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Cap. XVIICap. XVII
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Comentários de Kardec:
“Visto que Deus possui a perfeição infinita
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Aquelas palavras devem, pois, ser entendi-
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Com efeito, se se observam os resultados de
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No Dicionário Houaiss, lemos:
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Não podendo o amor do próximo, levado até
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Distinguem-se três fases com as quais po-
demos definir a nossa situação diante da
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Kardec tinha a Doutrina Espírita como sendo
3ª Revelação divina a Humanidade, em razão
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Kardec tinha a Doutrina Espírita como sendo
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1° os que creem nas manifestações e se limi-
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mo é uma ciência experimental;
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Em O Livro dos Médiuns, cap. III – Do
Método, item 28, Kardec acrescentou mais
uma nova categoria de espíritas:
“4º Há, finalmente, os espíritas exaltados. A
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tomasse o lado bom das coisas. Em t...
São os menos aptos para convencer a quem
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desconfiam dos julgamentos deles. Graças ...
Foram os próprios Espíritos Superiores que
deixaram bem claro que o Espiritismo, além
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Na Revista Espírita 1861, voltando ao assun-
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Podem-se colocar em primeira linha aqueles
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Vêm em seguida aqueles que veem no Espiri-
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Ao lado daqueles há outros, mais numerosos
do que se crê, que não se limitam a admirar
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Qual é a máxima da Doutrina Espírita?
“FORA DO ESPIRITISMO
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“Em vez do postulado: Fora da Igreja não há
salvação, que alimenta a separação e a ani-
mosidade entre as diferentes seita...
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tismo: Fora da caridade não há salvação,
máxima aclamada, […] se tornando a p...
Obviamente, que dentro dessa visão, só
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guia e modelo.
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perfeito que Deus já
ofereceu ao homem,
para lhe servir de guia
e modelo?
“Vede Jesus.”
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perfeito que Deus já
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Comentários de Kardec:
“Para o homem, Jesus constitui o tipo da
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Se alguns dos que pretendem instruir o
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viaram por meio de falsos princípios, foi...
Uma vez que, um pouco atrás, se falou em
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“O verdadeiro espírita não é o que crê nas
manifestações, mas aquele que aproveita do
ensino dado pelos Espíritos. De nada...
“O verdadeiro espírita não é o que crê nas
manifestações, mas aquele que aproveita do
ensino dado pelos Espíritos. De nada...
“[…] Ora, o verdadeiro espírita vê as coisas
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“[…] O verdadeiro espírita jamais deixará de
fazer o bem. Lenir corações aflitos; consolar,
acalmar desesperos, operar ref...
“O verdadeiro Espírita não é aquele que che-
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mente atingi-lo. Quaisquer que se...
“[…] o verdadeiro espírita é reconhecido por
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dar provas é a abnegação da pers...
“Reconhecereis, pois, o verdadeiro Espírita
pela prática da caridade em pensamentos,
em palavras e em ações, e dizei-vos q...
“O verdadeiro Espírita, como verdadeiro cris-
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“A maneira pela qual o verdadeiro Espírita
encara as coisas deste mundo e do outro, le-
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“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua
transformação moral e pelos esforços que
emprega para domar suas inclinações ...
Lucas 8,4-8: “Ajuntou-se uma grande multi-
dão, e de todas as cidades as pessoas iam
até Jesus. Então ele contou esta pará...
No texto bíblico já se afirma que a narrativa
é uma parábola.
No dicionário Houaiss, lemos:
Parábola: 1 Narrativa alegóric...
Jesus, a pedido de seus discípulos, explica-
lhes essa parábola do Semeador:
Lucas 8,11-15: “A parábola quer dizer o seguin-
te: a semente é a Palavra de Deus. Os que es-
tão à beira do caminho são a...
Se essas palavras do Cristo também se diri-
gem aos espíritas, então, cabe-nos pergun-
tar: como nós a estamos recebendo?
Cada um de nós, aqui presente nessa Casa
Espírita, que nos acolhe com carinho, deve-
mos refletir sobre a maneira que com ...
Lucas 12,43: “Muito se pedirá àquele a
quem muito se houver dado e maiores
contas serão tomadas àquele a quem
mais coisas ...
“O Espiritismo não veio para ser uma nova
forma de venerar a Deus ou ao Cristo, um
novo conjunto de rituais, mas para ser ...
Referência bibliográfica:
ALMEIDA, J. S. As parábolas de Jesus nos dias de hoje. São
Paulo: DPL, 2001.
