Dietas hospitalares ripari (1)

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Dietas hospitalares ripari (1)

  1. 1. Dietas HospitalaresSumárioINTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 6CONCEITOS ................................................................................................................................... 7PRESCRIÇÃO DA DIETA .............................................................................................................. 8REFEIÇÕES .................................................................................................................................... 9SABOR............................................................................................................................................. 9TEMPERATURA ............................................................................................................................. 9VOLUME .........................................................................................................................................10CONTEÚDO DE RESÍDUOS ........................................................................................................10VALOR PURÍNICO ........................................................................................................................10CONSISTÊNCIA ............................................................................................................................11DIETA NORMAL ............................................................................................................................12 MODIFICAÇÃO DA DIETA NORMAL...............................................................................12DIETA BRANDA .............................................................................................................................13DIETA PASTOSA ...........................................................................................................................14DIETA SEMILÍQUIDA ....................................................................................................................15DIETA LÍQUIDA COMPLETA .......................................................................................................16DIETA LÍQUIDA RESTRITA OU CRISTALINA ...........................................................................18NUTRIÇÃO NO AMBULATÓRIO .................................................................................................19MODIFICAÇÕES, SEGUNDO O EQUILÍBRIO DE NUTRIENTES ...........................................20DIETAS COM EXCLUSÃO DE DETERMINADOS ALIMENTOS ..............................................23 A HIPOALERGENICIDADE ...............................................................................................23DIETAS ESPECIAIS ......................................................................................................................29 DIETOTERAPIA EM DIABETES MELLITUS (DM)..........................................................29EXEMPLOS DE CARDÁPIOS PARA DIETAS HOSPITALARES .............................................37 EXEMPLO DE CARDÁPIO PARA DIETA NORMAL (Augusto,2005) ...................................38 EXEMPLO DE CARDÁPIO PARA DIETA BRANDA (Augusto, 2005) ..................................39 EXEMPLO DE CARDÁPIO PARA DIETA PASTOSA (Augusto, 2005) ................................40 EXEMPLO DE CARDÁPIO PARA DIETA SEMILÍQUIDA (Augusto, 2005)..........................41 EXEMPLO DE CARDÁPIO PARA DIETA LÍQUIDA COMPLETA (Augusto, 2005) .............42 EXEMPLO DE CARDÁPIO PARA DIETA LÍQUIDA RESTRITA/CRISTALINA (Augusto, 2005) ...........................................................................................................................................43 EXEMPLO DE DIETA HIPOSSÓDICA (Bodinski, 2006 – adaptado de Ripari, 2010) .........44 Página 4
  2. 2. Dietas Hospitalares EXEMPLO DE DIETA RICA EM FIBRAS (Bodinski, 2006)....................................................46 EXEMPLO DE DIETA POBRE EM FIBRAS (Bodinski, 2006 – adaptado de Ripari, 2010) 47 EXEMPLO DE DIETA HIPOLIPÍDICA (Bodinski, 2006 – adaptado de Ripari,2010) ...........49 EXEMPLO DE DIETA ISENTA DE GLÚTEN (Bodinski,2006 - adaptado de Ripari, 2010) 51 EXEMPLO DE DIETA PARA DIABÉTICOS (Ripari, 2010) ....................................................52REFERÊNCIAS ..............................................................................................................................54 Página 5
  3. 3. Dietas HospitalaresINTRODUÇÃO Segundo Augusto (2005), a alimentação do indivíduo deve ser adequada aoseu estado nutricional corrente, quer seja para manter ou para recuperar suacondição nutricional ou ainda, como coadjuvante para retirada de um estadopatológico. A manutenção de um organismo saudável requer um plano alimentar paraeste fim. Quando isto não ocorre, o organismo busca por mecanismos adaptativospara continuar a funcionar normalmente. Entretanto, o organismo enfermo, possuiajustes de adaptação limitados e, caso não receba os nutrientes dos quais necessitaadequadamente, ocorrerão conseqüências que se aliarão ao seu estado patológico,agravando ainda mais sua situação. Neste contexto, Augusto (2005) afirma que oprocesso de alimentação torna-se uma medida terapêutica - e não mais somente ummeio de saciar a fome – baseada em princípios de dietoterapia. Página 6
  4. 4. Dietas HospitalaresCONCEITOS Considera-se dieta ou regime alimentar um conjunto sistematizado de normasde alimentação de um indivíduo, seja ele saudável ou enfermo. Augusto (2005)conceitua dieta como o padrão alimentar do indivíduo, diferentemente de cardápio,que compreende a tradução culinária das preparações e da forma de apresentaçãodas refeições e alimentos. Com base nestes conceitos, traduz-se dietoterapia, as dietas empregadas àpacientes enfermos, conforme sua patologia. A alimentação considera, não só suapatologia, mas também todas as condições em que se encontra o indivíduo, taiscomo estado físico, nutricional e psicológico. Características como esta, podemreceber dietas diferentes, mesmo que alguns princípios sejam idênticos. Segundo estas definições, torna-se possível diferenciar uma alimentaçãonormal e uma alimentação especial. Augusto (2005) diz que “a alimentação normal éaquela balanceada em nutrientes, de fácil preparação, de apresentação agradável,adequada a indivíduos sadios e àqueles doentes que não necessitam de nenhumtipo de modificação na sua dieta em virtude da patologia [...]. A alimentaçãoespecial, apesar de seguir as mesmas normas da alimentação normal [...] apresentamodificações em suas características organolépticas, físicas e químicas para melhoratender as necessidades do indivíduo enfermo.” Vale ressaltar que tais modificaçõessão feitas segundo alguns critérios. Página 7
  5. 5. Dietas HospitalaresPRESCRIÇÃO DA DIETA A formulação da dieta procede alguns princípios básicos como: Hábitos de alimentação; Cultura; Nível sócio-econômico do paciente. Histórico clínico da patologia em questão; Estado anatômico do Trato gastrointestinal (TGI); Fornecimento de todos os nutrientes essenciais; e Evolução sinérgica entre o plano alimentar e estado clínico. Uma vez conhecida a patologia, realiza-se a avaliação nutricional através deanamnese alimentar, exames antropométricos, clínicos e laboratoriais, objetivandodetectar deficiências nutricionais. Feito, determina-se então o peso adequado e asnecessidades calóricas para o indivíduo, bem como as quantidades absolutas erelativas dos macronutrientes. Calcula-se então, o plano alimentar, através detabelas de composição química dos alimentos, adequando-o ás necessidadesrequeridas. Para Augusto (2005), o esclarecimento dos processos da terapia dietética aopaciente – em caso de pacientes conscientes – faz com que este se sinta, também,responsável pelo seu tratamento. Página 8
