Artigo bioterra v16_n1_10

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  1. 1. REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 Volume 16 - Número 1 - 1º Semestre 2016 A EFICÁCIA DA EQUOTERAPIA NA DISFUNÇÃO DO EQUILÍBRIO DE UMA PACIENTE COM SÍNDROME ORO FÁCIA DIGITAL TIPO I Bianca da Rosa Albuquerque¹, Gabriela Souza de Borba¹, Jéssica Oliveira Anunciação¹, Mirelle de Oliveira Saes², Victor Edgar Pitzer Neto³ RESUMO A Síndrome Oro Fácia Digital tipo 1 (SOFD1) faz parte de um grupo de desordens que causam malformações orais, faciais, cerebrais e anomalias digitais. O cerebelo é responsável pela mediação do controle motor por meio de reflexos posturais e anormalidades neste órgão geram transtornos à manutenção da postura, sinergismo e adaptação imediata às mudanças de tensão muscular. A equoterapia por meio do movimento tridimensional do cavalo desencadeia reorganização biomecânica, ativação sensório motoras. O objetivo do estudo foi analisar a eficácia da equoterapia no equilíbrio de uma paciente portadora da SOFD1. Para tanto foram realizadas 15 sessões de equoterapia, com duração de 50 minutos. Foram utilizados a Escala de Tinetti e o Gross Motor Function Measure 66 (GMFM-66), aplicados antes e após o tratamento. Nos resultados observamos melhora significativa no equilíbrio de 31,2% (p<0,02) e 8,3% na marcha após a realização da equoterapia, na função motora grossa houve melhora em todos os itens do protocolo GMFM- 66, com melhora significativa no item andar, correr e pular que passou de 34,7% para 71% (p<0,001). Neste sentido, podemos observar que este método terapêutico é eficaz no ganho de coordenação motora grossa, equilíbrio e marcha, e que pode ser um auxiliar no tratamento das patologias relacionadas a distúrbios cerebelares. Palavras-chave: Equoterapia, Equilíbrio, Coordenação Motora, Síndrome Oro Fácia Digital. RIDING HORSE THERAPY EFFICIENCY IN EQUILIBRIUM OF A PATIENT WITH ORAL FACIAL DIGITAL SYNDROME TYPE I ABSTRACT Oro facia Digital Syndrome Type 1 (SOFD1) is part of a group of disorders that cause oral malformations, facial, brain and digital anomalies. The cerebellum is responsible for mediating the motor control by means of postural reflexes and abnormalities in this organ disorders generate the posture maintenance, synergism and immediate adaptation to changes in muscle tension. The riding therapy through horse-dimensional movement triggers reorganization biomechanics, motor sensory activation. The aim of the study was to analyze the effectiveness of hippotherapy in the balance of a patient's SOFD1. Therefore, we performed 15 sessions of hippotherapy, lasting 50 minutes. They were used to Tinetti Scale and the Gross Motor Function Measure 66 (GMFM-66) applied before and after treatment. The results observed significant improvement in the balance of 31.2% (p <0.02) and 8.3% in march after the completion of hippotherapy in gross motor function had improved in all items of the GMFM-66 protocol, with improvement significant item in walking, running and jumping which rose from 34.7% to 71% (p <0.001). In this sense, we can see that this method is effective in the therapeutic gain of gross motor coordination, balance and gait, which may be an aid in the treatment of pathologies related to cerebellar disorders. Keywords: Riding horse therapy, Equilibrium Motor Coordination, Oral Facial Digital Syndrome. 79
