SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 23
Baixar para ler offline
Transtornos alimentares
Estudos dos Fenômenos
Psicopatológicos II
Slides
Objetivos
• Discutir os principais tipos de transtorno
alimentar
• Delimitar contribuições biológicas,
psicológicas, e sociais para os transtornos
alimentares
• Apresentar os instrumentos para avaliação de
transtornos alimentares
Dimensões do
comportamento alimentar
• Dimensão fisiológico-nutritiva: Relaciona-se a aspectos
metabólicos, endócrinos e neuronais, que regulam a demanda e a
satisfação das necessidades nutricionais.
• Dimensão psicodinâmica e afetiva: Aqui, a fome e a alimentação
vinculam-se à satisfação e ao prazer oral. O prazer alimentar oral
tem, segundo a psicanálise, uma conotação nitidamente libidinal.
• Dimensão relacional. No desenvolvimento da criança, a boca é o
mediador da primeira relação interpessoal; a relação mãe-bebê. A
incorporação oral pode representar simbolicamente diversas
coisas: o amor, a destruição, a conservação no interior do Eu e a
apropriação das qualidades do objeto amado, etc.
DALGALARRONDO. P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2000.
Transtornos alimentares
• A anorexia nervosa caracteriza-se pela perda de peso auto-induzida por
abstenção de alimentos que engordam ou por comportamentos como vômitos
e/ou purgação auto-induzidos, exercício excessivo e uso de anorexígenos e/ou
diuréticos.
• A bulimia nervosa (BN) caracteriza-se por preocupação persistente com o comer e
um desejo irresistível de comida, sucumbindo a paciente a repetidos episódios de
hiperfagia (“ataques” à geladeira, a uma sor veteria, etc.). Caracteriza-se ainda
por preocupação excessiva com controle de peso corporal, levando a paciente a
tomar medidas extremas, como vômitos, purgação, enemas e diuréticos, a fim de
mitigar os efeitos do aumento de peso pela ingestão de alimentos
• No transtorno da compulsão alimentar, os indivíduos podem comer
compulsivamente de maneira repetida e acham isso angustiante, mas não tentam
purgar os alimentos.
DALGALARRONDO. P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2000.
Quadro comparativo: Características
Transtorno Características
Bulimia nervosa ●
Consumo fora de controle de quantidades excessivas de alimentos em
sua maioria não nutritivos, dentro de um curto período de tempo
●
Eliminação da comida por meio de vômito autoinduzido e/ou abuso de
laxantes ou diuréticos
●
Para compensar a compulsão, alguns indivíduos com bulimia se
exercitam excessivamente ou jejuam entre as compulsões
●
Vômitos podem aumentar as glândulas salivares, desgastar o esmalte
dental, e causar desequilíbrio eletrolítico, que resulta em problemas nos
rins ou falha cardíaca
●
Peso geralmente dentro de 10% do normal
●
A idade de início é tipicamente entre 18 e 21 anos de idade, embora
possa surgir tão cedo quanto aos 10 anos
Anorexia nervosa ●
Medo intenso de obseidade e persistente busca por magreza;
insatisfação perpétuda com a perda de peso
●
Restrição calórica grave, muitas vezes com excesso de exercícios
físicos, e, por vezes, com purgação, a ponto de semi-inanição
●
Grave limitação de ingestão calórica pode causar amenorréia, lanugo,
pele seca, cabelos e unhas quebradiços, sensibilidade ao frio, risco de
insuficiência cardíaca ou renal
●
Peso pelo menos 1% abaixo do normal
●
Idade média de início entre 18 e 21 anos, com os casos mais jovens
iniciando aos 15 anos
Compulsão
alimentar
●
Similar à bulimia, com compulsões alimentares fora de controle, mas
sem tentativas de purgação da comida ou compensação pela ingestão
excessiva
●
Estresse físico e emocional macante; alguns particam a compulsão
para aliviar afetos negativos
●
Comedores compulsivos compartilham com os indivíduos com anorexia
e bulimia algumas preocupações sobre peso e forma física
●
Tende a aftetar pessoas mais velhas do que a bulimia ou anorexia
Bulimia nervosa no CID-10
• F50.2 Bulimia nervosa: A bulimia é uma síndrome caracterizada por acessos
repetidos de hiperfagia e uma preocupação excessiva com relação ao controle
do peso corporal conduzindo a uma alternância de hiperfagia e vômitos ou uso
de purgativos. Este transtorno partilha diversas características psicológicas
com a anorexia nervosa, dentre as quais uma preocupação exagerada com a
forma e peso corporais. Os vômitos repetidos podem provocar perturbações
eletrolíticas e complicações somáticas. Nos antecedentes encontra-se
frequentemente, mas nem sempre, um episódio de anorexia nervosa ocorrido
de alguns meses a vários anos antes.
• F50.3 Bulimia nervosa atípica: Transtornos que apresentam algumas
características da bulimia nervosa mas cujo quadro clínico global não justifica
tal diagnóstico. Por exemplo, pode haver acessos repetidos de hiperfagia e de
uso exagerado de laxativos sem uma alteração significativa de peso ou então
a preocupação típica e exagerada com a forma e peso corporais pode estar
ausente.
307.51 Bulimia nervosa
A)Episódios recorrentes de compulsão alimentar. Um episódio de compulsão
alimentar é caracterizado pelos seguintes aspectos:
1. Ingestão, em um período de tempo determinado (p. ex., dentro de cada período de duas
horas), de uma quantidade de alimento definitivamente maior do que a maioria dos
indivíduos consumiria no mesmo período sob circunstâncias semelhantes.
2. Sensação de falta de controle sobre a ingestão durante o episódio (p. ex., sentimento de
não conseguir parar de comer ou controlar o que e o quanto se está ingerindo).
B)Comportamentos compensatórios inapropriados recorrentes a fim de impedir o
ganho de peso, como vômitos autoinduzidos; uso indevido de laxantes,
diuréticos ou outros medicamentos; jejum; ou exercício em excesso.
C) A compulsão alimentar e os comportamentos compensatórios inapropriados
ocorrem, em média, no mínimo uma vez por semana durante três meses.
D) A autoavaliação é indevidamente influenciada pela forma e pelo peso
corporais.
E) A perturbação não ocorre exclusivamente durante episódios de anorexia
nervosa.
Especificadores
• De remissão (parcial ou completa)
• De gravidade
– Leve: Média de 1 a 3 episódios de comportamentos
compensatórios inapropriados por semana.
– Moderada: Média de 4 a 7 episódios de comportamentos
compensatórios inapropriados por semana.
– Grave: Média de 8 a 13 episódios de comportamentos
compensatórios inapropriados por semana.
– Extrema: Média de 14 ou mais comportamentos
compensatórios inapropriados por semana.
Anorexia nervosa no CID-10
• F50.0 Anorexia nervosa: Anorexia nervosa é um transtorno caracterizado por perda de
peso intencional, induzida e mantida pelo paciente. O transtorno ocorre comumente numa
mulher adolescente ou jovem, mas pode igualmente ocorrer num homem adolescente ou
jovem, como numa criança próxima à puberdade ou numa mulher de mais idade até na
menopausa. A doença está associada a uma psicopatologia específica, compreendendo