  6. 6. Dietas HospitalaresREFEIÇÕES As dietas são dividias em seis refeições, que são:Desjejum: refeição servida no início da manhã para interromper o jejum.Colação: refeição servida durante a manhã entre o desjejum e o almoço.Almoço: grande refeição servida por volta das 12horas.Lanche: pequena refeição servida durante a tarde.Jantar: grande refeição servida no início ou meio da noite.Ceia: pequena refeição servida aproximadamente 2horas após o jantar e antes doindivíduo dormir.SABOR A dieta pode ter sabor doce, salgado, misto, suave ou moderado, intenso ouexcitante. Deve-se evitar altas concentrações de açúcar, sal ou ácidos; condimentospodem ser utilizados (ervas, especiarias, sal).TEMPERATURA A dieta pode ser oferecida a temperatura ambiente, quente, fria ou até mesmogelada. Para Augusto (2005), o critério de determinar a temperatura em graus éimportante para o equilíbrio termostático entre TGI e alimento, pois segundo Solá(1988), as temperaturas extremas atenuam ou amortizam a sensibilidade dos órgãosgustativos e alimentos quentes têm um maior potencial de saciedade, enquanto osfrios retardam. Assim, a peristalse é acelerada pelos alimentos quentes e retardadapelos frios. Página 9
  7. 7. Dietas HospitalaresVOLUME O volume depende da capacidade gástrica do paciente e pode ser normal,aumentado ou diminuído. Para evitar a distensão gástrica, deve-se aumentar afreqüência das refeições e diminuir seu volume.CONTEÚDO DE RESÍDUOS Pode-se classificar as dietas de acordo com a quantidade e qualidade decelulose contida nos alimentos vegetais e com a rigidez do tecido conectivo dosanimais. Segundo Augusto (2005), em casos em que se deseja proporcionarrepouso gastrintestinal, a dieta poderá ser: Isenta de resíduos; Com poucos resíduos (frutas e/ou verduras em forma de purê); Com resíduos brandos (cereais triturados, verduras tenras cruas ou cozidas, frutas cozidas, em compotas ou sem casca); e Quando se deseja estimular o trânsito intestinal: Rica em resíduos (vegetais folhosos, frutas cruas e com casca, cereais integrais).VALOR PURÍNICO Quanto ao conteúdo de purinas (metabólitos de proteínas), a dieta pode ser: Normopurínica; Hipopurínica; Hiperpurínica; ou Apurínica. Músculos, vísceras de animais, extrato de carne, feijões e lentilhas são alguns alimentos que, segundo Augusto (2005), podem oferecer purinas. Já alimentos como cereais, ovos frutas, verduras e leite podem ser incluídos em dietas de baixo teor de purinas. Página 10
  8. 8. Dietas HospitalaresCONSISTÊNCIA A dieta pode ter consistência normal, branda, pastosa, semi-líquida e líquida,em ordem progressiva da mais consistente e mais completa à menos consistente emais restrita. Consistência das Dietas Consistência Normal Branda Pastosa Semiliquída Líquida Página 11
  9. 9. Dietas HospitalaresDIETA NORMAL Destina-se ao paciente cuja condição clínica não exige modificaçõesdietoterápicas, por não interferir no sistema digestivo e na tolerância normal dopaciente aos alimentos e por não causar alterações metabólicas que exijam taismodificações. É um tipo de dieta elaborada com todos os alimentos normalmenteacessíveis ao indivíduo e segundo sua preferência, em qualquer preparação comqualquer consistência. É, portanto, uma dieta suficiente, completa, harmônica eadequada, sem nenhuma restrição. Tem por finalidade fornecer calorias e nutrientesem quantidades diárias recomendadas para manter a saúde do indivíduo. Apresentauma composição aproximada de 55% de carboidratos, 15% de proteínas e 30% delipídeos. Preparações indicadas: Saladas cruas ou cozidas; Carnes cozidas, assadas, grelhadas, fritas; Vegetais crus ou cozidos em água, vapor, forno, refogados ou fritos; Pastelaria (forno, frituras); Sopas (todos os tipos); Bolos (todos os tipos); Frutas (cruas, em compotas, assadas, purês); Sorvetes sem restrições; Óleos, margarinas e açúcar, conforme valor calórico. MODIFICAÇÃO DA DIETA NORMAL As dietas são modificadas, a partir da dieta normal, segundo alguns critériosquímicos, físicos e organolépticos. Segundo Béhar e Icaza (1972), a dietamodificada é aquela que, em qualquer de suas características físico-químicas, deveser ajustada a uma alteração de processo digestivo ou de funcionamento geral doorganismo. Página 12
  10. 10. Dietas HospitalaresDIETA BRANDA Este tipo de dieta intermediária da dieta normal e da dieta pastosa. Possuiconsistência atenuada e menor quantidade de resíduos. Sua função, SegundoAugusto (2005), é facilitar e diminuir o tempo da digestão. É prescrita em algunscasos de pós operatório, algumas afecções gastrintestinais (naquelas em que amotilidade gástrica e a ação química do trato digestivo está debilitada), parapacientes com problemas de mastigação, e em casos de diminuída absorção,quando os alimentos ingeridos devem ter desagregação facilitada. Seu teor calóriconão se difere significativamente da dieta normal, sendo que sua proximidade ao dadieta normal é desejada. Todos os ingredientes são modificados pela cocção (paraabrandar as fibras, conferindo-lhes uma consistência menos sólida), o mesmo ocorrecom a carne em relação ao seu tecido conectivo. Somente os alimentos mecanicamente brandos são incluídos. Frituras,alimentos que fornecem resíduos não digeríveis, vegetais crus, a maioria das frutascruas, cereais integrais, devem ser excluídos. Embora condimentos também devamser excluídos, alguns, tais como sálvia, o tomilho e a páprica são permitidos. Preparações indicadas. Salada cozida (vegetais cozidos temperados com molhos simples); Carnes frescas cozidas, assadas e grelhadas; Vegetais cozidos no forno, água, vapor e refogados; Ovo cozido, pochê ou quente; Frutas (sucos em compotas, assadas, ou bem maduras, sem casca); Torradas, biscoitos, pães enriquecidos (não integrais); Pastelaria de forno, bolo simples, sorvete simples; Sopas; Óleos vegetais, margarinas; Gordura, somente para cocção, não para gordura; Evitar alimentos flatulentos. Página 13
  11. 11. Dietas HospitalaresDIETA PASTOSA Sua finalidade é favorecer a digestibilidade em situações especiais comacometimento de fases mecânicas do processo digestivo, como falta de dentes,dificuldade de deglutição e ainda em fases críticas de doenças crônicas, comoinsuficiência cardíaca e respiratória. Esta dieta, assim como a dieta branda, visaproporcionar certo repouso digestivo, porém em consistência menos sólida e maistenra (Augusto, 2005). Em relação ao seu valor nutritivo, deve se aproximar do normal e a fibratambém é diminuída ou modificada pela cocção. Preparações indicadas: Leite e derivados (queijos cremosos, naturais ou coagulados); Carnes (magra bovina, ave e peixe), moídas, desfiadas, souflês; Ovo (quente, pochê, cozido); Frutas (cozidas, em purê, em suco); Sopas (massas, legumes liquidificados, farinha e canja); Arroz papa; Óleos vegetais, margarinas, creme de leite; Pão e similares (torradas, biscoitos, bolachas); Sobremesas (sorvete simples, geléia, doce em pasta, pudins, cremes, arroz doce, fruta cozida, bolo simples); Página 14
