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A Obsessão por “Justa Causa”
A Paixão, o Ciúme, a Traição e a Obsessão
i
A Obsessão por Justa Causa – a paixão, a traição, e a obsessão
SUMÁRIO
1. A Obsessão – Conceitos Fundamentais...........................................................................1
1.1 O Que É ................................................................................................................1
1.1.1 Domínio/Controle.................................................................................................1
1.1.2 Enfermidade Espiritual.........................................................................................1
1.1.3 Resgate/Provação/Expiação..................................................................................5
1.2 Causas Preponderantes .........................................................................................6
1.2.1 Débitos Cármicos .................................................................................................6
1.2.2 Indolência Física/Mental ......................................................................................8
1.2.3 Tendências Negativas...........................................................................................9
2. A Obsessão – uma Pandemia Invisível..........................................................................10
2.1 Um Flagelo Social e Espiritual...........................................................................10
2.2 Causas Predisponentes/Fatores Agravantes........................................................13
2.2.1 Alto índice de Criminalidade na Sociedade atual...............................................13
2.2.2 Aumento dos conflitos Familiares – violência domesticas, perturbações..........13
2.2.3 Aumento da sintonia psíquica negativa na Transição Planetária .......................17
2.2.4 Elevado número de problemas de Comportamento – Álcool/Drogas................19
2.3 Estratégias...........................................................................................................20
2.3.1 Cultivo das Auto-Obsessões/Depressão.............................................................20
2.3.2 Incremento de Obsessões Espirituais Sutis ........................................................20
2.3.3 Existência de Obsessões Intermitentes...............................................................24
2.3.4 Estabelecimento das Obsessões “Pacificas”.......................................................26
3. A Obsessão – Profilaxia/Tratamento.............................................................................28
3.1 Autoconscientização...........................................................................................28
3.2 Reeducação Mental.............................................................................................30
3.3 A Prece/a Meditação...........................................................................................31
3.4 Ação Enobrecedora.............................................................................................32
3.5 Síntese.................................................................................................................34
4. A Obsessão – “Por Justa Causa” – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão............36
4.1 Considerações Gerais .........................................................................................36
4.2 Exemplos – Quadro Geral ..................................................................................38
4.3 Exemplo – Livro – Depois da Vida....................................................................39
4.4 Exemplo – Revista Reformador - FEB...............................................................46
ii
A Obsessão por Justa Causa – a paixão, a traição, e a obsessão
4.5 Exemplo – Livro – Entre a Terra e o Céu...........................................................51
4.6 Exemplo – Livro – Libertação............................................................................52
4.7 Exemplo – Livro – Loucura e Obsessão.............................................................54
4.8 Exemplo – Livro – Nos Bastidores da Obsessão................................................58
4.9 Exemplo – Livro – Tormentos da Obsessão.......................................................63
4.10 Exemplo – Livro – Recordações da Mediunidade..............................................65
4.11 Exemplo – Livro – Sexo e Consciência..............................................................68
4.12 Exemplo – Livro – A Dama da Noite.................................................................75
4.13 Exemplo – Livro – A Irmã do Vizir .................................................................101
4.14 Exemplo – Livro – Depoimentos Vivos - O Amor que supera a Obsessão .....114
4.15 Síntese...............................................................................................................117
5. Referências.....................................................................................................................122
1
O Obsessão por Justa Causa
1. A Obsessão – Conceitos Fundamentais
1.1 O Que É
1.1.1 Domínio/Controle
A obsessão é a ação persistente que o Espírito “ignorante” exerce sobre um
indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem
perceptíveis sinais exteriores até a perturbação completa do organismo e das faculdades
mentais”.
Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 28 – item 81
A obsessão consiste no domínio que os maus Espíritos assumem sobre certas
pessoas, com o objetivo de as escravizar e submeter à vontade deles, pelo prazer que
experimentam em fazer o mal.
Quando um Espírito, bom ou mau, quer atuar sobre um indivíduo, envolve-o, por assim
dizer, no seu perispírito, como se fora um manto. Interpenetrando-se os fluidos, os pensamentos
e as vontades dos dois se confundem e o Espírito, então, se serve do corpo do indivíduo, como
se fosse seu, fazendo-o agir à sua vontade, falar, escrever, desenhar, quais os médiuns.
Allan Kardec – Obras Póstumas – Cap. 7 – Item 56
No número das dificuldades que a prática do Espiritismo apresenta é necessário colocar
a da obsessão em primeira linha.
Trata-se do domínio que alguns Espíritos podem adquirir sobre certas pessoas.
São sempre os Espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem
nenhum constrangimento.
Os bons aconselham, combatem a influência dos maus, e se não os escutam preferem
retirar-se.
Os maus, pelo contrário, agarram-se aos que conseguem prender. Se chegam a dominar
alguém, identificam-se com o Espírito da vítima e a conduzem: como se faz com uma criança.
Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – Cap. 23 – Item 237 – A Obsessão
Obsessão é o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas.
Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão
1.1.2 Enfermidade Espiritual
2
O Obsessão por Justa Causa
A obsessão, sob qualquer modalidade que se apresente, é enfermidade de longo curso,
exigindo terapia especializada de segura aplicação e de resultados que não se fazem sentir
apressadamente.
Transmissão mental de cérebro a cérebro, a obsessão é síndrome alarmante que
denuncia enfermidade grave de erradicação difícil.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão
Os atos infelizes, deliberadamente praticados, em razão da força mental de que
necessitam, destroem os tecidos sutis do perispírito, os quais, ressentindo-se do desconcerto,
deixarão matrizes na futura forma física, em que se manifestarão as deficiências purificadoras.
A queda do tom vibratório específico permitirá, então, que os envolvidos no fato, no
tempo e no espaço, próximos ou não, se vinculem pelo processo de uma sintonia automática de
que não se furtarão.
Estabelecem-se aí as enfermidades de qualquer porte.
Os fatores imunológicos do organismo, padecendo a disritmia vibratória que os envolve,
são vencidos por bactérias, vírus e toda a sorte de micróbios patogênicos que logo se
desenvolvem, dando gênese às doenças físicas.
O médico informou, ainda, que há casos em que a incidência do pensamento maléfico,
aceito pela mente culpada, destrambelha a intimidade da célula, interferindo no seu núcleo,
acelerando a sua reprodução e dando gênese a neoplasias e cânceres de variadas
expressões.
Por sua vez, na área mental, os conflitos, as mágoas, os ódios acerbos, as ambições
tresvariadas e os tormentosos delitos ocultos, quando da reencarnação, por estarem ínsitos no
Espírito endividado, respondem pelas distonias psíquicas e alienações mais variadas.
Acrescente-se a isso a presença dos cobradores desencarnados, cuja ação mental
encontra perfeito acoplamento na paisagem psicológica daqueles a quem perseguem, e teremos
instalada a constrição obsessiva.
Eis porque é rara a enfermidade que não conte com a presença de um componente
espiritual, quando não seja diretamente o seu efeito.
Corpo e mente refletem a realidade espiritual de cada criatura.
Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Cap. 1 – Provação Necessária
3
O Obsessão por Justa Causa
Esse distúrbio, o da obsessão, difere bastante daqueles de natureza orgânica, que
produzem a idiotia e a loucura.
Em todos esses casos, porém, encontram-se espíritos enfermos, aqueles que estão
reencarnados, endividados perante as Leis Cósmicas, em processos graves de provações
dolorosas ou expiações reeducativas.
Na obsessão, encontra-se atuante um agente espiritual que se faz responsável pelo
transtorno reversível; no entanto, nos casos em que o ser renasce sob o estigma da idiotia ou
chancelado pelos fatores que propiciam a loucura, os seus débitos e gravames são de tal natureza
grave, que imprimiram no corpo o látego e o presídio necessários para a sua renovação moral.
Desde o momento da reencarnação, a consciência culpada e os sentimentos em
desordem imprimiram nos equipamentos orgânicos e cerebrais as deficiências de que o
endividado tem necessidade para reparar os males anteriormente praticados, desde quando,
portador de inteligência e mesmo de genialidade, delas se utilizou para a alucinação no prazer
exorbitante em prejuízo de grande número de pessoas outras que lhe experimentaram a
crueldade, a intemperança, a indiferença...
Malbaratado o patrimônio superior que a vida lhe concedeu para multiplicar os talentos
de que dispunha, volta agora ao orbe terrestre para expiar, passando pelos sítios tormentosos da
falta de lucidez e com limitação mental, encarcerado em equipamentos que são incapazes de
lhe permitir a comunicação com o mundo exterior.
Sitiado em si mesmo, sofre as consequências da hediondez que se permitiu, padecendo
rudes aflições pela impossibilidade de agir com segurança e desenvoltura.
O corpo, atingido pelos fatores endógenos — hereditariedade, sequelas de enfermidades
infectocontagiosas — de que se revestiu o espírito por sintonia vibratória no momento da
reencarnação, é resultado da utilização de genes com características deformadas, não havendo
possibilidade então de recomposição, de restauração da saúde mental, de equilíbrio psíquico.
No entanto, resgatando os males ainda preponderantes na sua economia moral, adquirirá
a harmonia que lhe facultará futuros cometimentos felizes, mediante os quais contribuirá em
favor da ordem e do desenvolvimento intelectual, moral e espiritual de si mesmo, assim como
da sociedade.
Quando as obsessões se fazem prolongadas e o paciente não se dispõe à recuperação
ou não a consegue, a incidência continuada dos fluidos deletérios sobre os neurônios cerebrais
termina por produzir afecções e distúrbios de grave porte que se tornam irrecuperáveis.
4
O Obsessão por Justa Causa
Desse modo, as obsessões podem conduzir à loucura, à idiotia, e essas, por sua vez,
serão ampliadas por influências espirituais perniciosas, que são realizadas pelos adversários do
enfermo, que se utilizam da sua incapacidade de autodefesa para os desforços infelizes, nos
quais se comprometem, por sua vez, com a própria consciência.
Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 1o
Parte – Cap. 5 – Obsessão,
Idiotia e Loucura
5
O Obsessão por Justa Causa
1.1.3 Resgate/Provação/Expiação
Pululam em torno da Terra os maus Espíritos, em consequência da inferioridade moral
de seus habitantes.
A ação malfazeja desses Espíritos é parte integrante dos flagelos com que a Humanidade
se vê a braços neste mundo.
A obsessão, que é um dos efeitos de semelhante ação, como as enfermidades e todas as
atribulações da vida, deve, pois, ser considerada como provação ou expiação e aceita com
esse caráter.
Allan Kardec – A Gênese – Cap. 14
Em toda obsessão, mesmo nos casos mais simples, o encarnado conduz em si mesmo
os fatores predisponentes e preponderantes – os débitos morais a resgatar – que facultam a
alienação.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão
Desse modo, as obsessões, na sua fase inicial, antes da tragédia da subjugação, de mais
difícil reequilíbrio, têm caráter Provacional, enquanto que a idiotia e a loucura estão incursas
nas expiações redentoras, através das quais o espírito calceta desperta para a compreensão dos
valores da vida, enriquecendo-se de sabedoria para os futuros comportamentos.
Assim mesmo, nos casos dessa ordem, a contribuição psicoterapêutica do Espiritismo
através da bioenergia, da água fluidificada, da doutrinação do paciente e dos espíritos que,
possivelmente, estarão complicando-lhe o processo de desequilíbrio, a oração fraternal e
intercessória são de inequívoco resultado saudável, proporcionando o bem-estar possível e a
diminuição de sofrimento do paciente, a ambos encaminhando para a paz e a futura plenitude.
Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 1o
Parte – Cap. 5 – Obsessão,
Idiotia e Loucura
6
O Obsessão por Justa Causa
1.2 Causas Preponderantes
A Doutrina que estuda as obsessões, as suas causas preponderantes e predisponentes
– o Espiritismo –, possui os recursos excepcionais capazes de vencer essa epidemia cruel que,
generalizada, invade hoje a Terra em todos os seus pontos.
Eurípedes Barsanulfo – Sementes de Vida Eterna – Cap. 50 – Tormentos da Obsessão
1.2.1 Débitos Cármicos
Com origem nos refolhos do espírito encarnado, obsessões há em escala infinita e,
consequentemente, obsidiados existem em infinita variedade, sendo a etiopatogenia de tais
desequilíbrios, genericamente denominada distúrbios mentais, mais ampla do que a clássica
apresentada, merecendo destaque aquela denominação causa cármica.
Jornaleiro da Eternidade, o espírito conduz os germens cármicos que facultam o
convívio com os desafetos do pretérito, ensejando a comunhão nefasta.
Inicialmente o hospede espiritual (o obsessor), movido pela morbidez do ódio ou do
amor insano, ou por outros sentimentos, envolve a casa mental do futuro parceiro (o obsedado)
– a quem se encontra vinculado por compromissos infelizes de outras vidas, o que lhe confere
receptividade por parte deste, mediante a consciência da culpa, o arrependimento
desequilibrante, a afinidade nos gostos e aspirações, por ser endividado – enviando-lhe
mensagens persistentes, em continuas tentativas telepáticas, até que sejam captadas as primeiras
induções, que abrirão o campo a incursões mais ousadas e vigorosas.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão
Neste capítulo, o das culpas, origina-se o fator causal para a injunção obsessiva; daí
porque só existem obsidiados porque há dívidas a resgatar.
A culpa, consciente ou inconscientemente instalada na casa mental, emite ondas que
sintonizam com inteligências doentias, habilitando-se a intercâmbios mórbidos.
A obsessão resulta de um conúbio por afinidade de ambos os parceiros.
O reflexo de uma ação gera reflexo equivalente.
Toda vez que uma atitude agride, recebe uma resposta de violência, tanto quanto, se o
endividado se apresenta forrado de sadias intenções para o ressarcimento do débito, encontra
benevolência e compreensão para recuperar-se.
Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Prefácio
7
O Obsessão por Justa Causa
Há muito mais obsessão, grassando na terra, do que se imagina e se crê.
Nos processos obsessivos, não deixemos de repeti-lo, estão incursas na Lei as pessoas
que constituem o grupo familiar e social do paciente, aí situado por necessidade evolutiva e de
resgate para todos.
Não se podem fugir à responsabilidade os que foram cúmplices ou co-autores dos
delitos, quando os infratores mais comprometidos são alcançados pela justiça.
Reunidos pelo parentesco sanguíneo ou através de conjunturas da afetividade, da
afinidade, formam os grupos onde são alcançados pelos recursos reeducativos, dentro dos
objetivos do progresso.
A cruz da obsessão é peso que tomba sempre sobre os ombros das consciências
comprometidas.
Manoel Philomeno de Miranda – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. Análise das Obsessões
A consciência culpada é sempre porta aberta à invasão da penalidade justa ou
arbitrária. E o remorso, que lhe constitui dura clave, faculta o surgimento de idéias-fantasmas
apavorantes que ensejam os processos obsessivos de resgate das dívidas.
Invariavelmente, na obsessão, há sempre o aproveitamento da ideia traumatizante
– a presença do crime praticado –, que é utilizada pela mente que se fez perseguidora revel,
apressando o desdobramento das forças deprimentes em latência, no devedor, as quais,
desgovernadas, gravitam em torno de quem as elabora, sendo consumido por elas mesmas,
paulatinamente.
As idéias plasmadas e aceitas pelo cérebro, durante a jornada física, criam nos painéis
delicados do perispírito as imagens mais vitalizadas, de que se utilizam os hipnotizadores
espirituais para recompor o quadro apavorante, em cujas malhas o imprevidente se vê
colhido, derrapando para o desequilíbrio psíquico total e deixando-se revestir por formas
animalescas grotescas – que já se encontram no subconsciente da própria vítima – e que
estrugem, infelizes, como o látego da justiça no necessitado de corretivo.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Cap. 4 – Estudando o
Hipnotismo
8
O Obsessão por Justa Causa
1.2.2 Indolência Física/Mental
Os indivíduos tornam-se presas fáceis dos seus antigos comparsas, tombando nos
processos variados de alienações obsessivas, porque, além de se descurarem da observância
espiritual da existência, mediante atitudes salutares, comportamento equilibrado e vida mental
enriquecida pela prece, pela reflexão, não se esforçam por libertar-se dos aborrecimentos e
problemas desgastantes do dia a dia, mediante a aplicação dos recursos físicos e
especialmente os mentais, por acomodação preguiçosa ou por uma dependência emotiva,
infantil, que sempre transfere responsabilidades para os outros e prazeres para si.
A preguiça mental é um polo de captação das induções obsessivas pelo princípio
de aceitação irracional de tudo quanto a atinge.
Cabe ao homem que pensa dar plasticidade ao raciocínio, ampliando o campo das idéias
e renovando-as com o aprimoramento da possibilidade de absorver os elementos salutares que
o enriquecem de sabedoria e de paz íntima.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão
Mentes viciadas com mais facilidade aceitam as sugestões morbíficas que lhes são
insufladas dentro do campo em que melhor se expressam: desconfiança, ciúme, ódio, desvario
sexual, dependência alcoólica ou toxicômana, gula, maledicência...
Temperamentos arredios, suspeitosos, são mais acessíveis em razão de melhor
agasalharem as induções equivalentes, que se lhes associam em forma de perfeita sintonia.
Caracteres violentos, apaixonados, mais fortemente se fazem maleáveis em decorrência
do espírito rebelde que nesse corpo habita, dissimulando as chispas que lhes acendem as
labaredas do incêndio interior, a exteriorizar-se como fogareis destruidores...
Personalidades ociosas são mais susceptíveis em razão da mente vazia sempre
acolher o que lhe apraz, deixando-se conduzir pela personalidade dos seus afins
desencarnados.
Joanna de Ângelis – Alerta – Cap. 4 – Obsessão e Jesus
Mentes em vigorosas emissões conscientes ou não dardejam em todas as direções.
Inapelavelmente, por um processo de sintonia na mesma faixa de frequência de
interesses, produzem intercâmbio salutar ou danoso, em processo de transmissão e de recepção.
Se te elevas pelo pensamento, alcanças vibrações nobres; se te perturbas e vulgarizas,
registas as mais grosseiras.
Joanna de Angelis – Rumos Libertadores – Cap. 43 – Médiuns Conscientes
9
O Obsessão por Justa Causa
1.2.3 Tendências Negativas
Os espíritos perversos e infelizes sempre se utilizam das tendências negativas
daqueles a quem odeiam, para estimulá-las, desse modo levando-os às situações penosas,
perturbadoras. Se o homem se apoia nos recursos de elevação, difícil se torna para os seus
verdugos espirituais encontrar as brechas pelas quais infiltram os seus pensamentos torpes, na
sanha da perseguição em que se comprazem.
Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Cap. 7 – Sementes da Insensatez
Na Terra, igualmente, é muito grande o número de encarnados que se convertem, por
irresponsabilidade e invigilância, em obsessores de outros encarnados, estabelecendo um
consórcio de difícil erradicação e prolongada duração, quase sempre em forma de vampirismo
inconsciente e pertinaz.
São criaturas atormentadas, feridas nos seus anseios, invariavelmente inferiores que,
fixando aqueles que elegem gratuitamente como desafetos, os perseguem em corpo astral,
através dos processos de desdobramento inconsciente, prendendo, muitas vezes, nas malhas
bem urdidas da sua rede de idiossincrasia, esses desassisados morais, que, então, se trans-
formam em vítimas portadoras de enfermidades complicadas e de origem clínica ignorada...
Outros, ainda, afervorados a esta ou àquela iniquidade, fixam-se, mentalmente, a
desencarnados que efetivamente se identificam e fazem-se obsessores destes, amargurando-
os e retendo-os às lembranças da vida física, em lamentável comunhão espiritual degradante...
Além dessas formas diversificadas de obsessão, outras há, inconscientes ou não, entre
as quais, aquelas produzidas em nome do amor tiranizante aos que se demoram nos
invólucros carnais, atormentados por aqueles que partiram em estado doloroso de perturbação
e egocentrismo... ou entre encarnados que mantém conúbio mental infeliz e demorado...
Manoel Philomeno de Miranda - Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão
Todo desregramento ou abuso de que sejamos dispenseiros se faz utilizado por mentes
vigilantes e perversas do Mundo Espiritual, que açulam falsas necessidades, estabelecendo
comércio lamentável e doloroso, em cujo curso surgem obsessões de consequências
imprevisíveis, que se podem evitar antes, se refugiados no uso correto das faculdades da
existência e na utilização da oração, forem aplicadas as horas na execução do programa de
enobrecimento íntimo para o qual nascemos e renascemos.
Marco Prisco – Sementeira da Fraternidade – Cap. 28 – Acessos à Obsessão
10
O Obsessão por Justa Causa
2. A Obsessão – uma Pandemia Invisível
2.1 Um Flagelo Social e Espiritual
A obsessão, mesmo nos dias de hoje, constitui tormentoso flagício social. Está
presente em toda parte, convidando o homem a sérios estudos.
As grandes conquistas contemporâneas não conseguiram ainda erradicá-la.
Ignorada propositadamente pela chamada Ciência Oficial, prossegue colhendo nas
suas malhas, diariamente, verdadeiras legiões de incautos que se deixam arrastar a
resvaladouros sombrios e truanescos, nos quais padecem irremissivelmente, até à
desencarnação lamentável, continuando, não raro, mesmo após o traspasse...
Isto, porque a morte continua triunfando, ignorada, qual ponto de interrogação cruel
para muitas mentes e incontáveis corações.
As obsessões enxameiam por toda parte e os homens terminam por conviver,
infelizes, com essas psicopatologias para as quais, fugindo à sua realidade, procuram as causas
nos traumas, nos complexos, nos conflitos, nas pressões sociais, familiares e econômicas, como
mecanismo de fuga aos exames de profundidade da gênese real de tão devastadora enfermidade.
Não negando a preponderância de todos esses fatores que desencadeiam problemas de
comportamento psicológico, afirmamos que eles, antes de constituírem causa dos distúrbios,
são, em si mesmos, efeito de atitudes transatas, que o Espírito imprime na organização
fisiopsíquica ao reencarnar-se, porquanto é sempre colocado no grupo familiar com o qual se
encontra enredado, por impositivo de ressarcimento de dívidas, para o equilíbrio evolutivo.
Enquanto o homem não for estudado na sua realidade profunda -- ser espiritual que é,
preexistente ao corpo e a ele sobrevivente --, muito difíceis serão os êxitos da ciência médica,
na área da saúde mental.
As doenças psíquicas, entre as quais se destacam, pela alta incidência, as obsessões,
continuarão ainda a perseguir o homem.
Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 26 – Fenômenos
Obsessivos
Pululam por toda parte os vinculados gravemente às Entidades perturbadoras do
Mundo Espiritual inferior.
11
O Obsessão por Justa Causa
Obsidiados, desse modo, sim, somos quase todos nós, em demorado trânsito pelas
faixas das fixações tormentosas do passado, donde vimos para as sintonias superiores que
buscamos.
Muito maior, portanto, do que se supõe, é o número dos que padecem de obsessões,
na Terra.
Lamentavelmente, esse grande flagelo espiritual que se abate sobre os homens, e não
apenas sobre eles, já que existem problemas obsessivos de várias expressões, como os de um
encarnado sobre outro, de um desencarnado sobre outro, de um encarnado sobre um
desencarnado e, genericamente, deste sobre aquele, não tem merecido dos cientistas nem dos
religiosos o cuidado, o estudo, o tratamento que exige.
