Fora da Caridade não há Salvação

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Fora da Caridade não há Salvação

  1. 1. Fora da Caridade não há Salvação ESE - Cap.XV
  2. 2. • O amor que move a vontade, busca do bem de outrem;• Prática da Caridade, Beneficência, Filantropia e Complacência;• Uma das três virtudes teologais ( Fé, Esperança e CARIDADE).
  3. 3. O Verdadeiro Sentido da Palavra Caridade• Traduz-se na benevolência para com todos, na indulgência para com as imperfeições alheias e no perdão das ofensas recebidas;• Tem-se então que caridade é a expressão maior do amor pelo semelhante.
  4. 4. Extensão da Lei de Justiça• O amor ao próximo significa fazer-lhe todo o bem que cada um gostaria que lhe fosse feito;• “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. Este preceito manifesta-se tanto na prática da caridade material quanto na caridade moral.• Muito embora o dever de todos seja o exercício constante de ambas, a caridade moral é mais difícil e, portanto, mais meritória que a caridade simplesmente material, porque exige de quem a pratica o verdadeiro sentimento de fraternidade, espírito de renúncia e
  5. 5. Abrangência da CaridadeNão se limita apenas aos aspectos materiais,mas abrange em sua essência a vida derelação em todos os pormenores da umaestrutura social, fundamentando-se a partir dealgumas atitudes:
  6. 6. IndulgênciaÉ a tolerância, a compreensão para com os defeitosdo próximo, sem humilhar ou constranger tambémaquele que está em posição inferior, pois qualquerque seja nosso grau de evolução, estamos semprecolocados entre um superior que nos guia e nosaperfeiçoa, e um inferior, perante o qual temosdeveres a cumprir. Não cabe a ninguém atirar a primeira pedra, poistodos são devedores, todos têm defeitos a corrigir,tentações a vencer hábitos a modificar ;
  7. 7. Benevolência• É a boa vontade em ajudar desinteressadamente os que precisam de ajuda, com verdadeiro afeto aos seus problemas;• É saber falar e ouvir, dando ânimo àquele que desfalece, ressaltando suas qualidades ao invés de apontar seus erros;
  8. 8. Considerar todos os indivíduoscomo dignos de ser amados• Este sentimento, sem apego nem gerador de emoções perturbadoras, desarma o indivíduo;• Uma visão favorável sobre alguém dilui as nuvens densas que lhe obscurecem a personalidade, facultando um relacionamento positivo;• A não-reação à agressividade do outro desmantela-lhe a couraça de prepotência, na qual se oculta.
  9. 9. Perdão• No mais amplo sentido de esquecimento da falta recebida;• Perdoar cada ofensa quantas vezes se fizer necessário.• Perdoar significa não somente esquecer o mal recebido, mas também não desejar nenhum mal a quem o pratica, inclusive aos “inimigos”, dos quais não se deve guardar rancor ou desejo de vingança, mas procurar ajudar para que possam reparar os
  10. 10. Aplicar a compaixão quando agredido• A compaixão dinâmica, aquela que vai além da piedade buscando ajudar o infrator, expressa bondade e se enriquece de paixão participativa, que levanta o caído, embora seja ele o perturbador.• O amor é o antídoto mais eficaz contra quaisquer males.• O amor instaura a paz e irradia a confiança, promove a não-violência e estabelece a fraternidade que une e
  11. 11. Identificar e estimular os traços debondade do caráter alheio• Não há solo, por mais agreste, que, tratado, não permita o vicejar de plantas;• A maldade sistemática, a impiedade, o temperamento hostil revelam as personalidades doentes da alma, que necessitam de ajuda, ao invés de reprovação;• A bondade, neles latente, aguarda o momento de se manifestar e predominar mudando-lhes o comportamento.
  12. 12. “Amai os vossos inimigos”• Amar os inimigos da maneira como ensinou Jesus, é perdoar-lhes e pagar-lhes o mal com o bem;• Esta é a verdadeira caridade que caracteriza o homem de bem;• Podemos nos reconciliar com os nossos adversários, em espírito, orando por eles e amparando-os, por via indireta, a fim de que se valorizem para o bem geral nas tarefas que a vida lhes reservou;• Se do balanço de consciência estivermos em débito para com os outros, tenhamos suficiente coragem de solicitar-lhes desculpas, diligenciando a sanar a falta cometida e articulando serviço que nos evidencie o
  13. 13. Amor e Caridade• É prover as necessidades dos mais fracos, sem que estes se sintam humilhados pela sua inferioridade.• A esmola em si não é um ato passível de reprovação, mas sim o modo como ela é praticada.
  14. 14. Várias maneiras de se fazer a caridade• Ligar o benfeitor ao beneficiado;• Sendo uns indulgentes para com os outros;• Perdoando-se mutuamente as fraquezas;• Cuidando não ferir o amor próprio de ninguém;• Respeitando as opiniões contrárias às nossas, esclarecendo sem os chocar, sem investir contra as suas convicções e demonstrando amavelmente, através de seus atos, o modo correto de proceder.
