SlideShare uma empresa Scribd logo
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228
Volume 16 - Número 1 - 1º Semestre 2016
A EFICÁCIA DA EQUOTERAPIA NA DISFUNÇÃO DO EQUILÍBRIO DE UMA
PACIENTE COM SÍNDROME ORO FÁCIA DIGITAL TIPO I
Bianca da Rosa Albuquerque¹, Gabriela Souza de Borba¹, Jéssica Oliveira Anunciação¹, Mirelle de Oliveira Saes²,
Victor Edgar Pitzer Neto³
RESUMO
A Síndrome Oro Fácia Digital tipo 1 (SOFD1) faz parte de um grupo de desordens que causam
malformações orais, faciais, cerebrais e anomalias digitais. O cerebelo é responsável pela mediação do
controle motor por meio de reflexos posturais e anormalidades neste órgão geram transtornos à manutenção
da postura, sinergismo e adaptação imediata às mudanças de tensão muscular. A equoterapia por meio do
movimento tridimensional do cavalo desencadeia reorganização biomecânica, ativação sensório motoras. O
objetivo do estudo foi analisar a eficácia da equoterapia no equilíbrio de uma paciente portadora da SOFD1.
Para tanto foram realizadas 15 sessões de equoterapia, com duração de 50 minutos. Foram utilizados a
Escala de Tinetti e o Gross Motor Function Measure 66 (GMFM-66), aplicados antes e após o tratamento.
Nos resultados observamos melhora significativa no equilíbrio de 31,2% (p<0,02) e 8,3% na marcha após a
realização da equoterapia, na função motora grossa houve melhora em todos os itens do protocolo GMFM-
66, com melhora significativa no item andar, correr e pular que passou de 34,7% para 71% (p<0,001). Neste
sentido, podemos observar que este método terapêutico é eficaz no ganho de coordenação motora grossa,
equilíbrio e marcha, e que pode ser um auxiliar no tratamento das patologias relacionadas a distúrbios
cerebelares.
Palavras-chave: Equoterapia, Equilíbrio, Coordenação Motora, Síndrome Oro Fácia Digital.
RIDING HORSE THERAPY EFFICIENCY IN EQUILIBRIUM OF A PATIENT WITH
ORAL FACIAL DIGITAL SYNDROME TYPE I
ABSTRACT
Oro facia Digital Syndrome Type 1 (SOFD1) is part of a group of disorders that cause oral malformations,
facial, brain and digital anomalies. The cerebellum is responsible for mediating the motor control by means
of postural reflexes and abnormalities in this organ disorders generate the posture maintenance, synergism
and immediate adaptation to changes in muscle tension. The riding therapy through horse-dimensional
movement triggers reorganization biomechanics, motor sensory activation. The aim of the study was to
analyze the effectiveness of hippotherapy in the balance of a patient's SOFD1. Therefore, we performed 15
sessions of hippotherapy, lasting 50 minutes. They were used to Tinetti Scale and the Gross Motor Function
Measure 66 (GMFM-66) applied before and after treatment. The results observed significant improvement in
the balance of 31.2% (p <0.02) and 8.3% in march after the completion of hippotherapy in gross motor
function had improved in all items of the GMFM-66 protocol, with improvement significant item in walking,
running and jumping which rose from 34.7% to 71% (p <0.001). In this sense, we can see that this method is
effective in the therapeutic gain of gross motor coordination, balance and gait, which may be an aid in the
treatment of pathologies related to cerebellar disorders.
Keywords: Riding horse therapy, Equilibrium Motor Coordination, Oral Facial Digital Syndrome.
79
1 INTRODUÇÃO
A Síndrome Oro Fácia Digital (SOFD) é uma
patologia do subgrupo das displasias
ectodérmicas, a qual é caracterizada por
anomalias congênitas ocorridas durante a
histogênese e organogênese celular. Desta
forma ela compõe um grupo heterogêneo de
doenças que apresentam desordens decorrentes
da má formação dos tecidos embrionários
(Freire-Maia et al., 2003).
As displasias ectodérmicas vem sendo
descritas desde 1954, contudo a SOFD1 é a
mais comum delas, e se caracteriza pelas
malformações orais, faciais, cerebrais e
anomalias digitais (Romio et. al, 2004;
Orstavick et. al, 1992).
A ocorrência da SOFD pode variar de
1:50-250.000 nascidos vivos. O diagnóstico é
realizado clinicamente, geralmente logo ao
nascer, pois a criança apresenta características
faciais atípicas. Em alguns casos esta condição é
determinada posteriormente quando a criança ou
adulto desenvolve doença renal (Ferrante et. al,
2009; Franco et. al, 2010).
Além disso, a SOFD também é
caracterizada por má formação cerebelar. O
cerebelo, por sua vez, é responsável pela
mediação do controle motor por meio de
reflexos posturais, emitidos pelo sistema
vestibular e qualquer anormalidade neste órgão
gera transtornos à capacidade de adaptação
imediata às mudanças de tensão muscular
(Guyton, 2009).
O equilíbrio pode ser definido como a
habilidade de se opor à força exercida pela ação
da gravidade sempre que houver alguma
variação da postura, que por consequência irá
provocar alteração no centro de gravidade
corporal sobre a base de sustentação (Hall &
Brody, 2009).
Entretanto, a capacidade de manutenção
da postura apropriada exige a interação entre os
sistemas sensorial, biomecânico e motor, o que
torna possível o desempenho de movimentos
sequenciais, combinados e ajustados. Em
resposta a isso, a atividade muscular ocorre com
sinergismo, possibilitando a harmonia dos
movimentos e a obtenção de uma postura firme
durante diferentes posições. Dessa maneira, o
equilíbrio depende da perfeita coordenação
realizada pelo cerebelo (Deliberato, 2007;
Cohen, 2001; Hall & Brody, 2009).
A equoterapia utiliza o cavalo como
instrumento cinesioterapêutico em virtude dos
movimentos tridimensionais simétricos,
simultâneos transmitidos para o cavaleiro
durante a montaria ao passo tem como maior
benefício sua andadura ao passo. Estes
movimentos desencadeiam no paciente
constantes deslocamentos corporais, exigindo
do praticante contínuas regulações tônicas,
recuperação e adaptação do equilíbrio postural
para que se mantenha sobre a base de
sustentação. (Sanches & Vasconcelos, 2010;
Pierobon & Galetti, 2008; Galvão et. al, 2010).
A prática deste método terapêutico traz
ao praticante inúmeros benefícios, além dos
ganhos sensório motores, há também os
psicossociais, adquiridos através da motivação,
impulsionando o paciente a romper suas
barreiras, levando-o a aumentar sua
concentração. Além disso, durante o
atendimento, os comandos dados pelo terapeuta
são em grande parte verbais, o que gera maior
participação e interação entre o praticante, o
cavalo e o meio externo (Medeiros & Dias,
2003).
Neste sentido, o presente estudo tem o
objetivo de analisar a eficácia da equoterapia no
equilíbrio, marcha e coordenação motora grossa
de uma paciente portadora da SOFD1.
2 MATERIAIS E MÉTODOS
A presente pesquisa caracteriza-se por
um estudo de caso, isto é, com ênfase na análise
de um caso peculiar relativo a uma categoria de
um grupo de condição rara.
A paciente participou voluntariamente
do estudo, sendo que, antes da intervenção a
criança não realizava nenhum tipo de tratamento
fisioterapêutico. Após os devidos
esclarecimentos o responsável pela paciente
assinou o termo de Consentimento Livre e
Esclarecido, o qual explicava os procedimentos
a serem realizados e seus objetivos.
A paciente foi submetida a uma
avaliação clínica onde foram coletados dados
gerais, físicos e específicos, por meio dos
protocolos a seguir:
- Ficha de avaliação das características
sociodemográficas;
- Escala de Equilíbrio e Marcha de Tinetti:
Consiste em avaliar a independência motora a
partir do equilíbrio e marcha. A escala avalia
itens da marcha como: simetria, velocidade,
distância do passo e o equilíbrio estático e
dinâmico. O escore varia de zero a um ou de
zero a dois, sendo um escore baixo indicativo de
déficit de habilidade física. O escore geral é o
somatório da pontuação do teste de marcha e do
teste de equilíbrio (Silva et al. 2008);
- Gross Motor Function Measure 66 (GMFM):
A escala possui cinco dimensões, avaliando o
individuo e sua atividade funcional. Para cada
item é atribuído uma nota de zero a três. Para
determinar o escore total do GMFM é feita uma
soma dos escores de cada item em cada
dimensão, e então, o percentual atribuído é
comparado ao escore máximo que pode ser
atingido. O escore geral é obtido através das
médias entre as porcentagens atingidas em cada
dimensão (Nunes, 2008).
Estes instrumentos foram aplicados pré e pós-
tratamento (exceto a ficha de avaliação) por um
avaliador externo, sem vínculo com o
tratamento realizado. Após a primeira avaliação
foram iniciados os atendimentos no Centro de
Equoterapia da APAE- Pelotas/RS. O
tratamento constituiu de 15 sessões, divididas
em três atendimentos semanais, com duração de
50 minutos (30 minutos em montaria).
Os atendimentos foram realizados ao ar
livre e em solo gramado. O cavalo,
especificamente treinado para este tipo de
atendimento, foi conduzido por um auxiliar
guia, com sua andadura ao passo. Este possui
uma baixa frequência, ou seja, um comprimento
de passo longo onde sua pegada ultrapassa a
marca da pegada anterior, caracterizando o
transpistar. A encilha utilizada para o
atendimento foi escolhida de modo a
proporcionar ao praticante um melhor
aproveitamento dos estímulos sequenciais e
simultâneos transmitidos por essa andadura.
Desta forma, foram utilizados: Manta, cilhão
com alça baixa e estribos abertos.
3 PROTOCOLO DE ATENDIMENTO
A paciente chegava ao Centro de
Equoterapia, era recepcionada e conduzida até o
picadeiro pelas pesquisadoras, onde o animal já
estava à espera seguro pelo auxiliar guia. Os
primeiros 20 minutos de atendimento eram
destinados às atividades de aproximação e
estímulo da coordenação motora através do
contato entre a criança e o cavalo, a praticante
alimentava e escovava o animal em diversas
direções, estreitando assim o vínculo e criando
uma relação de confiança.
A seguir, a paciente era levada por uma
das pesquisadoras até a rampa externa,
localizada ao lado da área de atendimento, onde
recebia auxílio para montar no cavalo,
permanecendo na posição sem auxílio,
segurando no cilhão e com os pés apoiados nos
estribo.
Ao completar a primeira volta dava-se
início aos exercícios. Realizava-se uma
sequência que constituía em: elevar os membros
superiores (MMSS) acima da cabeça, abduzir os
MMSS na altura dos ombros, colocar as mãos
na cintura, estender MMSS apoiando-os na anca
do cavalo, e com auxílio das pesquisadoras era
realizado o decúbito dorsal sobre a anca e a
garupa. Após, todas as posturas eram repetidas
sem o apoio dos pés nos estribos. Cada postura
era mantida durante 1 minuto e 30 segundos,