Obsessões e obsidiados são as grandes chagas morais dos tumultuados dias da
atualidade.
Todavia, a Doutrina Espírita, trazendo de volta a mensagem do Senhor, em espírito e
verdade, é o portal de luz por onde todos transitaremos no rumo da felicidade real que nos
aguarda, quando desejemos alcançá-la.
Manoel Philomeno de Miranda – Sementes de Vida Eterna – Cap. 30 – Considerando a
Obsessão
Ainda que no momento estejamos passando por um período de transição planetária, no
qual já se percebe fortes sinais indicativos de mudanças evolutivas na humanidade terráquea,
cujo planeta caminha para o estado de regeneração, a Terra ainda é categorizada como mundo
de expiação e provas, visto que o mal predomina.
Neste sentido, a obsessão está caracterizada como epidemia antiga, ocorrendo desde os
tempos imemoriais, que alcança milhares e milhares de pessoas em todas as partes da
Terra.
É uma enfermidade que, para ser erradicada, necessita da melhoria humana,
especialmente a de cunho moral.
O ser humano moralizado ou que se empenha em se transformar em pessoa de bem,
neutraliza naturalmente as investidas dos Espíritos maus.
Marta Antunes de Moura – FEB – Obsessões Espirituais – 2018/03/08
Epidemia virulenta que grassa ininterruptamente a obsessão prolifera na atualidade
com vigoroso impacto que faz recordar as calamidades pestilenciais de épocas transatas.
12
O Obsessão por Justa Causa
Apresenta-se sob disfarce de variada configuração, concitando psicólogos e teólogos,
filósofos e sociólogos interessados nos magnos assuntos do homem e da coletividade ao estudo
das suas causas, com o objetivo de combatê-la com a eficiência necessária para estancar, em
definitivo, a onda de sofrimentos que produz, erradicando-a terminantemente ...
A Doutrina que estuda as obsessões, as suas causas preponderantes e predisponentes –
o Espiritismo –, possui os recursos excepcionais capazes de vencer essa epidemia cruel que,
generalizada, invade hoje a Terra em todos os seus pontos.
Eurípedes Barsanulfo – Sementes de Vida Eterna – Cap. 50 – Tormentos da Obsessão
13
O Obsessão por Justa Causa
2.2 Causas Predisponentes/Fatores Agravantes
2.2.1 Alto índice de Criminalidade na Sociedade atual
Os altos índices da criminalidade de todos os matizes e as calamidades sociais
espalhadas na Terra são alguns dos fatores predisponentes para as obsessões...
Os crimes ocultos, os desastres da emoção, os abusos de toda ordem de uma vida
ressurgem depois, noutra vida, em caráter coercitivo, obsessivo.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Exórdio
A estes e a seus congêneres deve a sociedade do Rio de Janeiro grande percentagem dos
acidentes verificados diariamente nas vias públicas e pelos domicílios particulares:
atropelamentos, quedas, braços e pernas partidos, queimaduras, suicídios, homicídios,
brigas, escândalos, confusões domésticas, assaltos, etc., etc.
É a atmosfera. em que vivem e se agitam, porque já eram afins com ela antes de
passarem para a vida invisível.
É o que constantemente inspiram, sugerem e incitam, encontrando no homem um
colaborador passivo, que facilmente se deixa dominar por suas terríveis seduções.
A infelicidade alheia é o seu espetáculo preferido: Provocam mil distúrbios na sociedade
e nos lares, pois se divertem com a prática de malefícios.
Não entendem a sublime significação dos vocábulos – amor, caridade, piedade,
fraternidade, honestidade! Não crêem em Deus nem têm religião. Odeiam o bem e o belo com
todas as forças vibratórias que possuem.
Odeiam os homens e os seguem, sorrateira e covardemente, porque odiavam a
própria sociedade, antes de morrerem, sabendo que não serão vistos nem pressentidos. E
a perseguição mental que lhes movem, aos homens, é inveterada e implacável, afirmando eles
que assim agem porque igualmente foram perseguidos, quando homens, pela sociedade, que
nunca os protegeu contra os males com que tiveram de lutar: doenças, miséria, fome, falta de
instrução, orfandade, desemprego, delinquência, desesperos de mil e uma naturezas.
E muitos destes foram, com efeito, delinquentes que a sociedade perseguiu e levou ao
desespero, em vez de ajudá-los a se reeducarem para Deus...
O resultado de tal incúria por parte dos homens aí está: uma vez desaparecidos da
vida objetiva, pela chamada morte, infestam, como Espíritos, a sociedade, e prejudicam-
na, acobertados pelo segredo da morte...
Yvonne Pereira – Devassando o Invisível – Cap. 10 – Os grandes segredos do Além
2.2.2 Aumento dos conflitos Familiares – violência domesticas, perturbações
14
O Obsessão por Justa Causa
Gúbio informou que, a determinadas horas da noite, três quartos da população da Crosta
se acham nas zonas de contato com os Espíritos e a maior percentagem permaneciam detidos
em círculos de baixas vibrações, como aquele. Por aqui -- disse Gúbio --, muitas vezes se
forjam dolorosos dramas que se desenrolam nos campos da carne.
Grandes crimes têm nestes sítios as respectivas nascentes e, não fosse o trabalho
ativo e constante dos Espíritos protetores que se desvelam pelos homens no labor sacrificial da
caridade oculta e da educação perseverante, sob a égide do Cristo, acontecimentos mais trágicos
estarreceriam as criaturas.
André Luiz – Libertação – Cap. 6 – Observações e Novidades
Notamos que você, ultimamente, anda mais fraca, mais serviçal... Estará desencantada,
quanto aos compromissos assumidos?
A interpelada, um tanto confundida, disse que seu marido, João, se filiara a um grupo
de preces, o que, de algum modo, lhes vinha alterando a vida.
A entidade desencarnada deu um salto para trás, como um animal surpreendido, e gritou:
"orações”? você está cega quanto ao perigo que isso significa? Quem reza cai na mansidão.
E' necessário espezinhá-lo, torturá-lo, feri-lo, a fim de que a revolta o mantenha em
nosso círculo.
Volte para o corpo e não ceda um milímetro.
Corra com os apóstolos improvisados. Fazem-nos mal. Prenda João, controlando-lhe o
tempo.
Desenvolva serviço eficiente e não o liberte.
Fira-o devagarinho.
Gúbio, que também observara a cena, esclareceu que obsessão desse teor apresenta
milhões de casos. De manhã cedo, aquela esposa, incapaz de apreciar a felicidade que o Senhor
lhe concedera, com um casamento digno e tranquilo, despertaria no corpo de alma desconfiada
e abatida, convertendo-se em objeto de aflição para o esposo e prejudicando-lhe as conquistas
incipientes.
André Luiz – Libertação – Cap. 6 – Observações e Novidades
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O Obsessão por Justa Causa
Há aqueles que falam aos gritos, os que são sempre grosseiros ao se expressar junto aos
familiares. Há aqueles que têm sempre um alfinete pronto para as alfinetadas comuns dentro de
casa. Os que falam jogando piadas, com segundas intenções, e ferem o temperamento daquele
que é mais sensível ou que é pavio curto. E há aqueles que, dentro de casa, nem pavio têm,
explodem por qualquer coisa.
Natural é pensar, nessas ocasiões, que nós estaremos dando margem a infiltrações
espirituais inferiores. Como nos disse o Apóstolo Paulo, estamos o tempo todo sendo
observados por uma nuvem de testemunhas.
Mas, se temos testemunhas apostando em nosso crescimento, em nossa virtude, em
nossa felicidade, não podemos descrer que haja outras testemunhas investindo em nossa
queda.
São aqueles inimigos do nosso pretérito, de nossas vidas passadas, de nossa existência
presente. Eles estão sempre à espreita de nossa fragilidade, de um gesto em falso, de uma
vivência incorreta, para que possam nos provocar mal-estares, aturdimentos, desarmonias, com
o prazer patológico de nos ver sofrer.
Por isso pode haver sim, influências espirituais bastante nefastas dentro de nossa
casa, ou influências leves em função do estilo de vida que adotemos viver em família, em razão
de tudo aquilo que decidimos fazer junto aos nossos familiares.
Todas as influências que venhamos a sofrer em nossa residência, em nossa casa, não
temos que pensar primeiramente que alguém nos desfechou pensamentos negativos, que
alguém está fazendo trabalhos contra nós, trabalhos de magia porque o que manda, na nossa
casa, é a nossa vivência.
Daí, vale a pena a família ter esse cuidado na sua convivência. Ninguém vai imaginar
que, dentro de casa, não teremos altercações, alguma indisposição, alguém que fale de uma
forma mais ríspida, mais áspera com o outro e o outro se debulhe a chorar. Isso tudo faz parte
da normalidade da vida doméstica cotidiana.
Mas, o que não deve acontecer é que essa postura de agressividade, essa postura
ferinte, pessimista, negativa, se torne uma constante na relação familiar. Quando isso se
tornar uma constante, não podemos ter dúvida de que estaremos mal assistidos. Criaturas
espirituais de má índole, ou ignorantes ou inconscientes, estarão procurando fazer ninho na
nossa consciência.
16
O Obsessão por Justa Causa
Sentir-nos-emos lesados, traídos, amargurados, desprezados em casa, nos sentiremos a
sós, nós veremos pessoas solitárias.
E tudo isso, agasalhado por nós, nessa baixa autoestima, vai fazendo com que entidades
desencarnadas de má índole, infelizes em si mesmas, se apropriem desse caldo de cultura que
nós lhes oferecemos, para fazer toda sorte de estripulias, para provocar toda sorte de
males, de infestações negativas no seio da nossa família.
Será de bom alvitre instalar em nossa casa, pelo menos uma vez por semana, o hábito
de orar. O Evangelho no lar, como chamamos, ou Jesus no lar, como quisermos.
Raul Teixeira – Federação Espírita do Paraná – Programa Vida e Valores – No
116
– 2007/Outubro – Perturbações Espirituais no Lar
Acautele-se. Os Espíritos infelizes, de mente ultrajada, vivem mais com os encarnados
do que se supõe.
Misturam-se nas atividades comuns, perambulam no ninho doméstico, participam das
conversações, seguem com os comensais, de quem dependem em processo legítimo de
vampirização.
Perturbam-se e perturbam. Sofrem e fazem sofrer. Odeiam e geram ódios.
Infelicitados, infelicitam.
Marco Prisco – Glossário Espírita Cristão – Cap. 18 – Perturbadores
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O Obsessão por Justa Causa
2.2.3 Aumento da sintonia psíquica negativa na Transição Planetária
“Época de Transição”: esta é a legenda que repetis frequentemente para definir a
atualidade terrestre, em que surpreendeis, a cada passo, larga fieira de ocorrências inusitadas:
Conflitos; Desencarnações em massa; Acidentes enlutando almas e lares; Desvinculações
violentas; Dramas no instituto doméstico; Processos obsessivos, culminando com
perturbações e lágrimas; Moléstias de etiologia obscura; Incompreensões.
Perante a Vida Maior, quase tudo aquilo que vedes, presentemente, em matéria
de agitação ou desequilíbrio, nada mais significa que a movimentação mais intensa de
vastas coletividades que retornam à Esfera Física, em regime de urgência, no intuito de
conseguirem retoques e meios com que possam abordar os tempos novos em condições mais
dignas de trabalho e progresso.
Emmanuel – Diálogos dos Vivos – Cap. 21 – Dupla Renovação
Incontável número de seres procede das regiões dolorosas e purgativas do planeta, que
experimenta mudança de psicosfera, dentro da programática evolutiva a que estão sujeitos
homens e mundos, experimentando a assepsia dos núcleos inditosos que agasalhavam as hordas
de bárbaros do passado, temporariamente ali retidos a fim de que não obstaculizassem o
desenvolvimento do lar...
Recebendo a ensancha liberativa, apresentam-se ao crescimento espiritual, trazendo
insculpidas nos recessos do psiquismo as condições que os tipificam, apesar da aparência
harmoniosa e da estética decorrente das leis genéticas.
Sôfregos e inquietos anseiam por repetir as comunidades chãs, entre as necessidades
primárias de que se desobrigam por instinto, utilizando as aquisições da cultura científica e
filosófica tão somente para a autossatisfação.
Joanna de Angelis – Rumos Libertadores – Cap. 24 – Impulsos e Vontade
Face à necessidade de promover o progresso moral do planeta, milhões de Espíritos
foram transferidos das regiões infelizes onde se demoravam, para a inadiável investidura
carnal, por cujo recurso podem recompor-se e mudar a paisagem mental, aprendendo, na
convivência social, os processos que os promovam a situações menos torpes.
Entretanto, dependências viciosas decorrentes da situação em que viviam, leva-os a
tombarem nas malhas da toxicomania.
Bezerra de Meneses – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. 9 – O Problema das Drogas
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O Obsessão por Justa Causa
Não vos preocupeis demasiadamente com a presença pandêmica do vírus, cujo
momento será mais tarde entendido nas suas razões, nas suas origens e no porquê nos
chegou agora, provocando pânico e dor.
Vós que conheceis Jesus, mantende o respeito às leis, buscando a precaução
recomendada pelas autoridades sanitárias, mas não oculteis a mão socorrista aos padecentes,
não negueis a palavra libertadora aos que se preparam para enfrentar a Imortalidade.
Tende o cuidado para que as vossas ondas mentais sincronizem-se com as mentes que
administram as vidas, e evita descer o vosso pensamento às páginas da agonia, onde se
encontram as forças ultrajantes que estão produzindo as dores por necessidade da evolução
do planeta.
Bezerra de Meneses – Revista Presença Espírita # 338 – Maio/Junho/2020
Mensagem recebida por psicofonia de Divaldo Franco no encerramento da 22º
Conferência Estadual Espírita do Paraná, em 15/Março/2020
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O Obsessão por Justa Causa
2.2.4 Elevado número de problemas de Comportamento – Álcool/Drogas
Muito mais grave do que parece é a obsessão, nos problemas sociais do
comportamento humano.
Alcoolismo, tabagismo, drogas alucinógenas, sexolatria, jogatina, gula recebem
grande suporte espiritual, sendo, não poucas vezes, iniciada a viciação de cá para ai, por
inspiração que fomenta a curiosidade e por necessidade que estimula o prosseguimento.
O enfermo, dificilmente, consegue evadir-se, por si mesmo, da dificuldade.
De um lado, pelos nefastos prejuízos orgânicos de que se ressente e, por outro, em razão
da incidência mental do obsessor, que o utiliza como instrumento da loucura de que se vê
possuído.
As verdadeiras multidões de dependentes de drogas ou de outras viciações estertoram,
mesmo sem o saberem, em danosos processos de obsessão lamentável.
Manoel Philomeno de Miranda – Roteiro de Libertação – Cap. 34 – Comportamento por
Obsessão
Invariavelmente, defrontamos nas panorâmicas da toxicomania, da sexolatria, dos
vícios em geral a sutil presença de obsessões, como causa remota ou como efeito do
comportamento que o homem se permite, sintonizando com mentes irresponsáveis e enfermas
desembaraçadas do corpo.
Atado à retaguarda donde procede, mantêm-se psiquicamente em sintonia com sítios,
nem sempre felizes, onde estagiou no Além-túmulo, antes de ser recambiado à reencarnação.
Bezerra de Meneses – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. 9 – O Problema das Drogas
Além das conjunturas meramente psicofisiológicas, merece considerar-se que em toda
dependência viciosa há sempre uma lancinante força obsessiva, mediante a qual seres
pervertidos e viciados que viveram na Terra e se equivocaram, por processo natural de sintonia,
imantam-se às criaturas humanas, às vezes sendo a causa do mal, em circunstâncias outras, o
que é mais comum, dependentes, também, da falsa necessidade de que padece o homem...
Toxicomania, alcoolismo, tabagismo, sexualismo desvairado, paixões morais
deprimentes, tais a mentira, a calúnia, a pusilanimidade, a idiossincrasia, são amarras perigosas
e constritoras que ora dizimam expressiva soma de seres humanos, nos vários pontos da Terra.
Joanna de Angelis – Oferenda – Cap. 31 – Dependências
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O Obsessão por Justa Causa
2.3 Estratégias
2.3.1 Cultivo das Auto-Obsessões/Depressão
Capítulo doloroso do comportamento humano que passa quase despercebido de
grande número de pacientes e médicos, é o que diz respeito à auto-obsessão, fruto espúrio
do egoísmo que gera o orgulho e os seus hediondos facínoras, quais o ódio, o ciúme, a inveja,
o ressentimento.
Todas essas e outras síndromes de condutas enfermas desenham o quadro patológico
da auto-obsessão, em que o paciente lúcido sabe o que está fazendo, sem interesse real de
empenhar-se para alterá-lo trabalhando por uma nova maneira de conquistar a saúde emocional.
Ocorre que, em situações de tal natureza, a questão de sintonia faz-se naturalmente e
são sincronizadas as próprias com outras mentes de seres desencarnados que estagiam na
mesma onda psíquica, perturbados e infelizes, aderindo aos que lhes são equivalentes, nutrindo-
se reciprocamente enquanto mais se desgastam.
Torna-se urgente que sejam estudadas tais condutas patológicas nas áreas do animismo
como do mediunismo, a fim de que essas ressonâncias sejam interrompidas, enquanto agentes
e pacientes recebam a terapia conveniente, que tem por base o esforço pela transformação moral
do ser, aplicando-se à autovigilância encarregada de minimizar, remediar e evitar a reincidência
dessa extravagante forma de comportamento.
Manoel Philomeno de Miranda – Luzes do Alvorecer: Cap. 15 – Distúrbios Emocionais
Obsessivos
Sutil e perigosa, a obsessão grassa, alarmante, disfarçada de transtornos
psiconeuróticos vários, particularmente a depressão e o distúrbio de pânico, avolumando-
se nos tormentos sexuais em desregramento, assim como nas dependências químicas de
natureza diversificada.
Decorrente da assimilação das energias perturbadoras exteriorizadas pelos Espíritos em
sofrimento ou perseguidores, por afinidade mental e moral, em razão da inferioridade daqueles
que se lhe fazem joguetes espontâneos, a obsessão arrasta multidões aos dédalos de aflições
coercitivas, que estão a exigir terapêutica especializada e cuidadosa.
Na raiz de todo desafio obsessivo, encontra-se pulsante o ser endividado, que, não tendo
adquirido valores éticos substanciais, é compelido por automatismos vibratórios a sintonizar
com aqueles desencarnados que lhe são semelhantes, sejam-lhe as vítimas transatas ou outros
que se lhe assemelham.
Joanna de Ângelis – Sendas Luminosas – Cap. 31 – Parasitose Perigosa
2.3.2 Incremento de Obsessões Espirituais Sutis
21
O Obsessão por Justa Causa
Desse modo, merece que sejam ampliadas as reflexões em torno da sutileza das
obsessões, a fim de que se possa entender-lhe os mecanismos delicados e complexos.
Quando ocorram pensamentos repetitivos perturbadores, reduzindo a polivalência
dos mesmos, restritos a uma idéia que se destaca e predomina, eis que se inicia o processo
sombrio enfermiço.
Da mesma forma, quando os fenômenos da antipatia entre amigos ou meramente
conhecidos passem a crescer, gerando animosidade em instalação, sem qualquer dúvida, além
das barreiras carnais movimentam-se interesses perversos administrando o raciocínio daquele
que assim se comporta.
Sob outro aspecto, mesmo no culto de qualquer ideal, quando se apresentam programas
esdrúxulos ou úteis, mas não oportunos, com riscos de fazer soçobrar o edifício do bem, há
forças espirituais negativas conspirando, cruéis, para o descrédito, a destruição do trabalho.
Toda vez quando os sentimentos se armem contra o próximo, ou se afeiçoem em
demasia, a ponto de perder a linha do equilíbrio, tenha-se certeza de que uma obsessão sutil,
em agravamento, encontra-se em instalação.
As fixações mentais que desestruturam o comportamento psicológico, além do caráter
de instabilidade emocional, tornam-se canais para interferências negativas por parte de espíritos
ociosos e doentios, que andam à espreita de campos experimentais para o conúbio exploratório
de energias físicas a que se imantam.
As obsessões sutis são perigosas, exatamente em razão da sua delicadeza de estrutura,
da maleabilidade com que se apresentam, sendo confundidas com as naturais manifestações
de conduta psicológica pertinente a cada indivíduo.
É necessário muito discernimento para distinguir, quando se expressam desajustes
emocionais, transtornos orgânicos que afetam a conduta psicológica e influências espirituais
perturbadoras.
Tornar os ensinamentos cristãos parte da filosofia existencial diária constitui um recurso
valioso para a preservação da saúde sob quaisquer aspectos considerados, e mesmo quando se
manifestem enfermidades, na condição de terapia psicológica e espiritual, capaz de manter o
equilíbrio interior e a coragem para o prosseguimento da luta até o momento da vitória.
Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 2o
Parte – Cap. 2 – Sutilezas da
Obsessão
22
O Obsessão por Justa Causa
Sempre que você experimente um estado de espirito tendente ao derrotismo, perdurando
há várias horas, sem causa orgânica ou moral de destaque, avente a hipótese de uma
influenciação espiritual sutil.
Seja claro consigo para auxiliar os Mentores Espirituais a socorrer você. Essa é a
verdadeira ocasião da humildade, da prece, do passe.
Dentre os fatores que mais revelam essa condição da alma, incluem-se:
1. Dificuldade de concentrar ideias em motivos otimistas;
2. Ausência de ambiente intimo para elevar os sentimentos em oração ou concentrar-se em
leitura edificante;
3. Indisposição inexplicável, tristeza sem razão aparente e pressentimentos de desastre
imediato;
4. Aborrecimentos imanifestos por não encontrar semelhantes ou assuntos sobre quem ou o
que descarrega-los;
5. Pessimismos sub-reptícios, irritação surdas, queixas, exageros de sensibilidade e aptidão a
condenar quem não tem culpa;
6. Interpretação forçada de fatos e atitudes suas ou dos outros, que você sabe não corresponder
à realidade;
7. Hiperemotividade ou depressão raiando na iminência de pranto;
8. Ânsia de investir-se no papel de vítima ou de tomar uma posição absurda de automartírio;
9. Teimosia em não aceitar, para você mesmo, que haja influenciação espiritual consigo, mas,
passados minutos ou horas do acontecimento, vem-lhe a mudança do tom mental e, não
raro, a constatação de que é tarde para desfazer o erro consumado.
O encarnado responsável pode estar tão inconsciente de seus atos que os efeitos
negativos se fazem sentir como se fossem desenvolvidos pela própria pessoa.
Quando o influenciador é consciente, a ocorrência é preparada com antecedência e
meticulosidade, às vezes, dias e semanas antes do sorrateiro assalto, marcado para a
oportunidade de encontro em perspectiva, conversação, recebimento de carta, clímax de
negocio ou crise imprevista de serviço.
23
O Obsessão por Justa Causa
Não se sabe o que tem causado maior dano à Humanidade: se as Obsessões
espetaculares, individuais e coletivas, que todos percebem e ajudam a desfazer ou isolar, ou se
essas meio-obsessões, de quase-obsidiados, despercebidas, contudo, bem mais frequentes,
que minam, as energias de uma só criatura incauta, mas por vezes influenciando o roteiro de
legiões de outras.
