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  1. 1. REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 94 Volume 14 - Número 1 - 1º Semestre 2014 SCREENING FITOQUIMÍCO DO EXTRATO BRUTO ETANÓLICO DA ESPÉCIE VEGETAL Portulaca pilosa L. Suelen da Silva Santos1, Ana Luzia Ferreira Farias2, Ryan da Silva Ramos3, Sheylla Susan Moreira da Silva de Almeida4 RESUMO Durante toda a evolução da humanidade, o homem sempre demonstrou a sua aproximação e interesse pela natureza e os recursos que esta oferece. Assim, a fitoterapia é encarada como opção na busca de soluções terapêuticas, utilizada principalmente pela população de baixa renda, já que se trata de uma alternativa eficiente e barata, e culturalmente defendida onde tem o estudo fitoquímico como uma técnica rápida e eficaz na identificação qualitativa dos metabólitos secundários. O presente estudo teve como objetivo realizar o estudo fitoquímico das folhas da espécie Portulaca pilosa L., conhecida popularmente como “amor crescido”. A metodologia de identificação seguiu os métodos clássicos baseados em coloração e precipitação após adição de reagentes específicos. Obtendo como resultado a identificação dos seguintes metabólitos secundários: depsídeos e depsidonas, fenóis e taninos, açúcares redutores, ácidos orgânicos, esteroides e triperpenoides, os quais apresentam diversas atividades biológicas. Palavras-chave: Portulaca pilosa L., fitoquímica, metabólitos secundários. PHYTOCHEMICAL SCREENING OF THE CRUDE EXTRACT ETHANOLIC PLANT SPECIES Portulaca pilosa L. ABSTRACT Throughout the evolution of humanity, man has demonstrated his approach and interest in nature and the features it offers. Thus, herbal medicine is considered as an option in the search for therapeutic solutions, used mainly by low-income population, since it is an efficient and inexpensive alternative and culturally and has defended the phytochemical study as a rapid and effective technique for quantitative identification of secondary metabolites. This study aims to perform the phytochemical study of the leaves of the species Portulaca pilosa L., popularly known as "amor crescido." The methodology followed the classical identification methods based on coloration and precipitation after addition of specific reagents.Getting results in the identification of secondary metabolites following: depsideos and depsidonas, phenols and tannins, reducing sugars, organic acids, steroids and triperpenóides, which exhibit various biological activities that are reported by the population. Keywords: Portulaca pilosa L., phytochemistry, secondary metabolites.
  2. 2. 95 INTRODUÇÃO O Homem primitivo sempre buscou na natureza as soluções para os diversos males que o assolava, fossem esses de ordem espiritual ou física. Aos feiticeiros, considerados intermediários entre os homens e os Deuses cabiam a tarefa de curar os doentes, unindo-se, desse modo, magia e religião ao saber empírico das práticas de saúde, a exemplo do emprego de plantas medicinais. A era Antiga inaugurou outro enfoque, quando, a partir do pensamento hipocrático, que estabelecia relação entre ambiente e estilo de vida das pessoas, os processos de cura deixaram de ser vistos apenas como enfoque espiritual e místico (ALVIM, 2006). O conhecimento sobre plantas medicinais simboliza muitas vezes o único recurso terapêutico de muitas comunidades e grupos étnicos (TRESVENZOL, 2006). A medicina popular exerce um importante papel na atenção primária à saúde, principalmente em países em que a população não tem grande acesso a medicamentos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, mesmo com os avanços alcançados nos últimos 30 anos no que se refere às políticas públicas, uma grande