9 missão urbana

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9 missão urbana

  1. 1. MISSÃO URBANA
  2. 2. INTRODUÇÃO MISSÃO URBANA
  3. 3. O povo de Deus, através de seus profetas, exige um governo justo que promova a paz social e a prosperidade (o shalom de Deus). Esta exigência é reclamada de todas as nações e não se limita, portanto, ao povo de Deus. MISSÃO URBANA
  4. 4. Com isto fica claro, desde logo, que a tarefa da Missão Urbana não se limita à vida na comunidade mas visa a toda a cidade. Não se restringe, portanto, à vida religiosa. Sonha certamente com a transformação social dentro do melhores padrões da ética, justiça e sustentabilidade. MISSÃO URBANA
  5. 5. DESENVOLVIMENTO MISSÃO URBANA
  6. 6. A PERCEPÇÃO BÍBLICA DA CIDADE Missiologia são as duas palavras de raiz grega que compõem o termo ‘missiologia’. Logia significa ‘estudo’. Missio significa ‘concernente à missão’. Portanto, dentro de um contexto cristão, com o propósito de equipar-se ao trabalho urbano, ‘Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do Poder seja de Deus, e não de nós’ 2 Coríntios 4.7 escolar ou acadêmico, falar de missiologia é tratar sobre estratégias contextuais de alcance. MISSÃO URBANA
  7. 7. A partir deste tema, serão analisados os seguintes pontos: Existe algo como uma “Teologia da Cidade” ou: “hermenêutica da cidade”? Os “paradigmas”: Babilônia e Jerusalém. A cidade, vista como Babilônia é o símbolo da violência e da perversão. MISSÃO URBANA
  8. 8. Deus continua sendo o Senhor da história. (A superação da Babilônia ocorrerá com a derrocada do mercado (Ap 18-19) e o triunfo do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores – Jesus e a instauração da cidade celeste, a Nova Jerusalém (Ap 21-22)). MISSÃO URBANA
  9. 9. Assim, ao longo do AT, a cidade, como centro de poder e dominação, é identificada como sendo Babilônia. Simboliza a encarnação da violência, a dominação e a perversidade. Embora seja uma criação humana, fruto da cultura, e não criação de Deus, isto não significa que esteja entregue ao capricho de governantes inescrupulosos. Deus reclama um outro perfil para a cidade. MISSÃO URBANA
  10. 10. A cidade como espaço de misericórdia, justiça e paz. Em contraste à cidade dominada pela violência, Jerusalém aparece na Bíblia de duas formas distintas: é a cidade capital espiritual de Israel e, ao mesmo tempo, portadora de um símbolo: simboliza a cidade da justiça e da paz. MISSÃO URBANA
  11. 11. DIALÉTICA: JERUSALÉM E BABILÔNIA Logo, Babilônia e Jerusalém são dois símbolos e duas realidades presentes nas cidades ao longo da história. Nenhuma cidade é totalmente Babilônia nem completamente Jerusalém. Não se trata de um dualismo: ou uma ou outra, mas de uma relação dialética, isto é: cada cidade é simultaneamente Babilônia – cidade marcada pela injustiça e pela opressão e Jerusalém – cidade que carrega de sinais de vida e de esperança. MISSÃO URBANA
  12. 12. A Jerusalém histórica tornou-se Babilônia apesar de todo cuidado de Deus para com ela (Ez 16). Para uma percepção teológica adequada desta dialética, é necessária a busca de uma chave hermenêutica (interpretativa) que permita lidar com esta realidade. MISSÃO URBANA
  13. 13. A melhor chave hermenêutica para a Missão Urbana, no entanto, encontra-se na palavra de Jesus: Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo de suas asas, mas vocês não quiseram! (Lc 13.34NVI) MISSÃO URBANA
  14. 14. Por que esta palavra é tão central? Nela, Jesus mostra a relação dialética entre a realidade objetiva e subjetiva da cidade. A cidade é, simultaneamente, Babilônia e Jerusalém. Nela, opera o juízo e a graça, a violência e a misericórdia. MISSÃO URBANA
  15. 15. O Evangelho do Reino, por sua vez, segue a lógica dos profetas do AT. Sustenta, assim, uma proposta para a superação desta dialética que ocorre através do arrependimento e da conversão. Veja o acontecido em Nínive de Jonas. A mesma mensagem é anunciada por João Batista. MISSÃO URBANA
