987.
14
14
KLEIMAN, A.B. Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a
prática social da escrita. Campinas, Mercado das Letras, 1995.
LEITE, S.A. Alfabetização e letramento – contribuições para as práticas
pedagógicas. Campinas, Komedi/ Arte Escrita, 2001.
LERNER, D. Ler e escrever na escola: O real o Possível e o Necessário. Porto
Alegre, RS: Artmed, 2002.
MORAIS, António Manuel Pamplona, 1959? Distúrbios de aprendizagem: uma
abordagem psicopedagógica / António Manuel Pamplona Morais. ? São Paulo:
EDICON, 1997.
MORAIS A. & Leite T. Como promover o desenvolvimento das habilidades de
reflexão fonológica dos alfabetizandos. MEC: UFPE/ CEEL 2005.
MOURA, Santos Sampaio. A dificuldade na leitura e na escrita durante o processo
de alfabetização. TrabalhosFeitos.com. Retirado 08, 2011, de
http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/a-Dificuldade-Na-Leitura-e-Na/54993.html
MACEDO, Lino de. “Prefácio” a SCOZ et alii, Psicopedagogia – contextualização,
Formação e Atuação Profissional. Porto Alegre: Artes Medicas, 1992.
MARSH, C. et al. A cognitive-developmental approach to reading acquisition. In:
WALLER, T.; MACKINNON,
G. E. (Ed.). Reading research: advances in theory and practice. New York:
Academic Press. 1981, v. 2, p. 59-70.
NUNES, C. A. A. Objetos de aprendizagem a serviço do professor. 2004.
Disponível em: <http://www.
microsoft.com/brasil/educacao/parceiro/objeto_texto.mspx>. Acesso em: 20 de
setembro de 2015.
15
15
PINHEIRO, A. M. V. Leitura e escrita: uma análise cognitiva. Campinas: Editorial
Psy II, 1994NUNES, Terezinha. Dificuldades na Aprendizagem da Leitura: Teoria
e Prática. São Paulo: Cortez, 1992.
PAÍN, Sara. Diagnóstico e tratamento dos problemas da aprendizagem. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1985.
PIAGET, Jean. A Linguagem e o Pensamento da Criança. 6ª ed., São Paulo:
Martins Fontes, 1993.
____________ A equilibração das estruturas cognitivas, problema central do
desenvolvimento. Trad. Fernando Silva. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.
POLITY, E. Pensando as dificuldades de aprendizagem à luz das relações
familiares. Disponível em www.psicopedagogiaonline.com.br. Acesso em 12 de
agosto 2009.
PAÍN, Sara; Diagnostico e tratamento dos problemas de aprendizagem – Porto
Alegre: Artmed 1985.
READ, C. A. et al. The ability to manipulate speech sounds depends on knowing
alphabetic reading. Cognition, v. 24, p. 31-45, 1986.
RIBEIRO, V. M. Letramento no Brasil. São Paulo: Global, 2003.
ROZADOS, H. B. F. Objetos de aprendizagem no contexto da construção do
conhecimento. C&D-Revista Eletrônica da Fainor, Vitória da Conquista, v. 2, n. 1, p.
46-63, jan./dez., 2009.
SANTOS, M. T. M. dos; NAVAS, A. L. G. P. Distúrbios de leitura e escrita: teoria e
prática. São Paulo: Manoele, 2002.
16
16
SCARGO, Claudette et alli. ; A Práxis Psicopedagógica Brasileira, editor Herval
Gonçalves Flores. São Paulo: ABPP. , 1994. Vários Autores.
SCOZ, Beatriz. Psicopedagogia e a realidade escolar: o problema escolar e a
aprendizagem. Petrópolis, RJ: Vozes, 14ª ed., 2007.
SILVA, Thiago Rosa da. Dificuldade de aprendizagem na leitura e na escrita.
Artigo disponível em: http://www.itpac.br/hotsite/revista/artigos/24/6.pdf. Acesso em:
12 de julho de 2013.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de Leitura. Editora: Artes Médicas, 1987.
SMOLKA, A.L. Bustamante. A criança na fase inicial da escrita. São Paulo,
Cortez,1988.
SOARES, Magda. Letramento e escolarização. São Paulo: Global, 2003.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte,
Autêntica, 1998.
TFOUNI, L.V. Letramento e Alfabetização. São Paulo, Cortez, 1995.
TEBEROSKY, Ana & FERREIRO, Emília. Psicogênese da Língua Escrita. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1986.
TIBA, Içami. Quem ama educa. 165ª edição. São Paulo: Gente, 2002.
WEISS, Maria Lúcia Lemme. Psicopedagogia clínica: Uma visão diagnóstica dos
problemas de aprendizagem escolar. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Metodologia e alfabetização
Metodologia e alfabetizaçãoMetodologia e alfabetização
Metodologia e alfabetização
cefaprodematupa
 
Alfabetização e letramento caminhos e descaminhos
Alfabetização e letramento caminhos e descaminhosAlfabetização e letramento caminhos e descaminhos
Alfabetização e letramento caminhos e descaminhos
Naysa Taboada
 
Letramento e alfabetização. A muitas facetas Magda Soares
Letramento e alfabetização. A muitas facetas Magda SoaresLetramento e alfabetização. A muitas facetas Magda Soares
Letramento e alfabetização. A muitas facetas Magda Soares
Susana Felix
 
A importância do letramento
A importância do letramentoA importância do letramento
A importância do letramento
Cristina Rigolo
 
Para quem a escola gagueja
Para quem a escola gaguejaPara quem a escola gagueja
Para quem a escola gagueja
adrianomedico
 
