Tendências pedagógicas

60.409 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
6 comentários
25 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
60.409
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
563
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1.801
Comentários
6
Gostaram
25
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Tendências pedagógicas

  1. 1. A Didática na Formação do Professor e asTendências Pedagógicas
  2. 2. “A pedagogia investiga a natureza das finalidadesda educação como processo social, no seio deuma determinada sociedade, bem como asmetodologias apropriadas para a formação dosindivíduos, tendo em vista o seudesenvolvimento humano para tarefas na vidaem sociedade” (LIBÂNEO, 1994, p. 52).
  3. 3. “o entendimento dos objetivos, conteúdos emétodos da educação se modifica conforme asconcepções de homem e da sociedade que, emcada contexto econômico e social de ummomento da história humana, caracterizam omodo de pensar, o modo de agir e os interessesdas classes e grupos sociais. A pedagogiaportanto, é sempre uma concepção da direção doprocesso educativo subordinada a umaconcepção político-social” (LIBÂNEO, 1994, p.52).
  4. 4. “A educação escolar é uma atividade social que,através de instituições próprias, visa aassimilação dos conhecimentos e experiênciashumanas acumuladas no decorrer da história,tendo em vista a formação dos indivíduosenquanto seres sociais.” (LIBÂNEO, 1994, p. 52).
  5. 5. “A didática assegura o fazer pedagógico naescola, na sua dimensão político-social e técnica;é por isso, uma disciplina eminentementepedagógica. A didática é, pois, uma dasdisciplinas da Pedagogia que estuda o processode ensino através dos seus componentes – osconteúdos escolares, o ensino e a aprendizagem– para, com o embasamento numa teoria daeducação, formular diretrizes orientadoras daatividade profissional dos professores.
  6. 6. [...] traduz objetivos sociais e políticos emobjetivos de ensino, seleciona e organiza osconteúdos e métodos e, ao estabelecer asconexões entre ensino e aprendizagem, indicaprincípios e diretrizes que irão regular a açãodidática” (LIBÂNEO, 1994, p. 52).
  7. 7. “A instrução se refere ao processo e ao resultadoda assimilação sólida de conhecimentossistematizados e ao desenvolvimento decapacidades cognitivas. O núcleo da instruçãosão os conteúdos das matérias. O ensino consisteno planejamento, organização, direção eavaliação da atividade didática, concretizando astarefas da instrução; o ensino inclui tanto otrabalho do professor (magistério) como adireção da atividade de estudo dos alunos”(LIBÂNEO, 1994, p. 53).
  8. 8. “O currículo expressa os conteúdos da instrução,nas matérias se desenvolve o processo deassimilação dos conhecimentos e habilidades.”(LIBÂNEO, 1994, p. 53).
  9. 9. “A metodologia compreende o estudo dosmétodos, e o conjunto dos procedimentos deinvestigação das diferentes ciências quanto aosseus fundamentos e validade, distinguindo-se dastécnicas que são a aplicação específica dosmétodos. [...]
  10. 10. A metodologia pode ser geral (métodostradicionais, ativos, descoberta, solução deproblemas, etc.) ou específica, seja a que serefere aos procedimentos de ensino e estudo dasdisciplinas do currículo (alfabetização,matemática, história, etc.), seja a que se refere asetores da educação escolar ou estra-escolar(EJA, Educação Especial, educação sindical, etc.).Técnicas, recursos ou meios de ensino sãocomplementos da metodologia. ” (LIBÂNEO,1994, p. 53).
  11. 11. “O objeto de estudo da didática é o processo deensino. [...].. Processo de ensino que,considerado no seu conjunto, inclui: osconteúdos dos programas e dos livros didáticos,os métodos e formas organizativas do ensino, asatividades do professor e dos alunos e asdiretrizes que regulam e orientam esseprocesso.” (LIBÂNEO, 1994, p. 54).
  12. 12. “Podemos definir processo de ensino como umaseqüência de atividades do professor e dosalunos, tendo em vista a assimilação deconhecimentos e desenvolvimento dehabilidades, através dos quais os alunosaprimoram capacidades cognitivas (pensamentoindependente, observação, análise-síntese eoutras) (LIBÂNEO, 1994, p. 54).
