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“O Evangelho Segundo o
Espiritismo”
Capítulo XVII – “Sede Perfeitos”
Comunhão Espírita de Brasília – 29 de março de 2014
• Caracteres da perfeição
• É possível atingirmos a perfeição?
• Que tipo de perfeição?
• Em que consiste essa perfeição?
• Todos seremos um dia perfeitos?
Mensagemde Georges– RevistaEspírita
(Outubrode 1860). “Os Puros Espíritos”
• Chegados ao mais alto grau de perfeição, são
considerados dignos de ser admitidos aos pés de
Deus;
• O esplendor infinito que os envolve não os
dispensa de serem úteis nas obras da Criação;
• São os ministros de Deus. Sob suas
ordens, regem os mundos inumeráveis; dirigem
do Alto os Espíritos e os humanos;
Mensagemde Georges– RevistaEspírita
(Outubrode 1860). “Os Puros Espíritos”
• Estão ligados entre si por um amor sem limites e
esse amor se estende a todos os seres, que
procuram atrair para a suprema felicidade;
• Deus irradia sobre eles e lhes transmite suas
ordens;
• Sua forma não é palpável; tornaram-se infalíveis;
• Em suas fileiras é que são escolhidos os anjos de
guarda, que bondosamente baixam o olhar sobre
os mortais;
Mensagemde Georges– RevistaEspírita
(Outubrode 1860). “Os Puros Espíritos”
• Os Espíritos puros são iguais em perfeição (o
mais alto grau) mas não são uniformes, têm suas
peculiaridades e habilidades diversas.
Conservam sua personalidade.
• Não me é permitido dar mais detalhes desse
mundo supremo.
• Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos
odeiam e orai pelos que vos perseguem e
caluniam. - Porque, se somente amardes os que
vos amam que recompensa tereis disso? Não
fazem assim também os publicanos? - Se
unicamente saudardes os vossos irmãos, que
fazeis com isso mais do que outros? Não fazem o
mesmo os pagãos? -Sede, pois, vós
outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai
celestial. (S. MATEUS, cap. V, vv. 44, 46 a 48.)
O Livro dos Espíritos
• 625 Qual é o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao
homem para lhe servir de guia e modelo?
• – Jesus.
• ☼ Jesus é para o homem o exemplo da perfeição moral a
que pode pretender a humanidade na Terra. Deus nos
oferece Jesus como o mais perfeito modelo, e a doutrina
que ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque
era o próprio Espírito Divino e foi o ser mais puro que
apareceu na Terra.
• Em que consiste a perfeição?
• Jesus o diz: "Em amarmos os nossos
inimigos, em fazermos o bem aos que nos
odeiam, em orarmos pelos que nos
perseguem." Mostra ele desse modo que a
essência da perfeição é a caridade na sua
mais ampla acepção, porque implica a
prática de todas as outras virtudes.
•Que importância têm os nossos
inimigos no tocante ao nosso
aperfeiçoamento?
O Livro dos Espíritos
• 894 Há pessoas que fazem o bem de maneira espontânea, sem
precisar vencer nenhum sentimento contrário; têm tanto mérito
quanto as que têm de lutar contra sua própria natureza e que a
superam?
• As que não têm de lutar é porque nelas o progresso está realizado.
Lutaram antes e venceram. Para estas os bons sentimentos não
custam nenhum esforço e suas ações parecem todas naturais: para
elas o bem tornou-se um hábito.
• Como ainda estais bem longe da perfeição, esses exemplos
espantam pelo contraste e são mais admirados por serem raros; mas
sabei que, nos mundos mais avançados, o que aqui é exceção lá é a
regra
O Livro dos Espíritos
• 895 Além dos defeitos e vícios sobre os quais ninguém se
enganaria, qual o sinal mais característico da imperfeição?
• O interesse pessoal. ... basta tocar no interesse pessoal para
colocar o fundo a descoberto. O verdadeiro desinteresse é
coisa tão rara na Terra que é admirado como um fenômeno
quando se apresenta.
• O apego às coisas materiais é um sinal notório de
inferioridade, porque quanto mais o homem se prende aos
bens deste mundo menos compreende sua destinação. Pelo
desinteresse, ao contrário, prova que vê o futuro sob um
ponto de vista mais elevado.
O Livro dos Espíritos
• 909 O homem poderia sempre vencer suas más tendências
pelos seus esforços?
• Sim, e algumas vezes com pouco esforço; é a vontade que lhe
falta. Como são poucos dentre vós os que se esforçam!
• 910 O homem pode encontrar nos Espíritos uma assistência
eficaz para superar suas paixões?
• Se ele orar a Deus e a seu protetor com sinceridade, os bons
Espíritos certamente virão em sua ajuda, porque é missão
deles.
O homem de bem.
• Como pode, o homem, verificar se está
cumprindo, verdadeiramente, a lei de
justiça, amor e caridade?
