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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA – DCET
           CAMPUS II – ALAGOINHAS – BA
  SUPERVISÃO: CLÁUDIA REGINA TEIXEIRA DE SOUZA
      ESTAGIÁRIO: ULISSES SANTANA DE BRITO
            REGENTE: LISIANA PALMEIRA




ESTÁGIO SUPERVISIONADO II




                  Alagoinhas
                     2011
Este portifólio foi realizado com
alunos do ensino médio do Colégio
Estadual de Alagoinhas – C.E.A. Este
trabalho foi realizado por mim,
Ulisses Santana de Brito, graduando
do    8º   semestre           do    curso   de
licenciatura     plena         em     ciências
biológicas,    pela     Universidade        do
Estado da Bahia – UNEB.




                 Alagoinhas
                      2011
Ficha Técnica…

   Como estudante de um curso de licenciatura,
venho por meio deste portfólio comentar sobre a
minha experiência como professor estagiário de
um colégio estadual de Ensino Médio, como
parte das atividades do componente curricular
Estágio   Supervisionado    II,   8º    semestre,
ministrada    pela   queridíssima      professora
orientadora Cláudia Regina Teixeira de Souza.

   O objetivo foi analisar, observar e reger as
aulas de biologia. A foi feita em uma turma de
Educação para Jovens e Adultos – EJA, NO
Colégio Estadual de Alagoinhas – C.E.A. O
Estágio Supervisionado II possibilitou que eu,
enquanto    futuro    professor    de   biologia,
experimentasse uma vivência ímpar e que trouxe
inplicações positivas na formação de minha
identidade profissional docente.



           ...MENSAGEM...


   "Não se pode falar de educação sem amor".
                ( Paulo Freire )
A educação sozinha não transforma a
sociedade, sem ela tão pouco a sociedade muda.
(Paulo Freire)




Meus caros, é com grande prazer que os convido
a viver junto comigo essa experiência! Então,
vamos nessa? Espero que goste..




                                  Boa leitura!
..o Estágio...

  O estágio é um momento de grande
importância no processo de formação do
profissional docente. Constitui-se em um
treinamento que possibilita os estudantes
vivenciar o que foi aprendido na Faculdade,
tendo como função integrar as inúmeras
disciplinas que compõem o currículo acadêmico,
dando-lhes unidade estrutural e testando-lhes o
nível de consistência e o grau de entrosamento.

   A teoria é uma ferramenta essencial para a
consolidação da prática. Assim, o Estágio
Supervisionado adquiriu um papel substancial
no processo de graduação, pois, o mesmo
caracteriza-se como a prática em meio à
aprendizagem na graduação.Um momento na
formação em que o graduando pode vivenciar
experiências, conhecendo melhor sua área de
atuação. De acordo com a Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional (Lei9.394/96) o
Estágio de Licenciatura, é necessário à
formação profissional a fim de adequar essa
formação às expectativas do mercado de
trabalho onde o licenciando irá atuar. É muito
importante na formação de educadores, sendo
um eixo central na formação dos mesmos, pois
somente através do estágio o profissional poderá
conhecer os aspectos indispensáveis para a
formação da construção da identidade do
professor e os saberes do dia-a-dia.

  Segundo Pimenta e Ghedin (2002, pag. 24
apud Iraíde e Raimunda SD) argumenta que o
saber docente não é formado apenas da prática,
sendo também nutrido pelas teorias da
educação.        A   teoria   tem      importância
fundamental na formação dos docentes, pois
adota os sujeitos de variados pontos de vista
para uma ação contextualizada, oferecendo
perspectivas de análise para que os professores
compreendam os contextos históricos, sociais,
culturais, organizacionais e de si próprios como
profissionais.
“ O estágio supervisionado é uma atividade adotada pelos cursos de
licenciatura, prioriza a praticidade do ensino, o que deverá contribuir para
formação e transformação do aluno em professor. Sua realização é
fundamental para estimular o estagiário e desse modo proporcionar ao aluno
estagiário vivenciar o dia a dia de um professor, em plena atividade
profissional, passando de “expectador” para “ator,“ no cenário da educação,
percebendo as dificuldades encontradas pelos professores e profissionais da
área dando aula de fato”.


