6 teorias psicanalíticas

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6 teorias psicanalíticas

  1. 1. TEORIAS PSICANALÍTICAS
  2. 2. Teoria psicanalista é uma denominação genérica para as ideias freudianas a respeito da personalidade, da anormalidade e do tratamento. TEORIAS PSICANALÍTICAS
  3. 3. Tal teoria é apenas uma teoria psicológica, a qual é diferenciada por nunca ter tentado influenciar a psicologia acadêmica. Tinha como objetivo levar ajuda às pessoas em sofrimento. TEORIAS PSICANALÍTICAS
  4. 4. FREUD E AS TEORIAS PSICANALÍTICAS Na época de Freud, os médicos não entendiam os problemas neurológicos, e muito menos sabiam de possíveis maneiras para tratá-los. Tendo logo descoberto que cuidar dos sintomas físicos da pessoa neurótica era inútil, Freud começou a procurar uma teoria psicológica apropriada. TEORIAS PSICANALÍTICAS
  5. 5. Vários de seus colegas estavam praticando a hipnose, de forma que pudessem encorajar seus pacientes a “exteriorizar pela fala” seus problemas. TEORIAS PSICANALÍTICAS
  6. 6. Na medida que os pacientes conseguiam discutir e reviver as experiências traumáticas, as quais pareciam ser associadas aos seus sintomas, conseguiam melhoras frequentes. TEORIAS PSICANALÍTICAS
  7. 7. Freud adotou este método durante algum tempo, mas desistiu, por não encontrar resultados que fossem satisfatórios por inteiro. TEORIAS PSICANALÍTICAS
  8. 8. Como nem todas as pessoas conseguiam atingir o estado de transe, a hipnose parecia resultar em curas temporárias, com o aparecimento posterior de novos sintomas. Afinal, Freud desenvolveu um novo método, a associação livre, que serviu a muitos dos mesmos propósitos, embora apresentando menos problemas. TEORIAS PSICANALÍTICAS
  9. 9. Os pacientes repousavam num divã e eram encorajados a dizer o que lhes viesse à mente, sendo também convidados a relatar seus sonhos. Freud analisou todo o material que aparecia, procurando desejos, temores, conflitos, pensamentos e lembranças que se encontravam além do conhecimento consciente do paciente. Segundo Freud: TEORIAS PSICANALÍTICAS
  10. 10. “Quando me impus à tarefa de trazer à luz o que os seres humanos guardam dentro de si, não pelo poder compulsivo da hipnose, mas observando o que eles dizem e mostram, pensei que a tarefa era mais difícil do que realmente é. Aquele que tem olhos para ver e ouvidos para ouvir pode convencer-se de que nenhum mortal pode guardar um segredo. Se seus lábios estão silenciosos, ele fala com as pontas dos dedos; ele se trai por todos os poros. Assim, a tarefa de tornar conscientes os mais escondidos recessos da mente é perfeitamente realizável.” TEORIAS PSICANALÍTICAS
  11. 11. A teoria psicanalítica criou uma revolução na concepção e tratamento dos problemas emocionais e gerou interesse entre os psicólogos acadêmicos pela motivação inconsciente, a personalidade, o comportamento anormal e o desenvolvimento infantil. TEORIAS PSICANALÍTICAS
  12. 12. As ideias psicanalistas encontram-se muito vivas atualmente, apesar das grandes modificações que enfrentaram. TEORIAS PSICANALÍTICAS
  13. 13. Assim sendo, segue a teoria da personalidade de Freud, para que se possa compreender um pouco do interior do ser humano, para que depois se entenda a sociedade. TEORIAS PSICANALÍTICAS
  14. 14. A SOCIEDADE A sociedade tem objetivos que exigem a restrição da vida sexual dos indivíduos. É utopia pensar em uma sociedade que seja revestida única e somente de indivíduos satisfeitos em si mesmos, vinculados através de elos de trabalho e interesse comuns. TEORIAS PSICANALÍTICAS
  15. 15. Assim sendo, a civilização, desmascarada pela realidade, não se sente contente com as ligações que até agora lhes foram cedidas; e seu caminho é ainda um mistério, já que não conseguimos entender o por quê de seu antagonismo à sexualidade. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  16. 16. “AMARÁS TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO” A exigência acima é cronologicamente mais antiga que o Cristianismo. Entretanto, não é antiga em excesso, pois ainda é estranha à humanidade. Este mandamento aparece como uma grande questão. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  17. 17. Para o ser humano, e para as reflexões que são encontradas ao longo do ensaio, há uma dificuldade muito grande em aceitar amar os outros como a nós mesmos. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  18. 18. É como se nosso self fosse algo tão extremamente importante, que seria quase impossível considerar sentir o mesmo por outra pessoa. Pela mente, percorrem indagações que enaltecem o amor de cada indivíduo pelo objeto da atração, por pessoas conhecidas e por estranhos totais. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  19. 19. Ao tratar do objeto de atração, Freud afirma que todo o questionamento feito se dá de forma a considerar nosso amor mais importante e infinitamente menos pedinte que o do outro, ou seja, se pensamos no nosso amor para com o outro, não exigimos nada, não queremos nada em troca, mas o outro sempre tem algum tipo de interesse para conosco, além de sempre fazermos uma espécie de teste para ver se tratamos de pessoas que sejam dignas de nosso valioso amor. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  20. 