BATISTA, E. A. O Un...
KARDEC, A. Revista Espírita 1863. Araras, SP: IDE, 2000b.
KARDEC, A. Revista Espírita 1866. Araras, SP: IDE, 1993e.
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Estudo das características do verdadeiro espírita tomando-se como base a assertiva de Jesus: "Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai Celestial".

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Caracteres da perfeição

  1. 1. OO EEvangelhovangelho SSegundo oegundo o EEspiritismospiritismo Cap. XVIICap. XVII Sede perfeitosSede perfeitos
  2. 2. ““A perfeição não é apostoladoA perfeição não é apostolado de um dia e sim dos milênios ede um dia e sim dos milênios e cada mente traz consigo ascada mente traz consigo as marcas da própria ação demarcas da própria ação de ontem e de hoje, determinando,ontem e de hoje, determinando, por si mesma, o cárcere ou apor si mesma, o cárcere ou a libertação de amanhã.”libertação de amanhã.” (Bezerra de Menezes)
  3. 3. “Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perse- guem e caluniam; porque, se somente amar- des os que vos amam que recompensa tereis disso? Não fazem assim também os publica- nos? Se saudardes unicamente os vossos ir- mãos, que fazeis com isso mais do que ou- tros? Os pagãos não fazem o mesmo? Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial.” (MATEUS, 5:44, 46 a 48.)
  4. 4. “Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perse- guem e caluniam; porque, se somente amar- des os que vos amam que recompensa tereis disso? Não fazem assim também os publica- nos? Se saudardes unicamente os vossos ir- mãos, que fazeis com isso mais do que ou- tros? Os pagãos não fazem o mesmo? Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial.” (MATEUS, 5:44, 46 a 48.)
  5. 5. “Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perse- guem e caluniam; porque, se somente amar- des os que vos amam que recompensa tereis disso? Não fazem assim também os publica- nos? Se saudardes unicamente os vossos ir- mãos, que fazeis com isso mais do que ou- tros? Os pagãos não fazem o mesmo? Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial.” (MATEUS, 5:44, 46 a 48.)
  6. 6. Comentários de Kardec: “Visto que Deus possui a perfeição infinita em todas as coisas, esta proposição: “Sede perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celes- tial”, tomada ao pé da letra, pressuporia a possibilidade de atingir-se a perfeição abso- luta. Se fosse dado à criatura ser tão perfeita quanto o Criador, ela se tornaria igual a este, o que é inadmissível. Mas os homens a quem Jesus falava não compreenderiam essa nuan- ça. Jesus se limitou a lhes apresentar um modelo e a dizer-lhes que se esforcem por alcançá-lo. ==>
  7. 7. Aquelas palavras devem, pois, ser entendi- das no sentido da perfeição relativa, a de que a Humanidade é suscetível e que mais a aproxima da Divindade. Em que consiste essa perfeição? Jesus o diz: “Em amarmos os nossos inimigos, em fazermos o bem aos que nos odeiam, em orarmos pelos que nos per- seguem”. Mostra, desse modo, que a essên- cia da perfeição é a caridade na sua mais ampla acepção, porque implica a prática de todas as outras virtudes. ==>
  8. 8. Com efeito, se se observam os resultados de todos os vícios e, mesmo, dos simples defei- tos, reconheceremos não haver nenhum que não altere mais ou menos o sentimento da caridade, porque todos têm o seu princípio no egoísmo e no orgulho, que lhes são a ne- gação, já que tudo que superexcita o senti- mento da personalidade destrói, ou, pelo me nos, enfraquece os elementos da verdadeira caridade, que são: a benevolência, a indul- gência, a abnegação e o devotamento. ==>
  9. 9. No Dicionário Houaiss, lemos: Egoísmo: 1 amor exagerado aos próprios interesses a despeito dos de outrem; 2 exclusivismo que leva uma pessoa a se tomar como referência a tudo; orgulho, presunção. Orgulho:: 1 sentimento de prazer, de grande satisfa- ção com o próprio valor, com a própria honra; 2 pej. sentimento egoísta, admiração pelo próprio mérito, excesso de amor-pró- prio; arrogância, soberba.
