Portfólio cris

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Portfólio cris

  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB CAMPUS II – ALAGOINHASCOMPONENTE CURRICULAR: ESTÁGIO SUPERVISIONADO II DOCENTE: CLAÚDIA REGINA T. DE SOUZA DISCENTE: CRISTIANE SILVA NASCIMENTO Estágio II
  2. 2. Portfólio: Experiências vivenciadas no Estágiode regência em Biologia no 2º ano do EnsinoMédio.Por Cristiane Silva Nascimento
  3. 3. SumárioO estágio supervisionado e sua importância 05A escola 12A professora regente 16O livro didático 17Os alunos 20O estágio 22O primeiro dia de aula 27Os dias seguintes do estágio 31Passo –a –passo 36Encontros semanais 51Considerações finais 53Agradecimentos 55Referencias 58
  4. 4. Epígrafe É preciso que, pelo contrário, desde os começosdo processo, vá ficando cada vez mais claro que,embora diferentes entre si, quem forma se forma e re-forma ao for-mar e quem é formado forma-se e formaao ser formado. É neste sentido que ensinar não étransferir conhecimentos, conteúdos nem formar éação pela qual um sujeito criador dá forma, estilo oualma a um corpo indeciso e acomodado. Não hádocência sem discência, as duas se explicam e seussujeitos, apesar das diferenças que os conotam, nãose reduzem à condição de objeto, um do outro Paulo Freire
  5. 5. O Estágio Supervisionado e sua importância Estágio Supervisionado consiste em teoria eprática tendo em vista uma busca constante darealidade para uma elaboração conjunta doprograma de trabalho na formação do educador(GUERRA, 1995). Este “possibilita ao graduandodesenvolver a postura de pesquisador, despertar aobservação, ter uma boa reflexão crítica, facilidadede reorganizar as ações para poder reorientar aprática quando necessário (KENSKI, 1994:11citado por LOMBARDI, 2005)”. Pag. 5
  6. 6. O estágio é o eixo central na formação deprofessores, pois é através dele que o profissionalconhece os aspectos indispensáveis para a formaçãoda construção da identidade e dos saberes do dia-a-dia” (PIMENTA E LIMA, 2004 apud SOUZA.J. C. A; BONELA, L. A; ). De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases daEducação Nacional (Lei 9.394/96) o estágio deLicenciatura, é necessário à formação profissionala fim de adequar essa formação às expectativas domercado de trabalho onde o licenciado irá atuar. Pag. 6
  7. 7. Para Francisco e Pereira, (2004) o estágiosurge como um processo fundamental na formaçãodo aluno estagiário, pois é a forma de fazer atransição de aluno para professor “aluno de tantosanos descobre-se no lugar de professor”. Esteé um momento da formação em que o graduandopode vivenciar experiências, conhecendo melhor suaárea de atuação É necessário que o estagiário aprenda aobservar e identificar os problemas, estar sempreaprendendo e buscando informações, questionar oque encontrou além de buscar trocar informaçõescom professores mais experientes (OLIVEIRA s.d). Pag. 7
  8. 8. A realização do estágio permite, em certosentido, preparo para a formação e exercício daprofissão. Vem contribuir para o aprofundamentoe prática didática, proporcionando expectativasdiante da profissão, bem como, uma concepção deensino das ciências firmada na descoberta, narelação com a sociedade e uma abertura àinvestigação e à reflexão. O estágio constitui-se em importanteinstrumento de conhecimento e de integração doaluno na realidade social, econômica e do trabalhoem sua área profissional. Pag. 8
  9. 9. É no estágio supervisionado que podemosbotar em prática tudo aquilo que aprendemosdurante os anos de faculdade, principalmente nasnas práticas pedagógicas. È um período no qual podemos observar, nosentrosar e trocar informações, com outrosprofessores experientes que já ensinam a muitosanos em determinado colégio. É importantesalientar que, é principalmente na hora do intervalona sala dos professores que ficamos sabendo do queacontece no colégio, dos problemas da escola, dosalunos, de alguns professores e dos prazeres edesprazeres que eles tem na profissão, em ensinar... Pag. 9
