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<ul><li>Na última linha, o erro não resulta propriamente de má escolha da preposição, mas de se flexionar mal a forma verb...
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<ul><li>Ver  avaliações   </li></ul><ul><li>em  </li></ul><ul><li>Gaveta de Nuvens </li></ul>
<ul><li>TPC </li></ul><ul><li>Prepara a leitura (compreensão) de «Como Ésquilo ganhou fama de pai da tragédia» ( Antologia...
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Apresentação Para Décimo Primeiro Ano, Aula 29

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Apresentação Para Décimo Primeiro Ano, Aula 29

  1. 2. <ul><li>a ante após até </li></ul><ul><li>com conforme contra de </li></ul><ul><li>desde durante em entre </li></ul><ul><li>excepto mediante para perante </li></ul><ul><li>por salvo segundo sem </li></ul><ul><li>sob sobre trás </li></ul>
  2. 3. <ul><li>Preposições que podem </li></ul><ul><li>aparecer em contracção </li></ul><ul><li>a </li></ul><ul><li>de </li></ul><ul><li>em </li></ul><ul><li>por </li></ul>
  3. 4. <ul><li>A palavra barroco , ou baroco , cuja origem os italianos, os franceses, os ingleses nunca reivindicaram como sua, parece ser oriunda do português ou do espanhol, a partir da palavra árabe burka, com o significado de «pérola irregular». Da forma peninsular terá saído a palavra baroque, primeiro em francês e depois em inglês, e, por fim, barock em alemão. </li></ul>
  4. 5. <ul><li>Como expressão artística, o Barroco, com todo o seu dramatismo sensacional e emotivo, começou por ser uma atitude premeditada e opressiva de cariz sócio-religioso, mais religioso do que social, e até filosófico, contra todas as formas artísticas afectadas ou apoiadas pela Reforma religiosa do século XVI, que tantas querelas gerou, não só ao nível teológico e bíblico, como também ao nível político e até filosófico. </li></ul>
  5. 6. <ul><li>É por essa razão que a Companhia de Jesus esteve sempre na vanguarda de todo o movimento barroquista, a partir de Itália, com nítidos reflexos em Portugal, o que levou a classificar o Barroco de estilo jesuíta. [...] </li></ul>
  6. 7. <ul><li>Na concepção poética do Barroco está subjacente a transfiguração da realidade, criada através de figuras de discurso e de retórica, podendo dizer-se que não é o motivo que conta na criação de um poema, mas sim as técnicas utilizadas, a capacidade de exibição de efeitos estéticos e o jogo verbal dos conceitos, de modo a deslumbrar o leitor. Isto é, o mais importante não é o fim, mas sim o meio. </li></ul>
  7. 8. <ul><li>Cremos não ser ocioso repetir que a figura dominante da poesia barroca é a metáfora artisticamente formulada. Também a hipérbole tem o seu lugar privilegiado nas técnicas do Barroco, dado o gosto desenfreado pelo exagero e o excesso, o arrebatado e o mara-vilhoso. A antítese, figura utilizada pelos clássicos (recorde-se Camões: «Amor é fogo que arde sem se ver; / É ferida que dói e não se sente; / É um contentamento descontente; / É dor que desatina sem doer»), </li></ul>
  8. 9. <ul><li>é igualmente adoptada pelos poetas barrocos, com o simples propósito de gerar conflitos intelectuais, pela justaposição dos contrários, ou simplesmente para exibição de exercícios lúdicos. A metáfora, a hipérbole e a antítese, como diz Maria Lucília Pires, «são figuras nucleares na poética barroca», concretizando vectores relevantes da sensibiidade estética da época. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>O barroquismo manifestou-se entre nós em dois géneros literários distintos: na poesia lírica e na oratória, dois campos propícios para o culto da exaltação literária, para a prática de construções sintácticas de grande engenho, nas quais a metáfora fantasista reina com a maior exuberância à margem das regras preestabelecidas pelos renascentistas, e de articulações semânticas que imprimem exuberância ao discurso, mas que muitas vezes o esvaziam de qualquer sentido científico. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>A beleza literária do Barroco deixou de buscar as clássicas formas cristalinas e as expressões claras e harmoniosas, para se envolver em exercícios prolixos de sentido obscuro, com recurso permanente ao empolamento metafórico e jocoso, quando não burlesco. As características temáticas do Barroco, quer na prosa empolada da oratória quer na expressão lírica, religiosa ou profana, são muitas vezes inspiradas em Camões e Petrarca, que aparecem parodiados em linguagem exuberante. </li></ul>
  11. 12. <ul><li>O engenho a que Camões se referia na segunda estrofe do canto primeiro («Cantando espalharei por toda a parte, / Se a tanto me ajudar engenho e arte») nada tem a ver com o engenho barroco, que nele busca apenas a agudeza dos conceitos e a subtileza das ideias. [...] </li></ul>
