SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 112
Dor Neuropática Aspectos Gerais do Diagnóstico e Terapêutica  Claudio Pericles, MD, MBA, MSc This presentation has been used in a CME activity sponsored by a Pharm. Industry, with special focus on a specific anticonvulsivant. Biblio references are included and its consultation is highly recommended. This presentation may contain restricted, privileged and/ or confidential information. It may reflect the opinion of its author. Unauthorized disclosure, use or copying is prohibited.
Dor Neuropática
Pergunta 0 (aquecimento) ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Definições
Dor - Definição “ Uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada com uma  lesão  efetiva ou potencial dos tecidos, ou descrita em termos de tal lesão.  A dor é sempre  subjetiva . Cada indivíduo aprende a aplicação da palavra através de  experiências  relacionadas com agressão , cedo na vida. É uma sensação numa parte ou partes do corpo, mas é também desconfortável e, por conseguinte, uma experiência  emocional ” International Association for the Study of Pain
DOR : sensação desagradável cuja experiência emocional está associada com estímulos de lesão tecidual real ou potencial.  Associação Internacional para o Estudo da Dor   Anuncia um estado de emergência e urgência para o organismo. Apesar de causar desconforto é uma modalidade sensorial de grande valor adaptativo. Clinicamente  é parte integrante dos sintomas de muitas doenças e auxilia no diagnóstico.
Dor - Elementos ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
DOR AGUDA ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],DOR CRÔNICA ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],DOR AGUDA
Síndromes Dolorosas ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Dor Neuropática
Dor Neuropática ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Dor Neuropática ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Dor Neuropática - Etiologia ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Fisiopatologia da Dor (Geral)
Vias da Dor ,[object Object],1   = calor ,[object Object],2 ,[object Object],3 ,[object Object],4
Anatomia da Dor
Como Nosso Cérebro Processa a Dor (PET-CT)
Percepção da Dor: Nociceptores ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Fibras nervosas intra-epidermais
RECEPTORES SENSORIAIS Receptores da dor = nociceptores  Amplamente espalhados em todos os tecidos, com a  exceção  do tecido nervoso!! Terminações livres T érmicos Mecânicos Químicos
Calibre dos axônios Dor lenta Dor rápida
calor t1 t1 Dor rápida Fibras A delta Dor lenta Fibras C
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],Dor rápida  Em pontada e bem localizada  Fibras A  Condução rápida (12-30 m/s) mecanrreceptores de alto limiar Nociceptor unimodais Tempo Intensidade da dor
Pergunta 1 ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Vias de Condução da Dor
Vias de Condução da Dor
Vias de Condução da Dor Corno posterior da medula Corno anterior da medula
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],Percepção da Dor: Nocicepção
 