  10. 10. Não podendo o amor do próximo, levado até o amor dos inimigos, aliar-se a nenhum de- feito contrário à caridade, aquele amor é, por isso mesmo, sempre indício de maior ou me- nor superioridade moral, donde resulta que o grau da perfeição está na razão direta da sua extensão. Foi por isso que Jesus, depois de ter dado a seus discípulos as regras da cari- dade, no que tem de mais sublime, lhes dis- se: 'Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai celestial'.” (KARDEC, ESE, cap. XVII, item 2)
  11. 11. Distinguem-se três fases com as quais po- demos definir a nossa situação diante da Doutrina Espírita.
  12. 12. Distinguem-se três fases com as quais po- demos definir a nossa situação diante da Doutrina Espírita. 1ª – nós entramos na Doutrina Espírita;
  13. 13. Distinguem-se três fases com as quais po- demos definir a nossa situação diante da Doutrina Espírita. 1ª – nós entramos na Doutrina Espírita; 2ª – a Doutrina Espírita entra em nós;
  14. 14. Distinguem-se três fases com as quais po- demos definir a nossa situação diante da Doutrina Espírita. 1ª – nós entramos na Doutrina Espírita; 2ª – a Doutrina Espírita entra em nós; 3ª – a Doutrina Espírita sai por nós (a favor do próximo e de nós mesmos).
  15. 15. Kardec tinha a Doutrina Espírita como sendo 3ª Revelação divina a Humanidade, em razão disso, teceu considerações sobre como os seus adeptos a viam, classificando-os em três graus. É o que se vê na “Conclusão” de O Livro dos Espíritos, item VII, onde Kardec explica que:
  16. 16. Kardec tinha a Doutrina Espírita como sendo 3ª Revelação divina a Humanidade, em razão disso, teceu considerações sobre como os seus adeptos a viam, classificando-os em três graus. É o que se vê na “Conclusão” de O Livro dos Espíritos, item VII, onde Kardec explica que: “O Espiritismo se apresenta sob três aspe- ctos diferentes: o das manifestações, o dos princípios de filosofia e de moral que delas decorrem e o da aplicação desses princípios. Daí, três classes, ou melhor, três graus de adeptos:
  17. 17. 1° os que creem nas manifestações e se limi- tam a comprová-las; para esses, o Espiritis- mo é uma ciência experimental; 2° os que compreendem as suas consequên- cias morais; 3° os que praticam ou se esforçam por prati- car essa moral.”
  18. 18. 1° os que creem nas manifestações e se limi- tam a comprová-las; para esses, o Espiritis- mo é uma ciência experimental; 2° os que compreendem as suas consequên- cias morais; 3° os que praticam ou se esforçam por prati- car essa moral.”
  19. 19. 1° os que creem nas manifestações e se limi- tam a comprová-las; para esses, o Espiritis- mo é uma ciência experimental; 2° os que compreendem as suas consequên- cias morais; 3° os que praticam ou se esforçam por prati- car essa moral.”
  20. 20. Em O Livro dos Médiuns, cap. III – Do Método, item 28, Kardec acrescentou mais uma nova categoria de espíritas:
  21. 21. “4º Há, finalmente, os espíritas exaltados. A espécie humana seria perfeita, se sempre tomasse o lado bom das coisas. Em tudo, o exagero é prejudicial. Em Espiritismo, infun- de confiança demasiado cega e frequente- mente pueril, no tocante ao mundo invisível, e leva a aceitar-se, com extrema facilidade e sem verificação, aquilo cujo absurdo, ou im- possibilidade a reflexão e o exame demons- trariam. O entusiasmo, porém, não reflete, deslumbra. Esta espécie de adeptos é mais nociva do que útil à causa do Espiritismo. ==>
  22. 22. São os menos aptos para convencer a quem quer que seja, porque todos, com razão, desconfiam dos julgamentos deles. Graças à sua boa-fé, são iludidos, assim, por Espíritos mistificadores, como por homens que procu- ram explorar-lhes a credulidade. Meio-mal apenas haveria, se só eles tivessem que so- frer as consequências. O pior é que, sem o quererem, dão armas aos incrédulos, que antes buscam ocasião de zombar, do que se convencerem e que não deixam de imputar a todos o ridículo de alguns. […].” (KARDEC, LM)
  23. 23. Foram os próprios Espíritos Superiores que deixaram bem claro que o Espiritismo, além de ser a 3ª revelação divina a humanidade, é, também, o Cristianismo redivivo, então, Kardec teve plena razão ao dizer que: “Assim será com os adeptos do Espiritismo. Pois que a doutrina que professam mais não é do que o desenvolvimento e a aplicação da do Evangelho, também a eles se dirigem as palavras do Cristo. Eles semeiam na Terra o que colherão na vida espiritual. […].” (KARDEC, ESE, cap. XXIV, item 16)
  24. 24. Na Revista Espírita 1861, voltando ao assun- to, Kardec disse: “Traçamos, em O Livro dos Médiuns, o cará- ter das principais variedades de Espíritas; sendo essa distinção importante para o as- sunto que nos ocupa, cremos dever lembrá- la.