Características do homem de
bem:
• a) cumpre a Lei de Justiça, Amor e Caridade na
sua maior pureza;
• b) deposita fé em Deus e sabe que nada
acontece sem Sua permissão;
• c) tem fé no futuro, por isso coloca mais
importância nos bens espirituais do que nos
temporais;
• d) sabe que as dores e vicissitudes da vida são
provas ou expiações, por isso é resignado;
Características do homem de
bem:
• e) possui o sentimento da caridade e amor ao
próximo. Sacrifica seus interesses à justiça;
• f) encontra satisfação nos benefícios que
espalha. Seu primeiro impulso é pensar nos
outros antes que em si;
• g) É bom, humano e benevolente para com
todos, sem olhar raça, etnia ou credo. Todos são
seus irmãos;
• h) respeita, nos outros, suas convicções sinceras;
Características do homem de
bem:
• i) em todas as circunstâncias toma por base a
caridade;
• j) não alimenta ódio, rancor ou desejo de
vingança. Toma Jesus por modelo e perdoa;
• k) é indulgente com as fraquezas alheias, porque
sabe que também precisa de indulgência. “Que
atire a primeira pedra aquele que não tiver
pecado”;
• l) não se compraz em ressaltar os defeitos
alheios;
Características do homem de
bem:
• m) estuda suas próprias imperfeições e
procura, incessantemente, combatê-las. Vive de
modo a que hoje esteja melhor que ontem e
amanhã esteja melhor do que hoje;
• n) evita salientar suas qualidades às expensas
dos outros;
• o) não se envaidece de sua riqueza, nem de
vantagens pessoais, porque sabe que o que foi
dado, pode ser retirado;
• p) usa, mas não abusa, dos bens
terrenos, porque sabe que deles terá que prestar
contas;
Características do homem de
bem:
• q) se tem homens que lhe são subordinados,
trata a todos com humanidade e respeito. Se é
subordinado, cumpre seus deveres fielmente;
• r) respeita os direitos naturais de seus
semelhantes, como quer que os seus sejam
respeitados.
• Estas são algumas das qualidades do homem de
bem.
Os bons espíritas
• Características.
• Reconhece-se o verdadeiro espírita pela
sua transformação moral e pelos esforços
que emprega para domar suas
inclinações más.
• Bom espírita e bom cristão. O Espiritismo
não vem instituir uma nova moral.
• Parábola do Semeador. Evangelho de
Mateus.
O Dever (Lázaro. Paris, 1863)
• Qual o verdadeiro sentido do dever?
O Dever (Lázaro. Paris, 1863)
• O dever é a obrigação moral da criatura
para consigo mesma, primeiro, e, em
seguida, para com os outros. O dever é a
lei da vida.
• Por que é tão difícil o cumprimento do
dever?
• Onde encontramos orientação para seu
fiel cumprimento?
• Onde começa e termina o dever?
O Dever (Lázaro. Paris, 1863)
• O dever principia, para cada um de
vós, exatamente no ponto em que
ameaçais a felicidade ou a tranquilidade
do vosso próximo; acaba no limite que
não desejais ninguém transponha com
relação a vós.
O Dever (Lázaro. Paris, 1863)
• A igualdade em face da dor é uma
sublime providência de Deus, que quer
que todos os seus filhos, instruídos pela
experiência comum, não pratiquem o
mal, alegando ignorância de seus efeitos.
O Dever (Lázaro. Paris, 1863)
• O homem que cumpre o seu dever ama a
Deus mais do que as criaturas e ama as
criaturas mais do que a si mesmo.
O Dever (Lázaro. Paris, 1863)
• O dever é o mais belo laurel da razão; descende
desta como de sua mãe o filho. O homem tem
de amar o dever ... porque confere à alma o
vigor necessário ao seu desenvolvimento.
• O dever cresce e irradia sob mais elevada
forma, em cada um dos estágios superiores da
Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da
criatura para com Deus.
A Virtude (François-Nicolas-
Madeleine. Paris, 1863)
• Como podemos definir a virtude?
A Virtude (François-Nicolas-
Madeleine. Paris, 1863)
. A virtude, no mais alto grau, é o conjunto
de todas as qualidades essenciais que
constituem o homem de bem. Ser
bom, caritativo, laborioso, sóbrio, modesto, s
ão qualidades do homem virtuoso.
O Livro dos Espíritos
• 893 Qual a mais meritória de todas as virtudes?
• Todas as virtudes têm seu mérito, porque
indicam progresso no caminho do bem. Há
virtude sempre que há resistência voluntária ao
arrastamento das más tendências; mas a
sublimidade da virtude é o sacrifício do
interesse pessoal pelo bem de seu
próximo, sem segundas intenções. A mais
merecedora das virtudes nasce da mais
desinteressada caridade.
A Virtude (François-Nicolas-
Madeleine. Paris, 1863)
• Virtude x orgulho e ostentação.
