Bem-aventurados os aflitos

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Palestra Bem Aventurados os Aflitos Cap. 5 Evangelho Segundo o Espiritismo

Deus - Atributos da Divindade
Justiça das aflições
Causas das aflições
Provas e expiações
Como ler o Evangelho Segundo Espiritismo ESE

Publicada em: Espiritual
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  • O Espiritismo é uma bênção em nossas vidas a partir da compreensão da bondade e justiça de Deus para com todos os seu filhos.
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Bem-aventurados os aflitos

  1. 1. Bem-aventurado: Aquele que goza da felicidade perfeita Aflito: ANSIOSO, APREENSIVO, INQUIETO, PREOCUPADO Aflição: Estado do ânimo perturbado de algo que o atormenta. Atribulação, tormento.
  2. 2. • Não para absoluta maioria das pessoas. • Há quem pense que o conhecimento da lei de reencarnação e da Lei de causa e efeito seriam suficientes para a pessoa se sentir feliz na hora do sofrimento. • A aflição gera dor, sofrimento, tristeza e desperta o desejo de sair dela o mais rápido possível.
  3. 3. Há um equívoco de algumas pessoas que julgam que quando Jesus disse: Bem-aventurados os que choram, seria um sinônimo de “seja feliz durante sua aflição” O Mestre não disse: sejam felizes durante o sofrimento Não existe lei da dor Existe Lei do Amor Sérgio Lopes – Código do Monte
  4. 4. • Quais as origens das aflições? • Quando teremos felicidade plena? Para melhor compreensão precisamos ver ou rever alguns princípios da Doutrina Espírita
  5. 5. LE1 - Que é Deus ?
  6. 6. DEUS É O CRIADOR DE TUDO O QUE EXISTE
  7. 7. LE. 76 - Que definição se pode dar dos Espíritos? • “Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material.” Qual a diferença de Espírito e alma? • Ambos são a mesma coisa. Só utilizamos o termo ESPÍRITO quando este está desencarnado e ALMA quando o Espírito está encarnado.
  8. 8. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a Justiça de Deus. Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele é todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Como Deus é Justo, justa há de ser estas causas.
  9. 9. Se Deus é Justo e Bom: Por que sofrem uns mais do que outros? Por que uns nascem na miséria e outros na riqueza, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? O que menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. Por que? Por que? Por que?
  10. 10. • Quantos homens caem por sua própria culpa! • Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição! • Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos! • Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma. • Quantas dissensões (divergência de opiniões) e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade! (melindres)
  11. 11. • Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero! • Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os gérmens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem com a ingratidão de que são tratados.
  12. 12. A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, ao azar, sendo que azar é a sua falta de cuidado.
  13. 13. Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da Vida: Remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: - Ahh! Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição...
  14. 14. Há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade...
  15. 15. Por vezes, a falta não se acha nesta vida. Então acusa-se a justiça de Deus, nega-se a sua bondade, duvida-se, até, de sua existência. Aí está a prova mais escabrosa: a dúvida sobre a divindade. Quem quer que admita um Deus soberanamente justo e bom deve dizer que só agirá com sabedoria, mesmo naquilo que não compreendamos; e que se sofremos uma pena, é porque o merecemos; é, pois, uma expiação. Pela Reencarnação, o Espiritismo levanta completamente o véu sob o qual esta questão deixava obscuridade.
  16. 16. • perda de entes queridos e a dos que são o amparo da família; • Os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; • Os reveses da fortuna, que frustram todas as precauções; • Os flagelos naturais; • As enfermidades de nascença; • Crianças que morrem em tenra idade e da vida só conheceram sofrimentos...