         (Retirado do portifólio de Maria da Conceição, referente ao seu Estágio Supervisionado I e que
por sua vez, foi retirado da lei de estágios supervisionados).
O meu Estágio foi dividido em duas etapas,
sendo a primeira de observação e a segunda de
regência. A primeira etapa teve início no dia
18/09/2010 e fim no dia 04/10/2010,
totalizando   um    número    de   seis   aulas
observadas. A segunda etapa, teve início no dia
20/10/2010 e fim no dia 03/12/2010 ,sendo
cinco semanas de aulas ministradas e uma
semana de prova.

   A metodologia aplicada à proposta do meu
estágio foi desenvolvida a partir da elaboração
de planos semanais contendo seqüencias
didáticas que buscou potencializar as relações
interativas em sala de aula e acompanhadas de
proposta de avaliações que fossem viáveis a
realidade dos estudantes. Além disso, houve a
interação         Professor–Aluno,        abrindo-se
discussões    em      sala,    contextualizando      e
abordando assuntos do cotidiano como assuntos
vistos em sala, portanto, as aulas eram
participativas e interativas.



Conforme diz Kulcsar, 1994...

                  O Estágio não pode ser encarado
             como uma tarefa burocrática a ser
             cumprida formalmente... Deve, sim,
             assumir a sua função prática,
             revisada       numa   dimensão       mais
             dinâmica, profissional, produtora,
             de     troca     de   serviços   e     de
possibilidades de abertura para
        mudanças.



   No final das férias de mais um semestre,
recebemos a tarefa, e essa seria de fato a
tarefa, que seria desta feita, Ensinar alunos
de Ensino Médio no período da IV unidade,
imaginem só, reta final do ano letivo. Então
a professora Cláudia nos procurou e pediu
que adiantássemos a procura pelos Colégios,
pois teríamos que cumprir a nossa missão, e
já de início enfrentaríamos um obstáculo
implacável...
O tempo!
                                Contra tempo...



   Bom, se o tempo é implacável, pior é ir contra
ele, mas foi o que aconteceu, pois fiz toda a
minha observação em uma escola e por motivo
de horário (era turno noturno) não pude fazer
minha regência na mesma escola, tive que
procurar uma outra, foi uma correria só, o fato
foi que consegui encontrar outra escola, fiz uma
observação, quarta-feira e na sexta-feira,
comecei minha regência, (rsrs..).
A Escolha da...


    Na verdade a escolha da escola para regência
foi por acaso. Há duas escolas cercadas pelo
mesmo muro, na procura, entrei em uma delas,
combinei passar lá no dia seguinte, pois a
diretora não se fazia presente, só que no dia
seguinte, terminei entrando na outra escola,
pensando se tratar da mesma, a recepção foi tão
calorosa por parte de minha regente que terminei
ficando.
“Gosto de ser gente inacabada porque, inacabado, sei que sou um ser
condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais
além dele. Esta é a diferença profunda entre o ser condicionado e o ser
determinado.”
( Paulo Freire).




 O Colégio Estadual de Alagoinhas – C.E.A,
situa-se à Praça Alcindo Camargo s/n Centro
Telefones          75-3422-4866,        E-mail
Colegiocea2009@hotmail.com. A escola é de
ensino para jovens e adultos, EJA, eram quatro
turmas, duas pela manhã e duas pela tarde, dei
aulas a uma turma de 3º ano à tarde, foi a V² -
eixo VII. As aulas eram dia de quarta-feira das
15:00 às 16:40h e sexta-feira, das 13:00 às
14:40h. A escola atendia a alunos da área
urbana e da zona rural.
O C.E.A é uma escola de pequeno porte,
carente de recursos que sirvam de suporte para o
professor trabalhar, não possui laboratórios,
biblioteca, quadra de esportes, enfim, embora
fosse desprovida desses equipamentos, tinha
algo que me ajudou muito na hora de passar os
conteúdos, que era a TV pendrive.

   Ela têm 8 salas, uma área externa, tanto na
frente quanto nos fundos, penso que poderia ser
melhor aproveitadas, o C.E.A tem uma cozinha,
sala dos professores, direção, secretaria e dois
banheiros, cujos itens pareciam velhos, embora
limpos e conservados. As salas não eram bem
iluminadas e nem arejadas.
C.E.A
A regente...
A regente da turma foi a professora Lisiana
Palmeira, licenciada pela Universidade do
Estado da Bahia – UNEB, meu primeiro
contato com ela, ela se mostrou bastante
receptiva, estava sempre alegre, se relacionava
bem com os seus alunos e colegas de trabalho.
Ela assistiu algumas de minhas aulas, mas
estava quase sempre presente na escola nos
períodos de aula. O longo tempo de ensino, as
condições precárias que uma escola ofereça como
suporte ao professor, a falta de apoio dos
colegas, tudo isso torna, com o passar dos anos a
atividade docente desgastante e desestimulante.