• S. Vicente de Paulo era virtuoso; eram virtuosos
o digno cura d'Ars e muitos outros quase
desconhecidos do mundo, mas conhecidos de
Deus. Todos esses homens de bem ignoravam
que fossem virtuosos; deixavam-se ir ao sabor de
suas santas inspirações e praticavam o bem com
desinteresse completo e inteiro esquecimento
de si mesmos.
São Vicente de Paulo
Cura d’Ars, Jean-Marie Baptiste
Vianney
A Virtude (François-Nicolas-Madeleine.
Paris, 1863)
• Afastai de vossos corações tudo o que seja
orgulho, vaidade, amor-próprio, que sempre
desadornam as mais belas qualidades. Não
imiteis o homem que se apresenta como modelo
e trombeteia, ele próprio, suas qualidades a
todos os ouvidos complacentes. A virtude que
assim se ostenta esconde muitas vezes uma
imensidade de pequenas torpezas e de odiosas
covardias.
A Virtude (François-Nicolas-
Madeleine. Paris, 1863)
• Mais vale pouca virtude com modéstia, do
que muita com orgulho. Pelo orgulho é
que as humanidades sucessivamente se
hão perdido; pela humildade é que um dia
elas se hão de redimir.
Os Superiores e os Inferiores
(François-Nicolas-Madeleine, Cardeal
Morlot. Paris, 1863)
• Qual a utilidade de haver superiores e
inferiores na Terra. Em outras
palavras, com que fim Deus delega aos
homens autoridade e riqueza?
Os Superiores e os Inferiores
(François-Nicolas-Madeleine, Cardeal
Morlot. Paris, 1863)
• A autoridade, tanto quanto a riqueza, é uma
delegação de que terá de prestar contas aquele
que se ache dela investido.
• A ninguém cabe dizer que uma coisa lhe
pertence, quando lhe pode ser tirada sem seu
consentimento. Deus confere a autoridade a
título de missão, ou de prova, quando o
entende, e a retira quando julga conveniente.
Os Superiores e os Inferiores
(François-Nicolas-Madeleine, Cardeal
Morlot. Paris, 1863)
• Quem quer que seja depositário de autoridade
não deve olvidar que tem almas a seu cargo; que
responderá pela boa ou má diretriz que dê aos
seus subordinados e que sobre ele recairão as
faltas que estes cometam, os vícios a que sejam
arrastados em consequência dessa diretriz ou
dos maus exemplos, do mesmo modo que
colherá os frutos da solicitude que empregar
para os conduzir ao bem.
Os Superiores e os Inferiores
(François-Nicolas-Madeleine, Cardeal
Morlot. Paris, 1863)
• Todo homem tem na Terra uma missão, grande
ou pequena; qualquer que ela seja, sempre lhe é
dada para o bem; falseá-la em seu princípio
é, pois, falir ao seu desempenho.
• Nosso dever para com nossos filhos, que estão
momentaneamente sob nossa autoridade. As
pessoas sob nossa responsabilidade poderão ser
bem ou mal sucedidas a depender, em parte, de
nossas diretrizes.
Os Superiores e os Inferiores
(François-Nicolas-Madeleine, Cardeal
Morlot. Paris, 1863)
• O superior, que se ache compenetrado das
palavras do Cristo, a nenhum despreza dos que
lhe estejam submetidos, porque sabe que as
distinções sociais não prevalecem às vistas de
Deus.
• O Espiritismo ensina que as posições são
intercambiáveis e que ele então será tratado
conforme os haja tratado, quando sobre eles
exercia autoridade.
Os Superiores e os Inferiores
(François-Nicolas-Madeleine, Cardeal
Morlot. Paris, 1863)
• Mas, se o superior tem deveres a cumprir, o
inferior, de seu lado, também os tem e não
menos sagrados.
• Se a sua posição lhe acarreta
sofrimentos, reconhecerá que sem dúvida os
mereceu, porque, provavelmente, abusou
outrora da autoridade que tinha, cabendo-
lhe, portanto, experimentar a seu turno o que
fizera sofressem os outros.
Os Superiores e os Inferiores
(François-Nicolas-Madeleine, Cardeal
Morlot. Paris, 1863)
• Numa palavra: solicita-o o sentimento do
dever, oriundo da sua fé, e a certeza de
que todo afastamento do caminho reto
implica uma dívida que, cedo ou
tarde, terá de pagar.
• Em vista do mundo retratado nas imagens
anteriores, seria meritório ao homem
isolar-se do mundo, sob a alegação de que
não quer se contagiar pelos vícios e
prazeres terrenos?
Uma opinião – Ordens
monásticas
• No deserto
• O primeiro passo de toda vida monástica é o
afastamento do mundo. A necessidade de
abandonar o mundo resulta simplesmente do
grande preceito de amor a Deus. Amar
Deus, com efeito, é fazer a sua vontade, observar
seus mandamentos.