  25. 25. Podem-se colocar em primeira linha aqueles que creem, pura e simplesmente, nas mani- festações. O Espiritismo não é para eles se- não uma ciência de observação, uma série de fatos mais ou menos curiosos; a filosofia e a moral são acessórios, dos quais pouco se preocupam, ou dos quais não supõem a im- portância. Nós os chamamos Espíritas expe- rimentadores.
  26. 26. Vêm em seguida aqueles que veem no Espiri- tismo outra coisa senão os fatos; compreende- lhe a importância filosófica; admiram a moral que dele decorre, mas não a praticam; exta- siam-se diante de belas comunicações, como diante de um eloquente sermão que se escuta sem aproveitá-lo. Sua influência sobre seu caráter é insignificante ou nula; não mudam nada em seus hábitos e não se privariam de um único gozo: o avarento é sempre sovina, o orgulhoso sempre cheio de si mesmo, o inve- joso e o ciumento sempre hostis; para eles a caridade cristã não é senão uma bela máxima, e os bens deste mundo dominam, em sua esti- ma, sobre os do futuro: esses são os espíritas imperfeitos.
  27. 27. Ao lado daqueles há outros, mais numerosos do que se crê, que não se limitam a admirar a moral espírita, mas que a praticam e lhe aceitam, por si mesmos, todas as conse- quências. Convencidos de que a existência terrestre é uma prova passageira, tratam de aproveitar seus curtos instantes para cami- nhar na senda do progresso, esforçando-se por fazer o bem e reprimir seus maus pen- dores; suas relações são sempre seguras, porque sua convicção os distancia de todo pensamento do mal. A caridade é, em todas as coisas, a regra de sua conduta; esses são os verdadeiros Espíritas, ou melhor, os Espí- ritas cristãos.”
  28. 28. Qual é a máxima da Doutrina Espírita?
  29. 29. “FORA DO ESPIRITISMO NÃO HÁ SALVAÇÃO.”
  30. 30. “Em vez do postulado: Fora da Igreja não há salvação, que alimenta a separação e a ani- mosidade entre as diferentes seitas religio- sas e que há feito correr tanto sangue, o Es- piritismo tem como divisa: Fora da Caridade não há salvação, isto é, a igualdade entre os homens perante Deus, a tolerância, a liber- dade de consciência e a benevolência mú- tua.” (KARDEC, Obras Póstumas)
  31. 31. “[…] inscrevemos sobre a bandeira do Espiri- tismo: Fora da caridade não há salvação, máxima aclamada, […] se tornando a palavra de união de todos aqueles que veem no Espi- ritismo outra coisa do que um fato material. […]. Inscrevendo no frontispício do Espiritismo a suprema lei do Cristo, abrimos o caminho para o Espiritismo cristão; fomos instituídos, pois, em desenvolver-lhe os princípios, assim como os caracteres do verdadeiro espírita sob esse ponto de vista.” (Revista Espírita 1866) Frontispício: fachada principal de um edifício. (HOUAISS)
  32. 32. Obviamente, que dentro dessa visão, só temos um personagem para nos servir de guia e modelo. Esse foi um dos pontos que Kardec, para não deixar margem a nenhuma dúvida, procurou definir com os Espíritos Superiores:
  33. 33. 625. Qual o tipo mais perfeito que Deus já ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e modelo? “Vede Jesus.”
  34. 34. 625. Qual o tipo mais perfeito que Deus já ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e modelo? “Vede Jesus.” se segue se copia
  35. 35. Comentários de Kardec: “Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo, e a doutrina que ensi- nou é a mais pura expressão de Sua lei, por- que, sendo Jesus o mais puro que já apare- ceu na Terra, o Espírito Divino o animava. ==>
  36. 36. Se alguns dos que pretendem instruir o homem na Lei de Deus algumas vezes trans- viaram por meio de falsos princípios, foi por- que se deixaram dominar por sentimentos demasiado terrenos e porque confundiram as leis que regulam as condições da vida da alma com as que regem a vida do corpo. Muitos deles apresentaram como Leis divinas o que eram simples leis humanas, criadas para servir às paixões e para dominar os homens.” (KARDEC, LE)
  37. 37. Uma vez que, um pouco atrás, se falou em caracteres do verdadeiro espírita, seria bom refletirmos sobre eles visando “o conhecer a si mesmo”, para que, de forma eficaz, pos- samos trabalhar a transformação moral, que nos dará a felicidade que tanto almejamos. Vejamos alguns deles:
  38. 38. “O verdadeiro espírita não é o que crê nas manifestações, mas aquele que aproveita do ensino dado pelos Espíritos. De nada adianta acreditar, se a crença não o levar a dar um passo à frente no caminho do progresso e não o tornar melhor para como seu próxi- mo.” (KARDEC, O Espiritismo na sua expressão mais sim- plesmente) Resumindo...
