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Freud
ea
Psicanálise




A Psique
A líbido
O desenvolvimento
psicossexual
Sigmund Freud (1856-1939)
é o fundador da Psicanálise
Biografia de Freud

Nasceu a 6 de maio de 1856, em Freiberg, Moravia.
(atualmente Pribor, República Checa),
Estudou em Viena. Foi aluno do fisiólogo Brücke.
Licenciou-se em Medicina em 1881.

De 1885-86, foi aluno de Charcot, em Paris. Charcot
trabalhava no asilo de Salpetriére e chamou a atenção da
comunidade médica ao adoptar a hipnose como técnica
terapêutica.

Em 1887, estuda as doenças nervosas e introduz a hipnose
na sua prática clínica.
De 1893-96, trabalha com Josef Breuer em casos clínicos
como o de “Anna O”. Como resultado deste trabalho,
surge a obra, de 1895, escrita em parceria com Breuer,
“Estudos sobre a histeria”.
Biografia de Freud
No ano seguinte, em 1876, Freud emprega
pela primeira vez o termo “Psicanálise”.
Em 1897 Freud começa a sua auto-análise
(que foi muito importante para o
desenvolvimento das teorias psicanalíticas).
Nesse mesmo ano, rompe com a teoria
traumática da neurose, de Breuer. Datam desta
altura o reconhecimento da sexualidade
infantil e do complexo de Édipo.
Em 1900 publica a sua obra mais conhecida e,
seguramente, a mais importante para o autor:
“A interpretação dos sonhos”.
O ano de 1923 fica marcado pelo facto de ter
      sido diagnosticado a Freud um câncro na
      cavidade bucal, considerado incurável e
      extremamente agressivo. Até à sua morte será
      submetido a um total impressionante de 33
      cirúrgias. Apesar das dores constantes e de ter
      que usar uma prótese no maxilar superior, Freud
      manteve-se activo e continuou a sua actividade
      de clínico e investigador.
           Em 1933, em Berlim, os livros de Freud são
       queimados, na sequência da subida dos nazis ao
          poder. A psicanálise é banida porque Freud é
               Judeu e porque contradiz o totalitarismo.
      Em 1938 abandona Viena e regugia-se em
      Inglaterra, na sequência da anexação da Austria
      pela Alemanha nazi.
      Freud morre em Londres no dia 23 de Setembro
      de 1939.




Biografia de Freud
A Psicanálise
caractezia-se como uma corrente da
Psicologia que busca o fundamento oculto
dos comportamentos e dos processos
mentais, com o objectivo de descobrir e
resolver os conflitos intra-psíquicos
geradores de sofrimento psíquico.




                                       Trata-se, ao mesmo tempo, de uma disciplina
                                       científica que visa descobrir e mapear as
                                       estruturas da Psique e de um método
                                       terapêutico , assente numa relação
                                       profunda entre o psicanalista e o paciente.
Uma das mais importantes
                        descobertas
        de Freud é a de que há uma
 sexualidade infantil: o psiquismo
      humano forma-se a partir dos
conflitos que, desde o nascimento,
confrontam os instintos sexuais (a
               Líbido) e a realidade.
   Podemos dizer que, em termos
        psicanalíticos, nós somos o
    resultado da história da nossa
                            infância.
Outra descoberta importante é a de que a nossa mente
consciente não controla todos os nossos
comportamentos




              Mesmo os nossos actos voluntários, resultantes de
               uma deliberação racional, estão dependentes de
                   uma fonte motivacional inconsciente...
A descoberta
do inconsciente
trouxe uma
revolução à
Psicologia e à
forma como esta
encara o ser
humano
O desejo e a insatisfação são
elementos inerentes à nossa vida
psíquica.

Todos os nossos comportamentos
resultam duma fonte energética
inesgotável e cuja manifestação
assume múltiplas formas...

Trata-se do núcleo instintivo que dá
vida à nossa Psique, constituído por
duas polarizações antagónicas:

A Líbido, o desejo sexual, a que
Freud deu o nome de Eros.

