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Patologia e efeitos psicossociais decorrentes da hospitalização da pessoa idosa
Objectivo(s) Identificar as patologias que conduzem à hospitalização da pessoa idosa. Detectar precocemente sinais de alteração ou equilíbrio bio-psicossocial da pessoa idosa. Adquirir conhecimentos sobre a situação do doente terminal no hospital. Identificar consequências psicológicas e sociais da hospitalização da pessoa idosa. Promover a autonomia da pessoa idosa.
Conteúdos Patologias da pessoa idosa Patologia cardiovascular Patologia respiratória Patologia hematológica e oncológica Patologia neurológica e sensorial Os acidentes
Conteúdos Equilíbrio bio-psicossocial da pessoa idosa ,[object Object],− Sinais e sintomas − Sinais de descompressão − Agudização da doença ,[object Object],− Os acidentes − As intoxicações
Conteúdos Internamento da pessoa idosa em estado terminal Abordagem multidimensional Cuidados específicos Hospitalização - efeitos psicossociais ,[object Object],− Meio hospitalar − “Colegas” de quarto − Técnicos e estruturas de apoio
Conteúdos ,[object Object],− Aspectos positivos/benefícios tratamento ganhos em saúde − Aspectos negativos perda do quadro de referências família aumento dos níveis de dependência
Conteúdos Autonomia da pessoa idosa ,[object Object],− Nas actividades da vida higiene e alimentação sono ocupação e conforto − As visitas
Conteúdos A família da pessoa idosa apoio informação preparação/ensino ,[object Object],− O recurso a outros recursos da sociedade apoio domiciliário centro de dia lar
Conteúdos ,[object Object],consultas medicação exames/tratamentos
PATOLOGIA CARDIOVASCULAR
PATOLOGIA CARDIOVASCULAR As doenças cardiovasculares são o conjunto de doenças que afectam o aparelho cardiovascular, designadamente o coração e os vasos sanguíneos.
PATOLOGIA CARDIOVASCULARFACTORES DE RISCO O QUE SÃO FACTORES DE RISCO? São condições que predispõem uma pessoa a maior risco de desenvolver uma patologia, neste caso doenças do coração e dos vasos sanguíneos. Existem diversos factores de risco para as doenças cardiovasculares, que podemos dividir em imutáveis (aqueles que não podemos mudar) e mutáveis (factores sobre os quais podemos influir, mudando, prevenindo ou tratando).
FACTORES DE RISCOFACTORES IMUTÁVEIS HEREDITÁRIOS Os filhos de pessoas com doenças cardiovasculares têm uma maior propensão para desenvolverem doenças deste grupo. IDADE  4 em cada 5 pessoas atingidas por doenças cardiovasculares têm mais de 65 anos de idade.
FACTORES DE RISCOFACTORES IMUTÁVEIS SEXO Os homens têm maior hipóteses de ter um ataque cardíaco e os seus ataques ocorrem numa faixa etária menor. Mesmo depois da menopausa, quando a taxa das mulheres aumenta, nunca é tão elevada como a dos homens.
FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEIS TABACO O risco de ocorrer um ataque cardíaco num fumador é 2 vezes maior que num não fumador. Os fumadores têm uma hipótese 2 a 4 vezes maior de morrer subitamente do que um não fumador. Os fumadores passivos também têm o risco de um ataque cardíaco aumentado.
FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEIS COLESTEROL ELEVADO Os riscos aumentam na medida em que os níveis de colesterol estão mais elevados no sangue. Juntamente com outros factores como hipertensão arterial e fumo o risco é ainda maior. Este factor de risco é agravado pela idade, sexo e alimentação.
FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEIS HIPERTENSÃO ARTERIAL Para manter a hipertensão arterial, o coração realiza um trabalho maior, com isso vai atrofiando o músculo cardíaco que se dilata e fica mais fraco com o tempo, aumentando os riscos de um ataque. O risco de um ataque num hipertenso aumenta quando associado  ao cigarro, à Diabetes, à obesidade e ao colesterol elevado.
FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEIS VIDA SEDENTÁRIA A falta de exercício físico é um factor de risco. Exercícios físicos regulares e moderados têm um papel importante para evitar doenças cardiovasculares.
FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEIS OBESIDADE O excesso de peso tem uma maior probabilidade de provocar um AVC ou uma doença cardíaca, mesmo na ausência de outros factores de risco. A obesidade exige um esforço maior do coração. Está associada a doenças coronárias, hipertensão arterial, colesterol elevado e Diabetes.
FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEIS DIABETES MELLITUS A Diabetes constitui um sério risco para a doença cardiovascular. Na presença da Diabetes, os outros factores de risco tornam-se mais significativos e ameaçadores.
FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEIS Existem outros factores que podem influenciar negativamente os factores já apresentados. Estar constantemente sob tensão emocional (stress), pode fazer com que se coma mais, fume mais e tenha hipertensão. Certos medicamentos podem ter efeitos semelhantes.
Sintomas de Doença Cardíaca Existem alguns sintomas que podem constituir sinais de alerta, principalmente em pessoas mais idosas:  Dificuldade em respirar - pode ser o indício de uma doença coronária e não apenas a consequência da má forma física, especialmente se surge quando se está em repouso ou se nos obriga a acordar durante a noite;  Angina de peito – quando, durante um esforço físico, se tem uma sensação de peso, aperto ou opressão por detrás do esterno, que por vezes se estende até ao pescoço, ao braço esquerdo ou ao dorso;  Alterações do ritmo cardíaco;
Sintomas de Doença Cardíaca Enfarte do miocárdio - é uma das situações de urgência/emergência médica cardíaca. O sintoma mais característico é a existência de dor prolongada no peito, surgindo muitas vezes em repouso. Por vezes, é acompanhada de ansiedade, sudação, falta de força e vómitos.  Insuficiência cardíaca - surge quando o coração é incapaz de, em repouso, bombear sangue em quantidade suficiente através das artérias para os órgãos, ou, em esforço, não consegue aumentar a quantidade adicional necessária. Os sintomas mais comuns são a fadiga e uma grande debilidade, falta de ar em repouso, distensão do abdómen e pernas inchadas.
PREVENÇÃO A prevenção é o melhor tratamento de qualquer doença. Alimentação equilibrada à base de legumes, vegetais, fruta e cereais; Exercício físico moderado e com regularidade; Não fumar; Controlo regular da tensão arterial, açúcar e gordura no sangue; A partir dos 40 anos deve haver realização de exames periódicos de saúde. As pessoas com antecedentes familiares devem começar mais cedo.
PATOLOGIA RESPIRATÓRIA
PATOLOGIA RESPIRATÓRIA As doenças respiratórias são as que afectam o trato e os órgãos do sistema respiratório.
ALTERAÇÕES DO SISTEMA RESPIRATÓRIO E ENVELHECIMENTO À medida que envelhecemos:  Os pulmões ficam menos elásticos diminuindo a Capacidade Vital. A actividade ciliar, que faz a limpeza das secreções, diminui de actividade proporcionando a acumulação de secreções que favorecem as infecções respiratórias e dificulta as trocas de gases.
ALTERAÇÕES DO SISTEMA RESPIRATÓRIO E ENVELHECIMENTO A musculatura do tórax perde a capacidade de eliminar secreções pela tosse, de respirar profundamente expandindo os pulmões, e de expelir dióxido de carbono.  Estas alterações afectam especialmente os fumadores e pessoas que vivem em ambientes com alto teor de poluentes e acabam possuir desconforto respiratório.  Estas mudanças facilitam e favorecem a instalação de doenças.
SINTOMAS Tosse:  A tosse é uma defesa do organismo na tentativa de expelir secreções acumuladas nas vias respiratórias.  Com o passar dos anos, pelos motivos já expostos, a tosse torna-se menos eficiente.  A presença de tosse persistente com duração de mais de 2 semanas deve ser alvo de avaliação.
Tosse A tosse persistente está intimamente relacionada com quadros de regurgitação (entrada de líquidos contidos no estômago para os pulmões - aspiração), asma, alergias e infecções.