Unidade 3 2º encontro os conhecimentos sobre o sea (versão final)
Unidade 3 2º encontro   os conhecimentos sobre o sea (versão final)Unidade 3 2º encontro   os conhecimentos sobre o sea (versão final)
Unidade 3 2º encontro os conhecimentos sobre o sea (versão final)
Naysa Taboada
 
A aquisicao da lingua escrita como processo sociocultural (cleiton,edson,jaiane)
A aquisicao da lingua escrita como processo sociocultural (cleiton,edson,jaiane)A aquisicao da lingua escrita como processo sociocultural (cleiton,edson,jaiane)
A aquisicao da lingua escrita como processo sociocultural (cleiton,edson,jaiane)
Rosivaldo Gomes
 
O papel social da leitura e da escrita
O papel social da leitura e da escritaO papel social da leitura e da escrita
O papel social da leitura e da escrita
Márcia Varolo
 
PNAIC - Ano 01 unidade 7
PNAIC - Ano 01 unidade 7PNAIC - Ano 01 unidade 7
PNAIC - Ano 01 unidade 7
ElieneDias
 

Mais procurados (17)

Metodologia e alfabetização
Metodologia e alfabetizaçãoMetodologia e alfabetização
Metodologia e alfabetização
 
Alfabetização e letramento caminhos e descaminhos
Alfabetização e letramento caminhos e descaminhosAlfabetização e letramento caminhos e descaminhos
Alfabetização e letramento caminhos e descaminhos
 
A importancia do letramento
A importancia do letramentoA importancia do letramento
A importancia do letramento
 
Letramento e alfabetização. A muitas facetas Magda Soares
Letramento e alfabetização. A muitas facetas Magda SoaresLetramento e alfabetização. A muitas facetas Magda Soares
Letramento e alfabetização. A muitas facetas Magda Soares
 
Alfabetizacao livro
Alfabetizacao livroAlfabetizacao livro
Alfabetizacao livro
 
A importância do letramento
A importância do letramentoA importância do letramento
A importância do letramento
 
Para quem a escola gagueja
Para quem a escola gaguejaPara quem a escola gagueja
Para quem a escola gagueja
 
Unidade 3 2º encontro os conhecimentos sobre o sea (versão final)
Unidade 3 2º encontro   os conhecimentos sobre o sea (versão final)Unidade 3 2º encontro   os conhecimentos sobre o sea (versão final)
Unidade 3 2º encontro os conhecimentos sobre o sea (versão final)
 
Aprender a ler e a escrever - Ana Teberosky
Aprender a ler e a escrever  - Ana TeberoskyAprender a ler e a escrever  - Ana Teberosky
Aprender a ler e a escrever - Ana Teberosky
 
A aquisicao da lingua escrita como processo sociocultural (cleiton,edson,jaiane)
A aquisicao da lingua escrita como processo sociocultural (cleiton,edson,jaiane)A aquisicao da lingua escrita como processo sociocultural (cleiton,edson,jaiane)
A aquisicao da lingua escrita como processo sociocultural (cleiton,edson,jaiane)
 
Alfabetização e letramento
Alfabetização e letramentoAlfabetização e letramento
Alfabetização e letramento
 
O papel social da leitura e da escrita
O papel social da leitura e da escritaO papel social da leitura e da escrita
O papel social da leitura e da escrita
 
Alfabetização e letramento caminhos e descaminhos
Alfabetização e letramento caminhos e descaminhosAlfabetização e letramento caminhos e descaminhos
Alfabetização e letramento caminhos e descaminhos
 
Função social da escrita eliane poster
Função social da escrita eliane  posterFunção social da escrita eliane  poster
Função social da escrita eliane poster
 
Alfabetização e letramento
Alfabetização e letramentoAlfabetização e letramento
Alfabetização e letramento
 
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NAS SÉRIES INICIAIS
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NAS SÉRIES INICIAISALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NAS SÉRIES INICIAIS
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NAS SÉRIES INICIAIS
 
PNAIC - Ano 01 unidade 7
PNAIC - Ano 01 unidade 7PNAIC - Ano 01 unidade 7
PNAIC - Ano 01 unidade 7
 

Semelhante a Alusai artigo3 copia

Metodologia e processo da alfabetizacão das séries iniciais
Metodologia e processo da alfabetizacão das séries iniciaisMetodologia e processo da alfabetizacão das séries iniciais
Metodologia e processo da alfabetizacão das séries iniciais
cefaprodematupa
 
A formação de leitores na educação infantil
A formação de leitores na educação infantilA formação de leitores na educação infantil
A formação de leitores na educação infantil
Marcia Gomes
 
A oralidade e a escrita prof roberta scheibe1
A oralidade e a escrita   prof roberta scheibe1A oralidade e a escrita   prof roberta scheibe1
A oralidade e a escrita prof roberta scheibe1
Roberta Scheibe
 
A descoberta da escrita
A descoberta da escritaA descoberta da escrita
A descoberta da escrita
Filipa Xavier
 
Letramento e alfabetização
Letramento e alfabetizaçãoLetramento e alfabetização
Letramento e alfabetização
Samaramara88
 
Cirene Sousa E Silva
Cirene Sousa E SilvaCirene Sousa E Silva
Cirene Sousa E Silva
waleri
 

Semelhante a Alusai artigo3 copia (20)

Metodologia e processo da alfabetizacão das séries iniciais
Metodologia e processo da alfabetizacão das séries iniciaisMetodologia e processo da alfabetizacão das séries iniciais
Metodologia e processo da alfabetizacão das séries iniciais
 