E o impulso de morte, ligado à
agressividade (auto e hetero dirigida),
a que Freud deu o nome de
Thanatos.
A nossa infância “persegue-nos” ao londo de toda a nossa vida, uma vez
que é nesse período que a nossa personalidade se desenvolve.
Ao longo da infância o inconsciente vai dividir-se e dar origem às outras
instâncias da Psique.
Por isso passamos por períodos de crise, de ruptura e de reconfiguração
das nossas estruturas psíquicas. Por esta razão estamos sujeitos a traumas
e a conflitos intra-psíquicos que ficam guardados no inconsciente e marcam
a forma como nos relacionamos connosco mesmos e com os outros.
O Inconsciente
corresponde aos conteúdos
instintivos, hereditários,
da mente, bem como aos
conteúdos recalcados ao
longo da história de vida do
indivíduo.
O Inconsciente não esquece nada,
todos os incidentes da história de
vida do indivíduo ficam aí retidos e
guardam a mesma força e vivacidade
do momento em que foram vividos.
O Inconsciente é imune ao tempo.
Os processos que estão na origem das neuroses,
    são idênticos aos que servem de fundamento à
vida psíquica saudável, pelo que é possível usá-los
    para conduzir os pacientes à solução dos seus
                               conflitos psíquicos.
E esses conflitos marcam a nossa
      personalidade e tornam-nos únicos.
 Por isso a Psicanálise assenta na análise
   das mensagens que o inconsciente dos
pacientes envia à consciência, através dos
  sonhos, dos actos falhados, das fobias e
           dos desvios comportamentais.
A estrutura da Psique


Consciente



 Pré-
 consciente




         Inconsciente
A estrutura da Psique



  O Consciente corresponde à dimensão racional da Psique. Ao nível do
  Consciente tomamos conhecimento da realidade exterior e, também, dos
  nossos conteúdos mentais não recalcados ao nível do inconsciente. Ao longo
  da história do Ocidente, os filósofos e os investigadores da mente (a partir do
  século XIX, designados como psicólogos), tomaram esta dimensão da Psique
  como a mais importante e, até, em muitos casos, a encararam como a própria
  mente.
  Freud defendeu que a consciência abarca apenas uma dimensão da Psique.

  O Inconsciente é, então, a mais importante instância da Psique, e a mais
  vasta. É aí que está a chave para a interpretação do sentido de todos os
  nossos comportamentos e, em geral, da nossa vida psíquica.

  Entre o Consciente e o Inconsciente, existe uma antecâmara, o Pré-
  consciente, que permite que alguns conteúdos do Inconsciente acedam à
  consciência, mas “travestidos”, “disfarçados”, por forma a evitar distúrbios ao
  nível do Consciente. Assim, os conteúdos de origem libidinal, ligados ao instinto
  sexual, podem aceder à consciência sob uma forma simbólica, não geradora de
  tensão.
Mas, para além disso, existe um
                        mecanismo de segurança que
                        impede que os conteúdos
                        ameaçadores da sanidade
                        mental e da sobrevivência física
                        ou social do indivíduo acedam à
                        consciência: trata-se da Barreira
                        da Censura que é responsável
                        pelo recalcamento desses
                        conteúdos perigosos.

                        Esta instância daria lugar aos
                        mecanismos de defesa do Ego,
                        quando Freud desenvolveu a
                        sua teoria psicanalítica.




A estrutura da Psique
O      ID



                                    A estrutura da Psique.............a segunda tópica

Foto de DDIARTE - www.olhares.com
O id (isso) é o termo usado para designar uma das três
  instâncias apresentada na segunda tópica das obras de Freud.
  Possui equivalência topográfica com o inconsciente da primeira
  tópica embora, no decorrer da obra de Freud, os dois conceitos:
  id e inconsciente apresentem sentidos diferenciados.

  Constitui o reservatório da energia psíquica, onde se quot;localizamquot;
  as pulsões. Faz parte do aparelho psíquico da psicanálise
  freudiana de que ainda fazem parte o ego (eu) e o superego
  (Super-eu).


  Formado por instintos, impulsos orgânicos e desejos
  inconscientes e regido pelo princípio do prazer, que exige
  satisfação imediata. É a energia dos instintos e dos desejos em
  busca da realização desse princípio do prazer. É a libido.
                                             http://pt.wikipedia.org/wiki/Id