CAUSAS MAIS COMUNS DE TOSSE EM IDOSOS:  Tabagismo Bronquites Asma Pneumonias Refluxo Gastroesofágico Cancro de Pulmão, Metástases Tuberculose Efeitos Adversos de Medicamentos
SINTOMAS Sibilos (Chiado):  Também conhecido como broncoespasmo é um sintoma relacionado com o som gerado pela passagem do ar por estruturas tubulares (Brônquios).  Quando se vai expelir o ar e as passagens encontram-se contraídas e/ou semi-obstruídas ocorre o sibilo.  Trata-se de um sintoma característico em portadores de bronquite crónica e asma.
SINTOMAS Dispneia (Dificuldade para respirar, Falta de Ar):  A falta de ar sempre é um sintoma preocupante comum a várias doenças e condições, muitas delas de extrema gravidade.  Costuma apresentar-se em pessoas que estando em repouso ou com pouca actividade decidem, por exemplo, subir alguns escadas.
SINTOMAS Considera-se muito grave a presença de dispneia em repouso.  Alguns pacientes não se conseguem deitar completamente na cama. Dormem semi-sentados para aliviar o desconforto desta grave condição.
SINTOMAS CAUSAS COMUNS DE DISPNEIA EM IDOSOS   Insuficiência Cardíaca Congestiva Embolia Pulmonar Pneumonias Graves  Nunca é demais enfatizar a gravidade deste sintoma. A presença de desconforto respiratório em idosos deve ser considerada uma emergência médica.
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA (DPOC) DPOC é uma doença crónica que se caracteriza pela diminuição da capacidade respiratória.  Trata-se de um termo genérico comum a algumas doenças:  Enfisema Asma Bronquite Crónica
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA (DPOC) Destas doenças destacam-se pela sua prevalência: a Bronquite Crónica e o Enfisema pulmonar.  Todos os pacientes portadores de DPOC devem ser vacinados contra a gripe todos os anos e uma vez contra a pneumonia.
PNEUMONIA A pneumonia é uma das doenças que frequentemente leva pessoas idosas à morte.  É a quinta causa de morte nos EUA.  Pacientes em instituições têm um risco 50 vezes maior de contrair infecções pulmonares quando comparados com aqueles que vivem nos seus domicílios.   Vários factores contribuem e facilitam esta terrível complicação.
PNEUMONIA Ao contrário do paciente adulto jovem, a pneumonia, especialmente naqueles mais idosos, não se costuma apresentar de modo clássico, com febre alta, tosse produtiva, catarro amarelado (purulento), dores nas costas e prostração.  Pode ocorrer de maneira absolutamente silenciosa, e às vezes apenas uma alteração no padrão de comportamento nos leva a considerar esta possibilidade.
TUBERCULOSE Doença grave, transmitida pelo ar.  Pode acometer todos os órgãos do corpo, em especial nos pulmões.  Nos EUA, cerca de 30% de novos casos registados anualmente ocorrem em pessoas acima dos 65 anos de idade.  Pessoas que vivem em instituições estão mais expostas ao risco de contrair a doença.
TUBERCULOSE Acredita-se que 80% dessas pessoas tenham tido contacto com o agente etiológico antes dos 30 anos de idade e agora, fragilizados e com o seu sistema imunológico comprometido, a micobactéria silente acaba por encontrar a oportunidade para se reactivar.  Certas condições aumentam o risco: Desnutrição Diabetes Mellitus Tabagismo Alcoolismo Neoplasias (Cancro) Doenças graves e debilitantes
TUBERCULOSE SINTOMAS  Na faixa etária geriátrica, os sintomas costumam ser vagos e inespecíficos:  Fraqueza Emagrecimento Tosse
PREVENÇÃO Algumas medidas são realmente eficazes na prevenção das infecções respiratórias.  O que fazer para prevenir? Estimular a tosse e hidratar convenientemente.  Especialmente nos dias quentes, manter uma garrafa de líquidos para controlo a respeito da quantidade efectivamente ingerida.
PREVENÇÃO As caminhadas e exercícios físicos contribuem para a mobilização das secreções pulmonares.  Pacientes que apresentam pneumonias de repetição ou outras condições que representem risco, o médico assistente deverá indicar outros recursos como: medicação específica de longa duração, vacinas, etc.  O uso de aparelhos para inalação só deve ser indicado pelo médico.  O paciente deve ser mantido em boas condições nutricionais, com uma dieta bem balanceada ou com ajuda de suplementos alimentares se prescritas pelo médico. Estas medidas, sem dúvida, previnem ou pelo menos diminuem o risco de infecções pulmonares.
PATOLOGIA HEMATOLÓGICA E ONCOLÓGICA
PATOLOGIA HEMATOLÓGICA As doenças hematológicas também são chamadas de doenças do sangue. As mais comuns são a anemia, leucemia e hemofilia. Normalmente, são detectadas por sintomas clínicos como fraqueza, cansaço, infecções frequentes e sangramentos anormais, e confirmadas em diagnósticos feitos por meio de análises laboratoriais do sangue ou da medula óssea (aonde são formadas as células do sangue).
A ANEMIA A anemia ocorre quando a quantidade de hemáceas (glóbulos vermelhos que contêm hemoglobina, uma proteína que transporta o oxigénio pelo corpo) no sangue se encontra abaixo do nível normal.
A AnemiaCausas Nutricionais A falta de Ferro, vitamina B12 ou Ácido Fólico pode levar a quadros anémicos, geralmente causados por dietas nutricionais deficientes em nutrientes derivados de animais (carne, ovos e leite).  O problema costuma atacar pessoas vegetarianas.  Alcoolismo, gravidez e algumas doenças também podem levar à deficiência destes nutrientes.
A AnemiaCausas Hereditárias Doenças crónicas Algumas doenças crónicas, como doenças dos rins e do fígado, podem levar à anemia, principalmente em pessoas que necessitam de hospitalização frequente.
A AnemiaCausas Falhas na medula óssea Uso de medicamentos
LEUCEMIA Esta doença atinge a medula óssea e os gânglios do corpo, podendo provocar anemia, diminuição das plaquetas (causando sangramentos anormais) e, principalmente, alteração dos leucócitos (glóbulos brancos que fazem a defesa do corpo contra as infecções).  Há dois tipos de leucemia mais frequentes: a linfóide aguda ou linfoblástica (mais comum em crianças) e a leucemia mielóide aguda.
HEMOFILIA É a mais comum das doenças hemorrágicas hereditárias.  Causada pela deficiência dos factores responsáveis pela acção coagulante do sangue, o que torna o hemofílico sujeito a importantes hemorragias, mesmo por motivos simples, como um corte ao se barbear ou extracções dentárias.  As cirurgias podem ser fatais para estas pessoas. A hemofilia afecta quase que exclusivamente os homens.
RECOMENDAÇÕES Fazer uma dieta alimentar equilibrada, com ingestão adequada de proteínas e vitaminas.  Fazer exames médicos de rotina, pelo menos uma vez  por ano.  Procurar o médico sempre que os seguintes sintomas aparecerem: fraqueza, cansaço, sangramento anormal ou infecções frequentes.
O CANCRO
O CANCRO O cancro é a proliferação anormal de células. O cancro tem início nas células; um conjunto de células forma um tecido e, por sua vez, os tecidos formam os órgãos do nosso corpo. Normalmente, as células crescem e dividem-se para formar novas células. No seu ciclo de vida, as células envelhecem, morrem e são substituídas por novas células. Algumas vezes, este processo ordeiro e controlado corre mal: formam-se células novas, sem que o organismo necessite e, ao mesmo tempo, as células velhas não morrem. Este conjunto de células extra forma um tumor. Nem todos os tumores correspondem a cancro. Os tumores podem ser benignos ou malignos.
O CANCRO Os tumores benignos não são cancro: Raramente põem a vida em risco;  Regra geral, podem ser removidos e, muitas vezes, regridem;  As células dos tumores benignos não se "espalham", ou seja, não se disseminam para os tecidos em volta ou para outras partes do organismo (metastização à distância).
O CANCRO Os tumores malignos são cancro: Regra geral são mais graves que os tumores benignos;  Podem colocar a vida em risco;  Podem, muitas vezes, ser removidos, embora possam voltar a crescer;  As células dos tumores malignos podem invadir e danificar os tecidos e órgãos circundantes; podem, ainda, libertar-se do tumor primitivo e entrar na corrente sanguínea ou no sistema linfático - este é o processo de metastização das células cancerígenas, a partir do cancro original, formando novos tumores noutros órgãos.