  13. 13. “A natureza do trabalho docente é a mediação darelação cognoscitiva entre o aluno e as matériasde ensino. [...] Ensinar e aprender, pois, são duasfacetas do mesmo processo, e que se realizamem torno das matérias de ensino, sob a direçãodo professor”(LIBÂNEO, 1994, p. 54 e 55).
  14. 14. “o professor transmite a matéria ao aluno.[...]. Oensino, por mais simples que possa parecer àprimeira vista, é uma atividade complexa:envolve tanto condições externas comocondições internas das situações didáticas.Conhecer essas condições e lidar acertadamentecom elas é uma das tarefas básicas do professorpara a condução do trabalho docente”.(LIBÂNEO,1994, p. 55).
  15. 15. “o professor tem propósitos definidos no sentidode assegurar o encontro direto do aluno com amatéria, mas essa atuação depende dascondições internas dos alunos alterando o modode lidar com a matéria. [...]. A inter-relação entreprofessor e alunos não se reduz à sala deaula”(LIBÂNEO, 1994, p. 55).
  16. 16. “Escola, professor, pais estão inseridos nadinâmica das relações sociais. A sociedade não éum todo homogêneo, onde reina a paz e aharmonia. Ao contrário, há antagonismos einteresses distintos entre grupos e classes sociaisque se refletem nas finalidades e no papelatribuídos à escola, ao trabalho do professor edos alunos”. (LIBÂNEO, 1994, p. 55).
  17. 17. “As teorias da educação e as práticaspedagógicas, os objetivos educativos da escola edos professores, os conteúdos escolares, arelação professor-alunos, as modalidades decomunicação docente, nada disso existeisoladamente do contexto econômico, social ecultural mais amplo e que afetam as condiçõesreais em que se realizam o ensino e aaprendizagem”. (LIBÂNEO, 1994, p. 56).
  18. 18. “O professor não é apenas professor, ele participade outros contextos de relações sociais onde é,também, pai, filho, membro de sindicato, departido político ou de um grupo religioso. Essescontextos se referem uns aos outros e afetam aatividade prática do professor. Faz parte de umgrupo social, pertence a uma família que vive emdeterminadas condições de vida e de trabalho, ébranco, negro, tem uma determinada idade, possuiuma linguagem para expressar-se conforme o meioem que vive, tem valores e aspiraçõescondicionados pela sua prática de vida, etc.”(LIBÂNEO, 1994, p. 56).
  19. 19. “A eficácia do trabalho docente depende dafilosofia de vida do professor, de suas convicçõespolíticas, do seu preparo profissional, do salárioque recebe, da sua personalidade, dascaracterísticas da sua vida familiar, da suasatisfação profissional em trabalhar com criançasetc. tudo isso, entretanto, não é uma questão detraços individuais do professor, pois o queacontece com ele tema ver com as relaçõessociais que acontecem na sociedade”. (LIBÂNEO,1994, p. 56).
  20. 20. “Na chamada Antiguidade Clássica (gregos eromanos) e no período medieval também sedesenvolvem formas de ação pedagógica, emescolas, mosteiros, igrejas, universidades.Entretanto, até meados do século XVII nãopodemos falar de Didática como teoria do ensino,que sistematize o pensamento didático e oestudo científico das formas de ensinar.”(LIBÂNEO, 1994, p. 57).
  21. 21. “O termo ‘Didática’ aprece quando os adultoscomeçam a intervir na atividade de aprendizagemdas crianças e jovens através da direção deliberadae planejada do ensino, ao contrário das formas deintervenção mais ou menos espontâneas de antes.Estabelecendo-se uma intenção propriamentepedagógica na atividade de ensino, a escola setorna uma instituição, o processo de ensino passa aser sistematizado conforme níveis, tendo em vista aadequação às possibilidades das crianças, às idadese ritmo de assimilação dos estudos.” (LIBÂNEO,1994, p. 58).