  2. 2. 1 INTRODUÇÃO A Síndrome Oro Fácia Digital (SOFD) é uma patologia do subgrupo das displasias ectodérmicas, a qual é caracterizada por anomalias congênitas ocorridas durante a histogênese e organogênese celular. Desta forma ela compõe um grupo heterogêneo de doenças que apresentam desordens decorrentes da má formação dos tecidos embrionários (Freire-Maia et al., 2003). As displasias ectodérmicas vem sendo descritas desde 1954, contudo a SOFD1 é a mais comum delas, e se caracteriza pelas malformações orais, faciais, cerebrais e anomalias digitais (Romio et. al, 2004; Orstavick et. al, 1992). A ocorrência da SOFD pode variar de 1:50-250.000 nascidos vivos. O diagnóstico é realizado clinicamente, geralmente logo ao nascer, pois a criança apresenta características faciais atípicas. Em alguns casos esta condição é determinada posteriormente quando a criança ou adulto desenvolve doença renal (Ferrante et. al, 2009; Franco et. al, 2010). Além disso, a SOFD também é caracterizada por má formação cerebelar. O cerebelo, por sua vez, é responsável pela mediação do controle motor por meio de reflexos posturais, emitidos pelo sistema vestibular e qualquer anormalidade neste órgão gera transtornos à capacidade de adaptação imediata às mudanças de tensão muscular (Guyton, 2009). O equilíbrio pode ser definido como a habilidade de se opor à força exercida pela ação da gravidade sempre que houver alguma variação da postura, que por consequência irá provocar alteração no centro de gravidade corporal sobre a base de sustentação (Hall & Brody, 2009). Entretanto, a capacidade de manutenção da postura apropriada exige a interação entre os sistemas sensorial, biomecânico e motor, o que torna possível o desempenho de movimentos sequenciais, combinados e ajustados. Em resposta a isso, a atividade muscular ocorre com sinergismo, possibilitando a harmonia dos movimentos e a obtenção de uma postura firme durante diferentes posições. Dessa maneira, o equilíbrio depende da perfeita coordenação realizada pelo cerebelo (Deliberato, 2007; Cohen, 2001; Hall & Brody, 2009). A equoterapia utiliza o cavalo como instrumento cinesioterapêutico em virtude dos movimentos tridimensionais simétricos, simultâneos transmitidos para o cavaleiro durante a montaria ao passo tem como maior benefício sua andadura ao passo. Estes movimentos desencadeiam no paciente constantes deslocamentos corporais, exigindo do praticante contínuas regulações tônicas, recuperação e adaptação do equilíbrio postural para que se mantenha sobre a base de sustentação. (Sanches & Vasconcelos, 2010; Pierobon & Galetti, 2008; Galvão et. al, 2010). A prática deste método terapêutico traz ao praticante inúmeros benefícios, além dos ganhos sensório motores, há também os psicossociais, adquiridos através da motivação, impulsionando o paciente a romper suas barreiras, levando-o a aumentar sua concentração. Além disso, durante o atendimento, os comandos dados pelo terapeuta são em grande parte verbais, o que gera maior participação e interação entre o praticante, o cavalo e o meio externo (Medeiros & Dias, 2003). Neste sentido, o presente estudo tem o objetivo de analisar a eficácia da equoterapia no equilíbrio, marcha e coordenação motora grossa de uma paciente portadora da SOFD1. 2 MATERIAIS E MÉTODOS A presente pesquisa caracteriza-se por um estudo de caso, isto é, com ênfase na análise de um caso peculiar relativo a uma categoria de um grupo de condição rara. A paciente participou voluntariamente do estudo, sendo que, antes da intervenção a criança não realizava nenhum tipo de tratamento fisioterapêutico. Após os devidos esclarecimentos o responsável pela paciente assinou o termo de Consentimento Livre e Esclarecido, o qual explicava os procedimentos a serem realizados e seus objetivos. A paciente foi submetida a uma avaliação clínica onde foram coletados dados