Unidade1 - PNAIC - Currículo
Unidade1 - PNAIC - CurrículoUnidade1 - PNAIC - Currículo
Unidade1 - PNAIC - Currículo
 
Literatua e alfabetização
Literatua e alfabetizaçãoLiteratua e alfabetização
Literatua e alfabetização
 
10963 15855-1-pb
10963 15855-1-pb10963 15855-1-pb
10963 15855-1-pb
 
A formação de leitores na educação infantil
A formação de leitores na educação infantilA formação de leitores na educação infantil
A formação de leitores na educação infantil
 
Trabalhando Linguagens nos Anos Iniciais
Trabalhando Linguagens nos Anos IniciaisTrabalhando Linguagens nos Anos Iniciais
Trabalhando Linguagens nos Anos Iniciais
 
A oralidade e a escrita prof roberta scheibe1
A oralidade e a escrita   prof roberta scheibe1A oralidade e a escrita   prof roberta scheibe1
A oralidade e a escrita prof roberta scheibe1
 
Reunião de 15 de março.
Reunião de 15 de março.Reunião de 15 de março.
Reunião de 15 de março.
 
A formação-do-professor-alfabetizador-e-a-linguistica
A formação-do-professor-alfabetizador-e-a-linguisticaA formação-do-professor-alfabetizador-e-a-linguistica
A formação-do-professor-alfabetizador-e-a-linguistica
 
A descoberta da escrita
A descoberta da escritaA descoberta da escrita
A descoberta da escrita
 
A descoberta da_escrita
A descoberta da_escritaA descoberta da_escrita
A descoberta da_escrita
 
Descoberta da escrita 1
Descoberta da escrita 1Descoberta da escrita 1
Descoberta da escrita 1
 
Letramento e alfabetização
Letramento e alfabetizaçãoLetramento e alfabetização
Letramento e alfabetização
 
Eixo linguagem oral e escrita
Eixo linguagem oral e escritaEixo linguagem oral e escrita
Eixo linguagem oral e escrita
 
Eixo linguagem oral e escrita
Eixo linguagem oral e escritaEixo linguagem oral e escrita
Eixo linguagem oral e escrita
 
Da fala a_escrita
Da fala a_escritaDa fala a_escrita
Da fala a_escrita
 
Da fala a_escrita
Da fala a_escritaDa fala a_escrita
Da fala a_escrita
 
Cirene Sousa E Silva
Cirene Sousa E SilvaCirene Sousa E Silva
Cirene Sousa E Silva
 
Ii reunião alfabetização_eixos_norteadores
Ii reunião alfabetização_eixos_norteadoresIi reunião alfabetização_eixos_norteadores
Ii reunião alfabetização_eixos_norteadores
 
Apresentacão tcc 9 final
Apresentacão tcc 9 finalApresentacão tcc 9 final
Apresentacão tcc 9 final
 

Último

Plano de aula ensino fundamental escola pública
Plano de aula ensino fundamental escola públicaPlano de aula ensino fundamental escola pública
Plano de aula ensino fundamental escola pública
anapsuls
 
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdfManual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Pastor Robson Colaço
 
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhosoO Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
VALMIRARIBEIRO1
 

Último (20)

04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf
04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf
04_GuiaDoCurso_Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.pdf
 
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos AnimaisNós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
 
livro para educação infantil conceitos sensorial
livro para educação infantil conceitos sensoriallivro para educação infantil conceitos sensorial
livro para educação infantil conceitos sensorial
 
TIPOS DE CALOR CALOR LATENTE E CALOR SENSIVEL.pptx
TIPOS DE CALOR CALOR LATENTE E CALOR SENSIVEL.pptxTIPOS DE CALOR CALOR LATENTE E CALOR SENSIVEL.pptx
TIPOS DE CALOR CALOR LATENTE E CALOR SENSIVEL.pptx
 
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoNós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
 
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livroMeu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
 
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docxUnidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
 
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-crianças
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-criançasLivro infantil: A onda da raiva. pdf-crianças
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-crianças
 
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfAtividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
 
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIAHISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
 
Plano de aula ensino fundamental escola pública
Plano de aula ensino fundamental escola públicaPlano de aula ensino fundamental escola pública
Plano de aula ensino fundamental escola pública
 
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdfManual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
 
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdfRespostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
 
"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande""Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
 
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptxEB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
EB1 Cumeada Co(n)Vida à Leitura - Livros à Solta_Serta.pptx
 
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhosoO Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
 
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdfEnunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
 
Campanha 18 de. Maio laranja dds.pptx
Campanha 18 de.    Maio laranja dds.pptxCampanha 18 de.    Maio laranja dds.pptx
Campanha 18 de. Maio laranja dds.pptx
 
O que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de InfânciaO que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de Infância
 
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
Slides Lição 8, Central Gospel, Os 144 Mil Que Não Se Curvarão Ao Anticristo....
 