  22. 22. João Amós Comênio(1592-1670)Didática Magna
  23. 23. “A finalidade da educação é conduzir à felicidadeeterna com Deus, pois é uma força poderosa deregeneração da vida humana. Todos os homensmerecem a sabedoria, a moralidade e a religião,por que todos, ao realizarem sua próprianatureza, realizam os desígnios de Deus.Portanto, a educação é um direito natural detodos.” (LIBÂNEO, 1994, p. 58).
  24. 24. “Por ser parte da natureza, o homem deve sereducado de acordo com o seu desenvolvimentonatural, isto é, de acordo com as característicasde idade e capacidade para o conhecimento.Conseqüentemente, a tarefa principal da Didáticaé estudar essas características e os métodos deensino correspondentes, de acordo com a ordemnatural das coisas.” (LIBÂNEO, 1994, p. 58).
  25. 25. “A assimilação dos conhecimentos não se dáinstantaneamente, como se o aluno registrassede forma mecânica na sua mente a informaçãodo professor, como o reflexo num espelho. Noensino, ao invés disso, tem um papel decisivo apercepção sensorial das coisas. Osconhecimentos devem ser adquiridos a partir daobservação das coisas e dos fenômenos,utilizando e desenvolvendo sistematicamente osórgãos dos sentidos.” (LIBÂNEO, 1994, p. 58).
  26. 26. “O método intuitivo consiste, assim, daobservação direta, pelos órgãos dos sentidos, dascoisas, para o registro das impressões na mentedo aluno. Primeiramente as coisas, depois aspalavras. O planejamento de ensino deveobedecer o curso da natureza infantil; por isso ascoisas devem ser ensinadas uma de cada vez.Não se deve ensinar nada que a criança nãopossa compreender. Portanto, deve-se partir doconhecido para o desconhecido.” (LIBÂNEO,1994, p. 58).
  27. 27. - Embora partindo da observação e da experiênciasensorial, mantinha-se o caráter transmissor doensino; - Mantinha-se o método único e o ensinosimultâneo a todos. - sua idéia de que a única via de acesso dosconhecimentos é a experiência sensorial com ascoisas não é suficiente, primeiro porque nossaspercepções freqüentemente nos enganam,segundo, porque já há uma experiência socialacumulada de conhecimentos sistematizados quenão necessitam ser descobertos novamente.(LIBÂNEO, 1994, p. 59)
  28. 28. -Empenhou-se em desenvolver métodos deinstrução mais rápidos e eficientes, mas tambémporque desejava que todas as pessoas pudessemusufruir dos benefícios do conhecimento.- ensino intelectualista, verbalista e dogmático,memorização e repetição mecânica dosensinamentos do professor. Nessas escolas nãohavia espaço para idéias próprias dos alunos, oensino era separado da vida, mesmo porqueainda era grande o poder da religião na vidasocial. (p. 59)
  29. 29. Foram ocorrendo intensas mudanças nas formas deprodução, havendo um grande desenvolvimento daciência e da cultura. Foi diminuindo o poder danobreza e do clero e aumentando o da burguesia.Na medida em que esta se fortalecia como classesocial, disputando o poder econômico e políticocom a nobreza, ia crescendo também anecessidade de um ensino ligado às exigências domundo da produção e dos negócios e, ao mesmotempo, um ensino que contemplasse o livredesenvolvimento das capacidades e interessesindividuais. (LIBÂNEO, 1994, p. 59)
  30. 30. Jean Jacques Rousseau(1712-1778) – propôsuma concepção nova deensino, baseada nasnecessidades e interessesimediatos da criança.
  31. 31. - A preparação da criança para a vida futura devebasear-se no estudo das coisas quecorrespondem às suas necessidades e interessesatuais. Antes de ensinar as ciências, elasprecisam ser levadas a despertar o gosto pelo seuestudo. Os verdadeiros professores são anatureza, a experiência e o sentimento. Ocontato da criança com o mundo que a rodeia éque desperta o interesse e suas potencialidadesnaturais. (LIBÂNEO, 1994, p. 60)
  32. 32. - A educação é um processo natural, ela sefundamenta no desenvolvimento interno doaluno. As crianças são boas por natureza, elastêm uma tendência natural para sedesenvolverem. - Rousseau não colocou em prática suas idéias enem elaborou uma teoria de ensino. Essa tarefacoube a um outro pedagogo suíço, HenriquePestalozzi (1746-1827), que viveu e trabalhou atéo fim da vida na educação de crianças pobres, eminstituições dirigidas por ele próprio.