MASLACH (1999:36), afirma
que:
O desgaste físico e emocional não é um
problema das pessoas, mas do ambiente
social em que elas trabalham. A estrutura e
o funcionamento do local de trabalho,
moldam a forma da interação das pessoas e
a forma como elas realizam o seu trabalho.
Quando o local de trabalho não reconhece o
lado humano dessa atividade, o risco de
desgaste cresce, trazendo com ele um preço
bastante alto.

           A thurma...
   Era de fato uma turma EJA, pois era
composta de jovens e adultos, eram alunos
com faixa etária entre 18 à 45 anos, não era
uma turma grande, composta por 26 alunos
e como já havia dito, era do 3º ano,
vespertino, (V² - eixo VII). Nossos
encontros eram às quartas e sextas-feiras.
Eles eram de uma forma geral, alunos
comportados e esforçados, embora houvesse
uma “panelinha”, de meninas que queriam
fazer das aulas, uma feira livre, onde se
vendia desde calcinhas e sutians à indultos e
terrenos no céu. Conversavam muito. Porém
já na reta final, nas últimas avaliações,
percebi que até essas alunas deram tudo de
si e a volta por cima também, legal né?
Antes tarde do que numca.
Achiles,1996;Finn,1998;Mo
steller,1995... Mostram que:
   As turmas menores apresentam, de forma
sistemática    e     acentuada,     melhor
aproveitamento do que as maiores, em
ambos os testes aplicados ao longo do tempo
e para todas as categorias de alunos
(brancos ou minorias; urbanos, suburbanos e
rurais); o efeito positivo das turmas
reduzidas é bem maior nos grupos
minoritários; as taxas de repetência foram
menores nas turmas de menor tamanho.
A regência


“A teoria materialista de que os homens são produtos das circunstâncias e da
educação e de que, portanto, homens modificados são produtos de
circunstancias diferentes e de educação modificada, esquece que as
circunstancias são modificadas precisamente pelos homens e que o próprio
educador precisa ser educado. Leva, pois, forçosamente, à divisão da sociedade
em duas partes, uma das quais se sobrepõe à sociedade[...]. A coincidência da
modificação das circunstancias e da atividade humana só pode ser apreendida e
racionalmente compreendida como prática transformadora”.

                                                                                                              (Karl Marx)

                (Retirado do portifólio de Maria da Conceição, referente ao seu Estágio Supervisionado I e que por sua vez,
      foi retirado da lei de estágios supervisionados).




 GOOGLE. Teses sobre Feuerbach. Karl Marx. Disponível
 em:http://www.google.com.br/search? Acesso em 03/02/2011.
Primeira Semana...

... Meu primeiro dia de aula no comando da
turma finalmente chegou, me lembro que estava
cheio de expectativa. A turma estava meio
desconfiada, acanhados, mas com o tempo foram
se soltando, ficando a vontade e por fim
interagindo. Sempre que eu colocava uma
situação, seja sobre ecologia ou genética, os dois
assuntos que abordei na IV unidade, eles sempre
tinham um testemunho, um exemplo para
apresentar.
    Bom, primeiro foram feitas as seguintes
apresentações, minha e deles, depois apresentei
os assuntos que seriam apresentados na unidade
e a forma como seriam cobrados.
Segunda Semana...



... Na segunda semana de aula só tivemos aula
na quarta-feira, todos já estavam mais a
vontade. A partir dessa semana já identifiquei
os alunos que gostavam de conversar na aula,
aliás, as alunas, era um grupo de três alunas,
essas meninas conversavam durante toda a aula,
eu “brincava” com elas, perguntava a que horas
o trio elétrico iria parar de tocar, porque parecia
que as três eram elétricas, mas não adiantava
nada.
Terceira Semana...

...Êêitha!!! Foi nesse dia que a orientadora da
disciplina, a professora Cláudia Regina,
resolveu aparecer na escola para me observar.
Nesse dia quando ela chegou, e foi cedo, eu já
estava lá, na sala dos professores, pra ser mais
preciso, estava terminando de aprontar os
últimos slides sobre Ecologia e Meio Ambiente,
para apresentar minutos depois aos alunos na
aula e em seguida exibiria o filme “A História
das coisas”, acho que foi pelo fato de não ter
salvo o filme no tipo de arquivo certo. Tive que
improvisar, pegou mal, mas, enfim, entre mortos
e feridos todos se salvaram.
Quarta Semana...