Foto de DDIARTE - www.olhares.com
E
  O                                 G
Foto de DDIARTE - www.olhares.com
                                    O
O Ego é a soma total dos pensamentos, ideias, sentimentos, lembranças e
percepções sensoriais. É a parte mais superficial do indivíduo (da Psique), a
qual tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante
selecção e controlo, de parte dos desejos e exigências procedentes dos
impulsos que emanam do id. Obedece ao princípio da realidade, ou seja, à
necessidade de encontrar objectos que possam satisfazer o id sem
transgredir as exigências do superego. Quando o Ego submete-se ao id,
torna-se imoral e destrutivo; ao se submeter ao superego, enlouquece de
desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável; se não se submeter
ao mundo, será destruído por ele. Para Jung, o Ego é um complexo; o
“complexo do Ego”. Diz ele, sobre o Ego: “É um dado complexo formado
primeiramente por uma percepção geral do nosso corpo e existência e, a
seguir, pelos registos da nossa memória.”
                                                 http://pt.wikipedia.org/wiki/Ego
O
Superego
É inconsciente, é a censura das pulsões que a sociedade e a cultura impõem ao id,
impedindo-o de satisfazer plenamente os seus instintos e desejos. É a repressão,
particularmente, a repressão sexual. Manifesta-se à consciência indirectamente, sob
forma da moral, como um conjunto de interdições e deveres, e por meio da
educação, pela produção do quot;eu idealquot;, isto é, da pessoa moral, boa e virtuosa.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Superego




    O
    Superego
Consciente:
                                           Contacto com o mundo exterior

                                                Pré-Consciente:
                                            Material sob a superfície
               Princípio da Realidade           da consciência




                                                 Inconsciente:
                                             Material muito abaixo
                                               da superfície da
Imperativos Morais                               consciência.
                                           Não pode ser directamente
                                                acedido (pela
                     Princípio do Prazer
                                                 consciência).
Foto de Peter van Nugteren




                Freud - Teoria da motivação
Fundamentos da teoria:
1. Todas as nossas motivações são pulsionais.
2. A pulsão é uma força ou energia que tem como fonte uma tensão orgânica contínua e
como objectivo a descarga da tensão acumulada.
3. A líbido (desejo sexual) é a principal manifestação da energia pulsional, pelo que
desempenha um papel preponderante nos nossos comportamentos.
4. A não libertação das energias pulsionais acumuladas (na maior parte das vezes pela
intervenção do superego) gera conflitos intrapsíquicos que conduzem à ansiedade e à
neurose.
5. Se a saída normal (para a libertação dessas energias) estiver bloqueada, a libertação
tenderá a realizar-se por outras vias.
6. Existe um conjunto de mecanismos de defesa do ego que permitem resolver os conflitos
intrapsíquicos, garantindo o equilíbrio psíquico do indivíduo.
Os
mecanismos
de defesa
do ego
       São estratégias inconscientes de
       resolução de conflitos intra-psíquicos e
       da redução das energias pulsionais que
       estão na sua origem.




                                      Foto de Amy Archer
Recalcamento – Mecanismo de repressão de pensamentos, recordações,
sentimentos, pulsões e desejos que, por provocarem ansiedade e porem em causa o
equilíbrio intra-psíquico, são excluídos da consciência e mantidos no inconsciente.


Racionalização (ou intelectualização) – É um conjunto de estratégias de
justificação de comportamentos, pensamentos, tendências psíquicas, lógicas e formuladas
a posteriori, com o fim de evitar sentimentos de inferioridade que ponham em risco a auto-
estima.

Projecção – Tendência que os seres humanos têm para atribuir aos outros,
comportamentos, sentimentos e desejos que, sendo deles próprios, são muitas vezes tidos
como inaceitáveis.




                                                                          Foto de Thomas Wiemer
Deslocamento – Mecanismo libertador
                                              que ocorre quando um indivíduo, não podendo
                                              atingir determinado objecto, o substitui por
                                              outro, sobre o qual descarrega as suas tensões
                                              acumuladas.



                                              Regressão – Mecanismo segundo o qual
                                              o indivíduo adopta formas de conduta próprias
                                              de estádios anteriores de desenvolvimentos
                                              (em que o indivíduo se sentia em segurança)..



Foto de Chutney Bannister


Compensação (ou formação reactiva) – Mecanismo de defesa contra
qualquer tipo de inferioridade fisiológica ou psicológica, seja ela real ou não, que consiste na
adopção de comportamentos contrários ao desejo.


Sublimação – Mecanismo que consiste uma actividade social e moralmente
inaceitável por outra, moral e socialmente aceitável..
O desenvolvimento da personalidade
  A noção de estádio está inseparavelmente ligada à
  concepção de Freud de aparelho psíquico e do seu
  funcionamento — funcionamento normal e sobretudo
  patológico, e do seu desenvolvimento no tempo ao nível do
  indivíduo e também ao nível da espécie.
  Nesta perspectiva, Freud encontra duas premissas essenciais
  à Psicanálise, isto é, dá como adquirido a
  existência de um inconsciente e de uma sexualidade.
  Baseado nestas premissas elaborou então três períodos,
  subdivididos em cinco estádios de desenvolvimento psico-
  sexual.

