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REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228
Volume 24 - Número 2 - 2º Semestre 2024
OCORRÊNCIA DE Palpita flegia (LEPIDOPTERA: PYRALIDAE) NO ESTADO DE
MINAS GERAIS
Mívia Rosa de Medeiros Vichiato1
; Marcelo Vichiato2
RESUMO
Relatou-se a ocorrência de herbivoria foliar e seca dos ramos apicais causada por lagartas em
espécimes de Thevetia thevetioides (Kunth) K. Shum: Apocynaceae, situados em passeios públicos
nos municípios de Belo Horizonte - MG e Igarapé - MG. Formas larvais e pupais do inseto foram
observadas na copa das árvores. O agente causador dos problemas fitossanitários era a mariposa
branca Palpita flegia Cramer, 1777 (Lepidoptera: Pyralidae). Este é o primeiro registro de P. flegia
na arborização urbana do Estado de Minas Gerais.
Palavras-chave: Arborização urbana, Thevetia thevetioides, Insetos-praga, Entomologia, Lagarta.
OCCURRENCE OF Palpita flegia (LEPIDOPTERA: PYRALIDAE) IN MINAS GERAIS
STATE, BRAZIL
ABSTRACT
It was reported the occurrence of herbivory and dieback of twigs in Thevetia thevetioides (Kunth) K.
Shum: Apocynaceae, situated in public walks of city of Belo Horizonte - MG and Igarapé - MG.
Larval and pupal forms of the insect were observed in the treetops. The causal agents of C. thevetia
problems phytosanitary are Palpita flegia Cramer, 1777 (Lepidoptera: Pyralidae). The occurrence of
P. flegia in urban forestry is registered for the first time in Minas Gerais State.
Keywords: Urban forestry, Thevetia thevetioides, Pest-insects, Entomology, Looper. insect-pest.
55
INTRODUÇÃO
T. thevetioides (sin. Cascabela thevetioides
(Kunth) Lippold.) é uma apocinácea arbórea
exótica de baixo porte, vulgarmente conhecida
como chapéu-de-napoleão e comumente
utilizada como ornamental, apesar de todas as
partes da planta serem tóxicas (MEDEIROS;
PEREIRA, 2008; TEIXEIRA et al. 2013;
SOLOMON et al. 2016, BROU JR., 2016;
KANTHAL et al., 2018).
Lagartas das mariposas Palpita flegia e
Diaphania costata são citadas na literatura como
desfolhadoras de ornamentais da família
Apocynaceae (BROU JR., 2016; HAYDEN et
al., 2017, DIODATO; FUSTER, 2018).
A infestação periódica por lagartas da
mariposa P. flegia em espécimes de T.
thevetioides foi constatada nos Estados Unidos,
México, Cuba, Porto Rico, Honduras, Costa
Rica, Colômbia e na cidade de Santiago del
Estero, Argentina (MESTRE et al., 2009;
MILLER et al., 2012; BROU JR., 2016;
HAYDEN et al., 2017, DIODATO & FUSTER,
2018). Estes trabalhos evidenciaram que P. flegia
é uma espécie fitófaga de T. thevetioides.
O gênero Palpita engloba as principais
espécies de lepidópteros-praga da oliveira (Olea
europaea L.) na Europa, Peru, Argentina e
Estados Unidos. No Brasil foram registradas sete
espécies deste gênero: P. brazilsiensis (Santa
Catariana e Rio Grande do Sul) e P. forficifera
(Santa Catariana), P. persimilis (Minas Gerais e
Santa Catariana); P. seitizialis, P. travassosi e P.
trifurcata (São Paulo) e P. flegia (Pará), o que
sugere que há uma necessidade entender a
distribuição deste gênero no país (RICALDE et
al., 2015; DIODATO; FUSTER, 2018; SILVA,
2022).
A literatura, até o momento, não registrou
nenhum trabalho sobre a ocorrência de P. flegia
na arborização urbana do estado de Minas
Gerais. O objetivo deste estudo foi relatar a
ocorrência de P. flegia em espécimes de T.
thevetioides na arborização urbana do estado de
Minas Gerais.
MATERIAL E MÉTODOS
Caracterização das áreas de estudo
Ocorrências repetidas de herbivoria por
lagartas em espécimes arbóreos de T.
thevetioides foram observados entre março a
junho de 2021, abril a julho de 2022 e julho a
setembro de 2023 (transição entre época chuvosa
e época seca), em passeios públicos dos
municípios mineiros de Belo Horizonte e
Igarapé.
A capital de Minas Gerais apresenta
latitude 19° 48′ 57″ S, longitude de 43° 57′ 15″
W e altitude de 800 m. Seu clima enquadra-se na
categoria tropical sub-quente semiúmido com
duração de quatro a cinco meses secos, entre abril
e setembro, e médias térmicas entre 18o
C e
23,5o
C. O mês de fevereiro representa as
temperaturas médias mais elevadas e o mês de
julho as mais amenas, com uma amplitude
térmica anual de cerca de 5o
C. Quanto ao regime
pluviométrico, o comportamento é semelhante ao
das temperaturas, com máximas no verão -
janeiro e dezembro - superando os 300 mm e
mínimas nos meses de outono e inverno – entre
maio e agosto – com precipitações próximas a
zero (FERREIRA; MAGALHÃES-JÚNIOR,
2018).
A cidade de Igarapé, situada na região
Metropolitana de Belo Horizonte, apresenta
latitude 20° 4′ 20″ S, longitude 44° 18′ 12″ W e
altitude na área central da cidade é de 808.97 m.