As aulas transcorreram tranquilamente no
decorrer dessa semana. Lembro-me que na hora
da chamada, uma de minhas alunas nunca
estava presente e abordando sobre
eritroblastose, vim descobrir que ela estava
vivendo o assunto da aula na própria “pele”.




 Momento de interação com meus colegas de trabalho na sala
                     dos professores.
Quinta Semana...

... Bom, quinta semana de aula e o “trio elétrico”
continuava tocando cada vez mais alto, eu as
vezes achava que não ouvia a minha própria
voz, foi aí que resolvi mudar a estratégia,
comecei a dispensar uma atenção maior ao “trio
elétrico” e olhem, que não foi por gostar de
carnaval não viu, mas sim porque de fato estava
atrapalhando a aula. Pois bem, ao invés de ficar
na frente da sala, passei a me posicionar ao lado
do trio e minhas perguntas eram sempre
primeiramente direcionadas a elas, foi aí que
pude dar minhas aulas com maior tranqüilidade.
Sexta Semana...

... Eu, percebi que estava me apegando aos meus
alunos, acho que estava sendo construída uma
relação de amizade com eles, eu respeitava
muito a individualidade de cada um deles e suas
limitações, acho que sempre fui assim, fui assim
com eles e sempre serei assim com todo mundo.
Comecei a perceber esse meu lado, é que eu
percebia as dificuldades deles e queria fazer o
melhor para que eles superassem essas
dificuldades e essa relação faz com que se crie
um vínculo muito forte de amizade, ainda mais
quando eles percebiam isso, que eu só queria
ajudá-los, aí então, em contra partida eles
também tornaram-se meus amigos. Tanto que
até hoje quando encontro um deles na rua, é
aquela euforia.
Sétima Semana...

... Como a maioria dos alunos eram da zona
rural, eles se identificavam muito mais com os
assuntos relacionados, então procurei direcionar
o assunto, principalmente em se tratando de
Ecologia e Meio Ambiente, então pedi que
confeccionassem um jornal ecológicos relatando
os problemas ecológicos enfrentados em seus
respectivos      bairros,    eles     adoraram.




Olha a pose para foto (sala dos professores)
Oitava Semana...

... Essa foi a semana do chororô para alguns que
deixaram de participar de algumas atividades e
euforia de outros, os que concluíram todas as
atividades, procurei ser imparcial na hora de
passar as notas, mas entre mortos e feridos,
todos se salvaram.
Agradecimentos

“Havendo um jardineiro, cedo ou tarde, um jardim aparecerá.
Mas um jardim sem jardineiro cedo ou tarde desaparecerá.
O que é um jardineiro?
Uma pessoa cujo pensamento, está cheio de jardins.
O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro.
O que faz uma escola?
São os pensamentos dos que a compõem” (Rubem Alves)



A PROFESSORA       CLÁUDIA REGINA QUE MERECE TODO

CARINHO, AGRADEÇO SUA PACIÊNCIA , SEU CARINHO E

TODO APOIO QUE NOS DEU TODO ESSE TEMPO EM PASSAMOS

JUNTOS. SEUS ENSINAMENTOS PROFª, FORAM DE SUMA

IMPORTÂNCIA PARA NÓS.         OBRIGADO     POR       TER   NOS

ENSINADO TÃO BEM. ADOREI TER UM BLOG, ONDE POSSO

EXPRESSAR     MEU SENTIMENTO, MINHA CRÍTICA, ONDE

POSSO FAZER MINHAS OBSERVAÇÕES LIVREMENTE.
“Eu prefiro ser uma metamorfose
ambulante do que ter aquela velha
   opinião formada sobre tudo”.
REFERÊNCIAS

KULCSAR, Rosa. (1994). O Estágio Supervisionado como Atividade
Integradora. In PICONEZ, Stela C.B. (org.). A Prática de Ensino e
o EstágioSupervisionado. 2ª.Edição. Campinas, S P, Papirus.


MASLACH, Cristina e LEITER, Michael P. Trabalho: Fonte de
Prazerou Desgaste? Guiapara Vencero Estresse na Empresa.
Campinas, São Paulo: Papirus, 1999.