  12. 13. <ul><li>Na arte musical, o Barroco começou no último terço do século XVI, com o aparecimento de um novo estilo, seguindo rigorosamente os preceitos canónicos tridentinos, que permitiram o desenvolvimento do cântico secular, devidamente adaptado aos padrões religiosos, passando a uma segunda fase, que abrange todo o século XVII, o século barroco por excelência nas outras artes, que permitiu a criação de novas formas musicais, incluindo a ópera, a sonata, o concerto e o oratório. </li></ul>
  13. 14. <ul><li>Finalmente, numa terceira fase, que vai até meados do século XVIII, surge o barroco mais elaborado, período em que brilharam com grande fulgor Johann Sebastian Bach e Jorg Friedrich Haendel. Talvez por ironia do destino, estes dois grandes compositores estão do lado de lá da Contra -Reforma: Bach era luterano e Haendel era luterano-anglicano. [...] </li></ul>
  14. 19. <ul><li>a ao | à </li></ul><ul><li>ante </li></ul><ul><li>após </li></ul><ul><li>até </li></ul>
  15. 20. <ul><li>com </li></ul><ul><li>conforme </li></ul><ul><li>contra </li></ul><ul><li>de do | da | dos | das </li></ul>
  16. 21. <ul><li>desde </li></ul><ul><li>durante </li></ul><ul><li>em na | nas | numa | nele </li></ul><ul><li>entre </li></ul>
  17. 22. <ul><li>excepto </li></ul><ul><li>mediante </li></ul><ul><li>para </li></ul><ul><li>perante </li></ul>
  18. 23. <ul><li>por pelo | pela | pelos </li></ul><ul><li>salvo </li></ul><ul><li>segundo </li></ul><ul><li>sem </li></ul><ul><li>sob </li></ul><ul><li>sobre </li></ul><ul><li>trás </li></ul>
  19. 24. <ul><li>Vou dar um trevo ao elefante . </li></ul><ul><li>Complemento indirecto </li></ul><ul><li>a </li></ul>
  20. 25. <ul><li>Vi o programa do Bruno Aleixo . </li></ul><ul><li>Complemento determinativo </li></ul><ul><li>de </li></ul>
  21. 26. <ul><li>Nos próximos minutos , assistiremos a um sketch pornográfico. </li></ul><ul><li>Complemento circunstancial </li></ul><ul><li>em </li></ul>
  22. 27. <ul><li>O Busto foi desmentido pelo Bruno . </li></ul><ul><li>Complemento agente da passiva </li></ul><ul><li>por </li></ul>
  23. 28. <ul><li>O Bruno desmentiu o Busto . </li></ul><ul><li>sujeito complemento directo </li></ul><ul><li>O Busto foi desmentido pelo Bruno . </li></ul><ul><li>sujeito agente da passiva </li></ul>
  24. 29. <ul><li>A primeira consiste em usar-se a preposição , omitindo o restante grupo preposicional. Talvez porque, dado o contexto, fique muito implícito o que se quer dizer, o locutor pode dar-se ao luxo de suspender a frase logo depois de pronunciar a preposição. </li></ul>
  25. 30. <ul><li>Ora realística ora caricaturalmente, o professor Adolfo Coelho (nota que o nome corresponde, efectivamente, àquele que se pode considerar o primeiro linguista português — contemporâneo, por exemplo, de Eça de Queirós) ou o apresentador dizem «Podemos não chegado a »; «Mas estamos a caminhar para »; «Fiz uma tentativa de »; «Esperamos estar cá para ». </li></ul>
  26. 32. <ul><li>A segunda é começar frases por infinitivos , quando se esperaria o uso de outro tempo, com pessoa: «Em primeiro lugar, dizer que [...]»; «Antes de continuarmos, aplaudir [...]»; «Antes de mais, registar [...]». </li></ul>
  27. 33. <ul><li>(Um pouco à margem deste tique, repara que nas frases fica claro um dos papéis que podem ter os grupos preposicionais, o de conectores : é o caso de « Em primeiro lugar », « Antes de continuarmos », « Antes de mais ». Outras classes gramaticais que cumprem frequentemente esse papel de estabelecer relações entre segmentos textuais são a conjunção , o próprio advérbio .) </li></ul>
  28. 34. <ul><li>Os dois fenómenos caricaturados (suspensão da frase na preposição; começo da frase por um infinitivo) são talvez evoluções em curso na língua portuguesa, relativas a mudanças de ordem sintáctica . </li></ul>
  29. 35. <ul><li>Isto parece-se com </li></ul><ul><li>Prefiro este àquele </li></ul><ul><li>Ficou sob a jurisdição de </li></ul>
  30. 36. <ul><li>Tem a ver com (Tem que ver com) </li></ul><ul><li>Onde moras? </li></ul><ul><li>Dá-me com força </li></ul><ul><li>Tenho de ir </li></ul>
  31. 37. <ul><li>Compara esta folha com aquela </li></ul><ul><li>O gelado de que gosto mais </li></ul><ul><li>As pessoas com que falei </li></ul><ul><li>Hás- de vir </li></ul>
  32. 38. <ul><li>Na última linha, o erro não resulta propriamente de má escolha da preposição, mas de se flexionar mal a forma verbal. Como se faz uma analogia com outras segundas pessoas do singular, que terminam em –s , cria-se uma forma terminada em –s , amalgamando a preposição. É o mesmo processo que leva a que, por vezes, se use, para a terceira pessoa do plural, «hadem» (em vez da forma correcta « hão-de »). </li></ul>
  33. 39. <ul><li>Foi o facto de ele ter mentido que me agradou. </li></ul><ul><li>Apesar de ela ser bonita, é muito feia. </li></ul><ul><li>Diz ao polícia que morri. </li></ul><ul><li>Gostava de os avisar de que a lontra adoeceu. </li></ul>
  34. 42. <ul><li>Ver avaliações </li></ul><ul><li>em </li></ul><ul><li>Gaveta de Nuvens </li></ul>
  35. 43. <ul><li>TPC </li></ul><ul><li>Prepara a leitura (compreensão) de «Como Ésquilo ganhou fama de pai da tragédia» ( Antologia , 97-99). </li></ul>

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