Dispnéia 2015 3o ano

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Dispnéia 2015 3o ano

  1. 1. DISPNÉIA Prof. Dr. Virgílio Aguiar - 2015
  2. 2. CONCEITO: American Thoracic Society (Consenso 2012) “ Termo usado para caracterizar uma experiência subjetiva de desconforto respiratório que inclui sensações qualitativamente distintas que variam de intensidade. Essa experiência se origina de interações entre fatores fisiológicos , psicológicos, sociais e ambientais, podendo induzir respostas secundárias fisiológicas e comportamentais.” Parshall MB, Schwartzstein RM, Adams L, et al.
  3. 3. DISPNÉIA – SIGNIFICADO DO TERMO: Dispnéia = respiração ruim (do grego dys + pnoia) A respiração é um ato em geral inconsciente O ATO DE RESPIRAR TORNA-SE CONSCIENTE EM MUITAS SITUAÇÕES, PRINCIPALMENTE DE DOENÇA . QUANDO O ATO DE RESPIRAR DESPERTA SENSAÇÕES DESAGRADÁVEIS , ESTÁ PRESENTE DISPNÉIA
  4. 4. DISPNÉIA Compreende dois componentes: Uma “sensação” (ativação neural resultando do estímulo de um receptor) e uma “percepção” ( a reação do indivíduo a essa sensação) Sensação de dispnéia: respiração “desagradável” Percepção da dispnéia: intensidade do desagrado Tipos diferentes de estímulo despertam sensações diferentes (?). A percepção (intensidade) também varia com o tipo de estímulo
  5. 5. TERMOS ALTERNATIVOS : Engloba sensações qualitativamente distintas Respiração difícil / cansada / trabalhosa / pesada Abafamento / Sufocação Fome de ar Aperto no peito / Aperto na garganta A quantidade de ar que entra não é suficiente O termo dispnéia não é usado pelos pacientes
  6. 6. Sensações descritas em diferentes situações clínicas
  7. 7. DISPNÉIA: A sensação de dispnéia é mais percebido num contexto de doença e repouso do que após exercício intenso em indivíduo normal Falha em detectar cargas mecânicas ou alterações nas trocas gasosas é fator de risco para mortalidade em asma Aumento na sensibilidade está presente na crise de ansiedade e no desconforto respiratório do sedentário
  8. 8. DISPNÉIA: Características: Experiência sensorial / perceptual Distress afetivo influencia Há impacto sintoma/doença e doença/sintoma
  9. 9. FISIOPATOLOGIA O sistema respiratório tem como função principal as trocas gasosas. É fácil entender que prejuízo à oxigenação , bem como acidose respiratória causem dispnéia. Porém trata-se de fenômeno mais complexo, com participação de vários estímulos não só químicos, como mecânicos a partir das vias aéreas superiores e parede torácica, além dos pulmões, com resposta modulada pelo sistema nervoso central
  10. 10. DISPNÉIA – ESTRUTURAS ENVOLVIDAS
  11. 11. DISPNÉIA –FONTES AFERENTES DE SENSAÇÃO
  12. 12. DISPNÉIA - PATOGENIA
  13. 13. DISPNÉIA: Sintoma e sinal (?) Queixa comum Frequentemente relacionada com doenças graves preditor de mortalidade e necessidade de internação Associada com limitações importantes das atividades físicas e sociais Associada com má qualidade de vida Também ligada ao condicionamento físico e ao estado emocional
  14. 14. DISPNÉIA: Avaliação: História detalhada é necessária O relato do paciente pode ser muito subjetivo Usar o termo dispnéia implica em observar o paciente Não há biomarcador para dispnéia Não há teste diagnóstico específico para dispnéia
  15. 15. DISPNÉIA : Avaliação: Início – quando e em que hora Modo de instalação e Intensidade Duração Fatores desencadeantes Número de crises e periodicidade Sintomas paralelos Fatores de melhora