Hiperalgesia Por que o organismo apresentaria mecanismos que exacerbam a sensibilidade dolorosa?
Hiperalgesia :  aumento da sensibilidade dolorosa. Estímulos antes inócuos passam a causar dor devido a facilidade de despolarização dos neurônios aferentes nociceptivos polimodais. Que mecanismos causariam o aumento da sensibilidade dos receptores nocipectivos? Que vantagem haveria em tornar a região da lesão dolorido?. inocuo nocivo 100 80 20 0 60 40 SENSAÇÃO DOLOROSA Intensidade do estímulo Normal Injuria Hiperalgesia Inflamação
INFLAMAÇÂO Calor Dor  (hiperalgesia) Rubor Tumor Perda de função Processo reativo do tecido diante de um agente agressor .   Os mecanismos da dor lenta são mais complexos. Envolvem: Mobilização de células Cascata de reações bioquímicas A membrana do neurônio nociceptivo fica com limiar mais baixo por causa das substâncias inflamatórias (PG, bradicininas, etc).
MECANISMO  DA HIPERALGESIA LESÃO  TECIDUAL Dor rápida Dor lenta ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
HIPERALGESIA ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
MECANISMOS CENTRAIS  DA DOR Onde “sentimos” a dor? Por que a dor evoca sensações emocionais?
Mecanismos Envolvidos na Gênese   dos Sintomas ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Nervos cranianos somestésicas que  penetram pelos nervos  cranianos  V, VII, IX e X Vias da dor  Sistema Ântero-Lateral Nervos espinhais
SISTEMA DA COLUNA ANTERO-LATERAL a) Trato espino-talâmico lateral (NEO) Dor rápida e bem localizada b) Trato espino-(reticulo)talâmico (PALEO) Dor lenta e difusa A projeção para a FOR causa reações comportamentais e autonômicas da dor Sistema da Coluna  Antero-Lateral Córtex  somestésico
Projeções na Medula I II III IV V VI VII Lâminas  da medula ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Vias Somato-Sensitivas Trato Neo-Espino-Talâmico
Lobo Frontal Núcleos Intralaminares  do Tálamo Sistema Límbico Formação Reticular Hipotálamo Substância Cinzenta Periaquedutal Corno Dorsal da Medula Espinal Vias Somato-Sensitivas Trato Espino-Retículo-Talâmico
Vias Descendentes do Controle da Dor Hipotálamo Mesencéfalo Ponte Bulbo Medula Espinal -  Inibição no corno    dorsal da medula  espinal Substância Cinzenta  Periaquedutal
Dor rápida Estímulos cutâneos causam reações motoras inatas denominadas  reflexos de retirada  que afastam rapidamente o membro afetado do estimulo nocivo.
O PORTAL DA DOR Mecanismos endógenos de analgesia É possível regular o nível de excitabilidade do neurônio de 2a ordem da via nociceptiva?
ANALGESIA Inibição do neurônio  de 2a ordem Mecanismos endógenos de analgesia:  modulação ou inibição dos impulsos nervosos que chegam ao córtex CEREBRO TRONCO ENCEFALICO MEDULA Neurônios   aferentes Corno dorsal
Dor lenta Teoria do Portão da Dor (5-HT, Endorfinas, Glut, NA) O  neurônio de 2a ordem  da via nociceptiva comporta-se como um portão, mudando a freqüência dos Potenciais de Ação que gera, conforme o nível de atividade dos neurônios aferentes .   Glu Impulsos Mecanoceptivos A   Coçar local afetado + + - Impulsos Nociceptivos - Interneurônio inibitório + Neurônio  1a ordem Neurônio  2a ordem
Dor Referida Referência à dor de origem visceral na pele  Convergência de fibras aferentes viscerais  sobre os neurônios de 2a ordem provenientes  da pele Dor do membro fantasma Referência à dor do membro ausente Percepção da estimulação espontânea  nos cotos nervosos remanescentes da via  nociceptiva
Resumo das Vias da Dor ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
O Grito (Munch)
Dor Neuropática: Fisiopatologia
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],Nocicepção & Dor Neuropática
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],Nocicepção & Dor Neuropática
Neurotransmissão da dor SP Glu GABA, NE, 5-HT, Opioides I II III Canais de Sódio Sens. simpática
I – Hiperexcitabilidade aferente ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
II – Sensitização 2 o  neurônio ,[object Object],[object Object],[object Object]