Quantas desavenças, separações e fracassos não surgem assim?
Estude em sua existência se nessa última quinzena você não esteve em alguma
circunstância com características de influenciação espiritual sutil. Estude e ajude a você
mesmo.
André Luiz – Estude e Viva – Cap. 35 – Influências Espirituais Sutis
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O Obsessão por Justa Causa
2.3.3 Existência de Obsessões Intermitentes
Dentre as várias manifestações obsessivas, uma passa quase despercebida, sendo, por
isso mesmo, de alta gravidade, pela razão de raramente chamar a atenção, graças às suas
sutilezas e características especiais.
Referimo-nos às obsessões intermitentes.
Elas são frequentemente variantes, isto é, apresentam-se voluptuosas e destruidoras em
determinados períodos, para desaparecerem quase completamente em outros.
Suas vítimas experimentam injunções cruéis, vivendo sob verdadeiras espadas de
Dâmocles, prestes a terem ceifadas a paz, a saúde, a vida...
Aqueles que sofrem as ações dos espíritos perversos – e no caso em tela, muito lúcidos
e cruéis – passam períodos de otimismo e realizações edificantes para, subitamente, derraparem
em paixões sórdidas, depressões sem causa aparente ou exaltação de violência...
Durante a incidência da perturbação, esses seres chegam às raias da loucura, perdendo
o discernimento e a lucidez, permitindo-se comportamentos esdrúxulos, atitudes surpreendentes
e estados desequilibrados da alma.
Isto, porque, os seus adversários espirituais, que os conhecem, identificam os seus
defeitos e sabem quais as suas imperfeições, graças aos quais têm preferências estranhas,
permitindo-se licenças morais que se tornam campo propício à penetração e assimilação pelo
paciente da energia obsessiva.
Esse fenômeno perturbador ocorre, como é natural, porque o enfermo cultiva os
hábitos viciosos que procedem de outras existências, ou que são adquiridos mais
recentemente, a cujo exercício de prazer se entregam inermes.
Têm a mente enriquecida de extravagâncias e comportamentos defeituosos, não se
esforçando por liberar-se em definitivo dos instintos primários nem das paixões selvagens.
As pessoas que sofrem obsessões intermitentes marcham sob sombras que
necessitam ser desbastadas com a luz da conduta nobre, da ação edificante e da prece
inspirativa...
Mantendo-se vigilantes, preservando o equilíbrio no trabalho do bem, conseguem
despertar a simpatia dos Mentores Espirituais e libertar-se da psicosfera propiciadora da
vinculação com os antigos comparsas, ora tornados inimigos.
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O Obsessão por Justa Causa
Quem, periodicamente, experimente as alternâncias de humor, de estados emocionais e
físicos, sem causas imediatas, certamente está sob a pressão de obsessões intermitentes,
necessitando de coragem para o auto-exame, o enfrentamento das inferioridades e a elevação
moral, entregando-se ao bem que possa fazer e fruir, no qual a saúde se torna o estado ideal que
todos aspiram.
Manoel Philomeno de Miranda – Antologia Espiritual – Cap. 35 – Obsessões Intermitentes
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O Obsessão por Justa Causa
2.3.4 Estabelecimento das Obsessões “Pacificas”
Os meus perseguidores não me seviciaram o corpo, nem me conturbaram a mente.
Acalentaram apenas o meu comodismo e, com isso, me impediram qualquer passo
renovador.
Volto da Terra, meu caro, imitando o lavrador endividado e demãos vazias que regressa
de um campo fértil, onde poderia ter amealhado inimagináveis tesouros…
Sei que você ainda escreve para os homens, nossos irmãos. Conte-lhes minha pobre
experiência, refira-se, junto deles, à obsessão pacífica, perigosa, mascarada…
Diga-lhes alguma coisa acerca do valor do tempo, da grandeza potencial de qualquer
tempo na romagem humana!…
Humberto de Campos – Cartas e Crônicas – Cap. 8 – Obsessão Pacífica
Em compacta assembleia do reino das sombras, um poderoso soberano das trevas, diante
de milhares de falangistas da miséria e da ignorância, explicava o motivo da grande reunião.
O Espiritismo com Jesus, aclarando a mente humana, prejudicava os planos infernais.
Em toda parte da Terra, as criaturas começavam a raciocinar menos superficialmente!
Indagavam, com segurança, quanto aos enigmas do sofrimento e da morte e aprendiam,
sem maior dificuldade, as lições da Justiça Divina.
Compreendiam, sem cadeias dogmáticas, os ensinamentos do Evangelho. Oravam com
fervor. Meditavam na reencarnação e passavam a interpretar com mais inteligência os deveres
que lhes cabiam no Planeta. Muita gente entregava-se aos livros nobres, à caridade e à
compaixão, iluminando a paisagem social do mundo e, por isso, todas as atividades da sombra
surgiam ameaçadas.
Que fazer para conjurar o perigo?
O comandante dos exércitos preguiçosos acrescentou, sem perturbar-se:
– Sim, diremos que o Espiritismo com Jesus, pedindo às almas encarnadas para que se
regenerem, buscando o conhecimento superior e servindo à caridade, é, de fato, o roteiro da luz,
mas que há tempo bastante para a redenção, que ninguém precisa incomodar-se, que as
realizações edificantes não efetuadas numa existência podem ser atendidas em outras, que tudo
deve permanecer agora como está no íntimo de cada criatura na carne para vermos como ficarão
depois da morte, que a liberalidade do Senhor é incomensurável e que todos os serviços e
reformas da consciência, marcados para hoje, podem ser transferidos para amanhã...
Desse modo, tanto vale viverem no Espiritismo como fora dele, com fé ou sem fé,
porque o salário de inutilidade será sempre o mesmo...
Humberto de Campos – Contos e Apólogos – Cap. 40 – Nos Domínios da Sombra
27
O Obsessão por Justa Causa
Paulo de Tarso na História
Foi um médium com Jesus;
Lutou, sofreu e venceu,
Espalhando amor e luz.
Temos sempre muitos médiuns,
Honrando o apoio do Além,
Fiéis às bênçãos de Deus
Nos compromissos do Bem.
Mas hoje conheço uns tantos
Que começam de estourada,
Quando o trabalho aparece
Vão mudando de jogada.
Alguns alegam queixosos
Que necessitam viver,
Que a dor é grande no mundo
E nada podem fazer.
Muitos são iniciados
Em lindas obras humanas,
Mas dizem-se fatigados
Em três ou quatro semanas;
Outros muitos se declaram
Chamados à luz do amor,
Entretanto, não trabalham
Com medo de obsessor.
Há quem deseje ser médium,
Pedindo grande trabalho,
Depois foge parecendo
A flor que caiu do galho;
Muitos mostram na doença
Entendimento profundo,
Quando Deus lhes dá saúde
São pernas largas no mundo.
Alguns chegam prometendo
Auxílio a quem luta e chora,
Vendo o serviço aumentando,
Afastam-se dando o fora;
Vários suplicam encargos
Mostrando fé na alma afoita,
O trabalho vai surgindo
E é muita gente na moita.
Há quem foge no começo,
Planta que nasce e não vinga,
Depois, no instante das provas,
Buscam mandraca e mandinga;
Tantos médiuns aparecem,
Com tanta luz de esperança,
Vai-se ver: a maioria
Quer apenas maré mansa.
O mundo clama por médiuns,
Embora surjam às pencas,
Mas buscam sombra e água fresca
No refúgio das avencas;
Encontro médiuns amigos
Que dizem não ter mais fé,
Geralmente, estão na rede
Com mantas de lã no pé.
São médiuns de todo jeito
Os médiuns que tenho visto,
Mas médium só não dá zebra
Quando segue Jesus Cristo.
Cantador, filho do Norte,
Venho ao Rio de Janeiro,
Quem canta na Guanabara
Cantou no Brasil inteiro.
Leandro Gomes de Barros – Tempo de
luz — Cap. 21 – Médiuns na Cantiga
28
A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
3. A Obsessão – Profilaxia/Tratamento
3.1 Autoconscientização
Portanto na terapia desobsessiva, o contributo do enfermo, tão logo raciocine e entenda
a assistência que se lhe ministra, é de vital importância, porquanto, serão os seus
pensamentos e atos que responderão pela sua transformação moral para melhor. A
evangelização do espírito desencarnado é de suma importância, mas, igualmente, a da criatura
humana que se emaranhou na delinquência e ainda não se recuperou do delito praticado.
No campo das obsessões, não são poucos aqueles que, logo se melhoram, abandonam
as disposições de trabalho e progresso, para correrem precipites, de retorno aos hábitos
vulgares em que antes se compraziam...
É comum fazer-se o compromisso íntimo de renovação e trabalho, enquanto perdura a
doença, negociando-se com Deus a saúde que se deseja pelo que se promete realizar, como se
a pratica das virtudes do bem fosse útil ao Pai e não dever de todos nós, que nos beneficia e
felicita.
Em particular àqueles que frequentam as Instituições espíritas, portando obsessões e não
se recuperam, merece que se tenha em mente o fato de que a visão do medicamento não
propícia a saúde, senão a ingestão dele e a posterior dieta conforme convém. A crença racional
e o conhecimento são fatores muito poderosos, quando o indivíduo que se habilita aos mesmos
esta honestamente resolvido a vivê-los.
Saber, apenas, não representa recurso de imunização, se aquele que conhece não se
resolve por aplicar, na vivência, as informações que possui.
Demais, nem todos os males devem ser solucionados conforme a óptica de quem os
padece, mas de acordo com os superiores programas que estabelecem o que é melhor para
a criatura.
A função do Espiritismo é essencialmente a de iluminação da consciência com a
consequente orientação do comportamento, armando o seu aprendiz com os recursos que o
capacitem a vencer-se, superando as paixões selvagens e sublimando as tendências inferiores
mediante cujo procedimento se eleva.
Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Cap. 24 – Obsessão Sutil e
Perigosa
29
A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
Em qualquer problema de desobsessão, a parte mais importante e difícil pertence ao
paciente, que afinal de contas é o endividado.
A este compete o difícil recurso da insistência no bem, perseverando no dever e
fugindo a qualquer custo aos velhos cultos do "eu" enfermo, aos hábitos infelizes, mediante
os quais volta a sintonizar com os seus perseguidores que, embora momentaneamente afastados,
não estão convencidos da necessidade de os libertar.
Oração, portanto, mas vigilância, também, conforme a recomendação de Jesus. A
prece oferece o tônico da resistência, e a vigilância o vigor da dignidade. Armas para
quaisquer situações, são o escudo e a armadura do cristão...
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Cap. 8 – Processos
Obsessivos
30
A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
3.2 Reeducação Mental
Como é compreensível, o vício mental decorrente da convivência com o hospede (o
obsessor) gera ideoplastias perniciosas de que se alimenta psiquicamente o hospedeiro (o
obsidiado). Mesmo quando afastado o fator obsessivo, permanecem, por largo tempo, os
hábitos negativos, engendrando imagens prejudiciais que constituem a psicosfera doentia, na
qual se movimenta o paciente.
Graças a tais fatores, nem sempre a cura da obsessão ocorre quando são afastados
os pobres perseguidores, mas somente quando os seus companheiros de luta instalam no
mundo intimo as bases do legitimo amor e do trabalho fraternal em favor do próximo, tanto
quanto de si mesmos, através do reto cumprimento dos deveres.
Um dos mais severos esforços que os enfermos psíquicos por obsessão deve
movimentar, é o da reeducação mental, adaptando-se às ideias otimistas, aos pensamentos
sadios, às construções edificantes.
Por isso, a saúde mental que decorre da liberação das alienações obsessivas se faz
difícil, porque ela depende, sobretudo, do enfermo, do seu esforço e não exclusivamente
do afastamento do seu perturbador.
Não basta somente afastar os seus adversários, para que os obsidiados se recuperem...
A transformação intima, que é mais importante, porque procede do âmago do indivíduo, deve
ser trabalhada, insistentemente tentada, a fim de que se desfaçam os fatores propiciatórios,
os motivos que levam às dores, liberando cada um, a consciência, de modo a não tombar nas
auto obsessões, mais graves e de curso mais demorado...
Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Cap. 31 – Gravames na Obsessão
Uma força existe capaz de produzir resultados junto aos perseguidores encarnados ou
desencarnados, conscientes ou inconscientes: a que se deriva da conduta moral.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão
31
A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
3.3 A Prece/a Meditação
A prece liberta a mente viciada dos seus clichês perniciosos e abre a mente para a
captação das energias inspiradoras, que fomentam o entusiasmo pelo bem e a conquista da paz
através do amor. Entretanto, a fim que se revista de força desalienante, ela necessita do
combustível da fé, sem a qual não passa de palavras destituídas de compromisso emocional
entre aquele que as enuncia e a Quem são dirigidas.
Por vezes o obsidiado, em desespero, recorda-se da oração e da necessidade de buscar
os amigos, entretanto, nestes instantes muitas vezes a prece flui dos seus lábios sem a tônica do
amor, da fé e portanto, não se irradia, não sintoniza com os Núcleos de captação de
rogativas.
Tudo são vibrações em estados diferentes de energia, desde a pedra até o pensamento
que se exterioriza pela vontade. Captadas pelos Centros de registros mentais e transmitidas aos
sábios prepostos do Senhor, as nossas rogativas levam cargas psíquicas que facilmente
traduzem o significado real das nossas aspirações, ao mesmo tempo, facultando-lhes ajuizar
com presteza a respeito da conveniência ou não, da justeza e oportunidade do pedido, assim
facilitando o seu deferimento.
A vontade disciplinada e o habito da concentração superior armam o homem para, e
contra mil vicissitudes que defronta na sua escalada evolutiva.
A concentração positiva libera a mente dos clichês viciosos, próprios ou recebidos
de outras mentes, como do meio onde vive, já que somos sensíveis ao ambiente no qual nos
movimentamos.
Por adaptação às ocorrências do dia-a-dia o homem se deixa arrastar meio dormido pela
correnteza dos acontecimentos, sem despertar o pensamento para que a mente raciocine com
objetividade e discernimento, estabelecendo parâmetros do que deve e não deseja, ao que
não deve, mas deseja fazer...
Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Cap. 12 – Providências
Inesperadas
Aliando o esforço que cada um deve envidar a benefício próprio, a prece é fonte
inexaurível que irriga o ser, renovando-o e aprimorando-o, ensejando também, logo após
depurar-se, a plainar além dos reveses e tropelias, arrastado pelas sutis modulações das Esferas
Superiores da Vida, onde haure vitalidade e força para superar todos os empeços.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Cap. 6 – No Anfiteatro
32
A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
3.4 Ação Enobrecedora
Nos processos de obsessão de qualquer natureza, as conquistas morais do paciente são-
lhe o salvo-conduto para o trânsito sem problemas durante a sua vilegiatura carnal. Isto porque,
liberado da constrição afligente, começa-lhe o período da recuperação dos débitos passados
mediante outras provações de que necessita e de testemunhos que lhe aferirão as novas
disposições abrigadas na alma.
O maior antídoto à obsessão, além da comunhão com Deus, nunca será demasiado
repeti-lo, é a ação enobrecedora. O trabalho edificante constitui força de manutenção do
equilíbrio, porquanto, desenvolvendo as atividades mentais, pela concentração na
responsabilidade e na preocupação para executar os deveres, desconecta os plugs que se
encaixam as matrizes psíquicas receptoras das induções obsessivas. A oração, portanto,
desdobrada na ação superior, representa a psicoterapia anti-obsessiva mais relevante, que
está ao alcance de toda e qualquer pessoa responsável, de boa vontade.
Apoiem-se na oração e no trabalho. A paisagem mental luarizada pela prece e o
sentimento vinculado ao dever, no serviço, podem ser sitiados pelas forças da obsessão, mas
nunca tombarão nas mãos dos pertinazes perseguidores.
Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Cap. 32 – O Retorno de Felipe
O conhecimento do Espiritismo realiza a melhor terapêutica para o espírito,
higienizando-lhe a mente, animando-o para o trabalho reto e atitudes corretas e sobretudo
dulcificando-o pelo exercício do amor e da caridade, como medidas providenciais de
reajustamento e equilíbrio. Não há força operante no mal que consiga penetrar numa mente
assepsiada pelas energias vitalizadoras do otimismo, que se adquire pela irrestrita confiança
em Deus e pela prática das ações da solidariedade e da fraternidade.
Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Cap. 6 – No
Anfiteatro
Quando se lhe falam (aos homens) do recurso da oração – anestésico sublime da dor,
reage porque lhe desconhece a formula salutar.
Quando convidado à meditação – estimulante de efeito enérgico e relevante,
desconsidera-lhe o conteúdo porque se aclimatou … ociosidade mental em termos de reflexão
e disciplina.
33
A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
Ao se lhe apresentarem uma leitura substanciosa – verdadeira psicoterapia otimista,
reivindica as páginas chocantes da licenciosidade, por achar ingênuas aqueloutras, de
significação ultrapassada.
Se chamado à beneficência mediante ação pessoal – praxiterapia liberativa,
apresenta escusa, por se acreditar sem condições.
Convidado ao exercício da caridade fraternal em morros e favelas, palafitas e
alagados – ginástica e ioga para o corpo, mente e espírito, prefere as fugas espetaculares
através do desculpismo insensato, taxando de pieguistas essas realizações e atirando a
responsabilidade desse mister a governos e organizações de serviço social.
No entanto, o amor é melhor para quem ama e a ação dignificante eleva e pacifica
aquele que a executa.
Sem dúvida, a quimioterapia, a farmacopéia em geral dispõem de elevados contributos
para o homem, minimizando-lhe enfermidades, erradicando velhas e calamitosas epidemias,
ampliando as possibilidades da vida na terra.
Sem embargo, a terapia espiritual vazada no Evangelho e nos recursos do Espiritismo
é o maior antídoto ao desgaste, à excitação, ao cansaço, à violência, à criminalidade e à
miséria social dos momentos cruciais que estrugem na Terra...
Carneiro de Campos – Sementes de Vida Eterna: Cap. 8 – Doença e Terapêutica
34
A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
3.5 Síntese
Nesse contexto, o Espiritismo – que é o mais eficaz e fácil tratado de Higiene Mental
– desempenha um relevante papel, qual seja o de prevenir o homem dos males que ele gera para
si mesmo e lhe cumpre evitar, como facultando-lhe os recursos para superar a problemática
obsessiva, ao mesmo tempo apoiando e enriquecendo os nobres profissionais da Psicologia, da
Psiquiatria e da Psicanálise...
Conforme o quadro da alienação, variam os recursos terapêuticos:
1. principal objetivo deve ser o de concentrar no enfermo desencarnado as atenções,
tratando-o com bondade e respeito, mesmo que ele não esteja de acordo com o que se
faz.
2. Simultaneamente, educar-se à luz do Evangelho o paciente, insistindo junto a ele com
afabilidade, pela transformação moral e criando em torno de si condições psíquicas
harmônicas, com que se refará emocionalmente, estimulando-se a contribuir com a
parte que se lhe diz respeito.
3. Atraí-lo a ações dignificantes e de beneficência, com que granjeara simpatias e
vibrações positivas, que o fortalecerão, mudando o seu campo psíquico.
4. Estimular-lhe o habito da oração e da leitura edificante – as mentes viciosas
encharcam-se de vibriões e parasitas extravagantes.
5. Ao lado dessas psicoterapias, é necessário a aplicação dos recursos fluídicos, seja através
do passe ou da água magnetizada, da oração intercessória com que se vitalizam os
núcleos geradores de forças, estimulantes da saúde, com o poder de desconectarem os
plugs das respectivas matrizes, de modo a que o endividado se reabilite perante a
Consciência Cósmica pela aplicação dos valores e serviços dignificadores.
Manoel Philomeno de Miranda – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. Análise das Obsessões
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A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
A Doutrina que estuda as obsessões, as suas causas preponderantes e predisponentes –
o Espiritismo –, possui os recursos excepcionais capazes de vencer essa epidemia cruel que,
generalizada, invade hoje a Terra em todos os seus pontos.
São eles:
− o conhecimento das leis da reencarnação hauridos no Evangelho de Jesus Cristo
e nas revelações espirituais,
− a oração e a humildade,
− a paciência e a resignação,
mediante os quais elabora pela iluminação interior
− a prática da caridade em todas as expressões – meios enobrecedores capazes de
poupar o homem às sortidas do seu pretérito culposo, no qual se encontram as
causas da sua atual aflição, retidas nas mãos infelizes dos Espíritos desassisados
e perversos que pululam nas regiões inferiores da Erraticidade.
Desde que já conheces a lição do Cordeiro de Deus, corporificada no largo período da
Manjedoura ao Gólgota, impregna-te desta mensagem libertadora, permeando mente e coração
no exercício caridade edificante.
Nem o pavor pernicioso, nem o desaviso perigoso, mas sintonia com Jesus em perfeita
identificação com Ele através da oração, como metodologia e terapêutica eficientes para a
preservação da própria paz.
Aquele que encontrou Jesus já começou o processo de libertação interior e de
desobsessão natural!
Conquanto emparedado no casulo carnal, torna-se espírito livre que pode flutuar além e
acima das vicissitudes, em perfeita alegria ante a primavera eterna do Mundo Espiritual, de que
já participa, na busca do Sol do amor que é o Supremo Governador da Terra, nosso modelo e
guia: Jesus!
Eurípedes Barsanulfo – Sementes de Vida Eterna – Cap. 50 – Tormentos da Obsessão
(1978)
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A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
4. A Obsessão – “Por Justa Causa” – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
4.1 Considerações Gerais
 A OBSESSÃO
Os casos de obsessão mais terríveis são os do amor enlouquecido, ou seja, os da
paixão exacerbada… São os obsessores mais difíceis de ceder.
Não são os que perturbam por disputas religiosas, por serem rivais ou por guardarem
certos ressentimentos…
Os Espíritos obsessores mais ferrenhos são os que foram feridos em seus próprios
sentimentos.
(...) estes, por assim dizer, ganham o direito de perturbar — os Espíritos Amigos
costumam se referir a estes casos como “obsessão por justa causa” …
Obsessor e obsidiado estão tão interligados, que têm que resolver por si mesmos. Os
Espíritos Amigos interferem, mas não decidem...
Chico Xavier – O Evangelho de Chico Xavier - Capítulo 192 - Obsessão difícil
 A PAIXÃO
A paixão cega sempre.
Nossa vida mental é a nossa vida verdadeira e, por isso, quando a paixão nos ocupa a
fortaleza íntima, nada vemos e nada registramos senão a própria perturbação.
André Luiz – Entre a Terra e o Céu - Cap. 16
 O CIÚME
... Quando nosso culto afetivo se converte em flagelação para os que seguem ao nosso
lado, não abrigamos outro sentimento que não seja aquele do desvairado apego a nós mesmos,
na centralização do egoísmo aviltante.
(...) o ciúme que não destruímos, enquanto dispomos da oportunidade de trabalhar no
corpo denso, transforma-se em aflitiva fogueira a calcinar-nos o coração, depois da morte. -
Cap. 23
André Luiz – Entre a Terra e o Céu - Cap. 23
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A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
 A TRAIÇÃO
Se te trai o ser a quem amas, ama ainda mais, sem propriedade nem perseguição.
