Artigo bioterra v14_n1_08

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Artigo bioterra v14_n1_08

  1. 1. REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 85 Volume 14 - Número 1 - 1º Semestre 2014 AVALIAÇÃO FITOQUÍMICA E MICROBIOLÓGICA DE Bauhinia sp e Copaifera sp. Glaucia Cristina de Lima e Souza Mesquita1, Quézia Barros dos Santos1, Sheylla Susan Moreira da Silva de Almeida2 RESUMO Este trabalho avaliou o perfil fitoquímico dos extratos vegetais de Copaifera sp e Bauhinia sp, e a atividade antimicrobiana dos referidos extratos brutos. Os resultados demonstraram que os extratos hexânicos e metanólicos de Copaifera sp e Bauhinia sp apresentou atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus, mas não contra a Escherichia coli. Observou-se na análise de fitoquímica dos extractos de hexano Copaifera sp e de Bauhinia sp, ácidos orgânicos, e depsids depsidons, esteroides e triterpenoides, e no extrato metanólico de Bauhinia sp, além dos compostos anteriormente citados - fenol e taninos, e no metanólico do extrato de Copaifera sp, o mesmo dos anteriores e, flavonóide e antraquinona. Palavras-chave: Extrato vegetal, atividade antimicrobiana, screening fitoquímico. PHYTOCHEMISTRY AND MICROBIOLOGICAL EVALUATION OF Bauhinia sp and Copaifera sp. ABSTRACT This current work evaluated either the phytochemistry profile of the Copaifera sp and Bauhinia sp of the vegetal extracts, the antimicrobial activity crude extracts of these. The results have shown that the Hexane and Methanolic extracts of Copaifera sp and Bauhinia sp presented antibacterial activities against Staphylococcus aureus, but not any against the Escherichia coli strain. It was observed in the phytochemistry analysis of the Hexane extracts of Copaifera sp and Bauhinia sp, organic acids, depsids and depsidons, steroids and triterpenoids, and in the Methanolic of Bauhinia sp extract, besides the compounds quoted previously – phenol and tannin, and in Methanolic extract Copaifera sp, the same of the previous ones and the flavonoid and anthraquinone. Keywords: Vegetal extract, antimicrobial activity, phytochemistry screening.
  2. 2. 86 INTRODUÇÃO A natureza sempre despertou no homem um fascínio encantador, não só pelos recursos oferecidos para sua alimentação e manutenção, mas por ser sua principal fonte de inspiração e aprendizado. A busca incessante pela compreensão das leis naturais e o desafio de transpor barreiras à sua sobrevivência, como o clima e as doenças, levaram o homem ao atual estágio de desenvolvimento científico, mesmo após o avanço tecnológico observado nos dias de hoje (VIEGAS, JR; VANDERLAN; BARREIRO, 2006). O uso de Produtos Naturais se confunde com a própria história das civilizações, a utilização de drogas vegetais na terapêutica até hoje é bastante difundida, muito utilizada pela população menos favorecida e de cultura tradicional. O Brasil é proprietário da maior biodiversidade do planeta, este patrimônio genético tem valor econômico estratégico em várias atividades, mas é no desenvolvimento de novos medicamentos onde reside seu maior potencial. O motivo desta afirmação é comprovado analisando-se o número de fármacos obtidos direta e indiretamente a partir de produtos naturais, desenvolvidos de plantas medicinais que se utilizam na medicina popular para diversas finalidades. A etnofarmacologia é muito útil na busca destas substâncias de origem natural, que são empregadas em medicamentos, também conhecidas como fitofármacos (substância ativa, isolada de origem natural). Uma melhor compreensão dos constituintes químicos e de sua atividade biológica favoreceria uma melhor utilização e a diminuição dos efeitos adversos, visto que quando utilizados de maneira inadequada pode acarretar sérios problemas que ao invés de curar pode agravar o quadro do paciente. Os produtos naturais, obtidos de matéria-prima vegetal, oferecem uma larga variedade de moléculas com grande diversidade em suas estruturas e atividade biológica. A atividade biológica pode se manifestar por meio de suas