II – Sensitização 2 o  neurônio ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
III – Inibição central reduzida ,[object Object],[object Object],[object Object]
Resumo - Mecanismos ,[object Object]
Pergunta 2 ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Investigação
Neurocondução sensitiva V = d/t
Testagem sensitiva quantitativa  - QST - ,[object Object],[object Object],[object Object]
Resposta simpática cutânea ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Registro justa-neural ,[object Object],[object Object],[object Object]
Localização da Dor
Escalas de Dor e Casos Clínicos
Avaliação da Dor
Quantificação da Dor
Quadro Clínico  das Principais Neuropatias
DESCRITORES DE DOR CRÔNICA (Sant’Ana, Pereira, Marquez e Faleiros Sousa - 2004): ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Mononeuropatias / Radiculopatias ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Herpes Zoster
Herpes Zoster
Neuralgia Pós-Herpética ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Dor facial de origem desconhecida ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Disestesia Trigeminal ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Dor Complexa Regional ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Polineuropatias ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Neuropatia Diabética ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Neuropatia Periférica do Idoso ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
HIV e Sistema Nervoso ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Neuropatia sensitiva associada ao HIV ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Neuropatia sensitiva associada ao HIV ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Terapêutica
Princípios Gerais da Terapia ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],Tratamento da Dor Neuropática
Tratamento da Dor Neuropática: Agentes Comumente Usados 1 2 3 Olanzapina Ziprasidona Clorpromazina Topiramato Gabapentina Oxcarbazepina Venlafaxina Imipramina Amitriptilina
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],Tratamento Farmacológico da  Dor Neuropática ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Pergunta 3 ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
ANTICONVULSIVANTES  e o tratamento da dor (“Analgesia Adjuvante”)
Anticonvulsivantes & Dor Neuropática ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],Diferentes agentes, diferentes mecanismos de ação: Diferentes doses e respostas em diferentes pacientes
Inibição mediada por NA e 5-HT ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Ação nos Canais de Na ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Hidantoína/ Fenitoína ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],Valproato/ Ácido valpróico
Estrutura 3D da Gabapentina
Gabapentina:  Sensibilização dos Receptores NMDA ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Gabapentina (NEURONTIN) ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Gabapentina (NEURONTIN) ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Gabapentina (NEURONTIN) ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Pergunta 4 ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Gabapentina em Dor Neuropática (Neuralgia Pós-Herpética) Percentual de pacientes com percepção de melhora da dor (%) Dworkin RH, 2003
Gabapentina vs CBZ em  Dor Neuropática (Síndr Guillain-Barré) Percepção Seriada de Dor em Escala Analógica (0 a 10) Pandey CK, 2005
Gabapentina em Dor Neuropática (Síndr Guillain-Barré) Percepção de Dor em Escala Analógica (0 a 10) Pandey CK, 2002
Gabapentina em Dor Neuropática (Melhora da Dor Aguda ou Crônica) Melhora da Percepção de Dor (% de pacientes) Cochrane Database Review, 2005
Pergunta 5 ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Mecanismos Diversos ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Peptídeos Endógenos e Dor ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Opióides: Mecanismo de Ação ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Dúvidas? ,[object Object],[object Object],[object Object]