  10. 10. Desde que fiz o vestibular para biologia eu jásabia qual seria a minha especialização (Biologiamarinha) sempre foi o meu sonho, a minha paixãodesde que tinha 15 anos de idade, e desde entãonunca tinha pensado em ser professora mesmofazendo o curso de licenciatura, pensei que nem oestágio me faria mudar de opinião, mudar a minhadecisão. Sempre disse para as pessoas que convivique nunca iria ser professora, que não gostava, quenão queria... mas me enganei totalmente, o estágiome fez ver o lado bom de ser professor o quãogratificante é estar em uma sala de aula, e ver ocarinho, a admiração e o respeito que os seus alunossente por você, ver a “evolução” deles e saber quevocê fez parte disso, que de certa forma contribuiupara que aquilo acontecesse... Pag. 10
  11. 11. ...Posso dizer que o estágio me fez ver aprofissão professor por um outro lado, o qual nãoconhecia... ...Não mudei o meu sonho nem desisti dele,pelo contrário, acrescentei mais um, e hoje ao invésde dizer que só a biologia marinha me realizariadigo que a biologia marinha junto com a sala deaula me realizaria muito mais... + Pag. 11
  12. 12. A Escola... A escola é de grande importância na formaçãodo autoconhecimento e da auto-estima da criança e doadolescente, podendo ser cerceadora das suasiniciativas ou então estimuladora de um processo decrescimento individual (OLIVEIRA, 2000). É no espaço escolar onde se misturam diferentesculturas, religiões, crenças, valores, experiências eetnias, é um é espaço de formação de cidadãos, deformação humana. Pag. 12
  13. 13. O colégio Brazilino Viegas atende EnsinoMédio e Fundamental, com espaço escolar enorme,porém mal aproveitado, pois, não tem se quer umaquadra de esportes, (para que os alunos possampraticar exercícios nas aulas de educação física), nãotem uma biblioteca definida, pois a mesma seencontra no “porão”, onde se misturam com outrosobjetos escolares, os livros ficam em estantes,espalhados ou dentro de caixas. Pag. 13
  14. 14. As salas de aula embora amplas, não sãoarejadas; as carteiras às vezes não são suficientes epor vezes o professor não tem onde sentar-se, paradialogar ou interagir de maneira dinâmica numgrupo com os alunos. A iluminação, bem como asparedes, portas e janelas estão em péssimascondições, não contribuem para que haja maiorinteresse por parte do aluno, de permanecer noespaço, já que este não é nada convidativo, acolhedormuito menos confortável. Pag. 14
  15. 15. Por outro lado podemos dizer que os alunostambém contribui para que a escola seja dessa forma(já que o espaço escolar não é só formado apenas porprofessores, diretores e funcionários), sendo eles osprimeiros a quebrarem as carteiras, riscar e pichar asparedes, os banheiros e etc., não isentando também aculpa do governo, que investe muito pouco naeducação e nos profissionais da área. Eu acredito no ditado, a união faz a força,acredito que se houver diálogo e interação entre aescola, os alunos os pais dos alunos e a comunidade,podemos de certa forma vencer as dificuldades queexistem nas escolas públicas. Pag. 15
  16. 16. A professora Regente A professora Cristiane Souza, no início ficouum pouco apreensiva, disse que já tinha havidoproblema com estagiário, então ela me recebeu meiocom o “pé atrás”, mas na segunda semana deobservação acho que ela já havia esquecido osproblemas com os outros estagiários, e devido aminha insistência ela me aceitou como estagiáriadela. Através do meu “convívio” com ela pudeperceber que é uma pessoa muito sensata,responsável, prestativa e simpática, sempre adisposição para ajudar em qualquer problema oudúvidas que surgissem ao decorrer das aulas.Qualquer coisa que eu precisasse bastava falar e elaconseguia. Pag. 16