parte da população ainda não tem acesso regular aos serviços de saúde convencional essenciais, principalmente em países considerados de menor desenvolvimento (CARVALHO, 2011). O Brasil detém a maior diversidade biológica do mundo, contando com uma rica flora, despertando o interesse de comunidades científicas internacionais para o estudo, conservação e utilização racional destes recursos. Deste modo, o estudo dos usos das plantas medicinais deve levar em consideração o contexto social e cultural no qual estes usos são “encaixados” (SOUZA, 2006). Esses fatos justificam os estudos fitoquímicos, por ter o objetivo de conhecer os constituintes químicos de espécies vegetais ou avaliar a sua presença. Sendo que, quando não se dispõe de estudos químicos sobre espécies de interesse, a análise fitoquímica preliminar pode indicar os grupos de metabólitos secundários relevantes (FALKERNBERG, 2010), responsáveis pela sua atividade biológica ou farmacológica. A espécie vegetal Portulaca pilosa L. conhecida popularmente como “amor crescido” pertence à família Portulacaceae, que inclui cerca de 30 gêneros e 500 espécies, que se distribuem principalmente no Oeste da América do Norte, América do Sul e África, com alguns poucos representantes na Europa e Ásia; dentre os gêneros mais representativos está o Portulaca com cerca de 100 espécies, tais quais 13 já foram identificadas no Brasil, com ampla distribuição, ocorrendo em todas as regiões, porém com maior concentração e diversidade nas regiões nordeste e sudeste, especialmente nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo (COELHOM, 2010). O gênero Portulaca foi listado como um gênero de plantas que contêm oxalatos e tem um teor de ácido oxálico relatados de até 9%. Estas plantas também contêm alcaloides, cumarinas, flavonóides e glicosídeos de antraquinona (OBIED, 2003). Do gênero Portulaca L., a espécie mais pesquisada é a Portulaca olireace L. a qual é utilizada amplamente pela medicina chinesa (XIN, 2001; GARTI, 1999; MALEK, 2004; COSTA, 2007; CHEN, 2009), sendo conhecida no folclore chinês como “vegetais para uma longa vida” (CHEN, 2003; CHEN, 2009; XU; YU; CHEN, 2006), isto devido as suas propriedades biológicas e farmacológicas comprovadas como: antidiabética (XIN, 2001; EL-SAYED, 2011), efeitos broncodilatadores (MALEK, 2004; CHEN, 2009; OLIVEIRA, 2009), cicatrização de feridas e atividades anti-inflamatória (WANYIN, 2001). Sendo que os metabólitos secundários responsáveis pela atividade alegada são principalmente alcalóides (XIANG, 2005), flavonóides (XU; YU; CHEN, 2006) e óleos voláteis (ZHU, 2010). A P. pilosa L. é uma planta herbácea com folhas carnosas e flores vermelhas em cachos terminais, sendo comum nas Américas (COELHOM, 2010; MENDES, 2011). Segundo a medicina popular a espécie é empregada no uso medicinal contra diarreia, úlcera, gastrite, febre, dor de estômago, problemas de fígado, erisipela (esipla), ferimentos (limpeza, desinfetar e cicatrizar), queimaduras e como diurético (SILVA, 2002; MENDES, 2011).
  3. 3. 96 Sendo assim, este estudo teve como objetivo, realizar análise fitoquímica qualitativa das folhas da espécie vegetal P. pilosa L., buscando identificar os principais grupos metabólicos secundários presentes na mesma, os quais são responsáveis pela atividade alegada pela população, realizando uma abordagem simples sobre cada um. MATERIAIS E MÉTODOS Coleta e preparo do material vegetal A coleta do material vegetal foi realizada na feira do agricultor, localizada no bairro do Buritizal em Macapá-AP, representando a primeira etapa da investigação. O material vegetal limpo foi seco em estufa de circulação de ar, em uma temperatura de 45ºC, logo em seguida este material vegetal foi moído