um medo de engordar e de ter uma silhueta arredondada, intrusão persistente de uma
idéia supervalorizada. Os pacientes se impõem a si mesmos um baixo peso. Existe
comumente desnutrição de grau variável que se acompanha de modificações endócrinas e
metabólicas secundárias e de perturbações das funções fisiológicas. Os sintomas
compreendem uma restrição das escolhas alimentares, a prática excessiva de exercícios
físicos, vômitos provocados e a utilização de laxantes, anorexígeros e de diuréticos.
• F50.1 Anorexia nervosa atípica: Transtornos que apresentam algumas das
características da anorexia nervosa mas cujo quadro clínico global não justifica tal
diagnóstico. Por exemplo, um dos sintomas-chave, tal como um temor acentuado de ser
gordo ou a amenorréia, pode estar ausente na presença de uma acentuada perda de peso
e de um comportamento para emagrecer. Este diagnóstico não deve ser feito na presença
de transtornos físicos conhecidos associados à perda de peso.
Subtipos
• F50.01 Tipo restritivo: Durante os últimos três meses, o
indivíduo não se envolveu em episó dios recorrentes de
compulsão alimentar ou comportamento purgativo (i.e., vômitos
autoinduzidos ou uso indevido de laxantes, diuréticos ou
enemas). Esse subtipo descreve apresentações nas quais a
perda de peso seja conseguida essencialmente por meio de
dieta, jejum e/ou exercício excessivo.
• F50.02 Tipo compulsão alimentar purgativa: Nos últimos
três meses, o indivíduo se envolveu em episódios recorrentes
de compulsão alimentar purgativa (i.e., vômitos autoinduzidos
ou uso indevido de laxantes, diuréticos ou enemas).
307.1 Anorexia nervosa
A)Restrição da ingesta calórica em relação às necessidades,
levando a um peso corporal significativamente baixo no contexto
de idade, gênero, trajetória do desenvolvimento e saúde física.
Peso significativamente baixo é definido como um peso inferior
ao peso mínimo normal ou, no caso de crianças e adolescentes,
menor do que o minimamente esperado.
B)Medo intenso de ganhar peso ou de engordar, ou
comportamento persistente que interfere no ganho de peso,
mesmo estando com peso significativamente baixo.
C)Perturbação no modo como o próprio peso ou a forma corporal
são vivenciados, influência indevida do peso ou da forma
corporal na autoavaliação ou ausência persistente de
reconhecimento da gravidade do baixo peso corporal atual.
Especificadores
• De remissão
• De gravidade
– Leve: IMC ≥ 17 kg/m²
– Moderada: IMC 16-16,99 kg/m²
– Grave: IMC 15-15,99 kg/m²
– Extrema: IMC < 15 kg/m²
307.51 Transtorno de
compulsão alimentar
A) Episódios recorrentes de compulsão alimentar. Um episódio de compulsão alimentar é
caracterizado pelos seguintes aspectos:
1. Ingestão, em um período determinado (p. ex., dentro de cada período de duas horas), de uma quantidade de
alimento definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria no mesmo período sob circunstâncias
semelhantes.
2. Sensação de falta de controle sobre a ingestão durante o episódio (p. ex., sentimento de não conseguir parar
de comer ou controlar o que e o quanto se está ingerindo).
B) Os episódios de compulsão alimentar estão associados a três (ou mais) dos seguintes aspectos
1. Comer mais rapidamente do que o normal.
2.Comer até se sentir desconfortavelmente cheio.
3.Comer grandes quantidades de alimento na ausência da sensação física de fome.
4.Comer sozinho por vergonha do quanto se está comendo.
5.Sentir-se desgostoso de si mesmo, deprimido ou muito culpado em seguida.
C) Sofrimento marcante em virtude da compulsão alimentar.
D) Os episódios de compulsão alimentar ocorrem, em média, ao menos uma vez por semana
durante três meses.
E) A compulsão alimentar não está associada ao uso recorrente de comportamento compensatório
inapropriado como na bulimia nervosa e não ocorre exclusivamente durante o curso de bulimia
nervosa ou anorexia nervosa.
Árvore de decisão
Baixo peso?
Medo de
ganhar peso?
Anorexia
nervosa
Outra alteração
emocional?
Transtorno
Excluir doença
física
Comer
compulsivo?
Alimentação
limitada a alguns
tipos de alimentos?
Purgação?
Transtorno
alimentar
restritivo / evitativo
Compulsão
alimentar
Bulimia
nervosa
SIM
SIM
SIM
SIM
SIM
NÃO
NÃO
NÃO NÃO
NÃO
NÃO
Estatísticas
Homens Mulheres Total
Prevalência acumulada
Anorexia 0,3% 0,9% 0,6%
Bulimia 0,5% 1,5% 1%
Compulsão alimentar 2,0% 3,5% 2,8%
Compulsão alimentar sublimiar 1,9% 0,6% 1,2%
Qualquer compulsão alimentar 4,0% 4,9% 4,5%
Prevalência de 12 meses
Bulimia 0,1% 0,5% 0,3%
Compulsão alimentar 0,8% 1,6% 1,2%
Compulsão alimentar sublimiar 0,8% 0,4% 0,6%
Qualquer compulsão alimentar 1,7% 2,5% 2,1%
Riscos sócio-culturais
• Riscos associados ao sistema de valores:
cultivo de um ideal de magreza pela cultura
dominante
• Riscos associados ao gênero: mulheres
têm risco 10x maior do que homens
• Riscos ocupacionais: prevalentes em sub-
grupos onde a magreza é a licença para o
sucesso (dançarinos, modelos, e atletas)
• Risco urbano: Mobilidade social, mudanças
na estrutura familiar, nos padrões de
alimentação, e nas preferências alimentares
NASSER. M. “Culture and eating disorders”. IN: Textbook of Cultural Psychiatry. Porto Alegre: Artmed, 2000.
Transtornos alimentares como
marcadores de culturas em transição
• “Países que passam por
grandes e rápidas mudanças
culturais, bem como imigrantes
e grupos minoritários à margem
de uma corrente principal de
culturas, correm mais risco de
desenvolver 'formas
desordenadas de regulação
corporal', sejam distúrbios
alimentares ou outros.”
• “A questão em jogo aqui é a
ameaça à identidade cultural e a
necessidade de autodefinição, o
que é comumente feito hoje em
dia através do vocabulário do
corpo.”
NASSER. M. “Culture and eating disorders”. IN: Textbook of Cultural Psychiatry. Porto Alegre: Artmed, 2000.
Fatores biológicos
• Componente genético: parentes de pessoas com
transtornos alimentares têm 4-5x mais chance de
desenvolver o transtorno do que a população geral
• Não há consenso acerca do que é herdado: traços de
personalidade não-específicos (instabilidade
emocional, baixo controle de impulsos)?
Neurotransmissores hipotalâmicos?
– Alterações neurobiológicas podem ser consequência da
inanição, e contribuirem para a manutenção do transtorno,
mas não para o início dele
Fatores psicológicos
• Senso de controle pessoal e autoconfiança
diminuídos; atitudes de perfeccionismo
– Se manifesta quando há percepção de sobrepeso
e baixa auto-estima
• Ansiedade focada na aparência e na
apresentação aos outros
• Imagem corporal distorcida
Modelo integrativo
Escalas de avaliação
• Diários alimentares: os pacientes são solicitados a
oferecer uma visão de sua ingestão alimentar
(quantidade e qualidade), mecanismos de controle
compensatórios, cognições e afetos relacionados
• Eating Attitudes Inventory (EAT-26): 26 itens, auto-
aplicável, deve ser usado como um índice da gravidade
de preocupações típicas de pacientes com transtorno
alimentar
• Questionário sobre imagem corporal
Slides