  1º período ( 0-5 anos)
      ● Fase oral (0-2 anos)
      ● Fase anal (2-3 anos)
      ● Fase fálica (3-5 anos)
  2º período (6-13 anos)
      ● Fase de latência
  3º período (13-... anos)
      ● Fase genital
Estádio oral
                                    (0 a 2 anos)

  O estádio oral pode-se subdividir em duas
  fases, uma primitiva e outra tardia, que
  compreendem, respectivamente, o 1º e o 2º
  ano de vida.
  A região buco-labial é a zona erógena deste
  estádio, que é constituído por duas actividades,
  a sucção e o morder. A primeira relação que o
  bebé tem com a mãe e a exploração de
  objectos é feita através da boca. Na fase tardia
  do estádio oral, com o aparecimento dos
  dentes, a sucção transforma-se em morder.
  Segundo Freud, é ao longo deste estádio que o
  Ego se diferencia do Id, visto que o início da
  sua actividade tem a ver com o princípio do
  prazer (ex: o mamar que gera prazer — assim,
  o seio materno é o primeiro objecto sexual do
  indivíduo).
  Neste estádio o Super-Ego ainda não existe,
  visto que o bebé ainda não tem a noção do
  mundo.
Imagem de Karin Kuhlmann
Estádio anal
                                                                        (2 a 3 anos)
Entre o estádio oral e o estádio anal existe um
deslocamento das zonas erógenas. Agora a zona
erógena dominante é a região anal, à qual estão
ligadas duas actividades: a retenção e a expulsão das
fezes.
O adulto educa a criança para que esta tenha
controlo esfincteriano. Inicialmente parece não haver
controlo por parte da criança; só quando ela atinge
uma certa maturação biológica do esfíncter, é que
pode controlar a situação. Assim, ela pode reter as
fezes ou não, começando a ter algum poder, podendo
dar satisfação ou não a quem a rodeia.
Seguindo este comportamento da criança, vê-se que
o Ego já está formado. Em relação ao Id, tornou-se
capaz da atrasar a satisfação das pulsões e de
afastar algumas.
Devido a imposições e com medo da punição, a
criança começa a interiorizar certas punições
parentais.
 Assim começa-se a formar o Super-Ego.

                                        Imagem de Karin Kuhlmann
Neste estádio a zona erógena são os órgãos genitais; no rapaz o pénis e na Estádio
  rapariga o clitóris. São frequentes as experiências genitais, como por exemplo
  a masturbação.                                                             Fálico
  A sexualidade infantil que até agora era auto-erótica, começa a ter um
  objecto: o pai ou a mãe. Assim, com a escolha amorosa de um dos pais, do (3      a 5 anos)
  sexo oposto ao da criança, surge o complexo de Édipo. Este complexo
  surge acompanhado de sentimentos, como por exemplo, de afeição ou de
  rivalidade, face ao progenitor do mesmo sexo da criança.
  A resolução do complexo de Édipo vai permitir a criança libertar-se da relação
  forte que tem face ao progenitor do sexo oposto (filho-mãe; filha-pai),
  provocando novos relacionamentos com outras pessoas. A forma como o
  complexo de Édipo é resolvida poderá condicionar todas as futuras relações.
  Durante este estádio, as três instâncias do aparelho psíquico estão
  constituídas (Id, Ego e Super-Ego), podendo estar em conflito, durante o
  qual o Ego constitui os seus mecanismos de defesa, essencialmente o
  recalcamento e a sublimação.
Imagem de Karin Kuhlmann
Estádio de Latência
                                                      (6 aos 13 anos)

Durante este estádio, o
desenvolvimento sexual sofre uma
paragem. A criança investe os seus
interesses na escola e amigos, nos
aspectos sociais que mais lhe
interessam.
Aqui, o Ego tomou-se forte com a
ajuda do Super-Ego, dominando as
suas pulsões. As energias do Id são
investidas na socialização. Ao mesmo
tempo, o Super-Ego desenvolve-se
devido a recalcamentos de tendências
repreensíveis (vergonha, nojo, moral).