O CANCROFACTORES DE RISCO Envelhecimento O factor de risco mais importante para ter cancro é o envelhecimento. A maioria dos cancros ocorre em pessoas com mais de 65 anos.  No entanto, o cancro pode surgir em pessoas de todas as idades, incluindo crianças.
O CANCROFACTORES DE RISCO Tabaco O uso do tabaco é a causa de morte que mais se pode prevenir. Em Portugal, todos os anos morrem cerca de 3100 pessoas com cancro do pulmão. É mais provável que os fumadores desenvolvam cancro dos pulmões, laringe, boca, esófago, bexiga, rins, garganta, estômago, pâncreas ou colo do útero, do que os não fumadores. Também é mais provável que desenvolvam leucemia mielóide aguda (tumor que tem início nas células do sangue). Usar produtos de tabaco ou estar regularmente em contacto com o fumo (fumador ambiental, passivo ou secundário), aumenta o risco de cancro.
O CANCROFACTORES DE RISCO Luz solar  A radiação ultravioleta (UV) provém do sol, de lâmpadas solares e de câmaras de bronzeamento; provoca envelhecimento precoce da pele e alterações que podem originar cancro de pele. Os médicos encorajam as pessoas de todas as idades a limitar o tempo de exposição ao sol, bem como a evitar outras fontes de radiação UV.
O CANCROFACTORES DE RISCO Radiação ionizante A radiação ionizante pode causar danos na pele que levam à formação de tumores. Este tipo de radiação provém de raios que entram na nossa atmosfera (terrestre), vindos do espaço exterior, poeiras radioactivas, gás radão, raios-X, entre outras fontes. Determinados químicos e outras substâncias Pessoas com determinados empregos (pintores, trabalhadores da construção civil e da indústria química), apresentam um risco aumentado para desenvolver um tumor. Muitos estudos demonstraram que a exposição ao amianto, benzeno, cádmio, níquel ou cloreto de vinilo, no local de trabalho, podem causar cancro.
O CANCROFACTORES DE RISCO Alguns vírus e bactérias Estar infectado com determinados vírus e bactérias pode aumentar o risco de desenvolver alguns tumores: Vírus do Papiloma humano (HPV ): a infecção por HPV é a principal causa de cancro do colo do útero; pode, ainda, ser um factor de risco para outro tipo de tumores.  Vírus da hepatite B e C: o cancro do fígado pode desenvolver-se, muitos anos depois da infecção com hepatite B ou hepatite C.  Vírus dos linfomas T humanos (HTLV-1): a infecção por HTLV -1 aumenta o risco de desenvolver linfoma e leucemia.  Vírus da imunodeficiência humana (HIV): o HIV é o vírus que provoca a SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida). As pessoas que estão infectadas com o HIV , têm maior risco de desenvolver cancro: linfoma e um tipo de tumor raro, chamado Sarcoma de Kaposi .
O CANCROFACTORES DE RISCO Determinadas hormonas Os médicos podem recomendar tratamento com hormonas, para ajudar a controlar alguns problemas que podem surgir durante a menopausa, como afrontamentos, secura vaginal e enfraquecimento dos ossos.  No entanto, alguns estudos demonstram que a terapêutica hormonal, na menopausa, pode causar efeitos secundários graves: pode aumentar o risco de cancro da mama, de enfarte do miocárdio, de AVC ou formação de trombos (pequenos coágulos de sangue que podem entupir veias ou artérias).
O CANCROFACTORES DE RISCO Álcool Beber mais de duas bebidas alcoólicas por dia, durante muitos anos, pode aumentar a probabilidade de desenvolver cancro da boca, da garganta, do esófago, da laringe, do fígado e da mama.  O risco aumenta com a quantidade de álcool que uma pessoa bebe. Na maioria destes cancros, o risco é mais elevado se a pessoa também fumar.
O CANCROFACTORES DE RISCO Dieta pobre, falta de actividade física ou excesso de peso  As pessoas que têm uma dieta pobre, que não praticam actividade física suficiente, ou que têm excesso de peso, podem ter um risco aumentado para vários tipos de cancro.  Por exemplo, alguns estudos sugerem que as pessoas cuja dieta é rica em gorduras, têm um risco aumentado para cancro do cólon, do útero e da próstata.  Por outro lado, a falta de actividade física e o excesso de peso, são factores de risco para cancro da mama, do cólon, do esófago, dos rins e do útero.
SINAIS DE ALERTA O cancro pode provocar muitos sintomas diferentes, como por exemplo: Espessamento, massa ou "uma elevação" na mama, ou em qualquer outra parte do corpo.  Aparecimento de um sinal novo, ou alteração num sinal já existente.  Ferida que não passa, ou seja, cuja cicatrização não acontece.  Rouquidão ou tosse que não desaparece.
SINAIS DE ALERTA Alterações relevantes na rotina intestinal ou da bexiga.  Desconforto depois de comer.  Dificuldade em engolir.  Ganho, ou perda de peso, sem motivo aparente.  Sangramento ou qualquer secreção anormal.  Sensação de fraqueza ou extremo cansaço.
PATOLOGIA NEUROLÓGICA
DOENÇA DE ALZHEIMER A Doença de Alzheimer está, na maioria dos casos, relacionada com o envelhecimento.  O aumento do número de situações diagnosticadas é, por isso, uma consequência directa do actual sucesso da Medicina em prolongar a vida. A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, progressiva, irreversível e com causas e tratamento ainda desconhecidos.  Começa por atingir a memória e, progressivamente, as outras funções mentais, acabando por determinar a completa ausência de autonomia dos doentes.
DOENÇA DE ALZHEIMER Os doentes de Alzheimer tornam-se incapazes de realizar a mais pequena tarefa, deixam de reconhecer os rostos familiares, ficam incontinentes e acabam, quase sempre, acamados.  É uma doença muito relacionada com a idade, afectando as pessoas com mais de 50 anos. A estimativa de vida para os pacientes situa-se entre os 2 e os 15 anos.
SINTOMAS Ao princípio observam-se pequenos esquecimentos, perdas de memória, normalmente aceites pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente.  Os pacientes tornam-se confusos e, por vezes, agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta. Acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho.
SINTOMAS À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros. Iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as actividades elementares do quotidiano, como alimentação, higiene, vestuário, etc.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 1. Perda de memória É normal esquecer ocasionalmente reuniões, nomes de colegas de trabalho, números de telefone de amigos, e lembrar-se deles mais tarde.  Uma pessoa com a doença de Alzheimer esquece-se das coisas com mais frequência, mas não se lembra delas mais tarde, em especial dos acontecimentos mais recentes.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 2. Dificuldade em executar as tarefas domésticas As pessoas muito ocupadas podem temporariamente ficar tão distraídas que chegam a deixar as batatas no forno e só se lembram de as servir no final da refeição.  O doente de Alzheimer pode ser incapaz de preparar qualquer parte de uma refeição ou esquecer-se de que já comeu.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 3. Problemas de linguagem Toda a gente tem, por vezes, dificuldade em encontrar a palavra certa.  Porém, um doente de Alzheimer pode esquecer mesmo as palavras mais simples ou substituí-las por palavras desajustadas, tornando as suas frases de difícil compreensão.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 4. Perda da noção do tempo e desorientação É normal perdermos – por um breve instante – a noção do dia da semana ou esquecermos o sítio para onde vamos.  Porém, uma pessoa com a doença de Alzheimer pode perder-se na sua própria rua, ignorando como foi dar ali ou como voltar para casa.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 5. Discernimento fraco ou diminuído As pessoas podem por vezes não ir logo ao médico quando têm uma infecção, embora acabem por procurar cuidados médicos.  Um doente de Alzheimer poderá não reconhecer uma infecção como algo problemático e não ir mesmo ao médico ou, então, vestir-se inadequadamente, usando roupa quente num dia de Verão.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 6. Problemas relacionados com o pensamento abstracto Por vezes, as pessoas podem achar que é difícil fazer as contas dos gastos. Mas, alguém com a doença de Alzheimer pode esquecer completamente o que são os números e o que tem de ser feito com eles. Festejar um aniversário é algo que muitas pessoas fazem, mas o doente de Alzheimer pode não compreender sequer o que é um aniversário.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 7. Trocar o lugar das coisas Qualquer pessoa pode não arrumar correctamente a carteira ou as chaves.  Um doente de Alzheimer pode pôr as coisas num lugar desajustado: um ferro de engomar no frigorífico ou um relógio de pulso no açucareiro.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 8. Alterações de humor ou comportamento Toda a gente fica triste ou mal-humorada de vez em quando.  Alguém com a doença de Alzheimer pode apresentar súbitas alterações de humor – da serenidade ao choro ou à angústia – sem que haja qualquer razão para tal facto.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 9. Alterações na personalidade A personalidade das pessoas pode variar um pouco com a idade.  Porém, um doente com Alzheimer pode mudar totalmente, tornando-se extremamente confuso, desconfiado ou calado. As alterações podem incluir também apatia, medo ou um comportamento inadequado.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 10. Perda de iniciativa É normal ficar cansado com o trabalho doméstico, as actividades profissionais do dia-a-dia ou as obrigações sociais; porém, a maioria das pessoas recupera a capacidade de iniciativa.  Um doente de Alzheimer pode tornar-se muito passivo e necessitar de estímulos e incitamento para participar.