  12. 12. Dietas HospitalaresDIETA SEMILÍQUIDA Caracteriza-se por preparos de consistência espessada e constitui-se dealimentos líquidos e semi-sólidos, cujas partículas encontram-se em emulsão oususpensão. Tem por finalidade propiciar repouso digestivo ou atender asnecessidades do paciente quando alimentos sólidos não são bem tolerados. Evita amastigação e possui pouco resíduo, o que, por conseqüência, exige o mínimo detrabalho digestivo. Para Augusto (2005), é ideal que as preparações apresentamouça viscosidade e que todos os alimentos sejam de fácil digestão. Os alimentossólidos são adicionados às bases líquidas para espessar e enriquecer calórica enutritivamente as preparações. Podem ser incorporados: Mono e dissacarídeos............................................................até 20% Dextrinas................................................................................10% Farinhas.................................................................................15% Pectina, fécula de amido e batata.........................................5%além de clara e gema de ovos, hidrolisados protéicos comerciais (caseinato,proteína hidrolisada de soja, de lactoalbumina,etc.), óleo vegetal, creme deleite eoutros. O teor calórico desejado, segundo augusto (2005), torna-se diminuído nestetipo de dieta, por conta de sua limitação em relação a alimentos permitidos. Preparações indicadas: Água e infusos (chá, mate, café); Sucos (de carne, verduras e frutas) coados; Purê de vegetais; Caldos de carne e vegetais (desengordurados); Sopas espessadas, liquidificadas e sopas- creme; Leite ou coalhada, creme, queijos cremosos e margarina; Frutas em papa ou liquidificadas; Sobremesas: sorvetes, gelatinas, pudins, cremes e farinhas. Página 15
  13. 13. Dietas HospitalaresDIETA LÍQUIDA COMPLETA É totalmente composta por preparações líquidas na temperatura corporal,ásquais são adicionadas substâncias que permaneçam dissolvidas. Objetiva fornecernutrientes de uma forma que exija um mínimo de esforço nos processos digestivos eabsortivos (pós-operatórios, casos graves de infecção, transtornos gastrintestinais,etc.) e é indicada quando se deseja obter repouso gastrintestinal maior que noscasos anteriores. Muitas vezes, pelas limitações impostas pela dieta líquida, ela podeapresentar baixo teor nutritivo, por isso a evolução para dieta semilíquida deve serfeito o mais breve o possível; em casos em que não seja possível, deve-se fazersuplementação vitamínica e/ou mineral, ou mesmo protéico-calórica, quandopoderão ser utilizados produtos industrializados ricos em calorias, proteínas,vitaminas e minerais (Sustagem, Sustacal, Meritene, etc.) e ainda, clara de ovo,creme deleite,açúcar, farinhas etc. A dieta líquida propicia pouca saciedade, por isso deve ser administrada deduas em duas horas com quantidade de açúcar mantida no mínimo para nãoprovocar fermentação e flatulência. A fim de não haver distensão abdominal, ovolume também costuma ser controlado: administra-se aproximadamente 200 ml porvez. Se a dieta for administrada em situações em que não seja necessária arestrição hídrica, o paciente pode ser alimentado mesmo durante a noite, caso sintafome, ou para complementação de suas necessidades nutricionais. As necessidadeshídricas dos indivíduos giram em torno de 1.000 a 1.500ml; nos casos em queadministra-se a dieta totalmente líquida, a oferta pode ser aumentada. A densidadecalórica é de um quilocaloria/ml; nos casos em que haja restrição hídrica, o volumeserá avaliado conforme o balanço hídrico do paciente e a densidade calórica dadieta deverá ser de aproximadamente duas quilocalorias/ml. A dieta líquida completa é fundamentalmente à base de leite, que é a maiorfonte protéica líquida, e de bebidas à base de leite; é pobre em resíduo, porém émais rica neste do que a dieta líquida restrita. Em casos de intolerância à lactose,provavelmente será mais difícil alcançar as necessidades calóricas e nutritivas dopaciente, podendo então ser utilizados produtos isentos de lactose, tais como leites Página 16
  14. 14. Dietas Hospitalaresde soja ou preparações protéicas que não sejam à base de leite, com o mingau defrango. Preparações indicadas: Leite, leite gelificado, iogurte, creme de leite, queijos cremosos; Sobremesas: gelatina, geléia de mocotó, pudins, sorvetes; Bebidas: chá, café, chocolate, mate, bebidas não gasosas, gemada, sucos de frutas e de vegetais coados; Cereais: papa de cereais (podem ser adicionados às bases líquidas); Sopas: sopas de vegetais peneiradas, sopas cremosas coadas, caldo de galinha, de carne, caldo de feijão; Ovo quente; Gorduras: óleos vegetais, margarina, creme de leite; Alimentos espessantes: farinha pré cozida de arroz, trigo, milho, isolados protéicos, clara de ovo, etc. Página 17
  15. 15. Dietas HospitalaresDIETA LÍQUIDA RESTRITA OU CRISTALINA Consiste, basicamente, de água, líquidos límpidos e carboidratos. Por nãoconter leite e outras preparações, o seu valor nutritivo e calórico é muito baixo.Geralmente, é empregada no pós-operatório (24 horas a 36 horas), a fim de hidratare proporcionar o máximo de repouso gastrintestinal, este, por conta de suaquantidade mínima de resíduos. Possui em torno de 500kcalk e, por isso, deveevoluir rapidamente para dieta líquida completa. Deve ser administrada de duas em duas horas (ou menos), para hidratar ostecidos, e haver monitorização do volume para evitar a distensão abdominal. Preparações indicadas: Água e infusos adocicados (chá, café, mate) com açúcar e dextrosol (glicose de milho) e bebidas carbonatadas; Sucos de frutas coados; Caldo de carne e de legumes coados; Sobremesas: geléia de mocotó,gelatina,sorvetes ou picolés à base de suco de frutas coadas, sem leite. Página 18
  16. 16. Dietas HospitalaresNUTRIÇÃO NO AMBULATÓRIO A dieta ambulatorial acrescenta, além dos demais requisitos já apresentados,a condição sócio-econômica do paciente, uma vez que este ou seus familiares sãoresponsáveis pela aquisição de seus alimentos. Para Augusto (2005), na abordagem ambulatorial, o tempo de atendimento élimitado em virtude do número freqüentemente elevado de pacientes e dos casosnão serem complexos a ponto de internação, e os dados de avaliação limitam-se,muitas vezes, ao peso e altura. Independente do estado nutricional do paciente, inicia-se a abordagem comum interrogatório que visa identificar a idade do paciente, o número de pessoas comquem mora, nível sócio-econômico, tipo de habitação, grau de instrução, históriaclínica e de sua família e condições de aquisição de alimentos. Ressalta-se aindaeventuais intolerâncias e preferências alimentares. Dentro das possibilidades e dascomplexidades do caso, solicita-se exames bioqímicos. Uma vez em posse do diagnóstico e depois de feita a anamnese e avaliação,parte-se para escolha dos alimentos,distribuição e cálculo da dieta,com posteriorexplicação ao paciente. Para cálculo de dietas em ambulatório, tabelas decomposição de alimentos resumidas são de grande valia por apresentarem porçõesem medidas caseiras. A etapa mais importante, segundo Augusto (2005), é o esclarecimento aopaciente e seus familiares, a nível clínico e nutricional. Talvez até de uma formamaior do que no caso do paciente hospitalizado, uma vez que o sucesso dotratamento e controle da doença está sob seu próprio controle. Ao elaborar o plano alimentar do indivíduo, o nutricionista deve respeitar seushorários de refeições, sempre que possível, pois são calcados no seu cotidiano e, namaioria das vezes, no seu horário de trabalho. O atendimento ambulatorial deve ser periódico e, na consulta corrente, avalia-se os objetivos da última consulta foram alcançados para progredir, manter oureavaliar a dieta. Página 19