propriedades herbicidas, inseticidas, fungicidas (ISHAAYA, 2000; SIMÕES, 2000; DUKE, 2010; DAYAN, 2012) além de atuarem como, antioxidantes, antiinflamatórios e leishimanicidas (PINTO, 2002; PUPO, 2007) entre outras. Os Gêneros Copaifera (SCUDELLER, 2007) e Bahuinia (MELO, 2004) pertencem à família Fabaceae (Leguminosae), sub-família Caesalpinioideae, sendo uma família de distribuição cosmopolita. O Gênero Copaifera é composto por 82 espécies, no Brasil ocorrem pelo menos 21, sendo que cinco delas estão na Amazônia brasileira. Conhecida popularmente como copaíba e com vasta utilização na fabricação de vernizes e tintas, como biodiesel, em indústria de cosméticos, é utilizada em tratamentos medicinais por apresentar ação antiinflamatória, antimicrobiana e anti-séptica (VEIGA, 1997; BRUM, 2007; VEIGA, 2007). O óleo-de-copaíba tem em sua constituição química sesquiterpenos e diterpenos como compostos majoritários (OLIVEIRA, 2006). O gênero Bauhinia, apresenta as mais diversas espécies vegetais de aplicação medicinal, conhecidas popularmente como unha de boi, pata-de-vaca ou escada-de-jabuti, é empregada na medicina popular para combater diversas patologias. São atribuídas para algumas espécies, propriedades antifúngicas, antibacterianas, antiinflamatórias e especialmente antidiabética (CECHINEL FILHO, V. 2000; VIANA, E. P., 1999; SILVA, K. L.), são encontradas principalmente nas áreas tropicais do planeta, compreendendo, aproximadamente, 300 espécies (CECHINEL FILHO, V., 2002). Os estudos farmacológicos e fitoquímicos com estas plantas mostram que as mesmas são constituídas principalmente de glicosídios esteroídicos, triterpenos, lactonas, flavonoides livres e glicosilados, presença de β- sitosterol e canferol-3,7-diramnosídeo, catequinas, fenóis, taninos condensados e alcaloides (PIZZOLATTI, 2003). Com a descoberta da penicilina em 1928, por Fleming, terapia por antibióticos têm sido incansavelmente utilizada. A utilização irracional destas drogas proporcionou as bactérias, mecanismos de seleção adaptativa progressiva por processos de mutações gênicas que as propiciaram resistência aos antibióticos. Tem sido grande a corrida na indústria farmacêutica em busca de novos fármacos, a
  3. 3. 87 serem utilizados em terapias antimicrobiana, capazes de promover inibição a esses microrganismos, devido à resistência ao antibiótico por bactérias patogênicas. Portanto, a terapêutica alternativa aos desafios atualmente encontrados contra os microrganismos patógenos resistentes, as plantas medicinais estão entre os produtos naturais de interesse científico por ser empregadas como fitofármacos (SILVA, 2007). A espécie Staphylococcus aureus encontrada como cocos gram-positivos, são anaérobios facultativos, crescendo em temperatura entre 7o C a 47,8o C (SILVA, 2010). E a espécie Escherichia coli encontrada como coco-bacilo gram-negativo, são aeróbios ou anaeróbios facultativos presente na microbiota intestinal de seres humanos e animais de sangue quente (RANGEL, 2007) indicados para testes de suscetibilidade antimicrobianos (RIBEIRO, 2008). METODOLOGIA Coleta do material vegetal A casca do caule seco de copaíba e o caule de escada-de-jabuti (Figuras 1 e 2) foram adquiridos no dia 14.07.2010 em casas de vendas de plantas medicinais na cidade de Macapá os gêneros foram identificados pela Taxonomista Rosângela Saquis do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá - IEPA. Figura 1- Casca do caule de copaíba. Figura 2 - Caule de escada-de-jabuti. Obtenção dos extratos brutos O material vegetal após seco e moído (850 g), foi submetido à extração a quente sob refluxo por um período de 1h30min. para cada solvente em ordem crescente de polaridade (hexano e metanol), obtendo-se 590 mg de Extrato Bruto Hexânico de Bahuinia sp (EBHB) e 395 mg de Extrato Bruto Hexânico de Copaifera sp (EBHC), e 750 mg de Extrato Bruto Metanólico de Bahuinia sp (EBMB) e 810 mg Extrato Bruto Metanólico de Copaifera sp (EBMC), como pode ser observado no Fluxograma 1. Fluxograma 1 – Obtenção dos Extratos Brutos.