Seu clima é o tropical de altitude e possui uma
vegetação predominante de cerrado e relevo
montanhoso, com estação chuvosa entre a
primavera e o verão.
Criação e registro do desenvolvimento de P.
flegia
Nas duas cidades, as coletas de exemplares
larvais e pupais foram realizadas manualmente,
sem utilização de armadilhas e acondicionadas
em potes de vidros contendo estacas e folhas de
T. thevetioides.
A criação dos insetos ocorreu em sala à
temperatura ambiente (temperatura média 19ºC)
em propriedade particular em Igarapé - MG.
Durante as fases de desenvolvimento, foram
efetuados registros fotográficos dos insetos nos
subsequentes ínstares observados.
Concomitantemente, foram efetuadas as
avaliações de caracteres morfométricos nos
espécimes sobreviventes.
Foram também coletados, no passeio
público de Belo Horizonte, próximo a um
espécime de chapéu-de-napoleão, três insetos
adultos mortos e parcialmente danificados.
Essas amostras foram identificadas quanto
a família (BORROR et al., 2011), comparados
com a descrição de espécies do gênero Palpita
(HAYDEN; BUSs, 2012) e espécie P. flegia
(BROU JR., 2016; DIODATO; FUSTER, 2018).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Identificação do agente causal
O agente causal do desfolhamento e seca
dos ramos apicais de T. thevetioides foi a lagarta
de Palpita flegia Cramer, 1.777 (Lepidoptera:
Pyralidae), sendo este o primeiro registro desta
espécie na arborização urbana do estado de
Minas Gerais.
Caracterização do inseto
As lagartas adultas mediam 2,8 a 3,3 cm de
comprimento, possuíam seis instares e
apresentavam coloração leitosa com placas
dorsolateral pretas e uma faixa amarela em
ambos os lados (Figuras 1 e 2), características
morfológicas estas condizentes com os trabalhos
de Brou Jr. (2016) e Diodato; Fuster (2018).
Figura 1: Exemplar larval de Palpita flegia Cramer, 1.777 (Lepidoptera: Pyralidae). Fonte: Os autores, 2023.
Figura 2: Exemplares larvais de Palpita flegia Cramer, 1.777 (Lepidoptera: Pyralidae). Fonte: Os autores, 2023.
Insetos de Palpita são holometábolos,
passando pelas fases de ovo, larva, pupa e adulto.
Entretanto, não foram observados ovos e larvas
neonatas do inseto nos espécimes de T.
thevetioides analisados. Segundo a literatura, a
oviposição de P. flegia ocorre normalmente no
lado inferior das folhas e dos brotos novos, com
número variável de ovos arredondados e
achatados, com tamanho entre 0,5 a 0,8 mm, de
difícil localização. Inicialmente, esses ovos são
amarelos, tornando-se castanhos próximos à
eclosão. Os ovos de P. forficifera e P. persimilis,
que são pragas da oliveira, são semelhantes aos
1,0 cm
de P. flegia no tamanho e formato, mas diferem
na coloração, que são de cor branca, tornando-se
amarelos próximos à eclosão (PRADO; SILVA,
2006; RICALDE; GARCIA, 2013).
As larvas neonatas ficam agrupadas na face
inferior das folhas e têm a preferência por
brotações novas e ponteiros dos ramos das
plantas. Medem de 4 a 5 cm de comprimento e
apresentam coloração amarela. Alimentam-se do
parênquima da superfície inferior das folhas, o
que consequentemente seca a epiderme e altera a
sua coloração para marrom. Em altas infestações,
podem atacar os frutos (ATHANASSIOU et al.,
2004). Além dos danos em folhas e ramos, foi
constatado a herbivoria em alguns frutos jovens
de C. thevetia (Figura 3), não sendo observados
danos em flores.
As lagartas adultas entravam na fase de
pré-pupa, unindo as estruturas vegetais (folhas e
galhos) com fios de seda, formando casulo,
normalmente localizado nas extremidades dos
ramos e na parte superior da copa (Figuras 4 e 5).
Este comportamento também foi observado em
lagartas de P. forficifera (PRADO; SILVA,
2006).
Figura 3: Herbivoria em folhas e frutos jovens de Thevetia thevetioides por larvas de Palpita. Fonte: Vladimir Korg,
2023.
Figura 4: Início da formação pré-pupa de Palpita flegia Cramer, 1.777 (Lepidoptera: Pyralidae). Fonte: Os autores, 2023.
Figura 5: Início da formação pré-pupa de Palpita flegia Cramer, 1.777 (Lepidoptera: Pyralidae). Fonte: Os autores, 2023.
Na fase de pupa, o inseto ficou imóvel e
revestido pelo casulo de seda. O casulo é
importante para o inseto contra predadores, além
de garantir proteção contra outros fatores
abióticos, como precipitação pluviométrica,
radiação ultravioleta e vento, permitindo também
a formação de um microclima com menor
variação de temperatura. (DIODATO; FUSTER,
2018).
A pupa de P. flegia media, em média, 2,5
cm de comprimento e 2,8 cm de largura, possuía
coloração marrom, alargada nos segmentos
abdominais e permaneceu no casulo de seda
(Figura 6).
Figura 6: Pupa de Palpita flegia Cramer, 1.777 (Lepidoptera: Pyralidae). Fonte: Os autores, 2023.
Dois dias após a coleta de P. flegia,
constatou-se que, das 42 pupas coletadas, cinco
se desenvolveram na forma adulta.