  3. 3. gerais, físicos e específicos, por meio dos protocolos a seguir: - Ficha de avaliação das características sociodemográficas; - Escala de Equilíbrio e Marcha de Tinetti: Consiste em avaliar a independência motora a partir do equilíbrio e marcha. A escala avalia itens da marcha como: simetria, velocidade, distância do passo e o equilíbrio estático e dinâmico. O escore varia de zero a um ou de zero a dois, sendo um escore baixo indicativo de déficit de habilidade física. O escore geral é o somatório da pontuação do teste de marcha e do teste de equilíbrio (Silva et al. 2008); - Gross Motor Function Measure 66 (GMFM): A escala possui cinco dimensões, avaliando o individuo e sua atividade funcional. Para cada item é atribuído uma nota de zero a três. Para determinar o escore total do GMFM é feita uma soma dos escores de cada item em cada dimensão, e então, o percentual atribuído é comparado ao escore máximo que pode ser atingido. O escore geral é obtido através das médias entre as porcentagens atingidas em cada dimensão (Nunes, 2008). Estes instrumentos foram aplicados pré e pós- tratamento (exceto a ficha de avaliação) por um avaliador externo, sem vínculo com o tratamento realizado. Após a primeira avaliação foram iniciados os atendimentos no Centro de Equoterapia da APAE- Pelotas/RS. O tratamento constituiu de 15 sessões, divididas em três atendimentos semanais, com duração de 50 minutos (30 minutos em montaria). Os atendimentos foram realizados ao ar livre e em solo gramado. O cavalo, especificamente treinado para este tipo de atendimento, foi conduzido por um auxiliar guia, com sua andadura ao passo. Este possui uma baixa frequência, ou seja, um comprimento de passo longo onde sua pegada ultrapassa a marca da pegada anterior, caracterizando o transpistar. A encilha utilizada para o atendimento foi escolhida de modo a proporcionar ao praticante um melhor aproveitamento dos estímulos sequenciais e simultâneos transmitidos por essa andadura. Desta forma, foram utilizados: Manta, cilhão com alça baixa e estribos abertos. 3 PROTOCOLO DE ATENDIMENTO A paciente chegava ao Centro de Equoterapia, era recepcionada e conduzida até o picadeiro pelas pesquisadoras, onde o animal já estava à espera seguro pelo auxiliar guia. Os primeiros 20 minutos de atendimento eram destinados às atividades de aproximação e estímulo da coordenação motora através do contato entre a criança e o cavalo, a praticante alimentava e escovava o animal em diversas direções, estreitando assim o vínculo e criando uma relação de confiança. A seguir, a paciente era levada por uma das pesquisadoras até a rampa externa, localizada ao lado da área de atendimento, onde recebia auxílio para montar no cavalo, permanecendo na posição sem auxílio, segurando no cilhão e com os pés apoiados nos estribo. Ao completar a primeira volta dava-se início aos exercícios. Realizava-se uma sequência que constituía em: elevar os membros superiores (MMSS) acima da cabeça, abduzir os MMSS na altura dos ombros, colocar as mãos na cintura, estender MMSS apoiando-os na anca do cavalo, e com auxílio das pesquisadoras era realizado o decúbito dorsal sobre a anca e a garupa. Após, todas as posturas eram repetidas sem o apoio dos pés nos estribos. Cada postura era mantida durante 1 minuto e 30 segundos, tempo utilizado para realizar uma volta completa no picadeiro. Por fim, era realizado o volteio terapêutico sobre o cavalo, consistindo na transferência entre quatro posturas: Iniciando pela posição de montaria, passando para a lateral esquerda em seguida, para a de montaria invertida, depois lateral direita e retornando a posição inicial. Os exercícios propostos tinham como objetivo o estímulo da afetividade pelo contato com o animal, desenvolvimento das relações interpessoais, melhora da coordenação motora, equilíbrio, consciência corporal, alongamento, flexibilidade e fortalecimento muscular. 4 RESULTADOS O estudo foi realizado com um praticante da cor branca, do sexo feminino, com 11 anos de idade, com diagnóstico de Síndrome Oro Fácia Digital Tipo I, com displasia cerebelar e hipotônica.