  4. 4. 88 Screnning fitoquímico Submeteram os extratos a uma análise de seus compostos químicos por classe metabólica. Os metabólitos secundários analisados foram: ácidos orgânicos, açúcares redutores, alcalóides, antraquinonas, depsídios e depsidonas, derivados de cumarina, esteroides e triterpenoides, fenóis e taninos, flavonóides, polissacarídeos, saponina espumídica. Os testes se basearam nas condições estabelecidas no Manual para srenning Fitoquímico e Cromatográfico de Extratos Vegetais, neste trabalho estão descritas apenas as metodologias das classes metabólicas que apresentaram resultados positivos na pesquisa em questão. Utilizando como solvente água destilada Prepararam uma solução mãe com 140 mg de cada extrato seco, separadamente, e 28 mL de água destilada. A solubilização do extrato ao solvente foi realizada com auxílio de banho ultrasônico. Após este procedimento, foi realizada uma filtração simples. Alíquotas desta solução foram retiradas para a realização de testes para screnning fitoquímico. Ácidos orgânicos Colocou 0,3 mL de solução mãe em um tubo de ensaio. Posteriormente, na amostra, adicionaram nove gotas de reativo de Pascová A e 1 gota de reativo de Pascová B. A descoloração do reativo, a reação é positiva. Fenóis e taninos Em um tubo de ensaio adicionou 1,66 mL de solução-mãe e posteriormente 2 gotas de solução alcoólica de cloreto férrico (FeCl3) a 1%. A mudança na coloração ou formação de precipitado é indicativa de reação positiva, quando comparado com o teste em branco (água + solução de FeCl3). Utilizando como solvente metanol Uma solução mãe foi preparada com 120 mg dos extratos secos, separadamente, e 24 mL de metanol. Utilizaram um bastão de vidro para solubilizar o extrato ao solvente. Por conseguinte, foi realizada uma filtragem simples. Esta solução foi utilizada no teste para identificação de flavonóides. Flavonoides Mediram 3,3 mL de solução mãe e colocou em um tubo de ensaio. Adicionou 5 gotas de ácido clorídrico (HCl) concentrado, em um tubo. Acrescentou raspas de magnésio. O surgimento de uma coloração rósea na solução indica reação positiva. Utilizando como solvente clorofórmio Esta solução foi preparada com 27 mg dos extratos secos, separadamente, e 5,5 mL de clorofórmio. Esta solução foi usada para identificar substâncias como: esteróides e triterpenóides. Esteróides e triterpenóides Retiraram da solução mãe 3,3 mL. Esta alíquota foi filtrada em carvão ativado. O filtrado foi colocado em um tubo de ensaio. No tubo, foram adicionados 0,3 mL de anidrido acético seguido de agitação no aparelho Vortex. Adicionou três gotas de ácido sulfúrico (H2SO4) concentrado. Tornou-se a agitar o recipiente, observou se há rápido desenvolvimento de cores, que vão do azul evanescente ao verde persistente que indicam resultado positivo. Utilizando como solvente éter etílico Prepararam uma solução mãe com 50 mg dos extratos secos, separadamente, e 10 mL de éter etílico. Esta solução foi utilizada para identificação de depsídeos e depsidonas, e derivados de cumarinas. Depsídeos e depsidonas Transferiram para um tubo de ensaio 5 mL da solução mãe. Todo o éter foi evaporado em banho maria e ao resíduo foram acrescentados 3 mL de metanol. Agitaram e adicionaram 3 gotas de cloreto férrico (FeCl3) 1%. O aparecimento de coloração verde, azul ou cinza, indica reação positiva. Utilizando como solvente tolueno Antraquinonas Dissolveram 25 mg dos extratos secos, separadamente, em 5 mL de tolueno. Adicionou 2 mL de solução de hidróxido de amônio (NH4OH) a 10%. Agitou suavemente. O aparecimento de coloração rósea, vermelha ou violeta na fase aquosa, indica reação positiva.