  17. 17. Dietas HospitalaresMODIFICAÇÕES, SEGUNDO O EQUILÍBRIO DE NUTRIENTES Além de todos os critérios citados, a dieta ainda pode ser modificada segundoo equilíbrio de nutrientes; por exemplo, a dieta poderá ser de restrição ou deacréscimo, que seria a que apresentasse restrição ou exclusão, ou aumento dequantidade, respectivamente, de um ou mais nutrientes, independente de suaconsistência, volume, etc. Neste caso, as dietas poderão ser:Normocalórica: Dieta com quantidades normais de calorias, dentro dasnecessidades distintas de cada paciente.Hipocalórica: Dieta restrita em calorias, ou seja, em quantidades abaixo donecessário. Sua função é produzir balanço energético negativo e conseqüente perdade peso. Indicada para pacientes obesos ou em caso de doenças que requeremurgência médica em perda de peso. Não possui alimentos de alta densidadecalórica.Hipercalórica: Dieta com quantidades aumentadas de calorias, ou seja, emquantidades acima do valor energético total (VET) do paciente. Tem a função degerar balanço positivo e conseqüente ganho de peso. Indicada para pacientes emsubnutrição. Possui alimentos de alta densidade calórica.Normoprotéica: Dieta que possui quantidades normais de proteínas, segundo asnecessidades distintas do paciente.Hipoprotéica: Possui quantidades diminuídas de proteínas cuja finalidade éprevenir o acúmulo de metabólitos nitrogenados. É composta por doces à base defrutas, mel e vegetais. Indicadas para pacientes com insuficiência renal crônica,encefalopatia hepática ou outra patologia cujo catabolismo protéico possa interferirna evolução positiva do quadro clínico.Hiperptotéica: Dieta com quantidades aumentadas de proteínas a fim de produzirbalanço positivo de nitrogênio. A relação caloria/proteína deve ser suficiente.Indicada para pacientes em estado de hipercatabolismo.Normoglicídica: Dieta em quantidades normais de hidratos de carbono, conformeas necessidades distintas de cada paciente. Página 20
  18. 18. Dietas HospitalaresHipoglicídica: Possui quantidades de carboidratos reduzidas, cujo principal objetivoé diminuir a quantidade destes, sem diminuir necessariamente as calorias, umexemplo é a dieta para o diabético, que é pobre em glicídios simples, em destaque asacarose, o tradicional açúcar de mesa.Hiperglicídica: Dieta com quantidades aumentadas de carboidratosNormolipídica: Possui quantidades normais de gorduras, segundo as necessidadesindividuais de cada paciente.Hipolipídica: Dieta pobre em gorduras, principalmente saturadas, indicada parapacientes com hipercolesterolemia e obesos.Hiperlipídica: Dieta com uma boa quantidade de gorduras, principalmente deTriglicerídeos de Cadeia média (TCMs), geralmente indicada para tratamento dedesnutrição grave. Nem sempre pode ser associada à hipercalórica, pois, pode serajustada de acordo com as necessidades do paciente, enfocando apenas a maioroferta de gorduras de boa qualidade.Hipossódica: Dieta pobre no eletrólito/mineral Sódio (Na), presente em grandequantidade em diversos tipos de alimentos, como por exemplo, alguns tipos deadoçantes alimentos embutidos, enlatados, conservas dentre outros.É indicada para pacientes hipertensos, cardiopatas, com retenção de líquidos(edemas), dentre outros.Rica em potássio: Dieta contendo alimentos fontes de potássio. Segundo Augusto(2005), a carência de potássio é comum em pós-operatórios, má nutrição, equilíbrionitrogenado prolongado, perdas gastrintestinais e alcalose metabólica. Também emcasos de insuficiência cardíaca, o teor de potássio no miocárdio se esgota, e com arecuperação ocorre repleção de potássio (Augusto,2005).Pobre em potássio: Dieta com teores reduzidos de potássio. Este tipo de dietapode ser administrada em casos, por exemplo, de doenças renais onde a acidosemetabólica é comum. Nesse caso, no estágio final da doença renal, reduz-se areabsorção de bicarbonato em conseqüência de hipercalemia entre outros excessos(Silva e Mura, 2007). Página 21
  19. 19. Dietas HospitalaresRica/pobre em fibras: A escolha destas dietas depende, basicamente, damotilidade intestinal do paciente. Quanto maior for a quantidade de fibras, maior é amotilidade intestinal e, quanto menor for a quantidade de fibras, menor o esforçogastrintestinal. A dieta com baixo teor de fibras é indicada para problemas no tratogastrintestinal e cirurgias de cólon. A ingestão de grande quantidade de fibras alimentares tem se associado àredução do risco de doenças cardíacas em um grande número de estudos, além desua co-participação em hipercolesterolemias e equilíbrio glicêmico (Rand, 2006). Adieta rica em fibras deve fornecer variáveis de fibras solúveis e insolúveis e tambémestá indicada para doenças do cólon, hemorróidas e obesidade.Pobre em colesterol: Consiste em restringir a utilização de gorduras saturadas eutilizar-se, moderadamente, das gorduras poli e monoinsaturadas. Indicada parapacientes com dislipidemias, ou pressão arterial elevada, por exemplo.Restrita em líquidos: Dieta onde se restringe a ingesta de líquidos. Utilizadaprincipalmente em casos de doença renal aguda, onde os rins são incapazes demanter a homeostasia de água e eletrólitos. Segundo Augusto (2005), esta dieta éadministrada nas fases oligúricas (decréscimo na quantidade de urina secretada) dadoença. Nestes casos, restringe-se também a ingesta de sódio e potássio. Página 22
  20. 20. Dietas HospitalaresDIETAS COM EXCLUSÃO DE DETERMINADOS ALIMENTOS A HIPOALERGENICIDADEAlergias alimentares manifestam-se com as mesmas repostas típicas dehipersensibilidade, própria de todas as alergias. Segundo Bodinski (2006), oalimento alergênico é caracterizado como o antígeno que estimula a produção deanticorpos e conseqüentes liberações de histamina e serotonina. Os principaistecidos afetados estão localizados no nariz, nos brônquios, no TGI, na pele e nocérebro,embora muitos outros também possam ser afetados. As repostas maiscomuns aos antígenos alimentares são náuseas e vômitos, diarréias, cólicas dores edistensões abdominais. Se forem ingeridas grandes quantidades do alergênico,podem ocorrer eczema, urticária, rinite e asma. Podem, ainda, produzir mudançascomportamentais. O processo digestivo pode desativar muitos alimentos que atuam comoantígenos. Porém as crianças, por possuírem eficiência digestiva limitada, estãomais sujeitas à absorção de antígenos potencialmente ativos. Bodinski (2006) classifica as alergias alimentares emImediatas: ou evidente, que ocorre dentro de 1 hora após a ingestão do antígeno.São menos comuns e põem a vida do paciente em risco.Retardadas: também chamadas de respostas ocultas, podem ocorrer cinco diasapós a ingestão do alimento agressor. Estas correspondem a 95% de todas asalergias alimentares e podem estar relacionadas a perturbações na digestão ouabsorção. Não apresentam riscos à vida porém compreendem uma fonte crônica demorbidade. O tratamento da alergia alimentar é feito pela supressão dos alimentos queprovocam a reação,eles devem ser identificados, a fim de serem eliminados dadieta. A dietoterapia é usada tanto na identificação do alérgeno alimentar, como paraevitar reações. Na maioria das vezes, o teste cutâneo para identificação dosantígenos alimentares não é seguro. A identificação do alimento responsável poruma resposta imediata e, geralmente, mais simples do que a do que provoca uma Página 23