  16. 16. A figura da galinha, que acolhia os pintinhos debaixo das asas, simboliza o desejo de Jesus de abraçar a cidade com misericórdia, o qual a natureza babilônica (violenta) dos governantes não permitia. MISSÃO URBANA
  17. 17. A MISSÃO URBANA NO NOVO TESTAMENTO A mensagem do Reino de Deus, após a ressurreição de Jesus, transpôs as fronteiras da Palestina e ingressou no mundo das grandes cidades gregas e romanas. Em cerca de 20 anos, o Evangelho alcançou a Antioquia na Síria, Roma na Itália, Éfeso na Ásia Menor, Corinto na Grécia, Filipos e Tessalônica na Macedônia e Alexandria no Egito. MISSÃO URBANA
  18. 18. A vida com dignidade. No interior de uma sociedade escravagista, as comunidades cristãs vivenciavam uma solidariedade ímpar. Em Cristo, superavam as descriminações raciais, sociais, econômicas, religiosas e de gênero. Tratavam-se como irmãos e irmãs. MISSÃO URBANA
  19. 19. A qualidade superior da ética decorrente da fé cristã contagiava as pessoas e, consequentemente, as cidades da época. Longe de esgotar tão apaixonante assunto, cabe-nos indagar qual o nosso papel atual no cenário urbano brasileiro. Todavia, para mergulhar nesta questão, impõe-se a compreensão da lógica do processo urbanizatório brasileiro e suas consequências sociais e espirituais. MISSÃO URBANA
  20. 20. CONSEQUENCIAS SOCIAIS E RELIGIOSAS Para entender a realidade urbana de nossos dias, é indispensável a compreensão das causas e das consequências do processo urbanizatório brasileiro na segunda metade do século XX. MISSÃO URBANA
  21. 21. CONSEQUENCIAS SOCIAIS E RELIGIOSAS Para entender a realidade urbana de nossos dias, é indispensável a compreensão das causas e das consequências do processo urbanizatório brasileiro na segunda metade do século XX. MISSÃO URBANA
  22. 22. No período de seis décadas, Curitiba, a exemplo de outras capitais, multiplicou sua população em quase dez vezes. As consequências sociais do processo foram a favelização e o inchaço urbano sem infraestrututura, caos na saúde, na segurança e na habitação, a multiplicação da violência (criminalidade), desintegração humana e social, desemprego, drogadicção, prostituição infantil e tráfico de drogas. MISSÃO URBANA
  23. 23. A urbanização é um fenômeno mundial. Cerca de metade da população mundial, que já atingiu a cifra de seis bilhões e meio de pessoas, mora em cidades. Na década de 60, a população urbana representava 34% da população do planeta. Esse número saltou para 44% em 1992, e existe uma estimativa de que 61,01 % da população mundial esteja vivendo em cidades até 2025. MISSÃO URBANA
  24. 24. A igreja se relaciona direta e diariamente com a vida na cidade. Ela vive junto, ora e atua em comum, onde cada um coopera para o bem de todos e através da construção de uma sociedade cristã e justa se deduz qual é o sentido de ser igreja. A missiologia está sempre presente, levando a comunidade eclesial a atuar de modo a obedecer a ordem de seu Senhor, apontando o sentido de sua existência. A força atual da igreja só será medida quando se puser em prática a missiologia urbana, com todos os elementos que ela supõe. MISSÃO URBANA
  25. 25. Deus decidiu precisar de homens e mulheres para realizar isso de proclamar seu Filho. Por isso, os resgata, os chama, os vocaciona, os capacita e os respalda para essa obra. Esse é o papel da igreja: através da ação polarizadora do Espírito Santo levar as boas novas aos que ainda não ouviram. Ou seja, precisamos conhecer a Deus e torná-lo conhecido. Devemos para isso não medir esforços em aprender como analisar a cidade em todos os seus aspectos, para que a ação seja, de fato, relevante. MISSÃO URBANA