A forma adulta do inseto de P. flegia era
uma mariposa com 38 a 42 mm de comprimento,
de coloração branca e brilhante, apresentava as
asas posteriores maiores que as anteriores e uma
fina borda de coloração azulada nas asas (Figura
7). Estas características distinguem o adulto de P.
flegia das outras espécies do gênero, que
possuem menor tamanho, oscilando entre 19 e 30
mm (BROU JR., 2016; DIODATO; FUSTER,
2018.
1,0 cm
Figura 7: Mariposa branca de Palpita flegia Cramer, 1.777 (Lepidoptera: Pyralidae). Fonte: Os autores, 2023.
A mariposa branca realiza voo noturno, se
alimenta de néctar das flores de plantas diferentes
e preferem os ramos mais altos de C thevetia para
cópula e oviposição (DIODATO; FUSTER,
2018).
O ciclo biológico de P. flegia,
compreendido entre o nascimento das larvas até
a morte dos adultos é, em média, de 45 dias,
sendo a duração das fases larval e pupal de 25 e
16 dias, respectivamente, e a sobrevivência dos
adultos é de cinco dias (BROU JR., 2016;
DIODATO; FUSTER, 2018).
Constatou-se a morte da maioria das pupas
coletadas. A pequena amostra de adultos de P.
flegia encontrada é condizente com o trabalho de
Brou Jr. (2016), que capturou somente 23
exemplares adultos de boa qualidade desse
inseto, em quase cinco décadas de pesquisa em
Louisiana, Estados Unidos.
Ressalta-que as infestações por lagartas de
P. flegia em espécimes arbóreos de T.
thevetioides foram observadas na transição entre
época chuvosa e seca; assim, a mortandade
dessas pupas pode ser explicada pela elevação da
temperatura e a baixa umidade relativa do ar
(UR), que são os principais fatores abióticos e
climáticos que influenciam a velocidade de
desenvolvimento, comportamento, alimentação,
fecundidade, proporção sexual e dispersão dos
insetos, uma vez que estes são pecilotérmicos
(RODRIGUES, 2004; (DIODATO; FUSTER,
2018).
Nos últimos anos, especialmente entre o
final do inverno e início da primavera, alertas de
órgãos governamentais têm sido difundidos em
consequência de valores extremamente baixos de
umidade relativa do ar e gradual aumento da
temperatura registrados em diversas cidades da
Região Metropolitana de Belo Horizonte,
caracterizada por apresentar estação seca nos
meses de maio a outubro (FRANCA, 2009).
Badawi et al. (1976) analisado a biologia
de P. unionalis, determinaram que valores
superiores a 75% UR são favoráveis para a
emergência de adultos e os valores
compreendidos entre 35 e 65% UR são
desfavoráveis. Diodato; Fuster (2018)
constataram que os valores compreendidos entre
50% ± 10 % UR são favoráveis para a
emergência de adultos de P. flegia.
De acordo com estas observações, o valor
médio de 28% UR nos municípios, quando se
constatou o empupamento de P. flegia, não está
incluído entre os valores ideais para o
desenvolvimento do inseto, uma vez que UR
mais baixas provocam perdas maiores de água
pelo inseto, afetando o seu desenvolvimento,
podendo resultar em sua morte (LIMA et al.,
2009).
Neste trabalho, não foi constatado
dimorfismo entre machos e fêmeas. Brou Jr.
(2016) relatou que os espécimes masculinos de
P. flegia são menores e apresentam asas mais
transparentes, em comparação às fêmeas. A
proporção de sexual proporção entre macho e
fêmea é de 1: 0,4; respectivamente. Entretanto,
existem evidências que mudanças na razão
sexual entre insetos são respostas adaptativas às
condições locais de desenvolvimento
(VARNDELL; GODFRAY, 1996), sendo a
temperatura um dos principais fatores abióticos
que influenciam proporção sexual dos insetos
(RODRIGUES et al., 2004; SANTA-CECÍLIA
et al., 2021).
A razão sexual (proporção de fêmeas) de
uma população de cochonilha branca
(Planococcus citri: Pseudococcidae), no estado
de Minas Gerais, aumentou com a elevação da
temperatura na faixa de 15°C a 30°C. Na faixa de
20°C a 25°C, consideradas as mais adequadas
para o desenvolvimento desta cochonilha, a
relação de sexos foi similar (SANTA-CECÍLIA
et al., 2021). A temperatura também influencia o
tempo de desenvolvimento e longevidade de P.
citri (RODRIGUES et al., 2004). A ação direta
da temperatura nos insetos consiste na redução da
taxa metabólica, interferindo no seu
desenvolvimento e comportamento. Assim,
quando a temperatura ambiental é favorável, os
insetos são diretamente beneficiados pela fácil
troca de calor com o ambiente. A temperatura
também teve grande influência no
desenvolvimento das fases imaturas e na
emergência dos adultos da broca do broto do
mogno (Hypsipyla grandella: Lepidoptera:
Pyralidae) (TAVERAS et al., 2004).
A baixa amostragem de exemplares adultos
de P. flegia pode também ser consequente da
ação de inimigos naturais. Apanteles syleptae
(Braconidae) e Carcelia sp (Tachinidae) são
parasitoides eficientes no controle de P.
unionalis na cultura da oliveira (PINTO;
SALERMO, 1994; KHAGHANINIA;
POURABAD, 2009; NOORI; SHIRAZI, 2012).
Em condição de laboratório, Diodato & Fuster
(2018) constataram o parasitismo de
Brachymeria flegiae em pupa de P. flegia,
inferindo que a vespa é um parasitoide possível
inimigo natural dessa mariposa.