tempo utilizado para realizar uma volta
completa no picadeiro.
Por fim, era realizado o volteio
terapêutico sobre o cavalo, consistindo na
transferência entre quatro posturas: Iniciando
pela posição de montaria, passando para a
lateral esquerda em seguida, para a de montaria
invertida, depois lateral direita e retornando a
posição inicial.
Os exercícios propostos tinham como
objetivo o estímulo da afetividade pelo contato
com o animal, desenvolvimento das relações
interpessoais, melhora da coordenação motora,
equilíbrio, consciência corporal, alongamento,
flexibilidade e fortalecimento muscular.
4 RESULTADOS
O estudo foi realizado com um praticante da cor
branca, do sexo feminino, com 11 anos de
idade, com diagnóstico de Síndrome Oro Fácia
Digital Tipo I, com displasia cerebelar e
hipotônica.
Depois da análise dos dados da Escala de
Equilíbrio e Marcha de Tinetti verificou-se um
aumento de 20,3% na pontuação do escore total
após o tratamento proposto.
Observou-se melhora significativa no
teste de equilíbrio um aumento de 31,2%
(p<0,02) entre os escores de pré e pós-
atendimento, enquanto no teste de marcha o
ganho foi de 8,3% (p<0,32) em relação à
avaliação pré-atendimento. Estes dados estão
descritos na Tabela 1.
Tabela I: Resultado do teste de tinetti
Pré Pós Valor p
Equilíbrio 56,2 % 87,5% 0,025*
Marcha 58,3% 66,6% 0,327
Escore
Total
57,2% 77,5% 0,120
Valor de p<0,05*
Na reavaliação do GMFM-66 verificou-se um
acréscimo de 11,1% na média final entre os
escores de pré e pós-atendimento, sendo que, as
principais alterações foram observadas na
dimensão E, onde o percentual foi de 36,3% de
ganhos.
De maneira geral, após analisar os
resultados, cabe destacar o aumento da
independência da paciente, que deixou de
utilizar dispositivos auxiliares e os MMSS para
realização de tarefas simples como sentar,
levantar e agachar. Os dados relatados estão
dispostos na Tabela 2.
Dimensões Pré Pós Valor de p*
A- Deitar e Rolar 100% 100% ***
B-Sentar 95,5% 100% 0,157
C- Engatinha,
Ajoelhar
80% 90% 0,083
D-Em Pé 56,4% 64,1% 0,374
E-Andar, Correr e
Pular
34,7% 71% <0,001
Escore Total 73,3% 85% 0,056
5 DISCUSSÕES
A partir dos resultados pré-atendimento
confirmou-se que após a intervenção com
equoterapia ocorreu um aumento no escore total
pós-atendimento, apresentando na Escala de
Tinetti uma variação de 20,3% e no GMFM
11,1%.
Conforme verificado na reavaliação da Escala
de equilíbrio e marcha de Tinetti, a paciente
apresentou no escore total uma evolução de seus
resultados. O mesmo foi observado por
Sanches, S e Vasconcelos, L (2010) em um
estudo de caso com o objetivo de avaliar o
efeito do tratamento por equoterapia, cujo
paciente também apresentou melhora na
transferência da posição ortostática para sentada
e um aumento na reação de estímulo mecânico
externo, reduzindo assim seu desequilíbrio.
Com base no movimento tridimensional
do cavalo ao passo, descrito por Medeiros, M e
Dias, E. (2002) é gerada uma série de
movimentos sequenciados e simultâneos
transmitidos ao praticante montado. Estes geram
deslocamento do centro gravitacionário fazendo
com que o praticante realize diversos reajustes
posturais, estimule a força muscular,
consciência corporal, coordenação motora e a
consequente melhora do equilíbrio, o que
justifica os ganhos de equilíbrio e marcha
encontrados neste estudo.
Os resultados desta pesquisa corroboram
com os achados de Aquino (2007), o qual
também utilizou o GMFM-66 para avaliar
equilíbrio em pacientes com paralisia cerebral
verificou uma significativa melhora na
dimensão E.
Palácio et al., (2008) em seu estudo de
caso demonstram achados semelhantes aos deste
estudo. Na dimensão E do GMFM-66
descreveram melhora nas funções dinâmicas
como coordenação, equilíbrio e execução de
movimentos, exatamente os mesmos quesitos
observados nesta pesquisa, o que nos leva a crer
que este aumento quantitativo nos resultados do
teste de coordenação se deve ao programa de
intervenção fisioterapêutica com equoterapia.
Acredita-se que os resultados do
GMFM-66 obtidos no pós-atendimento foram
proporcionados devido ao aprendizado motor
coordenado. Tendo em vista que este se
relaciona diretamente ao equilíbrio, tônus
muscular e alinhamento corporal, percebido na
dimensão E do teste, no qual foi avaliado o
andar, correr e pular, atividades que exigem
uma maior coordenação motora.
6 CONCLUSÕES
Nossos resultados demonstram que a
equoterapia pode ser um terapêutico de
reabilitação eficaz para os distúrbios do
equilíbrio e coordenação motora causados pela
SOFD1, e por outras doenças que desencadeiam
sintomatologia semelhante. Contudo, para
comprovar sua validade ainda são necessários
mais estudos com desfechos semelhantes e
amostras representativas, para que os resultados
possam ser extrapolados para a população.
Na literatura pesquisada verificou-se um
grande número de estudos relacionados ao
equilíbrio, coordenação motora e equoterapia,
porém, há uma escassez de artigos e publicações
relacionados aos distúrbios neurológicos e
musculoesqueléticos causados pela SOFD1, e
possíveis meios terapêuticos. Neste sentido, esta
pesquisa é relevante, devido a escassez de
pesquisas com esta população. Além disso,
salienta-se a necessidade de novas pesquisas
com pacientes com SOFD1, devido a lacuna
presente na literatura, conforme relatado
anteriormente.
Contudo, podemos concluir que a
equoterapia deve ser inserido no tratamento de
pacientes com distúrbios de equilíbrio e marcha,
por se tratar de um método terapêutico auxiliar a
fisioterapia convencional.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANDE-BRASIL – Associação Nacional de
Equoterapia. Sociedade Civil de caráter
filantrópico. Disponível em:
<http://www.equoterapia.org.br>. Acesso em 10
mar. 2015.
AQUINO, F. Avaliação dos padrões de marcha
e postura corporal dos praticantes de
equoterapia com paralisia cerebral. Disponível
em: <http://sare.unianhanguera.edu.br>. Acesso
em: 25 jan. 2015.
COHEN, HELEN. Neurociência para
Fisioterapeutas: incluindo correlações clínicas.
São Paulo: Manole, 2001.
DELIBERATO, PAULO. Exercícios
Terapêuticos: Guia Teórico para Estudantes e
Profissionais. São Paulo: Manole, 2007.
FERRANTE, M; ROMIO, L; CASTRO, S;
COLLINS, J, GOULDING, D, STEMPLE, D;
WOOLF, A; WILSON, S. Oxford Journals
Humam Molecular Genetics, v. 18, n. 2, p. 289-
303, 2009. Disponível em:
<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PM
C2638777/>. Acesso em: 14 jan. 2015.
FRANCO, B; FERREIRA, D; GUIMARÃES, I;
TORIELLO, H. Bookshelf: Oral-Facial-Digital
Syndrome Type I. Disponível em:
<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK1188
/>. Acesso em: 11 dez. 2014.
FREIRE-MAIA, 2003. Livro online –
Displasias Ectodérmicas. VISINONI, A;
COSTA, T; MAIA, D; BARUEL, P; MAIA, E;
PAGNAN, N; SOUZA, R. Disponível em:
<http://www.displasias.ufpr.br/principal/links.ht
ml>. Acesso em: 15 dez. 2014.
GALVÃO, A; SUTANI, J; PIRES, M; PRADA,
S; CORDEIRO, T. Estudo de caso: A
equoterapia no tratamento de um paciente
adulto portador de ataxia cerebelar. Revista de
Neurociências, São Paulo, v. 18, n. 3, p. 353-
358, 2010.
GUYTON, ARTHUR. Fisiologia Humana. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.
HALL, CARRIE; BRODY, LORI. Exercício
Terapêutico – Na Busca da Função. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.
MEDEIROS, Mylena e DIAS, Emília.
Distúrbios da Aprendizagem – A Equoterapia
na otimização do ambiente terapêutico. Rio de
janeiro: Revinter, 2003.
MEDEIROS, Mylena e DIAS, Emília.
Equoterapia – Bases e Fundamentos. Rio de
Janeiro: 2002
NUNES, L. C. B. G. Tradução e validação de
instrumentos de avaliação motora e qualidade
de vida em paralisia cerebral. 2008. 267f.
Dissertação (Doutorado em Engenharia
Elétrica), Faculdade de Engenharia Elétrica e de
Computação. Campinas, 2008.
ORSTAVIK, K; FINNANGER, A; HELLUM,
C; GJESSING, E. Orofaciodigital syndrome
type I in a girl with unilateral tibial
pseudarthrosis. Journal of Medical Genetics, v.
29, p. 827-830, 1992. Disponível em:
<http://jmg.bmj.com/content/29/11/827.abstract
>. Acesso em: 19 nov. 2014
PALÁCIO, S; FERDINADE, A; GNOATTO, F.
Análise do desenvolvimento motor de uma
criança com hemiparesia espástica pré e pós-
tratamento fisioterapêutico: Estudo de caso.
Ciência Cuidado e Saúde v. 7, p. 127-131.
Disponível em:
<http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/CiencC
uidSaude>. Acesso em: 18 maio. 2015.
PIEROBON, J; GALETTI, F. Estímulos
sensório-motores proporcionados ao praticante
de equoterapia pelo cavalo ao passo durante a
montaria. Ensaios e Ciência, Brasil, v. 12, n. 2,
p. 63-80, 2008. Disponível em:
<http://www.sare.anhanguera.com/index.php/re
nsc/article/view/427/422>. Acesso em: 16 dez.
2014.
ROMIO, L; FRY, A; WINYARD, P;
MALCOLM, S; WOOLF, A; FEATHER, S.
OFD1 Is a Centrosomal/Basal Body Protein
Expressed during Mesenchymal-Epithelial
Transition in Human Nephrogenesis. Journal of
the American Society of Nephrology, v. 15, n.
10, p. 2556-2568, 2004. Disponível em:
<http://jasn.asnjournals.org/content/15/10/2556.
abstract>. Acesso em: 16 fev. 2015.
SANCHES, S; VASCONCELOS, L.
Equoterapia na reabilitação da
meningoencefalocele: estudo de caso.
Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, v. 17, n. 4,
dez. 2010. Disponível em:
<http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?s
cript=sci_arttext&pid=S1809-
29502010000400014&lng=pt&nrm=iso>.
Acesso em 20 fev. 2015.
SILVA, A; ALMEIDA, G; CASSILHAS, R;
COHEN, M; PECCIN, M; TUFIK, MELLO, M.
Equilíbrio, coordenação e agilidade de idosos
submetidos à prática de exercícios físicos
resistidos. Revista Brasi-leira de Medicina do
Esporte [online]. 2008, vol.14, n.2, pp. 88-93.
ISSN 1517-8692. Disponível em:
<http://dx.doi.org/10.1590/S1517-
86922008000200001>. Acesso em 22 dez.
2014.
SILVEIRA, M. M.; WIBELINGER, L. M.,
Reeducação da Postura com a Equoterapia,
RevNeurocienc, 19 (3): p. 519-524, 2011.
SOARES, D; OTONE, G; FAICO, M.
Equoterapia Teoria e Prática. Caratinga:
Fumec,2011
TRALDI, Maria e DIAS, Reinaldo. Monografia
Passo a Passo. Campinas: Alínea, 2008.
______________________________________
[1] Fisioterapeutas formados pela Faculdade
Anhanguera do Rio Grande/RS.
[2] Fisioterapeuta do Centro de Equoterapia
APAE-Pelotas, professor do Curso de
Fisioterapia da Faculdade Anhanguera do Rio
Grande/RS e Pelotas/RS.
[3] Fisioterapeuta, Professora do Curso de
Fisioterapia da Faculdade Anhanguera de
Pelotas, doutoranda do Programa de Pós-
Graduação em Ciências da Saúde – FURG.
84