MEC. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº9394/96.
Brasília. 20 de Dezembro de 1996.


GOOGLE. Teses sobre Feuerbach. Karl Marx. Disponível
em:http://www.google.com.br/search? Acesso em 03/02/2011.


GOOGLE. Adriana Soares: A escola na era digital. Disponível em:
http://dricabahiana.blogspot.com/2010/09/escola-na-era-
digital.html. Aceso em 28/02/2011.


GOOGLE. Há escolas que são gaiolas e há escolas ... Disponível em:
http://pensador.uol.com.br/frase/MzczMjY/ Acesso em 28/02/2010.

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Estágio de Biologia no CEA

  • 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA – DCET CAMPUS II – ALAGOINHAS – BA SUPERVISÃO: CLÁUDIA REGINA TEIXEIRA DE SOUZA ESTAGIÁRIO: ULISSES SANTANA DE BRITO REGENTE: LISIANA PALMEIRA ESTÁGIO SUPERVISIONADO II Alagoinhas 2011
  • 2. Este portifólio foi realizado com alunos do ensino médio do Colégio Estadual de Alagoinhas – C.E.A. Este trabalho foi realizado por mim, Ulisses Santana de Brito, graduando do 8º semestre do curso de licenciatura plena em ciências biológicas, pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Alagoinhas 2011
  • 3. Ficha Técnica… Como estudante de um curso de licenciatura, venho por meio deste portfólio comentar sobre a minha experiência como professor estagiário de um colégio estadual de Ensino Médio, como parte das atividades do componente curricular Estágio Supervisionado II, 8º semestre, ministrada pela queridíssima professora orientadora Cláudia Regina Teixeira de Souza. O objetivo foi analisar, observar e reger as aulas de biologia. A foi feita em uma turma de Educação para Jovens e Adultos – EJA, NO
  • 4. Colégio Estadual de Alagoinhas – C.E.A. O Estágio Supervisionado II possibilitou que eu, enquanto futuro professor de biologia, experimentasse uma vivência ímpar e que trouxe inplicações positivas na formação de minha identidade profissional docente. ...MENSAGEM... "Não se pode falar de educação sem amor". ( Paulo Freire )
  • 5. A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tão pouco a sociedade muda. (Paulo Freire) Meus caros, é com grande prazer que os convido a viver junto comigo essa experiência! Então, vamos nessa? Espero que goste.. Boa leitura!
  • 6. ..o Estágio... O estágio é um momento de grande importância no processo de formação do profissional docente. Constitui-se em um treinamento que possibilita os estudantes vivenciar o que foi aprendido na Faculdade, tendo como função integrar as inúmeras disciplinas que compõem o currículo acadêmico, dando-lhes unidade estrutural e testando-lhes o nível de consistência e o grau de entrosamento. A teoria é uma ferramenta essencial para a consolidação da prática. Assim, o Estágio Supervisionado adquiriu um papel substancial
  • 7. no processo de graduação, pois, o mesmo caracteriza-se como a prática em meio à aprendizagem na graduação.Um momento na formação em que o graduando pode vivenciar experiências, conhecendo melhor sua área de atuação. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei9.394/96) o Estágio de Licenciatura, é necessário à formação profissional a fim de adequar essa formação às expectativas do mercado de trabalho onde o licenciando irá atuar. É muito importante na formação de educadores, sendo um eixo central na formação dos mesmos, pois somente através do estágio o profissional poderá conhecer os aspectos indispensáveis para a
  • 8. formação da construção da identidade do professor e os saberes do dia-a-dia. Segundo Pimenta e Ghedin (2002, pag. 24 apud Iraíde e Raimunda SD) argumenta que o saber docente não é formado apenas da prática, sendo também nutrido pelas teorias da educação. A teoria tem importância fundamental na formação dos docentes, pois adota os sujeitos de variados pontos de vista para uma ação contextualizada, oferecendo perspectivas de análise para que os professores compreendam os contextos históricos, sociais, culturais, organizacionais e de si próprios como profissionais.