                           Imagem de Karin Kuhlmann
Estádio Genital
(dos 13 anos até ao final da adolescência)
A zona erógena é a mesma do estado fálico;
atingindo o indivíduo neste estádio a maturação
sexual.
O Ego tenta lutar contra as pulsões do Id. Podem
reaparecer as tendências recalcadas, como por
exemplo o complexo de Édipo; podendo conduzir
esses indivíduos à homossexualidade.
Os perigos que vêm do Id aumentam, visto haver
uma separação do Ego e do Super-Ego,
consequência de uma revolta do Ego contra o
Super-Ego. Essas revoltas tomam-se evidentes
nos comportamentos nem sempre muito quot;normaisquot;
do adolescente.
Para a Psicanálise, é o modo como o indivíduo
consegue resolver os problemas, nestas fases,
que vai determinar as características
fundamentais da personalidade que persistirão até
ao fim da sua vida.
www.espanto.info

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Freud e a Psicanálise

  • 1. Freud ea Psicanálise A Psique A líbido O desenvolvimento psicossexual
  • 2. Sigmund Freud (1856-1939) é o fundador da Psicanálise
  • 3. Biografia de Freud Nasceu a 6 de maio de 1856, em Freiberg, Moravia. (atualmente Pribor, República Checa), Estudou em Viena. Foi aluno do fisiólogo Brücke. Licenciou-se em Medicina em 1881. De 1885-86, foi aluno de Charcot, em Paris. Charcot trabalhava no asilo de Salpetriére e chamou a atenção da comunidade médica ao adoptar a hipnose como técnica terapêutica. Em 1887, estuda as doenças nervosas e introduz a hipnose na sua prática clínica. De 1893-96, trabalha com Josef Breuer em casos clínicos como o de “Anna O”. Como resultado deste trabalho, surge a obra, de 1895, escrita em parceria com Breuer, “Estudos sobre a histeria”.
  • 4. Biografia de Freud No ano seguinte, em 1876, Freud emprega pela primeira vez o termo “Psicanálise”. Em 1897 Freud começa a sua auto-análise (que foi muito importante para o desenvolvimento das teorias psicanalíticas). Nesse mesmo ano, rompe com a teoria traumática da neurose, de Breuer. Datam desta altura o reconhecimento da sexualidade infantil e do complexo de Édipo. Em 1900 publica a sua obra mais conhecida e, seguramente, a mais importante para o autor: “A interpretação dos sonhos”.
  • 5. O ano de 1923 fica marcado pelo facto de ter sido diagnosticado a Freud um câncro na cavidade bucal, considerado incurável e extremamente agressivo. Até à sua morte será submetido a um total impressionante de 33 cirúrgias. Apesar das dores constantes e de ter que usar uma prótese no maxilar superior, Freud manteve-se activo e continuou a sua actividade de clínico e investigador. Em 1933, em Berlim, os livros de Freud são queimados, na sequência da subida dos nazis ao poder. A psicanálise é banida porque Freud é Judeu e porque contradiz o totalitarismo. Em 1938 abandona Viena e regugia-se em Inglaterra, na sequência da anexação da Austria pela Alemanha nazi. Freud morre em Londres no dia 23 de Setembro de 1939. Biografia de Freud
  • 6. A Psicanálise caractezia-se como uma corrente da Psicologia que busca o fundamento oculto dos comportamentos e dos processos mentais, com o objectivo de descobrir e resolver os conflitos intra-psíquicos geradores de sofrimento psíquico. Trata-se, ao mesmo tempo, de uma disciplina científica que visa descobrir e mapear as estruturas da Psique e de um método terapêutico , assente numa relação profunda entre o psicanalista e o paciente.
  • 7. Uma das mais importantes descobertas de Freud é a de que há uma sexualidade infantil: o psiquismo humano forma-se a partir dos conflitos que, desde o nascimento, confrontam os instintos sexuais (a Líbido) e a realidade. Podemos dizer que, em termos psicanalíticos, nós somos o resultado da história da nossa infância.
  • 8. Outra descoberta importante é a de que a nossa mente consciente não controla todos os nossos comportamentos Mesmo os nossos actos voluntários, resultantes de uma deliberação racional, estão dependentes de uma fonte motivacional inconsciente...
  • 9. A descoberta do inconsciente trouxe uma revolução à Psicologia e à forma como esta encara o ser humano
  • 10. O desejo e a insatisfação são elementos inerentes à nossa vida psíquica. Todos os nossos comportamentos resultam duma fonte energética inesgotável e cuja manifestação assume múltiplas formas... Trata-se do núcleo instintivo que dá vida à nossa Psique, constituído por duas polarizações antagónicas: A Líbido, o desejo sexual, a que Freud deu o nome de Eros. E o impulso de morte, ligado à agressividade (auto e hetero dirigida), a que Freud deu o nome de Thanatos.