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Efeitos do RPG na Correção Postural e Reequilíbrio Muscular
Efeitos do RPG na Correção Postural e Reequilíbrio MuscularEfeitos do RPG na Correção Postural e Reequilíbrio Muscular
Efeitos do RPG na Correção Postural e Reequilíbrio Muscular
Dra. Welker Fisioterapeuta
 
Efeito metodo pilates
Efeito metodo pilatesEfeito metodo pilates
Efeito metodo pilates
Marcos Aurelio
 
Plugin sacco,%20 i.c.n%20et%20al%20-m%e9todo%20pilates%20em%20revista%20aspec...
Plugin sacco,%20 i.c.n%20et%20al%20-m%e9todo%20pilates%20em%20revista%20aspec...Plugin sacco,%20 i.c.n%20et%20al%20-m%e9todo%20pilates%20em%20revista%20aspec...
Plugin sacco,%20 i.c.n%20et%20al%20-m%e9todo%20pilates%20em%20revista%20aspec...
Dra. Welker Fisioterapeuta
 
CORE - Métodos de treinamento da estabilização central
CORE - Métodos de treinamento da estabilização centralCORE - Métodos de treinamento da estabilização central
CORE - Métodos de treinamento da estabilização central
Fernando Farias
 
Palmilhas e ergonomia
Palmilhas e ergonomiaPalmilhas e ergonomia
Comparativo da atividade elétrica do músculo multífido durante o Pilates, sér...
Comparativo da atividade elétrica do músculo multífido durante o Pilates, sér...Comparativo da atividade elétrica do músculo multífido durante o Pilates, sér...
Comparativo da atividade elétrica do músculo multífido durante o Pilates, sér...
Dra. Welker Fisioterapeuta
 