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Mais procurados (20)

Alimentação saudável
Alimentação saudávelAlimentação saudável
Alimentação saudável
 
Anorexia
Anorexia Anorexia
Anorexia
 
Slides obesidade
Slides obesidadeSlides obesidade
Slides obesidade
 
Diabetes
DiabetesDiabetes
Diabetes
 
Nutrição normal e dietética: alimentação do adulto e do idoso
Nutrição normal e dietética: alimentação do adulto e do idosoNutrição normal e dietética: alimentação do adulto e do idoso
Nutrição normal e dietética: alimentação do adulto e do idoso
 
Saúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidade
Saúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidadeSaúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidade
Saúde mental, desenvolvimento e transtornos da personalidade
 
Adolescentes e drogas
Adolescentes e drogasAdolescentes e drogas
Adolescentes e drogas
 
Obesidade infantil
Obesidade infantilObesidade infantil
Obesidade infantil
 
Transtornos alimentares
Transtornos alimentaresTranstornos alimentares
Transtornos alimentares
 
Introdução a Nutrição
Introdução a NutriçãoIntrodução a Nutrição
Introdução a Nutrição
 
TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo
TOC - Transtorno Obsessivo CompulsivoTOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo
TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo
 
Qualidade de Vida
Qualidade de VidaQualidade de Vida
Qualidade de Vida
 
As drogas e seus efeitos
As drogas e seus efeitosAs drogas e seus efeitos
As drogas e seus efeitos
 