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Semiologia 02 roteiro prático de anamnese e exame físico
Semiologia 02   roteiro prático de anamnese e exame físicoSemiologia 02   roteiro prático de anamnese e exame físico
Semiologia 02 roteiro prático de anamnese e exame físico
Jucie Vasconcelos
 
Prova 1 - dermatologia (lesões elementares, semiologia, exames e sinais)
Prova 1 - dermatologia (lesões elementares, semiologia, exames e sinais)Prova 1 - dermatologia (lesões elementares, semiologia, exames e sinais)
Prova 1 - dermatologia (lesões elementares, semiologia, exames e sinais)
Guilherme Sicuto
 

Mais procurados (20)

Sistema Nervoso - fisiopatologia do neurônio motor superior e periférico - A...
Sistema Nervoso -  fisiopatologia do neurônio motor superior e periférico - A...Sistema Nervoso -  fisiopatologia do neurônio motor superior e periférico - A...
Sistema Nervoso - fisiopatologia do neurônio motor superior e periférico - A...
 
Exame neurológico
Exame neurológicoExame neurológico
Exame neurológico
 
Semiologia da dor
Semiologia da dor Semiologia da dor
Semiologia da dor
 
Fisiologia da dor
Fisiologia da dorFisiologia da dor
Fisiologia da dor
 
Semiologia 02 roteiro prático de anamnese e exame físico
Semiologia 02   roteiro prático de anamnese e exame físicoSemiologia 02   roteiro prático de anamnese e exame físico
Semiologia 02 roteiro prático de anamnese e exame físico
 
Reflexos
ReflexosReflexos
Reflexos
 
Prova 1 - dermatologia (lesões elementares, semiologia, exames e sinais)
Prova 1 - dermatologia (lesões elementares, semiologia, exames e sinais)Prova 1 - dermatologia (lesões elementares, semiologia, exames e sinais)
Prova 1 - dermatologia (lesões elementares, semiologia, exames e sinais)
 
Propedeutica abdominal l
Propedeutica abdominal lPropedeutica abdominal l
Propedeutica abdominal l
 
Exame fisico abdome
Exame fisico abdomeExame fisico abdome
Exame fisico abdome
 
Sinais meningorradiculares 18
Sinais meningorradiculares 18Sinais meningorradiculares 18
Sinais meningorradiculares 18
 
Eletroanalgesia - TENS
Eletroanalgesia - TENSEletroanalgesia - TENS
Eletroanalgesia - TENS
 
Exame fsico do abdome (Davyson Sampaio Braga)
Exame fsico do abdome (Davyson Sampaio Braga)Exame fsico do abdome (Davyson Sampaio Braga)
Exame fsico do abdome (Davyson Sampaio Braga)
 
Anatomia e Fisiologia da Dor
Anatomia e Fisiologia da DorAnatomia e Fisiologia da Dor
Anatomia e Fisiologia da Dor
 
Aula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso Autônomo
Aula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso AutônomoAula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso Autônomo
Aula - SNA - Introdução ao Sistema Nervoso Autônomo
 
Dor lombar
Dor lombarDor lombar
Dor lombar
 
Dor Neuropatica ( Eem )
Dor Neuropatica ( Eem )Dor Neuropatica ( Eem )
Dor Neuropatica ( Eem )
 
PROPEDÊUTICA DE ABDOME 2-Prof.Alambert
PROPEDÊUTICA DE ABDOME 2-Prof.AlambertPROPEDÊUTICA DE ABDOME 2-Prof.Alambert
PROPEDÊUTICA DE ABDOME 2-Prof.Alambert
 
Avaliação respiratória
Avaliação respiratóriaAvaliação respiratória
Avaliação respiratória
 
Anatomia do sistema nervoso periférico somático
Anatomia do sistema nervoso periférico somáticoAnatomia do sistema nervoso periférico somático
Anatomia do sistema nervoso periférico somático
 
Semiologia Básica: Exame Físico Neurológico
Semiologia Básica: Exame Físico NeurológicoSemiologia Básica: Exame Físico Neurológico
Semiologia Básica: Exame Físico Neurológico
 

Semelhante a Neuropathic Pain Summary Portuguese

Dor pós operatória
Dor pós operatóriaDor pós operatória
Dor pós operatória
dapab
 
Aula fisiologia sensorial
Aula fisiologia sensorialAula fisiologia sensorial
Aula fisiologia sensorial
marcioth
 
Dor o 5_sinal_vital (1)
Dor o 5_sinal_vital (1)Dor o 5_sinal_vital (1)
Dor o 5_sinal_vital (1)
jessdamb
 
Aula 15 Fibromialgia
Aula 15   FibromialgiaAula 15   Fibromialgia
Aula 15 Fibromialgia
guest70ec8b
 
Morfofisiologia do sistema sensorial
Morfofisiologia do sistema sensorialMorfofisiologia do sistema sensorial
Morfofisiologia do sistema sensorial
bioalvarenga
 

Semelhante a Neuropathic Pain Summary Portuguese (20)

Dor pós operatória
Dor pós operatóriaDor pós operatória
Dor pós operatória
 
Aula fisiologia sensorial
Aula fisiologia sensorialAula fisiologia sensorial
Aula fisiologia sensorial
 