  • 11. A nossa infância “persegue-nos” ao londo de toda a nossa vida, uma vez que é nesse período que a nossa personalidade se desenvolve. Ao longo da infância o inconsciente vai dividir-se e dar origem às outras instâncias da Psique. Por isso passamos por períodos de crise, de ruptura e de reconfiguração das nossas estruturas psíquicas. Por esta razão estamos sujeitos a traumas e a conflitos intra-psíquicos que ficam guardados no inconsciente e marcam a forma como nos relacionamos connosco mesmos e com os outros.
  • 12. O Inconsciente corresponde aos conteúdos instintivos, hereditários, da mente, bem como aos conteúdos recalcados ao longo da história de vida do indivíduo.
  • 13. O Inconsciente não esquece nada, todos os incidentes da história de vida do indivíduo ficam aí retidos e guardam a mesma força e vivacidade do momento em que foram vividos. O Inconsciente é imune ao tempo.
  • 14. Os processos que estão na origem das neuroses, são idênticos aos que servem de fundamento à vida psíquica saudável, pelo que é possível usá-los para conduzir os pacientes à solução dos seus conflitos psíquicos.
  • 15. E esses conflitos marcam a nossa personalidade e tornam-nos únicos. Por isso a Psicanálise assenta na análise das mensagens que o inconsciente dos pacientes envia à consciência, através dos sonhos, dos actos falhados, das fobias e dos desvios comportamentais.
  • 16. A estrutura da Psique Consciente Pré- consciente Inconsciente
  • 17. A estrutura da Psique O Consciente corresponde à dimensão racional da Psique. Ao nível do Consciente tomamos conhecimento da realidade exterior e, também, dos nossos conteúdos mentais não recalcados ao nível do inconsciente. Ao longo da história do Ocidente, os filósofos e os investigadores da mente (a partir do século XIX, designados como psicólogos), tomaram esta dimensão da Psique como a mais importante e, até, em muitos casos, a encararam como a própria mente. Freud defendeu que a consciência abarca apenas uma dimensão da Psique. O Inconsciente é, então, a mais importante instância da Psique, e a mais vasta. É aí que está a chave para a interpretação do sentido de todos os nossos comportamentos e, em geral, da nossa vida psíquica. Entre o Consciente e o Inconsciente, existe uma antecâmara, o Pré- consciente, que permite que alguns conteúdos do Inconsciente acedam à consciência, mas “travestidos”, “disfarçados”, por forma a evitar distúrbios ao nível do Consciente. Assim, os conteúdos de origem libidinal, ligados ao instinto sexual, podem aceder à consciência sob uma forma simbólica, não geradora de tensão.
  • 18. Mas, para além disso, existe um mecanismo de segurança que impede que os conteúdos ameaçadores da sanidade mental e da sobrevivência física ou social do indivíduo acedam à consciência: trata-se da Barreira da Censura que é responsável pelo recalcamento desses conteúdos perigosos. Esta instância daria lugar aos mecanismos de defesa do Ego, quando Freud desenvolveu a sua teoria psicanalítica. A estrutura da Psique
  • 19. O ID A estrutura da Psique.............a segunda tópica Foto de DDIARTE - www.olhares.com
  • 20. O id (isso) é o termo usado para designar uma das três instâncias apresentada na segunda tópica das obras de Freud. Possui equivalência topográfica com o inconsciente da primeira tópica embora, no decorrer da obra de Freud, os dois conceitos: id e inconsciente apresentem sentidos diferenciados. Constitui o reservatório da energia psíquica, onde se quot;localizamquot; as pulsões. Faz parte do aparelho psíquico da psicanálise freudiana de que ainda fazem parte o ego (eu) e o superego (Super-eu). Formado por instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes e regido pelo princípio do prazer, que exige satisfação imediata. É a energia dos instintos e dos desejos em busca da realização desse princípio do prazer. É a libido. http://pt.wikipedia.org/wiki/Id Foto de DDIARTE - www.olhares.com
  • 21. E O G Foto de DDIARTE - www.olhares.com O