• Ora, esse cumprimento da vontade divina exige
uma atenção contínua, um esforço do espírito e
do coração todo inteiros. Como um operário
aplicado ao seu trabalho, o cristão deve
entregar-se exclusivamente à execução das
ordens divinas. Por isso, ele precisa renunciar
não somente a qualquer outra ocupação, mas
também à sociedade daqueles que não se
preocupam em obedecer a Deus. A separação do
mundo é, portanto, uma exigência do primeiro
Mandamento.
•Podemos, nós, espíritas, concorda
r com esse tipo de
posicionamento?
O Livro dos Espíritos
• 766 A vida social é uma obrigação natural?
• Certamente. Deus fez o homem para viver em
sociedade. Deus deu-lhe a palavra e todas as
demais faculdades necessárias ao
relacionamento.
O Livro dos Espíritos
• 768 O homem, ao procurar viver em sociedade, apenas
obedece a um sentimento pessoal, ou há um objetivo
providencial mais geral?
• O homem deve progredir, mas não pode fazer isso
sozinho porque não dispõe de todas as faculdades; eis
por que precisa se relacionar com outros homens. No
isolamento, se embrutece e se enfraquece.
• ☼ Nenhum homem possui todos os conhecimentos.
Pelas relações sociais é que se completam uns aos outros
para assegurar seu bem estar e progredir: é por isso
que, tendo necessidade uns dos outros, são feitos para
viver em sociedade e não isolados.
O Livro dos Espíritos
• 769 Compreende-se, como princípio geral, que a vida
social faça parte na natureza; mas, como todos os gostos
estão também na natureza, por que o gosto pelo
isolamento absoluto seria condenável se o homem
encontra nele sua satisfação?
• Satisfação de egoísta. Há também homens que
encontram satisfação em se embriagar; vós os aprovais?
Deus não pode ter por agradável uma vida em que o
homem se condena a não ser útil a ninguém.
O Livro dos Espíritos
• 770 O que pensar dos homens que escolhem
viver em reclusão absoluta para fugir do contato
nocivo do mundo?
• Duplo egoísmo.
O homem no mundo (Um Espírito
protetor. Bordeaux, 1863)
• Não julgueis, todavia, que, exortando-vos
incessantemente à prece e à evocação
mental, pretendamos que vivais uma vida
mística, que vos conserve fora das leis da
sociedade onde estais condenados a viver.
Não. Vivei como os homens da época, mas
providos de um sentimento de pureza.
O homem no mundo (Um Espírito
protetor. Bordeaux, 1863)
• Não consiste a virtude em assumirdes
severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os
prazeres que as vossas condições humanas
vos permitem. É preciso confiar a Deus
todos os nossos empreendimentos e
interrogar a nossa
consciência, constantemente, sobre
nossos atos.
O homem no mundo (Um Espírito
protetor. Bordeaux, 1863)
• Purificai, pois, os vossos corações; não
consintais que neles demore qualquer
pensamento mundano ou fútil. Elevai o
vosso espírito àqueles por quem chamais.
Onde está, então, a perfeição?
O homem no mundo (Um Espírito
protetor. Bordeaux, 1863)
• A perfeição está toda, como disse o Cristo, na
prática da caridade absoluta.
• Nenhuma caridade teria a praticar o homem que
vivesse insulado. Unicamente no contato com os
seus semelhantes, nas lutas mais árduas é que
ele encontra ensejo de praticá-la.
Aquele, pois, que se isola priva-se
voluntariamente do mais poderoso meio de
aperfeiçoar-se; não tendo de pensar senão em
si, sua vida é a de um egoísta.
O Livro dos Espíritos
•785 Qual é o maior obstáculo ao
progresso?
• O orgulho e o egoísmo; quero falar
do progresso moral ...
• Não imagineis, portanto, que, para
viverdes em comunicação constante
conosco, para viverdes sob as vistas do
Senhor, seja preciso vos cilicieis e cubrais
de cinzas. Não, não, ainda uma vez vos
dizemos. Deus é amor, e aqueles que
amam santamente ele os abençoa.
•Consistirá na maceração do corpo a
perfeição moral?
Cuidar do corpo e do espírito (Jorge,
Espírito protetor. Paris, 1863)
• Ascetas x Materialistas. Insensatez de
ambas as correntes.
• Corpo e espírito, para quem está
encarnado, estão em dependência mútua.
Importa, pois, que estejam ambos na mais
perfeita condição possível. É dever cuidar
de ambos e do
corpo, particularmente, para que sirva
como bom instrumento ao espírito.
Cuidar do corpo e do espírito (Jorge,
Espírito protetor. Paris, 1863)
• Não castigueis o corpo pelas faltas que o
vosso livre-arbítrio o induziu a cometer...
• Sereis, porventura, mais perfeitos
se, martirizando o corpo, não vos
tornardes menos egoístas, nem menos
orgulhosos e mais caritativos para com o
vosso próximo?
Cuidar do corpo e do espírito
(Jorge, Espírito protetor. Paris, 1863)
• Não, a perfeição não está nisso: está toda
nas reformas por que fizerdes passar o
vosso Espírito. Dobrai-o, submetei-o,
humilhai-o, mortificai-o: esse o meio de o
tornardes dócil à vontade de Deus e o
único de alcançardes a perfeição.