Dor o 5_sinal_vital (1)
Dor o 5_sinal_vital (1)Dor o 5_sinal_vital (1)
Dor o 5_sinal_vital (1)
 
FISIOPATOLOGIA II AULA 1 --.pptx
FISIOPATOLOGIA II AULA 1 --.pptxFISIOPATOLOGIA II AULA 1 --.pptx
FISIOPATOLOGIA II AULA 1 --.pptx
 
Fisiopatologiadador
FisiopatologiadadorFisiopatologiadador
Fisiopatologiadador
 
Dor 2020
Dor 2020Dor 2020
Dor 2020
 
Semiologia da dor
Semiologia da dorSemiologia da dor
Semiologia da dor
 
Aula 15 Fibromialgia
Aula 15   FibromialgiaAula 15   Fibromialgia
Aula 15 Fibromialgia
 
Aula nivelamento neurociencias
Aula nivelamento neurocienciasAula nivelamento neurociencias
Aula nivelamento neurociencias
 
Sensibilidade 15 (1)
Sensibilidade 15 (1)Sensibilidade 15 (1)
Sensibilidade 15 (1)
 
Introducao-a-Fisiopatologia-da-dor.pdf
Introducao-a-Fisiopatologia-da-dor.pdfIntroducao-a-Fisiopatologia-da-dor.pdf
Introducao-a-Fisiopatologia-da-dor.pdf
 
Herpes zoster
Herpes zosterHerpes zoster
Herpes zoster
 
Grandes vias aferentes e Síndromes Sensoriais
Grandes vias aferentes e Síndromes SensoriaisGrandes vias aferentes e Síndromes Sensoriais
Grandes vias aferentes e Síndromes Sensoriais
 
Fisiologia da dor
Fisiologia da dorFisiologia da dor
Fisiologia da dor
 
Semiologia da dor
Semiologia da dorSemiologia da dor
Semiologia da dor
 
Interv. farm. doente oncológico Professora
Interv. farm. doente oncológico ProfessoraInterv. farm. doente oncológico Professora
Interv. farm. doente oncológico Professora
 
Eletroterapia - fisiologia e psicologia da dor vias ascendentes - capítulo 2 ...
Eletroterapia - fisiologia e psicologia da dor vias ascendentes - capítulo 2 ...Eletroterapia - fisiologia e psicologia da dor vias ascendentes - capítulo 2 ...
Eletroterapia - fisiologia e psicologia da dor vias ascendentes - capítulo 2 ...
 
Dor e qualidade de vida
Dor e qualidade de vidaDor e qualidade de vida
Dor e qualidade de vida
 
Dor Crônica Orofacial e Tratamento com Técnica de Fisher
Dor Crônica Orofacial e Tratamento com Técnica de FisherDor Crônica Orofacial e Tratamento com Técnica de Fisher
Dor Crônica Orofacial e Tratamento com Técnica de Fisher
 
Morfofisiologia do sistema sensorial
Morfofisiologia do sistema sensorialMorfofisiologia do sistema sensorial
Morfofisiologia do sistema sensorial
 

Último

Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSHomens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfRELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
HELLEN CRISTINA
 
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
HELLEN CRISTINA
 
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion  ais.pdfrelatorio ciencias morfofuncion  ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
HELLEN CRISTINA
 
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
HELLEN CRISTINA
 
Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................
paulo222341
 

Último (9)

Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSHomens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfRELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
 
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdfATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
ATIVIDADE 1 - FSCE - FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL E ÉTICA II - 52_2024.pdf
 
AULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
AULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptxAULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
AULA 02 TEMPO CIRURGICO-SEGURANÇA DO PACIENTE.pptx
 
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdfCrianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
 
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
 
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion  ais.pdfrelatorio ciencias morfofuncion  ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
 
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
 
Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................
 