PATOLOGIA SENSORIAL
PATOLOGIA SENSORIAL Em função da idade, são detectadas diversas mudanças nas funções perceptivas dos idosos. Podemos destacar como consequência dessas alterações, uma deterioração progressiva no desempenho motor especializado.
PATOLOGIA SENSORIAL A visão, considerada por muitos como o órgão do sentido mais essencial, é prioritariamente afectada.  A diminuição da capacidade auditiva é considerada por muitos estudiosos da área como um importante motivo da exclusão social do idoso.  A maior dificuldade auditiva da pessoa idosa é na detecção de sons de alta frequência e no aumento do tempo de reacção aos sons.
PATOLOGIA SENSORIAL O olfacto também é afectado, ocorrendo uma queda gradual na capacidade de identificar correctamente os odores. O tacto, responsável pela informação ao sistema nervoso da temperatura do ambiente externo, sensações de dor e de toque, é sensivelmente diminuído.
PATOLOGIA SENSORIAL Os órgãos do sentido são responsáveis em grande parte pelas percepções. Quanto menor forem as informações recebidas pelo sistema nervoso, menor será a sua resposta ao ambiente, interno ou externo, e consequentemente, menos interacções com o meio ao seu redor o indivíduo terá.  O idoso exclui-se facilmente caso não seja constantemente estimulado e motivado a participar de actividades na sociedade onde vive.
DOENÇA CRÓNICA
DOENÇA CRÓNICA A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que as doenças crónicas de declaração não obrigatória, como as doenças cardiovasculares, a diabetes, a obesidade, o cancro e as doenças respiratórias, representam cerca de 59 % do total de 57 milhões de mortes por ano e 46 % do total de doenças.  Afectam países desenvolvidos e países em vias de desenvolvimento.
DOENÇA CRÓNICA A expansão das doenças crónicas reflecte os processos de industrialização, urbanismo, desenvolvimento económico e globalização alimentar, que acarretam: ,[object Object]
Aumento dos hábitos sedentários;
Crescimento do consumo de tabaco.
Cerca de metade das mortes causadas por doenças crónicas está directamente associada às doenças cardiovasculares.,[object Object]
DOENÇA CRÓNICA Calcula-se que, em todo o mundo, existam 177 milhões de pessoas a sofrer de diabetes, sobretudo de tipo 2.  Dois terços do total vivem nos países em vias de desenvolvimento.  Mais de mil milhões de adultos sofrem de excesso de peso. Destes, pelo menos 300 milhões são clinicamente obesos.
PORQUE É QUE AS DOENÇAS CRÓNICAS TÊM, A NÍVEL MUNDIAL, UM IMPACTO TÃO GRANDE NA SAÚDE? Porque os hábitos alimentares alteraram-se.  As pessoas consomem, hoje em dia, alimentos mais calóricos, com elevado nível de açúcar e/ou gorduras saturadas, e excessivamente salgados. A mudança dos hábitos alimentares e a implantação de um estilo de vida sedentário estão a ocorrer a um ritmo muito mais rápido nos países em vias de desenvolvimento, por comparação com o que aconteceu nos países desenvolvidos.
PORQUE É QUE AS DOENÇAS CRÓNICAS TÊM, A NÍVEL MUNDIAL, UM IMPACTO TÃO GRANDE NA SAÚDE? As doenças crónicas estão a crescer em muitos dos países mais pobres, articulando-se de forma muito perigosa com outra calamidade: as doenças infecciosas.
FACTORES DE RISCO Apesar de muito diferentes entre si, as doenças crónicas apresentam factores de risco comuns. São poucos e podem ser prevenidos: Colesterol elevado; Tensão arterial elevada; Obesidade; Tabagismo; Consumo de álcool.
Como reduzir os riscos de ocorrência de doenças crónicas Alterando do estilo de vida poderá, em pouco tempo, reduzir o risco de desenvolver uma doença crónica. Alterando a dieta alimentar – privilegiar frutas, vegetais, frutos secos e cereais integrais; substituir as gorduras animais saturadas por gorduras vegetais insaturadas; reduzir as doses de alimentos salgados e doces; Iniciando a prática de exercício físico diário; Mantendo um peso normal – Índice de Massa Corporal entre 18,5 e 24,9. Eliminando o consumo de tabaco.
prevenção Está comprovado que as intervenções comportamentais sustentadas são eficazes na redução dos factores de risco para a população.  Mais de 80% dos casos de ocorrência de doenças cardíacas coronárias, 90% dos casos de diabetes de tipo 2 e de um terço das ocorrências de cancro podem ser evitados através da alteração dos hábitos alimentares, do aumento de actividade física e do abandono do tabagismo. 
SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA:AS INTOXICAÇÕES E OS ACIDENTES
Cerca de 75% dos acidentes em idosos acontecem nas suas próprias casas, incluindo os alojamentos colectivos (lares e outros locais de acolhimento), no meio circundante (escadas, jardim ou pátio), ou por escorregamento na rua.  Os acidentes aumentam com a idade e na maior parte dos casos dão origem a quedas.  Além das quedas, os acidentes com idosos incluem ferimentos com facas de cozinha, queimaduras devidas a manipulação desajeitada de produtos inflamáveis, ou à diminuição das faculdades sensoriais, como a perda da sensibilidade ao calor, ou a perda do olfacto.
Os acidentes mais frequentes em casa são causados por:  Pôr-se de pé em cima de um banco, escadote ou cadeira Andar sobre pavimentos molhados, húmidos ou encerados Pequenos tapetes, ou tapetes de quarto sem forro antiderrapante Mobiliário instável, gavetas abertas, peças de mobília ou outros obstáculos deixados no seu caminho Má iluminação Escadas com degraus de tamanhos diferentes
Os acidentes mais frequentes em casa são causados por: Fios eléctricos ou de telefone deixados no chão Banheira ou chuveiro sem barras de apoio ou tapete antiderrapante
INTOXICAÇÕES Produtos químicos (lixívias) As mais perigosas são as industriais ou as produzidas especificamente para a limpeza do lar. A ingestão costuma acontecer por acidente ou por confusão. Depois da referida ingestão, o efeito costuma ver-se logo, com uma sensação de mal-estar e ardência interna.
INTOXICAÇÕES Se se ingeriu alguma destas substâncias, não se deve provocar o vómito, porque aumentará a lesão no tracto esofágico ao sair de novo para o exterior. Recomenda-se que se ingira gemas de ovo para contrariar o efeito corrosivo. Se se ingeriu qualquer outro tipo de substância não corrosiva, recomenda-se que se provoque o vómito.
INTOXICAÇÕES A pessoa afectada deve ser enviada imediatamente para um centro médico. Fármacos: Os idosos costumam intoxicar-se devido a confusões.  O tratamento baseia-se em produzir o vómito a fim de eliminar o mais depressa possível os fármacos.