Avaliação dos danos
Os danos desse inseto constituíram-se no
desfolhamento e na seca dos ramos apicais de C
thevetia (Figura 8). Em alta infestação, também
consumiam folhas senescentes e frutos novos em
desenvolvimento.
Figura 8: Desfolhamento e seca dos ramos apicais de Thevetia thevetioides por lagartas de Palpita flegia. Fonte: Vladimir
Korg, 2023.
Embora a infestação por lagartas de P.
flegia tenha deixado as árvores praticamente
desfolhadas, não se observou mortalidade das
mesmas. Entretanto, a redução da área foliar
influencia no desenvolvimento e produtividade
da planta fundamentalmente pela redução da
quantidade do tecido fotossintético, o que
implica na redução direta da quantidade de
hidratos de carbono disponíveis para o
crescimento, além de reduzir a resistência das
mesmas ao ataque de outras pragas ou doenças,
afetando serviços ambientais como valor estético
e sombreamento.
CONCLUSÃO
Este é o primeiro registro de Palpita flegia
Cramer, 1777 (Lepidoptera: Pyralidae) na
arborização urbana no estado de Minas Gerais.
Lagartas de P. flegia causam herbivoria
foliar e seca dos ramos de Thevetia thevetioides
(Kunth) K. Shum: Apocynaceae.
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Facultative adjustment of the sex ratio in an
insect (Planococcus citri, Pseudococcidae) with
paternal genome loss. Evolution, Princeton,
v.50, n.5, p. 2100-2105. 1996.
[1] Bióloga. Doutora em Agronomia com área de
concentração em Fitotecnia, Secretaria
Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte,
MG, miviavichiato@gmail.com. *Autora para
correspondência: miviavichiato@gmail.com.
[2] Eng. Agrônomo. Doutor em Agronomia com
área de concentração em Fitotecnia, Fundação de
Parques Municipais e Zoobotânica de Belo
Horizonte, MG.
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  • 1. REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 Volume 24 - Número 2 - 2º Semestre 2024 OCORRÊNCIA DE Palpita flegia (LEPIDOPTERA: PYRALIDAE) NO ESTADO DE MINAS GERAIS Mívia Rosa de Medeiros Vichiato1 ; Marcelo Vichiato2 RESUMO Relatou-se a ocorrência de herbivoria foliar e seca dos ramos apicais causada por lagartas em espécimes de Thevetia thevetioides (Kunth) K. Shum: Apocynaceae, situados em passeios públicos nos municípios de Belo Horizonte - MG e Igarapé - MG. Formas larvais e pupais do inseto foram observadas na copa das árvores. O agente causador dos problemas fitossanitários era a mariposa branca Palpita flegia Cramer, 1777 (Lepidoptera: Pyralidae). Este é o primeiro registro de P. flegia na arborização urbana do Estado de Minas Gerais. Palavras-chave: Arborização urbana, Thevetia thevetioides, Insetos-praga, Entomologia, Lagarta. OCCURRENCE OF Palpita flegia (LEPIDOPTERA: PYRALIDAE) IN MINAS GERAIS STATE, BRAZIL ABSTRACT It was reported the occurrence of herbivory and dieback of twigs in Thevetia thevetioides (Kunth) K. Shum: Apocynaceae, situated in public walks of city of Belo Horizonte - MG and Igarapé - MG. Larval and pupal forms of the insect were observed in the treetops. The causal agents of C. thevetia problems phytosanitary are Palpita flegia Cramer, 1777 (Lepidoptera: Pyralidae). The occurrence of P. flegia in urban forestry is registered for the first time in Minas Gerais State. Keywords: Urban forestry, Thevetia thevetioides, Pest-insects, Entomology, Looper. insect-pest. 55
  • 2. INTRODUÇÃO T. thevetioides (sin. Cascabela thevetioides (Kunth) Lippold.) é uma apocinácea arbórea exótica de baixo porte, vulgarmente conhecida como chapéu-de-napoleão e comumente utilizada como ornamental, apesar de todas as partes da planta serem tóxicas (MEDEIROS; PEREIRA, 2008; TEIXEIRA et al. 2013; SOLOMON et al. 2016, BROU JR., 2016; KANTHAL et al., 2018). Lagartas das mariposas Palpita flegia e Diaphania costata são citadas na literatura como desfolhadoras de ornamentais da família Apocynaceae (BROU JR., 2016; HAYDEN et al., 2017, DIODATO; FUSTER, 2018). A infestação periódica por lagartas da mariposa P. flegia em espécimes de T. thevetioides foi constatada nos Estados Unidos, México, Cuba, Porto Rico, Honduras, Costa Rica, Colômbia e na cidade de Santiago del Estero, Argentina (MESTRE et al., 2009; MILLER et al., 2012; BROU JR., 2016; HAYDEN et al., 2017, DIODATO & FUSTER, 2018). Estes trabalhos evidenciaram que P. flegia é uma espécie fitófaga de T. thevetioides. O gênero Palpita engloba as principais espécies de lepidópteros-praga da oliveira (Olea europaea L.) na Europa, Peru, Argentina e Estados Unidos. No Brasil foram registradas sete espécies deste gênero: P. brazilsiensis (Santa Catariana e Rio Grande do Sul) e P. forficifera (Santa Catariana), P. persimilis (Minas Gerais e Santa Catariana); P. seitizialis, P. travassosi e P. trifurcata (São Paulo) e P. flegia (Pará), o que sugere que há uma necessidade entender a distribuição deste gênero no país (RICALDE et al., 2015; DIODATO; FUSTER, 2018; SILVA, 2022). A literatura, até o momento, não registrou nenhum trabalho sobre a ocorrência de P. flegia na arborização urbana do estado de Minas Gerais. O objetivo deste estudo foi relatar a ocorrência de P. flegia em espécimes de T. thevetioides na arborização urbana do estado de