  17. 17. Aquele que hoje sofre está expiando o seu passado. “... São provas impostas por Deus, ou que vós mesmos escolhestes como Espíritos, antes de encarnardes, para expiação das faltas cometidas em outra existência...”
  18. 18. A prosperidade do mau é apenas momentânea e se ele não expiar os seus erros agora, virá a expiá-los futuramente. O infortúnio que, à primeira vista, parece não merecido, tem a sua razão de ser. Toda ação há uma reação: todo efeito tem uma causa. Aquele que hoje sofre pode sempre dizer: “Perdoe-me, Senhor, porque pequei”.
  19. 19. Nem todo sofrimento deste mundo denota a existência de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso... A expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação de erros do passado
  20. 20. "Não basta sofrer simplesmente para evoluir moral e espiritualmente. Indispensável é saber sofrer, extraindo as boas lições de cada vivência por mais difícil que pareça." Emmanuel/Chico Xavier - Livro Vinha de Luz - item 80 Dependerá de si mesmo, pela resignação, de tornar proveitoso para si o seu sofrimento, a fim de não perder o fruto pelas suas queixas, uma vez que se perder a oportunidade, terá de começar de novo
  21. 21. • Não somos vítimas da vida. Estamos diante das consequências dos atos que produzimos NÃO HÁ VITIMA NEM INOCENTE • Estamos em processo de reeducação, tendo oportunidade de acertar nossos débitos com a vida... • Aquele, pois, que muito sofre deve reconhecer que muito tinha a expiar. • A dor não é castigo: é contingência inerente à vida, é para a restauração e o progresso individual ou coletivo.
  22. 22. Fica claro, pois, que o próprio espírito, utilizando o livre arbítrio que Deus concede a todos, traça a sua trajetória:  de deslizes e crimes hoje e grande sofrimentos no futuro...  ou de aprendizado, lutas e sofrimentos hoje e felicidade no futuro....
  23. 23. Qual a diferença entre expiação e prova?
  24. 24. Como identificar o espírito em expiação? Geralmente é o indivíduo que não aceita seus sofrimentos, as situações difíceis que enfrenta, rebelando-se. Atravessa a existência a reclamar do peso de sua cruz.
  25. 25. É sempre assim? Nada é definitivo no comportamento humano, já que exercitamos o livre-arbítrio. Um espírito em provação, que fez louváveis planos para a vida presente, pode refugar o que planejou. Da mesma forma, um espírito em expiação pode experimentar um despertamento da consciência, dispondo-se a enfrentar suas dores com dignidade, buscando o melhor.
  26. 26. * se sofremos é por ignorância ou rebeldia, ficamos em débito com a Lei Divina, seja nesta ou em vidas anteriores. *Fomos criados para a felicidade plena, no entanto, só a conheceremos quando formos perfeitos; Para que isso ocorra necessitamos das várias e sucessivas experiências encarnatórias, através das quais vamos nos depurando, vamos nos burilando, reajuste este que se dá por meio das provas, expiações sofrimentos e dores e pela forma pela qual os vivenciamos. Ou pelo amor a escolha sempre é nossa.
  27. 27. Se você começou a ler não sabe bem por onde começar Comece pelo cap. V “Bem-Aventurados os Aflitos” Não está acostumado a leitura? Leia duas páginas por dia. É muito? Leia um item ou dois... Pela manhã... pela tarde e ou outro a noite de acordo com sua disponibilidade... Dorme durante a leitura? Leia em pé, leia caminhando. Leu todo o capítulo? Comece de novo... Leia em voz alta... Releia muitas vezes e sempre que tiver com uma aflição. Então, agora comece uma leitura “normal”, desde a introdução. Sempre que estiver com alguma dificuldade ou antes de fazer uma oração e no Evangelho no Lar, abra ao “acaso” os Benfeitores Espirituais proporcionar-lhe ão alguma mensagem que lhe dará o conforto e esclarecimento necessário naquele momento.
  28. 28. Bibliografia: Evangelho Segundo o Espiritismo Livro dos Espíritos Revista Espírita 1863 O Código do Monte A força das ideias Pão Nosso Vinha de Luz

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