  15. 15. Nas sendas do mundo...• Caridade e humildade, tal a senda única da salvação. Egoísmo e orgulho, tal a da perdição;• Caridade não é tão somente a divina virtude, é também o sistema contábil do Universo, que nos permite a felicidade de auxiliar para sermos auxiliados.
  16. 16. Caridade, segundo São Paulo• Ainda que eu falasse todas as línguas dos homens e mesmo a língua dos anjos, se não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine;• A caridade é paciente; não é invejosa, não obra temerária nem precipitadamente, não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo sofre ( ESE, Cap. XV, item 6).
  17. 17. DEUS E CARIDADE• Compadecendo-se de nossa ignorância, a Divina Providência deliberou enviar alguém que nos instruísse nos caminhos da elevação, e Jesus, veio em pessoa explicar-nos que Deus não nos pede nem adulações e nem pompas, nem vítimas e nem holocaustos, e sim o coração inflamado de fraternidade, a serviço do bem, para que a Terra se abra, enfim, à gloria e à felicidade do Seu Reino.
  18. 18. Por isso o Mestre ensinou:• Esmerou-se a ensinar a união com Deus acima de tudo;• Socorro aos necessitados;• Esperança aos tristes;• Amparo aos enfermos;
  19. 19. Desde então, a renovadora luz domeigo Mestre Nazareno...• Clareou o espírito das nações e a Humanidade começou a compreender que Deus, o Pai Justo e Misericordioso, a ninguém exclui de Sua Bênção e que a todos nos espera hoje ou mais tarde...• Como filhos bem-amados, unidos na condição de verdadeiros irmãos uns dos outros.
  20. 20. Vivenciando o Evangelho deJesus...• É por isso que, em todos os países e em todas as crenças, em todos templos e em todos os lares da Terra, onde se pratique realmente o Evangelho de Jesus, o culto à Providência Divina começa com a caridade.
  21. 21. Bem-aventurado aquele que dá desi próprio...• Feliz daquele que destaca uma parcela do que possui, a benefício dos semelhantes!• Há um encanto particular em sermos protagonistas ou colaboradores efetivos das vitórias do próximo. Em muitas ocasiões, não há melhor estimulante à vida e ao trabalho.
  22. 22. Semeie sacrifícios e colha sorrisos.• Tome a iniciativa de oferecer a sua hora e outros virão espontaneamente trazer dias e dias de apoio ao trabalho em que você se empenhou.
  23. 23. Experimente• Desencadeie a causa do bem e o bem responderá mecanicamente com seus admiráveis efeitos.
  24. 24. Pré-requisitos para realizar a caridade moral:• Em primeiro lugar conhecer a necessidade de realizar essa caridade, com a vontade, que é o primeiro passo, começaremos a exercitá-la;• Primeiro em casa, com os nossos familiares, aprendendo a calar, compreendendo a situação de cada um, sendo tolerante, indulgente, compreensivo, ou seja, amigo daquele que provoca a crise moral dentro de
  25. 25. Pré-requisito...Nós já o temos, que é o sentimento, é odesejo de progresso espiritual, são nossaspotências, a vontade é uma delas.O conhecimento ajuda,pois nos mostra quetemos o dever de sermos caridosos com opróximo, pois é assim que desejamos que opróximo seja conosco.
  26. 26. O Espiritismo nos ensina que existedois tipos de caridade:• Paulo, o apóstolo, deixa a entender que caridade é um conjunto de valores morais que o homem precisa adquirir;• Pelo estudo, nós vamos nos conscientizando dos conceitos que espiritualizam a vida e através do trabalho, nós colocamos em prática essas lições. Esta é a Caridade Moral.
  27. 27. Inter-relacionamento entre caridade material e moral• Quando nos esclarecemos acerca de quem somos, de onde viemos, o que fazemos no mundo e para onde vamos depois da morte, estamos nos espiritualizando.• Para compreender os nobres propósitos da vida, entendemos nosso dever de ajudar materialmente os que são menos favorecidos do que nós. Esta é a caridade material.
  28. 28. A caridade material na casa espírita deve sempre seracompanhada de mensagens e ensinamentosevangélicos de cunho espírita , mesmo se os assistidosprofessarem outra religião? Sim, deve. Junto ao alimento material que vai satisfazer as suas necessidades, ele receberá o esclarecimento da sua vida de espírito e poderá, com o tempo e sentindo a necessidade, fazer uso desse ensinamento. Se ele não fizer, pelo menos fizemos a nossa parte. Disse o Cristo: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
  29. 29. A caridade e o progresso:• O nosso progresso é lento, diz-se:”a natureza não dá saltos.” Hoje, após o conhecimento de que somos irmãos e devemos nos amar, ainda está ao nível da nossa razão;• Temos que pensar primeiro antes de agir. Quando alguém nos esquentar, antes de explodirmos, devemos parar e pensar, pois ainda estamos em aprendizado;• Quando estivermos com o aprendizado feito, depois de muitas, milhares de vezes que experimentamos, vivenciando o convívio com o próximo, estaremos com a nossa atitude automatizada;• Isto significa que não pensaremos mais antes de agir. A ação dirigida ao próximo será espontânea, natural, pois já há assimilação do conhecimento. Todos sem exceção, passam
  30. 30. Que a Paz Celeste continue com todos!

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