• O egoísmo é a fonte de todos os
vícios, assim como a caridade é de todas
as virtudes; destruir um, desenvolver o
outro, esse deve ser o objetivo de todos os
esforços do homem, se quiser assegurar
sua felicidade aqui na Terra
e, futuramente, no mundo espiritual.
•Perguntai-vos ainda isso: se
agradasse a Deus me chamar nesse
momento, teria eu, ao entrar no
mundo dos Espíritos, onde nada é
oculto, o que temer diante de
alguém?
(Santo Agostinho, O Livro dos Espíritos)
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ESE CAP XVII - Sede Perfeitos

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ESE CAP XVII - Sede Perfeitos

  • 1. “O Evangelho Segundo o Espiritismo” Capítulo XVII – “Sede Perfeitos” Comunhão Espírita de Brasília – 29 de março de 2014
  • 2. • Caracteres da perfeição • É possível atingirmos a perfeição?
  • 3. • Que tipo de perfeição? • Em que consiste essa perfeição? • Todos seremos um dia perfeitos?
  • 4. Mensagemde Georges– RevistaEspírita (Outubrode 1860). “Os Puros Espíritos” • Chegados ao mais alto grau de perfeição, são considerados dignos de ser admitidos aos pés de Deus; • O esplendor infinito que os envolve não os dispensa de serem úteis nas obras da Criação; • São os ministros de Deus. Sob suas ordens, regem os mundos inumeráveis; dirigem do Alto os Espíritos e os humanos;
  • 5. Mensagemde Georges– RevistaEspírita (Outubrode 1860). “Os Puros Espíritos” • Estão ligados entre si por um amor sem limites e esse amor se estende a todos os seres, que procuram atrair para a suprema felicidade; • Deus irradia sobre eles e lhes transmite suas ordens; • Sua forma não é palpável; tornaram-se infalíveis; • Em suas fileiras é que são escolhidos os anjos de guarda, que bondosamente baixam o olhar sobre os mortais;
  • 6. Mensagemde Georges– RevistaEspírita (Outubrode 1860). “Os Puros Espíritos” • Os Espíritos puros são iguais em perfeição (o mais alto grau) mas não são uniformes, têm suas peculiaridades e habilidades diversas. Conservam sua personalidade. • Não me é permitido dar mais detalhes desse mundo supremo.
  • 7. • Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam. - Porque, se somente amardes os que vos amam que recompensa tereis disso? Não fazem assim também os publicanos? - Se unicamente saudardes os vossos irmãos, que fazeis com isso mais do que outros? Não fazem o mesmo os pagãos? -Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial. (S. MATEUS, cap. V, vv. 44, 46 a 48.)
  • 8. O Livro dos Espíritos • 625 Qual é o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo? • – Jesus. • ☼ Jesus é para o homem o exemplo da perfeição moral a que pode pretender a humanidade na Terra. Deus nos oferece Jesus como o mais perfeito modelo, e a doutrina que ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque era o próprio Espírito Divino e foi o ser mais puro que apareceu na Terra.
  • 9. • Em que consiste a perfeição? • Jesus o diz: "Em amarmos os nossos inimigos, em fazermos o bem aos que nos odeiam, em orarmos pelos que nos perseguem." Mostra ele desse modo que a essência da perfeição é a caridade na sua mais ampla acepção, porque implica a prática de todas as outras virtudes.
  • 10. •Que importância têm os nossos inimigos no tocante ao nosso aperfeiçoamento?
  • 11. O Livro dos Espíritos • 894 Há pessoas que fazem o bem de maneira espontânea, sem precisar vencer nenhum sentimento contrário; têm tanto mérito quanto as que têm de lutar contra sua própria natureza e que a superam? • As que não têm de lutar é porque nelas o progresso está realizado. Lutaram antes e venceram. Para estas os bons sentimentos não custam nenhum esforço e suas ações parecem todas naturais: para elas o bem tornou-se um hábito. • Como ainda estais bem longe da perfeição, esses exemplos espantam pelo contraste e são mais admirados por serem raros; mas sabei que, nos mundos mais avançados, o que aqui é exceção lá é a regra
  • 12. O Livro dos Espíritos • 895 Além dos defeitos e vícios sobre os quais ninguém se enganaria, qual o sinal mais característico da imperfeição? • O interesse pessoal. ... basta tocar no interesse pessoal para colocar o fundo a descoberto. O verdadeiro desinteresse é coisa tão rara na Terra que é admirado como um fenômeno quando se apresenta. • O apego às coisas materiais é um sinal notório de inferioridade, porque quanto mais o homem se prende aos bens deste mundo menos compreende sua destinação. Pelo desinteresse, ao contrário, prova que vê o futuro sob um ponto de vista mais elevado.