  17. 17. O livro didático Os livros didáticos são objetos pedagógicosimportantes no ensino (Macedo, 2004) e, presentesna maioria das escolas, dão suporte no processo deformação dos cidadãos (Vasconcelos e Souto, 2003) eé base para o preparo de materiais (como apostilas)inseridos no contexto escolar (Núñez et al., 2003). Os Parâmetros Curriculares Nacionais para oEnsino Médio (PCNEM) enfatizam que acontextualização nos livros didático deve incorporaro vínculo do conhecimento científico com a realidade,instigando a curiosidade do aluno e despertando odesejo de aprender, mostrando que a Biologia é umaciência extremamente ligada a sua vida. Pag. 17
  18. 18. Dessa forma, Richaudeau (1979), afirma que,o livro didático tem como uma de suas principaisfunções a de guiar o aluno na apreensão do mundoexterior. Baseando-se nisso o colégio escolheu o livrode César & Sezar. Um livro bem ilustrado apresentando sempreno início de cada capítulo um texto introdutório, eao final do capítulo outro texto relacionado ahistórias do cotidiano ou falando de saúde, logodepois perguntas interpretativas sobre o mesmoseguido de mais duas categorias de perguntas sãoelas: Atividades: questões e propostas paradiscussões e testes (questões de vestibularesanteriores). Pag. 18
  19. 19. Além desse livro utilizei também como suporteos livros de Sônia Lopes e Sergio Rosso (LOPES,Sônia e ROSSO, Sérgio. Biologia volume único.Editora: Saraiva São Paulo 2005) e Amabis eMartho (AMABIS, José Mariano e MARTHO,Gilberto Rodrigues. Biologia volume II, Biologia dosorganismos 2ª edição, ed. Moderna, São Paulo). Pag. 19
  20. 20. Os Alunos O estágio ocorreu no colégio Estadual Brazilino Viegas, numa turma de 2º ano do ensino médio 10M1. que era composta por 37 alunos regulares com idade média de 16 anos. A maioria deles eram da zona rural e dependiam do transporte escolar para chegar ao colégio. Fiquei com medo deles não participarem ou não se interessarem por minhas aulas já que estávamos na quarta unidade, mas demonstraram bastante interesse.. Pag. 20
  21. 21. Interagiam nas aulas fazendo váriasperguntas, sendo as mais frequentes sobre asdoenças relacionadas ao sistema em que estávamosestudando, já que o assunto da 4ª unidade erafisiologia humana. Como todo adolescente eles eram inquietos,cheios de “manias”, de dúvidas e um pouco“desligados” porém respeitadores e se mostrarambem compromissados com a disciplina. Lembro que a professora Cláudia quando foime observar comentou: “Ah mas sua turma é tãoboazinha” e realmente era, eu não poderia ter umaturma melhor, sem dúvidas uma turma da qual mefará sentir muita saudade. Pag. 21
  22. 22. O estágio Antes de começar a dar aulas fui observar aturma, no primeiro dia todos pensaram que eu eraaluna, então começaram as “gracinhas”... Ao final da aula a professora me apresentoucomo estagiária, e disse que eu iria dar aulas a eles naquarta unidade... então ouvi um comentário: “Tadinha dela , avisa logo a ela quem somosprofessora” fiquei um pouco preocupada, pensando... porémquando estava indo embora ganhei uma rosa... mesenti tão feliz, então disse pra mim mesma: “ah nãovai ser tão ruim assim” Na segunda semana fui observá-los porém eraprova...então só observei a aplicação da prova. Pag. 22
  23. 23. Elaborando as aulas... Antes de preparar as aulas eu me colocono lugar dos alunos e me pergunto: Como eu gostaria de assistir uma aula? O que eu gostaria que o professor fizesse ou mostrasse na sala? Pag. 23
  24. 24. Como “a maioria dos alunos vê a biologiaapresentada em sala, como uma disciplina cheia denomes, ciclos e tabelas a serem decorados, enfim,uma disciplina “chata” (FERNANDES ,1998)”Procurei elaborar aulas diferentes e quedespertassem a curiosidade e o senso critico dosalunos. Pag. 24