  • 9. “ O estágio supervisionado é uma atividade adotada pelos cursos de licenciatura, prioriza a praticidade do ensino, o que deverá contribuir para formação e transformação do aluno em professor. Sua realização é fundamental para estimular o estagiário e desse modo proporcionar ao aluno estagiário vivenciar o dia a dia de um professor, em plena atividade profissional, passando de “expectador” para “ator,“ no cenário da educação, percebendo as dificuldades encontradas pelos professores e profissionais da área dando aula de fato”. (Retirado do portifólio de Maria da Conceição, referente ao seu Estágio Supervisionado I e que por sua vez, foi retirado da lei de estágios supervisionados).
  • 10. O meu Estágio foi dividido em duas etapas, sendo a primeira de observação e a segunda de regência. A primeira etapa teve início no dia 18/09/2010 e fim no dia 04/10/2010, totalizando um número de seis aulas observadas. A segunda etapa, teve início no dia 20/10/2010 e fim no dia 03/12/2010 ,sendo cinco semanas de aulas ministradas e uma semana de prova. A metodologia aplicada à proposta do meu estágio foi desenvolvida a partir da elaboração de planos semanais contendo seqüencias didáticas que buscou potencializar as relações interativas em sala de aula e acompanhadas de proposta de avaliações que fossem viáveis a
  • 11. realidade dos estudantes. Além disso, houve a interação Professor–Aluno, abrindo-se discussões em sala, contextualizando e abordando assuntos do cotidiano como assuntos vistos em sala, portanto, as aulas eram participativas e interativas. Conforme diz Kulcsar, 1994... O Estágio não pode ser encarado como uma tarefa burocrática a ser cumprida formalmente... Deve, sim, assumir a sua função prática, revisada numa dimensão mais dinâmica, profissional, produtora, de troca de serviços e de
  • 12. possibilidades de abertura para mudanças. No final das férias de mais um semestre, recebemos a tarefa, e essa seria de fato a tarefa, que seria desta feita, Ensinar alunos de Ensino Médio no período da IV unidade, imaginem só, reta final do ano letivo. Então a professora Cláudia nos procurou e pediu que adiantássemos a procura pelos Colégios, pois teríamos que cumprir a nossa missão, e já de início enfrentaríamos um obstáculo implacável...
  • 13. O tempo! Contra tempo... Bom, se o tempo é implacável, pior é ir contra ele, mas foi o que aconteceu, pois fiz toda a minha observação em uma escola e por motivo de horário (era turno noturno) não pude fazer minha regência na mesma escola, tive que procurar uma outra, foi uma correria só, o fato foi que consegui encontrar outra escola, fiz uma observação, quarta-feira e na sexta-feira, comecei minha regência, (rsrs..).
  • 14. A Escolha da... Na verdade a escolha da escola para regência foi por acaso. Há duas escolas cercadas pelo mesmo muro, na procura, entrei em uma delas, combinei passar lá no dia seguinte, pois a diretora não se fazia presente, só que no dia seguinte, terminei entrando na outra escola, pensando se tratar da mesma, a recepção foi tão calorosa por parte de minha regente que terminei ficando. “Gosto de ser gente inacabada porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele. Esta é a diferença profunda entre o ser condicionado e o ser determinado.”
  • 15. ( Paulo Freire). O Colégio Estadual de Alagoinhas – C.E.A, situa-se à Praça Alcindo Camargo s/n Centro Telefones 75-3422-4866, E-mail Colegiocea2009@hotmail.com. A escola é de ensino para jovens e adultos, EJA, eram quatro turmas, duas pela manhã e duas pela tarde, dei aulas a uma turma de 3º ano à tarde, foi a V² - eixo VII. As aulas eram dia de quarta-feira das 15:00 às 16:40h e sexta-feira, das 13:00 às 14:40h. A escola atendia a alunos da área urbana e da zona rural.
  • 16. O C.E.A é uma escola de pequeno porte, carente de recursos que sirvam de suporte para o professor trabalhar, não possui laboratórios, biblioteca, quadra de esportes, enfim, embora fosse desprovida desses equipamentos, tinha algo que me ajudou muito na hora de passar os conteúdos, que era a TV pendrive. Ela têm 8 salas, uma área externa, tanto na frente quanto nos fundos, penso que poderia ser melhor aproveitadas, o C.E.A tem uma cozinha, sala dos professores, direção, secretaria e dois banheiros, cujos itens pareciam velhos, embora limpos e conservados. As salas não eram bem iluminadas e nem arejadas.
  • 17. C.E.A