  33. 33. - Pestalozzi atribuía grande importância aométodo intuitivo, levando os alunos adesenvolverem o senso de observação, análisedos objetos e fenômenos e a capacidade dalinguagem, através da qual se expressa empalavras o resultado das observações. Nistoconstituía a educação intelectual. Tambématribuía importância fundamental à psicologia dacriança como fonte do desenvolvimento doensino.
  34. 34. - Pestalozzi atribuía grande importância aométodo intuitivo, levando os alunos adesenvolverem o senso de observação, análisedos objetos e fenômenos e a capacidade dalinguagem, através da qual se expressa empalavras o resultado das observações. Nistoconstituía a educação intelectual. Tambématribuía importância fundamental à psicologia dacriança como fonte do desenvolvimento doensino.
  35. 35. Tendências Pedagógicasl. Pedagogia liberal 1.1 tradicional1.2 renovada progressivista 1.3 renovada não-diretiva1.4 tecnicista2. Pedagogia progressista2.1 libertadora2.2 libertária2.3 crítico-social dos conteúdos
  36. 36. Pedagogia LiberalA doutrina liberal apareceu como justificação dosistema capitalista que, ao defender apredominância da liberdade e dos interessesindividuais da sociedade, estabeleceu uma formade organi-zação social baseada na propriedadeprivada dos meios de produção, tambémdenominada sociedade de classes. A pedagogialiberal, portanto, é uma manifestação própriadesse tipo de sociedade.
  37. 37. Pedagogia Liberal A pedagogia liberal sustenta a idéia de que a escola tem por função preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais, de acordo com as aptidões individuais, por isso os indivíduos precisam aprender a se adaptar aos valores e às normas vigentes na sociedade de classes através do desenvolvimento da cultura individual. A ênfase no aspecto cultural esconde a realidade das diferenças de classes, pois não leva em conta a desigualdade de con-dições.
  38. 38. Pedagogia Liberal Historicamente, a educação liberal iniciou-se com a pedagogia tradicional e, por razões de recomposição da hegemonia da burguesia, evoluiu para a pedagogia renovada (também denominada escola nova ou ativa), o que não significou a substituição de uma pela outra, pois ambas conviveram e convivem na prática escolar. Esses avanços da sociedade conduziram à emergência da pedagogia tecnicista.
  39. 39. Pedagogia Liberal - Tradicional Na tendência tradicional, a pedagogia liberal se caracteriza por acen-tuar o ensino humanístico, de cultura geral, no qual o aluno é educado para atingir, pelo próprio esforço, sua plena realização como pessoa. Os conteúdos, os procedimentos didáticos, a relação professor-aluno não têm nenhuma relação com o cotidiano do aluno e muito menos com as reali-dades sociais. É a predominância da palavra do professor, das regras im-postas, do cultivo exclusivamente intelectual.
  40. 40. Pedagogia Liberal - Renovada A tendência liberal renovada acentua, igualmente, o sentido da cultura como desenvolvimento das aptidões individuais. Mas a educação é um pro-cesso interno, não externo; ela parte das necessidades e interesses indivi-duais necessários para a adaptação ao meio. A educação é a vida presente, é a parte da própria experiência humana. A escola renovada propõe um ensino que valorize a auto-educação (o aluno como sujeito do conheci-mento), a experiência direta sobre o meio pela atividade; um ensino cen-trado no aluno e no grupo.