  16. 16. SINAIS ASSOCIADOS A DISPNÉIASINAIS ASSOCIADOS A DISPNÉIA OBSTRUÇÃO COMPLETA DAS VIAS AÉREAS SUPERIORESOBSTRUÇÃO COMPLETA DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES • AgitaçãoAgitação • Mãos no pescoçoMãos no pescoço • Ausência de ventilaçãoAusência de ventilação • Incapacidade de falarIncapacidade de falar • Incapacidade de tossirIncapacidade de tossir • Cianose rapidamenteCianose rapidamente progressivaprogressiva • Perda de consciênciaPerda de consciência • Várias causasVárias causas
  17. 17. SINAIS E SINTOMAS ASSOCIADOS A DISPNÉIA Sintomas e Sinais de Hipoxemia Achados Leve a moderada Grave Respiratórios Taquipnéia Dispnéia Sudorese Taquipnéia Dispnéia Cianose Cardiovasculares Taquicardia HAS leve Vasoconstrição periférica Taquicardia / bradicardia Arritmias Hipertensão / hipotensão Neurológicos Inquietude Ansiedade Desorientação Cefaléia Sonolência, confusão Visão borrada Perda da coordenação motora Convulsões Coma
  18. 18. SINAIS E SINTOMAS ASSOCIADOS A DISPNÉIA Sintomas e Sinais de Hipercapnia Achados Leve a moderada Grave Respiratórios Taquipnéia Dispnéia Taquipnéia Bradipnéia Cardiovasculares Taquicardia Hipertensão Vasodilatação Taquicardia Hipertensão Hipotensão Neurológicos Sonolência Letargia Inquietude Tremor Fala arrastada Cefaléia Halucinações Asterixis Edema de papila Convulsões Coma Outros Sudorese Vermelhidão da pele
  19. 19. Sinais Associados a Dispnéia Uso da musculatura acessória da respiração Tiragem Respiração com os lábios semi- fechados Cianose
  20. 20. DISPNÉIA - CARACTERIZAÇÃO: De esforço
  21. 21. ORTOPNÉIA – DISPNÉIA PAROXÍSTICA NOTURNA
  22. 22. ORTOPNÉIA – DISPNÉIA PAROXÍSTICA NOTURNA – INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
  23. 23. DISPNÉIA - CARACTERIZAÇÃO: Platipnéia - dispnéia em pé Trepopnéia
  24. 24. DISPNÉIA - CARACTERIZAÇÃO: RITMOS RESPIRATÓRIOS: Padrão restritivo – baixos volumes e frequência aumentada
  25. 25. Escalas de dispnéia pontuais DISPNÉIA - AVALIAÇÃO
  26. 26. Escalas de avaliação de impacto da dispnéia - Medical Research Council
  27. 27. DIAGRAMA DE CUSTO DO OXIGÊNIO
  28. 28. Causas mais frequentes de dispnéia Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) Asma Doenças difusas pulmonares Tromboembolismo pulmonar Síndromes coronarianas Insuficiência cardíaca Arritmias cardíacas Anemia Hipo/Hipertireoidismo Acidose Descondicionamento / exercício extenuante Neurose de ansiedade Gravidez Altitude elevada
  29. 29. INVESTIGAÇÃO DE DISPNÉIA - História e exame físico - Oximetria / Gasometria arterial - Radiologia simples do tórax - Tomo Computadorizada do tórax de alta resolução - Espirometria - Hemograma - Eletrocardiograma/Ecocardiograma/Teste ergométrico/Holter 24 h/ Estudo hemodinâmico - BNP ou NT-proBNP - TSH, T4livre, T3 - Teste cardiopulmonar de exercício - Cintilografia pulmonar / Arteriografia pulmonar
  30. 30. CONDUTA NA DISPNÉIA -Tratar a causa ou causas -Oxigenoterapia -Opióides / benzodiazepínicos -Reabilitação respiratória -Vibração na parede torácica - Heliox - Furosemida inalatória
  31. 31. CONDUTA não farmacológica NA DISPNÉIA -Posicionar confortavelmente o paciente: elevar o tronco ou deitar sobre o lado doente -Utilizar umidificador em caso de umidade baixa do ar (ar condicionado) -Reduzir a temperatura ambiente -Eliminar irritantes, como fumaça ou Alérgenos -Abrir janela par criar perspectiva de amplitude e tranquilidade -Brisa no rosto criada por janela aberta ou ventilador -Respiração com os lábios semicerrados (assobiando) -Técnicas de conservação de energia -Períodos de ventilação não invasiva
  32. 32. FIMFIM

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