  5. 5. 89 AVALIAÇÃO PRELIMINAR DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA Foram escolhidos os microrganismos Escherichia coli (ATCC 25922) e Staphylococcus aureus (ATCC -25923), por ser recomendado como padrões para testes de suscetibilidade antimicrobianos (RIBEIRO, 2008), adquiridos no Laboratório Central do Estado do Amapá (LACEN-AP), cedido pelo Dr. Fernando Antônio de Medeiros. Os inóculos dos microrganismos a testar foram preparados e diluídos em solução salina a 0,85% até atingir a turbidez 0,5 da escala de Mac- Farland correspondendo a 1,5 x 108 UFC/mL de E. coli e S. aureus, confirmado em espectrofotômetro de ultravioleta com 0,8 à 1,0 de absorbância (RIBEIRO, 2008). Os microrganismos foram semeados (em triplicata), com o swab descartável, em placa de Petri contendo o meio ágar Müller Hinton. Depois colocaram os discos de papel de filtro, impregnados com extratos das plantas estudadas nas concentrações de 500 mg/mL, 250 mg/mL, 125 mg/mL, e de 50 mg/mL, 25 mg/mL dissolvidos em dimetil-sulfóxido (DMSO) (RIBEIRO, 2008). Após 24 h de incubação em B.O.D a 35° C se realizou a leitura dos resultados medindo o halo, em mm, que formou ao redor dos discos contendo os extratos. Foi considerado como resultado final de cada extrato a média das 3 medidas como suscetível halo igual ou acima de 8 mm de diâmetro de acordo com os critérios do padrão estabelecido pelas Normas de desempenho para testes de sensibilidade antimicrobiana: Clinical and Laboratory Standards Institute/NCCLS (MATTHEW, 2005). Discos com cloranfenicol e tetraciclina foram utilizados como controle positivo e de DMSO como controle negativo. RESULTADOS E DISCUSSÕES A Tabela 1 representa os resultados obtidos na análise fitoquímica das duas espécies estudadas. Tabela 1 - Resultados obtidos no screnning fitoquímico. Substâncias Pesquisadas Bauhinia sp Copaifera sp EBH EBM EBH EBM Saponina espumídica - - - - Ácidos orgânicos + + + + Açúcares redutores - - - - Polissacarídeos - - - - Fenóis e taninos - + - + Flavonóides - - - + Esteróides e triterpenóides + + + - Depsídios e depsidonas + + + + Derivados da cumarina - - - - Antraquinona - - - + Alcalóides - - - - EBH: Extrato Bruto Hexânico. EBM: Extrato Bruto Metanólico. (+) Presente. (-) Ausente A pesquisa fitoquímica dos EBH de Bauhinia sp e Copaifera sp constatou a presença de os ácidos orgânicos, depsídios e depsidonas, esteróides e triterpenóides. No entanto, na pesquisa do EBM de Bauhinia sp se diferenciou pela presença de fenóis e taninos, enquanto no EBM de Copaifera sp, presença de ácidos orgânicos, antraquinonas, depsídeos e depsidona, fenóis, taninos e flavonóides. Observaram os extratos de Bauhinia sp e Copaifera sp sobre o crescimento da bactéria gram-negativa E. coli, e constatou que não houve inibição frente aos extratos dos vegetais analisados nas concentrações de 25 mg, 50 mg, 125 mg, 250 mg e 500 mg, como mostra na Tabela 2, não justificando, portanto, sua utilização no tratamento de doenças infecciosas causadas por estes microrganismos. É possível que estas plantas não possuam efeito antimicrobiano ou que os extratos das plantas contenham constituintes antibacterianos em
  6. 6. 90 concentrações não suficientes para ser considerado efetivo, ou a metodologia de extração não é adequada para obtenção das substâncias com estas atividades. Entretanto, novos testes devem ser conduzidos e também utilizar outras espécies bacterianas e cepas padronizadas para comprovação da ausência de atividade antimicrobiana desta planta. Tabela 2 - Resultados obtidos da atividade antimicrobiana das espécies estudadas. MO: Microrganismo. EBH: Extrato Bruto Hexânico. EBM: Extrato Bruto Metanólico. (+): Positivo. (-): Negativo. Os extratos hexânicos de