Ativação muscular estabilizadora da patela e do quadril durante exercícios d ...
Ativação muscular estabilizadora da patela e do quadril durante exercícios d ...Ativação muscular estabilizadora da patela e do quadril durante exercícios d ...
Ativação muscular estabilizadora da patela e do quadril durante exercícios d ...
Fernanda Emikaele
 
Fundamentos em Cinesiologia Sistemica
Fundamentos em Cinesiologia SistemicaFundamentos em Cinesiologia Sistemica
Fundamentos em Cinesiologia Sistemica
annedecio
 
Efeito da técnica isostretching no equilíbrio postural
Efeito da técnica isostretching no equilíbrio posturalEfeito da técnica isostretching no equilíbrio postural
Efeito da técnica isostretching no equilíbrio postural
Melissa Louyse Duarte
 
Estudo de eletro estimulação como auxiliar na marcha de pessoas com lesão med...
Estudo de eletro estimulação como auxiliar na marcha de pessoas com lesão med...Estudo de eletro estimulação como auxiliar na marcha de pessoas com lesão med...
Estudo de eletro estimulação como auxiliar na marcha de pessoas com lesão med...
Ana Oliveira
 
Relação entre força muscular de membros inferiores e capacidade de aceleração...
Relação entre força muscular de membros inferiores e capacidade de aceleração...Relação entre força muscular de membros inferiores e capacidade de aceleração...
Relação entre força muscular de membros inferiores e capacidade de aceleração...
Fernando Farias
 
Rbcm 2003 flexibilidade e lombalgia
Rbcm 2003 flexibilidade e lombalgiaRbcm 2003 flexibilidade e lombalgia
Rbcm 2003 flexibilidade e lombalgia
Alexandra Nurhan
 
Painel pronto
Painel prontoPainel pronto
Painel pronto
bonigeo
 
Força
ForçaForça
Força
rodrigo_aqua
 
ATIVAÇÃO ELETROMIOGRÁFICA EM EXERCÍCIOS SOBRE A PRANCHA DE EQUILÍBRIO
ATIVAÇÃO ELETROMIOGRÁFICA EM EXERCÍCIOS SOBRE A PRANCHA DE EQUILÍBRIOATIVAÇÃO ELETROMIOGRÁFICA EM EXERCÍCIOS SOBRE A PRANCHA DE EQUILÍBRIO
ATIVAÇÃO ELETROMIOGRÁFICA EM EXERCÍCIOS SOBRE A PRANCHA DE EQUILÍBRIO
Tayane Correa
 
A03v23n4
A03v23n4A03v23n4
A03v23n4
Sergio Câmara
 
Fadeup doutoramento fisioterapia
Fadeup doutoramento fisioterapiaFadeup doutoramento fisioterapia
Fadeup doutoramento fisioterapia
alvesemilia
 
Balbino lizardo, 2008
Balbino lizardo, 2008Balbino lizardo, 2008
Balbino lizardo, 2008
Florr Verasay
 
Propriocepção no esporte: uma revisão sobre a prevenção e recuperação de lesõ...
Propriocepção no esporte: uma revisão sobre a prevenção e recuperação de lesõ...Propriocepção no esporte: uma revisão sobre a prevenção e recuperação de lesõ...
Propriocepção no esporte: uma revisão sobre a prevenção e recuperação de lesõ...
Fernando Farias
 

Mais procurados (19)

Efeitos do RPG na Correção Postural e Reequilíbrio Muscular
Efeitos do RPG na Correção Postural e Reequilíbrio MuscularEfeitos do RPG na Correção Postural e Reequilíbrio Muscular
Efeitos do RPG na Correção Postural e Reequilíbrio Muscular
 
Efeito metodo pilates
Efeito metodo pilatesEfeito metodo pilates
Efeito metodo pilates
 
Plugin sacco,%20 i.c.n%20et%20al%20-m%e9todo%20pilates%20em%20revista%20aspec...
Plugin sacco,%20 i.c.n%20et%20al%20-m%e9todo%20pilates%20em%20revista%20aspec...Plugin sacco,%20 i.c.n%20et%20al%20-m%e9todo%20pilates%20em%20revista%20aspec...
Plugin sacco,%20 i.c.n%20et%20al%20-m%e9todo%20pilates%20em%20revista%20aspec...
 
CORE - Métodos de treinamento da estabilização central
CORE - Métodos de treinamento da estabilização centralCORE - Métodos de treinamento da estabilização central
CORE - Métodos de treinamento da estabilização central
 
Palmilhas e ergonomia
Palmilhas e ergonomiaPalmilhas e ergonomia
Palmilhas e ergonomia
 
Comparativo da atividade elétrica do músculo multífido durante o Pilates, sér...
Comparativo da atividade elétrica do músculo multífido durante o Pilates, sér...Comparativo da atividade elétrica do músculo multífido durante o Pilates, sér...
Comparativo da atividade elétrica do músculo multífido durante o Pilates, sér...
 
Ativação muscular estabilizadora da patela e do quadril durante exercícios d ...
Ativação muscular estabilizadora da patela e do quadril durante exercícios d ...Ativação muscular estabilizadora da patela e do quadril durante exercícios d ...
Ativação muscular estabilizadora da patela e do quadril durante exercícios d ...
 
Fundamentos em Cinesiologia Sistemica
Fundamentos em Cinesiologia SistemicaFundamentos em Cinesiologia Sistemica
Fundamentos em Cinesiologia Sistemica
 
Efeito da técnica isostretching no equilíbrio postural
Efeito da técnica isostretching no equilíbrio posturalEfeito da técnica isostretching no equilíbrio postural
Efeito da técnica isostretching no equilíbrio postural
 
Estudo de eletro estimulação como auxiliar na marcha de pessoas com lesão med...
Estudo de eletro estimulação como auxiliar na marcha de pessoas com lesão med...Estudo de eletro estimulação como auxiliar na marcha de pessoas com lesão med...
Estudo de eletro estimulação como auxiliar na marcha de pessoas com lesão med...
 
Relação entre força muscular de membros inferiores e capacidade de aceleração...
Relação entre força muscular de membros inferiores e capacidade de aceleração...Relação entre força muscular de membros inferiores e capacidade de aceleração...
Relação entre força muscular de membros inferiores e capacidade de aceleração...
 
Rbcm 2003 flexibilidade e lombalgia
Rbcm 2003 flexibilidade e lombalgiaRbcm 2003 flexibilidade e lombalgia
Rbcm 2003 flexibilidade e lombalgia
 
Painel pronto
Painel prontoPainel pronto
Painel pronto
 
Força
ForçaForça
Força
 
ATIVAÇÃO ELETROMIOGRÁFICA EM EXERCÍCIOS SOBRE A PRANCHA DE EQUILÍBRIO
ATIVAÇÃO ELETROMIOGRÁFICA EM EXERCÍCIOS SOBRE A PRANCHA DE EQUILÍBRIOATIVAÇÃO ELETROMIOGRÁFICA EM EXERCÍCIOS SOBRE A PRANCHA DE EQUILÍBRIO
ATIVAÇÃO ELETROMIOGRÁFICA EM EXERCÍCIOS SOBRE A PRANCHA DE EQUILÍBRIO
 
A03v23n4
A03v23n4A03v23n4
A03v23n4
 
Fadeup doutoramento fisioterapia
Fadeup doutoramento fisioterapiaFadeup doutoramento fisioterapia
Fadeup doutoramento fisioterapia
 
Balbino lizardo, 2008
Balbino lizardo, 2008Balbino lizardo, 2008
Balbino lizardo, 2008
 
Propriocepção no esporte: uma revisão sobre a prevenção e recuperação de lesõ...
Propriocepção no esporte: uma revisão sobre a prevenção e recuperação de lesõ...Propriocepção no esporte: uma revisão sobre a prevenção e recuperação de lesõ...
Propriocepção no esporte: uma revisão sobre a prevenção e recuperação de lesõ...
 