Alusai artigo3 copia

  • 1. 1 1 ALFABETIZAR LETRANDO: Um desafio permanente, Alusai Gonçalves Rodrigues Rossi/alusaigrrossi@hotmail.com.br RESUMO Este artigo objetiva compreender os desafios que se colocam para os primeiros anos da educação fundamental em conciliar os dois processos – alfabetização e letramento – na expectativa de demonstrar que apesar dos desafios é possível alfabetizar letrando, é possível assegurar aos alunos a apropriação do sistema alfabético e condições de uso da língua nas práticas sociais de leitura e escrita. Portanto esta pesquisa busca analisar as práticas de alfabetização em nossas escolas, através de fontes bibliográficas e pesquisas de estudiosos que tem discutido a alfabetização na perspectiva do letramento. Palavras chaves: Alfabetização; Letramento; Desafios. 1. INTRODUÇÃO Ao longo dos anos, a alfabetização escolar tem sido alvo constante de controvérsias metodológicas e teóricas, exigindo dos educadores um ritmo intenso de capacitação, que pressupõe uma mudança no quadro da educação brasileira. Em nosso país predominou, durante décadas, o questionamento acerca da eficácia dos métodos de alfabetização. O domínio do entendimento do que é alfabetizar era o mesmo que investir no ensino da codificação e decodificação de letras, palavras, frases-textos do tipo vovó viu a uva. Essa noção de alfabetização acabou na década 1980, quando alguns estudos sinalizaram para a construção do processo de alfabetização como algo bem mais complexo do que a mera (de) codificação da escrita, pois a aprendizagem dessa modalidade da língua obedece a fases distintas (FERREIRA; TEBEROSKY, 1985).
  • 2. 2 2 Segundo Soares (2004), alfabetizar é a ação de ensinar a ler e escrever. Percebe-se que, nessa afirmação, o processo de letramento é um conjunto de estratégias e ações infinitas. No Brasil os conceitos de alfabetização e letramento se confundem. A discussão do letramento aparece envolto no conceito de alfabetização, o que tem levado a uma inadequada e imprópria síntese dos dois procedimentos. Atualmente é difícil distinguir alfabetização de letramento, conceitos normalmente confundidos pelos professores alfabetizadores, afinal até bem pouco tempo o termo letramento era totalmente desconhecido. A alfabetização e o letramento, são fundamentos da educação e devem ser encarados como essenciais para que as crianças atinjam um nível satisfatório de compreensão do mundo. É isso que a alfabetização e o letramento fazem, além de demonstrar os signos e símbolos, faz com que compreendamos o mundo em que vivemos. Na concepção atual, a alfabetização não precede o letramento, os dois processos podem ser vistos como simultâneos, entendendo que no conceito de alfabetização estaria compreendido o de letramento e vice-versa. Para Freire (1980 e 1984), alfabetizar é desenvolvimento da consciência crítica, que é um dos instrumentos primordiais para a emancipação do homem; enfatiza a necessidade de o educador libertar-se, definitivamente, das práticas pedagógicas ultrapassadas e alienadoras e descobrir a importância da busca do conhecimento diário. Tem sido muito acentuado os desafios da educação, sendo que os números e a realidade revelam, claramente, que não tem sido fácil superá-los. Acreditamos que há necessidade de um esforço conjunto, envolvendo profissionais de formações distintas, mas complementares, que possam colaborar para a elaboração de novas propostas educacionais, que melhor se ajustem ao perfil da população a ser educada Zorzi apud SCOZ et, al, (2003, p 166).
  • 3. 3 3 Discutir sobre alfabetização e letramento é premissa para educadores das séries iniciais, sabendo que nesse período que se desenvolve o processo de aquisição da linguagem escrita, a qual envolve a decodificação dos símbolos gráficos escritos e precisa voltar-se também para os símbolos produzidos pela sociedade como: slogan, placas, rótulos, etc., pois a leitura e escrita são ações sociais, cujos papéis são significativos em nossa sociedade. A busca da compreensão de como é visto os processos de alfabetização e letramento e a contribuição destes a aquisição da leitura e da escrita dos alunos levou-nos a discutir os desafios de alfabetizar letrando e as concepções de alfabetização e letramento. É necessário "diferenciar com cuidado as crianças com dificuldades de aprendizagem das crianças com dificuldades escolares". Para elas essas últimas revelam a incompetência da instituição educacional no desempenho de seu papel social e não podem ser consideradas como problemas dos alunos. PARENTE e RENÑA- Scoz (1987 op. cit. Sisto 2008) Saliento as ideias de Paulo Freire (2001) o qual dizia que aprender a ler e a escrever é aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto numa relação dinâmica vinculando linguagem e realidade e ser alfabetizado é tornar-se capaz de usar a leitura e a escrita como meio de tomar consciência da realidade e de transformá-la Lúria (1988) afirma que a escrita da criança começa muito antes da primeira vez que o professor coloca um lápis em sua mão. A incapacidade da criança em associar a escrita com a leitura pode ser o resultado da não valorização daquilo que ela sabia e praticava antes de chegar ao processo de alfabetização. Sabe-se que muitos pais alfabetizam seus filhos em casa, não utilizando a metodologia da escola, mas metodologias empíricas e aproveitam meios simples e eficazes. Segundo Soares (2003, p.20), “só recentemente passamos a enfrentar esta nova realidade social em que não basta apenas saber ler e escrever, é preciso também fazer uso do ler e escrever, saber responder ás exigências da leitura e escrita que a sociedade faz continuamente”.