Minas Gerais. MATERIAL E MÉTODOS Caracterização das áreas de estudo Ocorrências repetidas de herbivoria por lagartas em espécimes arbóreos de T. thevetioides foram observados entre março a junho de 2021, abril a julho de 2022 e julho a setembro de 2023 (transição entre época chuvosa e época seca), em passeios públicos dos municípios mineiros de Belo Horizonte e Igarapé. A capital de Minas Gerais apresenta latitude 19° 48′ 57″ S, longitude de 43° 57′ 15″ W e altitude de 800 m. Seu clima enquadra-se na categoria tropical sub-quente semiúmido com duração de quatro a cinco meses secos, entre abril e setembro, e médias térmicas entre 18o C e 23,5o C. O mês de fevereiro representa as temperaturas médias mais elevadas e o mês de julho as mais amenas, com uma amplitude térmica anual de cerca de 5o C. Quanto ao regime pluviométrico, o comportamento é semelhante ao das temperaturas, com máximas no verão - janeiro e dezembro - superando os 300 mm e mínimas nos meses de outono e inverno – entre maio e agosto – com precipitações próximas a zero (FERREIRA; MAGALHÃES-JÚNIOR, 2018). A cidade de Igarapé, situada na região Metropolitana de Belo Horizonte, apresenta latitude 20° 4′ 20″ S, longitude 44° 18′ 12″ W e altitude na área central da cidade é de 808.97 m. Seu clima é o tropical de altitude e possui uma vegetação predominante de cerrado e relevo montanhoso, com estação chuvosa entre a primavera e o verão. Criação e registro do desenvolvimento de P. flegia Nas duas cidades, as coletas de exemplares larvais e pupais foram realizadas manualmente, sem utilização de armadilhas e acondicionadas em potes de vidros contendo estacas e folhas de T. thevetioides. A criação dos insetos ocorreu em sala à temperatura ambiente (temperatura média 19ºC) em propriedade particular em Igarapé - MG. Durante as fases de desenvolvimento, foram efetuados registros fotográficos dos insetos nos subsequentes ínstares observados. Concomitantemente, foram efetuadas as avaliações de caracteres morfométricos nos espécimes sobreviventes. Foram também coletados, no passeio público de Belo Horizonte, próximo a um espécime de chapéu-de-napoleão, três insetos adultos mortos e parcialmente danificados.
  • 3. Essas amostras foram identificadas quanto a família (BORROR et al., 2011), comparados com a descrição de espécies do gênero Palpita (HAYDEN; BUSs, 2012) e espécie P. flegia (BROU JR., 2016; DIODATO; FUSTER, 2018). RESULTADOS E DISCUSSÃO Identificação do agente causal O agente causal do desfolhamento e seca dos ramos apicais de T. thevetioides foi a lagarta de Palpita flegia Cramer, 1.777 (Lepidoptera: Pyralidae), sendo este o primeiro registro desta espécie na arborização urbana do estado de Minas Gerais. Caracterização do inseto As lagartas adultas mediam 2,8 a 3,3 cm de comprimento, possuíam seis instares e apresentavam coloração leitosa com placas dorsolateral pretas e uma faixa amarela em ambos os lados (Figuras 1 e 2), características morfológicas estas condizentes com os trabalhos de Brou Jr. (2016) e Diodato; Fuster (2018). Figura 1: Exemplar larval de Palpita flegia Cramer, 1.777 (Lepidoptera: Pyralidae). Fonte: Os autores, 2023. Figura 2: Exemplares larvais de Palpita flegia Cramer, 1.777 (Lepidoptera: Pyralidae). Fonte: Os autores, 2023. Insetos de Palpita são holometábolos, passando pelas fases de ovo, larva, pupa e adulto. Entretanto, não foram observados ovos e larvas neonatas do inseto nos espécimes de T. thevetioides analisados. Segundo a literatura, a oviposição de P. flegia ocorre normalmente no lado inferior das folhas e dos brotos novos, com número variável de ovos arredondados e achatados, com tamanho entre 0,5 a 0,8 mm, de difícil localização. Inicialmente, esses ovos são amarelos, tornando-se castanhos próximos à eclosão. Os ovos de P. forficifera e P. persimilis, que são pragas da oliveira, são semelhantes aos 1,0 cm
  • 4. de P. flegia no tamanho e formato, mas diferem na coloração, que são de cor branca, tornando-se amarelos próximos à eclosão (PRADO; SILVA, 2006; RICALDE; GARCIA, 2013). As larvas neonatas ficam agrupadas na face inferior das folhas e têm a preferência por brotações novas e ponteiros dos ramos das plantas. Medem de 4 a 5 cm de comprimento e apresentam coloração amarela. Alimentam-se do parênquima da superfície inferior das folhas, o que consequentemente seca a epiderme e altera a sua coloração para marrom. Em altas infestações, podem atacar os frutos (ATHANASSIOU et al., 2004). Além dos danos em folhas e ramos, foi constatado a herbivoria em alguns frutos jovens de C. thevetia (Figura 3), não sendo observados danos em flores. As lagartas adultas entravam na fase de pré-pupa, unindo as estruturas vegetais (folhas e galhos) com fios de seda, formando casulo, normalmente localizado nas extremidades dos ramos e na parte superior da copa (Figuras 4 e 5). Este comportamento também foi observado em lagartas de P. forficifera (PRADO; SILVA, 2006). Figura 3: Herbivoria em folhas e frutos jovens de Thevetia thevetioides por larvas de Palpita. Fonte: Vladimir Korg, 2023. Figura 4: Início da formação pré-pupa de Palpita flegia Cramer, 1.777 (Lepidoptera: Pyralidae). Fonte: Os autores, 2023.