  • 13. O Livro dos Espíritos • 909 O homem poderia sempre vencer suas más tendências pelos seus esforços? • Sim, e algumas vezes com pouco esforço; é a vontade que lhe falta. Como são poucos dentre vós os que se esforçam! • 910 O homem pode encontrar nos Espíritos uma assistência eficaz para superar suas paixões? • Se ele orar a Deus e a seu protetor com sinceridade, os bons Espíritos certamente virão em sua ajuda, porque é missão deles.
  • 14. O homem de bem. • Como pode, o homem, verificar se está cumprindo, verdadeiramente, a lei de justiça, amor e caridade?
  • 15. Características do homem de bem: • a) cumpre a Lei de Justiça, Amor e Caridade na sua maior pureza; • b) deposita fé em Deus e sabe que nada acontece sem Sua permissão; • c) tem fé no futuro, por isso coloca mais importância nos bens espirituais do que nos temporais; • d) sabe que as dores e vicissitudes da vida são provas ou expiações, por isso é resignado;
  • 16. Características do homem de bem: • e) possui o sentimento da caridade e amor ao próximo. Sacrifica seus interesses à justiça; • f) encontra satisfação nos benefícios que espalha. Seu primeiro impulso é pensar nos outros antes que em si; • g) É bom, humano e benevolente para com todos, sem olhar raça, etnia ou credo. Todos são seus irmãos; • h) respeita, nos outros, suas convicções sinceras;
  • 17. Características do homem de bem: • i) em todas as circunstâncias toma por base a caridade; • j) não alimenta ódio, rancor ou desejo de vingança. Toma Jesus por modelo e perdoa; • k) é indulgente com as fraquezas alheias, porque sabe que também precisa de indulgência. “Que atire a primeira pedra aquele que não tiver pecado”; • l) não se compraz em ressaltar os defeitos alheios;
  • 18. Características do homem de bem: • m) estuda suas próprias imperfeições e procura, incessantemente, combatê-las. Vive de modo a que hoje esteja melhor que ontem e amanhã esteja melhor do que hoje; • n) evita salientar suas qualidades às expensas dos outros; • o) não se envaidece de sua riqueza, nem de vantagens pessoais, porque sabe que o que foi dado, pode ser retirado; • p) usa, mas não abusa, dos bens terrenos, porque sabe que deles terá que prestar contas;
  • 19. Características do homem de bem: • q) se tem homens que lhe são subordinados, trata a todos com humanidade e respeito. Se é subordinado, cumpre seus deveres fielmente; • r) respeita os direitos naturais de seus semelhantes, como quer que os seus sejam respeitados. • Estas são algumas das qualidades do homem de bem.
  • 20. Os bons espíritas • Características. • Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. • Bom espírita e bom cristão. O Espiritismo não vem instituir uma nova moral.
  • 21. • Parábola do Semeador. Evangelho de Mateus.
  • 22. O Dever (Lázaro. Paris, 1863) • Qual o verdadeiro sentido do dever?
  • 23. O Dever (Lázaro. Paris, 1863) • O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros. O dever é a lei da vida. • Por que é tão difícil o cumprimento do dever? • Onde encontramos orientação para seu fiel cumprimento? • Onde começa e termina o dever?
  • 24. O Dever (Lázaro. Paris, 1863) • O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.
  • 25. O Dever (Lázaro. Paris, 1863) • A igualdade em face da dor é uma sublime providência de Deus, que quer que todos os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não pratiquem o mal, alegando ignorância de seus efeitos.
  • 26. O Dever (Lázaro. Paris, 1863) • O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo.
  • 27. O Dever (Lázaro. Paris, 1863) • O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho. O homem tem de amar o dever ... porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento. • O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus.
  • 28. A Virtude (François-Nicolas- Madeleine. Paris, 1863) • Como podemos definir a virtude?
  • 29. A Virtude (François-Nicolas- Madeleine. Paris, 1863) . A virtude, no mais alto grau, é o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Ser bom, caritativo, laborioso, sóbrio, modesto, s ão qualidades do homem virtuoso.
  • 30. O Livro dos Espíritos • 893 Qual a mais meritória de todas as virtudes? • Todas as virtudes têm seu mérito, porque indicam progresso no caminho do bem. Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento das más tendências; mas a sublimidade da virtude é o sacrifício do interesse pessoal pelo bem de seu próximo, sem segundas intenções. A mais merecedora das virtudes nasce da mais desinteressada caridade.
  • 31. A Virtude (François-Nicolas- Madeleine. Paris, 1863) • Virtude x orgulho e ostentação. • S. Vicente de Paulo era virtuoso; eram virtuosos o digno cura d'Ars e muitos outros quase desconhecidos do mundo, mas conhecidos de Deus. Todos esses homens de bem ignoravam que fossem virtuosos; deixavam-se ir ao sabor de suas santas inspirações e praticavam o bem com desinteresse completo e inteiro esquecimento de si mesmos.