em moinho elétrico. Obtenção do extrato bruto etanólico. Para o processo de extração foi utilizado como solvente o etanol, utilizando, aproximadamente, 21g de material vegetal seco e moído e 750 mL de etanol. Sendo aplicado o método de extração à quente sob refluxo, em uma temperatura de 45 °C por 45 minutos, após o termino o extrato foi filtrado (ressalta-se que o processo foi repedido por mais 3 vezes) e em rota evaporador foi eliminado o solvente, obtendo-se assim 0,35g de extrato bruto etanólico, que foi utilizado para a pesquisa de metabólitos secundários. Análise fitoquímica Do extrato bruto etanólico foi realizada a prospecção fitoquímica preliminar segundo método descrito na literatura (BARBOSA, 2004), com algumas adaptações, para os seguintes metabólitos: saponinas espumídica, ácidos orgânicos, açucares redutores, polissacarídeos, fenóis e taninos, flavonóides, alcaloides, esteroides, triterpenoides, depsídios e depsidonas e antraquinonas. Identificação de saponina espumídica: dissolveu-se de 3 a 4 mg do material vegetal seco em 5 mL de água destilada. Em seguida, a solução foi diluída para 15 mL e agitou-se vigorosamente durante 2 min. em tubo fechado. O aparecimento de uma camada de espuma permanente por mais de meia hora, indica resultado positivo. Identificação de açúcares redutores: dissolveu-se algumas de 3 a 4 mg do extrato seco em 5 mL de água destilada, a solução mãe foi filtrada com algodão, transferindo 2 mL do filtrado para um tubo de ensaio, e adicionou-se gotas de reativo de Pascová, sendo 9 gotas de reativo de Pascová A e 1 de reativo de Pascová B. A descoloração do reativo, quando comparado comparando com a solução teste (água destilada + reativos) revela reação positiva. Identificação de açúcares redutores: dissolveu-se de 3 a 4 mg do extrato seco em 5 mL de água destilada. A solução foi filtrada, utilizando algodão, ao filtrado foi adicionado 2 mL de reativo de Fehling A e 2 mL de reativo de Fehling B, em seguida aquece-se em banho-maria em ebulição durante 5 min. O aparecimento de um precipitado vermelho indica uma reação positiva. Identificação de polissacarídeos: dissolveu-se 3 a 4 mg do extrato seco em 5 mL de água destilada. Adicionou duas gotas de lugol. O aparecimento de coloração azul indica resultado positivo. Identificação de fenóis e taninos: dissolveu-se de 3 a 4 mg de extrato seco em 5 mL de água destilada, filtrou-se e adicionou-se 2 gotas de solução alcoólica de FeCl3 (cloreto férrico) a 1%. Qualquer mudança na coloração ou formação de precipitado é indicado de reação positiva quando comparada com o teste em branco (água destilada + solução de FeCl3). Identificação de flavonóides: dissolveu-se algumas 3 a 4 mg de extrato seco, em 10 mL de metanol. A solução foi filtrada e adicionou-se 5 gotas de HCl (ácido clorídrico) concentrado e 4 raspas de magnésio. O surgimento de coloração rósea indica reação positiva. Identificação de alcaloides: dissolveu-se de 3 a 4 mg do extrato seco em 5 mL de solução de HCl à 5%. Após a solubilização a solução foi filtrada, separou-se 3 porções de 1 mL em tubos de
  4. 4. 97 ensaios, adicionou-se 5 gotas dos reativos abaixo: · Reativo de Bouchatdat, resultado positivo: precipitado laranja avermelhado. · Reativo de Dragendorff, resultado positivo: precipitado de vermelho tijolo. · Reativo de Mayer, resultado positivo: precipitado branco. Identificação de esteroides e triterpenoides: dissolveu-se de 3 a 4 mg do extrato seco em 10 mL de clorofórmio. A solução foi filtrada e transferida para um tubo de ensaio completamente seco. Adicionou-se 1 mL de anidrido acético e agitou-se suavemente, em seguida, adicionou-se cuidadosamente, 3 gotas de H2SO4 (ácido sulfúrico) concentrado e agitou-se