  26. 26. O CONTEXTO DA MISSÃO URBANA – ONDE? “As cidades são o principal campo missionário do século XXI”. Com essa frase o Dr. Charles Van Engen[2], iniciou sua série de preleções sobre missão urbana[3], em março de 2002, na cidade de Londrina (PR). Sua afirmação é uma verdade latente e preocupante por parte dos missiólogos espalhados pelo mundo inteiro. A preocupação dos acadêmicos é proporcional ao crescimento dos centros urbanos. O grande desafio hoje é levantar os olhos e ver a cidade como um grande campo branco pronto para a ceifa (Jo 4:35). MISSÃO URBANA
  27. 27. A CIDADE E A CULTURA Contudo, a cidade não é apenas população e problemas sociais, mas uma concentração cultural. Olhando para isso, é possível entender que a cidade deixou de ser um conceito geográfico e passou a ser um conceito sociológico. MISSÃO URBANA
  28. 28. Por um lado, as pessoas que migram de diferentes regiões procuram se concentrar, formando “guetos culturais”. São formados grupos que tentam manter vivas as tradições da terra natal, como os Centros de Tradição Gaúcha, espalhados por todo país. Isso é uma maneira de fortalecer os laços culturais. MISSÃO URBANA
  29. 29. A cidade é um amontoado de culturas diversas misturadas com culturas locais, preservando valores originários. É também um lugar onde impera o individualismo, onde as pessoas tendem a competir para conquistar um melhor lugar dentro da sociedade vigente. MISSÃO URBANA
  30. 30. Com a Reforma, a igreja passou a olhar mais para os moradores da cidade. Uma das primeiras atitudes dos reformadores foi de traduzir a Bíblia na linguagem do povo. Neste período ainda a igreja ditava as regras, fosse católica ou protestante. MISSÃO URBANA
  31. 31. Com as duas grandes revoluções da história, a Francesa e a industrial, a igreja começou a perder seu poder. Até este período, a igreja se encontrava sempre na vanguarda da história, e agora passa à retaguarda. Isso é de suma importância para entendermos o papel da igreja nas cidades hoje. MISSÃO URBANA
  32. 32. A TEOLOGIA DA MISSÃO URBANA – POR QUE? Precisamos pensar na cidade antes de realizarmos um ministério efetivo nela. Conhecer a cidade e suas culturas, suas faces, as pessoas. Enfim ser um explorador da cidade. Porque? Porque só conhecendo a cidade e seus habitantes podemos ser efetivo na transmissão do amor e da justiça de Deus. Porque realizar a missão na cidade? Quero destacar algumas motivações. MISSÃO URBANA
  33. 33. CONCLUSÃO MISSÃO URBANA
  34. 34. Quando a paixão por Cristo toma nosso coração, somos tomados também pela paixão por sua Noiva, seu Corpo. Cristo amou tanto a igreja que se entregou por ela (Ef 5:2,25). Quando nos entregamos à paixão por Cristo, obviamente nos entregamos à paixão pela igreja. Estamos dispostos a morrer tanto por um quanto pelo outro. MISSÃO URBANA
  35. 35. Por diversas vezes vemos a apóstolo Paulo tomando as dores de Cristo pela igreja. Podemos entender essa preocupação como um resultado do amor ardente de Paulo por Cristo. O sentimento motivador de Cristo a se entregar pela igreja era o mesmo que Paulo tinha por ele. A entrega, portanto era bilateral: Cristo se entregou pela igreja, e Paulo se entregou por Ele. MISSÃO URBANA
  36. 36. As cidades têm vivido tremendas dificuldades: guerrilhas urbanas, violência sem controle, brutalidade, fome, miséria, drogas, impunidade, corrupção, desamor, tragédias, desigualdade social, pais se levantando contra filhos e filhos contra pais. A lista é imensa e parece não ter fim. Temos sentido hoje, mais do que nunca, que o mundo precisa de Deus. E Deus decidiu precisar de servos. Somos seus servos para levar a mensagem das boas novas, pois só ela é capaz de transformar as urbes. MISSÃO URBANA
  37. 37. O grande campo missionário desse século são as cidades. Eles necessitam cada dia de mais missionários e igrejas que estejam dispostas a gastar suas vidas em prol do resgate da cidade. O campo já está pronto para a ceifa, esperando os ceifeiros. A igreja deve servir a Deus na cidade com todas as suas forças e estruturas, pois só assim o Reino divino será implantado e o Senhor será glorificado. MISSÃO URBANA

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