  4. 4. Depois da análise dos dados da Escala de Equilíbrio e Marcha de Tinetti verificou-se um aumento de 20,3% na pontuação do escore total após o tratamento proposto. Observou-se melhora significativa no teste de equilíbrio um aumento de 31,2% (p<0,02) entre os escores de pré e pós- atendimento, enquanto no teste de marcha o ganho foi de 8,3% (p<0,32) em relação à avaliação pré-atendimento. Estes dados estão descritos na Tabela 1. Tabela I: Resultado do teste de tinetti Pré Pós Valor p Equilíbrio 56,2 % 87,5% 0,025* Marcha 58,3% 66,6% 0,327 Escore Total 57,2% 77,5% 0,120 Valor de p<0,05* Na reavaliação do GMFM-66 verificou-se um acréscimo de 11,1% na média final entre os escores de pré e pós-atendimento, sendo que, as principais alterações foram observadas na dimensão E, onde o percentual foi de 36,3% de ganhos. De maneira geral, após analisar os resultados, cabe destacar o aumento da independência da paciente, que deixou de utilizar dispositivos auxiliares e os MMSS para realização de tarefas simples como sentar, levantar e agachar. Os dados relatados estão dispostos na Tabela 2. Dimensões Pré Pós Valor de p* A- Deitar e Rolar 100% 100% *** B-Sentar 95,5% 100% 0,157 C- Engatinha, Ajoelhar 80% 90% 0,083 D-Em Pé 56,4% 64,1% 0,374 E-Andar, Correr e Pular 34,7% 71% <0,001 Escore Total 73,3% 85% 0,056 5 DISCUSSÕES A partir dos resultados pré-atendimento confirmou-se que após a intervenção com equoterapia ocorreu um aumento no escore total pós-atendimento, apresentando na Escala de Tinetti uma variação de 20,3% e no GMFM 11,1%. Conforme verificado na reavaliação da Escala de equilíbrio e marcha de Tinetti, a paciente apresentou no escore total uma evolução de seus resultados. O mesmo foi observado por Sanches, S e Vasconcelos, L (2010) em um estudo de caso com o objetivo de avaliar o efeito do tratamento por equoterapia, cujo paciente também apresentou melhora na transferência da posição ortostática para sentada e um aumento na reação de estímulo mecânico externo, reduzindo assim seu desequilíbrio. Com base no movimento tridimensional do cavalo ao passo, descrito por Medeiros, M e Dias, E. (2002) é gerada uma série de movimentos sequenciados e simultâneos transmitidos ao praticante montado. Estes geram deslocamento do centro gravitacionário fazendo com que o praticante realize diversos reajustes posturais, estimule a força muscular, consciência corporal, coordenação motora e a consequente melhora do equilíbrio, o que justifica os ganhos de equilíbrio e marcha encontrados neste estudo. Os resultados desta pesquisa corroboram com os achados de Aquino (2007), o qual também utilizou o GMFM-66 para avaliar equilíbrio em pacientes com paralisia cerebral verificou uma significativa melhora na dimensão E. Palácio et al., (2008) em seu estudo de caso demonstram achados semelhantes aos deste estudo. Na dimensão E do GMFM-66 descreveram melhora nas funções dinâmicas como coordenação, equilíbrio e execução de movimentos, exatamente os mesmos quesitos observados nesta pesquisa, o que nos leva a crer que este aumento quantitativo nos resultados do teste de coordenação se deve ao programa de intervenção fisioterapêutica com equoterapia. Acredita-se que os resultados do GMFM-66 obtidos no pós-atendimento foram proporcionados devido ao aprendizado motor coordenado. Tendo em vista que este se relaciona diretamente ao equilíbrio, tônus muscular e alinhamento corporal, percebido na dimensão E do teste, no qual foi avaliado o andar, correr e pular, atividades que exigem uma maior coordenação motora. 6 CONCLUSÕES Nossos resultados demonstram que a equoterapia pode ser um terapêutico de reabilitação eficaz para os distúrbios do