  21. 21. Dietas Hospitalaresresposta retardada. O ponto de partida é uma anamnese completa. Osantecedentes alérgicos familiares são importantes, assim como o próprio passadoalérgico do paciente. Qualquer alergia ou possível resposta alérgica deverá serinteiramente investigada, para identificar o antígeno. Na anamnese alimentar, deve-se relacionar todos os alimentos ingeridos etodos os sintomas notados, na tentativa de descobrir as possíveis correlações. Seum alimento torna-se suspeito ele deve ser eliminado da dieta por seis semanas. Seos sintomas desaparecerem durante este período, o alimento e reintroduzido, paraverificar-se a reaparição dos sintomas. Este tipo de dieta de eliminação só é útilquando um único alimento é responsável. Muitos pacientes têm não apenas umalimento desencadeante mas, sim, vários deles. Para tais pacientes, é exigida umadieta de eliminação mais rígida. As dietas testes, aconselhadas por Rowe, consistemde três regimes diferentes, que contêm alimentos não muito prováveis de seremalergênicos. Uma das dietas é selecionada com base no histórico alimentar dopaciente. Esta dieta é seguida por três semanas, a menos que provoque reaçõesgraves. Se a dieta não aliviar os sintomas em três semanas, uma segunda dieta seráexperimentada, durante mais três semanas e, se necessário, uma terceira dieta seráempregada. Quando uma dieta melhora os sintomas, o período de prova seráestendido por outra semana e os alimentos são adicionados à dieta um de cada vez,em intervalos de dez dias. Os antígenos alimentares mais comuns, representadospelo trigo, ovos e leite, são adicionados por último. Qualquer alimento que cause umretorno dos sintomas será eliminado da dieta, permanentemente. Se for o leite oalimento eliminado da dieta, a carne deverá ser dada duas vezes ao dia para provirquantidade adequada de proteína, devendo ser usados suplementos de cálcio.Suplementos vitamínicos e minerais podem ser necessários, durante o período deteste. Página 24
  22. 22. Dietas Hospitalares Alimentos permitidos na dieta de eliminação isenta de cereal. (Rowe)Tapioca GraprfruitBatata inglesa LimãoBatata doce ou inhame PêssegoPão de batata com soja AbacaxiPão de batata com feijão branco AmeixasLeite de soja PêraCordeiro Açúcar de cana e beterrabaFrango, galeto, galo e capão SalBacon Óleo de gergelimFígado (cordeiro) Óleo de sojaErvilhas Margarina de óleoEspinafre Gelatina com flavorizante de frutas eAbóbora sucos permitidosVagem Vinagre brancoTomate Extrato de baunilhaAlcachofras Extrato de limãoAspargo Fermento inglês, isento de maisenaCenoura Bicarbonato de sódioAlface Cremor de tártaroFeijão branco Xarope de bordoDamasco Xarope feito com cana e bordo Fonte: Bodinski, 2006. Página 25
  23. 23. Dietas Hospitalares Alimentos permitidos na dieta de eliminação Isenta de frutas e cereal (Rowe).Tapioca CordeiroBatata inglesa BaconFécula de batata Frango (galinha, não)Batata doce ou inhame Açúcar de cana e beterrabaPão de batata e soja Margarina de óleos (sem leite)Feijão branco Óleo de sojaLeite de soja GelatinaCenouras cozidas SalAbóbora Xarope de cana de açúcarAlcachofras Fermento inglês (isento de ácidoErvilhas tartárico e amido de milho).Vagem Fonte: Bodinski,2006. Alimentos permitidos nas dietas de mínima eliminação (Rowe). 1. Cordeiro, batata inglesa, tapioca em pérolas, cenouras, ervilhas, óleo de caroço de algodão ou gergelim, sal, açúcar e água. Esta dieta elimina carne de vaca, todos os cereais e frutas, feijão-soja, feijão branco e a maioria dos vegetais que se encontram nos quadros anteriores. 2. Frango,peru,arroz, tapioca em pérolas, óleo de caroço de algodão ou gergelim, sal açúcar e água,eliminando todos os cereais, leguminosas, vegetais, carnes e frutas. 3. Peixes, carangueijo, ovos, tapioca em pérolas, pão de soja e tapioca, bolos e bolinhos, margarina de óleo, açúcar, sal e água. Fonte: Bodinski,2006. Página 26
  24. 24. Dietas Hospitalares Existem outras propostas de dietas para identificação de antígenos queeliminam alérgenos alimentares mais comuns como: trigo, ovos e leite. A dieta isentade trigo fornece substitutivos de modo que todas as fontes de trigo sejam evitadas.Esta dieta é deficiente em ferro, tiamina e riboflavina e exige suplementação. Carne,peixe e galinha servem como fontes protéicas em dietas isentas de ovos, sendonecessária a adequação calórica quando produtos de pastelaria contendo ovos, sãoeliminados. As dietas isentas de leite são particularmente interessantes quando setrata de pacientes lactentes ou crianças menores. Neste caso,poderão ser utilizadasfórmulas com soja, com base de carne ou hipoalergênica. Quando o leite de cabra eusado como substituto do leite, devemos suplementar a vitamina B12, ácido fólico evitamina D. As dietas de eliminação são mais simples de serem manejadas no caso decrianças, porque a fórmula é o esteio da dieta. Uma fórmula isenta de leite pode serusada como único alimento durante o período de prova, com a adição periódica deoutros alimentos, um de cada vez, enquanto a criança cresce. A substituição apropriada ou a suplementação de nutrientes essenciais, sãoimportantes em qualquer dieta de eliminação. Os alimentos que causam respostasalérgicas poderão ser reintroduzidos depois de um período de abstinência, porquemuitas pessoas, particularmente as crianças, tendem a melhorar, no caso dealergias alimentares.Isenta de Glúten: Caracteriza-se pela ausência total de cereais ricos em glúten, taiscomo trigo, centeio, aveia, cevada, pão, macarrão, bolos, biscoitos e massas emgeral. O trigo pode ser substituído por farinha de milho, maizena, polvilho, araruta,fécula de batata ou creme de arroz. Por sua restrição, Bodinski (2006) diz que éimportante que a dieta isente de glúten seja variada e receitas especiais sãoexigidas. Também é essencial educar o paciente a verificar sempre o rótulo dequalquer alimento, não consumindo aqueles cuja embalagem informar “contêmglúten”.Isenta de Lactose: Dieta onde se elimina alimentos que contenham lactose (leite ederivados), ou utiliza-se produtos lácteos onde a lactose é retirada. Indicada quandoo paciente possui intolerância à lactose, algum tipo de erros natos do metabolismo Página 27
  25. 25. Dietas Hospitalares(galactosemia) ou em casos de diarréia crônica –na terapêutica de exclusão, apósanamnese - , por exemplo.Pobre em purinas: Dieta com baixos teores de purinas. As purinas sãocomponentes das proteínas cujos pacientes com gota são incapazes de metabolizarresultando em hiperuricemia, segundo Bodinski (2006) As purinas geram ácido úricoe também devem ser evitada por pacientes litiásicos com hiperuricosúria (Silva eMura, 2007). Página 28
  26. 26. Dietas HospitalaresDIETAS ESPECIAIS É comprovado que o estado nutricional influi, substancialmente, namanutenção da saúde e no controle de doenças. Portanto, é importante identificarindivíduos portadores ou em condições de desenvolver processos de má nutrição, afim de permitir sua correção e/ou favorecer uma recuperação eficaz. Vale ressaltarque, má nutrição não está exclusivamente ligada aos índices de baixo peso, pois,um indivíduo pode se apresentar com sobrepeso/obesidade e, ainda assim,caracterizar anemias diversas por conta da má alimentação. Do mesmo modo queindivíduos eutróficos ou com subpeso podem caracterizar distúrbios lipídicos. Não diferente de pacientes “normais”, os métodos de avaliação do estadonutricional de um paciente com suspeitas clinicas de alguma patologia devem serbem conhecidos e individualizados, não se limitando a prescrição de dietasespeciais. Estes incluem:- anamnese alimentar e pesquisa de sinais e sintomas clínicos;- medidas antropométricas;- determinações hematológicas, séricas e urinárias apropriadas. É sabido que são inúmeras as patologias influenciadas pelo estadonutricional, no entanto, vamos “focar em apenas uma árvore desta floresta”,limitando-se em apenas um destes distúrbios: DIETOTERAPIA EM DIABETES MELLITUS (DM) Considerando que a dieta do diabético é um dos fatores fundamentais paramanter os níveis glicêmicos dentro de limites desejáveis, o planejamento alimentardeve ser cuidadosamente elaborado, com ênfase na individualização. Para ser bemsucedida, a dieta deve ser orientada de acordo com o estilo de vida, rotina detrabalho, hábitos alimentares, nível socioeconômico, tipo de Diabetes e a medicaçãoprescrita. Os diabéticos insulinodependentes requerem a ingestão de alimentos comteores específicos de carboidratos, em horários determinados, para evitarhipoglicemias e grandes flutuações nos níveis glicêmicos. A ingestão alimentar deve Página 29