20. Quando existe a possibilidade de amar um conhecido, notei uma espécie de revolta. O autor coloca em prática as questões de justiça. Como ser dotado de tamanha solidariedade, a ponto de sofrer com a angústia de uma pessoa que nem é tão próxima a mim? A partilha de sentimentos parece ser demasiado complicada neste caso. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  21. 21. Contudo, a maior dificuldade se apresenta no caso do amor para com um estranho. Especialmente se o desconhecido não apresentar quaisquer fatores que o aproximem de nossa realidade. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  22. 22. À partir daí, o autor descreve vários tipos de preocupações e é bastante enfático quando diz que um estranho pode deliberadamente fazer mal a nós mesmos se sentem que são menos fracos e poderosos. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  23. 23. Acredito nisso como uma tentativa de proteção: ser o monstro para não ser a vítima. No entanto, encaro esta pressuposição como uma espécie de mania de perseguição: não são todas as pessoas estranhas que irão querer fazer mal a nós, e ainda como uma manifestação de egocentrismo, já que é o mundo que tem sua órbita, e não nós mesmos. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  24. 24. “AMA A TEU PRÓXIMO COMO ELE TE AMA” Segundo o autor, o mandamento acima parece mais cabível. Porém, acredito que não podemos penetrar a mente de ninguém e, portanto, nunca saberemos como e quanto as pessoas nos amam. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  25. 25. Além disso, acho que agir com as pessoas da mesma forma pela qual agem conosco é só uma maneira a mais de não conseguir plenitude, e sim, de igualar-se às eventuais podridões que possamos encontrar. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  26. 26. “ESTAMOS SEMPRE QUERENDO AMAR A NÓS MESMOS EM OUTRA PESSOA” A primeira vez que ouvi esta frase foi em um filme (“Corações apaixonados”). Na verdade, foi uma paráfrase. Dizia: “estamos apaixonados quando conseguimos enxergar a nós mesmos nos olhos do outro”. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  27. 27. Em primeira mão, achei algo muito bonito, mas agora pondero se não seria apenas uma forma de estarmos nos concentrando cada vez mais dentro de nós mesmos, em uma atitude egocêntrica. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  28. 28. Freud ainda considera que os homens irão pensar e se comportar da mesma maneira que o self descrito age. O comportamento do ser humano é liderado por uma ética, que surgiu face às necessidades políticas e econômicas de um mundo capitalista em ascensão. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  29. 29. Tal ética faz com que haja uma divisão entre o bem e o mal. A obediência às elevadas exigências éticas faz com que a sociedade seja vítima de prejuízos acarretados por seu próprio incentivo ao mal. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  30. 30. A TEORIA DA PERSONALIDADE Atualmente, a psicanálise está fundamentada em relatos verbais de ideias, sentimentos e autodescrições feitas pelos pacientes. Freud estabeleceu um paralelo entre o funcionamento patológico dos processos psíquicos e dos normais. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  31. 31. Ele fazia uma análise cuidadosa do comportamento verbal de pacientes neuróticos e psicóticos a fim de estabelecer a causa de tais doenças. Assim sendo, supunha que cada aspecto do funcionamento patológico fosse um exagero da atividade normal. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  32. 32. Dessa forma, a prova que Freud frequentemente apresentava para confirmar uma hipótese a respeito de um componente da personalidade eram os dados obtidos com pacientes submetidos à psicanálise. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  33. 33. Outra característica da psicanálise como teoria da personalidade é o fato de basear-se mais nos pensamentos e sentimentos do que no comportamento. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  34. 34. Freud acreditava – e os psicólogos que sua orientação concordavam – que o comportamento explicito de uma pessoa só pode ser interpretado corretamente quando há conhecimento de seus motivos, temores, sentimentos, etc. Ele considerava o comportamento humano como: TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  35. 35. Um resultado de lutas e acordos entre motivos, impulsos e necessidades; TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  36. 36. Ocorrendo em diferentes níveis de organização, de forma que comportamentos semelhantes podem expressar diferentes forças e a mesma pode ser representada em diferentes comportamentos; Ocorrendo em vários níveis de consciência. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  37. 37. AS QUALIDADES DA VIDA PSÍQUICA Freud opôs-se à tendência dominante em sua época de explicar os fenômenos psíquicos apenas pelos fatos que o indivíduo tem na consciência em um determinado momento. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  38. 38. Ele não via nos processos conscientes a essência da vida psíquica. Ao contrário, na determinação do psiquismo, os processos conscientes se somariam aos pré-conscientes e aos inconscientes. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  39. 39. Os processos conscientes são aqueles baseados nas percepções imediatas do mundo exterior ou nas sensações do mundo interior, aqueles que estão clara e intensamente definidos em nossa mente. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  40. 40. Os processos latentes, isto é, que podem vir à consciência a qualquer momento, na formas de recordações ou lembranças, são denominados pré-conscientes. Os processos e conteúdos psíquicos que não têm acesso fácil à consciência são os inconscientes. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  41. 41. Os processos inconscientes são alógicos e têm grande fluidez e plasticidade, de tal forma que coisas que ocorreram em momentos e espaços diferentes podem estar unidas como elementos de um mesmo conjunto. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  42. 42. Tais processos nunca são observados diretamente, e quando se manifestam à consciência vêm camuflados com um simbolismo próprio. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  43. 43. Essas três qualidades dos processos psíquicos (consciente, pré- consciente e inconsciente) são dinâmicas e não descritivas da personalidade, pois não são absolutas nem permanentes. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  44. 44. O conteúdo da consciência em um determinado momento pode deixar de sê-lo no momento seguinte. Além disso, muitas das coisas que pensamos ser verdadeiras em determinado momento se tornam contraditórias no momento seguinte, pois outros eventos mostraram que a nossa percepção não era a correta. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  45. 45. Na consciência, pois, existem processos intelectivos que podem persistir, ser substituídos ou extinguir-se. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  46. 46. Os processos pré-conscientes podem irromper na consciência a qualquer momento e os inconscientes, por sua vez, por mais resistência que ofereçam, podem ser captados pela consciência por meio de técnicas especiais. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  47. 47. A ESTRUTURA DA PERSONALIDADE Segundo Freud, a personalidade é composta por três sistemas: id, ego e superego. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  48. 48. O núcleo da personalidade é formado pelo id, que não tem comunicação direta com o mundo exterior. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  49. 49. O id é a fonte de toda energia psíquica da personalidade. Dentro dele operam duas forças distintas, uma derivada do instinto de vida e a outra do instinto de destruição. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  50. 50. Cada uma dessas classes de instintos está subordinada a um processo fisiológico especial (criação e destruição) e ambas se conduzem de forma conservadora, buscando a reconstituição do equilíbrio perturbado pela gênese da vida. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  51. 51. Essa gênese seria a causa tanto da constituição da vida como da tendência à morte. Por sua vez, a vida seria um combate e uma transição entre ambas as tendências. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  52. 52. O id opera dentro do princípio do prazer, que se define pelo alívio da tensão, pela liberação de energia e pela esquiva à dor. O objetivo do id, portanto, é a satisfação imediata e irrestrita dos instintos. Para realizar isso, ele dispõe de dois processos: ação reflexa e processo primário. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  53. 53. As ações reflexas são reações inatas que geralmente conduzem a uma imediata redução da tensão. O organismo humano está equipado com um certo número de reflexos que estão relacionados com formas relativamente simples de excitação. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  54. 54. O processo primário envolve uma reação psicológica mais complicada. A descarga da tensão é feita por meio de uma imagem mental. Um processo primário, por exemplo, fornece a uma pessoa faminta a imagem do alimento. Essa experiência oferece uma forma alucinatória da satisfação do impulso. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  55. 55. Tal alucinação não ocorre automaticamente. Primeiro, a pessoa deve ter experimentado a satisfação concreta do desejo para depois representar mentalmente o objeto associado a essa satisfação. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  56. 56. Para Freud, o aparato psíquico de uma pessoa é dominado por um id, que, por sua vez, é desconhecido e inconsciente, em cuja superfície aparece o ego. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  57. 57. O ego á a parte modificada do id por influência do mundo exterior. Ele representa a parte racional da personalidade. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  58. 58. Considerado sob o aspecto dinâmico, o ego é fraco. Todas as suas energias são emprestadas do id. Sua função psicológica consiste em trazer ao nível do pré-consciente e do consciente as exigências dinâmicas do id. Por isso ele é considerado o “executivo” da personalidade. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  59. 59. Ele deve considerar quais aspectos instintivos serão satisfeitos e buscar meios para satisfazê-los, bem como prever as consequências dos atos destinados à satisfação das necessidades em questão. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS
  60. 60. É preciso considerar, contudo, que, como uma parte organizada do id, o ego existe para satisfazê-lo, e não para frustrá-lo. TEOLOGIA E TEORIAS PSICANALÍTICAS

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