Neuropathic Pain Summary Portuguese

  • 1. Dor Neuropática Aspectos Gerais do Diagnóstico e Terapêutica Claudio Pericles, MD, MBA, MSc This presentation has been used in a CME activity sponsored by a Pharm. Industry, with special focus on a specific anticonvulsivant. Biblio references are included and its consultation is highly recommended. This presentation may contain restricted, privileged and/ or confidential information. It may reflect the opinion of its author. Unauthorized disclosure, use or copying is prohibited.
  • 3.
  • 5. Dor - Definição “ Uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada com uma lesão efetiva ou potencial dos tecidos, ou descrita em termos de tal lesão. A dor é sempre subjetiva . Cada indivíduo aprende a aplicação da palavra através de experiências relacionadas com agressão , cedo na vida. É uma sensação numa parte ou partes do corpo, mas é também desconfortável e, por conseguinte, uma experiência emocional ” International Association for the Study of Pain
  • 6. DOR : sensação desagradável cuja experiência emocional está associada com estímulos de lesão tecidual real ou potencial. Associação Internacional para o Estudo da Dor Anuncia um estado de emergência e urgência para o organismo. Apesar de causar desconforto é uma modalidade sensorial de grande valor adaptativo. Clinicamente é parte integrante dos sintomas de muitas doenças e auxilia no diagnóstico.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 16.
  • 18. Como Nosso Cérebro Processa a Dor (PET-CT)
  • 19.
  • 21. RECEPTORES SENSORIAIS Receptores da dor = nociceptores Amplamente espalhados em todos os tecidos, com a exceção do tecido nervoso!! Terminações livres T érmicos Mecânicos Químicos
  • 22. Calibre dos axônios Dor lenta Dor rápida
  • 23. calor t1 t1 Dor rápida Fibras A delta Dor lenta Fibras C
  • 24.
  • 25.
  • 28. Vias de Condução da Dor Corno posterior da medula Corno anterior da medula
  • 29.
  • 30.  
  • 31. Hiperalgesia Por que o organismo apresentaria mecanismos que exacerbam a sensibilidade dolorosa?
  • 32. Hiperalgesia : aumento da sensibilidade dolorosa. Estímulos antes inócuos passam a causar dor devido a facilidade de despolarização dos neurônios aferentes nociceptivos polimodais. Que mecanismos causariam o aumento da sensibilidade dos receptores nocipectivos? Que vantagem haveria em tornar a região da lesão dolorido?. inocuo nocivo 100 80 20 0 60 40 SENSAÇÃO DOLOROSA Intensidade do estímulo Normal Injuria Hiperalgesia Inflamação
  • 33. INFLAMAÇÂO Calor Dor (hiperalgesia) Rubor Tumor Perda de função Processo reativo do tecido diante de um agente agressor . Os mecanismos da dor lenta são mais complexos. Envolvem: Mobilização de células Cascata de reações bioquímicas A membrana do neurônio nociceptivo fica com limiar mais baixo por causa das substâncias inflamatórias (PG, bradicininas, etc).
  • 34.
  • 35.
  • 36. MECANISMOS CENTRAIS DA DOR Onde “sentimos” a dor? Por que a dor evoca sensações emocionais?
  • 37.
  • 38.
  • 39. Nervos cranianos somestésicas que penetram pelos nervos cranianos V, VII, IX e X Vias da dor Sistema Ântero-Lateral Nervos espinhais