  25. 25. Como gosto de trabalhar com os váriosrecursos didáticos, procuro sempre utilizar o datashow, porque “os slides permitem uma projeção dealta resolução, enfatizando cores, beleza e detalhes,visíveis de qualquer ponto de uma sala de aula(FERNANDES, 1998)” Gosto muito de trabalharcom músicas, e vídeos. Gosto também de trabalharcom aula prática, acho que ela promove a junção doteórico com o prático e isso estimula o aluno aparticipar a interagir. Servem também comoestratégia e podem auxiliar o professor a construircom os alunos uma nova visão sobre um mesmotema (LEITE et al, s/d ). Pag. 25
  26. 26. As aulas de laboratório podem, assim,funcionar como um contraponto das aulasteóricas, como um poderoso catalisador noprocesso de aquisição de novos conhecimentos,pois a vivência de uma certa experiência facilita afixação do conteúdo a ela relacionado,descartando-se a idéia de que as atividadesexperimentais devem servir somente para ailustração da teoria. (CAPELETTO ,1992). Pag. 26
  27. 27. O primeiro dia de aula ...Preparei slides, uma experiência, e doisvídeos sobre digestão já que seria o nosso primeiroassunto. Depois de tanta apreensão para minhaprimeira aula chega em fim, o grande dia... Mesmo já tendo reservado tudo para a minhaaula decidi não arriscar no meu primeiro dia eresolvi levar o meu computador... Sorte minhaporque quando cheguei lá o CPU não estavafuncionando... Pag. 27
  28. 28. ...cheguei no colégio o vigia me barrou noportão e perguntou: “Porque está sem a farda do colégio menina?Você não vai poder entrar para assistir a aula”. Então tive que explicar que eu eraestagiária..., mesmo desconfiado, me deixou entrar. Fui para a sala onde os alunos meesperavam... (Como na escola não tinha sala de vídeo e assalas do ensino médio não tinha energia eles tinhamque se deslocar para uma sala de ensinofundamental no primeiro prédio) Pag. 28
  29. 29. ...cheguei fui apresentada pela professora quelogo depois me deixou a vontade com eles, fiz umadinâmica de apresentação para poder conhecê-los.Fui muito bem recebida exceto por um grupo demeninas que ficaram “torcendo o nariz” para mim,como eu já tinha passado por isso antes, até porqueeu já dava aulas em outro colégio não me importeimuito por que sabia que logo aquilo passava, entãome apresentei e disse que não estava ali paracompetir e nem prejudicar ninguém e sim para ajudá-los, para tentar ensinar e aprender com eles. Pag. 29
  30. 30. ...fiquei tão feliz com a minha primeira aula,não imaginei que eles iriam participar tanto... ...Ao término da aula perguntei se tinhamgostado, e como preferiam a aulas, se gostaram dosslides, se preferiam que eu copiasse no quadro e etc,até porque “ensinar não é transferir conhecimentos,conteúdos nem formar, é ação pela qual um sujeitocriador dá forma, estilo ou alma a um corpoindeciso e acomodado (FREIRE, 1996)” então elesme responderam que gostaram bastanteprincipalmente dos vídeos porque só assim elesparavam de imaginar como funcionavam o nossocorpo e que preferiam que as aulas fossem em datashow. Alguns alunos confessaram na sala que eles“não tinham aula em slides e que assim ficavam maisinteressantes, dava mais vontade de participar”... Pag. 30
  31. 31. Os dias seguintes do estágio Procurei manter o “ritmo” da professora regente eadotei alguns métodos de avaliação da mesma jáque eu tinha chegado na quarta unidade e eles jáestavam acostumados com ela. Não queria causarum “impacto”, e nem rejeição. Todas as minhas aulas foram tranquilas, pudetrabalhar bem com eles, somente no ultimo assuntoque não trabalhei como gostaria, devido ao tempocurto que foi a quarta unidade. Foram pouquíssimas as vezes que chamei aatenção deles, e apesar do pouco tempo que tivemosdeu para eu me entrosar bem com a turma Pag. 31
  32. 32. A pedido deles todas as aulas expositivasforam em slides, sempre com muita imagens evídeos educativos e informativos. Já que “as temáticas ensinadas exigem aulaspráticas e vivenciadas, havendo assim a formaçãode uma atitude científica, que está intimamentevinculada ao modo como se constrói o conhecimento(FUMAGALLI 1993)” realizei então uma aulaprática. Tivemos que improvisar um espaço na sala,porque o colégio não tinha laboratório, levei umcoração de boi, já que estávamos falando sobre osistema circulatório. Realizamos a nossa aulaprática mesmo com recursos precários, mas saiutudo como o esperado, alcançado assim os objetivosesperados para a aula. Pag. 32
