Fundamentos teóricos e metodológicos da alfabetização e do

30.507 visualizações

Publicada em

1 comentário
25 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
30.507
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
12
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2.784
Comentários
1
Gostaram
25
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Fundamentos teóricos e metodológicos da alfabetização e do

  1. 1. PROFª Mrs. SOLANGE MENDES FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA ALFABETIZAÇÃO E DO LETRAMENTO
  2. 2. FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA ALFABETIZAÇÃO E DO LETRAMENTO
  3. 3. APRESENTAÇÃO Esta disciplina trata especificamente dos fundamentos teóricos e metodológicos da alfabetização e do letramento, com vistas à formação de um professor, antes de tudo, reflexivo e sensível aos seus alunos e ao processo de aquisição de leitura e escrita. Assim, espera-se aqui contribuir para a formação do professor alfabetizador consciente de seu papel no espaço escolar.
  4. 4. OBJETIVOS  Objetivo geral Compreender e aprofundar a alfabetização enquanto processo de apropriação de diferentes linguagens, a partir do entendimento da trajetória histórico-cultural desta, subsidiando o movimento teoria-prática no exercício profissional.  Objetivos específicos • Conceituar alfabetização e letramento. • Compreender a importância da apropriação da linguagem pelo indivíduo. • Possibilitar a formação do professor alfabetizador.
  5. 5. QUESTÕES NORTEADORAS  Qual a diferença entre alfabetização e letramento?  O que é um professor alfabetizador?  De que maneiras ele desenvolve a sua prática?  Qual a importância disso na vida do indivíduo?
  6. 6. ORIGEM DO TERMO LETRAMENTO  Dizemos que alguém é alfabetizado quando essa pessoa sabe ler e escrever palavras, frases e pequenos textos em determinado idioma.  Quando falamos em letramento, estamos dizendo que essa pessoa sabe usar a linguagem escrita como ferramenta cultural em diferentes contextos sociais (trabalho, família, lazer).
  7. 7. AFINAL, O QUE É LETRAMENTO?  Sob a ótica social, o letramento é um acontecimento cultural relativo às atividades que envolvem a língua escrita. O destaque incide nos usos, funções e propósitos da língua escrita no contexto social.
  8. 8. ALFABETIZAÇÃO LETRAMENTO  Processo de aquisição do sistema convencional de escrita.  Habilita o indivíduo a desenvolver diferentes métodos de aprendizagem da sua língua.  É o uso individual da leitura e da escrita.  Processo de desenvolvimento de comportamentos e habilidades de uso competente da leitura e da escrita em práticas sociais:  Habilita o indivíduo a utilizar a leitura e a escrita nos diversos contextos informais e para usos utilitários.  É o uso social da leitura e da escrita. DIFERENÇAS ENTRE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
  9. 9. RECAPITULANDO:  ALFABETIZAÇÃO: COMPLEXO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DE HIPÓTESES SOBRE A REPRESENTAÇÃO LINGUÍSTICA.  LETRAMENTO: ROMPIMENTO ENTRE SUJEITO QUE APRENDE X PROFESSOR QUE ENSINA.  NO LETRAMENTO, A SALA DE AULA DEIXA DE SER O ÚNICO ESPAÇO DE APRENDIZAGEM.
  10. 10. INDEPENDÊNCIA E INTERDEPENDÊNCIA ENTRE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO  SÃO PROCESSOS PARALELOS, SIMULTÂNEOS OU NÃO, PORÉM COMPLEMENTARES.  PARA ALGUNS AUTORES, DEVE SER UM PROCESSO DE APRENDIZAGEM ÚNICO E INDISSOCIÁVEL.  CONSISTE NA COMPREENSÃO DO SISTEMA E SUAS POSSIBILIDADES DE USO.
  11. 11. MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO  Sintéticos: a alfabetização deve partir das unidades menores da língua – dos fonemas, das sílabas em direção às unidades maiores - palavra, frase, texto(método fônico e método silábico).  Analíticos: a alfabetização deve partir das unidades maiores e portadoras de sentido – o texto, a frase, a palavra – em direção às unidades menores – a sílaba, a letra (método da palavração, método da sentenciação, método global).