  • 22. O Ego é a soma total dos pensamentos, ideias, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais. É a parte mais superficial do indivíduo (da Psique), a qual tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante selecção e controlo, de parte dos desejos e exigências procedentes dos impulsos que emanam do id. Obedece ao princípio da realidade, ou seja, à necessidade de encontrar objectos que possam satisfazer o id sem transgredir as exigências do superego. Quando o Ego submete-se ao id, torna-se imoral e destrutivo; ao se submeter ao superego, enlouquece de desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável; se não se submeter ao mundo, será destruído por ele. Para Jung, o Ego é um complexo; o “complexo do Ego”. Diz ele, sobre o Ego: “É um dado complexo formado primeiramente por uma percepção geral do nosso corpo e existência e, a seguir, pelos registos da nossa memória.” http://pt.wikipedia.org/wiki/Ego
  • 24. É inconsciente, é a censura das pulsões que a sociedade e a cultura impõem ao id, impedindo-o de satisfazer plenamente os seus instintos e desejos. É a repressão, particularmente, a repressão sexual. Manifesta-se à consciência indirectamente, sob forma da moral, como um conjunto de interdições e deveres, e por meio da educação, pela produção do quot;eu idealquot;, isto é, da pessoa moral, boa e virtuosa. http://pt.wikipedia.org/wiki/Superego O Superego
  • 25. Consciente: Contacto com o mundo exterior Pré-Consciente: Material sob a superfície Princípio da Realidade da consciência Inconsciente: Material muito abaixo da superfície da Imperativos Morais consciência. Não pode ser directamente acedido (pela Princípio do Prazer consciência).
  • 26. Foto de Peter van Nugteren Freud - Teoria da motivação Fundamentos da teoria: 1. Todas as nossas motivações são pulsionais. 2. A pulsão é uma força ou energia que tem como fonte uma tensão orgânica contínua e como objectivo a descarga da tensão acumulada. 3. A líbido (desejo sexual) é a principal manifestação da energia pulsional, pelo que desempenha um papel preponderante nos nossos comportamentos. 4. A não libertação das energias pulsionais acumuladas (na maior parte das vezes pela intervenção do superego) gera conflitos intrapsíquicos que conduzem à ansiedade e à neurose. 5. Se a saída normal (para a libertação dessas energias) estiver bloqueada, a libertação tenderá a realizar-se por outras vias. 6. Existe um conjunto de mecanismos de defesa do ego que permitem resolver os conflitos intrapsíquicos, garantindo o equilíbrio psíquico do indivíduo.
  • 27. Os mecanismos de defesa do ego São estratégias inconscientes de resolução de conflitos intra-psíquicos e da redução das energias pulsionais que estão na sua origem. Foto de Amy Archer
  • 28. Recalcamento – Mecanismo de repressão de pensamentos, recordações, sentimentos, pulsões e desejos que, por provocarem ansiedade e porem em causa o equilíbrio intra-psíquico, são excluídos da consciência e mantidos no inconsciente. Racionalização (ou intelectualização) – É um conjunto de estratégias de justificação de comportamentos, pensamentos, tendências psíquicas, lógicas e formuladas a posteriori, com o fim de evitar sentimentos de inferioridade que ponham em risco a auto- estima. Projecção – Tendência que os seres humanos têm para atribuir aos outros, comportamentos, sentimentos e desejos que, sendo deles próprios, são muitas vezes tidos como inaceitáveis. Foto de Thomas Wiemer
  • 29. Deslocamento – Mecanismo libertador que ocorre quando um indivíduo, não podendo atingir determinado objecto, o substitui por outro, sobre o qual descarrega as suas tensões acumuladas. Regressão – Mecanismo segundo o qual o indivíduo adopta formas de conduta próprias de estádios anteriores de desenvolvimentos (em que o indivíduo se sentia em segurança).. Foto de Chutney Bannister Compensação (ou formação reactiva) – Mecanismo de defesa contra qualquer tipo de inferioridade fisiológica ou psicológica, seja ela real ou não, que consiste na adopção de comportamentos contrários ao desejo. Sublimação – Mecanismo que consiste uma actividade social e moralmente inaceitável por outra, moral e socialmente aceitável..
  • 30. O desenvolvimento da personalidade A noção de estádio está inseparavelmente ligada à concepção de Freud de aparelho psíquico e do seu funcionamento — funcionamento normal e sobretudo patológico, e do seu desenvolvimento no tempo ao nível do indivíduo e também ao nível da espécie. Nesta perspectiva, Freud encontra duas premissas essenciais à Psicanálise, isto é, dá como adquirido a existência de um inconsciente e de uma sexualidade. Baseado nestas premissas elaborou então três períodos, subdivididos em cinco estádios de desenvolvimento psico- sexual. 1º período ( 0-5 anos) ● Fase oral (0-2 anos) ● Fase anal (2-3 anos) ● Fase fálica (3-5 anos) 2º período (6-13 anos) ● Fase de latência 3º período (13-... anos) ● Fase genital