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  • 1. Patologia e efeitos psicossociais decorrentes da hospitalização da pessoa idosa
  • 2. Objectivo(s) Identificar as patologias que conduzem à hospitalização da pessoa idosa. Detectar precocemente sinais de alteração ou equilíbrio bio-psicossocial da pessoa idosa. Adquirir conhecimentos sobre a situação do doente terminal no hospital. Identificar consequências psicológicas e sociais da hospitalização da pessoa idosa. Promover a autonomia da pessoa idosa.
  • 3. Conteúdos Patologias da pessoa idosa Patologia cardiovascular Patologia respiratória Patologia hematológica e oncológica Patologia neurológica e sensorial Os acidentes
  • 4.
  • 5.
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
  • 11. PATOLOGIA CARDIOVASCULAR As doenças cardiovasculares são o conjunto de doenças que afectam o aparelho cardiovascular, designadamente o coração e os vasos sanguíneos.
  • 12. PATOLOGIA CARDIOVASCULARFACTORES DE RISCO O QUE SÃO FACTORES DE RISCO? São condições que predispõem uma pessoa a maior risco de desenvolver uma patologia, neste caso doenças do coração e dos vasos sanguíneos. Existem diversos factores de risco para as doenças cardiovasculares, que podemos dividir em imutáveis (aqueles que não podemos mudar) e mutáveis (factores sobre os quais podemos influir, mudando, prevenindo ou tratando).
  • 13. FACTORES DE RISCOFACTORES IMUTÁVEIS HEREDITÁRIOS Os filhos de pessoas com doenças cardiovasculares têm uma maior propensão para desenvolverem doenças deste grupo. IDADE 4 em cada 5 pessoas atingidas por doenças cardiovasculares têm mais de 65 anos de idade.
  • 14. FACTORES DE RISCOFACTORES IMUTÁVEIS SEXO Os homens têm maior hipóteses de ter um ataque cardíaco e os seus ataques ocorrem numa faixa etária menor. Mesmo depois da menopausa, quando a taxa das mulheres aumenta, nunca é tão elevada como a dos homens.
  • 15. FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEIS TABACO O risco de ocorrer um ataque cardíaco num fumador é 2 vezes maior que num não fumador. Os fumadores têm uma hipótese 2 a 4 vezes maior de morrer subitamente do que um não fumador. Os fumadores passivos também têm o risco de um ataque cardíaco aumentado.
  • 16. FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEIS COLESTEROL ELEVADO Os riscos aumentam na medida em que os níveis de colesterol estão mais elevados no sangue. Juntamente com outros factores como hipertensão arterial e fumo o risco é ainda maior. Este factor de risco é agravado pela idade, sexo e alimentação.
  • 17. FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEIS HIPERTENSÃO ARTERIAL Para manter a hipertensão arterial, o coração realiza um trabalho maior, com isso vai atrofiando o músculo cardíaco que se dilata e fica mais fraco com o tempo, aumentando os riscos de um ataque. O risco de um ataque num hipertenso aumenta quando associado ao cigarro, à Diabetes, à obesidade e ao colesterol elevado.
  • 18. FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEIS VIDA SEDENTÁRIA A falta de exercício físico é um factor de risco. Exercícios físicos regulares e moderados têm um papel importante para evitar doenças cardiovasculares.
  • 19. FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEIS OBESIDADE O excesso de peso tem uma maior probabilidade de provocar um AVC ou uma doença cardíaca, mesmo na ausência de outros factores de risco. A obesidade exige um esforço maior do coração. Está associada a doenças coronárias, hipertensão arterial, colesterol elevado e Diabetes.
  • 20. FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEIS DIABETES MELLITUS A Diabetes constitui um sério risco para a doença cardiovascular. Na presença da Diabetes, os outros factores de risco tornam-se mais significativos e ameaçadores.
  • 21. FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEIS Existem outros factores que podem influenciar negativamente os factores já apresentados. Estar constantemente sob tensão emocional (stress), pode fazer com que se coma mais, fume mais e tenha hipertensão. Certos medicamentos podem ter efeitos semelhantes.
  • 22. Sintomas de Doença Cardíaca Existem alguns sintomas que podem constituir sinais de alerta, principalmente em pessoas mais idosas: Dificuldade em respirar - pode ser o indício de uma doença coronária e não apenas a consequência da má forma física, especialmente se surge quando se está em repouso ou se nos obriga a acordar durante a noite; Angina de peito – quando, durante um esforço físico, se tem uma sensação de peso, aperto ou opressão por detrás do esterno, que por vezes se estende até ao pescoço, ao braço esquerdo ou ao dorso; Alterações do ritmo cardíaco;
  • 23. Sintomas de Doença Cardíaca Enfarte do miocárdio - é uma das situações de urgência/emergência médica cardíaca. O sintoma mais característico é a existência de dor prolongada no peito, surgindo muitas vezes em repouso. Por vezes, é acompanhada de ansiedade, sudação, falta de força e vómitos. Insuficiência cardíaca - surge quando o coração é incapaz de, em repouso, bombear sangue em quantidade suficiente através das artérias para os órgãos, ou, em esforço, não consegue aumentar a quantidade adicional necessária. Os sintomas mais comuns são a fadiga e uma grande debilidade, falta de ar em repouso, distensão do abdómen e pernas inchadas.
  • 24. PREVENÇÃO A prevenção é o melhor tratamento de qualquer doença. Alimentação equilibrada à base de legumes, vegetais, fruta e cereais; Exercício físico moderado e com regularidade; Não fumar; Controlo regular da tensão arterial, açúcar e gordura no sangue; A partir dos 40 anos deve haver realização de exames periódicos de saúde. As pessoas com antecedentes familiares devem começar mais cedo.
  • 26. PATOLOGIA RESPIRATÓRIA As doenças respiratórias são as que afectam o trato e os órgãos do sistema respiratório.
  • 27. ALTERAÇÕES DO SISTEMA RESPIRATÓRIO E ENVELHECIMENTO À medida que envelhecemos: Os pulmões ficam menos elásticos diminuindo a Capacidade Vital. A actividade ciliar, que faz a limpeza das secreções, diminui de actividade proporcionando a acumulação de secreções que favorecem as infecções respiratórias e dificulta as trocas de gases.
  • 28. ALTERAÇÕES DO SISTEMA RESPIRATÓRIO E ENVELHECIMENTO A musculatura do tórax perde a capacidade de eliminar secreções pela tosse, de respirar profundamente expandindo os pulmões, e de expelir dióxido de carbono. Estas alterações afectam especialmente os fumadores e pessoas que vivem em ambientes com alto teor de poluentes e acabam possuir desconforto respiratório. Estas mudanças facilitam e favorecem a instalação de doenças.
  • 29. SINTOMAS Tosse: A tosse é uma defesa do organismo na tentativa de expelir secreções acumuladas nas vias respiratórias. Com o passar dos anos, pelos motivos já expostos, a tosse torna-se menos eficiente. A presença de tosse persistente com duração de mais de 2 semanas deve ser alvo de avaliação.
  • 30. Tosse A tosse persistente está intimamente relacionada com quadros de regurgitação (entrada de líquidos contidos no estômago para os pulmões - aspiração), asma, alergias e infecções.
  • 31. CAUSAS MAIS COMUNS DE TOSSE EM IDOSOS:  Tabagismo Bronquites Asma Pneumonias Refluxo Gastroesofágico Cancro de Pulmão, Metástases Tuberculose Efeitos Adversos de Medicamentos
  • 32. SINTOMAS Sibilos (Chiado): Também conhecido como broncoespasmo é um sintoma relacionado com o som gerado pela passagem do ar por estruturas tubulares (Brônquios). Quando se vai expelir o ar e as passagens encontram-se contraídas e/ou semi-obstruídas ocorre o sibilo. Trata-se de um sintoma característico em portadores de bronquite crónica e asma.
  • 33. SINTOMAS Dispneia (Dificuldade para respirar, Falta de Ar): A falta de ar sempre é um sintoma preocupante comum a várias doenças e condições, muitas delas de extrema gravidade. Costuma apresentar-se em pessoas que estando em repouso ou com pouca actividade decidem, por exemplo, subir alguns escadas.