  27. 27. Dietas Hospitalaresestar sincronizada com o tempo e o pico de ação da insulina utilizada. Paradiabéticos não insulinodependentes, principalmente os obesos ou com sobrepeso, aprincipal orientação é a restrição da ingestão calórica total a fim de alcançar o pesoadequado. O objetivo da dietoterapia em DM é de orientar os indivíduos quanto àsmudanças de hábitos alimentares, visando a um bom controle metabólico, por meiode: Manutenção dos níveis glicêmicos, peso e níveis lipídicos entre bom e aceitável (Ver metas para o controle, logo abaixo), adaptando a ingestão alimentar à medicação (se estiver usando) e à rotina de vida do diabético. Fornecimento de energia e nutrientes para a manutenção, recuperação ou redução de peso e para atender às necessidades metabólicas aumentadas durante a gestação e a lactação. Asseguração do crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes. Promoção do ajuste dietético para prevenção e tratamento das complicações agudas e crônicas do Diabetes. Fornecimento de calorias para atender às demandas energéticas decorrentes de atividades físicas. Página 30
  28. 28. Dietas Hospitalares METAS PARA CONTROLE DE DM GLICEMIA PLASMÁTICA (mg/dl)* - Jejum 110 - 2 horas Pós-prandial 140 GLICO-HEMOGLOBINA (%)* Limite superior do método COLESTEROL TOTAL (mg/dl) < 200 HDL-COLESTEROL > 45 LDL-COLESTEROL < 100 TRIGLICÉRIDES (mg/dl) < 150 ÍNDICE DE MASSA CORPORAL 20-25 PRESSÃO ARTERIAL (mmHg) - Diastólica < 80 - Sistólica < 135 Fonte:Ministério da Saúde, 2000 *Quanto ao controle glicêmico, deve-se procurar atingir valores os mais próximos do normal. Como muitas vezes não é possível, aceita-se, nestes casos, valores de glicose plasmáticas em jejum até 126 mg/dl, de duas horas pós-prandial até 160 mg/dl e níveis de glico-hemoglobina até um ponto percentual acima do limite superior do método utilizado. Acima destes valores, é sempre necessário realizar intervenção para melhorar o controle metabólico. A prescrição energética baseia-se nas calorias requeridas para alcançar emanter o peso desejado: indivíduos obesos (geralmente diabéticos do Tipo 2) devem ser orientados para seguirem uma dieta com moderada restrição calórica, associada com exercícios físicos, a fim de reduzirem o peso, gradativa-mente. Geralmente, uma perda razoável de peso, 5 a 10 kg em grandes obesos, já se mostra efetiva no controle glicêmico, mesmo que o peso ideal ainda não tenha sido alcançado; diabéticos com peso adequado devem ingerir calorias suficientes para mantê-lo; Página 31
  29. 29. Dietas Hospitalares diabéticos com baixo peso, particularmente do Tipo 1, que tenham perdido massa magra e gordura corporal, requerem ingestão calórica ajustada para recuperação do peso e do bom estado nutricional; crianças e adolescentes necessitam de ajustes freqüentes no VET, a fim de prover energia suficiente para o crescimento e desenvolvimento, dentro do esperado para cada faixa etária. Estabelecido o VET para cada indivíduo, é importante orientar o diabéticoquanto ao manejo de sua dieta, a fim de manter a ingestão calórica razoavelmenteconstante dia após dia, pois flutuações na ingestão alimentar podem ter efeitossignificativos no controle do nível glicêmico. O uso de tabelas de grupos alimentares(pão/cereais, carnes, vegetais, frutas, leite e gorduras - anexo), e suas substituições,constituem o principal instrumento para a elaboração da dieta. Os grupos alimentares relacionados abaixo são considerados básicos, sendonecessário ingerir, diariamente, alimentos de todos os grupos para conseguir-se umequilíbrio adequado na alimentação: Grupo dos pães, cereais, outros grãos e tubérculos: pães, biscoitos, arroz, milho, aveia, fubá de milho, cuscuz, beiju, batata inglesa, batata doce, mandioca, cará, inhame, etc. Grupo das frutas: laranja, banana, abacaxi, mamão, melancia, limão, caju, tangerina, caqui, manga, melão, etc. Grupo dos vegetais: folhas verdes, berinjela, jiló, maxixe, pepino, tomate, cebola, pimentão, abóbora, cenoura, beterraba, quiabo, vagem, chuchu, etc. Grupo das carnes e substitutos: frango, peixe, carne bovina, ovos, frutos do mar, feijões e ervilhas, etc. Grupo do leite e derivados: leite, queijo, iogurte, coalhada. Grupo das gorduras: óleos vegetais. É importante ressaltar que as quantidades e distribuição dos alimentosdependerão das características de cada indivíduo. Página 32
  30. 30. Dietas HospitalaresCarboidratos e Fibras Recomenda-se que as fontes de carboidratos consistam de cereais,leguminosas e vegetais (carboidratos complexos, na forma de amido); leite e frutas(lactose, frutose, sacarose e glicose de composição destes alimentos). Estesalimentos devem ser distribuídos em quantidades equilibradas ao longo do dia. Índice Glicêmico - Considerando a grande variedade de alimentos que podem ser utilizados nas refeições, e seus efeitos sobre a concentração de glicose plasmática pós-prandial, alguns pesquisadores têm realizado estudos que caracterizam os alimentos de acordo com sua resposta glicêmica. Esta resposta é então comparada com a de uma porção isocalórica de um alimento padrão (glicose ou pão branco). Os resultados obtidos compõem as tabelas de Índice Glicêmico. As maiores elevações do Índice Glicêmico foram observadas com batatas,cereais e pães; as menores com macarrão e leguminosas. As diferenças podemestar relacionadas com o teor de fibras, com a forma de preparo e com variações noprocesso digestivo. As informações sobre o índice glicêmico poderão ser úteis naseleção dos alimentos quando estudos mais conclusivos melhor determinarem osseus benefícios na dieta do diabético. Além disso, as tabelas atualmente referem-se aos alimentos mais utilizadosnos EUA, Europa e Austrália. Não temos ainda à disposição, a análise de alimentoscultivados e consumidos nas diversas regiões do país. Sacarose (açúcar) - Alguns estudos têm mostrado que o uso de sacarose como parte do plano alimentar não prejudicaria o controle glicêmico dos diabéticos, mas esta ingestão estaria condicionada ao bom controle metabólico e ao peso adequado. Alguns estudiosos estabelecem percentuais que variam de 5 a 7% de sacarose na dieta de diabéticos compensados. Contudo, recomendamos cautela no uso de sacarose para os diabéticos donosso país, considerando as dificuldades de acesso aos serviços de saúde,necessário para o acompanhamento clínico. O auto-monitoramento domiciliar daglicemia também é difícil de ser cumprido, sobretudo devido aos custos econômicos Página 33