  12. 12. MÉTODO SINTÉTICO ( SILÁBICO/FÔNICO)
  13. 13. MÉTODO ANALÍTICO
  14. 14.  Ressalte-se que em ambos, a meta sempre foi a aprendizagem do sistema alfabético e ortográfico da escrita; embora se possa identificar, na segunda opção, uma preocupação também com o sentido veiculado pelo código, seja no nível do texto(método global), seja no nível da palavra ou da sentença (método da palavração, método da sentenciação), estes – textos, palavras, sentenças – são postos a serviço da aprendizagem do sistema de escrita: palavras são intencionalmente selecionadas para servir à sua decomposição em sílabas e fonemas, sentenças e textos são artificialmente construídos, com rígido controle léxico e morfossintático, para servir à sua decomposição em palavras, sílabas, fonemas.
  15. 15. ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
  16. 16. MÉTODOS GLOBAIS Começaram a ser utilizados desde o século XVII, diante das insatisfações com o Método Alfabético. Com o advento da Escola Nova (séc. XIX) em que a ênfase da Educação passou a ser o aluno como agente ativo de seu conhecimento, esta corrente teórica passou a ser difundida por pensadores como Rosseau, que enfatizava a espontaneidade do aluno e Jonh Dewey, que defendia a valorização da capacidade de pensar do aluno.
  17. 17. VARIAÇÕES DOS MÉTODOS GLOBAIS São os métodos Ideovisuais – Construtivismo e o Sociointeracionismo – ainda que estes não possam ser considerados de fato métodos, mas sim linhas teóricas. Sugestão de leitura: Entrevista com Fernando Cesar Capovilla, professor de neuropsicologia da USP e especialista em distúrbios da comunicação e da linguagem.
  18. 18. NOS ANOS 80... ...a perspectiva psicogenética da aprendizagem da língua escrita, divulgada entre nós sobretudo pela obra e pela atuação formativa de Emilia Ferreiro sob a denominação de “construtivismo”, trouxe uma significativa mudança de pressupostos e objetivos na área da alfabetização, porque alterou fundamentalmente a concepção do processo de aprendizagem e apagou a distinção entre aprendizagem do sistema de escrita e práticas efetivas de leitura e de escrita.
  19. 19. EMÍLIA FERREIRO E ANA TEBEROSKY Seguidoras das ideias de Jean Piaget, realizaram investigações com crianças latino-americanas, referentes ao processo da aquisição da leitura e da escrita. Na postura construtivista, a língua escrita é vista como um conhecimento apropriado pelo sujeito à medida que se torna objeto de sua ação e reflexão. O contexto social é mediador nessa aprendizagem pois a língua escrita é produção cultural coletiva. Ela não acontece espontaneamente. Essa mediação, no contexto, da sala de aula, é propriamente a intervenção docente problematizadora e desafiadora do processo.
  20. 20. EMILIA FERREIRO A psicolinguista argentina desvendou os mecanismos pelos quais as crianças aprendem a ler e escrever, o que levou os educadores a rever radicalmente seus métodos.
  21. 21. O CONSTRUTIVISMO É uma linha teórica que enfatiza a participação ativa do aluno no processo de construção do conhecimento. Este termo designa também a concepção de que a inteligência se desenvolve através das ações entre o indivíduo e o meio. O papel do professor é de investigar os conhecimentos prévios dos alunos, seus interesses e procurar apresentar diversos elementos para que o aluno construa seus conhecimentos. O professor interfere menos em sala e respeita as fases do aluno. Uma sala de aula construtivista deve conter diferentes objetos para serem manuseados pelos alunos, como: blocos lógicos, figuras e textos de diversos gêneros.
  22. 22. JEAN PIAGET (1896-1980) Trouxe importantes contribuições com seus estudos da epistemologia genética . Em seus estudos, Piaget procurou demonstrar que a criança se desenvolve conforme as faixas etárias e chama de “estágios” estas fases do desenvolvimento cognitivo. São elas: sensório motor, operacional concreto (préoperatório e operações concretas) e operacional formal.
  23. 23. LEV VYGOTSKY (1896-1934) Teve importante contribuição para o Construtivismo. Para ele, o conhecimento se dá através da interação social. Sendo assim, Vygotsky dá ênfase ao aspecto interacionista na aprendizagem, em que a criança aprende interagindo socialmente. Nesta linha teórica, o papel do professor é o de mediador do conhecimento e, portanto, mais ativo do que na concepção piagetiana. O conhecimento se constrói no relacionamento entre o professor e o aluno.