suavemente. O rápido desenvolvimento de cores que vão do azul evanescente ao verde persistente indicam resultado positivo. Identificação de depsídeos e depsidonas: dissolveu-se de 3 a 4 mg do extrato seco em 5 mL de éter etílico, filtrou-se a solução e a mesma foi evaporada em banho-maria. Ao resíduo foi adicionado 3 mL de metanol. Agitou-se e adicionou-se 3 gotas de solução de FeCl3 à 1%. O aparecimento de coloração verde, azul ou cinza, indica reação positiva. Identificação de antraquinonas: dissolveu-se de 3 a 4 mg do extrato seco em 5 mL de tolueno. Filtrou-se com algodão e adicionou-se 2 mL de solução de NH4OH à 10% e agitou-se suavemente. O aparecimento de coloração rósea, vermelha ou violeta na fase aquosa, indica reação positiva. RESULTADOS E DISCUSSÕES Rendimento do extrato A partir da obtenção do material vegetal, após passar pelo processo de secagem, foram utilizados aproximadamente 21 g do mesmo para obtenção do extrato bruto, sendo que neste foram feitas 4 extrações consecutivas com 750 mL de etanol cada, após filtrado, o extrato foi submetido ao processo de condensação em rotaevaporador, obtendo-se de extrato bruto 4,64 g, onde 0,35 g foram utilizados para o estudo fitoquímico, restando 4,29 g, que serão utilizados em outras análises. Resultado das análises fitoquímicas Por meio das análises fitoquímicas preliminares foi possível detectar na espécie vegetal a presença de algumas classes de metabólitos secundários, tais como ácidos orgânicos, fenóis e taninos, esteroides e triterpenoides, depsídeos e depsidonas e a presença de saponina espumídica, como pode ser observado na Tabela 01. Sendo que cada metabólito citado contribui para as atividades alegadas pela população, possuindo finalidade terapêutica. Tabela 1 – Resultados da análise fitoquímica preliminar Classes de metabólitos secundários Presente Ausente Saponinas Espumídica X Ácidos Orgânicos X Açúcares redutores X Alcalóides X Flavonóides X Fenóis e taninos X Esteróides e triterpenóides X Antraquinonas X Polissacarídeos X Depsídeos e depsidonas X Segundo Santos e Melo (2010) plantas ricas em taninos são empregadas na medicina tradicional contra diversas moléstias, tais como diarreia, hipertensão arterial, reumatismo, hemorragias, feridas, queimaduras, problemas estomacais (azia, náuseas, gastrite e úlceras), problemas renais e processos inflamatórios em geral. Estas classes de metabólitos secundários possuem ainda como atividade ação antifúngica
  5. 5. 98 e bactericida, antiviral, moluscida, inibição de enzimas como glicosiltransferases de Streptococcus mutans e Streptococcus sobrimus, além de promover inibição da peroxidação de lipídeos, sequestrador de radicais livres e ação antitumoral (SANTOS, 2010). Os fenóis são classes de metabólitos secundários que apresentam como características fundamentais o fato de serem facilmente oxidáveis, principalmente em meio básico e não serem encontrados na maioria das vezes em estado livre na natureza, mas sobre forma de ésteres ou de heterosídeos, sendo, portanto solúveis em água e em solventes orgânicos polares (CARVALHO, 2010). Por possuírem ação bactericida, são empregadas como anti-sépticos, atuando ainda com função hepato-protetora, porém apresentam o inconveniente de serem tóxicos, por esse motivo são empregados nas indústrias de desinfetantes por apresentarem características ácidas conferindo ação germicida. Segundo Jesus (2010), esta classe de metabólitos secundários possuem ainda ação antioxidantes, antivirais, protegendo contra doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e câncer. Em estudo fitoquímico e antimicrobianos realizados com extratos brutos das folhas de P. pilosa L. evidenciaram que a espécie apresenta ação contra