Se alguém te mente em nome da amizade ou do amor, reserva-te dignidade afetiva,
fazendo o que te cabe.
Nem ressentimento nem exigência.
Quem vai adiante pelos ínvios caminhos, necessitará de tuas mãos e coração tornados
concha de amor e caridade, logo mais...
Joanna de Angelis – Rumos Libertadores – Cap. 27
Quando se é fiel, não se necessita prová-lo através dos mecanismos sombrios da
insegurança, E quando não se é, muito dificilmente poderá ocultá-lo, vigiá-lo, é uma atitude
mais afligente do que calmante, porque estimula o leviano a condutas mais sórdidas,
deteriorando a convivência.
(...)
As afetividades doentias multiplicam-se desordenadamente no convívio da sociedade
desatenta em relação aos valores ético-morais.
Paixões nascem e se desfazem a golpes de publicidade escandalosa, consumindo vidas
e esfacelando sentimentos que são atirados aos desvãos sombrios das drogas e do álcool, quando
não derrapam literalmente para a loucura, o suicídio...
Joanna de Angelis – Nascentes de Bençãos – Cap. 20
Sê livre para amar, e não imponhas o domínio ou a posse sobre ninguém, para
poderes ser não temido, mas, realmente amado.
Jacome Góes – Jornal da Cidade/Aracaju
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A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
4.2 Exemplos – Quadro Geral
DEPOIS DA VIDA
• Obsessor: Antônio (esposo)
• Obsedado: não identificado
• Relação: Esposa + Filho
• Motivo: Traição/assasinato/envenenamento
• Conseqências da Obsessão/Objetivo: Transtorno Mental + Depressão
REVISTA REFORMADOR
• Obsessor: Ana (sogra)
• Obsedado: Terezinha
• Relação: Sogra do noivo
• Motivo: Traição
• Conseqências da Obsessão/Objetivo: Alcoolismo
ENTRE A TERRA E O CÉU
• Obsessor: Odila (esposa)
• Obsedado: Zulmira
• Relação: 2º Esposa do marido
• Motivo: Ciúme
• Conseqências da Obsessão/Objetivo: Depressão / Separação
LIBERTAÇÃO
• Obsessor: Gregório (noivo)
• Obsedado: Margarida
• Relação: Noiva no passado
• Motivo: Traição
• Conseqências da Obsessão/Objetivo: Vampirismo / Desencarne
LOUCURA E OBSESSÃO
• Obsessor: Homem não identificado (esposo)
• Obsedado: Lício
• Relação: Esposa no passado
• Motivo: Traição
• Conseqências da Obsessão/Objetivo: Depressão / Suicídio
NOS BASTIDORES DA OBSESSÃO
• Obsessor: Teofratus (noivo)
• Obsedado:Ana Maria
• Relação: Noiva no passado
• Motivo: Traição
• Conseqências da Obsessão/Objetivo: “Lepra” / Suicídio
TORMENTOS DA OBSESSÃO
• Obsessor: Mulher não identificada
• Obssedado: Almério
• Relação: Amante no passado
• Motivo: Traição
• Conseqências da Obsessão/Objetivo: Impotência / Depressão / Falência Mediúnica
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A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
4.3 Exemplo – Livro – Depois da Vida
O jovem J. C. enfermara de uma problemática psíquica.
Sua genitora encontrava-se internada em sanatório psiquiátrico fazia muitos anos com
o diagnóstico de esquizofrenia.
o jovem J. e. apresentou durante anos um comportamento perturbador: instabilidade
emocional, desinteresse pelos estudos, falta de fixação intelectual, sonolência ...
Ao completar dezenove anos deu-se conta de uma formação congênita anormal no
aparelho genésico, ·porém sem maior gravidade ou outras consequências negativas.
Subitamente foi acometido de depressão.
Em tratamento psiquiátrico sua enfermidade foi diagnosticada como psicose maníaco-
depressiva.
Passou a frequentar o Hospital X, nesta Cidade, indo pela manhã e retornando à noite.
Praxiterapia, Entrevistas, Sonoterapia e alguma outra medicação foram-lhe aplicadas.
Solicitando auxílio dos Benfeitores Espirituais para o caso, eles trouxeram a Entidade
que se expressou, conforme transcrevemos.
"Sou chamado obsessor e a palavra é-me aplicada como uma chancela infeliz, definindo-
me como um malfeitor, um desalmado, um covarde perseguidor de uma pessoa boa, vítima da
minha insânia ...
Não nego a loucura de que me encontro possuído, nascida de um ódio que me combure,
como se eu fora uma fornalha ardente, queimando-me por dentro.
A monoidéia do desforço devora-me e todo eu vivo fixado a este desejo de vingança,
alimentando-o, como se ele me propiciasse paz.
Tudo quanto penso se refere aos meus desafetos; minha antiga esposa e meu filho do
passado . . .
É fácil solicitar-se perdão para alguém que fez o mal a outrem.
Quando, porém, esse mal nos é feito, muda-se a paisagem, é diferente a posição para
perdoar.
Fala-se muito em Espíritos desencarnados, mas, quase sempre com certa indiferença.
Muitos asseveram crer neles, todavia, não se dão conta que somos seres reais, com
emoções, discernimento, inteligência, e não apenas algo concebível só pela imaginação,
portanto, coisas fáceis de serem esquecidas ou de poderem ser ludibriadas.
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A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
Nós somos gente!
Quando pretendem dialogar conosco, os homens assumem posições falsas, aparentando
uma superioridade moral que nem sempre possuem, usando uma verbosidade vazia, na qual
não creem, supondo enganar-nos. . .
Olvidam que temos um corpo, uma fisiologia, cada um a sua própria psicologia, seu
passado e suas tendências ...
Porque muitos não nos veem ou não nos ouvem diretamente, não conseguem entender-
nos, adotando uma crença passiva: aceitam-nos, momentaneamente, mas não nos conceituam
com a necessária atenção ou o sensível respeito, que se devem as criaturas todas umas às outras.
- Cada Espírito é um feixe de energia individualizada, com suas conquistas inteligentes
e suas dívidas infelizes perante a Consciência Divina.
Por que, então, com leviandade, como ocorre no meu caso, taxarem-me de obsessor?
Vêem o infeliz aturdido e sabem que ele me sofre a pertinaz influência com que espero
destruí-lo, levando-o ao suicídio, a fim de o aguardar aqui, onde prosseguirei com o meu
desforço.
Ninguém cogita das razões que me impelem a esta desdita. Também sou infeliz,
porquanto não tenho paz, estou estacionado na meta da vingança em que me degrado.
Eu sei, sim, que a Divindade fará justiça...
Na minha desesperação atiro-me sem paciência na cobrança e não me preocupo com as
consequências da minha volúpia vingadora.
Sei que estou quase louco ...
Ele, no entanto, traz as matrizes do seu crime, quanto a sua genitora, porquanto
continuam juntos, como no passado, e, unidos, devem pagar o tremendo delito que praticaram
contra mim.
O criminoso renasce com as marcas do crime a fim de ressarcir melhor, não se podendo
evadir da justiça que o busca, incoercivelmente:-
Não sou, desse modo, obsessor; não me sinto como tal.
Obsessores foram-me eles, que me arrancaram do corpo em hediondo conciliábulo, que
culminou num homicídio de que não consigo esquecer.
Eu era médico próspero em São Paulo. Fui esposo e pai dedicado. O século estava por
começar. Na noite de 31 de dezembro, após as libações e a ceia rica recolhi-me ao leito, cansado.
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A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
Meu filho, que contava vinte anos, e minha mulher, que me tinham na conta de avarento,
resolveram pôr termo à minha existência. Tomando de um travesseiro de plumas ela me
asfixiou, em nosso leito conjugal, enquanto ele me segurava com vigor os braços e o tórax até
que a morte se consumasse.
Debati-me como um animal ferido, lutando desesperadamente por ar, sem palavras, com
grunhidos lúgubres, enquanto, histéricos, eles riam, gritando:
- Morre, víbora peçonhenta, morre, miserável! ...
Não posso, ainda hoje, ter idéia do tempo que durou a minha agonia.
A angústia se transformou em ódio, o desespero em necessidade de vingança . . .
Tudo era-me um pesadelo hediondo, inenarrável.
Perdi a consciência por largo e tormentoso período para recobrá-la e perdê-la inúmeras
vezes. Era um verdadeiro inferno o que me passava. Sofria sem cessar. Não conseguia
compreender o que acontecera.
O despertar além-da-morte não é tão fácil como pode parecer.
A morte é um processo cirúrgico total, dorido, e o acordar é um pós-operatório muito
grave.
A verdade é que me dei conta do acontecido, um infinito de tempo depois.
Na Terra ninguém soube do crime. Minha morte fora considerada como natural, uma
apoplexia.
Enlutados, eles inspiraram compaixão e sequer foram incomodados pela Justiça.
Todo o patrimônio que reuni, caiu-lhes nas mãos dissipadoras.
Nós três, todavia, sabíamos de tudo, e não conseguíamos esquecer. Por menos eles
desejassem, a minha máscara de surpresa, de dor e ódio, à hora do crime covarde, se lhes fixara
na memória, como se fora impressa a fogo.
O transcorrer do tempo mais lhes avivava as cenas finais, fazendo-os atormentados.
O prazer, a avidez da posse, cansam ou açulam maiores ambições, dependendo de quem
lhes sofre as constrições.
A pouco e pouco se sentiam frustrados. Buscando fugir da consciência, entregaram-se
a excessos, que lhes minaram as poucas resistências morais, culminando numa união
incestuosa, desventurada.
Ela, exaurida pelos abusos, enlouqueceu; o filho atirou-a num Manicômio, onde veio a
falecer poucos anos depois, em condição animal, primitiva.
42
A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
A seu turno, o parricida foi acometido por um complexo de culpa legítimo, e não
suportando a consciência veio para cá, vitimado por uma demência neurótica que o impediu de
alimentar-se, de cuidar-se ...
Ao redescobrir a vida-após-a-morte e identificando-a severa, impossível de ser
ignorada, segui-lhes o final das existências execrandas. Não sabia como desforrar-me do mal
que me fizeram:
Acompanhava-lhes a consumação das forças com agrado.
Quando acordaram para as realidades do após-túmulo, o desespero foi-lhes tal que se
não puderam conscientizar, permanecendo alucinados ...
O meu ódio, então, mais cresceu por não os poder atingir quanto desejava.
Nesse ínterim, fui convidado a participar de estudos (*) sobre a Vida e as técnicas de
justiça, promovidos por verdadeiros guardiães da nossa felicidade, que me arrancaram da
situação em que me encontrava, a fim de lenir-me com a esperança de uma bem planejada
quitação da dívida (*).
(*) O comunicante se refere a um dos muitos Núcleos Espirituais inferiores onde as
Entidades perversas supõem poder travar luta contra o bem, adestrando e negociando com
futuros perseguidores frios, que se fazem hábeis nas técnicas das obsessões de vária ordem.
Ditos irmãos, infelizes e rancorosos, apresentam-se como "anjos da Justiça e da salvação",
iludindo outros desencarnados, que passam a explorar e conduzir, invejosos das criaturas
humanas.
Primeiro, ela voltou à Terra, pelos idos dos anos 30 ...
Assinalada pelos desequilíbrios antigos, perverteu-se cedo.
Nesse clima de degradação ele renasceu, há menos de vinte anos ...
A partir de então comecei o meu trabalho, que pretendo concluir com êxito ...
A memória, no mundo, em relação ao drama alheio, é sempre fraca.
O homicida destrói urna família. Todos o odeiam, desejando linchá-lo. Recolhido ao
cárcere, lentamente os seus hábeis defensores tornam-no “vítima da sociedade”, explicam,
justificam e os transformam, não poucas vezes, em heróis.
Escrevem-se sobre eles, ou autobiografam-se, passando a ser personagens centrais de
enredos cinematográficos ou de televisão, auferindo lucros e recebendo compaixão de quase
todos.
E suas vítimas? Olvidam-nas. Quem morre, perde a razão.
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A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
Às vezes ocorre o contrário: muitos maus quando morrem, tornam-se amados, nobres,
santificados, recordados com emoção ...
Não cá! Aqui ninguém foge de si mesmo, da verdade, da justiça.
Será necessário dizer mais?! Não sou, portanto, obsessor.
Sou justiceiro, braço da Lei. Farei justiça, livrando a Terra dos dois monstros malsinados
que me trucidaram, e, tendo oportunidade, repetiriam o crime contra outros.
*
Concluída a sua narração, ora comovente, ora marcada por colocações meramente
sofistas, em que a Entidade, que denotava urna boa formação cultural e moral, tornara-se vítima
de lamentável loucura, o médium-doutrinador expôs-lhe a argumentação espírita,
fundamentada no. Evangelho de Jesus, demonstrando o grave erro que cometia.
Foi-lhe explicado que o perseguidor é alguém que se encontra em sofrimento,
perseguido por distúrbio grave da emoção, competindo-lhe, já que reconhecia a legitimidade
das leis da Soberana Consciência, entregar os seus desafetos à Vida.
Como ele sabia que ambos reencarnaram sob injunções de dor e provação, não era justo
tornar-se cobrador das suas dívidas, providência essa que já se encontrava em curso, graças à
previdência divina.
Passada a fúria da vindita, a que se reduziriam os seus objetivos quando se consumassem
os planos?
Elucidou-se que a sua desencarnação, em circunstâncias trágicas, tinha suas raízes em
compromissos inditosos de vidas anteriores, e que os seus familiares, invigilantes se fizeram,
sem condições reais, "braços da Lei".
A Justiça de Deus tem os seus Estatutos e métodos sem a necessidade da utilização de
outros homens que tombem, quando se transvestem em mecanismos de justiça, incursos em
outros graves erros, que serão chamados a regularizar.
Solicitou-se a que liberasse suas vítimas por algum tempo, meditando e observando os
labores da caridade fraternal, em nossa Casa, facultando, aos desafortunados familiares do
passado, uma oportunidade de redenção através do amor, pelo bem que pudessem praticar,
renovando-se.
As leis são de justiça, mas também, de amor e de misericórdia. Como o amor "cobre a
multidão dos pecados" por facultar a realização do bem, que oferecesse a ocasião que não tivera,
a fim de que não viesse, por sua vez, a sofrer o impositivo superior que, no momento próprio,
coloca o basta!
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A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
Outras colocações doutrinárias foram apresentadas.
Fortemente amparado pelos Benfeitores Espirituais, o irmão Antônio resolveu por
conceder uma trégua e ficar observando as realizações espíritas da Casa cristã.
Ao desligar-se do médium, chorava copiosamente.
No dia seguinte, o jovem J. C. apresentou evidentes sinais de melhora psíquica.
Transcorridas duas semanas fizeram-no receber alta, completamente curado, com
surpresa dos seus médicos.
*
Ao fim de 16 dias após a primeira comunicação, ei-lo que volta, renovado e confiante,
numa situação bem diversa da primeira, consoante transcrevemos do gravador.
- Nota do Compilador.
Amanhã
É certo que retomei. A vida são as suas condições a que nos devemos submeter e não as
nossas exigências, tentando
dominá-la.
Agora, realmente compreendo os desígnios superiores.
Venho aprendendo com a abnegada Mentora ( *) a real diretriz para poder alcançar a
paz íntima, a felicidade.
O ódio consome quem o conduz.
O desespero malsina aquele que o alimenta.
A vingança é ácido queimando por dentro o que a experimenta.
Estou procurando esquecer, buscando amar.
Lamento o tempo mal aplicado, na condição de indigitado perseguidor.
Ainda me é difícil mudar de atitude mental e transformar-me.
Anseio por edificação íntima.
Outros amores me esperam.
Minha mãe visitou-me, acenando-me esperanças.
Sentir-me-ei em tranquilidade, quando eu possa, realmente, auxiliar aqueles que me
tornaram revel por tantos
anos.
Não os perturbarei mais.
O meu egoísmo ora me pede que me cuide, isto é, que eu saia do caos e ascenda.
Há bênçãos não imaginadas, aguardando-me.
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A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
Não sou, sequer, o filho pródigo, que retornou envergonhado, humilde, arrependido à
casa do genitor.
Sinto-me envergonhado, apenas. Com esforço e oração espero lograr as outras
qualidades para recomeçar.
Confio no amanhã. Marcho ao seu encontro.
Sou muito reconhecido às palavras aqui ouvidas, como lições libertadoras, à paciência
e às preces.
Por favor, envolvam-nos, a eles e a mim, na claridade das suas rogativas a Deus.
Jesus nos dê Sua misericórdia. Até breve!
Antônio Lima - Depois da Vida - 2o Parte - Cap. 3 - O Obsessor
(*) Refere-se ao Espírito Joanna de Ângelis.
Nota do Compilador:
O jovem J. C. prossegue curado, trabalhando. Sua genitora vem recobrando a lucidez
lentamente.
Os Instrutores Espirituais nos informaram que o irmão Antônio Viana está em
tratamento e em preparação, num Posto de Amor, no Além, para reencarnar-se oportunamente...
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A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
4.4 Exemplo – Revista Reformador - FEB
Conheci o jovem Sr. Alberto G., de vinte e seis anos de idade, pertencente a boa família,
proprietária de alguns bens de fortuna, o qual se achava noivo de uma gentil jovem de dezenove
anos, filha de uma viúva honesta, por nome Ana, que mantinha a própria casa com o produto
das costuras que fazia, auxiliada pela filha a quem trataremos por Palmira.
Esta jovem, doce, modesta, sincera, humilde de coração, adorava o noivo, julgando-se
igualmente amada por ele e depositando absoluta esperança na felicidade entrevista no futuro.
Enquanto esperava a data para a realização, do matrimônio, já marcada, a jovem noiva
entretinha-se com a confecção do enxoval que, embora modesto, mostrava-se caprichado e belo.
Decorria assim o tempo, entre o trabalho, as juras de amor eterno e as esperanças de
maior felicidade, para júbilo da mãe de Palmira.
Em certa ocasião, porém, esta (Palmira) começou a perceber que Alberto passava em
certa cidade vizinha todos os sábados e domingos, onde, segundo ele, obtivera negócios
excelentes, por muito produtivos, o que seria de grande vantagem para ambos.
Humilde e amorosa, nada reclamou, resignando-se à ausência do amado nos dois
melhores dias de folga e passeios pela cidade.
Isso durou quatro meses.
Até que um dia. pelas duas horas da tarde, chegou à modesta residência de Palmira uma
freguesa, entre nervosa e curiosa, e interrogou-a, diante da mãe:
- Palmira, quando foi que você desfez o noivado com Alberto?
Por que não participou às suas amigas?
Surpresa. a moça respondeu:
- Mas eu não desfiz o meu noivado!
Por que pergunta.?
A freguesa deteve-se, temerosa, mas premida por mãe e filha acabou respondendo:
- Porque eu estava na Estação, hoje, e vi Alberto descendo do trem com uma moça de
Angra, apresentando-a como esposa aos amigos, que os receberam entre gritos jubilosos.
Procurei saber, indaguei. Ela é filha de um forte negociante de lá, muito alegre, falante
e elegante.
O casamento foi ontem, sábado, e o casal chegou hoje, pelo trem do meio-dia.
Palmira não acreditou, mas informou-se.
Alberto não a visitou mais, era verdade, ele casara-se com uma jovem que lhe levara a
promessa de uma boa herança.
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A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
A surpresa, á decepção dolorosa abateram Palmira, que adoeceu de um trauma violento.
Dois meses depois, apesar dos cuidados matemos, da dedicação do médico e das amigas,
que acorreram, solícitas, Palmira morreu.
Morreu apaixonada pela traição do noivo, que nem sequer lhe participou da resolução
tomada.
E morreu sem uma queixa, uma acusação, chorando sem consolo, pois Alberto não se
dignara visitá-la.
No momento, porém, em que o caixão mortuário era fechado pela própria mãe
inconsolável, que beijava o rosto do cadáver da filha, os circunstantes ouviram, impressionados,
esta tremenda promessa, por ela proferida:
- "Adeus, minha filha! Vai em paz para o Céu, que bem o mereces. Mas vai certa de que
o desgraçado que te matou não terá um único dia de felicidade. Eu me vingarei!"
Pronunciou a blasfêmia com ódio e sepultou a filha, sem mais derramar uma lágrima.
Sabedora, só agora, do drama de Palmira, por amigas que, propositadamente, a
visitavam fim de narrar o fato, solidarizando-se com a morta, a esposa, de Alberto, Terezinha,
admirou-se muito, decepcionada, pois ignorava que o marido fosse noivo de alguém antes de
se matrimoniar com ela.
Ele nada lhe dissera. se soubesse que ele era noivo naquela cidade não o teria aceitado.
Defendeu-se veementemente, chorando, pois Terezinha era um bom caráter, honrada,
respeitadora dos direitos alheios.
E a primeira discussão surgiu entre o casal naquela noite.
Entretanto, a sofredora mãe da jovem morta adoecera gravemente.
Era cardíaca, e o desgosto sofrido abateu-a para sempre, cerca de dois meses após a
morte da filha.
Mas estava escrito que tão dolorosos acontecimentos eram apenas o prelúdio do drama.
Ainda não se haviam completado três meses da morte de Ana, quando, em sua casa,
cuidando dos próprios deveres, Terezinha começou a beber.
Mas não bebia cerveja nem vinhos finos. Bebia cachaça mesmo, com o agravante de
temperá-la com cravo e canela. No dia seguinte e nos subsequentes bebeu muito, e embriagou-
se. .
Alarmado, o marido investigou se a esposa adquirira o terrível hábito antes do
casamento. Não, não adquirira, jamais ela beberá, nem mesmo em festas.
Tentou o que estava ao seu alcance a fim de corrigir o mal.
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A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão
Terezinha, porém, com o passar dos dias desinteressou-se do lar, dos três filhos que
chegaram depois, deixando-os entregues ao marido e às empregadas.
Houve tratamento com os melhores médicos, mas em vão. E os médicos concluíram que
o vício era hereditário e não havia cura.
Não, não era hereditário, porque, revoltado, o pai de Terezinha, protestou fora sempre
um cidadão respeitável, jamais bebera, jamais se embriagara.
E Terezinha piorava sempre. Agora bebia na rua, pelos cafés e botequins, fazia
escândalos, promovia rixas, dizia anedotas, provocando o riso dos transeuntes, caía nas
calçadas, completamente embriagada.
Desorientado, o marido não sabia o que fazer.
Com o encargo do lar, dos filhos e da colocação profissional, de que tirava a subsistência
para a família, ausentava-se frequentemente da repartição e foi dispensado.
Procurou curandeiros e curandeiros, em que não cria, tentando socorro para a mulher.
Mas aquele tipo de "vício”, só seria curado pelos anjos, servos de Deus, que sabiam fazer o
jejum espiritual.
Visitei Terezinha em sua casa, em junho de 1939. Encontrei-a completamente
embriagada. Ria-se muito, estranhamente, mas naquele riso, que era mais um esgar maléfico,
reconheci o riso do obsessor.
Em dado momento, no entanto, ela disse-me, chorando:
- Juro, meu senhor, que eu não quero beber. Mas um impulso maligno, irresistível,
arrasta-me para esta desgraça. Rogue a Deus por mim, tenha compaixão ...