  5. 5. equilíbrio e coordenação motora causados pela SOFD1, e por outras doenças que desencadeiam sintomatologia semelhante. Contudo, para comprovar sua validade ainda são necessários mais estudos com desfechos semelhantes e amostras representativas, para que os resultados possam ser extrapolados para a população. Na literatura pesquisada verificou-se um grande número de estudos relacionados ao equilíbrio, coordenação motora e equoterapia, porém, há uma escassez de artigos e publicações relacionados aos distúrbios neurológicos e musculoesqueléticos causados pela SOFD1, e possíveis meios terapêuticos. Neste sentido, esta pesquisa é relevante, devido a escassez de pesquisas com esta população. Além disso, salienta-se a necessidade de novas pesquisas com pacientes com SOFD1, devido a lacuna presente na literatura, conforme relatado anteriormente. Contudo, podemos concluir que a equoterapia deve ser inserido no tratamento de pacientes com distúrbios de equilíbrio e marcha, por se tratar de um método terapêutico auxiliar a fisioterapia convencional. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDE-BRASIL – Associação Nacional de Equoterapia. Sociedade Civil de caráter filantrópico. Disponível em: <http://www.equoterapia.org.br>. Acesso em 10 mar. 2015. AQUINO, F. Avaliação dos padrões de marcha e postura corporal dos praticantes de equoterapia com paralisia cerebral. Disponível em: <http://sare.unianhanguera.edu.br>. Acesso em: 25 jan. 2015. COHEN, HELEN. Neurociência para Fisioterapeutas: incluindo correlações clínicas. São Paulo: Manole, 2001. DELIBERATO, PAULO. Exercícios Terapêuticos: Guia Teórico para Estudantes e Profissionais. São Paulo: Manole, 2007. FERRANTE, M; ROMIO, L; CASTRO, S; COLLINS, J, GOULDING, D, STEMPLE, D; WOOLF, A; WILSON, S. Oxford Journals Humam Molecular Genetics, v. 18, n. 2, p. 289- 303, 2009. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PM C2638777/>. Acesso em: 14 jan. 2015. FRANCO, B; FERREIRA, D; GUIMARÃES, I; TORIELLO, H. Bookshelf: Oral-Facial-Digital Syndrome Type I. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK1188 />. Acesso em: 11 dez. 2014. FREIRE-MAIA, 2003. Livro online – Displasias Ectodérmicas. VISINONI, A; COSTA, T; MAIA, D; BARUEL, P; MAIA, E; PAGNAN, N; SOUZA, R. Disponível em: <http://www.displasias.ufpr.br/principal/links.ht ml>. Acesso em: 15 dez. 2014. GALVÃO, A; SUTANI, J; PIRES, M; PRADA, S; CORDEIRO, T. Estudo de caso: A equoterapia no tratamento de um paciente adulto portador de ataxia cerebelar. Revista de Neurociências, São Paulo, v. 18, n. 3, p. 353- 358, 2010. GUYTON, ARTHUR. Fisiologia Humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. HALL, CARRIE; BRODY, LORI. Exercício Terapêutico – Na Busca da Função. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. MEDEIROS, Mylena e DIAS, Emília. Distúrbios da Aprendizagem – A Equoterapia na otimização do ambiente terapêutico. Rio de janeiro: Revinter, 2003. MEDEIROS, Mylena e DIAS, Emília. Equoterapia – Bases e Fundamentos. Rio de Janeiro: 2002 NUNES, L. C. B. G. Tradução e validação de instrumentos de avaliação motora e qualidade de vida em paralisia cerebral. 2008. 267f. Dissertação (Doutorado em Engenharia Elétrica), Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação. Campinas, 2008. ORSTAVIK, K; FINNANGER, A; HELLUM, C; GJESSING, E. Orofaciodigital syndrome type I in a girl with unilateral tibial pseudarthrosis. Journal of Medical Genetics, v. 29, p. 827-830, 1992. Disponível em:
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