Distúrbios Alimentares na Infância - Saúde da Criança
Distúrbios Alimentares na Infância - Saúde da CriançaDistúrbios Alimentares na Infância - Saúde da Criança
Distúrbios Alimentares na Infância - Saúde da Criança
 
Saúde Mental
Saúde MentalSaúde Mental
Saúde Mental
 
NUTRIÇÃO NO IDOSO
NUTRIÇÃO NO IDOSONUTRIÇÃO NO IDOSO
NUTRIÇÃO NO IDOSO
 
Palestra Depressão e Ansiedade
Palestra Depressão e AnsiedadePalestra Depressão e Ansiedade
Palestra Depressão e Ansiedade
 
Obesidade - Tipos e Causas
Obesidade - Tipos e CausasObesidade - Tipos e Causas
Obesidade - Tipos e Causas
 
Obesidade Completo
Obesidade CompletoObesidade Completo
Obesidade Completo
 
A Depressão
A DepressãoA Depressão
A Depressão
 

Semelhante a Transtornos alimentares

Material Complementar de Transtornos Alimentares
Material Complementar de Transtornos AlimentaresMaterial Complementar de Transtornos Alimentares
Material Complementar de Transtornos AlimentaresEspaço da Mente
 
Material de apoio: Transtornos Alimentares e EMDR - Módulo I
Material de apoio: Transtornos Alimentares e EMDR - Módulo IMaterial de apoio: Transtornos Alimentares e EMDR - Módulo I
Material de apoio: Transtornos Alimentares e EMDR - Módulo IEspaço da Mente
 
Anorexia Nervosa
Anorexia NervosaAnorexia Nervosa
Anorexia Nervosaprofanabela
 
Transtornos alimentares.pptx
Transtornos alimentares.pptxTranstornos alimentares.pptx
Transtornos alimentares.pptxElainnechrisSilva
 
Violência Escolar
Violência EscolarViolência Escolar
Violência Escolardenise93
 
Disturbios Alimentares
Disturbios AlimentaresDisturbios Alimentares
Disturbios Alimentareshyguer
 
Disturbios Alimentares - Bulimia e Anorexia
Disturbios Alimentares - Bulimia e AnorexiaDisturbios Alimentares - Bulimia e Anorexia
Disturbios Alimentares - Bulimia e Anorexiahyguer
 
Ana Torrinha - Transtornos alimentares
Ana Torrinha - Transtornos alimentaresAna Torrinha - Transtornos alimentares
Ana Torrinha - Transtornos alimentaresefaparaiso
 
Disturbios alimentares
Disturbios alimentaresDisturbios alimentares
Disturbios alimentaresmiguel_sampaio
 
Distúrbios Alimentares
Distúrbios AlimentaresDistúrbios Alimentares
Distúrbios AlimentaresRenata Caetano
 
anorexia.pptx
anorexia.pptxanorexia.pptx
anorexia.pptxCSSIO21
 
Distúrbios Alimentares
Distúrbios AlimentaresDistúrbios Alimentares
Distúrbios AlimentaresRutteFreitas
 

Semelhante a Transtornos alimentares (20)

Material Complementar de Transtornos Alimentares
Material Complementar de Transtornos AlimentaresMaterial Complementar de Transtornos Alimentares
Material Complementar de Transtornos Alimentares
 
Transtornos alimentares
Transtornos alimentaresTranstornos alimentares
Transtornos alimentares
 
DISTÚRBIOS ALIMENTARES.ppt
DISTÚRBIOS ALIMENTARES.pptDISTÚRBIOS ALIMENTARES.ppt
DISTÚRBIOS ALIMENTARES.ppt
 
Material de apoio: Transtornos Alimentares e EMDR - Módulo I
Material de apoio: Transtornos Alimentares e EMDR - Módulo IMaterial de apoio: Transtornos Alimentares e EMDR - Módulo I
Material de apoio: Transtornos Alimentares e EMDR - Módulo I
 
Anorexia Nervosa
Anorexia NervosaAnorexia Nervosa
Anorexia Nervosa
 
Transtornos alimentares.pptx
Transtornos alimentares.pptxTranstornos alimentares.pptx
Transtornos alimentares.pptx
 
Bulimia e Anorexia- 1B
Bulimia  e Anorexia- 1BBulimia  e Anorexia- 1B
Bulimia e Anorexia- 1B
 
Transtorno Alimentar
Transtorno AlimentarTranstorno Alimentar
Transtorno Alimentar
 
Distúrbios Alimentares
Distúrbios AlimentaresDistúrbios Alimentares
Distúrbios Alimentares
 
Violência Escolar
Violência EscolarViolência Escolar
Violência Escolar
 
Disturbios Alimentares
Disturbios AlimentaresDisturbios Alimentares
Disturbios Alimentares
 
Disturbios Alimentares - Bulimia e Anorexia
Disturbios Alimentares - Bulimia e AnorexiaDisturbios Alimentares - Bulimia e Anorexia
Disturbios Alimentares - Bulimia e Anorexia
 
Anorexia
AnorexiaAnorexia
Anorexia
 
Ana Torrinha - Transtornos alimentares
Ana Torrinha - Transtornos alimentaresAna Torrinha - Transtornos alimentares
Ana Torrinha - Transtornos alimentares
 
Disturbios alimentares
Disturbios alimentaresDisturbios alimentares
Disturbios alimentares
 
Distúrbios Alimentares
Distúrbios AlimentaresDistúrbios Alimentares
Distúrbios Alimentares
 