  31. 31. Dietas Hospitalareselevados. Estes são apenas dois aspectos que devemos lembrar ao se propor o usoda sacarose. O assunto ainda gera controvérsias e os pesquisadores alertam que autilização de sacarose pelo diabético, sempre será em quantidades e freqüênciamenores que as da população em geral, sem nunca se esquecer da auto-monitorização glicêmica. Portanto, é primordial que sejam oferecidos a todos aeducação continuada em diabetes e melhores condições para o controle clínico. Fibras alimentares na DM A fibra alimentar ou dietética compreende um grupo distinto de carboidratosdos alimentos vegetais que apresentam resistência à hidrólise pelas enzimasdigestivas humanas. Por seu efeito conhecido no controle da glicemia, o consumo diário dealimentos que contenham cerca de 20 a 35 gramas de fibras dietéticas érecomendado aos diabéticos, assim como para a população em geral. Para tanto, éimportante incentivar o uso de alimentos pouco cozidos e não refinados. As frutas evegetais devem ser ingeridos preferencialmente crus, procurando-se evitar consumi-los liquidificados, picados e fatiados.Fracionamento de Refeições Recomenda-se fracionar a alimentação diária em 6 refeições (3 grandes -café da manhã, almoço e jantar - e 3 lanches intermediários), com horários equantidades determinadas e adequadas ao tempo de ação da insulina usada (se foro caso) e à prática de exercícios, a fim de evitar hipoglicemia ou hiperglicemia. Para diabéticos insulinodependentes, este esquema é proposto para ochamado tratamento convencional, em que o diabético usa uma ou duas doses pré-fixadas de insulina/dia e no qual a alimentação é adaptada à quantidade de insulinae aos exercícios físicos (ajustes reativos). Mais recentemente, tem tido maior divulgação o denominado controle estrito,em que são usadas 3, 4 ou mais doses de insulina/dia, em que a quantidade e onúmero de doses são adaptados ao plano alimentar e exercícios físicos (ajustespreditivos). A grande vantagem deste esquema, também chamado tratamentointensivo, é o de alcançar um melhor controle glicêmico nas 24 horas e, Página 34
  32. 32. Dietas Hospitalaresconseqüentemente, reduzir o risco de surgimento ou retardar a evolução dascomplicações crônicas, tais como a retinopatia, a nefropatia e a neuropatia,conforme demonstrado no estudo multicêntrico DCCT (Diabetes Control andComplications Trial). Outra vantagem é que o diabético que está sendo tratado nestemodelo intensivo poderá ter uma maior flexibilidade na alimentação. O alto custo econômico constitui a maior dificuldade para a implementaçãodesta proposta de tratamento, que requer, ainda: indispensável apoio da equipe multidisciplinar 24 horas; bom nível educacional e aprofundamento da educação em diabetes para o diabético e familiares. Esta é uma das razões pelas quais o tratamento intensivo só pode ser utilizado em crianças maiores e jovens motivados e que tenham apoio e participação dos familiares; automonitoramento constante da glicemia (realização de glicemia capilar e, conseqüentemente, pelo menos quatro picadas/dia nas polpas digitais). Neste tipo de tratamento podem ser observadas hipoglicemias freqüentes, porvezes severas, e também ganho de peso.Adoçantes Os adoçantes que podem ser utilizados como substitutos do açúcar naalimentação diária são classificados em calóricos e não calóricos. No seu consumo,devem ser tomadas certas precauções: observar a ingestão diária aceitável/IDA econsiderar vantagens e desvantagens de cada um. Segundo a Portaria nº 234, daSecretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, publicada no D.O.U. nº101 de 27.05.96, “os adoçantes dietéticos são os produtos à base de edulcorantes.Devem atender à legislação específica”. O uso de edulcorantes por crianças diabéticas deve ter atenção especial, poisa ingestão diária aceitável é recomendada por quilograma de peso corporal e ascrianças tendem a usá-los com maior freqüência, atingindo rapidamente o limitemáximo. Página 35
  33. 33. Dietas Hospitalares Recomenda-se o uso variado de adoçantes, evitando concentrar-se em umsó, a fim de prevenir seus possíveis efeitos deletérios. Em caso de hipertensos, usar, preferencialmente, adoçantes que nãocontenham sódio na composição, ou seja, procurar evitar sacarina e o ciclamato desódio. Segundo a Associação Americana de Diabetes, nas suas recomendações de1995, os adoçantes não calóricos podem ser usados com moderação por gestantes.No entanto, alguns trabalhos orientam que o melhor é não usar adoçante, pelomenos durante o primeiro trimestre, fase de embriogênese. A recomendação édevida à falta de consenso quanto aos efeitos dos adoçantes sobre o feto. Página 36
  34. 34. Dietas Hospitalares EXEMPLOS DE CARDÁPIOS PARA DIETAS HOSPITALARESAs dietas anexas possuem caráter informativo e de modo algum substituem a avaliação nutricional e seus procedentes. Página 37
  35. 35. Dietas HospitalaresEXEMPLO DE CARDÁPIO PARA DIETA NORMAL (Augusto,2005)Desjejum1 copo duplo de café com leite integral1 colher de sobremesa de açúcar1 pão francês2 colheres de chá de margarina1 fatia fina de queijo1 fatia grande de melãoColação1 copo duplo de suco de laranjaAlmoço1 prato de sobremesa de salada crua de tomate e alface1porção de peito de frango grelhado1porção de souflé de espinafre4 colheres de sopa de arroz1 concha de feijãoSobremesa: 1laranjaLanche1 copo simples de mate1 colher de sobremesa de açúcar2 cream-crackers2 colheres de chá de geléia de morangoJantar1 prato de sopa de creme de cebola1 porção média de carne assada4 colheres de sopa de batata soutêSobremesa: 1 taça de gelatina de morangoCeia1 taça de sorvete de abacaxi Página 38
  36. 36. Dietas HospitalaresEXEMPLO DE CARDÁPIO PARA DIETA BRANDA (Augusto, 2005)Desjejum1 copo duplo de café com leite integral1 colher de sobremesa de açúcar2 pães de forma torrados1 colher de chá de margarina1 banana maduraColação1 copo duplo de limonada coada2 colheres de sobremesa de açúcarAlmoço1 bife médio2 batatas médias cozidas3 colheres de sopa de arroz½ concha de caldo de feijãoSobremesa: 1 fatia média de doce de mamãoLanche1 copo duplo de café com leite1 colher de sobremesa de açúcar3 bolachas água e salJantar1 prato de sopa de legumescom uma porção média de frangoSobremesa: 1 taça de pudim de leite1 copo simples de suco de laranja coadoCeia1 prato de sobremesa de mingau de amido de milho. Página 39
  37. 37. Dietas HospitalaresEXEMPLO DE CARDÁPIO PARA DIETA PASTOSA (Augusto, 2005)Desjejum1 copo duplo de chocolate quente1 colher de sobremesa de açúcar4 torradas pequenas2 colheres de chá de margarina1 fatia de mamão amassadoColação1 copo duplo de vitamina de banana com leiteAlmoço1 porção média de souflé de galinha4 colheres de sopa de purê de cenoura3 colheres de sopa de arroz papa½ concha de caldo de feijãoSobremesa: 1 taça de sorvete de creme1 copo duplo de refresco de uva2 colheres de sobremesa de açúcarLanche1 copo duplo de mate2 colheres de sobremesas de açúcar2 cream-crackersJantar1 prato de sopa de creme de tomate4 colheres de sopa de carne moída4 colheres de sopa de purê de batatas½ concha de caldo de feijãoSobremesa: 1 taça de gelatina de framboesaCeia1 copo duplo de leite integral Página 40
  38. 38. Dietas HospitalaresEXEMPLO DE CARDÁPIO PARA DIETA SEMILÍQUIDA (Augusto, 2005)Desjejum1 copo duplo de café com leite integral1 colher de sobremesa de açúcar2 bananas-prata maduras em forma de papaColação1 copo duplo de suco de laranja albuminoso coadoAlmoço1 prato de sopa de legumes com 100g de carne liquidificadaSobremesa: 1 fatia de mamão amassado com creme de leite (1 col. de sobremesa)1 copo duplo de suco de laranja coadoLanche1 copo duplo de vitamina de banana com farinha lácteaJantar1 prato de canja de galinhaSobremesa: 1 taça de sorvete de morango1 copo duplo de limonada coada2 colheres de sobremesa de açúcarCeia1 prato de sobremesa de mingau de maisena Página 41
  39. 39. Dietas HospitalaresEXEMPLO DE CARDÁPIO PARA DIETA LÍQUIDA COMPLETA (Augusto, 2005)Desjejum1 copo duplo de café com leite integral1 colher de sobremesa de açúcar1 ovo quente1 copo duplo de suco de laranja coadoColação1 copo duplo de suco de maçã albuminoso1 colher de sobremesa de açúcarAlmoço1 prato de sopa Minestrone1 cumbuca de caldo de feijãoSobremesa: 1 taça de pudim de claras1 copo duplo de suco de caju coadoLanche1 copo duplo de suco de laranja coado1 taça de gelatina de uvaJantar1 prato de sopa de ervilha liquidificadocom uma porção média de 100g de carne moídaSobremesa: 1 taça de sorvete de creme1 copo duplo de refresco de groselha2 colheres de sobremesa de açúcarCeia1 copo de iogurte natural Página 42