  24. 24.  Para os construtivistas, ler é muito mais do que decodificar, pois exige contato com muitos livros, acesso à literatura, textos jornalísticos e científicos, uso de atividades dinâmicas. Os construtivistas afirmam que o contexto ajuda os leitores a “construir sentido”, simplesmente a partir de uma pequena amostra das palavras de um texto. Por isso desenfatizam a importância da habilidade de consciência fonêmica, fônica e decodificação, e acentuam o papel do contexto como propiciador e facilitador da aprendizagem da leitura.
  25. 25.  Tradicional  Método de alfabetização: o mais importante  sintético -> da parte para o todo  Fonética – som  Silábica – sílaba  Analítico -> Do todo para a parte  Palavração  Sentenciação
  26. 26.  1. Construtivismo  Não há preocupação com o método . Fases do desenvolvimento cognitivo;  2. Leitura e escrita são úteis para a vida Conteúdo / Conteúdo – cartilha : leitura/escrita/escola  3. Desenvolver a linguagem é ter acesso aos diferentes tipos de textos: Rótulo receita, jornal, bula de remédios, parlenda, contos, músicas .Desenvolver a linguagem, leitura de textos da cartilha ou do livro. Leitura oral  4. Interação social , o conhecimento se dá através da troca com outro  Atividades em grupos.
  27. 27. OBSERVE A GRAVURA E RESPONDA: Que método de alfabetização está sendo evidenciado na gravura?
  28. 28. CONSTRUTIVISMO: SUA INFLUÊNCIA NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO  O construtivismo surge como uma teoria sobre a origem do conhecimento, que busca caracterizar os estágios mais recentes, baseados nos estudos de Piaget, que considera o conhecimento como um processo de organização de dados. Desta forma, ao direcionar o construtivismo para a questão da alfabetização, pode-se considerar que o mesmo oferece uma contribuição substancial na busca de compreensão da língua escrita.
  29. 29. ALFABETIZAR NO CONTEXTO DA CULTURA ESCRITA
  30. 30. 2. ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: REPENSANDO O ENSINO DA LÍNGUA ESCRITA E DA LINGUAGEM ORAL AS RELAÇÕES ENTRE A LINGUAGEM ORAL E A ESCRITA A aprendizagem da linguagem oral ou escrita é um processo permanente, porém, é preciso diferenciar um processo de “aquisição da língua” (oral e escrita) de um processo de “desenvolvimento” da língua. (Soares,1985) Quem fala em alfabetização e letramento fala igualmente das relações entre a linguagem oral e escrita. Na perspectiva do processo de aquisição da língua, é preciso entender a linguagem oral como um “fenômeno sonoro”, que se “desenrola no tempo” e no espaço “sem deixar vestígios” ou marcas, um fenômeno que é totalizante e auditivo.
  31. 31. A criança, em seu desenvolvimento, vai construindo sua fala a partir dos sons que a envolve. Ao chegar à escola, já possui o domínio da língua oral, é um perfeito falante, mas não tem ainda o domínio da linguagem escrita. Esta, por sua vez, está ligada ao “fenômeno visual”, que é analítico e desagregador; vemos só o que está a nossa frente, só olhamos em uma direção de cada vez. Neste contexto, as palavras seriam fenômenos visuais, signos que se inscrevem no espaço e deixam “marcas” que, ao contrário do som, não se apagam.
  32. 32. O aprendizado da fala e da escrita ocorre de modo diferente. “Só o convívio com pessoas alfabetizadas não garante o domínio da escrita como o convívio com falantes pode garantir o domínio da fala. O aprendizado da escrita é um processo analítico”, ou seja, criança precisa operar com unidades linguísticas para poder escrever, precisa refletir sobre a língua, pensar sobre ela. O desenvolvimento da língua implica, entre outras coisas, em reconhecer a função social da leitura e escrita, e fazer uso delas.