  • 4. 4 4 Fica clara a afirmação de que alfabetização e letramento são processos diferentes, especificidades diferentes, porém complementares, essenciais. O desafio que se coloca hoje para os professores é como alfabetizar letrando? Como conciliar esses dois processos, de modo a assegurar aos alunos a apropriação do sistema alfabético/ortográfico e a plena condição de uso da língua nas práticas sociais de leitura e escrita. A missão de alfabetizar letrando exige um trabalho árduo por parte dos professores e de toda a equipe escolar. Embora nossos alunos leiam razoavelmente bem, percebe- se que sentem dificuldades para interpretar textos diversos. Não se trata de escolher entre alfabetizar ou letrar, trata-se de alfabetizar letrando, ou seja, ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o indivíduo se torne, ao mesmo tempo, alfabetizado A importância das práticas sociais de leitura e escrita também teve relevante suporte de estudos que, no âmbito da linguística, da sociolinguística e da psicolinguística, enfatizaram as diferenças entre as modalidades língua orais e língua escrita e demonstraram como muitas crianças se apropriavam da linguagem escrita através do contato com diferentes gêneros textuais. Alfabetizar letrando significa orientar a criança para que aprenda a ler e a escrever levando-a a conviver com práticas reais de leitura e de escrita; substituindo as tradicionais e artificiaiscartilhas por livros, por revistas, por jornais, enfim, pelo material de leitura que circula na escola e na sociedade, e criando situações que tornem necessárias e significativas práticas de produção de textos. Estudos sobre o desafio de alfabetizar letrando apontam à necessidade de aproximar na educação a teoria e a prática. Indivíduos mesmo incapazes de ler e escrever compreende papeis sociais da escrita distinguem gêneros ou reconhecem as diferenças entre a língua escrita e a oralidade, pessoas alfabetizadas e pouco letradas. Efetivando assim a função da educação tornando todos cidadãos críticos e reflexivos de seu dia a dia.
  • 5. 5 5 Este artigo visa conscientizar o professor alfabetizador da importância de seu papel, na formação do educando, rompendo com paradigmas tradicionais e fazendo-o perceber que não basta alfabetizar. Segundo Jaime Roberto Thomaz (2009), hoje os nossos alunos necessitam de um processo de aprendizagem que focalize o alfabetizar letrando. Este é o grande desafio proposto com esses estudos, conciliar esses dois processos (alfabetização e letramento), assegurando aos alunos desde cedo, a apropriação do sistema alfabético- ortográfico e condições possibilitadoras do uso da língua nas práticas sociais. A metodologia utilizada foi realização de captação de publicações, em língua portuguesa, relacionados aos temas Letramento e Alfabetização através de bancos de dados científicos eletrônicos, (Scielo, Biblioteca Cochrane, Science Direct), sites de organizações ou instituições voltadas à pesquisa os desafios da pratica educativa em alfabetizar letrando. Foi dada preferência às publicações mais recentes sobre os temas em questão e às revisões sistemáticas concluídas. Os textos foram analisados e sintetizados de forma reflexiva a fim de obter informações consistentes. 2. CONCEPÇÕES DE LEITURA E LETRAMENTO Alfabetização é definida como um processo no qual o indivíduo constrói a gramática e em suas variações. Esse processo não se resume apenas à aquisição dessas habilidades mecânicas de codificação e decodificação do ato de ler, mas na capacidade de interpretar, compreender, criticar, resinificar e produzir conhecimento (MEC, 2008, p.10). Segundo Verdiane (1997, p.9) “A alfabetização refere-se à aquisição da escrita enquanto aprendizagem de habilidades para leitura, escrita e as chamadas práticas de linguagem”. O processo de alfabetização possibilita também a aquisição da escrita, viabiliza as habilidades necessárias para a leitura, e a prática de linguagem. Sabe-se que a alfabetização assegura a compreensão do contexto de gêneros textuais diversos mediados pela interação experienciais de práticas de leitura e escrita destacando as
  • 6. 6 6 peculiaridades e domínios da linguagem e a partir das inter-relações estabelecidas as possibilidades de construção de atividades perceptivas de práticas sociais diversas, da transformação e da comunicação. A linguagem é um fator primordial para subsistência da espécie humana, porque além de servir como comunicação, também auxilia na formação da consciência para organizar o pensamento. Trata –se de que a linguagem e sua a função de promover a comunicação entre os indivíduos, ressaltando que existem várias formas de linguagem. Para, além disso, Soares (2009, p. 31) menciona que “a alfabetização é a ação de alfabetizar, de tornar “alfabeto Letramento é o resultado da ação de ensinar a ler e escrever. É o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita. O nível de letramento é determinado pela variedade de gêneros de textos escritos que a criança reconhece (MEC, 2008, p.11). O letramento não está restrito ao sistema escolar, mas vamos nos ater nesse meio por considerar que cabe à escola, fundamentalmente, levar os seus educandos a um processo mais profundo nas práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita. Saber ler e escrever um montante de palavras não é o bastante para capacitar o indivíduo para a leitura diversificada, necessário é saber fazer uso do ler e do escrever, saber responder às exigências de leitura e de escrita que a sociedade faz. Então, o nome letramento surgiu mediante a esta nova constatação. Letramento é palavra e conceito recente, introduzidos na linguagem da educação e das ciências linguísticas há pouco mais de duas décadas; seu surgimento pode ser interpretado como decorrência da necessidade de configurar e nomear comportamentos e práticas sociais na área da leitura e da escrita. O vocábulo é um tanto quanto fora do comum para muitos profissionais da área da educação e, principalmente, para os acadêmicos desse setor. Esse vocábulo surgiu entre os linguistas e estudiosos da língua portuguesa, e então passou a ter veiculação no setor educacional.