  • 33. Cura d’Ars, Jean-Marie Baptiste Vianney
  • 34. A Virtude (François-Nicolas-Madeleine. Paris, 1863) • Afastai de vossos corações tudo o que seja orgulho, vaidade, amor-próprio, que sempre desadornam as mais belas qualidades. Não imiteis o homem que se apresenta como modelo e trombeteia, ele próprio, suas qualidades a todos os ouvidos complacentes. A virtude que assim se ostenta esconde muitas vezes uma imensidade de pequenas torpezas e de odiosas covardias.
  • 35. A Virtude (François-Nicolas- Madeleine. Paris, 1863) • Mais vale pouca virtude com modéstia, do que muita com orgulho. Pelo orgulho é que as humanidades sucessivamente se hão perdido; pela humildade é que um dia elas se hão de redimir.
  • 36. Os Superiores e os Inferiores (François-Nicolas-Madeleine, Cardeal Morlot. Paris, 1863) • Qual a utilidade de haver superiores e inferiores na Terra. Em outras palavras, com que fim Deus delega aos homens autoridade e riqueza?
  • 37. Os Superiores e os Inferiores (François-Nicolas-Madeleine, Cardeal Morlot. Paris, 1863) • A autoridade, tanto quanto a riqueza, é uma delegação de que terá de prestar contas aquele que se ache dela investido. • A ninguém cabe dizer que uma coisa lhe pertence, quando lhe pode ser tirada sem seu consentimento. Deus confere a autoridade a título de missão, ou de prova, quando o entende, e a retira quando julga conveniente.
  • 38. Os Superiores e os Inferiores (François-Nicolas-Madeleine, Cardeal Morlot. Paris, 1863) • Quem quer que seja depositário de autoridade não deve olvidar que tem almas a seu cargo; que responderá pela boa ou má diretriz que dê aos seus subordinados e que sobre ele recairão as faltas que estes cometam, os vícios a que sejam arrastados em consequência dessa diretriz ou dos maus exemplos, do mesmo modo que colherá os frutos da solicitude que empregar para os conduzir ao bem.
  • 39. Os Superiores e os Inferiores (François-Nicolas-Madeleine, Cardeal Morlot. Paris, 1863) • Todo homem tem na Terra uma missão, grande ou pequena; qualquer que ela seja, sempre lhe é dada para o bem; falseá-la em seu princípio é, pois, falir ao seu desempenho. • Nosso dever para com nossos filhos, que estão momentaneamente sob nossa autoridade. As pessoas sob nossa responsabilidade poderão ser bem ou mal sucedidas a depender, em parte, de nossas diretrizes.
  • 40. Os Superiores e os Inferiores (François-Nicolas-Madeleine, Cardeal Morlot. Paris, 1863) • O superior, que se ache compenetrado das palavras do Cristo, a nenhum despreza dos que lhe estejam submetidos, porque sabe que as distinções sociais não prevalecem às vistas de Deus. • O Espiritismo ensina que as posições são intercambiáveis e que ele então será tratado conforme os haja tratado, quando sobre eles exercia autoridade.
  • 41. Os Superiores e os Inferiores (François-Nicolas-Madeleine, Cardeal Morlot. Paris, 1863) • Mas, se o superior tem deveres a cumprir, o inferior, de seu lado, também os tem e não menos sagrados. • Se a sua posição lhe acarreta sofrimentos, reconhecerá que sem dúvida os mereceu, porque, provavelmente, abusou outrora da autoridade que tinha, cabendo- lhe, portanto, experimentar a seu turno o que fizera sofressem os outros.
  • 42. Os Superiores e os Inferiores (François-Nicolas-Madeleine, Cardeal Morlot. Paris, 1863) • Numa palavra: solicita-o o sentimento do dever, oriundo da sua fé, e a certeza de que todo afastamento do caminho reto implica uma dívida que, cedo ou tarde, terá de pagar.
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  • 50. • Em vista do mundo retratado nas imagens anteriores, seria meritório ao homem isolar-se do mundo, sob a alegação de que não quer se contagiar pelos vícios e prazeres terrenos?
  • 51. Uma opinião – Ordens monásticas • No deserto • O primeiro passo de toda vida monástica é o afastamento do mundo. A necessidade de abandonar o mundo resulta simplesmente do grande preceito de amor a Deus. Amar Deus, com efeito, é fazer a sua vontade, observar seus mandamentos.
  • 52. • Ora, esse cumprimento da vontade divina exige uma atenção contínua, um esforço do espírito e do coração todo inteiros. Como um operário aplicado ao seu trabalho, o cristão deve entregar-se exclusivamente à execução das ordens divinas. Por isso, ele precisa renunciar não somente a qualquer outra ocupação, mas também à sociedade daqueles que não se preocupam em obedecer a Deus. A separação do mundo é, portanto, uma exigência do primeiro Mandamento.
  • 53. •Podemos, nós, espíritas, concorda r com esse tipo de posicionamento?
  • 54. O Livro dos Espíritos • 766 A vida social é uma obrigação natural? • Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Deus deu-lhe a palavra e todas as demais faculdades necessárias ao relacionamento.
