1 introdução á psicanálise

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1 introdução á psicanálise

  1. 1. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  2. 2. A questão “Para que serve a psicanálise?” pode ser pensada por duas vertentes. Uma, mais pragmática, do tipo: sendo a psicanálise um tratamento, ela serve para tratar o quê? INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  3. 3. A questão “Para que serve a psicanálise?” pode ser pensada por duas vertentes. Uma, mais pragmática, do tipo: sendo a psicanálise um tratamento, ela serve para tratar o quê? INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  4. 4. Não é à toa que Freud, o inventor da psicanálise, valeu-se inúmeras vezes da arte, da literatura, da mitologia, da filosofia, entre muitos outros recursos, para explicitar seus pressupostos. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  5. 5. É como se encontrasse neles vias para mostrar a dimensão do indizível, do que escapa à possibilidade de ser abordado pelo universo da lógica da consciência. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  6. 6. Como a psicanálise se situa nesse campo entre a ciência e a arte, decidi, então, não me furtar de me valer desses recursos, já que como bem se sabe o cientista tem sempre muito a aprender com aquilo que o artista antecipa. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  7. 7. Assim, vocês encontram nesse livro o amalgamento de questões relativas a aspectos práticos da clínica psicanalítica estrito senso, articuladas a uma reflexão sobre a função da psicanálise na história da cultura. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  8. 8. A PSICANÁLISE, A HISTÓRIA E A ARTE Ao longo da história a cultura dispôs de diferentes valores de sustentação para o sujeito. Na Antiguidade grega, momento de inauguração do mundo ocidental, a organização da vida em cidades e o estabelecimento de suas leis de funcionamento, constituindo direitos e deveres, regulando relações sobretudo comerciais, configurava o anseio de que o direito fosse uma saída para a indeterminação das ações humanas. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  9. 9. Esperava-se que as leis resolvessem o que era correto ser feito, acabando com o dilema que o livre-arbítrio nos impõe. Cedo, a qualidade de cidadão mostrou-se insuficiente para abarcar todas as dimensões do sujeito, e eis que a religião, principalmente o cristianismo, veio em seu socorro. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  10. 10. Durante quase quinze séculos, o apelo a Deus foi o recurso prevalente para o balizamento das questões da existência. Até que, pelos próprios excessos cometidos pela Inquisição, pelos efeitos da Reforma Luterana e o afloramento de mudanças sociais, políticas e artísticas radicais, o apelo à salvação divina deslocou-se para a razão. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  11. 11. A psicanálise veio tratar desse sujeito que cai de uma perspectiva ideal e vai ter que se haver com seus conflitos, suas divisões, e que tem a particularidade de aspirar que o sucesso no amor e na sexualidade resolva suas questões, como mencionei anteriormente. Esse é o nosso típico sujeito contemporâneo; somos nós. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  12. 12. CONCLUSÃO Cabe à psicanálise ser instrumento não apenas para o que diz respeito ao trabalho clínico, estrito senso, do que se passa no consultório, mas também servir de referencial ético e teórico para inúmeras outras intervenções que podem ser dirigidas ao campo social. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  13. 13. Trata-se aí de pensar a psicanálise como podendo ter sua função não apenas em diversas instituições como a escola, a empresa, o hospital, mas também como tendo a possibilidade de travar uma interlocução fecunda com campos como o Direito, a Medicina, a Arte, e tantos outros a quanto nos dispusermos. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE

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