  • 34. SINTOMAS Considera-se muito grave a presença de dispneia em repouso. Alguns pacientes não se conseguem deitar completamente na cama. Dormem semi-sentados para aliviar o desconforto desta grave condição.
  • 35. SINTOMAS CAUSAS COMUNS DE DISPNEIA EM IDOSOS  Insuficiência Cardíaca Congestiva Embolia Pulmonar Pneumonias Graves Nunca é demais enfatizar a gravidade deste sintoma. A presença de desconforto respiratório em idosos deve ser considerada uma emergência médica.
  • 36. DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA (DPOC) DPOC é uma doença crónica que se caracteriza pela diminuição da capacidade respiratória. Trata-se de um termo genérico comum a algumas doenças: Enfisema Asma Bronquite Crónica
  • 37. DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA (DPOC) Destas doenças destacam-se pela sua prevalência: a Bronquite Crónica e o Enfisema pulmonar. Todos os pacientes portadores de DPOC devem ser vacinados contra a gripe todos os anos e uma vez contra a pneumonia.
  • 38. PNEUMONIA A pneumonia é uma das doenças que frequentemente leva pessoas idosas à morte. É a quinta causa de morte nos EUA. Pacientes em instituições têm um risco 50 vezes maior de contrair infecções pulmonares quando comparados com aqueles que vivem nos seus domicílios.  Vários factores contribuem e facilitam esta terrível complicação.
  • 39. PNEUMONIA Ao contrário do paciente adulto jovem, a pneumonia, especialmente naqueles mais idosos, não se costuma apresentar de modo clássico, com febre alta, tosse produtiva, catarro amarelado (purulento), dores nas costas e prostração. Pode ocorrer de maneira absolutamente silenciosa, e às vezes apenas uma alteração no padrão de comportamento nos leva a considerar esta possibilidade.
  • 40. TUBERCULOSE Doença grave, transmitida pelo ar. Pode acometer todos os órgãos do corpo, em especial nos pulmões. Nos EUA, cerca de 30% de novos casos registados anualmente ocorrem em pessoas acima dos 65 anos de idade. Pessoas que vivem em instituições estão mais expostas ao risco de contrair a doença.
  • 41. TUBERCULOSE Acredita-se que 80% dessas pessoas tenham tido contacto com o agente etiológico antes dos 30 anos de idade e agora, fragilizados e com o seu sistema imunológico comprometido, a micobactéria silente acaba por encontrar a oportunidade para se reactivar. Certas condições aumentam o risco: Desnutrição Diabetes Mellitus Tabagismo Alcoolismo Neoplasias (Cancro) Doenças graves e debilitantes
  • 42. TUBERCULOSE SINTOMAS Na faixa etária geriátrica, os sintomas costumam ser vagos e inespecíficos: Fraqueza Emagrecimento Tosse
  • 43. PREVENÇÃO Algumas medidas são realmente eficazes na prevenção das infecções respiratórias. O que fazer para prevenir? Estimular a tosse e hidratar convenientemente. Especialmente nos dias quentes, manter uma garrafa de líquidos para controlo a respeito da quantidade efectivamente ingerida.
  • 44. PREVENÇÃO As caminhadas e exercícios físicos contribuem para a mobilização das secreções pulmonares. Pacientes que apresentam pneumonias de repetição ou outras condições que representem risco, o médico assistente deverá indicar outros recursos como: medicação específica de longa duração, vacinas, etc. O uso de aparelhos para inalação só deve ser indicado pelo médico. O paciente deve ser mantido em boas condições nutricionais, com uma dieta bem balanceada ou com ajuda de suplementos alimentares se prescritas pelo médico. Estas medidas, sem dúvida, previnem ou pelo menos diminuem o risco de infecções pulmonares.
  • 46. PATOLOGIA HEMATOLÓGICA As doenças hematológicas também são chamadas de doenças do sangue. As mais comuns são a anemia, leucemia e hemofilia. Normalmente, são detectadas por sintomas clínicos como fraqueza, cansaço, infecções frequentes e sangramentos anormais, e confirmadas em diagnósticos feitos por meio de análises laboratoriais do sangue ou da medula óssea (aonde são formadas as células do sangue).
  • 47. A ANEMIA A anemia ocorre quando a quantidade de hemáceas (glóbulos vermelhos que contêm hemoglobina, uma proteína que transporta o oxigénio pelo corpo) no sangue se encontra abaixo do nível normal.
  • 48. A AnemiaCausas Nutricionais A falta de Ferro, vitamina B12 ou Ácido Fólico pode levar a quadros anémicos, geralmente causados por dietas nutricionais deficientes em nutrientes derivados de animais (carne, ovos e leite). O problema costuma atacar pessoas vegetarianas. Alcoolismo, gravidez e algumas doenças também podem levar à deficiência destes nutrientes.
  • 49. A AnemiaCausas Hereditárias Doenças crónicas Algumas doenças crónicas, como doenças dos rins e do fígado, podem levar à anemia, principalmente em pessoas que necessitam de hospitalização frequente.
  • 50. A AnemiaCausas Falhas na medula óssea Uso de medicamentos
  • 51. LEUCEMIA Esta doença atinge a medula óssea e os gânglios do corpo, podendo provocar anemia, diminuição das plaquetas (causando sangramentos anormais) e, principalmente, alteração dos leucócitos (glóbulos brancos que fazem a defesa do corpo contra as infecções). Há dois tipos de leucemia mais frequentes: a linfóide aguda ou linfoblástica (mais comum em crianças) e a leucemia mielóide aguda.
  • 52. HEMOFILIA É a mais comum das doenças hemorrágicas hereditárias. Causada pela deficiência dos factores responsáveis pela acção coagulante do sangue, o que torna o hemofílico sujeito a importantes hemorragias, mesmo por motivos simples, como um corte ao se barbear ou extracções dentárias. As cirurgias podem ser fatais para estas pessoas. A hemofilia afecta quase que exclusivamente os homens.
  • 53. RECOMENDAÇÕES Fazer uma dieta alimentar equilibrada, com ingestão adequada de proteínas e vitaminas. Fazer exames médicos de rotina, pelo menos uma vez por ano. Procurar o médico sempre que os seguintes sintomas aparecerem: fraqueza, cansaço, sangramento anormal ou infecções frequentes.
  • 55. O CANCRO O cancro é a proliferação anormal de células. O cancro tem início nas células; um conjunto de células forma um tecido e, por sua vez, os tecidos formam os órgãos do nosso corpo. Normalmente, as células crescem e dividem-se para formar novas células. No seu ciclo de vida, as células envelhecem, morrem e são substituídas por novas células. Algumas vezes, este processo ordeiro e controlado corre mal: formam-se células novas, sem que o organismo necessite e, ao mesmo tempo, as células velhas não morrem. Este conjunto de células extra forma um tumor. Nem todos os tumores correspondem a cancro. Os tumores podem ser benignos ou malignos.
  • 56. O CANCRO Os tumores benignos não são cancro: Raramente põem a vida em risco; Regra geral, podem ser removidos e, muitas vezes, regridem; As células dos tumores benignos não se "espalham", ou seja, não se disseminam para os tecidos em volta ou para outras partes do organismo (metastização à distância).
  • 57. O CANCRO Os tumores malignos são cancro: Regra geral são mais graves que os tumores benignos; Podem colocar a vida em risco; Podem, muitas vezes, ser removidos, embora possam voltar a crescer; As células dos tumores malignos podem invadir e danificar os tecidos e órgãos circundantes; podem, ainda, libertar-se do tumor primitivo e entrar na corrente sanguínea ou no sistema linfático - este é o processo de metastização das células cancerígenas, a partir do cancro original, formando novos tumores noutros órgãos.
  • 58. O CANCROFACTORES DE RISCO Envelhecimento O factor de risco mais importante para ter cancro é o envelhecimento. A maioria dos cancros ocorre em pessoas com mais de 65 anos. No entanto, o cancro pode surgir em pessoas de todas as idades, incluindo crianças.