a bactéria Pseudomonas aeruginosa (ATCC 10145) e que esta inibição esta relacionada presença de fenóis e taninos (MENDES, 2011). Outra classe de metabólitos secundários que pode ser identificado foram as Saponinas espumídicas que possuem de forma geral atividade antiviral e anti-inflamatória, possuindo ação sobre as membranas celulares, alterando a sua permeabilidade, ou causando sua destruição, muitas são ainda utilizada com expectorante (SCHENKEL, 2010), sendo ainda consideradas redutoras do colesterol, protegem contra o câncer de próstata e colón de útero (JESUS, 2010). As saponinas são compostos terpênicos que apresentam uma parte lipofílica e outra hidrofílica que determina a propriedade de redução da tensão superficial da água e suas ações detergentes e emulsificantes. Originam soluções espumantes, sendo substâncias de elevada massa molecular e ocorrem em misturas complexas com um número elevado de açúcares ou ainda à presença de diversas agliconas. São de difícil isolamento e elucidação estrutural, no entanto, essas substâncias têm despertado o interesse farmacêutico, como adjuvante em formulações, componentes ativos em drogas vegetais, ou como matéria-prima para a síntese de esteróides. Além disso, são empregadas farmaceuticamente como adjuvante para aumentar a resposta imunológica e atuarem como antiinflamatório (OLIVEIRA, 2009; SCHENKEL, 2010). De forma geral, este metabólito pode está relacionado à atividade antiviral alegada pela população, visto que já existem estudos que comprovam a sua eficácia. Diversas plantas apresentam ácidos orgânicos, que lhes conferem sabor ácido e propriedades farmacêuticas características, como ação laxativa e refrescante, sendo muito utilizada na fitocosmética. Essa substância encontra-se em maior quantidade nos frutos cítricos e ácidos e nas verduras. Tem ação brandamente diurética, antifermentativa, estimulante da respiração celular (JORGE, 2009). Os metabólitos secundários esteróides e triterpenoides são substâncias que já foram identificados em estudos anteriores. Os triterpenoides fazem parte dos grupos dos terpenoides, sendo esta substância considerada um óleo volátil, fazendo parte assim da sua classificação química e biogênese (SIMÕES, 2010). Os terpenóides constituem uma grande variedade de substância de vegetais, sendo que o termo é empregado para designar todas às substâncias cuja origem biossimétrica deriva de unidades do isoperno. Sendo que os compostos terpenicos mais frequentes nos óleos voláteis são os monoterpenos e os sesquiterpenos e os diterpenos (SIMÕES, 2010; LIN, 2012). Os esteróides e triterpenóides apresentam 8 unidade e esqueleto carbônico com 40 carbonos, possuindo atividade biológica importante, principalmente ação carminativa, antiespamódica, cardiovascular, sobre o sistema nervoso, anti-inflamatória, anestésica e antisséptica (SIMÕES, 2010). Depsídeos e depsidonas são grupos de metabólitos secundários que tem sido reconhecido por apresentarem propriedades antioxidantes, antivirais, antitumorais, analgésicas e antipiréticas (MACEDO, 2007). Sendo que os depsídeos são ésteres de duas ou mais unidades de ácidos hidroxibenzóicos e as depsidonas biogeneticamente derivam dos