  39. 39. “O verdadeiro espírita não é o que crê nas manifestações, mas aquele que aproveita do ensino dado pelos Espíritos. De nada adianta acreditar, se a crença não o levar a dar um passo à frente no caminho do progresso e não o tornar melhor para como seu próxi- mo.” (KARDEC, O Espiritismo na sua expressão mais sim- plesmente)
  40. 40. “[…] Ora, o verdadeiro espírita vê as coisas deste mundo de um ponto de vista tão eleva- do; elas lhe parecem tão pequenas, tão mes- quinhas, a par do futuro que o aguarda; a vi- da se lhe mostra tão curta, tão fugaz, que, aos seus olhos, as tribulações não passam de incidentes desagradáveis, no curso de uma viagem. O que, em outro, produziria violenta emoção, mediocremente o afeta. […].” (KAR- DEC, O Livro dos Espíritos – Introdução) Fugaz: que desaparece rapidamente, que dura muito pou- co; efêmero, passageiro. (HOUAISS)
  41. 41. “[…] O verdadeiro espírita jamais deixará de fazer o bem. Lenir corações aflitos; consolar, acalmar desesperos, operar reformas morais, essa a sua missão. É nisso também que en- contrará satisfação real. […].” (KARDEC, O Livro dos Médiuns) Lenir: tornar mais fácil de suportar; aliviar, lenificar, suavizar. (HOUAISS)
  42. 42. “O verdadeiro Espírita não é aquele que che- gou ao objetivo, mas aquele que quer seria- mente atingi-lo. Quaisquer que sejam, pois, seus antecedentes, é bom Espírita desde que reconheça suas imperfeições, e que é sincero e perseverante em seu desejo de se emen- dar.” (KARDEC, Revista Espírita 1861)
  43. 43. “[…] o verdadeiro espírita é reconhecido por suas qualidades. Ora, a primeira de que deve dar provas é a abnegação da personalidade; é, pois, por seus atos que o reconhecemos, mais que pelas palavras. […] o verdadeiro Espírita não é movido nem pela ambição, nem pelo amor-próprio. […].” (KARDEC, Viagem Espírita 1862)
  44. 44. “Reconhecereis, pois, o verdadeiro Espírita pela prática da caridade em pensamentos, em palavras e em ações, e dizei-vos que, quem nutre em sua alma sentimentos de animosidade, de rancor, de ódio, de inveja ou de ciúme mente a si mesmo se pretende compreender e praticar o Espiritismo.” (KAR- DEC, Revista Espírita 1862)
  45. 45. “O verdadeiro Espírita, como verdadeiro cris- tão, pode ter inimigos; - o Cristo não os te- ve? - Mas não é o inimigo de ninguém, por- que está sempre pronto a perdoar e a resti- tuir o bem pelo mal. […].” (KARDEC, Revista Espíri- ta 1862)
  46. 46. “A maneira pela qual o verdadeiro Espírita encara as coisas deste mundo e do outro, le- va-o a domar em si as mais violentas pai- xões, mesmo a cólera e a vingança.” (KARDEC, Revista Espírita 1863)
  47. 47. “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.” (KARDEC, ESE, cap. XVII – Sede perfeitos, item 4)
  48. 48. Lucas 8,4-8: “Ajuntou-se uma grande multi- dão, e de todas as cidades as pessoas iam até Jesus. Então ele contou esta parábola: 'O semeador saiu para semear a sua semen- te. Enquanto semeava, uma parte caiu à bei- ra do caminho; foi pisada e os passarinhos foram, e comeram tudo. Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia umidade. Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos brotaram junto, e a sufocaram. Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um'. Dizendo isso, Jesus exclamou: 'Quem tem ouvidos para ouvir, ouça'.”