Transtorno Alimentar
Transtorno Alimentar Transtorno Alimentar
Transtorno Alimentar
 
anorexia.pptx
anorexia.pptxanorexia.pptx
anorexia.pptx
 
Distúrbios Alimentares
Distúrbios AlimentaresDistúrbios Alimentares
Distúrbios Alimentares
 
HIV/SIDA
HIV/SIDAHIV/SIDA
HIV/SIDA
 

Mais de Caio Maximino

Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebraPapel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebraCaio Maximino
 
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipoEfectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipoCaio Maximino
 
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurocienciasImpacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurocienciasCaio Maximino
 
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacosEl pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacosCaio Maximino
 
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"Caio Maximino
 
A cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquicoA cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquicoCaio Maximino
 
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitaloceneHuman physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitaloceneCaio Maximino
 
Vertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under changeVertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under changeCaio Maximino
 
The nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approachThe nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approachCaio Maximino
 
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividadeO monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividadeCaio Maximino
 
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência críticaPor um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência críticaCaio Maximino
 
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...Caio Maximino
 
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensinoMétodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensinoCaio Maximino
 
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciênciaAula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciênciaCaio Maximino
 
Inferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentaisInferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentaisCaio Maximino
 
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remotoAprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remotoCaio Maximino
 
A importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mentalA importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mentalCaio Maximino
 
Transtornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimentoTranstornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimentoCaio Maximino
 
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapiaEvidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapiaCaio Maximino
 
Journal club: "Contextual fear learning and memory differ between stress copi...
Journal club: "Contextual fear learning and memory differ between stress copi...Journal club: "Contextual fear learning and memory differ between stress copi...
Journal club: "Contextual fear learning and memory differ between stress copi...Caio Maximino
 

Mais de Caio Maximino (20)

Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebraPapel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
Papel de receptores 5-HT2CL en la socialidad del pez cebra
 
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipoEfectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
Efectos de fluoxetina sobre la agresión del pez cebra dependiente del fenotipo
 
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurocienciasImpacto del pez cebra en biología y neurociencias
Impacto del pez cebra en biología y neurociencias
 
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacosEl pez cebra en el estudio de psicofarmacos
El pez cebra en el estudio de psicofarmacos
 
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
Minicurso "Primeiros socorros: Em caso de ataque de pânico"
 
A cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquicoA cerebralização do sofrimento psíquico
A cerebralização do sofrimento psíquico
 
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitaloceneHuman physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
Human physiological response in perspective: Focus on the capitalocene
 
Vertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under changeVertebrate stress mechanisms under change
Vertebrate stress mechanisms under change
 
The nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approachThe nervous system: an evolutionary approach
The nervous system: an evolutionary approach
 
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividadeO monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
O monstruoso do capital: Ansiedades culturais e subjetividade
 
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência críticaPor um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
Por um cérebro histórico-cultural: Uma introdução à neurociência crítica
 
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
Genética dos transtornos mentais: Cultura, genética e epigenética em uma pers...
 
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensinoMétodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
Métodos quantitativos na pesquisa em educação e ensino
 
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciênciaAula 2: Um pouco de filosofia da ciência
Aula 2: Um pouco de filosofia da ciência
 
Inferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentaisInferência estatística nas ciências experimentais
Inferência estatística nas ciências experimentais
 
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remotoAprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
Aprendizagem baseada em problemas: Adaptações ao ensino remoto
 
A importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mentalA importância das práticas corporais para a saúde mental
A importância das práticas corporais para a saúde mental
 
Transtornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimentoTranstornos do neurodesenvolvimento
Transtornos do neurodesenvolvimento
 
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapiaEvidências científicas de eficácia em farmacoterapia
Evidências científicas de eficácia em farmacoterapia
 
Journal club: "Contextual fear learning and memory differ between stress copi...
Journal club: "Contextual fear learning and memory differ between stress copi...Journal club: "Contextual fear learning and memory differ between stress copi...
Journal club: "Contextual fear learning and memory differ between stress copi...
 

Último

"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande""Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"Ilda Bicacro
 
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIAHISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIAElianeAlves383563
 
Sistema de Acompanhamento - Diário Online 2021.pdf
Sistema de Acompanhamento - Diário Online 2021.pdfSistema de Acompanhamento - Diário Online 2021.pdf
Sistema de Acompanhamento - Diário Online 2021.pdfAntonio Barros
 
Sismologia_7ºano_causas e consequencias.pptx
Sismologia_7ºano_causas e consequencias.pptxSismologia_7ºano_causas e consequencias.pptx
Sismologia_7ºano_causas e consequencias.pptxpatriciapedroso82
 
Apresentação sobre Robots e processos educativos
Apresentação sobre Robots e processos educativosApresentação sobre Robots e processos educativos
Apresentação sobre Robots e processos educativosFernanda Ledesma
 
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-NovaNós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-NovaIlda Bicacro
 
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdf
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdfHistoria-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdf
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdfandreaLisboa7
 
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...Manuais Formação
 
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...LuizHenriquedeAlmeid6
 
bem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalbem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalcarlamgalves5
 
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfAtividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfmaria794949
 
Testes de avaliação português 6º ano .pdf
Testes de avaliação português 6º ano .pdfTestes de avaliação português 6º ano .pdf
Testes de avaliação português 6º ano .pdfCsarBaltazar1
 
O que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de InfânciaO que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de InfânciaHenrique Santos
 
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoNós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoIlda Bicacro
 