  41. 41. Pedagogia Liberal - Renovada A tendência liberal renovada apresenta-se, entre nós, em duas versões distintas: a renovada progressivista2, ou pragmatista, principalmente na forma difundida pelos pioneiros da educação nova, entre os quais se destaca Anísio Teixeira (deve-se destacar, também a influência de Montessori, Decroly e, de certa forma, Piaget); a renovada não-diretiva orientada para os objetivos de auto-realização (desenvolvi-mento pessoal) e para as relações interpessoais, na formulação do psicólogo norte-americano Carl Rogers.
  42. 42. Pedagogia Liberal - Tecnicista A tendência liberal tecnicista subordina a educação à sociedade, tendo como função a preparação de "recursos humanos" (mão-de-obra para a indústria). A sociedade industrial e tecnológica estabelece (cientificamente) as metas econômicas, sociais e políticas, a educação treina (também cien-tificamente) nos alunos os comportamentos de ajustamento a essas metas. No tecnicismo acredita-se que a realidade contém em si suas próprias leis, bastando aos homens descobri-las e aplicá-las.
  43. 43. Pedagogia Liberal - Tecnicista Dessa forma, o essencial não é o conteúdo da realidade, mas as técnicas (forma) de descoberta e aplicação. A tecnologia (aproveitamento ordenado de recursos, com base no conhecimento científico) é o meio eficaz de obter a maximização da produção e garantir um ótimo funcionamento da sociedade; a educação é um recurso tecnológico por excelência.
  44. 44. Pedagogia Liberal - Tecnicista Ela "é encarada como um instrumento capaz de promover, sem contradição, o desenvolvimento econômico pela qualificação da mão-de-obra, pela redistribuição da renda, pela ma-ximização da produção e, ao mesmo tempo, pelo desenvolvimento da ‘cons­ciência política’ indispensável à manutenção do Estado autoritário”. Uti-liza-se basicamente do enfoque sistêmico, da tecnologia educacional e da análise experimental do comportamento.
  45. 45. Pedagogia Progressista O termo "progressista", emprestado de Snyders, é usado aqui para designar as tendências que, partindo de uma análise crítica das realidades sociais, sustentam implicitamente as finalidades sociopolíticas da educação. Evidentemente a pedagogia progressista não tem como institucionalizar-se numa sociedade capitalista; daí ser ela um instrumento de luta dos pro-fessores ao lado de outras práticas sociais.
  46. 46. Pedagogia Progressista A pedagogia progressista tem-se manifestado em três tendências: a libertadora, mais conhecida como pedagogia de Paulo Freire; a libertária, que reúne os defensores da autogestão pedagógica; a crítico-social dos con-teúdos que, diferentemente das anteriores, acentua a primazia dos conteúdos no seu confronto com as realidades sociais.
  47. 47. Pedagogia Progressista –Libertadora e Libertária As versões libertadora e libertária têm em comum o antiautoritarismo, a valorização da experiência vívida como base da relação educativa e a idéia de autogestão pedagógica. Em função disso, dão mais valor ao processo de aprendizagem grupal (participação em discussões, assembléias, votações) do que aos conteúdos de ensino. Como decorrência, a prática educativa somente faz sentido numa prática social junto ao povo, razão pela qual preferem as modalidades de educação popular "não-formal“.
  48. 48. Pedagogia Progressista –Crítico-social dos conteúdos A tendência da pedagogia crítico-social dos conteúdos propõe uma síntese superadora das pedagogias tradicional e renovada, valorizando a ação pedagógica enquanto inserida na prática social concreta. Entende a escola como mediação entre o individual e o social, exercendo aí a articu-lação entre a transmissão dos conteúdos e a assimilação ativa por parte de um aluno concreto (inserido num contexto de relações sociais); dessa articulação resulta o saber criticamente reelaborado.
  49. 49. Pedagogia Progressista –Crítico-social dos conteúdos LIBÂNEO, José Carlos. Didática: teoria da instrução e do ensino. In._____.Didática. São Paulo: Cortez, 1994. Cap. 3. p. 51-76. (Coleção Magistério: Série formação do professor). A partir da aula e da leitura do texto criar um cordel que contemple as tendências pedagógicas liberais e progressistas destacando os seguintes elementos em cada uma delas: principais teóricos, características, momento histórico em que emergiram, e desdobramentos na prática escolar

×