  49. 49. No texto bíblico já se afirma que a narrativa é uma parábola. No dicionário Houaiss, lemos: Parábola: 1 Narrativa alegórica que transmite uma mensagem indireta, por meio de compara- ção ou analogia; 1.1 Narrativa alegórica que encerra um preceito religioso ou moral. E do Michaelis, tomamos: Alegoria: 1 Expressão de uma ideia sob forma figurada; 2 Ficção que representa um objeto para dar ideia de outro.
  50. 50. Jesus, a pedido de seus discípulos, explica- lhes essa parábola do Semeador:
  51. 51. Lucas 8,11-15: “A parábola quer dizer o seguin- te: a semente é a Palavra de Deus. Os que es- tão à beira do caminho são aqueles que ouvi- ram; mas, depois chega o diabo, e tira a Pala- vra do coração deles, para que não acreditem, nem se salvem. Os que caíram sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolheram com ale- gria a Palavra. Mas eles não têm raiz: por um momento, acreditam; mas na hora da tentação voltam atrás. O que caiu entre os espinhos são aqueles que ouvem, mas, continuando a cami- nhar, se afogam nas preocupações, na riqueza e nos prazeres da vida, e não chegam a amadu- recer. O que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo de coração bom e generoso, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança.”
  52. 52. Se essas palavras do Cristo também se diri- gem aos espíritas, então, cabe-nos pergun- tar: como nós a estamos recebendo?
  53. 53. Cada um de nós, aqui presente nessa Casa Espírita, que nos acolhe com carinho, deve- mos refletir sobre a maneira que com esta- mos recebendo a palavra de Deus, identi- ficando qual tipo de semente somos. Enquadramo-nos como a semente que caiu:  à beira do caminho?  sobre as pedras?  entre os espinhos?  em terra boa, dando frutos cem por um?
  54. 54. Lucas 12,43: “Muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado e maiores contas serão tomadas àquele a quem mais coisas se haja confiado.”
  55. 55. “O Espiritismo não veio para ser uma nova forma de venerar a Deus ou ao Cristo, um novo conjunto de rituais, mas para ser o fator primordial de libertação das criaturas. Libertação do domínio do erro e do vício pelo esclarecimento das consciências.” (Dr. Ary Lex, 1916-2001)
  56. 56. Referência bibliográfica: ALMEIDA, J. S. As parábolas de Jesus nos dias de hoje. São Paulo: DPL, 2001. BATISTA, E. A. O Universo Maravilhoso das parábolas. Belo Horizonte: EDIAME, 2010. KARDEC, A. A Gênese, Rio de Janeiro: FEB, 2007. KARDEC, A. Viagem Espírita em 1862. Matão, SP: O Clarim, 2000b. KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Rio de Janeiro: FEB, 1990. KARDEC, A. O Livro dos Médiuns, Rio de Janeiro: FEB, 2007a. KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 2007b. KARDEC, A. Obras Póstumas. Rio de Janeiro: FEB, 2006. KARDEC, A. Revista Espírita 1860. Araras, SP: IDE, 2000a. KARDEC, A. Revista Espírita 1861. Araras, SP: IDE, 1993b. KARDEC, A. Revista Espírita 1862. Araras, SP: IDE, 1993c.
  57. 57. KARDEC, A. Revista Espírita 1863. Araras, SP: IDE, 2000b. KARDEC, A. Revista Espírita 1866. Araras, SP: IDE, 1993e. KARDEC, A. Revista Espírita 1867. Araras, SP: IDE, 1999. NETO SOBRINHO, P. S. Espírito de Verdade, quem seria ele?, disponível em www.paulosnetos.net, 2012. XAVIER, F. C. A Caminho da Luz, Rio de Janeiro: FEB, 1987. XAVIER, F. C. Missionários da Luz, Rio de Janeiro: FEB, 1986. Imagens: ESE: http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2014/05/Capa- Evangelio.png Kardec: http://kdfrases.com/frases-imagens/frase-com-o-egoismo-e-o- orgulho-que-andam-de-maos-dadas-havera-sempre-um-caminho-para- o-mais-sagaz-allan-kardec-91653.jpg Interrogação: http://inteliagro.com.br/wp- content/uploads/2014/04/page4-img2.jpg Caridade: http://www.institutochicoxavier.com/images/stories/fotos/2013/10/25/c aridade.jpg
  58. 58. Site: www.paulosnetos.net Email: paulosnetos@gmail.com Versão 2

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