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptxSlide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptxsfwsoficial
 
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptxEBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptxIlda Bicacro
 
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-crianças
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-criançasLivro infantil: A onda da raiva. pdf-crianças
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-criançasMonizeEvellin2
 
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdfAs Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdfcarloseduardogonalve36
 
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos AnimaisNós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos AnimaisIlda Bicacro
 

Último (20)

"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande""Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
 
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIAHISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
 
Sistema de Acompanhamento - Diário Online 2021.pdf
Sistema de Acompanhamento - Diário Online 2021.pdfSistema de Acompanhamento - Diário Online 2021.pdf
Sistema de Acompanhamento - Diário Online 2021.pdf
 
Sismologia_7ºano_causas e consequencias.pptx
Sismologia_7ºano_causas e consequencias.pptxSismologia_7ºano_causas e consequencias.pptx
Sismologia_7ºano_causas e consequencias.pptx
 
Apresentação sobre Robots e processos educativos
Apresentação sobre Robots e processos educativosApresentação sobre Robots e processos educativos
Apresentação sobre Robots e processos educativos
 
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-NovaNós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
 
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdf
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdfHistoria-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdf
Historia-em-cartaz-Lucas-o-menino-que-aprendeu-a-comer-saudavel- (1).pdf
 
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
 
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
 
bem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalbem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animal
 
662938.pdf aula digital de educação básica
662938.pdf aula digital de educação básica662938.pdf aula digital de educação básica
662938.pdf aula digital de educação básica
 
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfAtividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
 
Testes de avaliação português 6º ano .pdf
Testes de avaliação português 6º ano .pdfTestes de avaliação português 6º ano .pdf
Testes de avaliação português 6º ano .pdf
 
O que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de InfânciaO que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de Infância
 
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoNós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
 
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptxSlide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
 
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptxEBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
 
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-crianças
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-criançasLivro infantil: A onda da raiva. pdf-crianças
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-crianças
 
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdfAs Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
 
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos AnimaisNós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
 