Destaque

Artigo bioterra v14_n2_03
Artigo bioterra v14_n2_03Artigo bioterra v14_n2_03
Artigo bioterra v14_n2_03
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
Artigo bioterra v16_n1_04
Artigo bioterra v16_n1_04Artigo bioterra v16_n1_04
Artigo bioterra v16_n1_04
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
Artigo bioterra v14_n1_08
Artigo bioterra v14_n1_08Artigo bioterra v14_n1_08
Artigo bioterra v14_n1_08
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
Artigo bioterra v14_n2_04
Artigo bioterra v14_n2_04Artigo bioterra v14_n2_04
Artigo bioterra v14_n2_04
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
Artigo bioterra v14_n2_08
Artigo bioterra v14_n2_08Artigo bioterra v14_n2_08
Artigo bioterra v14_n2_08
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
Artigo bioterra v16_n1_06
Artigo bioterra v16_n1_06Artigo bioterra v16_n1_06
Artigo bioterra v16_n1_06
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
Artigo bioterra v16_n1_02
Artigo bioterra v16_n1_02Artigo bioterra v16_n1_02
Artigo bioterra v16_n1_02
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
Artigo bioterra v16_n2_03
Artigo bioterra v16_n2_03Artigo bioterra v16_n2_03
Artigo bioterra v16_n2_03
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
Artigo bioterra v14_n1_04
Artigo bioterra v14_n1_04Artigo bioterra v14_n1_04
Artigo bioterra v14_n1_04
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
Artigo bioterra v16_n2_05
Artigo bioterra v16_n2_05Artigo bioterra v16_n2_05
Artigo bioterra v16_n2_05
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 

Destaque (10)

Artigo bioterra v14_n2_03
Artigo bioterra v14_n2_03Artigo bioterra v14_n2_03
Artigo bioterra v14_n2_03
 
Artigo bioterra v16_n1_04
Artigo bioterra v16_n1_04Artigo bioterra v16_n1_04
Artigo bioterra v16_n1_04
 
Artigo bioterra v14_n1_08
Artigo bioterra v14_n1_08Artigo bioterra v14_n1_08
Artigo bioterra v14_n1_08
 
Artigo bioterra v14_n2_04
Artigo bioterra v14_n2_04Artigo bioterra v14_n2_04
Artigo bioterra v14_n2_04
 
Artigo bioterra v14_n2_08
Artigo bioterra v14_n2_08Artigo bioterra v14_n2_08
Artigo bioterra v14_n2_08
 
Artigo bioterra v16_n1_06
Artigo bioterra v16_n1_06Artigo bioterra v16_n1_06
Artigo bioterra v16_n1_06
 
Artigo bioterra v16_n1_02
Artigo bioterra v16_n1_02Artigo bioterra v16_n1_02
Artigo bioterra v16_n1_02
 
Artigo bioterra v16_n2_03
Artigo bioterra v16_n2_03Artigo bioterra v16_n2_03
Artigo bioterra v16_n2_03
 
Artigo bioterra v14_n1_04
Artigo bioterra v14_n1_04Artigo bioterra v14_n1_04
Artigo bioterra v14_n1_04
 
Artigo bioterra v16_n2_05
Artigo bioterra v16_n2_05Artigo bioterra v16_n2_05
Artigo bioterra v16_n2_05
 

Semelhante a Artigo bioterra v16_n1_10

REEDUCAÇÃO FUNCIONAL - CONCEITOS E MÉTODOS
REEDUCAÇÃO FUNCIONAL - CONCEITOS E MÉTODOSREEDUCAÇÃO FUNCIONAL - CONCEITOS E MÉTODOS
REEDUCAÇÃO FUNCIONAL - CONCEITOS E MÉTODOS
sthefanycp19
 
Plasticidade e fisioterapia
Plasticidade e fisioterapiaPlasticidade e fisioterapia
Plasticidade e fisioterapia
juuliacarolina
 
Coluna cervical
Coluna cervicalColuna cervical
Coluna cervical
Natha Fisioterapia
 
SLIDES_DE_APOIO_UNIDADE_2_FISIOTERAPIA_NA_SAÚDE_DO_IDOSO.pptx
SLIDES_DE_APOIO_UNIDADE_2_FISIOTERAPIA_NA_SAÚDE_DO_IDOSO.pptxSLIDES_DE_APOIO_UNIDADE_2_FISIOTERAPIA_NA_SAÚDE_DO_IDOSO.pptx
SLIDES_DE_APOIO_UNIDADE_2_FISIOTERAPIA_NA_SAÚDE_DO_IDOSO.pptx
ivomaxgata
 
Fisioterapia - As Várias Maneiras de Cuidar
Fisioterapia - As Várias Maneiras de CuidarFisioterapia - As Várias Maneiras de Cuidar
Fisioterapia - As Várias Maneiras de Cuidar
Márcio Borges
 
Hidroterapia na paralisia cerebral
Hidroterapia na paralisia cerebralHidroterapia na paralisia cerebral
Hidroterapia na paralisia cerebral
Valmir Lira
 
Admin,+08-APLICAÇÃO+DO+KINESIO+TAPING®+ASSOCIADO+À+CINESIOTERAPIA.pdf
Admin,+08-APLICAÇÃO+DO+KINESIO+TAPING®+ASSOCIADO+À+CINESIOTERAPIA.pdfAdmin,+08-APLICAÇÃO+DO+KINESIO+TAPING®+ASSOCIADO+À+CINESIOTERAPIA.pdf
Admin,+08-APLICAÇÃO+DO+KINESIO+TAPING®+ASSOCIADO+À+CINESIOTERAPIA.pdf
AdrianoManioba1
 
E.D.F
E.D.FE.D.F
Curso de Treinamento Funcional
Curso de Treinamento FuncionalCurso de Treinamento Funcional
Curso de Treinamento Funcional
marcelosilveirazero1
 
Sinais e sintomas neurológicos aula2 ps
Sinais e sintomas neurológicos aula2 psSinais e sintomas neurológicos aula2 ps
Sinais e sintomas neurológicos aula2 ps
Sheila Schneiberg
 
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de ArtigoDistrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
Fisioterapeuta
 
Coluna lombar
Coluna lombarColuna lombar
Coluna lombar
Natha Fisioterapia
 
Avaliação da coluna lombar
Avaliação da coluna lombarAvaliação da coluna lombar
Avaliação da coluna lombar
Junio Alves
 
Centro de fisioterapia
Centro de fisioterapiaCentro de fisioterapia
Divulgação eneft 2013
Divulgação eneft 2013Divulgação eneft 2013
Divulgação eneft 2013
Peroneo Centro Terapêutico
 
364411401 livro-cinesioterapia
364411401 livro-cinesioterapia364411401 livro-cinesioterapia
364411401 livro-cinesioterapia
Andrea Rebelo dos Santos
 
Articulação de quadril
Articulação de quadrilArticulação de quadril
Articulação de quadril
Adriane Cunha
 
Escala de fugl meyer (brasil)
Escala de fugl meyer (brasil)Escala de fugl meyer (brasil)
Escala de fugl meyer (brasil)
juuliacarolina
 
Reabilitação do Idoso
Reabilitação do IdosoReabilitação do Idoso
Reabilitação do Idoso
Dany Romeira
 
Abordagem corporal para idosos
Abordagem corporal para idososAbordagem corporal para idosos
Abordagem corporal para idosos
Paulino Costa
 

Semelhante a Artigo bioterra v16_n1_10 (20)

REEDUCAÇÃO FUNCIONAL - CONCEITOS E MÉTODOS
REEDUCAÇÃO FUNCIONAL - CONCEITOS E MÉTODOSREEDUCAÇÃO FUNCIONAL - CONCEITOS E MÉTODOS
REEDUCAÇÃO FUNCIONAL - CONCEITOS E MÉTODOS
 
Plasticidade e fisioterapia
Plasticidade e fisioterapiaPlasticidade e fisioterapia
Plasticidade e fisioterapia
 
Coluna cervical
Coluna cervicalColuna cervical
Coluna cervical
 
SLIDES_DE_APOIO_UNIDADE_2_FISIOTERAPIA_NA_SAÚDE_DO_IDOSO.pptx
SLIDES_DE_APOIO_UNIDADE_2_FISIOTERAPIA_NA_SAÚDE_DO_IDOSO.pptxSLIDES_DE_APOIO_UNIDADE_2_FISIOTERAPIA_NA_SAÚDE_DO_IDOSO.pptx
SLIDES_DE_APOIO_UNIDADE_2_FISIOTERAPIA_NA_SAÚDE_DO_IDOSO.pptx
 