  • 59. O CANCROFACTORES DE RISCO Tabaco O uso do tabaco é a causa de morte que mais se pode prevenir. Em Portugal, todos os anos morrem cerca de 3100 pessoas com cancro do pulmão. É mais provável que os fumadores desenvolvam cancro dos pulmões, laringe, boca, esófago, bexiga, rins, garganta, estômago, pâncreas ou colo do útero, do que os não fumadores. Também é mais provável que desenvolvam leucemia mielóide aguda (tumor que tem início nas células do sangue). Usar produtos de tabaco ou estar regularmente em contacto com o fumo (fumador ambiental, passivo ou secundário), aumenta o risco de cancro.
  • 60. O CANCROFACTORES DE RISCO Luz solar A radiação ultravioleta (UV) provém do sol, de lâmpadas solares e de câmaras de bronzeamento; provoca envelhecimento precoce da pele e alterações que podem originar cancro de pele. Os médicos encorajam as pessoas de todas as idades a limitar o tempo de exposição ao sol, bem como a evitar outras fontes de radiação UV.
  • 61. O CANCROFACTORES DE RISCO Radiação ionizante A radiação ionizante pode causar danos na pele que levam à formação de tumores. Este tipo de radiação provém de raios que entram na nossa atmosfera (terrestre), vindos do espaço exterior, poeiras radioactivas, gás radão, raios-X, entre outras fontes. Determinados químicos e outras substâncias Pessoas com determinados empregos (pintores, trabalhadores da construção civil e da indústria química), apresentam um risco aumentado para desenvolver um tumor. Muitos estudos demonstraram que a exposição ao amianto, benzeno, cádmio, níquel ou cloreto de vinilo, no local de trabalho, podem causar cancro.
  • 62. O CANCROFACTORES DE RISCO Alguns vírus e bactérias Estar infectado com determinados vírus e bactérias pode aumentar o risco de desenvolver alguns tumores: Vírus do Papiloma humano (HPV ): a infecção por HPV é a principal causa de cancro do colo do útero; pode, ainda, ser um factor de risco para outro tipo de tumores. Vírus da hepatite B e C: o cancro do fígado pode desenvolver-se, muitos anos depois da infecção com hepatite B ou hepatite C. Vírus dos linfomas T humanos (HTLV-1): a infecção por HTLV -1 aumenta o risco de desenvolver linfoma e leucemia. Vírus da imunodeficiência humana (HIV): o HIV é o vírus que provoca a SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida). As pessoas que estão infectadas com o HIV , têm maior risco de desenvolver cancro: linfoma e um tipo de tumor raro, chamado Sarcoma de Kaposi .
  • 63. O CANCROFACTORES DE RISCO Determinadas hormonas Os médicos podem recomendar tratamento com hormonas, para ajudar a controlar alguns problemas que podem surgir durante a menopausa, como afrontamentos, secura vaginal e enfraquecimento dos ossos. No entanto, alguns estudos demonstram que a terapêutica hormonal, na menopausa, pode causar efeitos secundários graves: pode aumentar o risco de cancro da mama, de enfarte do miocárdio, de AVC ou formação de trombos (pequenos coágulos de sangue que podem entupir veias ou artérias).
  • 64. O CANCROFACTORES DE RISCO Álcool Beber mais de duas bebidas alcoólicas por dia, durante muitos anos, pode aumentar a probabilidade de desenvolver cancro da boca, da garganta, do esófago, da laringe, do fígado e da mama. O risco aumenta com a quantidade de álcool que uma pessoa bebe. Na maioria destes cancros, o risco é mais elevado se a pessoa também fumar.
  • 65. O CANCROFACTORES DE RISCO Dieta pobre, falta de actividade física ou excesso de peso As pessoas que têm uma dieta pobre, que não praticam actividade física suficiente, ou que têm excesso de peso, podem ter um risco aumentado para vários tipos de cancro. Por exemplo, alguns estudos sugerem que as pessoas cuja dieta é rica em gorduras, têm um risco aumentado para cancro do cólon, do útero e da próstata. Por outro lado, a falta de actividade física e o excesso de peso, são factores de risco para cancro da mama, do cólon, do esófago, dos rins e do útero.
  • 66. SINAIS DE ALERTA O cancro pode provocar muitos sintomas diferentes, como por exemplo: Espessamento, massa ou "uma elevação" na mama, ou em qualquer outra parte do corpo. Aparecimento de um sinal novo, ou alteração num sinal já existente. Ferida que não passa, ou seja, cuja cicatrização não acontece. Rouquidão ou tosse que não desaparece.
  • 67. SINAIS DE ALERTA Alterações relevantes na rotina intestinal ou da bexiga. Desconforto depois de comer. Dificuldade em engolir. Ganho, ou perda de peso, sem motivo aparente. Sangramento ou qualquer secreção anormal. Sensação de fraqueza ou extremo cansaço.
  • 69. DOENÇA DE ALZHEIMER A Doença de Alzheimer está, na maioria dos casos, relacionada com o envelhecimento. O aumento do número de situações diagnosticadas é, por isso, uma consequência directa do actual sucesso da Medicina em prolongar a vida. A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, progressiva, irreversível e com causas e tratamento ainda desconhecidos. Começa por atingir a memória e, progressivamente, as outras funções mentais, acabando por determinar a completa ausência de autonomia dos doentes.
  • 70. DOENÇA DE ALZHEIMER Os doentes de Alzheimer tornam-se incapazes de realizar a mais pequena tarefa, deixam de reconhecer os rostos familiares, ficam incontinentes e acabam, quase sempre, acamados. É uma doença muito relacionada com a idade, afectando as pessoas com mais de 50 anos. A estimativa de vida para os pacientes situa-se entre os 2 e os 15 anos.
  • 71. SINTOMAS Ao princípio observam-se pequenos esquecimentos, perdas de memória, normalmente aceites pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e, por vezes, agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta. Acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho.
  • 72. SINTOMAS À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros. Iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as actividades elementares do quotidiano, como alimentação, higiene, vestuário, etc.
  • 73. Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 1. Perda de memória É normal esquecer ocasionalmente reuniões, nomes de colegas de trabalho, números de telefone de amigos, e lembrar-se deles mais tarde. Uma pessoa com a doença de Alzheimer esquece-se das coisas com mais frequência, mas não se lembra delas mais tarde, em especial dos acontecimentos mais recentes.
  • 74. Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 2. Dificuldade em executar as tarefas domésticas As pessoas muito ocupadas podem temporariamente ficar tão distraídas que chegam a deixar as batatas no forno e só se lembram de as servir no final da refeição. O doente de Alzheimer pode ser incapaz de preparar qualquer parte de uma refeição ou esquecer-se de que já comeu.
  • 75. Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 3. Problemas de linguagem Toda a gente tem, por vezes, dificuldade em encontrar a palavra certa. Porém, um doente de Alzheimer pode esquecer mesmo as palavras mais simples ou substituí-las por palavras desajustadas, tornando as suas frases de difícil compreensão.
  • 76. Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 4. Perda da noção do tempo e desorientação É normal perdermos – por um breve instante – a noção do dia da semana ou esquecermos o sítio para onde vamos. Porém, uma pessoa com a doença de Alzheimer pode perder-se na sua própria rua, ignorando como foi dar ali ou como voltar para casa.
  • 77. Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 5. Discernimento fraco ou diminuído As pessoas podem por vezes não ir logo ao médico quando têm uma infecção, embora acabem por procurar cuidados médicos. Um doente de Alzheimer poderá não reconhecer uma infecção como algo problemático e não ir mesmo ao médico ou, então, vestir-se inadequadamente, usando roupa quente num dia de Verão.
  • 78. Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 6. Problemas relacionados com o pensamento abstracto Por vezes, as pessoas podem achar que é difícil fazer as contas dos gastos. Mas, alguém com a doença de Alzheimer pode esquecer completamente o que são os números e o que tem de ser feito com eles. Festejar um aniversário é algo que muitas pessoas fazem, mas o doente de Alzheimer pode não compreender sequer o que é um aniversário.
  • 79. Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 7. Trocar o lugar das coisas Qualquer pessoa pode não arrumar correctamente a carteira ou as chaves. Um doente de Alzheimer pode pôr as coisas num lugar desajustado: um ferro de engomar no frigorífico ou um relógio de pulso no açucareiro.
  • 80. Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 8. Alterações de humor ou comportamento Toda a gente fica triste ou mal-humorada de vez em quando. Alguém com a doença de Alzheimer pode apresentar súbitas alterações de humor – da serenidade ao choro ou à angústia – sem que haja qualquer razão para tal facto.