  33. 33. Durante o período de regência fui tentandoconquistar a confiança das meninas que “torciamo nariz” para mim no início do estágio, e naquarta semana de aula elas já estavam memostrando fotos da família (Mãe e irmã)...Fiqueimuito feliz por elas me aceitarem na sala e deterem mudado o conceito sobre mim... O dia em que a professora foi me observarinfelizmente eu estava com a garganta inflamadaquando ela chegou estava aplicando atividade (aaula que eu tinha programado teve que ficar paraa semana seguinte). Pag. 33
  34. 34. ...Lembro que nesse dia os meninos quemoravam ma zona rural não tinha ido por causa deum problema que teve com o transporte, e os queestavam na sala ficaram quietinhos de uma formaque dava até para desconfiar..... Quando a professora foi embora eles meperguntaram: “Prózinha a senhora ganhou ospontos da senhora? Ficamos quietos para suaprofessora não tirar seu ponto” Então percebi que mesmo em tão pouco tempoeles já simpatizavam comigo, já tínhamos criado umdeterminado vinculo. Me fazendo então concordarcom Valdez (2002) que dizia que, a experiênciapedagógica – o ensinar e o aprender – é desenvolvidano vínculo: tem uma dimensão histórica,intersubjetiva e intra-subjetiva. Pag. 34
  35. 35. O estágio chegou ao fim, dei tudo que pude, deitudo de mim, porém sempre fica algo que gostaríamosde ter feito, que deveríamos ter feito, mas queinfelizmente o pouco tempo não deixou. O estágiotambém me deixou saudades, saudades da classe, daprofessora, das “graças “ que ele faziam parachamar me atenção ou simplesmente para mearrancar um sorriso... Pag. 35
  36. 36. Passo - a - passo Como o 1º e o 4º dia de aula já foi relatadofalarei apenas do 2º, 3º, 5º, 6º, e 7º dia de aula.. Dia 21 de outubro de 2010, segunda aula sobredigestão. Comecei aula com a correção da atividade doprimeiro dia, logo depois dividi a sala em grupos,distribuí uns textos e fiz um debate sobre os cuidadoscom o sistema digestório. Pag. 36
  37. 37. No início percebi que os alunos estavam muitotímidos e não queriam falar, então eu pensei: “meuDeus será que essa idéia de debate vai dar certo?Será que eles vão querer falar?” Então resolvi dizer que valeria ponto (só nãodisse que era 0,5), e que além de tudo era muitoimportante todos participarem porque só assim eu osconheceria. Terminei convencendo-os. Gostei muito do debate que eles fizeram,inclusive da participação de dois meninos emespecial, porque eles deixaram bem claro no primeirodia que não queriam estudar, que não gostavam deassistir aulas e por incrível que pareça participaram efalaram melhor do que os que são “taxados” por elesmesmos de “Os mais estudiosos”. Pag. 37
  38. 38. 3º dia de aula - 28 de outubro de 2010 Dividi a sala em grupos com 4 ou 5 pessoaslogo depois entreguei duas folhas de papel ofício,pedi para que os alunos desenhasse o sistemadigestório colocando o nome de cada órgão (em umafolha), e no outro papel eles teriam que escrever oque entendeu nas aulas anteriores sobre o sistemadigestório e dizer a função de cada órgão quecompõem o sistema digestório. Com essa atividadepercebi que alguns alunos tinham aptidão paradesenhar, então os estimulei, e disse que elesdeveriam participar de um curso de desenho,perguntei se eles gostavam, os elogiei... Pag. 38