Fisioterapia - As Várias Maneiras de Cuidar
Fisioterapia - As Várias Maneiras de CuidarFisioterapia - As Várias Maneiras de Cuidar
Fisioterapia - As Várias Maneiras de Cuidar
 
Hidroterapia na paralisia cerebral
Hidroterapia na paralisia cerebralHidroterapia na paralisia cerebral
Hidroterapia na paralisia cerebral
 
Admin,+08-APLICAÇÃO+DO+KINESIO+TAPING®+ASSOCIADO+À+CINESIOTERAPIA.pdf
Admin,+08-APLICAÇÃO+DO+KINESIO+TAPING®+ASSOCIADO+À+CINESIOTERAPIA.pdfAdmin,+08-APLICAÇÃO+DO+KINESIO+TAPING®+ASSOCIADO+À+CINESIOTERAPIA.pdf
Admin,+08-APLICAÇÃO+DO+KINESIO+TAPING®+ASSOCIADO+À+CINESIOTERAPIA.pdf
 
E.D.F
E.D.FE.D.F
E.D.F
 
Curso de Treinamento Funcional
Curso de Treinamento FuncionalCurso de Treinamento Funcional
Curso de Treinamento Funcional
 
Sinais e sintomas neurológicos aula2 ps
Sinais e sintomas neurológicos aula2 psSinais e sintomas neurológicos aula2 ps
Sinais e sintomas neurológicos aula2 ps
 
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de ArtigoDistrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
 
Coluna lombar
Coluna lombarColuna lombar
Coluna lombar
 
Avaliação da coluna lombar
Avaliação da coluna lombarAvaliação da coluna lombar
Avaliação da coluna lombar
 
Centro de fisioterapia
Centro de fisioterapiaCentro de fisioterapia
Centro de fisioterapia
 
Divulgação eneft 2013
Divulgação eneft 2013Divulgação eneft 2013
Divulgação eneft 2013
 
364411401 livro-cinesioterapia
364411401 livro-cinesioterapia364411401 livro-cinesioterapia
364411401 livro-cinesioterapia
 
Articulação de quadril
Articulação de quadrilArticulação de quadril
Articulação de quadril
 
Escala de fugl meyer (brasil)
Escala de fugl meyer (brasil)Escala de fugl meyer (brasil)
Escala de fugl meyer (brasil)
 
Reabilitação do Idoso
Reabilitação do IdosoReabilitação do Idoso
Reabilitação do Idoso
 
Abordagem corporal para idosos
Abordagem corporal para idososAbordagem corporal para idosos
Abordagem corporal para idosos
 

Mais de Universidade Federal de Sergipe - UFS

REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 

Mais de Universidade Federal de Sergipe - UFS (20)

REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V25_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
 
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 - Artigo_Bioterra_V24_...
 