  • 19. A regente da turma foi a professora Lisiana Palmeira, licenciada pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB, meu primeiro contato com ela, ela se mostrou bastante receptiva, estava sempre alegre, se relacionava bem com os seus alunos e colegas de trabalho. Ela assistiu algumas de minhas aulas, mas estava quase sempre presente na escola nos períodos de aula. O longo tempo de ensino, as condições precárias que uma escola ofereça como suporte ao professor, a falta de apoio dos colegas, tudo isso torna, com o passar dos anos a atividade docente desgastante e desestimulante. MASLACH (1999:36), afirma que:
  • 20. O desgaste físico e emocional não é um problema das pessoas, mas do ambiente social em que elas trabalham. A estrutura e o funcionamento do local de trabalho, moldam a forma da interação das pessoas e a forma como elas realizam o seu trabalho. Quando o local de trabalho não reconhece o lado humano dessa atividade, o risco de desgaste cresce, trazendo com ele um preço bastante alto. A thurma... Era de fato uma turma EJA, pois era composta de jovens e adultos, eram alunos
  • 21. com faixa etária entre 18 à 45 anos, não era uma turma grande, composta por 26 alunos e como já havia dito, era do 3º ano, vespertino, (V² - eixo VII). Nossos encontros eram às quartas e sextas-feiras. Eles eram de uma forma geral, alunos comportados e esforçados, embora houvesse uma “panelinha”, de meninas que queriam fazer das aulas, uma feira livre, onde se vendia desde calcinhas e sutians à indultos e terrenos no céu. Conversavam muito. Porém já na reta final, nas últimas avaliações, percebi que até essas alunas deram tudo de si e a volta por cima também, legal né? Antes tarde do que numca.
  • 22. Achiles,1996;Finn,1998;Mo steller,1995... Mostram que: As turmas menores apresentam, de forma sistemática e acentuada, melhor aproveitamento do que as maiores, em ambos os testes aplicados ao longo do tempo e para todas as categorias de alunos (brancos ou minorias; urbanos, suburbanos e rurais); o efeito positivo das turmas reduzidas é bem maior nos grupos minoritários; as taxas de repetência foram menores nas turmas de menor tamanho.
  • 23.
  • 24. A regência “A teoria materialista de que os homens são produtos das circunstâncias e da educação e de que, portanto, homens modificados são produtos de circunstancias diferentes e de educação modificada, esquece que as circunstancias são modificadas precisamente pelos homens e que o próprio educador precisa ser educado. Leva, pois, forçosamente, à divisão da sociedade em duas partes, uma das quais se sobrepõe à sociedade[...]. A coincidência da modificação das circunstancias e da atividade humana só pode ser apreendida e racionalmente compreendida como prática transformadora”. (Karl Marx) (Retirado do portifólio de Maria da Conceição, referente ao seu Estágio Supervisionado I e que por sua vez, foi retirado da lei de estágios supervisionados). GOOGLE. Teses sobre Feuerbach. Karl Marx. Disponível em:http://www.google.com.br/search? Acesso em 03/02/2011.
  • 25. Primeira Semana... ... Meu primeiro dia de aula no comando da turma finalmente chegou, me lembro que estava cheio de expectativa. A turma estava meio desconfiada, acanhados, mas com o tempo foram se soltando, ficando a vontade e por fim interagindo. Sempre que eu colocava uma situação, seja sobre ecologia ou genética, os dois assuntos que abordei na IV unidade, eles sempre tinham um testemunho, um exemplo para apresentar. Bom, primeiro foram feitas as seguintes apresentações, minha e deles, depois apresentei os assuntos que seriam apresentados na unidade e a forma como seriam cobrados.
  • 26. Segunda Semana... ... Na segunda semana de aula só tivemos aula na quarta-feira, todos já estavam mais a vontade. A partir dessa semana já identifiquei os alunos que gostavam de conversar na aula, aliás, as alunas, era um grupo de três alunas, essas meninas conversavam durante toda a aula, eu “brincava” com elas, perguntava a que horas o trio elétrico iria parar de tocar, porque parecia que as três eram elétricas, mas não adiantava nada.
  • 27. Terceira Semana... ...Êêitha!!! Foi nesse dia que a orientadora da disciplina, a professora Cláudia Regina, resolveu aparecer na escola para me observar. Nesse dia quando ela chegou, e foi cedo, eu já estava lá, na sala dos professores, pra ser mais preciso, estava terminando de aprontar os últimos slides sobre Ecologia e Meio Ambiente, para apresentar minutos depois aos alunos na aula e em seguida exibiria o filme “A História das coisas”, acho que foi pelo fato de não ter salvo o filme no tipo de arquivo certo. Tive que improvisar, pegou mal, mas, enfim, entre mortos e feridos todos se salvaram.