  40. 40. Dietas HospitalaresEXEMPLO DE CARDÁPIO PARA DIETA LÍQUIDA RESTRITA/CRISTALINA(Augusto, 2005)Desjejum1 copo duplo de mate1 colher de sobremesa de açúcar1 taça de gelatina de abacaxiColação1 copo de suco de laranja coado1 colher de glicose de milhoAlmoço1 prato de sopa de caldo de carneSobremesa: 1 picolé de uva1 xícara de café1 colher de chá de açúcarLanche1 copo duplo de limonada coada, com 2 colheres de sobremesa de açúcar1 xícara de chá preto, com 1 colher de sobremesa de açúcarJantar1 prato de sopa de canja de galinhaSobremesa: 1 taça de gelatina de morango1 copo duplo de suco de laranja coadoCeia½ copo de geléia de mocotó Página 43
  41. 41. Dietas HospitalaresEXEMPLO DE DIETA HIPOSSÓDICA (Bodinski, 2006 – adaptado de Ripari, 2010)Obs: todos os alimentos desta dieta devem ser preparados com temperos que não contenham sódioDesjejum1 banana1 pãozinho de trigo120 ml de leite desnatado2 torradas com baixo teor em sódioMargarina sem salGeléia de morangoCaféAçúcarColação120 ml de suco de laranja1 porção de biscoitos sem salAlmoço90 g. de rosbife1 batata assada½ xícara de cenouras cozidas½ xícara de brócolis1 concha de creme de ervilhaSalada de alface, tomate e cebola1 colher de sopa de molho de iogurte com baixo teor em sódioSobremesa: mousse de maracujá180 ml de “Ice tea”AçúcarLanche¼ de mamão papaya maduro120 ml de leite desnatadoCafé Página 44
  42. 42. Dietas Hospitalares1 fatia de bolo simplesAçúcarJantar1 prato fundo de canja de galinha (arroz, peito de frango desfiado, vagem e cenoura)1 pãozinho de trigo8 morangos picados com2 colheres de sopa (30g.) de creme de leite desnatado120 ml de limonadaCeia30 g. de aveia em flocos120 ml de iogurte natural1 colher de sopa de mel Página 45
  43. 43. Dietas HospitalaresEXEMPLO DE DIETA RICA EM FIBRAS (Bodinski, 2006)Desjejum120 ml de suco de laranja, sem ser coado½ xícara de cereal integral cozido, com leite semi-desnatado e morangos frescos1 fatia de torrada de pão integral com margarina e geléiaCaféColação1 maçã1 fatia de queijoAlmoço120ml de suco de tomate60 gramas de carne assada ou peixe1 batata cozida com cascaBrócolis cozidoSalada de alface com pedaços de abacaxi e maioneseSobremesa: sorvete com bolinhos de aveia e passasLanche1 porção de cream crackers integrais1 pêssegoJantarSanduíche de salada de galinha com pão preto, tomate, alface e pepino(ou fazer uma salada a parte e comer com pão)120 ml de limonadaCeiaMingau de leite semi-desnatado com aveia Página 46
  44. 44. Dietas HospitalaresEXEMPLO DE DIETA POBRE EM FIBRAS (Bodinski, 2006 – adaptado de Ripari, 2010)Desjejum120 ml de suco de laranja coado½ xícara de cornflakes com 90 ml de leite semi-desnatado1 ovo à pochê1 fatia de torrada de pão branco com margarina ou geléia de amora1 xícara de caféColação200 ml de água de coco1 porção de biscoito de maisenaAlmoço1 xícara de caldo de galinha120 gramas de galinha em fatias3 colheres de sopa de arroz refinado½ xícara de cenoura cozidaSobremesa: 1 fatia de bolo simples, 1 banana amassada120 ml de suco de pêssego coadoLanche1 pãozinho francês (mini)1 fatia fina de presunto magro25 g. de queijo cottage80 g. de mamão formosa maduro120 ml de suco de laranja com agrião coadoAçúcar/adoçanteJantar120 gramas de carne moída ou peixe cozido½ xícara de batata amassada (tipo purê)½ xícara de beterrabas cozidas1/2xícara de chuchu cozido Página 47
  45. 45. Dietas Hospitalares1 fatia de pão brancoSobremesa: gelatina de framboesaCeia1 xícara de chá mateAçúcar/adoçante1 porção de biscoitos cream crackerMargarina Página 48
  46. 46. Dietas HospitalaresEXEMPLO DE DIETA HIPOLIPÍDICA (Bodinski, 2006 – adaptado de Ripari,2010)Desjejum120 ml de suco de laranjaMingau de maisena (ou outro tipo de farinha) feito com leite desnatado1 fatia de torrada com geléia1 fatia de ricota ou queijo Minas, fresco, magro1 xícara de café (diluído)Colação180 ml de suco de maracujá, maçã ou tomate (se suportar acidez)Biscoitos de trigo integralAlmoço120 ml de consomê1 pãozinho de trigo120 gramas de peixe magro, cozidoBrócolis cozido (4 talos)½ xícara de cenouras cozidas, com salsaSobremesa: ½ xícara de pudim de tapioca feito com leite desnatado180 ml de “ice tea”LancheSorvete de fruta ou mingau de leite desnatadoJantar120 gramas de galinha magra, em fatias1 concha de creme de aspargos feito com leite desnatado1 torradas integralSalada de alface e tomate, com gotas de limãoSobremesa: 1 taça de gelatina de framboesa120 ml de limonadaCeia120 ml de leite desnatado Página 49
  47. 47. Dietas Hospitalares1 colher de café de chocolate em póAçúcar1 porção de biscoitos de trigo integral Página 50
  48. 48. Dietas HospitalaresEXEMPLO DE DIETA ISENTA DE GLÚTEN (Bodinski,2006 - adaptado de Ripari, 2010)Desjejum½ grapefruit ou laranja½ xícara de Flakes de arroz com leite desnatado2 fatias de pão feito com farinha permitidas (isenta de glúten)Margarina e geléiaCaféColação1 copo de batida (vitamina) com leite desnatado, banana e maçãAlmoço120 gramas de galinha em fatias½ xícara de brócolis com margarina½ xícara de arroz cozidoMolho feito com caldo da galinha espessado com maisenaPudim de tapiocaPãezinhos feitos com farinhas permitidasLancheSuco de maracujáBiscoitos de polvilhoJantar10 gramas de peixe magro cozido1 batata cozidaSalada de tomate e alface com molhos isentos de glúten1 broa de fubá1/2 mamão papaiaCeiaMingau de maisena com leite desnatado Página 51
  49. 49. Dietas HospitalaresEXEMPLO DE DIETA PARA DIABÉTICOS (Ripari, 2010)Observa-se que neste tipo de dietas, existem duas listas, a saber: uma tabela de equivalentes quesubstituem as fontes de carboidratos e outra de alimentos com alto ou baixo índice glicêmico. Esteprocedimento permite a variação da dieta de modo a controlar a ingestão de deste nutriente.Desjejum1 copo de leiteCafé a gosto/Adoçante sintético2 fatias de pão de forma integralMargarina1 fatia de queijo branco (frescal)1 maçã com cascaColação1 barra de cereais integrais1 copo de suco de agrião com laranja/Adoçante sintéticoAlmoçoSalada de alface e tomateBerinjela refogada3 colheres de sopa de arroz integral1 concha de creme de ervilha1 filé de fígado fresco1 copo de limonadaSobremesa: manjar de coco diet, com ameixaLanche1 porção de biscoito integral salgado Página 52
  50. 50. Dietas HospitalaresMargarina1 xícara de chá mateJantar1 prato de creme de aspargos1 fatia de torta integral de brócolis com queijoSobremesa: 1 taça sorvete de morango sem adição de açúcaresCeia1 copo de iogurte com fibras Página 53
  51. 51. Dietas HospitalaresREFERÊNCIASAUGUSTO, Ana Lucia Pires [et al.]. Terapia Nutricional. São Paulo: Atheneu, 2005.BODINSKI, Lois H. Dietoterapia: princípios e prática. São Paulo: Atheneu, 2006.CENTRO DA NUTRIÇÃO. Tipos de dietas. Disponível em<http://www.centrodanutricao.com/v1/index.php/dietoterapia.html> Acesso em20.mar.2010.SEYFFARTH, Anelena Soccal; LIMA, Laurenice Pereira; LEITE, Margarida Cardoso;(Coord.). Abordagem nutricional em diabetes mellitus Brasília, 2000. Ministério daSaúde.SILVA, Sandra Maria Chemin Seabra da; MURA,Joana D’arc Pereira. Tratado dealimentação, nutrição e dietoterapia. São Paulo: Roca, 2007.RAND, Victória. Comer bem para baixar o colesterol: o poder dos alimentos naproteção da saúde. São Paulo: Celebris, 2006. Página 54

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