Artigo bioterra v16_n1_10

  • 1. REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 Volume 16 - Número 1 - 1º Semestre 2016 A EFICÁCIA DA EQUOTERAPIA NA DISFUNÇÃO DO EQUILÍBRIO DE UMA PACIENTE COM SÍNDROME ORO FÁCIA DIGITAL TIPO I Bianca da Rosa Albuquerque¹, Gabriela Souza de Borba¹, Jéssica Oliveira Anunciação¹, Mirelle de Oliveira Saes², Victor Edgar Pitzer Neto³ RESUMO A Síndrome Oro Fácia Digital tipo 1 (SOFD1) faz parte de um grupo de desordens que causam malformações orais, faciais, cerebrais e anomalias digitais. O cerebelo é responsável pela mediação do controle motor por meio de reflexos posturais e anormalidades neste órgão geram transtornos à manutenção da postura, sinergismo e adaptação imediata às mudanças de tensão muscular. A equoterapia por meio do movimento tridimensional do cavalo desencadeia reorganização biomecânica, ativação sensório motoras. O objetivo do estudo foi analisar a eficácia da equoterapia no equilíbrio de uma paciente portadora da SOFD1. Para tanto foram realizadas 15 sessões de equoterapia, com duração de 50 minutos. Foram utilizados a Escala de Tinetti e o Gross Motor Function Measure 66 (GMFM-66), aplicados antes e após o tratamento. Nos resultados observamos melhora significativa no equilíbrio de 31,2% (p<0,02) e 8,3% na marcha após a realização da equoterapia, na função motora grossa houve melhora em todos os itens do protocolo GMFM- 66, com melhora significativa no item andar, correr e pular que passou de 34,7% para 71% (p<0,001). Neste sentido, podemos observar que este método terapêutico é eficaz no ganho de coordenação motora grossa, equilíbrio e marcha, e que pode ser um auxiliar no tratamento das patologias relacionadas a distúrbios cerebelares. Palavras-chave: Equoterapia, Equilíbrio, Coordenação Motora, Síndrome Oro Fácia Digital. RIDING HORSE THERAPY EFFICIENCY IN EQUILIBRIUM OF A PATIENT WITH ORAL FACIAL DIGITAL SYNDROME TYPE I ABSTRACT Oro facia Digital Syndrome Type 1 (SOFD1) is part of a group of disorders that cause oral malformations, facial, brain and digital anomalies. The cerebellum is responsible for mediating the motor control by means of postural reflexes and abnormalities in this organ disorders generate the posture maintenance, synergism and immediate adaptation to changes in muscle tension. The riding therapy through horse-dimensional movement triggers reorganization biomechanics, motor sensory activation. The aim of the study was to analyze the effectiveness of hippotherapy in the balance of a patient's SOFD1. Therefore, we performed 15 sessions of hippotherapy, lasting 50 minutes. They were used to Tinetti Scale and the Gross Motor Function Measure 66 (GMFM-66) applied before and after treatment. The results observed significant improvement in the balance of 31.2% (p <0.02) and 8.3% in march after the completion of hippotherapy in gross motor function had improved in all items of the GMFM-66 protocol, with improvement significant item in walking, running and jumping which rose from 34.7% to 71% (p <0.001). In this sense, we can see that this method is effective in the therapeutic gain of gross motor coordination, balance and gait, which may be an aid in the treatment of pathologies related to cerebellar disorders. Keywords: Riding horse therapy, Equilibrium Motor Coordination, Oral Facial Digital Syndrome. 79
  • 2. 1 INTRODUÇÃO A Síndrome Oro Fácia Digital (SOFD) é uma patologia do subgrupo das displasias ectodérmicas, a qual é caracterizada por anomalias congênitas ocorridas durante a histogênese e organogênese celular. Desta forma ela compõe um grupo heterogêneo de doenças que apresentam desordens decorrentes da má formação dos tecidos embrionários (Freire-Maia et al., 2003). As displasias ectodérmicas vem sendo descritas desde 1954, contudo a SOFD1 é a mais comum delas, e se caracteriza pelas malformações orais, faciais, cerebrais e anomalias digitais (Romio et. al, 2004; Orstavick et. al, 1992). A ocorrência da SOFD pode variar de 1:50-250.000 nascidos vivos. O diagnóstico é realizado clinicamente, geralmente logo ao nascer, pois a criança apresenta características faciais atípicas. Em alguns casos esta condição é determinada posteriormente quando a criança ou adulto desenvolve doença renal (Ferrante et. al, 2009; Franco et. al, 2010). Além disso, a SOFD também é caracterizada por má formação cerebelar. O cerebelo, por sua vez, é responsável pela mediação do controle motor por meio de reflexos posturais, emitidos pelo sistema vestibular e qualquer anormalidade neste órgão gera transtornos à capacidade de adaptação imediata às mudanças de tensão muscular (Guyton, 2009). O equilíbrio pode ser definido como a habilidade de se opor à força exercida pela ação da gravidade sempre que houver alguma variação da postura, que por consequência irá provocar alteração no centro de gravidade corporal sobre a base de sustentação (Hall & Brody, 2009). Entretanto, a capacidade de manutenção da postura apropriada exige a interação entre os sistemas sensorial, biomecânico e motor, o que torna possível o desempenho de movimentos sequenciais, combinados e ajustados. Em resposta a isso, a atividade muscular ocorre com sinergismo, possibilitando a harmonia dos movimentos e a obtenção de uma postura firme durante diferentes posições. Dessa maneira, o equilíbrio depende da perfeita coordenação realizada pelo cerebelo (Deliberato, 2007; Cohen, 2001; Hall & Brody, 2009). A equoterapia utiliza o cavalo como instrumento cinesioterapêutico em virtude dos movimentos tridimensionais simétricos, simultâneos transmitidos para o cavaleiro durante a montaria ao passo tem como maior benefício sua andadura ao passo. Estes movimentos desencadeiam no paciente constantes deslocamentos corporais, exigindo do praticante contínuas regulações tônicas, recuperação e adaptação do equilíbrio postural para que se mantenha sobre a base de sustentação. (Sanches & Vasconcelos, 2010; Pierobon & Galetti, 2008; Galvão et. al, 2010). A prática deste método terapêutico traz ao praticante inúmeros benefícios, além dos ganhos sensório motores, há também os psicossociais, adquiridos através da motivação, impulsionando o paciente a romper suas barreiras, levando-o a aumentar sua concentração. Além disso, durante o atendimento, os comandos dados pelo terapeuta são em grande parte verbais, o que gera maior participação e interação entre o praticante, o cavalo e o meio externo (Medeiros & Dias, 2003). Neste sentido, o presente estudo tem o objetivo de analisar a eficácia da equoterapia no equilíbrio, marcha e coordenação motora grossa de uma paciente portadora da SOFD1. 2 MATERIAIS E MÉTODOS A presente pesquisa caracteriza-se por um estudo de caso, isto é, com ênfase na análise de um caso peculiar relativo a uma categoria de um grupo de condição rara. A paciente participou voluntariamente do estudo, sendo que, antes da intervenção a criança não realizava nenhum tipo de tratamento fisioterapêutico. Após os devidos esclarecimentos o responsável pela paciente assinou o termo de Consentimento Livre e Esclarecido, o qual explicava os procedimentos a serem realizados e seus objetivos. A paciente foi submetida a uma avaliação clínica onde foram coletados dados
  • 3. gerais, físicos e específicos, por meio dos protocolos a seguir: - Ficha de avaliação das características sociodemográficas; - Escala de Equilíbrio e Marcha de Tinetti: Consiste em avaliar a independência motora a partir do equilíbrio e marcha. A escala avalia itens da marcha como: simetria, velocidade, distância do passo e o equilíbrio estático e dinâmico. O escore varia de zero a um ou de zero a dois, sendo um escore baixo indicativo de déficit de habilidade física. O escore geral é o somatório da pontuação do teste de marcha e do teste de equilíbrio (Silva et al. 2008); - Gross Motor Function Measure 66 (GMFM): A escala possui cinco dimensões, avaliando o individuo e sua atividade funcional. Para cada item é atribuído uma nota de zero a três. Para determinar o escore total do GMFM é feita uma soma dos escores de cada item em cada dimensão, e então, o percentual atribuído é comparado ao escore máximo que pode ser atingido. O escore geral é obtido através das médias entre as porcentagens atingidas em cada dimensão (Nunes, 2008). Estes instrumentos foram aplicados pré e pós- tratamento (exceto a ficha de avaliação) por um avaliador externo, sem vínculo com o tratamento realizado. Após a primeira avaliação foram iniciados os atendimentos no Centro de Equoterapia da APAE- Pelotas/RS. O tratamento constituiu de 15 sessões, divididas em três atendimentos semanais, com duração de 50 minutos (30 minutos em montaria). Os atendimentos foram realizados ao ar livre e em solo gramado. O cavalo, especificamente treinado para este tipo de atendimento, foi conduzido por um auxiliar guia, com sua andadura ao passo. Este possui uma baixa frequência, ou seja, um comprimento de passo longo onde sua pegada ultrapassa a marca da pegada anterior, caracterizando o transpistar. A encilha utilizada para o atendimento foi escolhida de modo a proporcionar ao praticante um melhor aproveitamento dos estímulos sequenciais e simultâneos transmitidos por essa andadura. Desta forma, foram utilizados: Manta, cilhão com alça baixa e estribos abertos. 3 PROTOCOLO DE ATENDIMENTO A paciente chegava ao Centro de Equoterapia, era recepcionada e conduzida até o picadeiro pelas pesquisadoras, onde o animal já estava à espera seguro pelo auxiliar guia. Os primeiros 20 minutos de atendimento eram destinados às atividades de aproximação e estímulo da coordenação motora através do contato entre a criança e o cavalo, a praticante alimentava e escovava o animal em diversas direções, estreitando assim o vínculo e criando uma relação de confiança. A seguir, a paciente era levada por uma das pesquisadoras até a rampa externa, localizada ao lado da área de atendimento, onde recebia auxílio para montar no cavalo, permanecendo na posição sem auxílio, segurando no cilhão e com os pés apoiados nos estribo. Ao completar a primeira volta dava-se início aos exercícios. Realizava-se uma sequência que constituía em: elevar os membros superiores (MMSS) acima da cabeça, abduzir os MMSS na altura dos ombros, colocar as mãos na cintura, estender MMSS apoiando-os na anca do cavalo, e com auxílio das pesquisadoras era realizado o decúbito dorsal sobre a anca e a garupa. Após, todas as posturas eram repetidas sem o apoio dos pés nos estribos. Cada postura era mantida durante 1 minuto e 30 segundos, tempo utilizado para realizar uma volta completa no picadeiro. Por fim, era realizado o volteio terapêutico sobre o cavalo, consistindo na transferência entre quatro posturas: Iniciando pela posição de montaria, passando para a lateral esquerda em seguida, para a de montaria invertida, depois lateral direita e retornando a posição inicial. Os exercícios propostos tinham como objetivo o estímulo da afetividade pelo contato com o animal, desenvolvimento das relações interpessoais, melhora da coordenação motora, equilíbrio, consciência corporal, alongamento, flexibilidade e fortalecimento muscular. 4 RESULTADOS O estudo foi realizado com um praticante da cor branca, do sexo feminino, com 11 anos de idade, com diagnóstico de Síndrome Oro Fácia Digital Tipo I, com displasia cerebelar e hipotônica.