Bauhinia sp e Copaifera sp analisados nas concentrações de 25 mg, 50 mg, 125 mg, 250 mg e 500 mg, frente a bactéria patogênica gram-positiva, S. aureus, os resultados mostraram que os extratos foram potencialmente ativos demonstrando halos de inibição ≤ 15,66 mm como mostra na Figura 3 e no Gráfico 1 e 2, podendo relacionar esta atividade provavelmente a presença de fenóis, taninos e flavonóides. Sabendo que estes compostos têm comprovada ação antimicrobiana, e que compostos fenólicos têm uma ação inespecífica sobre o microrganismo, rompendo a parede celular bacteriana, inibindo os sistemas enzimáticos para a formação da mesma (SILVA, 2010). Figura 3 - EBH de Bauhinia sp (A) nas concentrações de 25 mg, 50 mg, 125 mg e (B) EBM de Copaifera sp nas concentrações de 125 mg, 250 mg e 500 mg. MO EBH Bauhinia sp [mg/mL] EBM Bauhinia sp [mg/mL] EBM Copaifera sp [mg/mL] Atividade Biológica Halo (mm) EBH –B EBM-B EBM-C S. aureus 25 125 125 (+) 13,33 (+) 12,66 (+) 13,66 50 250 250 (+) 12,00 (+) 13,33 (+) 15,66 125 500 500 (+) 14,66 (+) 11,33 (+) 14,66 C C C (+) 35,00 (+) 33,33 (+) 35,00 T T T (+) 35,33 (+) 34,66 (+) 32,00 E. coli 25 125 125 (-) 00,00 (-) 00,00 (-) 00,00 50 250 250 (-) 00,00 (-) 00,00 (-) 00,00 125 500 500 (-) 00,00 (-) 00,00 (-) 00,00 C C C (+) 35,33 (+) 33,66 (+) 32,66 T T T (+) 32,00 (+) 29,00 (+) 30,66 A B
  7. 7. Gráfico 1 - Resultados obtidos na avaliação da atividade biológica do Extrato Bruto Hexânico, frente às cepas S. aureus. 91 Atividade Biológica de S. aureus 15,00 10,00 5,00 EBHB EBHB: Extrato Bruto Hexânico de Bauhinia sp. Gráfico 2 - Resultados obtidos na avaliação da atividade biológica dos Extratos Bruto Metanólico, frente às cepas S. aureus. 20,00 15,00 10,00 5,00 Atividade Biológica do S.aureus 15,66 13,33 13,66 12,66 11,33 14,66 EBMB: ExtratoBruto Metanólico de Bauhinia sp. EBMC: Extrato Bruto Metanólico de Copaifera sp. CONSIDERAÇÕES FINAIS Com relação ao uso de plantas medicinais, o conhecimento mostrado pela população é resultado, principalmente, das informações que foram sendo passadas dos pais para os filhos. A vantagem do uso de plantas medicinais é o seu baixo custo e fácil obtenção, pois muitas são adquiridas em feiras ou casas de ervas e, também, cultivadas nos próprios quintais. No presente estudo foi possível verificar que os extratos brutos das espécies vegetais mostraram-se ativos em bactérias gram-positivas mostrando que a atividade antimicrobiana alegada pela população corrobora uso das mesmas. No estudo para investigação das classes de metabólitos secundários verificou-se à presença de compostos fenólicos (fenóis, taninos e flavonóides), sabendo que estes compostos têm comprovada ação antimicrobiana. Além dessas classes verificou-se a presença de esteróides, triterpenos, depsidios, depsidonas e antraquinonas compostos de ampla distribuição nas espécies vegetais pertencente à Familia Fabaceae contribuindo assim com sistemática das espécies vegetais e com variada atividade farnacológica. 0,00 25 50 125 13,33 12,00 14,66 Halo em mm Concentração em mg/mL 25 50 125 0,00 EBMB EBMC halo em mm Extratos vegetais 125 250 500
  8. 8. 92 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRUM, H. D. et al. Descrição comparativa dos propágulos e plântulas de Copaifera multijuga Hayne e C. officinalis Jacq (Fabaceae). Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre, v. 5, p. 351-353, 2007. CECHINEL FILHO, V. Principais avanços e perspectivas na área de produtos naturais ativos: estudos desenvolvidos no NIQFAR/UNIVALI. Química Nova, v. 23, p. 680-684, 2000. DAYAN, F. E.; DUKE, S. O. Natural Products for Weed Management in Organic Farming in the USA. Outlooks on Pest Management, v. 21, p. 156-160, 2010. DUKE, S. O. et al. Natural toxins for use in pest management. Toxins, v. 2, p. 1943-1962, 2010. ISHAAYA, I. Biochemical processes related to insecticide action; an overview. In: IOCHEMICAL SITES OF INSECTICIDE ACTION AND RESISTANCE. New York: Springer, Anais..., p. 1-16, 2000. MATTHEW, A. W. et al. Normas de desempenho para testes de sensibilidade antimicrobiana; 15° Suplemento informativo. Clinical and Laboratory Standards Institute/NCCLS, p. 108-109, 2005. MELO, J. G. et al. Avaliação da qualidade de amostras comerciais de boldo (Peumus boldus Molina), pata-de-vaca (Bauhinia spp.) e ginco (Ginkgo biloba L.). Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 14, p. 111-120, 2004. OLIVEIRA, E. C. P. et al. Identificação da época de coleta do óleo-resina de copaíba (Copaifera sp.) no município de Moju, PA. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, Botucatu, v. 8, p. 14-23, 2006. PINTO, A. C. Produtos naturais: atualidades, desafios e perspectivas. Química Nova, v. 25, p. 45-59, 2002. PIZZOLATTI, M. G. et al. Flavonóides glicosilados das folhas e flores de Bauhinia forficata (Leguminosae). Química Nova, v. 26, p. 466-469, 2003. PUPO, M. T. et al. Biologia química: uma estratégia moderna para a pesquisa em produtos naturais. Química Nova, v. 30, p. 1446-1455, 2007. RANGEL, P. M. Perfil genético e microbiológico de cepas de Escherichia coli isoladas de leite mastítico bovino. Dissertação apresentada à ciências agrária e veterinárias, JABOTICABAL-SP, 2007. RIBEIRO, C. M. Avaliação da atividade antimicrobiana de plantas utilizadas na medicina popular da Amazônia - Dissertação apresentada ao programa de pós - graduação em ciências farmacêutica do instituto de ciências da saúde da universidade federal do Pará, Belém 2008. SCUDELLER, V. V. et al. Viabilidade econômica da extração do óleo-resina de Copaifera multijuga Hayne na Amazônia central. Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre, v. 5, p. 753-755, jul. 2007. SILVA, J. G. et al. Atividade antimicrobiana do extrato de Anacardium occidentale Linn. em amostras multiresistentes de Staphylococcus aureus. Revista Brasileira de Farmacognosia, p. 572, 2007. SILVA, K. L.; CECHINEL FILHO, V. Plantas do gênero Bauhinia: composição química e potencial farmacológico. Química Nova, v. 25, p. 449-454, 2002. SILVA, N. C. C. Estudo comparativo da ação antimicrobiana de extratos e óleos essenciais de plantas medicinais e sinergismo com drogas antimicrobianas. Dissertação apresentada ao instituto de Biociências, Campus de Botucatu, UNESP, BOTUCATU-SP, 2010. SIMÕES, C. et al. (org.). Farmacognosia da planta ao medicamento. Florianópolis: UFSC. 822, 2000. VEIGA, V. F. JR. et al. Constituintes das sementes de Copaifera officinalis L. In: ACTA AMAZÔNICA, Anais..., v. 37, p. 123 – 126, 2007.
  9. 9. 93 VEIGA, V. F. JR. et al. Controle de autenticidade de óleos de copaíba comerciais por cromatografia gasosa de alta resolução. Química Nova, p. 612-615, 1997. VIANA, E. P. et al. Naftaquinonas do caule de Bauhinia guianensis. In: CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA – DEPARTAMENTO DE QUÍMICA, Anais..., Universidade Federal do Pará, p. 111, 1999. VIEGAS JR, C.; BOLZANI, V. S.; BARREIRO, E. J. Os produtos naturais e a química medicinal moderna. Química Nova, v. 29, p. 326-337, 2006. ______________________________________ 1 – Farmacêutica. Colaboradora do Laboratório de Farmacologia e Fitoquímica – Universidade Federal do Amapá – Rodovia Juscelino Kubistchek, KM-02, Jardim Marco Zero – Macapá - AP. 2 - Doutora em Química de Produtos Naturais. Laboratório de Farmacologia e Fitoquímica – Universidade Federal do Amapá – Rodovia Juscelino Kubistchek, KM-02, Jardim Marco Zero – Macapá - AP.

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