  33. 33. O DESAFIO DE ENSINAR A LER E A ESCREVER A língua é uma estrutura suficientemente fechada que não admite transgressões sob pena de perder a dupla condição de inteligibilidade e comunicação; por outro, um recurso suficientemente aberto que permite dizer tudo, isto é, um sistema permanentemente disponível ao poder humano de criação.
  34. 34. O EMBATE CONCEITUAL Diz respeito ao conceito entre alfabetização e letramento. Alguns autores contestam a distinção de ambos os conceitos, defendendo um único e indissociável processo de aprendizagem (incluindo a compreensão do sistema e sua possibilidade de uso). Em uma concepção progressista de “alfabetização” (nascida em oposição às práticas tradicionais, a partir dos estudos psicogenéticos dos anos 80), o processo de alfabetização incorpora a experiência do letramento e este não passa de uma redundância em função de como o ensino da língua escrita já é concebido.
  35. 35. O EMBATE IDEOLÓGICO O embate conceitual é a oposição entre os dois modelos e representa um posicionamento radicalmente diferente, tanto no que diz respeito às concepções implícita ou explicitamente assumidas quanto no que tange à prática pedagógica por elas sustentadas. Corresponde a uma prática reducionista pelo viés linguístico, e autoritária pelo significado político; uma metodologia etnocêntrica que, pela desconsideração do aluno, mais se presta a alimentar o quadro do fracasso escolar. Se resume ao momento de aprender e o momento de utilizar essa aprendizagem.
  36. 36. O “Modelo Ideológico” admite a pluralidade das práticas letradas, valorizando o seu significado cultural e contexto de produção. Rompendo definitivamente com a divisão entre o “momento de aprender” e o “momento de fazer uso da aprendizagem”, os estudos linguísticos propõem a articulação dinâmica e reversível entre “descobrir a escrita” (conhecimento de suas funções e formas de manifestação), “aprender a escrita” (compreensão das regras e modos de funcionamento) e “usar a escrita” (cultivo de suas práticas a partir de um referencial culturalmente significativo para o sujeito). O esquema abaixo pretende ilustrar a integração das várias dimensões do aprender a ler e escrever no processo de alfabetizar letrando.
  37. 37. MODELO IDEOLÓGICO – PLURALIDADE DAS PRÁTICAS LETRADAS: ALFABETIZAR LETRANDO  DESCOBRIR A ESCRITA: CONHECIMENTO DE SUAS FUNÇÕES E FORMAS DE MANIFESTAÇÃO.  APRENDER A ESCRITA: COMPREENSÃO DAS REGRAS E MODOS DE FUNCIONAMENTO.  USAR A ESCRITA:CULTIVO DE SUAS PRÁTICAS A PARTIR DE UM REFERENCIAL CULTURAMENTE SIGNIFICATIVO PARA /AO SUJEITO.
  38. 38. Ao exercício efetivo e competente da tecnologia da escrita denomina-se Letramento que implica habilidades várias, tais como: capacidade de ler ou escrever para atingir diferentes objetivos.
  39. 39. DIMENSÕES DO LETRAMENTO  DIMENSÃO INDIVIDUAL: O letramento é visto como um atributo pessoal, posse individual das tecnologias mentais complementares de ler e escrever.  DIMENSÃO SOCIAL: O letramento é visto como um fenômeno cultural, um conjunto de atividades sociais que envolvem a língua escrita, e de exigências sociais de uso da língua escrita  As duas dimensões devem ser priorizadas
  40. 40. NÍVEIS DE LETRAMENTO (FERRARO, A. R. 2002)  Nível 1 de LETRAMENTO  Mínimo em termos de alfabetização  “ler e escrever um bilhete simples”  Nível que ainda não assegura a competência mínima para operar ou praticar no cotidiano, com desenvoltura, a leitura, a escrita e o cálculo  Salto importante – educação e direitos sociais em geral.
  41. 41. NÍVEL 2 DE LETRAMENTO  4ª série até a 7ª série do Ensino Fundamental  Alcance do domínio da leitura, da escrita e do cálculo  Permite a pessoa valer-se no dia-a-dia das técnicas e conhecimentos
  42. 42. NÍVEL 3 DE LETRAMENTO  Compreende: todos que tem 8 anos de estudos concluídos – Ensino Fundamental completo + Ensino Médio incompleto  Ao terminar Ensino Médio = mínimo constitucional ampliado
  43. 43. OS MOTIVOS PELOS QUAIS TANTOS DEIXAM DE APRENDER A LER E A ESCREVER P.34  Por que será que tantas crianças e jovens deixam de aprender a ler e a escrever?  Por que é tão difícil integrar-se de modo competente nas práticas sociais de leitura e escrita?