  • 28. Quarta Semana... As aulas transcorreram tranquilamente no decorrer dessa semana. Lembro-me que na hora da chamada, uma de minhas alunas nunca estava presente e abordando sobre eritroblastose, vim descobrir que ela estava vivendo o assunto da aula na própria “pele”. Momento de interação com meus colegas de trabalho na sala dos professores.
  • 29. Quinta Semana... ... Bom, quinta semana de aula e o “trio elétrico” continuava tocando cada vez mais alto, eu as vezes achava que não ouvia a minha própria voz, foi aí que resolvi mudar a estratégia, comecei a dispensar uma atenção maior ao “trio elétrico” e olhem, que não foi por gostar de carnaval não viu, mas sim porque de fato estava atrapalhando a aula. Pois bem, ao invés de ficar na frente da sala, passei a me posicionar ao lado do trio e minhas perguntas eram sempre primeiramente direcionadas a elas, foi aí que pude dar minhas aulas com maior tranqüilidade.
  • 30. Sexta Semana... ... Eu, percebi que estava me apegando aos meus alunos, acho que estava sendo construída uma relação de amizade com eles, eu respeitava muito a individualidade de cada um deles e suas limitações, acho que sempre fui assim, fui assim com eles e sempre serei assim com todo mundo. Comecei a perceber esse meu lado, é que eu percebia as dificuldades deles e queria fazer o melhor para que eles superassem essas dificuldades e essa relação faz com que se crie um vínculo muito forte de amizade, ainda mais quando eles percebiam isso, que eu só queria ajudá-los, aí então, em contra partida eles também tornaram-se meus amigos. Tanto que até hoje quando encontro um deles na rua, é aquela euforia.
  • 31. Sétima Semana... ... Como a maioria dos alunos eram da zona rural, eles se identificavam muito mais com os assuntos relacionados, então procurei direcionar o assunto, principalmente em se tratando de Ecologia e Meio Ambiente, então pedi que confeccionassem um jornal ecológicos relatando os problemas ecológicos enfrentados em seus respectivos bairros, eles adoraram. Olha a pose para foto (sala dos professores)
  • 32. Oitava Semana... ... Essa foi a semana do chororô para alguns que deixaram de participar de algumas atividades e euforia de outros, os que concluíram todas as atividades, procurei ser imparcial na hora de passar as notas, mas entre mortos e feridos, todos se salvaram.
  • 33. Agradecimentos “Havendo um jardineiro, cedo ou tarde, um jardim aparecerá. Mas um jardim sem jardineiro cedo ou tarde desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento, está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro. O que faz uma escola? São os pensamentos dos que a compõem” (Rubem Alves) A PROFESSORA CLÁUDIA REGINA QUE MERECE TODO CARINHO, AGRADEÇO SUA PACIÊNCIA , SEU CARINHO E TODO APOIO QUE NOS DEU TODO ESSE TEMPO EM PASSAMOS JUNTOS. SEUS ENSINAMENTOS PROFª, FORAM DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA NÓS. OBRIGADO POR TER NOS ENSINADO TÃO BEM. ADOREI TER UM BLOG, ONDE POSSO EXPRESSAR MEU SENTIMENTO, MINHA CRÍTICA, ONDE POSSO FAZER MINHAS OBSERVAÇÕES LIVREMENTE.
  • 34. “Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.
  • 35. REFERÊNCIAS KULCSAR, Rosa. (1994). O Estágio Supervisionado como Atividade Integradora. In PICONEZ, Stela C.B. (org.). A Prática de Ensino e o EstágioSupervisionado. 2ª.Edição. Campinas, S P, Papirus. MASLACH, Cristina e LEITER, Michael P. Trabalho: Fonte de Prazerou Desgaste? Guiapara Vencero Estresse na Empresa. Campinas, São Paulo: Papirus, 1999. MEC. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº9394/96. Brasília. 20 de Dezembro de 1996. GOOGLE. Teses sobre Feuerbach. Karl Marx. Disponível em:http://www.google.com.br/search? Acesso em 03/02/2011. GOOGLE. Adriana Soares: A escola na era digital. Disponível em: http://dricabahiana.blogspot.com/2010/09/escola-na-era- digital.html. Aceso em 28/02/2011. GOOGLE. Há escolas que são gaiolas e há escolas ... Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/MzczMjY/ Acesso em 28/02/2010.