  • 31. Estádio oral (0 a 2 anos) O estádio oral pode-se subdividir em duas fases, uma primitiva e outra tardia, que compreendem, respectivamente, o 1º e o 2º ano de vida. A região buco-labial é a zona erógena deste estádio, que é constituído por duas actividades, a sucção e o morder. A primeira relação que o bebé tem com a mãe e a exploração de objectos é feita através da boca. Na fase tardia do estádio oral, com o aparecimento dos dentes, a sucção transforma-se em morder. Segundo Freud, é ao longo deste estádio que o Ego se diferencia do Id, visto que o início da sua actividade tem a ver com o princípio do prazer (ex: o mamar que gera prazer — assim, o seio materno é o primeiro objecto sexual do indivíduo). Neste estádio o Super-Ego ainda não existe, visto que o bebé ainda não tem a noção do mundo. Imagem de Karin Kuhlmann
  • 32. Estádio anal (2 a 3 anos) Entre o estádio oral e o estádio anal existe um deslocamento das zonas erógenas. Agora a zona erógena dominante é a região anal, à qual estão ligadas duas actividades: a retenção e a expulsão das fezes. O adulto educa a criança para que esta tenha controlo esfincteriano. Inicialmente parece não haver controlo por parte da criança; só quando ela atinge uma certa maturação biológica do esfíncter, é que pode controlar a situação. Assim, ela pode reter as fezes ou não, começando a ter algum poder, podendo dar satisfação ou não a quem a rodeia. Seguindo este comportamento da criança, vê-se que o Ego já está formado. Em relação ao Id, tornou-se capaz da atrasar a satisfação das pulsões e de afastar algumas. Devido a imposições e com medo da punição, a criança começa a interiorizar certas punições parentais. Assim começa-se a formar o Super-Ego. Imagem de Karin Kuhlmann
  • 33. Neste estádio a zona erógena são os órgãos genitais; no rapaz o pénis e na Estádio rapariga o clitóris. São frequentes as experiências genitais, como por exemplo a masturbação. Fálico A sexualidade infantil que até agora era auto-erótica, começa a ter um objecto: o pai ou a mãe. Assim, com a escolha amorosa de um dos pais, do (3 a 5 anos) sexo oposto ao da criança, surge o complexo de Édipo. Este complexo surge acompanhado de sentimentos, como por exemplo, de afeição ou de rivalidade, face ao progenitor do mesmo sexo da criança. A resolução do complexo de Édipo vai permitir a criança libertar-se da relação forte que tem face ao progenitor do sexo oposto (filho-mãe; filha-pai), provocando novos relacionamentos com outras pessoas. A forma como o complexo de Édipo é resolvida poderá condicionar todas as futuras relações. Durante este estádio, as três instâncias do aparelho psíquico estão constituídas (Id, Ego e Super-Ego), podendo estar em conflito, durante o qual o Ego constitui os seus mecanismos de defesa, essencialmente o recalcamento e a sublimação. Imagem de Karin Kuhlmann
  • 34. Estádio de Latência (6 aos 13 anos) Durante este estádio, o desenvolvimento sexual sofre uma paragem. A criança investe os seus interesses na escola e amigos, nos aspectos sociais que mais lhe interessam. Aqui, o Ego tomou-se forte com a ajuda do Super-Ego, dominando as suas pulsões. As energias do Id são investidas na socialização. Ao mesmo tempo, o Super-Ego desenvolve-se devido a recalcamentos de tendências repreensíveis (vergonha, nojo, moral). Imagem de Karin Kuhlmann
  • 35. Estádio Genital (dos 13 anos até ao final da adolescência) A zona erógena é a mesma do estado fálico; atingindo o indivíduo neste estádio a maturação sexual. O Ego tenta lutar contra as pulsões do Id. Podem reaparecer as tendências recalcadas, como por exemplo o complexo de Édipo; podendo conduzir esses indivíduos à homossexualidade. Os perigos que vêm do Id aumentam, visto haver uma separação do Ego e do Super-Ego, consequência de uma revolta do Ego contra o Super-Ego. Essas revoltas tomam-se evidentes nos comportamentos nem sempre muito quot;normaisquot; do adolescente. Para a Psicanálise, é o modo como o indivíduo consegue resolver os problemas, nestas fases, que vai determinar as características fundamentais da personalidade que persistirão até ao fim da sua vida.