  • 7. 7 7 Evidenciou –se que uma das primeiras menções feitas deste termo ocorreu no livro de Mary A. Kato: No mundo da escrita: uma perspectiva psicolinguística, de 1986. “Acredito que a chamada norma padrão, ou a língua falada culta, é consequência do letramento, motivo porque, indiretamente é função da escola desenvolver no aluno o domínio da linguagem falada e institucionalmente aceita”. (Mary Kato, 1986). Gênero de textos são as diferentes espécies de texto, escritos ou falados, que circulam na sociedade, reconhecidos com facilidade pelas pessoas. Por exemplo: bilhete, romance, poema, sermão, conversa de telefone, contrato de aluguel, notícia de jornal, piada, reportagem, letra de música, regulamento, entre outros (MEC, 2008, p.19). Suportes referem-se à base material que permite a circulação desses gêneros, com características físicas diferenciadas. Por exemplo: o jornal, o livro, o dicionário, o catálogo, a agenda e outros, conforme MEC (2008. p.19). Assim, letramento é o estado ou a condição de quem responde adequadamente às demandas sociais pelo uso amplo e diferenciado da leitura e da escrita. “Letramento é, sobretudo, um mapa do coração do homem, um mapa de quem você é, e de tudo o que pode ser”. (Soares, 2003). Letramento é o resultado da ação de ensinar a ler e escrever. É o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita. É usar a leitura e a escrita para seguir instruções (receitas, bula de remédio, manuais de jogo), comunicar-se (recado, bilhete, telegrama), divertir e emocionar-se (conto, fábula, lenda) informar (notícia) e orientar-se nas ruas (os sinais de trânsito) e no mundo (o Atlas). 3. OS DESAFIOS DE ALFABETIZAR LETRANDO NO PROCESSO DE LEITURA E ESCRITA A escola, além de alfabetizar, precisa dar as condições necessárias para o letramento. E um dos pontos importantes para letrar, é saber que há distinção entre alfabetização
  • 8. 8 8 e letramento, entre aprender o código e ter habilidade de usá-lo. Essa compreensão é o grande problema nas salas de aula. As crianças precisam ser alfabetizadas convivendo com material escrito de qualidade. Assim, a criança se alfabetiza sendo, ao mesmo tempo, letrada. É possível alfabetizar letrando por meio da prática da leitura e da escrita. Numa definição bem simples, Soares define letramento da seguinte forma: “Letramento é o que as pessoas fazem com as habilidades de leitura e de escrita, em um contexto específico, e como essas habilidades se relacionam com as necessidades, valores e práticas sociais”. (Soares, 2003, p.72) Esta definição demonstra claramente que as “habilidades de leitura e escrita” inserem o indivíduo em uma nova dimensão no aspecto social em que vive. Portanto, há uma diferença entre saber ler e escrever, ser alfabetizado e letrado. Aprender a ler e escrever torna a pessoa alfabetizada, enquanto envolver-se nas práticas sociais da leitura e da escrita, torna essa pessoa letrada. Esse termo se inaugura pela necessidade de configurar e nomear novos comportamentos e práticas sociais de leitura e escrita, que ultrapassem o domínio do sistema alfabético e ortográfico. De acordo com a interpretação dessa aprendizagem no tocante à função social da leitura e da escrita, ou seja, na perspectiva do letramento, que essa ação se dê num sentido de tornar o indivíduo “usuário” eficiente, criativo e autônomo da leitura e da escrita. Sabe-se que há uma distinção entre as causas que geram no educando a dificuldade de ler e escrever durante seu processo de alfabetização e uma delas é a comum dissociação do letramento. Outras eventualmente causas podem assim ser citadas: déficit perceptual, déficit linguístico, dislexia, disgrafia, disortográfica, dislalia dentre outras. A compreensão da leitura abrange aspectos sensórios, emocionais, intelectuais, fisiológicos, neurológicos, culturais, econômicos e políticos. É a correlação entre os sons e os sinais gráficos através da discriminação do código e a compreensão da
  • 9. 9 9 ideia. A leitura é um processo advindo em longo prazo e em determinados momentos da vida cotidiano que determinam à aprendizagem e a não aprendizagem. Em conformidade com o que foi explanado acima, Nunes (2001, p.75) enfatiza: A relação entre leitura e escrita não é uma simples questão de passar de som para letra na escrita e inverter esse processo, passando de letra para som na leitura. Dois tipos de estudo indicam a existência de diferenças entre leitura escrita: os estudos que analisam as discrepâncias entre leitura e escrita nas mesmas crianças e os que analisam as interferências com a execução dessas habilidades. Portanto, a leitura e a escrita são processos que requer diversas análises que possam melhorar a aquisição desses, havendo intervenção por parte do docente quando necessário. Ensinar a ler e escrever exige do aluno requisitos para estabelecer situações didáticas diferenciadas, capazes de se adaptar à diversidade na sala de aula. Dessa forma, ensinar a ler e escrever depende de compartilhar, seja, nos objetivos, nas tarefas, nos conteúdos. Assim a responsabilidade é distinta tanto para o professor quanto ao aluno. Com isso é necessário que o professor analise sua prática constantemente a partir de determinados parâmetros articuladores. Nos dias de hoje, sabemos que um indivíduo plenamente alfabetizado é “aquele capaz de atuar com êxito nas mais diversas situações de uso da língua escrita”. Dessa forma, não basta apenas ter o domínio do código alfabético, isto é, saber codificar e decodificar um texto (alfabetização): é necessário conhecer a diversidade de textos que percorrem a sociedade, suas funções e as ações necessárias para interpretá-los e produzi-los (letramento). De acordo com Soares (1998), adquirir a leitura e escrita, ou ser alfabetizado somente, não basta, é necessário fazer o uso dessas linguagens, ou seja, é preciso ser letrado, fazer uso competente da língua escrita em circunstâncias sociais e que esta prática não se restringe apenas ao contexto escolar.