  • 4. Depois da análise dos dados da Escala de Equilíbrio e Marcha de Tinetti verificou-se um aumento de 20,3% na pontuação do escore total após o tratamento proposto. Observou-se melhora significativa no teste de equilíbrio um aumento de 31,2% (p<0,02) entre os escores de pré e pós- atendimento, enquanto no teste de marcha o ganho foi de 8,3% (p<0,32) em relação à avaliação pré-atendimento. Estes dados estão descritos na Tabela 1. Tabela I: Resultado do teste de tinetti Pré Pós Valor p Equilíbrio 56,2 % 87,5% 0,025* Marcha 58,3% 66,6% 0,327 Escore Total 57,2% 77,5% 0,120 Valor de p<0,05* Na reavaliação do GMFM-66 verificou-se um acréscimo de 11,1% na média final entre os escores de pré e pós-atendimento, sendo que, as principais alterações foram observadas na dimensão E, onde o percentual foi de 36,3% de ganhos. De maneira geral, após analisar os resultados, cabe destacar o aumento da independência da paciente, que deixou de utilizar dispositivos auxiliares e os MMSS para realização de tarefas simples como sentar, levantar e agachar. Os dados relatados estão dispostos na Tabela 2. Dimensões Pré Pós Valor de p* A- Deitar e Rolar 100% 100% *** B-Sentar 95,5% 100% 0,157 C- Engatinha, Ajoelhar 80% 90% 0,083 D-Em Pé 56,4% 64,1% 0,374 E-Andar, Correr e Pular 34,7% 71% <0,001 Escore Total 73,3% 85% 0,056 5 DISCUSSÕES A partir dos resultados pré-atendimento confirmou-se que após a intervenção com equoterapia ocorreu um aumento no escore total pós-atendimento, apresentando na Escala de Tinetti uma variação de 20,3% e no GMFM 11,1%. Conforme verificado na reavaliação da Escala de equilíbrio e marcha de Tinetti, a paciente apresentou no escore total uma evolução de seus resultados. O mesmo foi observado por Sanches, S e Vasconcelos, L (2010) em um estudo de caso com o objetivo de avaliar o efeito do tratamento por equoterapia, cujo paciente também apresentou melhora na transferência da posição ortostática para sentada e um aumento na reação de estímulo mecânico externo, reduzindo assim seu desequilíbrio. Com base no movimento tridimensional do cavalo ao passo, descrito por Medeiros, M e Dias, E. (2002) é gerada uma série de movimentos sequenciados e simultâneos transmitidos ao praticante montado. Estes geram deslocamento do centro gravitacionário fazendo com que o praticante realize diversos reajustes posturais, estimule a força muscular, consciência corporal, coordenação motora e a consequente melhora do equilíbrio, o que justifica os ganhos de equilíbrio e marcha encontrados neste estudo. Os resultados desta pesquisa corroboram com os achados de Aquino (2007), o qual também utilizou o GMFM-66 para avaliar equilíbrio em pacientes com paralisia cerebral verificou uma significativa melhora na dimensão E. Palácio et al., (2008) em seu estudo de caso demonstram achados semelhantes aos deste estudo. Na dimensão E do GMFM-66 descreveram melhora nas funções dinâmicas como coordenação, equilíbrio e execução de movimentos, exatamente os mesmos quesitos observados nesta pesquisa, o que nos leva a crer que este aumento quantitativo nos resultados do teste de coordenação se deve ao programa de intervenção fisioterapêutica com equoterapia. Acredita-se que os resultados do GMFM-66 obtidos no pós-atendimento foram proporcionados devido ao aprendizado motor coordenado. Tendo em vista que este se relaciona diretamente ao equilíbrio, tônus muscular e alinhamento corporal, percebido na dimensão E do teste, no qual foi avaliado o andar, correr e pular, atividades que exigem uma maior coordenação motora. 6 CONCLUSÕES Nossos resultados demonstram que a equoterapia pode ser um terapêutico de reabilitação eficaz para os distúrbios do
  • 5. equilíbrio e coordenação motora causados pela SOFD1, e por outras doenças que desencadeiam sintomatologia semelhante. Contudo, para comprovar sua validade ainda são necessários mais estudos com desfechos semelhantes e amostras representativas, para que os resultados possam ser extrapolados para a população. Na literatura pesquisada verificou-se um grande número de estudos relacionados ao equilíbrio, coordenação motora e equoterapia, porém, há uma escassez de artigos e publicações relacionados aos distúrbios neurológicos e musculoesqueléticos causados pela SOFD1, e possíveis meios terapêuticos. Neste sentido, esta pesquisa é relevante, devido a escassez de pesquisas com esta população. Além disso, salienta-se a necessidade de novas pesquisas com pacientes com SOFD1, devido a lacuna presente na literatura, conforme relatado anteriormente. Contudo, podemos concluir que a equoterapia deve ser inserido no tratamento de pacientes com distúrbios de equilíbrio e marcha, por se tratar de um método terapêutico auxiliar a fisioterapia convencional. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDE-BRASIL – Associação Nacional de Equoterapia. Sociedade Civil de caráter filantrópico. Disponível em: <http://www.equoterapia.org.br>. Acesso em 10 mar. 2015. AQUINO, F. Avaliação dos padrões de marcha e postura corporal dos praticantes de equoterapia com paralisia cerebral. Disponível em: <http://sare.unianhanguera.edu.br>. Acesso em: 25 jan. 2015. COHEN, HELEN. Neurociência para Fisioterapeutas: incluindo correlações clínicas. São Paulo: Manole, 2001. DELIBERATO, PAULO. Exercícios Terapêuticos: Guia Teórico para Estudantes e Profissionais. São Paulo: Manole, 2007. FERRANTE, M; ROMIO, L; CASTRO, S; COLLINS, J, GOULDING, D, STEMPLE, D; WOOLF, A; WILSON, S. Oxford Journals Humam Molecular Genetics, v. 18, n. 2, p. 289- 303, 2009. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PM C2638777/>. Acesso em: 14 jan. 2015. FRANCO, B; FERREIRA, D; GUIMARÃES, I; TORIELLO, H. Bookshelf: Oral-Facial-Digital Syndrome Type I. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK1188 />. Acesso em: 11 dez. 2014. FREIRE-MAIA, 2003. Livro online – Displasias Ectodérmicas. VISINONI, A; COSTA, T; MAIA, D; BARUEL, P; MAIA, E; PAGNAN, N; SOUZA, R. Disponível em: <http://www.displasias.ufpr.br/principal/links.ht ml>. Acesso em: 15 dez. 2014. GALVÃO, A; SUTANI, J; PIRES, M; PRADA, S; CORDEIRO, T. Estudo de caso: A equoterapia no tratamento de um paciente adulto portador de ataxia cerebelar. Revista de Neurociências, São Paulo, v. 18, n. 3, p. 353- 358, 2010. GUYTON, ARTHUR. Fisiologia Humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. HALL, CARRIE; BRODY, LORI. Exercício Terapêutico – Na Busca da Função. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. MEDEIROS, Mylena e DIAS, Emília. Distúrbios da Aprendizagem – A Equoterapia na otimização do ambiente terapêutico. Rio de janeiro: Revinter, 2003. MEDEIROS, Mylena e DIAS, Emília. Equoterapia – Bases e Fundamentos. Rio de Janeiro: 2002 NUNES, L. C. B. G. Tradução e validação de instrumentos de avaliação motora e qualidade de vida em paralisia cerebral. 2008. 267f. Dissertação (Doutorado em Engenharia Elétrica), Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação. Campinas, 2008. ORSTAVIK, K; FINNANGER, A; HELLUM, C; GJESSING, E. Orofaciodigital syndrome type I in a girl with unilateral tibial pseudarthrosis. Journal of Medical Genetics, v. 29, p. 827-830, 1992. Disponível em:
  • 6. <http://jmg.bmj.com/content/29/11/827.abstract >. Acesso em: 19 nov. 2014 PALÁCIO, S; FERDINADE, A; GNOATTO, F. Análise do desenvolvimento motor de uma criança com hemiparesia espástica pré e pós- tratamento fisioterapêutico: Estudo de caso. Ciência Cuidado e Saúde v. 7, p. 127-131. Disponível em: <http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/CiencC uidSaude>. Acesso em: 18 maio. 2015. PIEROBON, J; GALETTI, F. Estímulos sensório-motores proporcionados ao praticante de equoterapia pelo cavalo ao passo durante a montaria. Ensaios e Ciência, Brasil, v. 12, n. 2, p. 63-80, 2008. Disponível em: <http://www.sare.anhanguera.com/index.php/re nsc/article/view/427/422>. Acesso em: 16 dez. 2014. ROMIO, L; FRY, A; WINYARD, P; MALCOLM, S; WOOLF, A; FEATHER, S. OFD1 Is a Centrosomal/Basal Body Protein Expressed during Mesenchymal-Epithelial Transition in Human Nephrogenesis. Journal of the American Society of Nephrology, v. 15, n. 10, p. 2556-2568, 2004. Disponível em: <http://jasn.asnjournals.org/content/15/10/2556. abstract>. Acesso em: 16 fev. 2015. SANCHES, S; VASCONCELOS, L. Equoterapia na reabilitação da meningoencefalocele: estudo de caso. Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, v. 17, n. 4, dez. 2010. Disponível em: <http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?s cript=sci_arttext&pid=S1809- 29502010000400014&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 20 fev. 2015. SILVA, A; ALMEIDA, G; CASSILHAS, R; COHEN, M; PECCIN, M; TUFIK, MELLO, M. Equilíbrio, coordenação e agilidade de idosos submetidos à prática de exercícios físicos resistidos. Revista Brasi-leira de Medicina do Esporte [online]. 2008, vol.14, n.2, pp. 88-93. ISSN 1517-8692. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S1517- 86922008000200001>. Acesso em 22 dez. 2014. SILVEIRA, M. M.; WIBELINGER, L. M., Reeducação da Postura com a Equoterapia, RevNeurocienc, 19 (3): p. 519-524, 2011. SOARES, D; OTONE, G; FAICO, M. Equoterapia Teoria e Prática. Caratinga: Fumec,2011 TRALDI, Maria e DIAS, Reinaldo. Monografia Passo a Passo. Campinas: Alínea, 2008. ______________________________________ [1] Fisioterapeutas formados pela Faculdade Anhanguera do Rio Grande/RS. [2] Fisioterapeuta do Centro de Equoterapia APAE-Pelotas, professor do Curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera do Rio Grande/RS e Pelotas/RS. [3] Fisioterapeuta, Professora do Curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera de Pelotas, doutoranda do Programa de Pós- Graduação em Ciências da Saúde – FURG. 84