  39. 39. Quando eles terminaram a atividade comenteisobre a nossa próximas aula que seria sobrecirculação, então começaram a surgir dúvidas sobreo mesmo dei uma explanada sobre o sistemacirculatório (aspectos gerais, o que eram veias, vasose capilares, como era o coração, como funcionava eetc.), e como sempre as doenças foram as dúvidasmais frequentes. No entanto quando eles viram aprofessora regente chegar à sala ficaram todosinquietos, porque queriam as notas da III unidade. Fiquei um pouco chateada, porque ainda queeles tivessem acabado a atividade, eu estava na saladando aula, e mesmo depois dela ter dito que sódaria as notas quando eu terminasse, a inquietudeainda permanecia, isso fez com que eles sedispersassem bastante. Pag. 39
  40. 40. 5º dia de aula - 11 de novembro de 2010 Circulação Esse foi o dia que cheguei mais cedo nocolégio, fui para a sala dos professores, e fiqueiesperando chegar o meu horário, como eu iria fazeraula expositiva sobre o sistema circulatório levei ocomputador, e as caixas de som, para evitar quedesse algo errado. Uma professora chegou e disse que nãoaguentava mais dar aula e que deixaria isso para aspessoas que estavam chegando, as mais novas, eolhou para mim... Chegou a hora da minha aula, fui para sala,dei a aula, e passei o vídeos. Quando cheguei na sala eles estavam beminquietos porque tinham teste depois da minha aula,pensei que eles não iriam participar, mas meenganei... Pag. 40
  41. 41. ...Na aula expositiva, eles foram excelentes,tiraram dúvidas, faziam perguntas sobre o assunto esobre o vídeo, as principais dúvidas eram, comoacontecia o infarto e como o coração funcionava (foientão que eu pensei em fazer uma aula prática como coração), porém quando fui corrigir a atividade naaula passada, eles não queriam participar, queriamque eu colocasse a resposta no quadro, disseram queestavam preocupados com o teste e que estavamcansados, até entendo a maioria, posto que grandeparte dos alunos são da zona rural de Alagoinhas etrabalham o dia todo, mas mesmo assim chamei aatenção deles e expliquei a importância delesparticiparem da correção, eles como sempre, meentenderam e seguiram o meu conselho. Pag. 41
  42. 42. 6º dia de aula - 18 de novembro de 2010 Circulação Sai na quarta feira para procurar um coraçãopara poder realizar a aula prática, “rodei” todos osaçougues de Alagoinhas e não encontrei um coraçãose quer, na verdade encontrei, porém todos aberto, enão servia para a aula... ...Pensei que não iria mais conseguir fazer aaula, o pior foi que eu já tinha comentado com osalunos que teríamos uma aula prática, fiqueichateada comigo mesma, em pensar que teria dadofalsas esperanças, já que eles ficaram tão empolgadosquando comentei da nossa aula, então fui em umultimo açougue, expliquei a minha situação para odono, então surge uma nova esperança... ...Chegaria coração no dia seguinte... Pag. 42
  43. 43. Na quinta feira acordei cedo e fui no açougue,certa que o coração seria inteiro, quando cheguei lá,uma decepção, o coração estava todo aberto, entãomais uma vez, sai procurando um coração o maisrápido possível porque a minha aula era 7:50hs... ... Já estava quase desistindo e pensando emaplicar o “plano b” (dar aula sobre reprodução),então encontrei um açougue perto do colégio quefazia o estágio, o rapaz queria me vender o coraçãopor R$ 40,00 porque pensou que era para fazer“trabalho ligado a alguma religião” “chorei”,expliquei para que era e então ele decidiu me venderbem mais barato, acho que ele ficou compadecido daminha situação... Pag. 43
  44. 44. ... Fui para o colégio feliz da vida, não sei nemcomo consegui chegar no horário exato da aula,arrumei a sala, expliquei a finalidade da aulaprática, como iríamos fazê-la, e etc. Alguns alunos se mostraram bastanteinteressados com a aula, fazendo assim perguntasrelacionadas ao coração, principalmente sobredoenças, tendo apenas um grupo que reclamou daaula, porque a maioria das integrantes não gostavamde ver sangue e criou uma certa dificuldade para nãoparticipar da aula prática, mas resolveramparticipar. Pag. 44