  • 5. Figura 5: Início da formação pré-pupa de Palpita flegia Cramer, 1.777 (Lepidoptera: Pyralidae). Fonte: Os autores, 2023. Na fase de pupa, o inseto ficou imóvel e revestido pelo casulo de seda. O casulo é importante para o inseto contra predadores, além de garantir proteção contra outros fatores abióticos, como precipitação pluviométrica, radiação ultravioleta e vento, permitindo também a formação de um microclima com menor variação de temperatura. (DIODATO; FUSTER, 2018). A pupa de P. flegia media, em média, 2,5 cm de comprimento e 2,8 cm de largura, possuía coloração marrom, alargada nos segmentos abdominais e permaneceu no casulo de seda (Figura 6). Figura 6: Pupa de Palpita flegia Cramer, 1.777 (Lepidoptera: Pyralidae). Fonte: Os autores, 2023. Dois dias após a coleta de P. flegia, constatou-se que, das 42 pupas coletadas, cinco se desenvolveram na forma adulta. A forma adulta do inseto de P. flegia era uma mariposa com 38 a 42 mm de comprimento, de coloração branca e brilhante, apresentava as asas posteriores maiores que as anteriores e uma fina borda de coloração azulada nas asas (Figura 7). Estas características distinguem o adulto de P. flegia das outras espécies do gênero, que possuem menor tamanho, oscilando entre 19 e 30 mm (BROU JR., 2016; DIODATO; FUSTER, 2018. 1,0 cm
  • 6. Figura 7: Mariposa branca de Palpita flegia Cramer, 1.777 (Lepidoptera: Pyralidae). Fonte: Os autores, 2023. A mariposa branca realiza voo noturno, se alimenta de néctar das flores de plantas diferentes e preferem os ramos mais altos de C thevetia para cópula e oviposição (DIODATO; FUSTER, 2018). O ciclo biológico de P. flegia, compreendido entre o nascimento das larvas até a morte dos adultos é, em média, de 45 dias, sendo a duração das fases larval e pupal de 25 e 16 dias, respectivamente, e a sobrevivência dos adultos é de cinco dias (BROU JR., 2016; DIODATO; FUSTER, 2018). Constatou-se a morte da maioria das pupas coletadas. A pequena amostra de adultos de P. flegia encontrada é condizente com o trabalho de Brou Jr. (2016), que capturou somente 23 exemplares adultos de boa qualidade desse inseto, em quase cinco décadas de pesquisa em Louisiana, Estados Unidos. Ressalta-que as infestações por lagartas de P. flegia em espécimes arbóreos de T. thevetioides foram observadas na transição entre época chuvosa e seca; assim, a mortandade dessas pupas pode ser explicada pela elevação da temperatura e a baixa umidade relativa do ar (UR), que são os principais fatores abióticos e climáticos que influenciam a velocidade de desenvolvimento, comportamento, alimentação, fecundidade, proporção sexual e dispersão dos insetos, uma vez que estes são pecilotérmicos (RODRIGUES, 2004; (DIODATO; FUSTER, 2018). Nos últimos anos, especialmente entre o final do inverno e início da primavera, alertas de órgãos governamentais têm sido difundidos em consequência de valores extremamente baixos de umidade relativa do ar e gradual aumento da temperatura registrados em diversas cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, caracterizada por apresentar estação seca nos meses de maio a outubro (FRANCA, 2009). Badawi et al. (1976) analisado a biologia de P. unionalis, determinaram que valores superiores a 75% UR são favoráveis para a emergência de adultos e os valores compreendidos entre 35 e 65% UR são desfavoráveis. Diodato; Fuster (2018) constataram que os valores compreendidos entre 50% ± 10 % UR são favoráveis para a emergência de adultos de P. flegia. De acordo com estas observações, o valor médio de 28% UR nos municípios, quando se constatou o empupamento de P. flegia, não está incluído entre os valores ideais para o desenvolvimento do inseto, uma vez que UR mais baixas provocam perdas maiores de água pelo inseto, afetando o seu desenvolvimento, podendo resultar em sua morte (LIMA et al., 2009). Neste trabalho, não foi constatado dimorfismo entre machos e fêmeas. Brou Jr. (2016) relatou que os espécimes masculinos de P. flegia são menores e apresentam asas mais transparentes, em comparação às fêmeas. A proporção de sexual proporção entre macho e