  6. 6. 99 depsídeos através de acoplamento oxidativo intramolecular (CARRAZZONI, 2003). Apesar da prospecção fítoquímica apresentar resultado negativo quanto presença de flavonóides, alcalóides e antraquinonas estudos realizados anteriormente demonstram que estas classes de metabólitos estão contidas nas plantas contribuindo com sua atividade biológica e farmacológica (OBIED, 2003; MENDES,2011). CONCLUSÃO Nesta pesquisa evidenciou-se através de estudos e das análises fitoquímicas que os metabólitos secundários encontrados na presente espécie, depsídeos e depsidonas, fenóis e taninos, açúcares redutores, ácidos orgânicos e esteróides e triterpenóides, apresentam conformidade com o que é dito pela população, principalmente no que se refere ao seu uso nos casos de queimaduras e cicatrizações feridas, colaborando assim com novas pesquisas nesta área. Sendo que, estudos mais aprofundados em busca dos princípios ativos se faz necessário, para que além da associação das atividades biológicas com as classes de metabólitos secundários presente, pode verificar seus mecanismos de ação e dar embasamento para o uso seguro e correto da espécie vegetal. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVIM, N. A. T. et al., O uso de Plantas Medicinais como recurso terapêuticos: das influências da formação profissional às implicações étnicas e legais de sua aplicabilidade como extensão da prática de cuidar realizada pela enfermagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 14, p. 1-9, 2006. BARBOSA, W. L. R. Apostila de análise fitoquímica. Revista Científica da UFPA. v. 4. 2004. Disponível em: <http://www.ufpa.br/rcientifica> Acesso: 11/12/2011. CARRAZZONI, E. P. Estudo químico de liquens. VIII: isolamento dos constituintes da Cladonia sprucey. Revista de química e tecnologia. v. 2, p. 32-34. 2003. CARVALHO, A. C. B. Plantas medicinais e fitoterápicas: regulação sanitária e propostas de modela de monografia para espécies vegetais oficializadas no Brasil. 2011. 318 f. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Ciência da saúde, Universidade de Brasília. 2011. CARVALHO, J. C. T; GOSMANN, G; SCHENKEL, E. P. Compostos fenólicos e heterosídicos. In: SIMÕES, C. M. et al. (org). Farmacognosia da planta ao medicamento. Florianópolis: Editora da UFRGS, 2010. p. 711- 740. CHEN, C. J. et al. Anti-hypoxic activity of the ethanol estract from Potulaca oleracea in mice. Journal of Ethnopharmacology, v. 124, p. 246- 250. 2009. CHEN, C. J. et al. Determination of noradrenaline and dopamine in Chinese hebal extracts from Portulaca oleracea L. by high-performance liquid hromatography. Journal of Chromatography A, v. 1003, p. 127-132. 2003. COELHOM, A. A. O. P.; GIULIETTI, A. M. O gênero Portulaca L. (potulacaceae) no Brasil. Acta Botânica Brasílica, v. 24, p. 655-670. 2010. COSTA, J. F. O. et al. Anti- leishmanial and immunomodulatory activities of extracts from Portulaca hirsutissima and Portulaca werdermannii. Fitoterapia, v. 78, p. 510-514. 2007. EL-SAYED, M. K. Effects of Portulaca oleracea L. seeds in treatment of type-2 diabetes mellitus patients as adjunctive an alternative therapy. Journal of Ethnopharmacology. v. 137, p. 643-651, 2011. FALKERNBERG, M. B.; SANTOS, R. I.; SIMÕES, C. M. Introdução à análise fitoquímica. In: SIMÕES C. M. et al.; (org). Farmacognosia da Planta ao medicamento. Florianópolis: Editora da UFRGS, 2010. p. 239- 246. GARTI, N. SLAVAN, Y.; ASERIN, A. Surface and emulsification properties of a new gum
  7. 7. 100 extracted from Portulaca oleracea L. Food Hydrocolloids, v. 13, p. 145-155. 1999. JESUS, N. Alimentos utilizados como medicamentos. In: SILVA, P. (org). Farmacologia. Editora Guanabara Koogan, 2010. p. 1240-1242. JORGE, S. S. A. Plantas medicinais: coletânea de saberes. 2009, 85f. Disponível em: <http://www.fazendocerrado.com.br.teste.pdf>. Acesso em: 01/02/2011. LIN, C. Z. et al. Two new abietane diterpenoids from the caulis and Leaves of Callicarpa kochiana. Fitoterapia. v. 83, p. 1-5, 2012. MACEDO, F. M. et al. Triagem fitoquímica do Barbatimão [Stryphnodendron adstringens (Mart) Coville]. Revista Brasileira de Biociência. v. 5, p. 1166-1168. 2007. MALEK, F. et al. Bronchodilatory effect of Portulaca oleracea in airways of asthmatic patients. Journal of Ethnopharmacology, v. 93, p.52-62. 