  45. 45. Foi uma aula que rendeu muito, mesmo comrecursos “precários”, mas fiquei muito feliz com oresultado, principalmente em ver no rosto deles asatisfação de estarem fazendo uma aula prática. Ao término da aula, eles me pediram o coração,dizendo que iriam fazer um churrasco que eu estavaconvidada e não precisava levar mais nada porque eujá teria dado o coração, mas infelizmente tive queacabar com a alegria deles, e disse que aquele coraçãonão serviria mais mas ser ingerido, então elesmarcaram um churrasco para o final da unidade. Pag. 45
  46. 46. 6º dia de aula - 25 de novembro de 2010 Reprodução Nessa semana de aula recebi a notícia de queeu não teria mais aulas com eles, tinham mudado adata da semana de prova da quarta unidade, e queno dia 25 de novembro eles já teriam a primeiraprova, fui prejudicada com a notícia, até porque,eram três semanas de aula para cada assunto e tiveque mudar todos os meus planos, como eles já teriamprova no dia 25 de novembro a partir do segundohorário e eu não poderia dar aulas, combinei com elesque iria exibir vídeos sobre reprodução e gravidez naadolescência, foi a única coisa que pude fazer, paraque eles não deixassem de ver o assunto, já que amaioria não queria assistir mais aulas, e queria oprimeiro horário para estudar a prova. Pag. 46
  47. 47. Não poderia tirar eles da razão, mesmo porquenenhum professor daria aula, só eu, mas converseicom eles, e os convenci... Para Moran, (1995) “O vídeo nos seduz,informa, entretém, projeta em outras realidades (noimaginário) em outros tempos e espaços. O vídeocombina a comunicação sensorial-cinestésica, com aaudiovisual, a intuição com a lógica, a emoção com arazão. Combina, mas começa pelo sensorial, peloemocional e pelo intuitivo, para atingirposteriormente o racional.” sendo assim os vídeosexibidos tornaram as aulas diferente, maisinteressante e atrativa. Posso afirmar também que aaula “rendeu” até mais do que se eu tivesse dadoaula expositiva. Pag. 47
  48. 48. 7º dia de aula 02 de novembro de 2010 – dia da Avaliação. Como a “avaliação é o processo de atribuirvalores ou notas aos resultados obtidos na verificaçãoda aprendizagem (NÉRICI 1985)”, e faz-se necessáriouma avaliação com a metade da nota da unidade(5,0), realizei a avaliação da disciplina no dia 7 denovembro. Nesse dia cheguei mas cedo, a avaliação iria sera partir do segundo horário, e eu precisava do primeirohorário para entregar as atividade que eles fizeram eolhar os cadernos. Depois de olhar os cadernos, arrumei a sala emfileiras para poder aplicar a avaliação. Pag. 48
  49. 49. Eles estavam bem apreensivos com a minha prova, dizendo que estaria difícil, que iriam tirar zero, que não tiveram tempo para estudar, e etc. Entreguei a prova e em menos de 40 minutos agrande maioria já tinha entregue, não aproveitandoo tempo que lhes foi dado para fazê-la. Percebi que a maior dificuldade deles era ainterpretação de texto, e que eles têm preguiça de ler.Logo que entreguei a “prova” eles disseram queestava muito difícil, porém depois que li e expliquei,eles ficaram mais tranqüilos e responderam semreclamar. Pag. 49
  50. 50. Acredito que a avaliação do aluno deve sercontinua, feita durante toda a unidade, observandoo seu comportamento, interação e a sua participaçãonas aulas, atribui 2,0 pontos no caderno junto com ocomportamento e participação nas aulas, 2,0 pontosna atividade prática, 1,0 ponto nas atividades emgrupos sobre circulação, que somando com 5,0 pontosda prova totaliza 10,0 pontos na unidade. Pag. 50
  51. 51. Encontros semanais Durante todo o período de estágio, aprofessora da disciplina estágio II, Cláudia Regina,sempre esteve presente para me orientar e tirar asminhas dúvidas sobre estágio, sobre o que fazer,como agir e etc... Os nosso encontros eram semanais, com horamarcada até porque ela tinha mais 29 alunos paraorientar também. Eram encontros necessários poissem ela por perto para nos ajudar, o estágio poderianão ser tão prazeroso como foi para mim... Pag. 51