  • 10. 10 10 Segundo Soares (2003), alfabetização e letramento são, pois, processos distintos, de natureza essencialmente diferente; entretanto, são interdependentes e mesmo indissociáveis. Já que uma pessoa pode ser alfabetizada e não ser letrada, como também pode ocorrer o inverso - ser letrado, mas não ser alfabetizado - assim descreve Soares: (...) um adulto pode ser analfabeto, porque marginalizado social economicamente, mas, se vive em um meio em que a leitura e a escrita tem presença forte, se interessa em ouvir a leitura de jornais feita por um alfabetizado, se recebe cartas que outros leem para ele, se dita carta para que um alfabetizado escreva (e é significativo que, em geral, dita usando vocabulário e estruturas próprias da língua escrita), se pede a alguém que lhe leia avisos ou indicações afixados em algum lugar, esse analfabeto, é de certa forma, letrado, por que faz uso da escrita, envolve-se em práticas sociais de leitura e escrita. Segundo Lerner (2002), se a escola ensina a ler e escrever com o único propósito de que os alunos aprendam a fazê-lo, eles não aprenderão a ler e escrever para cumprir outras finalidades (essas que a leitura e a escrita cumprem na vida social); se a escola abandona os propósitos didáticos e assume os da prática social, estará abandonando ao mesmo tempo sua função ensinam-te. Nessa perspectiva, faz-se necessário repensar o posicionamento da escola enquanto espaço propício para leitura e escrita. Visto que, o sistema educacional se configura através de ações integradas que apontam e propiciam à ampliação de conhecimentos atribuídos as diversas realidades, sejam estas de cunho social ou cultural. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS O domínio da escrita alfabética, além de ser instrumento de luta, é condição necessária para a participação efetiva nas práticas de leitura e escrita; portanto, essa pesquisa buscou investigar a apropriação da alfabetização na perspectiva de alfabetizar letrando. Alfabetizar letrando significa orientar a criança para que aprenda a ler e a escrever levando-a a conviver com práticas reais de leitura e de escrita; substituindo as tradicionais e artificiaiscartilhas por livros, por revistas, por jornais, enfim, pelo material
  • 11. 11 11 de leitura que circula na escola e na sociedade, e criando situações que tornem necessárias e significativas práticas de produção de textos. Alfabetizar letrando é quando o professor compreende o universo de seu aluno e aplica todo o seu conhecimento e sabedoria com base nessa realidade, supera os desafios e insere seus alunos socialmente. 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALLIENDE, F. et al. Compreensão da leitura 1: fichas para o desenvolvimento da compreensão da leitura com crianças de 7 a 9 anos. Campinas: Editorial Psy II,1994a. ALLIENDE, F. et al. Compreensão da leitura 2: fichas para o desenvolvimento da compreensão da leitura com crianças de 10 a 12 anos. Campinas: Editorial Psy II, 1994b. ALLIENDE, F. et al. Compreensão da leitura 3: fichas para o desenvolvimento da compreensão da leitura com adolescentes. Campinas: Editorial Psy II, 1994c. AJURIAGUERRA, J. A Dislexia em Questão. Porto Alegre, Artes Médicas, 1984. BARBOSA, L. M. Serrat. Psicopedagogia: um diálogo entre a psicopedagogia e a educação. Curitiba. Bolsa Nacional do Livro, 2006. Brasil. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996... – Brasília: senado federal, subsecretaria de Edições Técnicas, 2002. BOSSA, Nádia. A Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1994. BOSSA, A. Nadia; Fracasso Escolar – Um olhar psicopedagógico: Artmed, 2002 São Paulo.CONDEMARIN, Mabel & MARLYS, B. Dislexia? Manual de Leitura Conectiva. Porto Alegre. Artes Médicas, 1989.
  • 12. 12 12 CANO – Sánchez Manuel, BONALS e colaboradores; Avaliação Psicopedagógica Atmed – Porto Alegre, 2008. CAVALCANTE, Rosiane Assunção Mendonça. O processo de leitura e de escrita numa visão psicopedagógica. Artigo disponível em: http://www.webartigos.com/artigos/o-processo-de-leitura-e-escrita-numa- visao-psicopedagogica/43209/#ixzz2ZWFtKlBm. Acesso em: 12 de setembro de 2015. CAGLIARI, L.C. Alfabetização e linguística. 10. ed. São Paulo: Scipione, 2000. CAPELLINI, S. A.; OLIVEIRA, K. T. de. Problemas de aprendizagem relacionados às alterações de linguagem. In: CIASCA, S. M. Distúrbios de aprendizagem: proposta de avaliação Interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo Livraria, 2003, p. 113- 139. CAPOVILLA, A. G. S.; CAPOVILLA, F. C. Problemas de leitura e escrita: como identificar, prevenir e remediar numa abordagem fônica. São Paulo, SP: Memnon- FAPESP, 2000. CIASCA, S. M. Distúrbios de aprendizagem: proposta de avaliação interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo Livraria, 2003.CONDEMARÍN, M. Uni-duni-ter: exercícios de leitura e escrita. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995. CONDEMARÍN, M.; GALDAMES, V.; MEDINA, A. Oficina de linguagem: módulos para desenvolver a linguagem oral e escrita. São Paulo: Moderna, 1997. CONDEMARÍN, M.; MILICIC, N. Cada dia um jogo. Campinas: Editorial Psy, 1996. CONDEMARÍN, M; CHADWICK, M. Oficina de escrita. Campinas: Editorial Psy II, 1994