Transtornos alimentares

  • 1. Transtornos alimentares Estudos dos Fenômenos Psicopatológicos II
  • 3. Objetivos • Discutir os principais tipos de transtorno alimentar • Delimitar contribuições biológicas, psicológicas, e sociais para os transtornos alimentares • Apresentar os instrumentos para avaliação de transtornos alimentares
  • 4. Dimensões do comportamento alimentar • Dimensão fisiológico-nutritiva: Relaciona-se a aspectos metabólicos, endócrinos e neuronais, que regulam a demanda e a satisfação das necessidades nutricionais. • Dimensão psicodinâmica e afetiva: Aqui, a fome e a alimentação vinculam-se à satisfação e ao prazer oral. O prazer alimentar oral tem, segundo a psicanálise, uma conotação nitidamente libidinal. • Dimensão relacional. No desenvolvimento da criança, a boca é o mediador da primeira relação interpessoal; a relação mãe-bebê. A incorporação oral pode representar simbolicamente diversas coisas: o amor, a destruição, a conservação no interior do Eu e a apropriação das qualidades do objeto amado, etc. DALGALARRONDO. P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2000.
  • 5. Transtornos alimentares • A anorexia nervosa caracteriza-se pela perda de peso auto-induzida por abstenção de alimentos que engordam ou por comportamentos como vômitos e/ou purgação auto-induzidos, exercício excessivo e uso de anorexígenos e/ou diuréticos. • A bulimia nervosa (BN) caracteriza-se por preocupação persistente com o comer e um desejo irresistível de comida, sucumbindo a paciente a repetidos episódios de hiperfagia (“ataques” à geladeira, a uma sor veteria, etc.). Caracteriza-se ainda por preocupação excessiva com controle de peso corporal, levando a paciente a tomar medidas extremas, como vômitos, purgação, enemas e diuréticos, a fim de mitigar os efeitos do aumento de peso pela ingestão de alimentos • No transtorno da compulsão alimentar, os indivíduos podem comer compulsivamente de maneira repetida e acham isso angustiante, mas não tentam purgar os alimentos. DALGALARRONDO. P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2000.
  • 6. Quadro comparativo: Características Transtorno Características Bulimia nervosa ● Consumo fora de controle de quantidades excessivas de alimentos em sua maioria não nutritivos, dentro de um curto período de tempo ● Eliminação da comida por meio de vômito autoinduzido e/ou abuso de laxantes ou diuréticos ● Para compensar a compulsão, alguns indivíduos com bulimia se exercitam excessivamente ou jejuam entre as compulsões ● Vômitos podem aumentar as glândulas salivares, desgastar o esmalte dental, e causar desequilíbrio eletrolítico, que resulta em problemas nos rins ou falha cardíaca ● Peso geralmente dentro de 10% do normal ● A idade de início é tipicamente entre 18 e 21 anos de idade, embora possa surgir tão cedo quanto aos 10 anos Anorexia nervosa ● Medo intenso de obseidade e persistente busca por magreza; insatisfação perpétuda com a perda de peso ● Restrição calórica grave, muitas vezes com excesso de exercícios físicos, e, por vezes, com purgação, a ponto de semi-inanição ● Grave limitação de ingestão calórica pode causar amenorréia, lanugo, pele seca, cabelos e unhas quebradiços, sensibilidade ao frio, risco de insuficiência cardíaca ou renal ● Peso pelo menos 1% abaixo do normal ● Idade média de início entre 18 e 21 anos, com os casos mais jovens iniciando aos 15 anos Compulsão alimentar ● Similar à bulimia, com compulsões alimentares fora de controle, mas sem tentativas de purgação da comida ou compensação pela ingestão excessiva ● Estresse físico e emocional macante; alguns particam a compulsão para aliviar afetos negativos ● Comedores compulsivos compartilham com os indivíduos com anorexia e bulimia algumas preocupações sobre peso e forma física ● Tende a aftetar pessoas mais velhas do que a bulimia ou anorexia
  • 7. Bulimia nervosa no CID-10 • F50.2 Bulimia nervosa: A bulimia é uma síndrome caracterizada por acessos repetidos de hiperfagia e uma preocupação excessiva com relação ao controle do peso corporal conduzindo a uma alternância de hiperfagia e vômitos ou uso de purgativos. Este transtorno partilha diversas características psicológicas com a anorexia nervosa, dentre as quais uma preocupação exagerada com a forma e peso corporais. Os vômitos repetidos podem provocar perturbações eletrolíticas e complicações somáticas. Nos antecedentes encontra-se frequentemente, mas nem sempre, um episódio de anorexia nervosa ocorrido de alguns meses a vários anos antes. • F50.3 Bulimia nervosa atípica: Transtornos que apresentam algumas características da bulimia nervosa mas cujo quadro clínico global não justifica tal diagnóstico. Por exemplo, pode haver acessos repetidos de hiperfagia e de uso exagerado de laxativos sem uma alteração significativa de peso ou então a preocupação típica e exagerada com a forma e peso corporais pode estar ausente.
  • 8. 307.51 Bulimia nervosa A)Episódios recorrentes de compulsão alimentar. Um episódio de compulsão alimentar é caracterizado pelos seguintes aspectos: 1. Ingestão, em um período de tempo determinado (p. ex., dentro de cada período de duas horas), de uma quantidade de alimento definitivamente maior do que a maioria dos indivíduos consumiria no mesmo período sob circunstâncias semelhantes. 2. Sensação de falta de controle sobre a ingestão durante o episódio (p. ex., sentimento de não conseguir parar de comer ou controlar o que e o quanto se está ingerindo). B)Comportamentos compensatórios inapropriados recorrentes a fim de impedir o ganho de peso, como vômitos autoinduzidos; uso indevido de laxantes, diuréticos ou outros medicamentos; jejum; ou exercício em excesso. C) A compulsão alimentar e os comportamentos compensatórios inapropriados ocorrem, em média, no mínimo uma vez por semana durante três meses. D) A autoavaliação é indevidamente influenciada pela forma e pelo peso corporais. E) A perturbação não ocorre exclusivamente durante episódios de anorexia nervosa.
  • 9. Especificadores • De remissão (parcial ou completa) • De gravidade – Leve: Média de 1 a 3 episódios de comportamentos compensatórios inapropriados por semana. – Moderada: Média de 4 a 7 episódios de comportamentos compensatórios inapropriados por semana. – Grave: Média de 8 a 13 episódios de comportamentos compensatórios inapropriados por semana. – Extrema: Média de 14 ou mais comportamentos compensatórios inapropriados por semana.