  52. 52. Ela sempre com aquele jeitinho doce, meigo,simpático, e com um sorriso sempre estampado norosto, conseguia pedir as coisas, de uma forma tãodelicada que por mais que eu achasse que era muitotrabalho, ou que iria dar muito trabalho nãodeixava de fazer... Não posso deixar de mencionartambém que a professora Cláudia é realmente muitoexigente, porém muito presente, e responsável comopoucos os professores que conheci... Pag. 52
  53. 53. Considerações finais O estágio é um período em que buscamosvincular aspectos teóricos com aspectos práticos.Nesse momento a teoria e a prática se mesclaram,para que seja possível apresentar um bom resultado;e, sobretudo, perceber a necessidade de assumir umapostura não só crítica, mas também reflexiva da nossarealidade, acerca da prática de ensino/aprendizagem.Diante dessa perspectiva que se deve buscar e/ouaplicar novas metodologias educativas, que venham ase reverter de forma positiva no desempenho edesenvolvimento cognitivo dos alunos. Pag. 53
  54. 54. A regência me fez perceber que sempre há oque ensinar, e muito mais a aprender. Muitasvezes, fui surpreendida em sala, com perguntas,que me faziam pensar e achar extraordinária acapacidade interrogativa, de alunos que pareciamnão ter maturidade suficiente para tamanhoinstinto crítico e interrogativo; perguntas que medesafiavam e instigavam a querer compreender,mesmo que após a aula, aquilo que eu não puderesponder com tanta clareza. Pag. 54
  55. 55. Agradecimentos Primeiramente agradeço a Deus, por estarsempre comigo. A professora Cristiane pelo espaço cedido, e pelaatenção dedicada. A diretora, as vices e aos funcionários por teremme recebido como estagiária do colégio BrazilinoViegas. Aos meus queridos alunos do estágio por mereceberem com muito carinho e respeito, e pelaamizade que se formou ao longo do estágio. Aos meus amigos Nadja e Hipólito (Pó), porestarem sempre presentes e fazerem com que a vidaseja sempre mais feliz quando estamos ao seu lado epor sempre conseguirem me fazer rir, mesmo nosmomentos tristes. Pag. 55
  56. 56. As minhas amigas e companheiras de casa“Edi” e “Reja” , por sempre estarem presentes,pelos momentos de descontração e pelos nossosmuitos momentos felizes. A Professora Cláudia Regina, pela atenção eorientação dedicada ao longo do semestre. Pag. 56
  57. 57. "Na vida, não vale tanto o que temos, nem tanto importa o que somos.Vale o que realizamos com aquilo que possuímos e, acima de tudo, importa o que fazemos de nós!” Chico Xavier Pag. 57
  58. 58. Referências Bibliográficas CAPELETTO, A. Biologia e Educaçãoambiental: Roteiros de trabalho. Editora Ática,1992. p. 224. FERNANDES, H. L. Um naturalista nasala de aula. Ciência & Ensino. Campinas, Vol.5,1998. FRANCISCO, C. M. e PEREIRA, A. S.Supervisão e Sucesso do desempenho do aluno noestágio, 2004. [Disponível em:]<http://www.efdeportes.com/efd69/aluno.htm>.Acesso 10 de fevereiro de 2011. Pag. 58
  59. 59. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia:saberes necessários à prática educativa.Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. FUMAGALLI, L. El desafío de enseñarciencias naturales. Una propuesta didáctica para laescuela media. Bueno Aires: Troquel, 1993. LEITE, A. C. S.; SILVA, P. A. B.; VAZ, A.C. R. A importância das aulas práticas para alunosjovens e adultos: uma abordagem investigativa sobrea percepção dos alunos do PROEF. Pag. 59
  60. 60. LOMBARDI, Roseli Ferreira. FormaçãoInicial: Uma observação da prática docente pordiscurso de alunos estagiários do curso de Letra,2005. [Disponível em:] <http://www.congresso/ed2005.puc.c/pdf/ferreira%20lombardi.pdf >. Acesso em 10de fevereiro de 2011. MACEDO, E. Imagem e pesquisa emeducação: currículo e cotidiano escolar: O livrodidático como dispositivo curricular. Rev. Educação& Sociedade, v. 25, n. 86, p. 15-16, 2004. MEC – Ministério da Educação; ParâmetrosCurriculares Nacionais – Ensino Médio; Brasília:MEC/Secretaria de Educação Básica, 2000; 71 p. Pag. 60
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