Eu não mais residia naquela localidade, mas tomei o seu nome e seu endereço, como os
espíritas fazem, e regressando à minha nova residência coloquei-os sobre a mesa das sessões,
para as preces.
Confesso, porém, que não houve de minha parte verdadeiro interesse pelo pungente
caso.
Atribulada por mil problema, idênticos, apenas orei, sem cogitar de serviços mais
especializados.
Durante quatorze anos Terezinha embriagou-se com cachaça temperada com cravo e
canela. Não viveu. Embriagava-se, caía na rua, dando-se em exposição ao público, penalizado.
A derrocada fora deplorável na vida do Sr. Alberto G.
Um dia, porém, encontrava-se ele em um armazém providenciando compras para casa,
porque a esposa conservava-se alheia a tais deveres. De repente, tocaram-lhe levemente o braço
e um homem desconhecido, muito pobre, disse-lhe timidamente:
A Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - TEXTO
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A Obsessão por Justa Causa - – A Paixão, o Ciúme, a Traição e a obsessão - TEXTO

  • 1. A Obsessão por “Justa Causa” A Paixão, o Ciúme, a Traição e a Obsessão
  • 2. i A Obsessão por Justa Causa – a paixão, a traição, e a obsessão SUMÁRIO 1. A Obsessão – Conceitos Fundamentais...........................................................................1 1.1 O Que É ................................................................................................................1 1.1.1 Domínio/Controle.................................................................................................1 1.1.2 Enfermidade Espiritual.........................................................................................1 1.1.3 Resgate/Provação/Expiação..................................................................................5 1.2 Causas Preponderantes .........................................................................................6 1.2.1 Débitos Cármicos .................................................................................................6 1.2.2 Indolência Física/Mental ......................................................................................8 1.2.3 Tendências Negativas...........................................................................................9 2. A Obsessão – uma Pandemia Invisível..........................................................................10 2.1 Um Flagelo Social e Espiritual...........................................................................10 2.2 Causas Predisponentes/Fatores Agravantes........................................................13 2.2.1 Alto índice de Criminalidade na Sociedade atual...............................................13 2.2.2 Aumento dos conflitos Familiares – violência domesticas, perturbações..........13 2.2.3 Aumento da sintonia psíquica negativa na Transição Planetária .......................17 2.2.4 Elevado número de problemas de Comportamento – Álcool/Drogas................19 2.3 Estratégias...........................................................................................................20 2.3.1 Cultivo das Auto-Obsessões/Depressão.............................................................20 2.3.2 Incremento de Obsessões Espirituais Sutis ........................................................20 2.3.3 Existência de Obsessões Intermitentes...............................................................24 2.3.4 Estabelecimento das Obsessões “Pacificas”.......................................................26 3. A Obsessão – Profilaxia/Tratamento.............................................................................28 3.1 Autoconscientização...........................................................................................28 3.2 Reeducação Mental.............................................................................................30 3.3 A Prece/a Meditação...........................................................................................31 3.4 Ação Enobrecedora.............................................................................................32 3.5 Síntese.................................................................................................................34 4. A Obsessão – “Por Justa Causa” – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão............36 4.1 Considerações Gerais .........................................................................................36 4.2 Exemplos – Quadro Geral ..................................................................................38 4.3 Exemplo – Livro – Depois da Vida....................................................................39 4.4 Exemplo – Revista Reformador - FEB...............................................................46
  • 3. ii A Obsessão por Justa Causa – a paixão, a traição, e a obsessão 4.5 Exemplo – Livro – Entre a Terra e o Céu...........................................................51 4.6 Exemplo – Livro – Libertação............................................................................52 4.7 Exemplo – Livro – Loucura e Obsessão.............................................................54 4.8 Exemplo – Livro – Nos Bastidores da Obsessão................................................58 4.9 Exemplo – Livro – Tormentos da Obsessão.......................................................63 4.10 Exemplo – Livro – Recordações da Mediunidade..............................................65 4.11 Exemplo – Livro – Sexo e Consciência..............................................................68 4.12 Exemplo – Livro – A Dama da Noite.................................................................75 4.13 Exemplo – Livro – A Irmã do Vizir .................................................................101 4.14 Exemplo – Livro – Depoimentos Vivos - O Amor que supera a Obsessão .....114 4.15 Síntese...............................................................................................................117 5. Referências.....................................................................................................................122
  • 4. 1 O Obsessão por Justa Causa 1. A Obsessão – Conceitos Fundamentais 1.1 O Que É 1.1.1 Domínio/Controle A obsessão é a ação persistente que o Espírito “ignorante” exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais”. Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 28 – item 81 A obsessão consiste no domínio que os maus Espíritos assumem sobre certas pessoas, com o objetivo de as escravizar e submeter à vontade deles, pelo prazer que experimentam em fazer o mal. Quando um Espírito, bom ou mau, quer atuar sobre um indivíduo, envolve-o, por assim dizer, no seu perispírito, como se fora um manto. Interpenetrando-se os fluidos, os pensamentos e as vontades dos dois se confundem e o Espírito, então, se serve do corpo do indivíduo, como se fosse seu, fazendo-o agir à sua vontade, falar, escrever, desenhar, quais os médiuns. Allan Kardec – Obras Póstumas – Cap. 7 – Item 56 No número das dificuldades que a prática do Espiritismo apresenta é necessário colocar a da obsessão em primeira linha. Trata-se do domínio que alguns Espíritos podem adquirir sobre certas pessoas. São sempre os Espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem nenhum constrangimento. Os bons aconselham, combatem a influência dos maus, e se não os escutam preferem retirar-se. Os maus, pelo contrário, agarram-se aos que conseguem prender. Se chegam a dominar alguém, identificam-se com o Espírito da vítima e a conduzem: como se faz com uma criança. Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – Cap. 23 – Item 237 – A Obsessão Obsessão é o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão 1.1.2 Enfermidade Espiritual
  • 5. 2 O Obsessão por Justa Causa A obsessão, sob qualquer modalidade que se apresente, é enfermidade de longo curso, exigindo terapia especializada de segura aplicação e de resultados que não se fazem sentir apressadamente. Transmissão mental de cérebro a cérebro, a obsessão é síndrome alarmante que denuncia enfermidade grave de erradicação difícil. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão Os atos infelizes, deliberadamente praticados, em razão da força mental de que necessitam, destroem os tecidos sutis do perispírito, os quais, ressentindo-se do desconcerto, deixarão matrizes na futura forma física, em que se manifestarão as deficiências purificadoras. A queda do tom vibratório específico permitirá, então, que os envolvidos no fato, no tempo e no espaço, próximos ou não, se vinculem pelo processo de uma sintonia automática de que não se furtarão. Estabelecem-se aí as enfermidades de qualquer porte. Os fatores imunológicos do organismo, padecendo a disritmia vibratória que os envolve, são vencidos por bactérias, vírus e toda a sorte de micróbios patogênicos que logo se desenvolvem, dando gênese às doenças físicas. O médico informou, ainda, que há casos em que a incidência do pensamento maléfico, aceito pela mente culpada, destrambelha a intimidade da célula, interferindo no seu núcleo, acelerando a sua reprodução e dando gênese a neoplasias e cânceres de variadas expressões. Por sua vez, na área mental, os conflitos, as mágoas, os ódios acerbos, as ambições tresvariadas e os tormentosos delitos ocultos, quando da reencarnação, por estarem ínsitos no Espírito endividado, respondem pelas distonias psíquicas e alienações mais variadas. Acrescente-se a isso a presença dos cobradores desencarnados, cuja ação mental encontra perfeito acoplamento na paisagem psicológica daqueles a quem perseguem, e teremos instalada a constrição obsessiva. Eis porque é rara a enfermidade que não conte com a presença de um componente espiritual, quando não seja diretamente o seu efeito. Corpo e mente refletem a realidade espiritual de cada criatura. Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Cap. 1 – Provação Necessária
  • 6. 3 O Obsessão por Justa Causa Esse distúrbio, o da obsessão, difere bastante daqueles de natureza orgânica, que produzem a idiotia e a loucura. Em todos esses casos, porém, encontram-se espíritos enfermos, aqueles que estão reencarnados, endividados perante as Leis Cósmicas, em processos graves de provações dolorosas ou expiações reeducativas. Na obsessão, encontra-se atuante um agente espiritual que se faz responsável pelo transtorno reversível; no entanto, nos casos em que o ser renasce sob o estigma da idiotia ou chancelado pelos fatores que propiciam a loucura, os seus débitos e gravames são de tal natureza grave, que imprimiram no corpo o látego e o presídio necessários para a sua renovação moral. Desde o momento da reencarnação, a consciência culpada e os sentimentos em desordem imprimiram nos equipamentos orgânicos e cerebrais as deficiências de que o endividado tem necessidade para reparar os males anteriormente praticados, desde quando, portador de inteligência e mesmo de genialidade, delas se utilizou para a alucinação no prazer exorbitante em prejuízo de grande número de pessoas outras que lhe experimentaram a crueldade, a intemperança, a indiferença... Malbaratado o patrimônio superior que a vida lhe concedeu para multiplicar os talentos de que dispunha, volta agora ao orbe terrestre para expiar, passando pelos sítios tormentosos da falta de lucidez e com limitação mental, encarcerado em equipamentos que são incapazes de lhe permitir a comunicação com o mundo exterior. Sitiado em si mesmo, sofre as consequências da hediondez que se permitiu, padecendo rudes aflições pela impossibilidade de agir com segurança e desenvoltura. O corpo, atingido pelos fatores endógenos — hereditariedade, sequelas de enfermidades infectocontagiosas — de que se revestiu o espírito por sintonia vibratória no momento da reencarnação, é resultado da utilização de genes com características deformadas, não havendo possibilidade então de recomposição, de restauração da saúde mental, de equilíbrio psíquico. No entanto, resgatando os males ainda preponderantes na sua economia moral, adquirirá a harmonia que lhe facultará futuros cometimentos felizes, mediante os quais contribuirá em favor da ordem e do desenvolvimento intelectual, moral e espiritual de si mesmo, assim como da sociedade. Quando as obsessões se fazem prolongadas e o paciente não se dispõe à recuperação ou não a consegue, a incidência continuada dos fluidos deletérios sobre os neurônios cerebrais termina por produzir afecções e distúrbios de grave porte que se tornam irrecuperáveis.
  • 7. 4 O Obsessão por Justa Causa Desse modo, as obsessões podem conduzir à loucura, à idiotia, e essas, por sua vez, serão ampliadas por influências espirituais perniciosas, que são realizadas pelos adversários do enfermo, que se utilizam da sua incapacidade de autodefesa para os desforços infelizes, nos quais se comprometem, por sua vez, com a própria consciência. Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 1o Parte – Cap. 5 – Obsessão, Idiotia e Loucura
  • 8. 5 O Obsessão por Justa Causa 1.1.3 Resgate/Provação/Expiação Pululam em torno da Terra os maus Espíritos, em consequência da inferioridade moral de seus habitantes. A ação malfazeja desses Espíritos é parte integrante dos flagelos com que a Humanidade se vê a braços neste mundo. A obsessão, que é um dos efeitos de semelhante ação, como as enfermidades e todas as atribulações da vida, deve, pois, ser considerada como provação ou expiação e aceita com esse caráter. Allan Kardec – A Gênese – Cap. 14 Em toda obsessão, mesmo nos casos mais simples, o encarnado conduz em si mesmo os fatores predisponentes e preponderantes – os débitos morais a resgatar – que facultam a alienação. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão Desse modo, as obsessões, na sua fase inicial, antes da tragédia da subjugação, de mais difícil reequilíbrio, têm caráter Provacional, enquanto que a idiotia e a loucura estão incursas nas expiações redentoras, através das quais o espírito calceta desperta para a compreensão dos valores da vida, enriquecendo-se de sabedoria para os futuros comportamentos. Assim mesmo, nos casos dessa ordem, a contribuição psicoterapêutica do Espiritismo através da bioenergia, da água fluidificada, da doutrinação do paciente e dos espíritos que, possivelmente, estarão complicando-lhe o processo de desequilíbrio, a oração fraternal e intercessória são de inequívoco resultado saudável, proporcionando o bem-estar possível e a diminuição de sofrimento do paciente, a ambos encaminhando para a paz e a futura plenitude. Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 1o Parte – Cap. 5 – Obsessão, Idiotia e Loucura
  • 9. 6 O Obsessão por Justa Causa 1.2 Causas Preponderantes A Doutrina que estuda as obsessões, as suas causas preponderantes e predisponentes – o Espiritismo –, possui os recursos excepcionais capazes de vencer essa epidemia cruel que, generalizada, invade hoje a Terra em todos os seus pontos. Eurípedes Barsanulfo – Sementes de Vida Eterna – Cap. 50 – Tormentos da Obsessão 1.2.1 Débitos Cármicos Com origem nos refolhos do espírito encarnado, obsessões há em escala infinita e, consequentemente, obsidiados existem em infinita variedade, sendo a etiopatogenia de tais desequilíbrios, genericamente denominada distúrbios mentais, mais ampla do que a clássica apresentada, merecendo destaque aquela denominação causa cármica. Jornaleiro da Eternidade, o espírito conduz os germens cármicos que facultam o convívio com os desafetos do pretérito, ensejando a comunhão nefasta. Inicialmente o hospede espiritual (o obsessor), movido pela morbidez do ódio ou do amor insano, ou por outros sentimentos, envolve a casa mental do futuro parceiro (o obsedado) – a quem se encontra vinculado por compromissos infelizes de outras vidas, o que lhe confere receptividade por parte deste, mediante a consciência da culpa, o arrependimento desequilibrante, a afinidade nos gostos e aspirações, por ser endividado – enviando-lhe mensagens persistentes, em continuas tentativas telepáticas, até que sejam captadas as primeiras induções, que abrirão o campo a incursões mais ousadas e vigorosas. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão Neste capítulo, o das culpas, origina-se o fator causal para a injunção obsessiva; daí porque só existem obsidiados porque há dívidas a resgatar. A culpa, consciente ou inconscientemente instalada na casa mental, emite ondas que sintonizam com inteligências doentias, habilitando-se a intercâmbios mórbidos. A obsessão resulta de um conúbio por afinidade de ambos os parceiros. O reflexo de uma ação gera reflexo equivalente. Toda vez que uma atitude agride, recebe uma resposta de violência, tanto quanto, se o endividado se apresenta forrado de sadias intenções para o ressarcimento do débito, encontra benevolência e compreensão para recuperar-se. Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Prefácio
  • 10. 7 O Obsessão por Justa Causa Há muito mais obsessão, grassando na terra, do que se imagina e se crê. Nos processos obsessivos, não deixemos de repeti-lo, estão incursas na Lei as pessoas que constituem o grupo familiar e social do paciente, aí situado por necessidade evolutiva e de resgate para todos. Não se podem fugir à responsabilidade os que foram cúmplices ou co-autores dos delitos, quando os infratores mais comprometidos são alcançados pela justiça. Reunidos pelo parentesco sanguíneo ou através de conjunturas da afetividade, da afinidade, formam os grupos onde são alcançados pelos recursos reeducativos, dentro dos objetivos do progresso. A cruz da obsessão é peso que tomba sempre sobre os ombros das consciências comprometidas. Manoel Philomeno de Miranda – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. Análise das Obsessões A consciência culpada é sempre porta aberta à invasão da penalidade justa ou arbitrária. E o remorso, que lhe constitui dura clave, faculta o surgimento de idéias-fantasmas apavorantes que ensejam os processos obsessivos de resgate das dívidas. Invariavelmente, na obsessão, há sempre o aproveitamento da ideia traumatizante – a presença do crime praticado –, que é utilizada pela mente que se fez perseguidora revel, apressando o desdobramento das forças deprimentes em latência, no devedor, as quais, desgovernadas, gravitam em torno de quem as elabora, sendo consumido por elas mesmas, paulatinamente. As idéias plasmadas e aceitas pelo cérebro, durante a jornada física, criam nos painéis delicados do perispírito as imagens mais vitalizadas, de que se utilizam os hipnotizadores espirituais para recompor o quadro apavorante, em cujas malhas o imprevidente se vê colhido, derrapando para o desequilíbrio psíquico total e deixando-se revestir por formas animalescas grotescas – que já se encontram no subconsciente da própria vítima – e que estrugem, infelizes, como o látego da justiça no necessitado de corretivo. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Cap. 4 – Estudando o Hipnotismo
  • 11. 8 O Obsessão por Justa Causa 1.2.2 Indolência Física/Mental Os indivíduos tornam-se presas fáceis dos seus antigos comparsas, tombando nos processos variados de alienações obsessivas, porque, além de se descurarem da observância espiritual da existência, mediante atitudes salutares, comportamento equilibrado e vida mental enriquecida pela prece, pela reflexão, não se esforçam por libertar-se dos aborrecimentos e problemas desgastantes do dia a dia, mediante a aplicação dos recursos físicos e especialmente os mentais, por acomodação preguiçosa ou por uma dependência emotiva, infantil, que sempre transfere responsabilidades para os outros e prazeres para si. A preguiça mental é um polo de captação das induções obsessivas pelo princípio de aceitação irracional de tudo quanto a atinge. Cabe ao homem que pensa dar plasticidade ao raciocínio, ampliando o campo das idéias e renovando-as com o aprimoramento da possibilidade de absorver os elementos salutares que o enriquecem de sabedoria e de paz íntima. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão Mentes viciadas com mais facilidade aceitam as sugestões morbíficas que lhes são insufladas dentro do campo em que melhor se expressam: desconfiança, ciúme, ódio, desvario sexual, dependência alcoólica ou toxicômana, gula, maledicência... Temperamentos arredios, suspeitosos, são mais acessíveis em razão de melhor agasalharem as induções equivalentes, que se lhes associam em forma de perfeita sintonia. Caracteres violentos, apaixonados, mais fortemente se fazem maleáveis em decorrência do espírito rebelde que nesse corpo habita, dissimulando as chispas que lhes acendem as labaredas do incêndio interior, a exteriorizar-se como fogareis destruidores... Personalidades ociosas são mais susceptíveis em razão da mente vazia sempre acolher o que lhe apraz, deixando-se conduzir pela personalidade dos seus afins desencarnados. Joanna de Ângelis – Alerta – Cap. 4 – Obsessão e Jesus Mentes em vigorosas emissões conscientes ou não dardejam em todas as direções. Inapelavelmente, por um processo de sintonia na mesma faixa de frequência de interesses, produzem intercâmbio salutar ou danoso, em processo de transmissão e de recepção. Se te elevas pelo pensamento, alcanças vibrações nobres; se te perturbas e vulgarizas, registas as mais grosseiras. Joanna de Angelis – Rumos Libertadores – Cap. 43 – Médiuns Conscientes
  • 12. 9 O Obsessão por Justa Causa 1.2.3 Tendências Negativas Os espíritos perversos e infelizes sempre se utilizam das tendências negativas daqueles a quem odeiam, para estimulá-las, desse modo levando-os às situações penosas, perturbadoras. Se o homem se apoia nos recursos de elevação, difícil se torna para os seus verdugos espirituais encontrar as brechas pelas quais infiltram os seus pensamentos torpes, na sanha da perseguição em que se comprazem. Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Cap. 7 – Sementes da Insensatez Na Terra, igualmente, é muito grande o número de encarnados que se convertem, por irresponsabilidade e invigilância, em obsessores de outros encarnados, estabelecendo um consórcio de difícil erradicação e prolongada duração, quase sempre em forma de vampirismo inconsciente e pertinaz. São criaturas atormentadas, feridas nos seus anseios, invariavelmente inferiores que, fixando aqueles que elegem gratuitamente como desafetos, os perseguem em corpo astral, através dos processos de desdobramento inconsciente, prendendo, muitas vezes, nas malhas bem urdidas da sua rede de idiossincrasia, esses desassisados morais, que, então, se trans- formam em vítimas portadoras de enfermidades complicadas e de origem clínica ignorada... Outros, ainda, afervorados a esta ou àquela iniquidade, fixam-se, mentalmente, a desencarnados que efetivamente se identificam e fazem-se obsessores destes, amargurando- os e retendo-os às lembranças da vida física, em lamentável comunhão espiritual degradante... Além dessas formas diversificadas de obsessão, outras há, inconscientes ou não, entre as quais, aquelas produzidas em nome do amor tiranizante aos que se demoram nos invólucros carnais, atormentados por aqueles que partiram em estado doloroso de perturbação e egocentrismo... ou entre encarnados que mantém conúbio mental infeliz e demorado... Manoel Philomeno de Miranda - Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão Todo desregramento ou abuso de que sejamos dispenseiros se faz utilizado por mentes vigilantes e perversas do Mundo Espiritual, que açulam falsas necessidades, estabelecendo comércio lamentável e doloroso, em cujo curso surgem obsessões de consequências imprevisíveis, que se podem evitar antes, se refugiados no uso correto das faculdades da existência e na utilização da oração, forem aplicadas as horas na execução do programa de enobrecimento íntimo para o qual nascemos e renascemos. Marco Prisco – Sementeira da Fraternidade – Cap. 28 – Acessos à Obsessão
  • 13. 10 O Obsessão por Justa Causa 2. A Obsessão – uma Pandemia Invisível 2.1 Um Flagelo Social e Espiritual A obsessão, mesmo nos dias de hoje, constitui tormentoso flagício social. Está presente em toda parte, convidando o homem a sérios estudos. As grandes conquistas contemporâneas não conseguiram ainda erradicá-la. Ignorada propositadamente pela chamada Ciência Oficial, prossegue colhendo nas suas malhas, diariamente, verdadeiras legiões de incautos que se deixam arrastar a resvaladouros sombrios e truanescos, nos quais padecem irremissivelmente, até à desencarnação lamentável, continuando, não raro, mesmo após o traspasse... Isto, porque a morte continua triunfando, ignorada, qual ponto de interrogação cruel para muitas mentes e incontáveis corações. As obsessões enxameiam por toda parte e os homens terminam por conviver, infelizes, com essas psicopatologias para as quais, fugindo à sua realidade, procuram as causas nos traumas, nos complexos, nos conflitos, nas pressões sociais, familiares e econômicas, como mecanismo de fuga aos exames de profundidade da gênese real de tão devastadora enfermidade. Não negando a preponderância de todos esses fatores que desencadeiam problemas de comportamento psicológico, afirmamos que eles, antes de constituírem causa dos distúrbios, são, em si mesmos, efeito de atitudes transatas, que o Espírito imprime na organização fisiopsíquica ao reencarnar-se, porquanto é sempre colocado no grupo familiar com o qual se encontra enredado, por impositivo de ressarcimento de dívidas, para o equilíbrio evolutivo. Enquanto o homem não for estudado na sua realidade profunda -- ser espiritual que é, preexistente ao corpo e a ele sobrevivente --, muito difíceis serão os êxitos da ciência médica, na área da saúde mental. As doenças psíquicas, entre as quais se destacam, pela alta incidência, as obsessões, continuarão ainda a perseguir o homem. Manoel Philomeno de Miranda – Temas da Vida e da Morte – Cap. 26 – Fenômenos Obsessivos Pululam por toda parte os vinculados gravemente às Entidades perturbadoras do Mundo Espiritual inferior.