  • 55. O Livro dos Espíritos • 768 O homem, ao procurar viver em sociedade, apenas obedece a um sentimento pessoal, ou há um objetivo providencial mais geral? • O homem deve progredir, mas não pode fazer isso sozinho porque não dispõe de todas as faculdades; eis por que precisa se relacionar com outros homens. No isolamento, se embrutece e se enfraquece. • ☼ Nenhum homem possui todos os conhecimentos. Pelas relações sociais é que se completam uns aos outros para assegurar seu bem estar e progredir: é por isso que, tendo necessidade uns dos outros, são feitos para viver em sociedade e não isolados.
  • 56. O Livro dos Espíritos • 769 Compreende-se, como princípio geral, que a vida social faça parte na natureza; mas, como todos os gostos estão também na natureza, por que o gosto pelo isolamento absoluto seria condenável se o homem encontra nele sua satisfação? • Satisfação de egoísta. Há também homens que encontram satisfação em se embriagar; vós os aprovais? Deus não pode ter por agradável uma vida em que o homem se condena a não ser útil a ninguém.
  • 57. O Livro dos Espíritos • 770 O que pensar dos homens que escolhem viver em reclusão absoluta para fugir do contato nocivo do mundo? • Duplo egoísmo.
  • 58. O homem no mundo (Um Espírito protetor. Bordeaux, 1863) • Não julgueis, todavia, que, exortando-vos incessantemente à prece e à evocação mental, pretendamos que vivais uma vida mística, que vos conserve fora das leis da sociedade onde estais condenados a viver. Não. Vivei como os homens da época, mas providos de um sentimento de pureza.
  • 59. O homem no mundo (Um Espírito protetor. Bordeaux, 1863) • Não consiste a virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem. É preciso confiar a Deus todos os nossos empreendimentos e interrogar a nossa consciência, constantemente, sobre nossos atos.
  • 60. O homem no mundo (Um Espírito protetor. Bordeaux, 1863) • Purificai, pois, os vossos corações; não consintais que neles demore qualquer pensamento mundano ou fútil. Elevai o vosso espírito àqueles por quem chamais.
  • 61. Onde está, então, a perfeição?
  • 62. O homem no mundo (Um Espírito protetor. Bordeaux, 1863) • A perfeição está toda, como disse o Cristo, na prática da caridade absoluta. • Nenhuma caridade teria a praticar o homem que vivesse insulado. Unicamente no contato com os seus semelhantes, nas lutas mais árduas é que ele encontra ensejo de praticá-la. Aquele, pois, que se isola priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de aperfeiçoar-se; não tendo de pensar senão em si, sua vida é a de um egoísta.
  • 63. O Livro dos Espíritos •785 Qual é o maior obstáculo ao progresso? • O orgulho e o egoísmo; quero falar do progresso moral ...
  • 64. • Não imagineis, portanto, que, para viverdes em comunicação constante conosco, para viverdes sob as vistas do Senhor, seja preciso vos cilicieis e cubrais de cinzas. Não, não, ainda uma vez vos dizemos. Deus é amor, e aqueles que amam santamente ele os abençoa.
  • 65. •Consistirá na maceração do corpo a perfeição moral?
  • 66. Cuidar do corpo e do espírito (Jorge, Espírito protetor. Paris, 1863) • Ascetas x Materialistas. Insensatez de ambas as correntes. • Corpo e espírito, para quem está encarnado, estão em dependência mútua. Importa, pois, que estejam ambos na mais perfeita condição possível. É dever cuidar de ambos e do corpo, particularmente, para que sirva como bom instrumento ao espírito.
  • 67. Cuidar do corpo e do espírito (Jorge, Espírito protetor. Paris, 1863) • Não castigueis o corpo pelas faltas que o vosso livre-arbítrio o induziu a cometer... • Sereis, porventura, mais perfeitos se, martirizando o corpo, não vos tornardes menos egoístas, nem menos orgulhosos e mais caritativos para com o vosso próximo?
  • 68. Cuidar do corpo e do espírito (Jorge, Espírito protetor. Paris, 1863) • Não, a perfeição não está nisso: está toda nas reformas por que fizerdes passar o vosso Espírito. Dobrai-o, submetei-o, humilhai-o, mortificai-o: esse o meio de o tornardes dócil à vontade de Deus e o único de alcançardes a perfeição.
  • 69. • O egoísmo é a fonte de todos os vícios, assim como a caridade é de todas as virtudes; destruir um, desenvolver o outro, esse deve ser o objetivo de todos os esforços do homem, se quiser assegurar sua felicidade aqui na Terra e, futuramente, no mundo espiritual.
  • 70. •Perguntai-vos ainda isso: se agradasse a Deus me chamar nesse momento, teria eu, ao entrar no mundo dos Espíritos, onde nada é oculto, o que temer diante de alguém? (Santo Agostinho, O Livro dos Espíritos)
  • 71. (Santo Agostinho, O Livro dos Espíritos)