  • 81. Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 9. Alterações na personalidade A personalidade das pessoas pode variar um pouco com a idade. Porém, um doente com Alzheimer pode mudar totalmente, tornando-se extremamente confuso, desconfiado ou calado. As alterações podem incluir também apatia, medo ou um comportamento inadequado.
  • 82. Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer 10. Perda de iniciativa É normal ficar cansado com o trabalho doméstico, as actividades profissionais do dia-a-dia ou as obrigações sociais; porém, a maioria das pessoas recupera a capacidade de iniciativa. Um doente de Alzheimer pode tornar-se muito passivo e necessitar de estímulos e incitamento para participar.
  • 84. PATOLOGIA SENSORIAL Em função da idade, são detectadas diversas mudanças nas funções perceptivas dos idosos. Podemos destacar como consequência dessas alterações, uma deterioração progressiva no desempenho motor especializado.
  • 85. PATOLOGIA SENSORIAL A visão, considerada por muitos como o órgão do sentido mais essencial, é prioritariamente afectada. A diminuição da capacidade auditiva é considerada por muitos estudiosos da área como um importante motivo da exclusão social do idoso. A maior dificuldade auditiva da pessoa idosa é na detecção de sons de alta frequência e no aumento do tempo de reacção aos sons.
  • 86. PATOLOGIA SENSORIAL O olfacto também é afectado, ocorrendo uma queda gradual na capacidade de identificar correctamente os odores. O tacto, responsável pela informação ao sistema nervoso da temperatura do ambiente externo, sensações de dor e de toque, é sensivelmente diminuído.
  • 87. PATOLOGIA SENSORIAL Os órgãos do sentido são responsáveis em grande parte pelas percepções. Quanto menor forem as informações recebidas pelo sistema nervoso, menor será a sua resposta ao ambiente, interno ou externo, e consequentemente, menos interacções com o meio ao seu redor o indivíduo terá. O idoso exclui-se facilmente caso não seja constantemente estimulado e motivado a participar de actividades na sociedade onde vive.
  • 89. DOENÇA CRÓNICA A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que as doenças crónicas de declaração não obrigatória, como as doenças cardiovasculares, a diabetes, a obesidade, o cancro e as doenças respiratórias, representam cerca de 59 % do total de 57 milhões de mortes por ano e 46 % do total de doenças. Afectam países desenvolvidos e países em vias de desenvolvimento.
  • 90.
  • 91. Aumento dos hábitos sedentários;
  • 93.
  • 94. DOENÇA CRÓNICA Calcula-se que, em todo o mundo, existam 177 milhões de pessoas a sofrer de diabetes, sobretudo de tipo 2. Dois terços do total vivem nos países em vias de desenvolvimento. Mais de mil milhões de adultos sofrem de excesso de peso. Destes, pelo menos 300 milhões são clinicamente obesos.
  • 95. PORQUE É QUE AS DOENÇAS CRÓNICAS TÊM, A NÍVEL MUNDIAL, UM IMPACTO TÃO GRANDE NA SAÚDE? Porque os hábitos alimentares alteraram-se. As pessoas consomem, hoje em dia, alimentos mais calóricos, com elevado nível de açúcar e/ou gorduras saturadas, e excessivamente salgados. A mudança dos hábitos alimentares e a implantação de um estilo de vida sedentário estão a ocorrer a um ritmo muito mais rápido nos países em vias de desenvolvimento, por comparação com o que aconteceu nos países desenvolvidos.
  • 96. PORQUE É QUE AS DOENÇAS CRÓNICAS TÊM, A NÍVEL MUNDIAL, UM IMPACTO TÃO GRANDE NA SAÚDE? As doenças crónicas estão a crescer em muitos dos países mais pobres, articulando-se de forma muito perigosa com outra calamidade: as doenças infecciosas.
  • 97. FACTORES DE RISCO Apesar de muito diferentes entre si, as doenças crónicas apresentam factores de risco comuns. São poucos e podem ser prevenidos: Colesterol elevado; Tensão arterial elevada; Obesidade; Tabagismo; Consumo de álcool.
  • 98. Como reduzir os riscos de ocorrência de doenças crónicas Alterando do estilo de vida poderá, em pouco tempo, reduzir o risco de desenvolver uma doença crónica. Alterando a dieta alimentar – privilegiar frutas, vegetais, frutos secos e cereais integrais; substituir as gorduras animais saturadas por gorduras vegetais insaturadas; reduzir as doses de alimentos salgados e doces; Iniciando a prática de exercício físico diário; Mantendo um peso normal – Índice de Massa Corporal entre 18,5 e 24,9. Eliminando o consumo de tabaco.
  • 99. prevenção Está comprovado que as intervenções comportamentais sustentadas são eficazes na redução dos factores de risco para a população. Mais de 80% dos casos de ocorrência de doenças cardíacas coronárias, 90% dos casos de diabetes de tipo 2 e de um terço das ocorrências de cancro podem ser evitados através da alteração dos hábitos alimentares, do aumento de actividade física e do abandono do tabagismo. 
  • 100. SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA:AS INTOXICAÇÕES E OS ACIDENTES
  • 101. Cerca de 75% dos acidentes em idosos acontecem nas suas próprias casas, incluindo os alojamentos colectivos (lares e outros locais de acolhimento), no meio circundante (escadas, jardim ou pátio), ou por escorregamento na rua. Os acidentes aumentam com a idade e na maior parte dos casos dão origem a quedas. Além das quedas, os acidentes com idosos incluem ferimentos com facas de cozinha, queimaduras devidas a manipulação desajeitada de produtos inflamáveis, ou à diminuição das faculdades sensoriais, como a perda da sensibilidade ao calor, ou a perda do olfacto.
  • 102. Os acidentes mais frequentes em casa são causados por: Pôr-se de pé em cima de um banco, escadote ou cadeira Andar sobre pavimentos molhados, húmidos ou encerados Pequenos tapetes, ou tapetes de quarto sem forro antiderrapante Mobiliário instável, gavetas abertas, peças de mobília ou outros obstáculos deixados no seu caminho Má iluminação Escadas com degraus de tamanhos diferentes
  • 103. Os acidentes mais frequentes em casa são causados por: Fios eléctricos ou de telefone deixados no chão Banheira ou chuveiro sem barras de apoio ou tapete antiderrapante
  • 104. INTOXICAÇÕES Produtos químicos (lixívias) As mais perigosas são as industriais ou as produzidas especificamente para a limpeza do lar. A ingestão costuma acontecer por acidente ou por confusão. Depois da referida ingestão, o efeito costuma ver-se logo, com uma sensação de mal-estar e ardência interna.
  • 105. INTOXICAÇÕES Se se ingeriu alguma destas substâncias, não se deve provocar o vómito, porque aumentará a lesão no tracto esofágico ao sair de novo para o exterior. Recomenda-se que se ingira gemas de ovo para contrariar o efeito corrosivo. Se se ingeriu qualquer outro tipo de substância não corrosiva, recomenda-se que se provoque o vómito.
  • 106. INTOXICAÇÕES A pessoa afectada deve ser enviada imediatamente para um centro médico. Fármacos: Os idosos costumam intoxicar-se devido a confusões. O tratamento baseia-se em produzir o vómito a fim de eliminar o mais depressa possível os fármacos.
  • 107. INTOXICAÇÕES Gases: As intoxicações por gases quase sempre se devem ao gás butano, ou a gases gerados por combustão. O gás butano é reconhecido facilmente pelo seu cheiro. Quando se suspeitar de que um gás foi libertado, é fundamental desligar a electricidade para evitar qualquer chispa que gere a deflagração e ventilar bem a casa.
  • 108. INTOXICAÇÕES O monóxido de carbono é originado na combustão habitual dos aquecedores a gás butano. É um gás muito difícil de identificar, uma vez que, não tem cheiro. A intoxicação costuma identificar-se com uma intoxicação por sintomatologia digestiva, com náuseas e vómitos, e neurológica, com dores de cabeça e perda de conhecimento. É necessário fazer imediatamente uma ventilação adequada da casa, evacuando-se o mais depressa possível.