  • 14. 11 O Obsessão por Justa Causa Obsidiados, desse modo, sim, somos quase todos nós, em demorado trânsito pelas faixas das fixações tormentosas do passado, donde vimos para as sintonias superiores que buscamos. Muito maior, portanto, do que se supõe, é o número dos que padecem de obsessões, na Terra. Lamentavelmente, esse grande flagelo espiritual que se abate sobre os homens, e não apenas sobre eles, já que existem problemas obsessivos de várias expressões, como os de um encarnado sobre outro, de um desencarnado sobre outro, de um encarnado sobre um desencarnado e, genericamente, deste sobre aquele, não tem merecido dos cientistas nem dos religiosos o cuidado, o estudo, o tratamento que exige. Obsessões e obsidiados são as grandes chagas morais dos tumultuados dias da atualidade. Todavia, a Doutrina Espírita, trazendo de volta a mensagem do Senhor, em espírito e verdade, é o portal de luz por onde todos transitaremos no rumo da felicidade real que nos aguarda, quando desejemos alcançá-la. Manoel Philomeno de Miranda – Sementes de Vida Eterna – Cap. 30 – Considerando a Obsessão Ainda que no momento estejamos passando por um período de transição planetária, no qual já se percebe fortes sinais indicativos de mudanças evolutivas na humanidade terráquea, cujo planeta caminha para o estado de regeneração, a Terra ainda é categorizada como mundo de expiação e provas, visto que o mal predomina. Neste sentido, a obsessão está caracterizada como epidemia antiga, ocorrendo desde os tempos imemoriais, que alcança milhares e milhares de pessoas em todas as partes da Terra. É uma enfermidade que, para ser erradicada, necessita da melhoria humana, especialmente a de cunho moral. O ser humano moralizado ou que se empenha em se transformar em pessoa de bem, neutraliza naturalmente as investidas dos Espíritos maus. Marta Antunes de Moura – FEB – Obsessões Espirituais – 2018/03/08 Epidemia virulenta que grassa ininterruptamente a obsessão prolifera na atualidade com vigoroso impacto que faz recordar as calamidades pestilenciais de épocas transatas.
  • 15. 12 O Obsessão por Justa Causa Apresenta-se sob disfarce de variada configuração, concitando psicólogos e teólogos, filósofos e sociólogos interessados nos magnos assuntos do homem e da coletividade ao estudo das suas causas, com o objetivo de combatê-la com a eficiência necessária para estancar, em definitivo, a onda de sofrimentos que produz, erradicando-a terminantemente ... A Doutrina que estuda as obsessões, as suas causas preponderantes e predisponentes – o Espiritismo –, possui os recursos excepcionais capazes de vencer essa epidemia cruel que, generalizada, invade hoje a Terra em todos os seus pontos. Eurípedes Barsanulfo – Sementes de Vida Eterna – Cap. 50 – Tormentos da Obsessão
  • 16. 13 O Obsessão por Justa Causa 2.2 Causas Predisponentes/Fatores Agravantes 2.2.1 Alto índice de Criminalidade na Sociedade atual Os altos índices da criminalidade de todos os matizes e as calamidades sociais espalhadas na Terra são alguns dos fatores predisponentes para as obsessões... Os crimes ocultos, os desastres da emoção, os abusos de toda ordem de uma vida ressurgem depois, noutra vida, em caráter coercitivo, obsessivo. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Exórdio A estes e a seus congêneres deve a sociedade do Rio de Janeiro grande percentagem dos acidentes verificados diariamente nas vias públicas e pelos domicílios particulares: atropelamentos, quedas, braços e pernas partidos, queimaduras, suicídios, homicídios, brigas, escândalos, confusões domésticas, assaltos, etc., etc. É a atmosfera. em que vivem e se agitam, porque já eram afins com ela antes de passarem para a vida invisível. É o que constantemente inspiram, sugerem e incitam, encontrando no homem um colaborador passivo, que facilmente se deixa dominar por suas terríveis seduções. A infelicidade alheia é o seu espetáculo preferido: Provocam mil distúrbios na sociedade e nos lares, pois se divertem com a prática de malefícios. Não entendem a sublime significação dos vocábulos – amor, caridade, piedade, fraternidade, honestidade! Não crêem em Deus nem têm religião. Odeiam o bem e o belo com todas as forças vibratórias que possuem. Odeiam os homens e os seguem, sorrateira e covardemente, porque odiavam a própria sociedade, antes de morrerem, sabendo que não serão vistos nem pressentidos. E a perseguição mental que lhes movem, aos homens, é inveterada e implacável, afirmando eles que assim agem porque igualmente foram perseguidos, quando homens, pela sociedade, que nunca os protegeu contra os males com que tiveram de lutar: doenças, miséria, fome, falta de instrução, orfandade, desemprego, delinquência, desesperos de mil e uma naturezas. E muitos destes foram, com efeito, delinquentes que a sociedade perseguiu e levou ao desespero, em vez de ajudá-los a se reeducarem para Deus... O resultado de tal incúria por parte dos homens aí está: uma vez desaparecidos da vida objetiva, pela chamada morte, infestam, como Espíritos, a sociedade, e prejudicam- na, acobertados pelo segredo da morte... Yvonne Pereira – Devassando o Invisível – Cap. 10 – Os grandes segredos do Além 2.2.2 Aumento dos conflitos Familiares – violência domesticas, perturbações
  • 17. 14 O Obsessão por Justa Causa Gúbio informou que, a determinadas horas da noite, três quartos da população da Crosta se acham nas zonas de contato com os Espíritos e a maior percentagem permaneciam detidos em círculos de baixas vibrações, como aquele. Por aqui -- disse Gúbio --, muitas vezes se forjam dolorosos dramas que se desenrolam nos campos da carne. Grandes crimes têm nestes sítios as respectivas nascentes e, não fosse o trabalho ativo e constante dos Espíritos protetores que se desvelam pelos homens no labor sacrificial da caridade oculta e da educação perseverante, sob a égide do Cristo, acontecimentos mais trágicos estarreceriam as criaturas. André Luiz – Libertação – Cap. 6 – Observações e Novidades Notamos que você, ultimamente, anda mais fraca, mais serviçal... Estará desencantada, quanto aos compromissos assumidos? A interpelada, um tanto confundida, disse que seu marido, João, se filiara a um grupo de preces, o que, de algum modo, lhes vinha alterando a vida. A entidade desencarnada deu um salto para trás, como um animal surpreendido, e gritou: "orações”? você está cega quanto ao perigo que isso significa? Quem reza cai na mansidão. E' necessário espezinhá-lo, torturá-lo, feri-lo, a fim de que a revolta o mantenha em nosso círculo. Volte para o corpo e não ceda um milímetro. Corra com os apóstolos improvisados. Fazem-nos mal. Prenda João, controlando-lhe o tempo. Desenvolva serviço eficiente e não o liberte. Fira-o devagarinho. Gúbio, que também observara a cena, esclareceu que obsessão desse teor apresenta milhões de casos. De manhã cedo, aquela esposa, incapaz de apreciar a felicidade que o Senhor lhe concedera, com um casamento digno e tranquilo, despertaria no corpo de alma desconfiada e abatida, convertendo-se em objeto de aflição para o esposo e prejudicando-lhe as conquistas incipientes. André Luiz – Libertação – Cap. 6 – Observações e Novidades
  • 18. 15 O Obsessão por Justa Causa Há aqueles que falam aos gritos, os que são sempre grosseiros ao se expressar junto aos familiares. Há aqueles que têm sempre um alfinete pronto para as alfinetadas comuns dentro de casa. Os que falam jogando piadas, com segundas intenções, e ferem o temperamento daquele que é mais sensível ou que é pavio curto. E há aqueles que, dentro de casa, nem pavio têm, explodem por qualquer coisa. Natural é pensar, nessas ocasiões, que nós estaremos dando margem a infiltrações espirituais inferiores. Como nos disse o Apóstolo Paulo, estamos o tempo todo sendo observados por uma nuvem de testemunhas. Mas, se temos testemunhas apostando em nosso crescimento, em nossa virtude, em nossa felicidade, não podemos descrer que haja outras testemunhas investindo em nossa queda. São aqueles inimigos do nosso pretérito, de nossas vidas passadas, de nossa existência presente. Eles estão sempre à espreita de nossa fragilidade, de um gesto em falso, de uma vivência incorreta, para que possam nos provocar mal-estares, aturdimentos, desarmonias, com o prazer patológico de nos ver sofrer. Por isso pode haver sim, influências espirituais bastante nefastas dentro de nossa casa, ou influências leves em função do estilo de vida que adotemos viver em família, em razão de tudo aquilo que decidimos fazer junto aos nossos familiares. Todas as influências que venhamos a sofrer em nossa residência, em nossa casa, não temos que pensar primeiramente que alguém nos desfechou pensamentos negativos, que alguém está fazendo trabalhos contra nós, trabalhos de magia porque o que manda, na nossa casa, é a nossa vivência. Daí, vale a pena a família ter esse cuidado na sua convivência. Ninguém vai imaginar que, dentro de casa, não teremos altercações, alguma indisposição, alguém que fale de uma forma mais ríspida, mais áspera com o outro e o outro se debulhe a chorar. Isso tudo faz parte da normalidade da vida doméstica cotidiana. Mas, o que não deve acontecer é que essa postura de agressividade, essa postura ferinte, pessimista, negativa, se torne uma constante na relação familiar. Quando isso se tornar uma constante, não podemos ter dúvida de que estaremos mal assistidos. Criaturas espirituais de má índole, ou ignorantes ou inconscientes, estarão procurando fazer ninho na nossa consciência.
  • 19. 16 O Obsessão por Justa Causa Sentir-nos-emos lesados, traídos, amargurados, desprezados em casa, nos sentiremos a sós, nós veremos pessoas solitárias. E tudo isso, agasalhado por nós, nessa baixa autoestima, vai fazendo com que entidades desencarnadas de má índole, infelizes em si mesmas, se apropriem desse caldo de cultura que nós lhes oferecemos, para fazer toda sorte de estripulias, para provocar toda sorte de males, de infestações negativas no seio da nossa família. Será de bom alvitre instalar em nossa casa, pelo menos uma vez por semana, o hábito de orar. O Evangelho no lar, como chamamos, ou Jesus no lar, como quisermos. Raul Teixeira – Federação Espírita do Paraná – Programa Vida e Valores – No 116 – 2007/Outubro – Perturbações Espirituais no Lar Acautele-se. Os Espíritos infelizes, de mente ultrajada, vivem mais com os encarnados do que se supõe. Misturam-se nas atividades comuns, perambulam no ninho doméstico, participam das conversações, seguem com os comensais, de quem dependem em processo legítimo de vampirização. Perturbam-se e perturbam. Sofrem e fazem sofrer. Odeiam e geram ódios. Infelicitados, infelicitam. Marco Prisco – Glossário Espírita Cristão – Cap. 18 – Perturbadores
  • 20. 17 O Obsessão por Justa Causa 2.2.3 Aumento da sintonia psíquica negativa na Transição Planetária “Época de Transição”: esta é a legenda que repetis frequentemente para definir a atualidade terrestre, em que surpreendeis, a cada passo, larga fieira de ocorrências inusitadas: Conflitos; Desencarnações em massa; Acidentes enlutando almas e lares; Desvinculações violentas; Dramas no instituto doméstico; Processos obsessivos, culminando com perturbações e lágrimas; Moléstias de etiologia obscura; Incompreensões. Perante a Vida Maior, quase tudo aquilo que vedes, presentemente, em matéria de agitação ou desequilíbrio, nada mais significa que a movimentação mais intensa de vastas coletividades que retornam à Esfera Física, em regime de urgência, no intuito de conseguirem retoques e meios com que possam abordar os tempos novos em condições mais dignas de trabalho e progresso. Emmanuel – Diálogos dos Vivos – Cap. 21 – Dupla Renovação Incontável número de seres procede das regiões dolorosas e purgativas do planeta, que experimenta mudança de psicosfera, dentro da programática evolutiva a que estão sujeitos homens e mundos, experimentando a assepsia dos núcleos inditosos que agasalhavam as hordas de bárbaros do passado, temporariamente ali retidos a fim de que não obstaculizassem o desenvolvimento do lar... Recebendo a ensancha liberativa, apresentam-se ao crescimento espiritual, trazendo insculpidas nos recessos do psiquismo as condições que os tipificam, apesar da aparência harmoniosa e da estética decorrente das leis genéticas. Sôfregos e inquietos anseiam por repetir as comunidades chãs, entre as necessidades primárias de que se desobrigam por instinto, utilizando as aquisições da cultura científica e filosófica tão somente para a autossatisfação. Joanna de Angelis – Rumos Libertadores – Cap. 24 – Impulsos e Vontade Face à necessidade de promover o progresso moral do planeta, milhões de Espíritos foram transferidos das regiões infelizes onde se demoravam, para a inadiável investidura carnal, por cujo recurso podem recompor-se e mudar a paisagem mental, aprendendo, na convivência social, os processos que os promovam a situações menos torpes. Entretanto, dependências viciosas decorrentes da situação em que viviam, leva-os a tombarem nas malhas da toxicomania. Bezerra de Meneses – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. 9 – O Problema das Drogas
  • 21. 18 O Obsessão por Justa Causa Não vos preocupeis demasiadamente com a presença pandêmica do vírus, cujo momento será mais tarde entendido nas suas razões, nas suas origens e no porquê nos chegou agora, provocando pânico e dor. Vós que conheceis Jesus, mantende o respeito às leis, buscando a precaução recomendada pelas autoridades sanitárias, mas não oculteis a mão socorrista aos padecentes, não negueis a palavra libertadora aos que se preparam para enfrentar a Imortalidade. Tende o cuidado para que as vossas ondas mentais sincronizem-se com as mentes que administram as vidas, e evita descer o vosso pensamento às páginas da agonia, onde se encontram as forças ultrajantes que estão produzindo as dores por necessidade da evolução do planeta. Bezerra de Meneses – Revista Presença Espírita # 338 – Maio/Junho/2020 Mensagem recebida por psicofonia de Divaldo Franco no encerramento da 22º Conferência Estadual Espírita do Paraná, em 15/Março/2020
  • 22. 19 O Obsessão por Justa Causa 2.2.4 Elevado número de problemas de Comportamento – Álcool/Drogas Muito mais grave do que parece é a obsessão, nos problemas sociais do comportamento humano. Alcoolismo, tabagismo, drogas alucinógenas, sexolatria, jogatina, gula recebem grande suporte espiritual, sendo, não poucas vezes, iniciada a viciação de cá para ai, por inspiração que fomenta a curiosidade e por necessidade que estimula o prosseguimento. O enfermo, dificilmente, consegue evadir-se, por si mesmo, da dificuldade. De um lado, pelos nefastos prejuízos orgânicos de que se ressente e, por outro, em razão da incidência mental do obsessor, que o utiliza como instrumento da loucura de que se vê possuído. As verdadeiras multidões de dependentes de drogas ou de outras viciações estertoram, mesmo sem o saberem, em danosos processos de obsessão lamentável. Manoel Philomeno de Miranda – Roteiro de Libertação – Cap. 34 – Comportamento por Obsessão Invariavelmente, defrontamos nas panorâmicas da toxicomania, da sexolatria, dos vícios em geral a sutil presença de obsessões, como causa remota ou como efeito do comportamento que o homem se permite, sintonizando com mentes irresponsáveis e enfermas desembaraçadas do corpo. Atado à retaguarda donde procede, mantêm-se psiquicamente em sintonia com sítios, nem sempre felizes, onde estagiou no Além-túmulo, antes de ser recambiado à reencarnação. Bezerra de Meneses – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. 9 – O Problema das Drogas Além das conjunturas meramente psicofisiológicas, merece considerar-se que em toda dependência viciosa há sempre uma lancinante força obsessiva, mediante a qual seres pervertidos e viciados que viveram na Terra e se equivocaram, por processo natural de sintonia, imantam-se às criaturas humanas, às vezes sendo a causa do mal, em circunstâncias outras, o que é mais comum, dependentes, também, da falsa necessidade de que padece o homem... Toxicomania, alcoolismo, tabagismo, sexualismo desvairado, paixões morais deprimentes, tais a mentira, a calúnia, a pusilanimidade, a idiossincrasia, são amarras perigosas e constritoras que ora dizimam expressiva soma de seres humanos, nos vários pontos da Terra. Joanna de Angelis – Oferenda – Cap. 31 – Dependências
  • 23. 20 O Obsessão por Justa Causa 2.3 Estratégias 2.3.1 Cultivo das Auto-Obsessões/Depressão Capítulo doloroso do comportamento humano que passa quase despercebido de grande número de pacientes e médicos, é o que diz respeito à auto-obsessão, fruto espúrio do egoísmo que gera o orgulho e os seus hediondos facínoras, quais o ódio, o ciúme, a inveja, o ressentimento. Todas essas e outras síndromes de condutas enfermas desenham o quadro patológico da auto-obsessão, em que o paciente lúcido sabe o que está fazendo, sem interesse real de empenhar-se para alterá-lo trabalhando por uma nova maneira de conquistar a saúde emocional. Ocorre que, em situações de tal natureza, a questão de sintonia faz-se naturalmente e são sincronizadas as próprias com outras mentes de seres desencarnados que estagiam na mesma onda psíquica, perturbados e infelizes, aderindo aos que lhes são equivalentes, nutrindo- se reciprocamente enquanto mais se desgastam. Torna-se urgente que sejam estudadas tais condutas patológicas nas áreas do animismo como do mediunismo, a fim de que essas ressonâncias sejam interrompidas, enquanto agentes e pacientes recebam a terapia conveniente, que tem por base o esforço pela transformação moral do ser, aplicando-se à autovigilância encarregada de minimizar, remediar e evitar a reincidência dessa extravagante forma de comportamento. Manoel Philomeno de Miranda – Luzes do Alvorecer: Cap. 15 – Distúrbios Emocionais Obsessivos Sutil e perigosa, a obsessão grassa, alarmante, disfarçada de transtornos psiconeuróticos vários, particularmente a depressão e o distúrbio de pânico, avolumando- se nos tormentos sexuais em desregramento, assim como nas dependências químicas de natureza diversificada. Decorrente da assimilação das energias perturbadoras exteriorizadas pelos Espíritos em sofrimento ou perseguidores, por afinidade mental e moral, em razão da inferioridade daqueles que se lhe fazem joguetes espontâneos, a obsessão arrasta multidões aos dédalos de aflições coercitivas, que estão a exigir terapêutica especializada e cuidadosa. Na raiz de todo desafio obsessivo, encontra-se pulsante o ser endividado, que, não tendo adquirido valores éticos substanciais, é compelido por automatismos vibratórios a sintonizar com aqueles desencarnados que lhe são semelhantes, sejam-lhe as vítimas transatas ou outros que se lhe assemelham. Joanna de Ângelis – Sendas Luminosas – Cap. 31 – Parasitose Perigosa 2.3.2 Incremento de Obsessões Espirituais Sutis
  • 24. 21 O Obsessão por Justa Causa Desse modo, merece que sejam ampliadas as reflexões em torno da sutileza das obsessões, a fim de que se possa entender-lhe os mecanismos delicados e complexos. Quando ocorram pensamentos repetitivos perturbadores, reduzindo a polivalência dos mesmos, restritos a uma idéia que se destaca e predomina, eis que se inicia o processo sombrio enfermiço. Da mesma forma, quando os fenômenos da antipatia entre amigos ou meramente conhecidos passem a crescer, gerando animosidade em instalação, sem qualquer dúvida, além das barreiras carnais movimentam-se interesses perversos administrando o raciocínio daquele que assim se comporta. Sob outro aspecto, mesmo no culto de qualquer ideal, quando se apresentam programas esdrúxulos ou úteis, mas não oportunos, com riscos de fazer soçobrar o edifício do bem, há forças espirituais negativas conspirando, cruéis, para o descrédito, a destruição do trabalho. Toda vez quando os sentimentos se armem contra o próximo, ou se afeiçoem em demasia, a ponto de perder a linha do equilíbrio, tenha-se certeza de que uma obsessão sutil, em agravamento, encontra-se em instalação. As fixações mentais que desestruturam o comportamento psicológico, além do caráter de instabilidade emocional, tornam-se canais para interferências negativas por parte de espíritos ociosos e doentios, que andam à espreita de campos experimentais para o conúbio exploratório de energias físicas a que se imantam. As obsessões sutis são perigosas, exatamente em razão da sua delicadeza de estrutura, da maleabilidade com que se apresentam, sendo confundidas com as naturais manifestações de conduta psicológica pertinente a cada indivíduo. É necessário muito discernimento para distinguir, quando se expressam desajustes emocionais, transtornos orgânicos que afetam a conduta psicológica e influências espirituais perturbadoras. Tornar os ensinamentos cristãos parte da filosofia existencial diária constitui um recurso valioso para a preservação da saúde sob quaisquer aspectos considerados, e mesmo quando se manifestem enfermidades, na condição de terapia psicológica e espiritual, capaz de manter o equilíbrio interior e a coragem para o prosseguimento da luta até o momento da vitória. Manoel Philomeno de Miranda – Reencontro com a Vida – 2o Parte – Cap. 2 – Sutilezas da Obsessão
  • 25. 22 O Obsessão por Justa Causa Sempre que você experimente um estado de espirito tendente ao derrotismo, perdurando há várias horas, sem causa orgânica ou moral de destaque, avente a hipótese de uma influenciação espiritual sutil. Seja claro consigo para auxiliar os Mentores Espirituais a socorrer você. Essa é a verdadeira ocasião da humildade, da prece, do passe. Dentre os fatores que mais revelam essa condição da alma, incluem-se: 1. Dificuldade de concentrar ideias em motivos otimistas; 2. Ausência de ambiente intimo para elevar os sentimentos em oração ou concentrar-se em leitura edificante; 3. Indisposição inexplicável, tristeza sem razão aparente e pressentimentos de desastre imediato; 4. Aborrecimentos imanifestos por não encontrar semelhantes ou assuntos sobre quem ou o que descarrega-los; 5. Pessimismos sub-reptícios, irritação surdas, queixas, exageros de sensibilidade e aptidão a condenar quem não tem culpa; 6. Interpretação forçada de fatos e atitudes suas ou dos outros, que você sabe não corresponder à realidade; 7. Hiperemotividade ou depressão raiando na iminência de pranto; 8. Ânsia de investir-se no papel de vítima ou de tomar uma posição absurda de automartírio; 9. Teimosia em não aceitar, para você mesmo, que haja influenciação espiritual consigo, mas, passados minutos ou horas do acontecimento, vem-lhe a mudança do tom mental e, não raro, a constatação de que é tarde para desfazer o erro consumado. O encarnado responsável pode estar tão inconsciente de seus atos que os efeitos negativos se fazem sentir como se fossem desenvolvidos pela própria pessoa. Quando o influenciador é consciente, a ocorrência é preparada com antecedência e meticulosidade, às vezes, dias e semanas antes do sorrateiro assalto, marcado para a oportunidade de encontro em perspectiva, conversação, recebimento de carta, clímax de negocio ou crise imprevista de serviço.