  • 13. 13 13 CORINNE, Smith LISA Strick, Dificuldades de aprendizagem de A a Z: um guia completo para pais e educadores Artmed 2007, Porto Alegre. COLELLO, S. M. G. Alfabetização e Letramento: Repensandoo Ensino da Língua Escrita. Disponível em: http://www.hottopos.com/videtur29/silvia.htm. Acesso em 10 de setembro de 2015. ESPÍNDOLA, Ana Lúcia. Entre o singular e o plural: relação com o saber e a leitura nos primeiros anos de escolarização. Tese de Doutorado. São Paulo: USP, 2003 FERREIRO, Emília; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre, Artmed, 1986. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo. 41ª ed. Cortez. 2001. FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização. São Paulo: Cortez, 1985. GALVÃO, Andréa. LEAL, Telma. Há lugar ainda para métodos de alfabetização? Conversa com professores (as). In: MORAIS, ALBUQUERQUE, LEAL (orgs). Alfabetização Apropriação do Sistema de Escrita Alfabética. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. GOLBERT, Clarissa S. Considerações sobre as atividades dos profissionais em Psicopedagogia na Região de Porto Alegre, in Boletim da Associação Brasileira de Psicopedagogia, ano 4, no. 8, agosto de 1985. GUIDOLIN, Reinaldo. Distúrbios de aprendizagem. 2004. Mimeo. KATO, Mary Aizawa. O aprendizado da leitura. 5ª edição. São Paulo: Martins Fontes, 1999. KATO, M. No mundo da escrita: uma perspectiva psicolinguística, São Paulo: Ática, 1987.
  • 14. 14 14 KLEIMAN, A.B. Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas, Mercado das Letras, 1995. LEITE, S.A. Alfabetização e letramento – contribuições para as práticas pedagógicas. Campinas, Komedi/ Arte Escrita, 2001. LERNER, D. Ler e escrever na escola: O real o Possível e o Necessário. Porto Alegre, RS: Artmed, 2002. MORAIS, António Manuel Pamplona, 1959? Distúrbios de aprendizagem: uma abordagem psicopedagógica / António Manuel Pamplona Morais. ? São Paulo: EDICON, 1997. MORAIS A. & Leite T. Como promover o desenvolvimento das habilidades de reflexão fonológica dos alfabetizandos. MEC: UFPE/ CEEL 2005. MOURA, Santos Sampaio. A dificuldade na leitura e na escrita durante o processo de alfabetização. TrabalhosFeitos.com. Retirado 08, 2011, de http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/a-Dificuldade-Na-Leitura-e-Na/54993.html MACEDO, Lino de. “Prefácio” a SCOZ et alii, Psicopedagogia – contextualização, Formação e Atuação Profissional. Porto Alegre: Artes Medicas, 1992. MARSH, C. et al. A cognitive-developmental approach to reading acquisition. In: WALLER, T.; MACKINNON, G. E. (Ed.). Reading research: advances in theory and practice. New York: Academic Press. 1981, v. 2, p. 59-70. NUNES, C. A. A. Objetos de aprendizagem a serviço do professor. 2004. Disponível em: <http://www. microsoft.com/brasil/educacao/parceiro/objeto_texto.mspx>. Acesso em: 20 de setembro de 2015.
  • 15. 15 15 PINHEIRO, A. M. V. Leitura e escrita: uma análise cognitiva. Campinas: Editorial Psy II, 1994NUNES, Terezinha. Dificuldades na Aprendizagem da Leitura: Teoria e Prática. São Paulo: Cortez, 1992. PAÍN, Sara. Diagnóstico e tratamento dos problemas da aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985. PIAGET, Jean. A Linguagem e o Pensamento da Criança. 6ª ed., São Paulo: Martins Fontes, 1993. ____________ A equilibração das estruturas cognitivas, problema central do desenvolvimento. Trad. Fernando Silva. Rio de Janeiro: Zahar, 1976. POLITY, E. Pensando as dificuldades de aprendizagem à luz das relações familiares. Disponível em www.psicopedagogiaonline.com.br. Acesso em 12 de agosto 2009. PAÍN, Sara; Diagnostico e tratamento dos problemas de aprendizagem – Porto Alegre: Artmed 1985. READ, C. A. et al. The ability to manipulate speech sounds depends on knowing alphabetic reading. Cognition, v. 24, p. 31-45, 1986. RIBEIRO, V. M. Letramento no Brasil. São Paulo: Global, 2003. ROZADOS, H. B. F. Objetos de aprendizagem no contexto da construção do conhecimento. C&D-Revista Eletrônica da Fainor, Vitória da Conquista, v. 2, n. 1, p. 46-63, jan./dez., 2009. SANTOS, M. T. M. dos; NAVAS, A. L. G. P. Distúrbios de leitura e escrita: teoria e prática. São Paulo: Manoele, 2002.
  • 16. 16 16 SCARGO, Claudette et alli. ; A Práxis Psicopedagógica Brasileira, editor Herval Gonçalves Flores. São Paulo: ABPP. , 1994. Vários Autores. SCOZ, Beatriz. Psicopedagogia e a realidade escolar: o problema escolar e a aprendizagem. Petrópolis, RJ: Vozes, 14ª ed., 2007. SILVA, Thiago Rosa da. Dificuldade de aprendizagem na leitura e na escrita. Artigo disponível em: http://www.itpac.br/hotsite/revista/artigos/24/6.pdf. Acesso em: 12 de julho de 2013. SOLÉ, Isabel. Estratégias de Leitura. Editora: Artes Médicas, 1987. SMOLKA, A.L. Bustamante. A criança na fase inicial da escrita. São Paulo, Cortez,1988. SOARES, Magda. Letramento e escolarização. São Paulo: Global, 2003. SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte, Autêntica, 1998. TFOUNI, L.V. Letramento e Alfabetização. São Paulo, Cortez, 1995. TEBEROSKY, Ana & FERREIRO, Emília. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986. TIBA, Içami. Quem ama educa. 165ª edição. São Paulo: Gente, 2002. WEISS, Maria Lúcia Lemme. Psicopedagogia clínica: Uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. Rio de Janeiro: DP&A, 2001. VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1989.