  44. 44. TEORIA DOS “SE” Se descartássemos as explicações mais simplistas (verdadeiros mitos da educação) que culpam o aluno pelo fracasso escolar; se admitíssemos que os chamados “problemas de aprendizagem” se explicam muito mais pelas relações estabelecidas na dinâmica da vida estudantil; se o desafio do ensino pudesse ser enfrentado partir da necessidade de compreender o aluno para com ele estabelecer uma relação dialógica, significativa e compromissada com a construção do conhecimento; se as práticas pedagógicas pudessem transformar as iniciativas meramente instrucionais em intervenções educativas, talvez fosse possível compreender melhor o significado e a verdadeira extensão da não aprendizagem e do quadro de analfabetismo no Brasil.
  45. 45. HIPÓTESES PARA O FRACASSO ESCOLAR 1. Práticas letradas de diferentes comunidades (e as experiências de diferentes alunos) são muitas vezes distantes do enfoque que a escola costuma dar à escrita (o letramento tipicamente escolar). 2. Reação do aprendiz em face da proposta pedagógica, muitas vezes autoritária, artificial e pouco significativa. 3. O processo de aquisição da língua escrita está fortemente vinculado a uma nova condição cognitiva e cultural.
  46. 46. Paradoxalmente, a assimilação desse status (justamente aquilo que os educadores esperam de seus alunos como evidência de “desenvolvimento” ou de emancipação do sujeito) pode se configurar, na perspectiva do aprendiz, como motivos de resistência ao aprendizado: a negação de um mundo que não é o seu; o temor de perder suas raízes (sua história e referencial); o medo de abalar a primazia até então concedida à oralidade (sua mais típica forma de expressão), o receio de trair seus pares com o ingresso no mundo letrado e a insegurança na conquista da nova identidade (como “aluno bem-sucedido” ou como “sujeito alfabetizado” em uma cultura grafocêntrica altamente competitiva).
  47. 47. Na prática, a desconsideração dos significados implícitos do processo de alfabetização - o longo e difícil caminho que o sujeito pouco letrado tem a percorrer, a reação dele em face da artificialidade das práticas pedagógicas e a negação do mundo letrado – acaba por expulsar o aluno da escola, um destino cruel, mas evitável se o professor souber instituir em classe uma interação capaz de mediar as tensões, negociar significados e construir novos contextos de inserção social.
  48. 48. QUESTÕES 5 E 6 DA PROVA: 05. Observe a tirinha da Mafalda abaixo e em seguida assinale a alternativa correta sobre o método utilizado pela professora: ( ) Mafalda está sendo alfabetizada pelo método construtivista. ( ) Mafalda ainda não tem a consciência fonológica da linguagem. ( ) A professora da Mafalda usa métodos inovadores no ensino de alfabetização. ( ) O método utilizado pela professora da Mafalda desafia a inteligência dos alunos levando-os à reflexão. ( ) A professora da Mafalda usa um método tradicional de alfabetização chamado de alfabético ou silábico.
  49. 49. 6. Baseados nos textos lidos e nas discussões em sala de aula, escreva um texto em que você estabeleça a diferença entre alfabetização e letramento. (5 Pontos)
  50. 50. USO DO MATERIAL DIDÁTICO P. 50 E 51  O material didático é um suporte tecnológico que se destina ao letramento escolar das práticas sociais orais e escritas.  Constitui-se em um mediador entre a produção científica e a escola.  Ele é um excelente instrumento de formação continuada do professor, pois as orientações didáticas contidas em suas páginas representam um rico material de formação docente.  O uso do material possibilita um direcionamento comum, beneficiando não só o aluno, mas também a escola, pois esta passa a adotar uma concepção mais clara de ensino da língua.
  51. 51. O PAPEL DO PROFESSOR ALFABETIZADOR  Leia o texto das paginas 52 a 56 e definam, em poucas linhas, qual o papel do professor alfabetizador no processo de ensino aprendizagem.

×