  • 10. Anorexia nervosa no CID-10 • F50.0 Anorexia nervosa: Anorexia nervosa é um transtorno caracterizado por perda de peso intencional, induzida e mantida pelo paciente. O transtorno ocorre comumente numa mulher adolescente ou jovem, mas pode igualmente ocorrer num homem adolescente ou jovem, como numa criança próxima à puberdade ou numa mulher de mais idade até na menopausa. A doença está associada a uma psicopatologia específica, compreendendo um medo de engordar e de ter uma silhueta arredondada, intrusão persistente de uma idéia supervalorizada. Os pacientes se impõem a si mesmos um baixo peso. Existe comumente desnutrição de grau variável que se acompanha de modificações endócrinas e metabólicas secundárias e de perturbações das funções fisiológicas. Os sintomas compreendem uma restrição das escolhas alimentares, a prática excessiva de exercícios físicos, vômitos provocados e a utilização de laxantes, anorexígeros e de diuréticos. • F50.1 Anorexia nervosa atípica: Transtornos que apresentam algumas das características da anorexia nervosa mas cujo quadro clínico global não justifica tal diagnóstico. Por exemplo, um dos sintomas-chave, tal como um temor acentuado de ser gordo ou a amenorréia, pode estar ausente na presença de uma acentuada perda de peso e de um comportamento para emagrecer. Este diagnóstico não deve ser feito na presença de transtornos físicos conhecidos associados à perda de peso.
  • 11. Subtipos • F50.01 Tipo restritivo: Durante os últimos três meses, o indivíduo não se envolveu em episó dios recorrentes de compulsão alimentar ou comportamento purgativo (i.e., vômitos autoinduzidos ou uso indevido de laxantes, diuréticos ou enemas). Esse subtipo descreve apresentações nas quais a perda de peso seja conseguida essencialmente por meio de dieta, jejum e/ou exercício excessivo. • F50.02 Tipo compulsão alimentar purgativa: Nos últimos três meses, o indivíduo se envolveu em episódios recorrentes de compulsão alimentar purgativa (i.e., vômitos autoinduzidos ou uso indevido de laxantes, diuréticos ou enemas).
  • 12. 307.1 Anorexia nervosa A)Restrição da ingesta calórica em relação às necessidades, levando a um peso corporal significativamente baixo no contexto de idade, gênero, trajetória do desenvolvimento e saúde física. Peso significativamente baixo é definido como um peso inferior ao peso mínimo normal ou, no caso de crianças e adolescentes, menor do que o minimamente esperado. B)Medo intenso de ganhar peso ou de engordar, ou comportamento persistente que interfere no ganho de peso, mesmo estando com peso significativamente baixo. C)Perturbação no modo como o próprio peso ou a forma corporal são vivenciados, influência indevida do peso ou da forma corporal na autoavaliação ou ausência persistente de reconhecimento da gravidade do baixo peso corporal atual.
  • 13. Especificadores • De remissão • De gravidade – Leve: IMC ≥ 17 kg/m² – Moderada: IMC 16-16,99 kg/m² – Grave: IMC 15-15,99 kg/m² – Extrema: IMC < 15 kg/m²
  • 14. 307.51 Transtorno de compulsão alimentar A) Episódios recorrentes de compulsão alimentar. Um episódio de compulsão alimentar é caracterizado pelos seguintes aspectos: 1. Ingestão, em um período determinado (p. ex., dentro de cada período de duas horas), de uma quantidade de alimento definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria no mesmo período sob circunstâncias semelhantes. 2. Sensação de falta de controle sobre a ingestão durante o episódio (p. ex., sentimento de não conseguir parar de comer ou controlar o que e o quanto se está ingerindo). B) Os episódios de compulsão alimentar estão associados a três (ou mais) dos seguintes aspectos 1. Comer mais rapidamente do que o normal. 2.Comer até se sentir desconfortavelmente cheio. 3.Comer grandes quantidades de alimento na ausência da sensação física de fome. 4.Comer sozinho por vergonha do quanto se está comendo. 5.Sentir-se desgostoso de si mesmo, deprimido ou muito culpado em seguida. C) Sofrimento marcante em virtude da compulsão alimentar. D) Os episódios de compulsão alimentar ocorrem, em média, ao menos uma vez por semana durante três meses. E) A compulsão alimentar não está associada ao uso recorrente de comportamento compensatório inapropriado como na bulimia nervosa e não ocorre exclusivamente durante o curso de bulimia nervosa ou anorexia nervosa.
  • 15. Árvore de decisão Baixo peso? Medo de ganhar peso? Anorexia nervosa Outra alteração emocional? Transtorno Excluir doença física Comer compulsivo? Alimentação limitada a alguns tipos de alimentos? Purgação? Transtorno alimentar restritivo / evitativo Compulsão alimentar Bulimia nervosa SIM SIM SIM SIM SIM NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO
  • 16. Estatísticas Homens Mulheres Total Prevalência acumulada Anorexia 0,3% 0,9% 0,6% Bulimia 0,5% 1,5% 1% Compulsão alimentar 2,0% 3,5% 2,8% Compulsão alimentar sublimiar 1,9% 0,6% 1,2% Qualquer compulsão alimentar 4,0% 4,9% 4,5% Prevalência de 12 meses Bulimia 0,1% 0,5% 0,3% Compulsão alimentar 0,8% 1,6% 1,2% Compulsão alimentar sublimiar 0,8% 0,4% 0,6% Qualquer compulsão alimentar 1,7% 2,5% 2,1%
  • 17. Riscos sócio-culturais • Riscos associados ao sistema de valores: cultivo de um ideal de magreza pela cultura dominante • Riscos associados ao gênero: mulheres têm risco 10x maior do que homens • Riscos ocupacionais: prevalentes em sub- grupos onde a magreza é a licença para o sucesso (dançarinos, modelos, e atletas) • Risco urbano: Mobilidade social, mudanças na estrutura familiar, nos padrões de alimentação, e nas preferências alimentares NASSER. M. “Culture and eating disorders”. IN: Textbook of Cultural Psychiatry. Porto Alegre: Artmed, 2000.
  • 18. Transtornos alimentares como marcadores de culturas em transição • “Países que passam por grandes e rápidas mudanças culturais, bem como imigrantes e grupos minoritários à margem de uma corrente principal de culturas, correm mais risco de desenvolver 'formas desordenadas de regulação corporal', sejam distúrbios alimentares ou outros.” • “A questão em jogo aqui é a ameaça à identidade cultural e a necessidade de autodefinição, o que é comumente feito hoje em dia através do vocabulário do corpo.” NASSER. M. “Culture and eating disorders”. IN: Textbook of Cultural Psychiatry. Porto Alegre: Artmed, 2000.
  • 19. Fatores biológicos • Componente genético: parentes de pessoas com transtornos alimentares têm 4-5x mais chance de desenvolver o transtorno do que a população geral • Não há consenso acerca do que é herdado: traços de personalidade não-específicos (instabilidade emocional, baixo controle de impulsos)? Neurotransmissores hipotalâmicos? – Alterações neurobiológicas podem ser consequência da inanição, e contribuirem para a manutenção do transtorno, mas não para o início dele
  • 20. Fatores psicológicos • Senso de controle pessoal e autoconfiança diminuídos; atitudes de perfeccionismo – Se manifesta quando há percepção de sobrepeso e baixa auto-estima • Ansiedade focada na aparência e na apresentação aos outros • Imagem corporal distorcida
  • 22. Escalas de avaliação • Diários alimentares: os pacientes são solicitados a oferecer uma visão de sua ingestão alimentar (quantidade e qualidade), mecanismos de controle compensatórios, cognições e afetos relacionados • Eating Attitudes Inventory (EAT-26): 26 itens, auto- aplicável, deve ser usado como um índice da gravidade de preocupações típicas de pacientes com transtorno alimentar • Questionário sobre imagem corporal