2004. MENDES, L. P. M.; et al. Atividades Antimicrobiana de extratos etanólicos de Peperomia pellucida e Portulaca pilosa. Revista de Ciências Farmacêutica Básica e Aplicada, v. 32, p. 121-125, 2011. OBIED, W. A.; MOHAMOUD, E. N. MOHAMED O. S. A. Portulaca oleracea (purslane): nutritive composition and clinic-pathologica effects on Nubian goats. Small Ruminant Research, v. 48, p. 31-36.2003. OLIVEIRA, A. H. Atividade antimicrobiana e imunológica in vitro dos extratos de Senna reticulata (willd.) Irwin & Barneby (mata-pasto) e Vismia guianensis (Aubi.) (lacre). 2009. 129f Tese (Mestrado) Programa de pós-graduação em ciências farmacêuticas. Faculdade de Ciências Farmacêuticas, UNESP, Araraquara – SP. 2009. OLIVEIRA, I. et al. Phytochemical characterization and radical scavenging activity of Portulaca oleracea L. leaves and stems. Microchemical Journal. v. 92, p. 129-134, 2009. SANTOS, S. C.; MELLO, J. C P. Taninos. In: SIMÕES, C. M. et al (org). Farmacognosia da planta ao medicamento. Florianópolis: Editora da UFRGS, 2010. p. 615-656. SCHENKEL, E. P; GOSMANN, G; ATHAYDE, M. L. Saponinas. In: SIMÕES, C. M. et al. (org). Farmacognosia da planta ao medicamento. Florianópolis: Editora da UFRGS, 2010. p. 711-740. SILVA, R. B. L. A Etnobotânica de plantas medicinais da comunidade quilombola de Curiaú, Macapá-AP, Brasil, 2002. 175f. Tese (mestrado) – Curso de Pós-Graduação em Agronomia, área de concentração Biologia vegetal Tropical, Universidade Federal Tropical, Universidade Federal Rural da Amazônia, BELÉM-PA. 2002. SIMÕES, C. M. O.; SPITZER, V. Óleos voláteis. In: SIMÕES, C. M. et al. (org). Farmacognosia da planta ao medicamento. Florianópolis: Editora da UFRGS, 2010. p. 465-495. SOUZA, C. D. S.; FELFILI, J. M. Uso de plantas medicinais na região de alto paraíso de Goiás, GO, Brasil. Acta Botânica Brasílica, v. 20, p. 135-142, 2006. TRESVENZOL, L. M. et al. Estudo sobre o comercio informal de plantas medicinais em Goiânia e cidades vizinhas. Revista Eletrônica de Farmácia, v. 3, p. 23-28. 2006. WANYIN, W. et al. Ethanol extract of Portulaca oleracea L. protect against hypoxia-induced neuro damage through modulating endogenous erythropoietin expression. Journal of Nutritional Biochemistry. v. 20, p. 1-7, 2001. XIANG, L. et al. Alkaloids from Portulaca oleracea L. Phytochemistry. v. 66, p. 2595-2601, 2005. XIN, H. L.; et al. Portulacerebroside A: New Cerebroside from Portulaca oleracea L. Chinese Journal of Natural Medicines, v. 6, p. 401-403, 2001. XU, X.; YU, L.; CHEN, G. Determination of flavonoids in Portulaca oleracea L. by capillary
  8. 8. 101 electrotrophoresis with electrochemical detection. Journal of Pharmaceutical and Biomedical Analysis. v. 4, p. 493-499, 2006. ZHU, H. et al. Identification of Portulaca oleracea L. from different sources using GC-MS and FT-IR spectroscopy. Talanta. v. 81, p. 129- 135, 2010. _____________________________________ 1 - Acadêmica do Curso de Farmácia. Laboratório de Farmacologia e Fitoquímica – Universidade Federal do Amapá – Rodovia Juscelino Kubistchek, KM-02, Jardim Marco Zero – Macapá - AP. 2 - Licenciada em Química. Professora da Escola Gabriel de Almeida Café. Avenida FAB, nº 91. Bairro Central. Macapá – AP. 3 - Mestrando do Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas. Laboratório de Farmacologia e Fitoquímica – Universidade Federal do Amapá – Rodovia Juscelino Kubistchek, KM-02, Jardim Marco Zero – Macapá - AP. 4 - Doutora em Química de Produtos Naturais. Laboratório de Farmacologia e Fitoquímica – Universidade Federal do Amapá – Rodovia Juscelino Kubistchek, KM-02, Jardim Marco Zero – Macapá - AP.

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