Povos e Nações

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Povos e Nações

  1. 1. 2 E.M. Profa. Sílvia Beltrane Cintra 2014 "Há homens que lutam um dia e são bons. Há outros que lutam um ano e são melhores. Há os que lutam muitos anos, e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida, esses são os imprescindíveis." Bertold Brechet
  2. 2. O que é Política? • A palavra política tem origem grega, pólis (politikós): tudo o que se refere à cidade, ou seja, a vida em comum, às regras de organização dessa vida, aos objetivos da comunidade, bem como as decisões que envolvem a pólis.
  3. 3. O que é Política? Arte e ciência do governo – decidir sobre os problemas da coletividade; Estudo do poder – tomada de decisões sobre assuntos de interesse comum; Ciência do Estado – a capacidade de tomar decisões está nas mãos do Estado ou depende dele.
  4. 4. O que é Política? Política é a conjugação das ações de indivíduos e grupos humanos, dirigindo-as a um fim comum.
  5. 5. Como o sociólogo analisa a política? Preocupa-se com o que acontece no plano do Estado e, fora dele, com as articulações das pessoas para influenciar as ações do Estado.
  6. 6. Política O termo política se expandiu graças à influência da obra de Aristóteles, Política, considerada como o primeiro tratado sobre a natureza, as funções e a divisão do Estado, e sobre as várias formas de Governo. “O homem é um animal político.” Aristóteles
  7. 7. Max Weber – Política como vocação. • O Estado detém o monopólio legítimo da força. Esse direito é reconhecido pela sociedade sobre a qual o Estado exerce poder.
  8. 8. Não se deve definir a política pelos seus fins, pois, em tempos de lutas sociais e civis, por exemplo, o fim da atividade política provavelmente será o restabelecimento da unidade do Estado, da paz e da ordem pública. Já em tempos de paz interna e externa, essa atividade estará voltada para a garantia do bemestar e da prosperidade. Da mesma forma, tempos de opressão da população por um governo despótico serão marcados pela luta por direitos civis e políticos; e tempos de domínio por uma potência estrangeira, pela luta pela independência nacional.
  9. 9. Povos e Nações Toda política baseia-se na indiferença da maioria dos interessados, sem a qual não há política possível. •Muitas pessoas poderiam (ou deveriam) interessar-se pelo mundo da política; •A política só é possível se a maioria mantiver uma posição de indiferença em relação a ela.
  10. 10. Povo • Conjunto de pessoas que habitam um mesmo território e que formam uma nação, ou seja, que expressam a mesma língua, têm a mesma história, seguem as mesmas tradições e compartilhar hábitos, valores e costumes comuns.
  11. 11. Nação • Comunidade formada por um grande número de pessoas que têm geralmente origem comum, utilizam a mesma língua e que estão ligados por uma mesma cultura e por interesses e aspirações igualmente compartilhados. • Nem sempre uma nação dispõe de um Estado organizado. Ex.: povo palestino, que embora forme uma nação não está organizado em Estado.
  12. 12. Nacionalismo • Corrente de ideias ou movimento que tende a exaltar como valor supremo a nação, suas tradições, seu passado, sua cultura e etc. • Durante as décadas de 1950 e 1960, nos países subdesenvolvidos, ou integrantes do Terceiro Mundo, o nacionalismo se manifestou muitas vezes como corrente de oposição e denúncia ao chamado “imperialismo” norte americano ou europeu.
  13. 13. O analfabeto político O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais. Eugen Bertold Friedrich Brecht Dramaturgo e poeta alemão _ (1898-1956)
  14. 14. Correção Exercícios 1) A todos os brasileiros. A expressão “Nas favelas”, referência ao “povão”, acompanhada da expressão “no Senado”, referência às nossas elites, à classe dirigente do país, indica que a pergunta se destina a toda a população do país, sem distinção de classes. 2) A passagem “No Amazonas, no Araguaia, / Na Baixada fluminense, / Mato Grosso, nas Gerais / E no Nordeste tudo em paz” refere-se a diversas regiões do Brasil e sugere a existência de um componente cultural em comum entre elas: a expressão “tudo em paz” pode ser entendida como um comentário sobre a passividade do brasileiro diante dos problemas sociais. 3) O compositor rejeita a concepção romântica de nação como um grupo de pessoas unido por causas nobres. Segundo a canção, o que nos une e nos faz sentir pertencentes à mesma nação são os nossos vícios (dentre eles a falta de ética, o oportunismo, a hipocrisia e a passividade), como se percebe pelos versos “Ninguém respeita a Constituição, / Mas todos acreditam no futuro da nação”.

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