  • 26. 23 O Obsessão por Justa Causa Não se sabe o que tem causado maior dano à Humanidade: se as Obsessões espetaculares, individuais e coletivas, que todos percebem e ajudam a desfazer ou isolar, ou se essas meio-obsessões, de quase-obsidiados, despercebidas, contudo, bem mais frequentes, que minam, as energias de uma só criatura incauta, mas por vezes influenciando o roteiro de legiões de outras. Quantas desavenças, separações e fracassos não surgem assim? Estude em sua existência se nessa última quinzena você não esteve em alguma circunstância com características de influenciação espiritual sutil. Estude e ajude a você mesmo. André Luiz – Estude e Viva – Cap. 35 – Influências Espirituais Sutis
  • 27. 24 O Obsessão por Justa Causa 2.3.3 Existência de Obsessões Intermitentes Dentre as várias manifestações obsessivas, uma passa quase despercebida, sendo, por isso mesmo, de alta gravidade, pela razão de raramente chamar a atenção, graças às suas sutilezas e características especiais. Referimo-nos às obsessões intermitentes. Elas são frequentemente variantes, isto é, apresentam-se voluptuosas e destruidoras em determinados períodos, para desaparecerem quase completamente em outros. Suas vítimas experimentam injunções cruéis, vivendo sob verdadeiras espadas de Dâmocles, prestes a terem ceifadas a paz, a saúde, a vida... Aqueles que sofrem as ações dos espíritos perversos – e no caso em tela, muito lúcidos e cruéis – passam períodos de otimismo e realizações edificantes para, subitamente, derraparem em paixões sórdidas, depressões sem causa aparente ou exaltação de violência... Durante a incidência da perturbação, esses seres chegam às raias da loucura, perdendo o discernimento e a lucidez, permitindo-se comportamentos esdrúxulos, atitudes surpreendentes e estados desequilibrados da alma. Isto, porque, os seus adversários espirituais, que os conhecem, identificam os seus defeitos e sabem quais as suas imperfeições, graças aos quais têm preferências estranhas, permitindo-se licenças morais que se tornam campo propício à penetração e assimilação pelo paciente da energia obsessiva. Esse fenômeno perturbador ocorre, como é natural, porque o enfermo cultiva os hábitos viciosos que procedem de outras existências, ou que são adquiridos mais recentemente, a cujo exercício de prazer se entregam inermes. Têm a mente enriquecida de extravagâncias e comportamentos defeituosos, não se esforçando por liberar-se em definitivo dos instintos primários nem das paixões selvagens. As pessoas que sofrem obsessões intermitentes marcham sob sombras que necessitam ser desbastadas com a luz da conduta nobre, da ação edificante e da prece inspirativa... Mantendo-se vigilantes, preservando o equilíbrio no trabalho do bem, conseguem despertar a simpatia dos Mentores Espirituais e libertar-se da psicosfera propiciadora da vinculação com os antigos comparsas, ora tornados inimigos.
  • 28. 25 O Obsessão por Justa Causa Quem, periodicamente, experimente as alternâncias de humor, de estados emocionais e físicos, sem causas imediatas, certamente está sob a pressão de obsessões intermitentes, necessitando de coragem para o auto-exame, o enfrentamento das inferioridades e a elevação moral, entregando-se ao bem que possa fazer e fruir, no qual a saúde se torna o estado ideal que todos aspiram. Manoel Philomeno de Miranda – Antologia Espiritual – Cap. 35 – Obsessões Intermitentes
  • 29. 26 O Obsessão por Justa Causa 2.3.4 Estabelecimento das Obsessões “Pacificas” Os meus perseguidores não me seviciaram o corpo, nem me conturbaram a mente. Acalentaram apenas o meu comodismo e, com isso, me impediram qualquer passo renovador. Volto da Terra, meu caro, imitando o lavrador endividado e demãos vazias que regressa de um campo fértil, onde poderia ter amealhado inimagináveis tesouros… Sei que você ainda escreve para os homens, nossos irmãos. Conte-lhes minha pobre experiência, refira-se, junto deles, à obsessão pacífica, perigosa, mascarada… Diga-lhes alguma coisa acerca do valor do tempo, da grandeza potencial de qualquer tempo na romagem humana!… Humberto de Campos – Cartas e Crônicas – Cap. 8 – Obsessão Pacífica Em compacta assembleia do reino das sombras, um poderoso soberano das trevas, diante de milhares de falangistas da miséria e da ignorância, explicava o motivo da grande reunião. O Espiritismo com Jesus, aclarando a mente humana, prejudicava os planos infernais. Em toda parte da Terra, as criaturas começavam a raciocinar menos superficialmente! Indagavam, com segurança, quanto aos enigmas do sofrimento e da morte e aprendiam, sem maior dificuldade, as lições da Justiça Divina. Compreendiam, sem cadeias dogmáticas, os ensinamentos do Evangelho. Oravam com fervor. Meditavam na reencarnação e passavam a interpretar com mais inteligência os deveres que lhes cabiam no Planeta. Muita gente entregava-se aos livros nobres, à caridade e à compaixão, iluminando a paisagem social do mundo e, por isso, todas as atividades da sombra surgiam ameaçadas. Que fazer para conjurar o perigo? O comandante dos exércitos preguiçosos acrescentou, sem perturbar-se: – Sim, diremos que o Espiritismo com Jesus, pedindo às almas encarnadas para que se regenerem, buscando o conhecimento superior e servindo à caridade, é, de fato, o roteiro da luz, mas que há tempo bastante para a redenção, que ninguém precisa incomodar-se, que as realizações edificantes não efetuadas numa existência podem ser atendidas em outras, que tudo deve permanecer agora como está no íntimo de cada criatura na carne para vermos como ficarão depois da morte, que a liberalidade do Senhor é incomensurável e que todos os serviços e reformas da consciência, marcados para hoje, podem ser transferidos para amanhã... Desse modo, tanto vale viverem no Espiritismo como fora dele, com fé ou sem fé, porque o salário de inutilidade será sempre o mesmo... Humberto de Campos – Contos e Apólogos – Cap. 40 – Nos Domínios da Sombra
  • 30. 27 O Obsessão por Justa Causa Paulo de Tarso na História Foi um médium com Jesus; Lutou, sofreu e venceu, Espalhando amor e luz. Temos sempre muitos médiuns, Honrando o apoio do Além, Fiéis às bênçãos de Deus Nos compromissos do Bem. Mas hoje conheço uns tantos Que começam de estourada, Quando o trabalho aparece Vão mudando de jogada. Alguns alegam queixosos Que necessitam viver, Que a dor é grande no mundo E nada podem fazer. Muitos são iniciados Em lindas obras humanas, Mas dizem-se fatigados Em três ou quatro semanas; Outros muitos se declaram Chamados à luz do amor, Entretanto, não trabalham Com medo de obsessor. Há quem deseje ser médium, Pedindo grande trabalho, Depois foge parecendo A flor que caiu do galho; Muitos mostram na doença Entendimento profundo, Quando Deus lhes dá saúde São pernas largas no mundo. Alguns chegam prometendo Auxílio a quem luta e chora, Vendo o serviço aumentando, Afastam-se dando o fora; Vários suplicam encargos Mostrando fé na alma afoita, O trabalho vai surgindo E é muita gente na moita. Há quem foge no começo, Planta que nasce e não vinga, Depois, no instante das provas, Buscam mandraca e mandinga; Tantos médiuns aparecem, Com tanta luz de esperança, Vai-se ver: a maioria Quer apenas maré mansa. O mundo clama por médiuns, Embora surjam às pencas, Mas buscam sombra e água fresca No refúgio das avencas; Encontro médiuns amigos Que dizem não ter mais fé, Geralmente, estão na rede Com mantas de lã no pé. São médiuns de todo jeito Os médiuns que tenho visto, Mas médium só não dá zebra Quando segue Jesus Cristo. Cantador, filho do Norte, Venho ao Rio de Janeiro, Quem canta na Guanabara Cantou no Brasil inteiro. Leandro Gomes de Barros – Tempo de luz — Cap. 21 – Médiuns na Cantiga
  • 31. 28 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão 3. A Obsessão – Profilaxia/Tratamento 3.1 Autoconscientização Portanto na terapia desobsessiva, o contributo do enfermo, tão logo raciocine e entenda a assistência que se lhe ministra, é de vital importância, porquanto, serão os seus pensamentos e atos que responderão pela sua transformação moral para melhor. A evangelização do espírito desencarnado é de suma importância, mas, igualmente, a da criatura humana que se emaranhou na delinquência e ainda não se recuperou do delito praticado. No campo das obsessões, não são poucos aqueles que, logo se melhoram, abandonam as disposições de trabalho e progresso, para correrem precipites, de retorno aos hábitos vulgares em que antes se compraziam... É comum fazer-se o compromisso íntimo de renovação e trabalho, enquanto perdura a doença, negociando-se com Deus a saúde que se deseja pelo que se promete realizar, como se a pratica das virtudes do bem fosse útil ao Pai e não dever de todos nós, que nos beneficia e felicita. Em particular àqueles que frequentam as Instituições espíritas, portando obsessões e não se recuperam, merece que se tenha em mente o fato de que a visão do medicamento não propícia a saúde, senão a ingestão dele e a posterior dieta conforme convém. A crença racional e o conhecimento são fatores muito poderosos, quando o indivíduo que se habilita aos mesmos esta honestamente resolvido a vivê-los. Saber, apenas, não representa recurso de imunização, se aquele que conhece não se resolve por aplicar, na vivência, as informações que possui. Demais, nem todos os males devem ser solucionados conforme a óptica de quem os padece, mas de acordo com os superiores programas que estabelecem o que é melhor para a criatura. A função do Espiritismo é essencialmente a de iluminação da consciência com a consequente orientação do comportamento, armando o seu aprendiz com os recursos que o capacitem a vencer-se, superando as paixões selvagens e sublimando as tendências inferiores mediante cujo procedimento se eleva. Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Cap. 24 – Obsessão Sutil e Perigosa
  • 32. 29 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão Em qualquer problema de desobsessão, a parte mais importante e difícil pertence ao paciente, que afinal de contas é o endividado. A este compete o difícil recurso da insistência no bem, perseverando no dever e fugindo a qualquer custo aos velhos cultos do "eu" enfermo, aos hábitos infelizes, mediante os quais volta a sintonizar com os seus perseguidores que, embora momentaneamente afastados, não estão convencidos da necessidade de os libertar. Oração, portanto, mas vigilância, também, conforme a recomendação de Jesus. A prece oferece o tônico da resistência, e a vigilância o vigor da dignidade. Armas para quaisquer situações, são o escudo e a armadura do cristão... Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Cap. 8 – Processos Obsessivos
  • 33. 30 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão 3.2 Reeducação Mental Como é compreensível, o vício mental decorrente da convivência com o hospede (o obsessor) gera ideoplastias perniciosas de que se alimenta psiquicamente o hospedeiro (o obsidiado). Mesmo quando afastado o fator obsessivo, permanecem, por largo tempo, os hábitos negativos, engendrando imagens prejudiciais que constituem a psicosfera doentia, na qual se movimenta o paciente. Graças a tais fatores, nem sempre a cura da obsessão ocorre quando são afastados os pobres perseguidores, mas somente quando os seus companheiros de luta instalam no mundo intimo as bases do legitimo amor e do trabalho fraternal em favor do próximo, tanto quanto de si mesmos, através do reto cumprimento dos deveres. Um dos mais severos esforços que os enfermos psíquicos por obsessão deve movimentar, é o da reeducação mental, adaptando-se às ideias otimistas, aos pensamentos sadios, às construções edificantes. Por isso, a saúde mental que decorre da liberação das alienações obsessivas se faz difícil, porque ela depende, sobretudo, do enfermo, do seu esforço e não exclusivamente do afastamento do seu perturbador. Não basta somente afastar os seus adversários, para que os obsidiados se recuperem... A transformação intima, que é mais importante, porque procede do âmago do indivíduo, deve ser trabalhada, insistentemente tentada, a fim de que se desfaçam os fatores propiciatórios, os motivos que levam às dores, liberando cada um, a consciência, de modo a não tombar nas auto obsessões, mais graves e de curso mais demorado... Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Cap. 31 – Gravames na Obsessão Uma força existe capaz de produzir resultados junto aos perseguidores encarnados ou desencarnados, conscientes ou inconscientes: a que se deriva da conduta moral. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Examinando a Obsessão
  • 34. 31 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão 3.3 A Prece/a Meditação A prece liberta a mente viciada dos seus clichês perniciosos e abre a mente para a captação das energias inspiradoras, que fomentam o entusiasmo pelo bem e a conquista da paz através do amor. Entretanto, a fim que se revista de força desalienante, ela necessita do combustível da fé, sem a qual não passa de palavras destituídas de compromisso emocional entre aquele que as enuncia e a Quem são dirigidas. Por vezes o obsidiado, em desespero, recorda-se da oração e da necessidade de buscar os amigos, entretanto, nestes instantes muitas vezes a prece flui dos seus lábios sem a tônica do amor, da fé e portanto, não se irradia, não sintoniza com os Núcleos de captação de rogativas. Tudo são vibrações em estados diferentes de energia, desde a pedra até o pensamento que se exterioriza pela vontade. Captadas pelos Centros de registros mentais e transmitidas aos sábios prepostos do Senhor, as nossas rogativas levam cargas psíquicas que facilmente traduzem o significado real das nossas aspirações, ao mesmo tempo, facultando-lhes ajuizar com presteza a respeito da conveniência ou não, da justeza e oportunidade do pedido, assim facilitando o seu deferimento. A vontade disciplinada e o habito da concentração superior armam o homem para, e contra mil vicissitudes que defronta na sua escalada evolutiva. A concentração positiva libera a mente dos clichês viciosos, próprios ou recebidos de outras mentes, como do meio onde vive, já que somos sensíveis ao ambiente no qual nos movimentamos. Por adaptação às ocorrências do dia-a-dia o homem se deixa arrastar meio dormido pela correnteza dos acontecimentos, sem despertar o pensamento para que a mente raciocine com objetividade e discernimento, estabelecendo parâmetros do que deve e não deseja, ao que não deve, mas deseja fazer... Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Cap. 12 – Providências Inesperadas Aliando o esforço que cada um deve envidar a benefício próprio, a prece é fonte inexaurível que irriga o ser, renovando-o e aprimorando-o, ensejando também, logo após depurar-se, a plainar além dos reveses e tropelias, arrastado pelas sutis modulações das Esferas Superiores da Vida, onde haure vitalidade e força para superar todos os empeços. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Cap. 6 – No Anfiteatro
  • 35. 32 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão 3.4 Ação Enobrecedora Nos processos de obsessão de qualquer natureza, as conquistas morais do paciente são- lhe o salvo-conduto para o trânsito sem problemas durante a sua vilegiatura carnal. Isto porque, liberado da constrição afligente, começa-lhe o período da recuperação dos débitos passados mediante outras provações de que necessita e de testemunhos que lhe aferirão as novas disposições abrigadas na alma. O maior antídoto à obsessão, além da comunhão com Deus, nunca será demasiado repeti-lo, é a ação enobrecedora. O trabalho edificante constitui força de manutenção do equilíbrio, porquanto, desenvolvendo as atividades mentais, pela concentração na responsabilidade e na preocupação para executar os deveres, desconecta os plugs que se encaixam as matrizes psíquicas receptoras das induções obsessivas. A oração, portanto, desdobrada na ação superior, representa a psicoterapia anti-obsessiva mais relevante, que está ao alcance de toda e qualquer pessoa responsável, de boa vontade. Apoiem-se na oração e no trabalho. A paisagem mental luarizada pela prece e o sentimento vinculado ao dever, no serviço, podem ser sitiados pelas forças da obsessão, mas nunca tombarão nas mãos dos pertinazes perseguidores. Manoel Philomeno de Miranda – Painéis da Obsessão – Cap. 32 – O Retorno de Felipe O conhecimento do Espiritismo realiza a melhor terapêutica para o espírito, higienizando-lhe a mente, animando-o para o trabalho reto e atitudes corretas e sobretudo dulcificando-o pelo exercício do amor e da caridade, como medidas providenciais de reajustamento e equilíbrio. Não há força operante no mal que consiga penetrar numa mente assepsiada pelas energias vitalizadoras do otimismo, que se adquire pela irrestrita confiança em Deus e pela prática das ações da solidariedade e da fraternidade. Manoel Philomeno de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão – Cap. 6 – No Anfiteatro Quando se lhe falam (aos homens) do recurso da oração – anestésico sublime da dor, reage porque lhe desconhece a formula salutar. Quando convidado à meditação – estimulante de efeito enérgico e relevante, desconsidera-lhe o conteúdo porque se aclimatou … ociosidade mental em termos de reflexão e disciplina.
  • 36. 33 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão Ao se lhe apresentarem uma leitura substanciosa – verdadeira psicoterapia otimista, reivindica as páginas chocantes da licenciosidade, por achar ingênuas aqueloutras, de significação ultrapassada. Se chamado à beneficência mediante ação pessoal – praxiterapia liberativa, apresenta escusa, por se acreditar sem condições. Convidado ao exercício da caridade fraternal em morros e favelas, palafitas e alagados – ginástica e ioga para o corpo, mente e espírito, prefere as fugas espetaculares através do desculpismo insensato, taxando de pieguistas essas realizações e atirando a responsabilidade desse mister a governos e organizações de serviço social. No entanto, o amor é melhor para quem ama e a ação dignificante eleva e pacifica aquele que a executa. Sem dúvida, a quimioterapia, a farmacopéia em geral dispõem de elevados contributos para o homem, minimizando-lhe enfermidades, erradicando velhas e calamitosas epidemias, ampliando as possibilidades da vida na terra. Sem embargo, a terapia espiritual vazada no Evangelho e nos recursos do Espiritismo é o maior antídoto ao desgaste, à excitação, ao cansaço, à violência, à criminalidade e à miséria social dos momentos cruciais que estrugem na Terra... Carneiro de Campos – Sementes de Vida Eterna: Cap. 8 – Doença e Terapêutica
  • 37. 34 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão 3.5 Síntese Nesse contexto, o Espiritismo – que é o mais eficaz e fácil tratado de Higiene Mental – desempenha um relevante papel, qual seja o de prevenir o homem dos males que ele gera para si mesmo e lhe cumpre evitar, como facultando-lhe os recursos para superar a problemática obsessiva, ao mesmo tempo apoiando e enriquecendo os nobres profissionais da Psicologia, da Psiquiatria e da Psicanálise... Conforme o quadro da alienação, variam os recursos terapêuticos: 1. principal objetivo deve ser o de concentrar no enfermo desencarnado as atenções, tratando-o com bondade e respeito, mesmo que ele não esteja de acordo com o que se faz. 2. Simultaneamente, educar-se à luz do Evangelho o paciente, insistindo junto a ele com afabilidade, pela transformação moral e criando em torno de si condições psíquicas harmônicas, com que se refará emocionalmente, estimulando-se a contribuir com a parte que se lhe diz respeito. 3. Atraí-lo a ações dignificantes e de beneficência, com que granjeara simpatias e vibrações positivas, que o fortalecerão, mudando o seu campo psíquico. 4. Estimular-lhe o habito da oração e da leitura edificante – as mentes viciosas encharcam-se de vibriões e parasitas extravagantes. 5. Ao lado dessas psicoterapias, é necessário a aplicação dos recursos fluídicos, seja através do passe ou da água magnetizada, da oração intercessória com que se vitalizam os núcleos geradores de forças, estimulantes da saúde, com o poder de desconectarem os plugs das respectivas matrizes, de modo a que o endividado se reabilite perante a Consciência Cósmica pela aplicação dos valores e serviços dignificadores. Manoel Philomeno de Miranda – Nas Fronteiras da Loucura – Cap. Análise das Obsessões
  • 38. 35 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão A Doutrina que estuda as obsessões, as suas causas preponderantes e predisponentes – o Espiritismo –, possui os recursos excepcionais capazes de vencer essa epidemia cruel que, generalizada, invade hoje a Terra em todos os seus pontos. São eles: − o conhecimento das leis da reencarnação hauridos no Evangelho de Jesus Cristo e nas revelações espirituais, − a oração e a humildade, − a paciência e a resignação, mediante os quais elabora pela iluminação interior − a prática da caridade em todas as expressões – meios enobrecedores capazes de poupar o homem às sortidas do seu pretérito culposo, no qual se encontram as causas da sua atual aflição, retidas nas mãos infelizes dos Espíritos desassisados e perversos que pululam nas regiões inferiores da Erraticidade. Desde que já conheces a lição do Cordeiro de Deus, corporificada no largo período da Manjedoura ao Gólgota, impregna-te desta mensagem libertadora, permeando mente e coração no exercício caridade edificante. Nem o pavor pernicioso, nem o desaviso perigoso, mas sintonia com Jesus em perfeita identificação com Ele através da oração, como metodologia e terapêutica eficientes para a preservação da própria paz. Aquele que encontrou Jesus já começou o processo de libertação interior e de desobsessão natural! Conquanto emparedado no casulo carnal, torna-se espírito livre que pode flutuar além e acima das vicissitudes, em perfeita alegria ante a primavera eterna do Mundo Espiritual, de que já participa, na busca do Sol do amor que é o Supremo Governador da Terra, nosso modelo e guia: Jesus! Eurípedes Barsanulfo – Sementes de Vida Eterna – Cap. 50 – Tormentos da Obsessão (1978)
  • 39. 36 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão 4. A Obsessão – “Por Justa Causa” – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão 4.1 Considerações Gerais  A OBSESSÃO Os casos de obsessão mais terríveis são os do amor enlouquecido, ou seja, os da paixão exacerbada… São os obsessores mais difíceis de ceder. Não são os que perturbam por disputas religiosas, por serem rivais ou por guardarem certos ressentimentos… Os Espíritos obsessores mais ferrenhos são os que foram feridos em seus próprios sentimentos. (...) estes, por assim dizer, ganham o direito de perturbar — os Espíritos Amigos costumam se referir a estes casos como “obsessão por justa causa” … Obsessor e obsidiado estão tão interligados, que têm que resolver por si mesmos. Os Espíritos Amigos interferem, mas não decidem... Chico Xavier – O Evangelho de Chico Xavier - Capítulo 192 - Obsessão difícil  A PAIXÃO A paixão cega sempre. Nossa vida mental é a nossa vida verdadeira e, por isso, quando a paixão nos ocupa a fortaleza íntima, nada vemos e nada registramos senão a própria perturbação. André Luiz – Entre a Terra e o Céu - Cap. 16  O CIÚME ... Quando nosso culto afetivo se converte em flagelação para os que seguem ao nosso lado, não abrigamos outro sentimento que não seja aquele do desvairado apego a nós mesmos, na centralização do egoísmo aviltante. (...) o ciúme que não destruímos, enquanto dispomos da oportunidade de trabalhar no corpo denso, transforma-se em aflitiva fogueira a calcinar-nos o coração, depois da morte. - Cap. 23 André Luiz – Entre a Terra e o Céu - Cap. 23
  • 40. 37 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão  A TRAIÇÃO Se te trai o ser a quem amas, ama ainda mais, sem propriedade nem perseguição. Se alguém te mente em nome da amizade ou do amor, reserva-te dignidade afetiva, fazendo o que te cabe. Nem ressentimento nem exigência. Quem vai adiante pelos ínvios caminhos, necessitará de tuas mãos e coração tornados concha de amor e caridade, logo mais... Joanna de Angelis – Rumos Libertadores – Cap. 27 Quando se é fiel, não se necessita prová-lo através dos mecanismos sombrios da insegurança, E quando não se é, muito dificilmente poderá ocultá-lo, vigiá-lo, é uma atitude mais afligente do que calmante, porque estimula o leviano a condutas mais sórdidas, deteriorando a convivência. (...) As afetividades doentias multiplicam-se desordenadamente no convívio da sociedade desatenta em relação aos valores ético-morais. Paixões nascem e se desfazem a golpes de publicidade escandalosa, consumindo vidas e esfacelando sentimentos que são atirados aos desvãos sombrios das drogas e do álcool, quando não derrapam literalmente para a loucura, o suicídio... Joanna de Angelis – Nascentes de Bençãos – Cap. 20 Sê livre para amar, e não imponhas o domínio ou a posse sobre ninguém, para poderes ser não temido, mas, realmente amado. Jacome Góes – Jornal da Cidade/Aracaju
  • 41. 38 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão 4.2 Exemplos – Quadro Geral DEPOIS DA VIDA • Obsessor: Antônio (esposo) • Obsedado: não identificado • Relação: Esposa + Filho • Motivo: Traição/assasinato/envenenamento • Conseqências da Obsessão/Objetivo: Transtorno Mental + Depressão REVISTA REFORMADOR • Obsessor: Ana (sogra) • Obsedado: Terezinha • Relação: Sogra do noivo • Motivo: Traição • Conseqências da Obsessão/Objetivo: Alcoolismo ENTRE A TERRA E O CÉU • Obsessor: Odila (esposa) • Obsedado: Zulmira • Relação: 2º Esposa do marido • Motivo: Ciúme • Conseqências da Obsessão/Objetivo: Depressão / Separação LIBERTAÇÃO • Obsessor: Gregório (noivo) • Obsedado: Margarida • Relação: Noiva no passado • Motivo: Traição • Conseqências da Obsessão/Objetivo: Vampirismo / Desencarne LOUCURA E OBSESSÃO • Obsessor: Homem não identificado (esposo) • Obsedado: Lício • Relação: Esposa no passado • Motivo: Traição • Conseqências da Obsessão/Objetivo: Depressão / Suicídio NOS BASTIDORES DA OBSESSÃO • Obsessor: Teofratus (noivo) • Obsedado:Ana Maria • Relação: Noiva no passado • Motivo: Traição • Conseqências da Obsessão/Objetivo: “Lepra” / Suicídio TORMENTOS DA OBSESSÃO • Obsessor: Mulher não identificada • Obssedado: Almério • Relação: Amante no passado • Motivo: Traição • Conseqências da Obsessão/Objetivo: Impotência / Depressão / Falência Mediúnica
  • 42. 39 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão 4.3 Exemplo – Livro – Depois da Vida O jovem J. C. enfermara de uma problemática psíquica. Sua genitora encontrava-se internada em sanatório psiquiátrico fazia muitos anos com o diagnóstico de esquizofrenia. o jovem J. e. apresentou durante anos um comportamento perturbador: instabilidade emocional, desinteresse pelos estudos, falta de fixação intelectual, sonolência ... Ao completar dezenove anos deu-se conta de uma formação congênita anormal no aparelho genésico, ·porém sem maior gravidade ou outras consequências negativas. Subitamente foi acometido de depressão. Em tratamento psiquiátrico sua enfermidade foi diagnosticada como psicose maníaco- depressiva. Passou a frequentar o Hospital X, nesta Cidade, indo pela manhã e retornando à noite. Praxiterapia, Entrevistas, Sonoterapia e alguma outra medicação foram-lhe aplicadas. Solicitando auxílio dos Benfeitores Espirituais para o caso, eles trouxeram a Entidade que se expressou, conforme transcrevemos. "Sou chamado obsessor e a palavra é-me aplicada como uma chancela infeliz, definindo- me como um malfeitor, um desalmado, um covarde perseguidor de uma pessoa boa, vítima da minha insânia ... Não nego a loucura de que me encontro possuído, nascida de um ódio que me combure, como se eu fora uma fornalha ardente, queimando-me por dentro. A monoidéia do desforço devora-me e todo eu vivo fixado a este desejo de vingança, alimentando-o, como se ele me propiciasse paz. Tudo quanto penso se refere aos meus desafetos; minha antiga esposa e meu filho do passado . . . É fácil solicitar-se perdão para alguém que fez o mal a outrem. Quando, porém, esse mal nos é feito, muda-se a paisagem, é diferente a posição para perdoar. Fala-se muito em Espíritos desencarnados, mas, quase sempre com certa indiferença. Muitos asseveram crer neles, todavia, não se dão conta que somos seres reais, com emoções, discernimento, inteligência, e não apenas algo concebível só pela imaginação, portanto, coisas fáceis de serem esquecidas ou de poderem ser ludibriadas.