  • 7. fêmea é de 1: 0,4; respectivamente. Entretanto, existem evidências que mudanças na razão sexual entre insetos são respostas adaptativas às condições locais de desenvolvimento (VARNDELL; GODFRAY, 1996), sendo a temperatura um dos principais fatores abióticos que influenciam proporção sexual dos insetos (RODRIGUES et al., 2004; SANTA-CECÍLIA et al., 2021). A razão sexual (proporção de fêmeas) de uma população de cochonilha branca (Planococcus citri: Pseudococcidae), no estado de Minas Gerais, aumentou com a elevação da temperatura na faixa de 15°C a 30°C. Na faixa de 20°C a 25°C, consideradas as mais adequadas para o desenvolvimento desta cochonilha, a relação de sexos foi similar (SANTA-CECÍLIA et al., 2021). A temperatura também influencia o tempo de desenvolvimento e longevidade de P. citri (RODRIGUES et al., 2004). A ação direta da temperatura nos insetos consiste na redução da taxa metabólica, interferindo no seu desenvolvimento e comportamento. Assim, quando a temperatura ambiental é favorável, os insetos são diretamente beneficiados pela fácil troca de calor com o ambiente. A temperatura também teve grande influência no desenvolvimento das fases imaturas e na emergência dos adultos da broca do broto do mogno (Hypsipyla grandella: Lepidoptera: Pyralidae) (TAVERAS et al., 2004). A baixa amostragem de exemplares adultos de P. flegia pode também ser consequente da ação de inimigos naturais. Apanteles syleptae (Braconidae) e Carcelia sp (Tachinidae) são parasitoides eficientes no controle de P. unionalis na cultura da oliveira (PINTO; SALERMO, 1994; KHAGHANINIA; POURABAD, 2009; NOORI; SHIRAZI, 2012). Em condição de laboratório, Diodato & Fuster (2018) constataram o parasitismo de Brachymeria flegiae em pupa de P. flegia, inferindo que a vespa é um parasitoide possível inimigo natural dessa mariposa. Avaliação dos danos Os danos desse inseto constituíram-se no desfolhamento e na seca dos ramos apicais de C thevetia (Figura 8). Em alta infestação, também consumiam folhas senescentes e frutos novos em desenvolvimento. Figura 8: Desfolhamento e seca dos ramos apicais de Thevetia thevetioides por lagartas de Palpita flegia. Fonte: Vladimir Korg, 2023. Embora a infestação por lagartas de P. flegia tenha deixado as árvores praticamente desfolhadas, não se observou mortalidade das mesmas. Entretanto, a redução da área foliar influencia no desenvolvimento e produtividade da planta fundamentalmente pela redução da quantidade do tecido fotossintético, o que implica na redução direta da quantidade de hidratos de carbono disponíveis para o crescimento, além de reduzir a resistência das mesmas ao ataque de outras pragas ou doenças, afetando serviços ambientais como valor estético e sombreamento.
  • 8. CONCLUSÃO Este é o primeiro registro de Palpita flegia Cramer, 1777 (Lepidoptera: Pyralidae) na arborização urbana no estado de Minas Gerais. Lagartas de P. flegia causam herbivoria foliar e seca dos ramos de Thevetia thevetioides (Kunth) K. Shum: Apocynaceae. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ATHANASSIOU, C. G.; KAVALLIERATOS, N. G.; BASILIOS E MAZOMENOS, B. E. Effect of trap type, trap color, trapping location, and pheromone dispenser on captures of male Palpita unionalis (Lepidoptera: Pyralidae). Journal of Economics Entomology, Lanham, v.97, n.2, p. 321-329, 2004. BADAWI, A., AWADALLAH, A. M.; FODA, S. M. (1976). On the biology of the leaf moth Palpita unionalis Hb. (Lep., Pyralidae). Zoology and Entomology, Alice, v.80, n. 1-4, p.103-110, 1976. BORROR, D. J.; TRIPLEHORN, C. A.; JOHSON. N. F. Estudos dos insetos. 7. ed.: Cengage Learning, 2011.809 p. BROU JR., V. A. 2016. Palpita flegia (Cramer, 1777) (Lepidoptera: Crambidae) in Louisiana. Southern Lepidopterists’ News, Georgia, v. 38, n. 233, p. 2016. DIODATO, L.; FUSTER, A. Biología y comportamiento de Palpita flegia (Lepidoptera: Crambidae), mariposa blanca de las Tevetias (Apocynaceae). Revista de Biologia Tropical, San Pedro, v. 66, n. 4, p. 1390-1400, Dec. 2018. FERREIRA, L. L. B.; MAGALHÃES-JUNIOR, A. P. Inventário das áreas úmidas urbanas em parques municipais de Belo Horizonte/MG. Caderno de Geografia, Belo Horizonte, v.28, n.54, p. 702-730, 2018. FRANCA, R. R. Anticiclones e umidade relativa do ar: um estudo sobre o clima de Belo Horizonte. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2009, 109 p. HAYDEN, J. E.; HOEBEKE, R.; MATTHEW A. BERTONE, M. A.; BROU JR, V. A. Diaphania costata (F.) (Lepidoptera: Crambidae: Spilomelinae), a commonly misidentified pest of ornamental Apocynaceae in the Southern United States. Proceedings - Entomological Society of Washington, v. 119, n. 2, p. 173-190, Apr. 2017. HAYDEN, J. E.; BUSS, L. Olive Shootworm (Palpita persimilis) in Florida. Department of Agriculture and Consumer Services, Division of Plant Industry, Entomology Circular Number 426, Florida, 2012. KANTHAL, L. K.; SURYAKRISHNA, K.; N.V.S. SATHEESH MADHAV, N. V. S. S. Evaluation of Cytotoxic, Anthelmintic and Antioxidant - Studies of Cascabela thevetia. International Journal of Chem Tech Research, Mumbai, v. 11, n. 1, p. 177-184, 2018. KHAGHANINIA, S.; POURABAD, R. F. Investigation on biology of olive leaf worm Palpita unionalis Hb. (Lep.;Pyralidae) in constant laboratory conditions. Munis Entomology & Zoology, Ankara, v. 4, n.2, p. 320- 326, 2009. LIMA, T. C. C.; GEREMIAS, L. D.; JOSÉ R P PARRA, J. R. P. Efeito da temperatura e umidade relativa do ar no desenvolvimento de Liriomyza sativae Blanchard (Diptera: Agromyzidae) em Vigna unguiculata. Neotropical Entomology, Santo Antônio de Goiás, v. 38, n.6, p. 727-733, 2009. MEDEIROS, L. F. S.; PEREIRA, M. Espécies com princípios tóxicos, empregados na arborização urbana do bairro Nossa Senhora das Graças, Miguelópolis, SP. Nucleus, Ituverana, v. 5, n. 2, p. 2009-220, 2008. MESTRE, N.; NOVOA, N.; LOZADA, A.; NUÑEZ, R.; GRILLORAVELO, H.; RODRIGUEZ-VELAZQUEZ, D.; HERRERA, O. Insectos de interés agrícola presentes em Topes de Collantes, Sancti Spiritus, Cuba. Centro Agrícola, Las Villas, v.36, n. 1, p. 53- 65, 2009. Miller, J. Y.; Matthews, L.; Warren, A. D.; Solis, M. A.; Harvey, D. J. An annotated list of the Lepidoptera of Honduras. Insecta Mundi 0205, p.1-72. Feb. 2012. NOORI, H.; SHIRAZI, J. A Study on some biological characteristics of olive leaf moth, Palpita unionalis Hübner (Lep: Pyralidae) in
  • 9. Iran. Journal of Agricultural Science and Technology, Tehran, v. 14, n. 1, p. 257-266, 2012. PINTO, M.; SALERNO, G. Bioethological Apanteles observations on syleptae Ferrie (Hym. Braconidae), solitary parasitoid of Palpita unionalis Hubner (Lep:Pyraustidae). Phytophaga, Palermo, v.5, n. 1, p.3-19, 1994. PRADO, E.; SILVA, R. A. Principais pragas da oliveira: biologia e manejo. Informe Agropecuário EPAMIG. v. 27, n. 231, p. 79-83, 2006 RICALDE, M. P.; GARCIA, F. R. M. Insetos e ácaros associados à cultura da oliveira na América do Sul. Revista de Ciências Ambientais - RCA, Canoas, v. 7, n. 2, p. 61-72, 2013. RICALDE, M. P.; NAVA, D. E.; LOECK, A. E.; COUTINHO, E. F.; BISOGNIN, A.; GARCIA, F. R. M. Insects related to Olive culture in Rio Grande do Sul State, Brasil. Ciência Rural, Santa Maria, v. 12, p. 2125-2130, dez. 2015. RODRIGUES, S. M. M.; BUENO, V. H. P.; SAMPAIO, M. V.; SOGLI, M. C. M. Influência da temperatura no desenvolvimento e parasitismo de Lysiphlebus testaceipes (Cresson) (Hymenoptera: Braconidae, Aphidiinae) em Aphis gossypii Glover (Hemiptera: Aphididae). Neotropical Entomology, Santo Antônio de Goiás, v. 33, n. 3, p. 341-346, 2004. RODRIGUES, W.C. Fatores que influenciam no desenvolvimento dos insetos. Info Insetos, v. 1, n. 4, p. 1-4, 2004. Disponível em: <www.entomologistasbrasil.cjb.net>. SANTA-CECÍLIA, L. V. C.; PRADO, E.; FERNANDA A. ABREU, F. A.; RIBEIRO, D. P. Influência da temperatura na proporção de fêmeas em uma população de cochonilhas Planococcus Citri (Risso) (Hemiptera: Pseudococcidae). In: VII Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, 22 a 25 de Agosto de 2011, Araxá - MG. SILVA, J. M. Monitoramento de Palpita forcifera (Munroe:1959) (Lepdoptera: Crambidae) em pomar de oliveiras. Teses (Doutorado em Engenharia Florestal), Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS, 2022. 55 p. SOLOMON, S.; MURUGANANTHAM, N.; SENTHAMILSELVI M. M. Antimicrobial activity of Cascabela thevetia (Flowers). Journal of Pharmacognosy and Phytochemistry, Rohini, New Delhi, v. 5, n.5, p. 335 – 338, 2016. TAVERAS, R.; LUKO HILJE, L.; CARBALLO, M. Development of Hypsipyla grandella (Zeller) (Lepidoptera: Pyralidae) in response to constant temperatures. Neotropical Entomology, Santo Antônio de Goiás, v. 33, n.1, p.:01-06, 2004. TEIXEIRA, L. A. J.; MAZUTTI, A. R.; GONTIJO, E. E.; DA SILVA. M. G.; OGAWA, W. N. Aspectos toxicológicos de Thevetia peruviana e perfil dos usuários em Gurupi-TO. Revista Científica do ITPAC, Araguaína, v.6, n.4, Pub.4, out. 2013. VARNDELL, N.P.; GODFRAY, H.C.J. Facultative adjustment of the sex ratio in an insect (Planococcus citri, Pseudococcidae) with paternal genome loss. Evolution, Princeton, v.50, n.5, p. 2100-2105. 1996. [1] Bióloga. Doutora em Agronomia com área de concentração em Fitotecnia, Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte, MG, miviavichiato@gmail.com. *Autora para correspondência: miviavichiato@gmail.com. [2] Eng. Agrônomo. Doutor em Agronomia com área de concentração em Fitotecnia, Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica de Belo Horizonte, MG. 63