  • 40. SISTEMA DA COLUNA ANTERO-LATERAL a) Trato espino-talâmico lateral (NEO) Dor rápida e bem localizada b) Trato espino-(reticulo)talâmico (PALEO) Dor lenta e difusa A projeção para a FOR causa reações comportamentais e autonômicas da dor Sistema da Coluna Antero-Lateral Córtex somestésico
  • 41.
  • 42. Vias Somato-Sensitivas Trato Neo-Espino-Talâmico
  • 43. Lobo Frontal Núcleos Intralaminares do Tálamo Sistema Límbico Formação Reticular Hipotálamo Substância Cinzenta Periaquedutal Corno Dorsal da Medula Espinal Vias Somato-Sensitivas Trato Espino-Retículo-Talâmico
  • 44. Vias Descendentes do Controle da Dor Hipotálamo Mesencéfalo Ponte Bulbo Medula Espinal - Inibição no corno dorsal da medula espinal Substância Cinzenta Periaquedutal
  • 45. Dor rápida Estímulos cutâneos causam reações motoras inatas denominadas reflexos de retirada que afastam rapidamente o membro afetado do estimulo nocivo.
  • 46. O PORTAL DA DOR Mecanismos endógenos de analgesia É possível regular o nível de excitabilidade do neurônio de 2a ordem da via nociceptiva?
  • 47. ANALGESIA Inibição do neurônio de 2a ordem Mecanismos endógenos de analgesia: modulação ou inibição dos impulsos nervosos que chegam ao córtex CEREBRO TRONCO ENCEFALICO MEDULA Neurônios aferentes Corno dorsal
  • 48. Dor lenta Teoria do Portão da Dor (5-HT, Endorfinas, Glut, NA) O neurônio de 2a ordem da via nociceptiva comporta-se como um portão, mudando a freqüência dos Potenciais de Ação que gera, conforme o nível de atividade dos neurônios aferentes . Glu Impulsos Mecanoceptivos A  Coçar local afetado + + - Impulsos Nociceptivos - Interneurônio inibitório + Neurônio 1a ordem Neurônio 2a ordem
  • 49. Dor Referida Referência à dor de origem visceral na pele Convergência de fibras aferentes viscerais sobre os neurônios de 2a ordem provenientes da pele Dor do membro fantasma Referência à dor do membro ausente Percepção da estimulação espontânea nos cotos nervosos remanescentes da via nociceptiva
  • 50.
  • 53.
  • 54.
  • 55. Neurotransmissão da dor SP Glu GABA, NE, 5-HT, Opioides I II III Canais de Sódio Sens. simpática
  • 56.
  • 57.
  • 58.
  • 59.
  • 60.
  • 61.
  • 64.
  • 65.
  • 66.
  • 68. Escalas de Dor e Casos Clínicos
  • 71. Quadro Clínico das Principais Neuropatias
  • 72.
  • 73.
  • 76.
  • 77.
  • 78.
  • 79.
  • 80.
  • 81.
  • 82.
  • 83.
  • 84.
  • 85.
  • 87.
  • 88.
  • 89. Tratamento da Dor Neuropática: Agentes Comumente Usados 1 2 3 Olanzapina Ziprasidona Clorpromazina Topiramato Gabapentina Oxcarbazepina Venlafaxina Imipramina Amitriptilina
  • 90.
  • 91.
  • 92. ANTICONVULSIVANTES e o tratamento da dor (“Analgesia Adjuvante”)
  • 93.
  • 94.
  • 95.
  • 96.
  • 97.
  • 98. Estrutura 3D da Gabapentina
  • 99.
  • 100.
  • 101.
  • 102.
  • 103.
  • 104. Gabapentina em Dor Neuropática (Neuralgia Pós-Herpética) Percentual de pacientes com percepção de melhora da dor (%) Dworkin RH, 2003
  • 105. Gabapentina vs CBZ em Dor Neuropática (Síndr Guillain-Barré) Percepção Seriada de Dor em Escala Analógica (0 a 10) Pandey CK, 2005
  • 106. Gabapentina em Dor Neuropática (Síndr Guillain-Barré) Percepção de Dor em Escala Analógica (0 a 10) Pandey CK, 2002
  • 107. Gabapentina em Dor Neuropática (Melhora da Dor Aguda ou Crônica) Melhora da Percepção de Dor (% de pacientes) Cochrane Database Review, 2005
  • 108.
  • 109.
  • 110.
  • 111.
  • 112.