  • 43. 40 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão Nós somos gente! Quando pretendem dialogar conosco, os homens assumem posições falsas, aparentando uma superioridade moral que nem sempre possuem, usando uma verbosidade vazia, na qual não creem, supondo enganar-nos. . . Olvidam que temos um corpo, uma fisiologia, cada um a sua própria psicologia, seu passado e suas tendências ... Porque muitos não nos veem ou não nos ouvem diretamente, não conseguem entender- nos, adotando uma crença passiva: aceitam-nos, momentaneamente, mas não nos conceituam com a necessária atenção ou o sensível respeito, que se devem as criaturas todas umas às outras. - Cada Espírito é um feixe de energia individualizada, com suas conquistas inteligentes e suas dívidas infelizes perante a Consciência Divina. Por que, então, com leviandade, como ocorre no meu caso, taxarem-me de obsessor? Vêem o infeliz aturdido e sabem que ele me sofre a pertinaz influência com que espero destruí-lo, levando-o ao suicídio, a fim de o aguardar aqui, onde prosseguirei com o meu desforço. Ninguém cogita das razões que me impelem a esta desdita. Também sou infeliz, porquanto não tenho paz, estou estacionado na meta da vingança em que me degrado. Eu sei, sim, que a Divindade fará justiça... Na minha desesperação atiro-me sem paciência na cobrança e não me preocupo com as consequências da minha volúpia vingadora. Sei que estou quase louco ... Ele, no entanto, traz as matrizes do seu crime, quanto a sua genitora, porquanto continuam juntos, como no passado, e, unidos, devem pagar o tremendo delito que praticaram contra mim. O criminoso renasce com as marcas do crime a fim de ressarcir melhor, não se podendo evadir da justiça que o busca, incoercivelmente:- Não sou, desse modo, obsessor; não me sinto como tal. Obsessores foram-me eles, que me arrancaram do corpo em hediondo conciliábulo, que culminou num homicídio de que não consigo esquecer. Eu era médico próspero em São Paulo. Fui esposo e pai dedicado. O século estava por começar. Na noite de 31 de dezembro, após as libações e a ceia rica recolhi-me ao leito, cansado.
  • 44. 41 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão Meu filho, que contava vinte anos, e minha mulher, que me tinham na conta de avarento, resolveram pôr termo à minha existência. Tomando de um travesseiro de plumas ela me asfixiou, em nosso leito conjugal, enquanto ele me segurava com vigor os braços e o tórax até que a morte se consumasse. Debati-me como um animal ferido, lutando desesperadamente por ar, sem palavras, com grunhidos lúgubres, enquanto, histéricos, eles riam, gritando: - Morre, víbora peçonhenta, morre, miserável! ... Não posso, ainda hoje, ter idéia do tempo que durou a minha agonia. A angústia se transformou em ódio, o desespero em necessidade de vingança . . . Tudo era-me um pesadelo hediondo, inenarrável. Perdi a consciência por largo e tormentoso período para recobrá-la e perdê-la inúmeras vezes. Era um verdadeiro inferno o que me passava. Sofria sem cessar. Não conseguia compreender o que acontecera. O despertar além-da-morte não é tão fácil como pode parecer. A morte é um processo cirúrgico total, dorido, e o acordar é um pós-operatório muito grave. A verdade é que me dei conta do acontecido, um infinito de tempo depois. Na Terra ninguém soube do crime. Minha morte fora considerada como natural, uma apoplexia. Enlutados, eles inspiraram compaixão e sequer foram incomodados pela Justiça. Todo o patrimônio que reuni, caiu-lhes nas mãos dissipadoras. Nós três, todavia, sabíamos de tudo, e não conseguíamos esquecer. Por menos eles desejassem, a minha máscara de surpresa, de dor e ódio, à hora do crime covarde, se lhes fixara na memória, como se fora impressa a fogo. O transcorrer do tempo mais lhes avivava as cenas finais, fazendo-os atormentados. O prazer, a avidez da posse, cansam ou açulam maiores ambições, dependendo de quem lhes sofre as constrições. A pouco e pouco se sentiam frustrados. Buscando fugir da consciência, entregaram-se a excessos, que lhes minaram as poucas resistências morais, culminando numa união incestuosa, desventurada. Ela, exaurida pelos abusos, enlouqueceu; o filho atirou-a num Manicômio, onde veio a falecer poucos anos depois, em condição animal, primitiva.
  • 45. 42 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão A seu turno, o parricida foi acometido por um complexo de culpa legítimo, e não suportando a consciência veio para cá, vitimado por uma demência neurótica que o impediu de alimentar-se, de cuidar-se ... Ao redescobrir a vida-após-a-morte e identificando-a severa, impossível de ser ignorada, segui-lhes o final das existências execrandas. Não sabia como desforrar-me do mal que me fizeram: Acompanhava-lhes a consumação das forças com agrado. Quando acordaram para as realidades do após-túmulo, o desespero foi-lhes tal que se não puderam conscientizar, permanecendo alucinados ... O meu ódio, então, mais cresceu por não os poder atingir quanto desejava. Nesse ínterim, fui convidado a participar de estudos (*) sobre a Vida e as técnicas de justiça, promovidos por verdadeiros guardiães da nossa felicidade, que me arrancaram da situação em que me encontrava, a fim de lenir-me com a esperança de uma bem planejada quitação da dívida (*). (*) O comunicante se refere a um dos muitos Núcleos Espirituais inferiores onde as Entidades perversas supõem poder travar luta contra o bem, adestrando e negociando com futuros perseguidores frios, que se fazem hábeis nas técnicas das obsessões de vária ordem. Ditos irmãos, infelizes e rancorosos, apresentam-se como "anjos da Justiça e da salvação", iludindo outros desencarnados, que passam a explorar e conduzir, invejosos das criaturas humanas. Primeiro, ela voltou à Terra, pelos idos dos anos 30 ... Assinalada pelos desequilíbrios antigos, perverteu-se cedo. Nesse clima de degradação ele renasceu, há menos de vinte anos ... A partir de então comecei o meu trabalho, que pretendo concluir com êxito ... A memória, no mundo, em relação ao drama alheio, é sempre fraca. O homicida destrói urna família. Todos o odeiam, desejando linchá-lo. Recolhido ao cárcere, lentamente os seus hábeis defensores tornam-no “vítima da sociedade”, explicam, justificam e os transformam, não poucas vezes, em heróis. Escrevem-se sobre eles, ou autobiografam-se, passando a ser personagens centrais de enredos cinematográficos ou de televisão, auferindo lucros e recebendo compaixão de quase todos. E suas vítimas? Olvidam-nas. Quem morre, perde a razão.
  • 46. 43 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão Às vezes ocorre o contrário: muitos maus quando morrem, tornam-se amados, nobres, santificados, recordados com emoção ... Não cá! Aqui ninguém foge de si mesmo, da verdade, da justiça. Será necessário dizer mais?! Não sou, portanto, obsessor. Sou justiceiro, braço da Lei. Farei justiça, livrando a Terra dos dois monstros malsinados que me trucidaram, e, tendo oportunidade, repetiriam o crime contra outros. * Concluída a sua narração, ora comovente, ora marcada por colocações meramente sofistas, em que a Entidade, que denotava urna boa formação cultural e moral, tornara-se vítima de lamentável loucura, o médium-doutrinador expôs-lhe a argumentação espírita, fundamentada no. Evangelho de Jesus, demonstrando o grave erro que cometia. Foi-lhe explicado que o perseguidor é alguém que se encontra em sofrimento, perseguido por distúrbio grave da emoção, competindo-lhe, já que reconhecia a legitimidade das leis da Soberana Consciência, entregar os seus desafetos à Vida. Como ele sabia que ambos reencarnaram sob injunções de dor e provação, não era justo tornar-se cobrador das suas dívidas, providência essa que já se encontrava em curso, graças à previdência divina. Passada a fúria da vindita, a que se reduziriam os seus objetivos quando se consumassem os planos? Elucidou-se que a sua desencarnação, em circunstâncias trágicas, tinha suas raízes em compromissos inditosos de vidas anteriores, e que os seus familiares, invigilantes se fizeram, sem condições reais, "braços da Lei". A Justiça de Deus tem os seus Estatutos e métodos sem a necessidade da utilização de outros homens que tombem, quando se transvestem em mecanismos de justiça, incursos em outros graves erros, que serão chamados a regularizar. Solicitou-se a que liberasse suas vítimas por algum tempo, meditando e observando os labores da caridade fraternal, em nossa Casa, facultando, aos desafortunados familiares do passado, uma oportunidade de redenção através do amor, pelo bem que pudessem praticar, renovando-se. As leis são de justiça, mas também, de amor e de misericórdia. Como o amor "cobre a multidão dos pecados" por facultar a realização do bem, que oferecesse a ocasião que não tivera, a fim de que não viesse, por sua vez, a sofrer o impositivo superior que, no momento próprio, coloca o basta!
  • 47. 44 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão Outras colocações doutrinárias foram apresentadas. Fortemente amparado pelos Benfeitores Espirituais, o irmão Antônio resolveu por conceder uma trégua e ficar observando as realizações espíritas da Casa cristã. Ao desligar-se do médium, chorava copiosamente. No dia seguinte, o jovem J. C. apresentou evidentes sinais de melhora psíquica. Transcorridas duas semanas fizeram-no receber alta, completamente curado, com surpresa dos seus médicos. * Ao fim de 16 dias após a primeira comunicação, ei-lo que volta, renovado e confiante, numa situação bem diversa da primeira, consoante transcrevemos do gravador. - Nota do Compilador. Amanhã É certo que retomei. A vida são as suas condições a que nos devemos submeter e não as nossas exigências, tentando dominá-la. Agora, realmente compreendo os desígnios superiores. Venho aprendendo com a abnegada Mentora ( *) a real diretriz para poder alcançar a paz íntima, a felicidade. O ódio consome quem o conduz. O desespero malsina aquele que o alimenta. A vingança é ácido queimando por dentro o que a experimenta. Estou procurando esquecer, buscando amar. Lamento o tempo mal aplicado, na condição de indigitado perseguidor. Ainda me é difícil mudar de atitude mental e transformar-me. Anseio por edificação íntima. Outros amores me esperam. Minha mãe visitou-me, acenando-me esperanças. Sentir-me-ei em tranquilidade, quando eu possa, realmente, auxiliar aqueles que me tornaram revel por tantos anos. Não os perturbarei mais. O meu egoísmo ora me pede que me cuide, isto é, que eu saia do caos e ascenda. Há bênçãos não imaginadas, aguardando-me.
  • 48. 45 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão Não sou, sequer, o filho pródigo, que retornou envergonhado, humilde, arrependido à casa do genitor. Sinto-me envergonhado, apenas. Com esforço e oração espero lograr as outras qualidades para recomeçar. Confio no amanhã. Marcho ao seu encontro. Sou muito reconhecido às palavras aqui ouvidas, como lições libertadoras, à paciência e às preces. Por favor, envolvam-nos, a eles e a mim, na claridade das suas rogativas a Deus. Jesus nos dê Sua misericórdia. Até breve! Antônio Lima - Depois da Vida - 2o Parte - Cap. 3 - O Obsessor (*) Refere-se ao Espírito Joanna de Ângelis. Nota do Compilador: O jovem J. C. prossegue curado, trabalhando. Sua genitora vem recobrando a lucidez lentamente. Os Instrutores Espirituais nos informaram que o irmão Antônio Viana está em tratamento e em preparação, num Posto de Amor, no Além, para reencarnar-se oportunamente...
  • 49. 46 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão 4.4 Exemplo – Revista Reformador - FEB Conheci o jovem Sr. Alberto G., de vinte e seis anos de idade, pertencente a boa família, proprietária de alguns bens de fortuna, o qual se achava noivo de uma gentil jovem de dezenove anos, filha de uma viúva honesta, por nome Ana, que mantinha a própria casa com o produto das costuras que fazia, auxiliada pela filha a quem trataremos por Palmira. Esta jovem, doce, modesta, sincera, humilde de coração, adorava o noivo, julgando-se igualmente amada por ele e depositando absoluta esperança na felicidade entrevista no futuro. Enquanto esperava a data para a realização, do matrimônio, já marcada, a jovem noiva entretinha-se com a confecção do enxoval que, embora modesto, mostrava-se caprichado e belo. Decorria assim o tempo, entre o trabalho, as juras de amor eterno e as esperanças de maior felicidade, para júbilo da mãe de Palmira. Em certa ocasião, porém, esta (Palmira) começou a perceber que Alberto passava em certa cidade vizinha todos os sábados e domingos, onde, segundo ele, obtivera negócios excelentes, por muito produtivos, o que seria de grande vantagem para ambos. Humilde e amorosa, nada reclamou, resignando-se à ausência do amado nos dois melhores dias de folga e passeios pela cidade. Isso durou quatro meses. Até que um dia. pelas duas horas da tarde, chegou à modesta residência de Palmira uma freguesa, entre nervosa e curiosa, e interrogou-a, diante da mãe: - Palmira, quando foi que você desfez o noivado com Alberto? Por que não participou às suas amigas? Surpresa. a moça respondeu: - Mas eu não desfiz o meu noivado! Por que pergunta.? A freguesa deteve-se, temerosa, mas premida por mãe e filha acabou respondendo: - Porque eu estava na Estação, hoje, e vi Alberto descendo do trem com uma moça de Angra, apresentando-a como esposa aos amigos, que os receberam entre gritos jubilosos. Procurei saber, indaguei. Ela é filha de um forte negociante de lá, muito alegre, falante e elegante. O casamento foi ontem, sábado, e o casal chegou hoje, pelo trem do meio-dia. Palmira não acreditou, mas informou-se. Alberto não a visitou mais, era verdade, ele casara-se com uma jovem que lhe levara a promessa de uma boa herança.
  • 50. 47 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão A surpresa, á decepção dolorosa abateram Palmira, que adoeceu de um trauma violento. Dois meses depois, apesar dos cuidados matemos, da dedicação do médico e das amigas, que acorreram, solícitas, Palmira morreu. Morreu apaixonada pela traição do noivo, que nem sequer lhe participou da resolução tomada. E morreu sem uma queixa, uma acusação, chorando sem consolo, pois Alberto não se dignara visitá-la. No momento, porém, em que o caixão mortuário era fechado pela própria mãe inconsolável, que beijava o rosto do cadáver da filha, os circunstantes ouviram, impressionados, esta tremenda promessa, por ela proferida: - "Adeus, minha filha! Vai em paz para o Céu, que bem o mereces. Mas vai certa de que o desgraçado que te matou não terá um único dia de felicidade. Eu me vingarei!" Pronunciou a blasfêmia com ódio e sepultou a filha, sem mais derramar uma lágrima. Sabedora, só agora, do drama de Palmira, por amigas que, propositadamente, a visitavam fim de narrar o fato, solidarizando-se com a morta, a esposa, de Alberto, Terezinha, admirou-se muito, decepcionada, pois ignorava que o marido fosse noivo de alguém antes de se matrimoniar com ela. Ele nada lhe dissera. se soubesse que ele era noivo naquela cidade não o teria aceitado. Defendeu-se veementemente, chorando, pois Terezinha era um bom caráter, honrada, respeitadora dos direitos alheios. E a primeira discussão surgiu entre o casal naquela noite. Entretanto, a sofredora mãe da jovem morta adoecera gravemente. Era cardíaca, e o desgosto sofrido abateu-a para sempre, cerca de dois meses após a morte da filha. Mas estava escrito que tão dolorosos acontecimentos eram apenas o prelúdio do drama. Ainda não se haviam completado três meses da morte de Ana, quando, em sua casa, cuidando dos próprios deveres, Terezinha começou a beber. Mas não bebia cerveja nem vinhos finos. Bebia cachaça mesmo, com o agravante de temperá-la com cravo e canela. No dia seguinte e nos subsequentes bebeu muito, e embriagou- se. . Alarmado, o marido investigou se a esposa adquirira o terrível hábito antes do casamento. Não, não adquirira, jamais ela beberá, nem mesmo em festas. Tentou o que estava ao seu alcance a fim de corrigir o mal.
  • 51. 48 A Obsessão por Justa Causa – a paixão, o ciúme, a traição e a obsessão Terezinha, porém, com o passar dos dias desinteressou-se do lar, dos três filhos que chegaram depois, deixando-os entregues ao marido e às empregadas. Houve tratamento com os melhores médicos, mas em vão. E os médicos concluíram que o vício era hereditário e não havia cura. Não, não era hereditário, porque, revoltado, o pai de Terezinha, protestou fora sempre um cidadão respeitável, jamais bebera, jamais se embriagara. E Terezinha piorava sempre. Agora bebia na rua, pelos cafés e botequins, fazia escândalos, promovia rixas, dizia anedotas, provocando o riso dos transeuntes, caía nas calçadas, completamente embriagada. Desorientado, o marido não sabia o que fazer. Com o encargo do lar, dos filhos e da colocação profissional, de que tirava a subsistência para a família, ausentava-se frequentemente da repartição e foi dispensado. Procurou curandeiros e curandeiros, em que não cria, tentando socorro para a mulher. Mas aquele tipo de "vício”, só seria curado pelos anjos, servos de Deus, que sabiam fazer o jejum espiritual. Visitei Terezinha em sua casa, em junho de 1939. Encontrei-a completamente embriagada. Ria-se muito, estranhamente, mas naquele riso, que era mais um esgar maléfico, reconheci o riso do obsessor. Em dado momento, no entanto, ela disse-me, chorando: - Juro, meu senhor, que eu não quero beber. Mas um impulso maligno, irresistível, arrasta-me para esta desgraça. Rogue a Deus por mim, tenha compaixão ... Eu não mais residia naquela localidade, mas tomei o seu nome e seu endereço, como os espíritas fazem, e regressando à minha nova residência coloquei-os sobre a mesa das sessões, para as preces. Confesso, porém, que não houve de minha parte verdadeiro interesse pelo pungente caso. Atribulada por mil problema, idênticos, apenas orei, sem cogitar de serviços mais especializados. Durante quatorze anos Terezinha embriagou-se com cachaça temperada com cravo e canela. Não viveu. Embriagava-se, caía na rua, dando-se em exposição ao público, penalizado. A derrocada fora deplorável na vida do Sr. Alberto G. Um dia, porém, encontrava-se ele em um armazém providenciando compras para casa, porque a esposa conservava-se alheia a tais deveres. De repente, tocaram-lhe levemente o braço e um homem desconhecido, muito pobre, disse-lhe timidamente: