O RENASCIMENTO <br />
Neste período, o homem voltou a ocupar o centro de todas as coisas (antropocentrismo) ao contrário do que ocorria na Idade...
Fatos históricos<br />Grandes navegações<br />Reforma protestante: Lutero, Calvino, Henrique VIII<br />Mercantilismo<br />
A nova visão do homem centrava-se no interesse pela anatomia e nas representações dos nus humanos. <br />O homem, a partir...
Maquiavel (1469-1527)<br />Estado  poder central soberano que se exerce com exclusividade e plenitude sobre as questões i...
ILUMINISMO<br />
Movimento que caracterizou o pensamento europeu do século XVIII, baseado na crença do poder da razão e do progresso, na li...
A nova ciência natural deixava claro que tudo na natureza era racional. De certa forma, os filósofos iluministas considera...
O iluminismo foi um movimento global, ou seja, filosófico, político, social, econômico e cultural, que defendia o uso da r...
Montesquieu (1689-1755) – fez parte da primeira geração de iluministas  “O espírito das leis”. <br />Voltaire (1694-1778)...
Diderot (1713-1784) – Dedicou parte de sua vida à organização da primeira Enciclopédia<br />D’Alembert (1717-1783) – Escre...
O homem é puro o meio é que o corrompe (Rousseau)<br />A função social da educação: <br />a reforma da educação é que poss...
Direito <br />O homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se acorrentadoDo contrato social questionando o motivo de ...
DESCARTES (1596- 1650)<br />
Foi o fundador da filosofia dos novos tempos e o primeiro grande construtor de um sistema filosófico que foi seguido por S...
Ele achava importante descartar primeiro todo o conhecimento constituído antes dele, para só então começar a trabalhar em ...
SPINOZA<br />Foi um filósofo holandês que recebeu influências de Descartes. <br />Ele pertencia à comunidade judaica de Am...
Estado de natureza  antes da organização política, os homens se encontravam em uma guerra perpétua, em uma luta de todos ...
LOCKE<br />Acreditava que todos os nossos pensamentos e nossas noções nada mais eram do que um reflexo daquilo que um dia ...
O Trabalho é a origem e a justificação da propriedade. <br />O contrato, ou o consentimento, é a base do governo e da fixa...
DAVID HUME (1771-1776)<br />Sua filosofia é considerada até hoje como a mais importante filosofia empírica. <br />Ele acha...
Da Origem do Governo  na sociedade tradicional, uma pessoa nascida em família tem que conservar essa sociedade. <br />Iss...
KANT<br />
Achava que tanto os sentidos quanto a razão eram muito importantes para a experiência do mundo e concordava com Hume e com...
Para Kant, a moralidade parece ter um valor em si mesma. <br />Ela expressa um dever puro. <br />Tem sua origem a priori n...
Direito público e direito privado<br />Em conformidade com sua ótica epistemológica, a distinção entre direito privado e d...
HEGEL (1770-1831)<br />
Ele reuniu e desenvolveu quase todos os pensamentos surgidos entre os românticos. <br />Hegel também empregou o conceito e...
Hegel atribuiu uma importância enorme àquilo que chamou de forças objetivas: a família e o Estado. Ele achava que o indiví...
A legislação é elaboração do pensamento <br />O direito consuetudinário existe como pensamento e é conhecido, embora de ma...
MARX<br />
Foi um filósofo materialista e seu pensamento tinha um objetivo prático e político. <br />Foi também um historiador, soció...
Além disso, achava que as forças econômicas eram as principais responsáveis pela mudança em todos os outros setores e, con...
Para ele, o modo de produção determinava se relações políticas e ideológicas podiam existir. <br />Marx falava que toda a ...
Ele atacava fortemente o sistema capitalista que vigorava em todo mundo e achava que seu modo de produção era contraditóri...
Karl Marx via o direito da sua época como uma forma de manutenção da ordem posta, como uma forma de legitimar a repressão ...
DARWIN<br />
Darwin foi um cientista que, mais do que qualquer outro em tempos mais modernos, questionou e colocou em dúvida a visão bí...
Darwin não acreditava que as espécies eram imutáveis, só que lhe faltava uma explicação convincente para o modo como se pr...
FREUD<br />
Freud nasceu em 1856 e estudou medicina na Universidade de Viena. <br />Ele achava que sempre havia uma tensão entre o hom...
Freud chegara a conclusão da existência de uma sexualidade infantil por meio de sua prática como psicoterapeuta. <br />Ele...
NOSSOPRÓPRIOTEMPO<br />
O existencialismo tem como ponto de partida única e exclusivamente o homem. Vale ressaltar que todos os filósofos existenc...
A GRANDE EXPLOSÃO<br />
Referência<br />Jostein Gaarder. O Mundo de Sofia, cia das letras. São Paulo.1997<br />Wikipedia. Enciclopédia livre<br />...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Renascimento, Iluminismo, Romantismo E Liberalismo

51.732 visualizações

Publicada em

Aula de filosofia para os alunos do curso de Direito da UMC

Publicada em: Educação, Espiritual, Tecnologia
0 comentários
8 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
51.732
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
425
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
441
Comentários
0
Gostaram
8
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Renascimento, Iluminismo, Romantismo E Liberalismo

  1. 1. O RENASCIMENTO <br />
  2. 2. Neste período, o homem voltou a ocupar o centro de todas as coisas (antropocentrismo) ao contrário do que ocorria na Idade Média (teocentrismo). <br />Por isso fala-se do humanismo do renascimento. <br />A Igreja aos poucos foi perdendo seu poder e monopólio no que se refere à transmissão do conhecimento. <br /> O humanismo do renascimento foi muito marcado pelo individualismo. <br />
  3. 3. Fatos históricos<br />Grandes navegações<br />Reforma protestante: Lutero, Calvino, Henrique VIII<br />Mercantilismo<br />
  4. 4.
  5. 5. A nova visão do homem centrava-se no interesse pela anatomia e nas representações dos nus humanos. <br />O homem, a partir desta concepção, não existia apenas para servir a Deus, mas a ele próprio. <br />Vale ressaltar que no Renascimento desenvolveu-se um novo método científico – o princípio vigente era o da investigação da natureza mediante a observação e a experimentação – método empírico.<br />
  6. 6. Maquiavel (1469-1527)<br />Estado  poder central soberano que se exerce com exclusividade e plenitude sobre as questões internas externa de uma coletividade <br />Está além do bem e do mal: o Estado é <br />Regulariza as relações entre os homens: utiliza-os nos que eles têm de bom e os contém no que eles têm de mal<br />Sua única finalidade é a sua própria grandeza e prosperidade<br />Razão de Estado: existem motivos mais elevados que se sobrepõem a quaisquer outras considerações, inclusive à própria lei  Tanto na política interna quanto nas relações externas, o Estado é o fim: e os fins justificam os meios <br />
  7. 7. ILUMINISMO<br />
  8. 8. Movimento que caracterizou o pensamento europeu do século XVIII, baseado na crença do poder da razão e do progresso, na liberdade de pensamento e na emancipação política. <br />Muitos dos filósofos do iluminismo francês tinham visitado a Inglaterra, que em certo sentido era mais liberal do que a França. A ciência natural inglesa encantou esses filósofos franceses. <br />De volta a sua pátria, a França, eles começaram pouco a pouco a se rebelar contra o autoritarismo vigente e não tardou muito a se voltarem também contra o poder da Igreja, do rei e da aristocracia.<br />Eles começaram a reimplantar o racionalismo em sua revolução. A maioria dos filósofos do Iluminismo tinham uma crença inabalável na razão humana. <br />
  9. 9. A nova ciência natural deixava claro que tudo na natureza era racional. De certa forma, os filósofos iluministas consideravam sua tarefa criar um alicerce para a moral, a ética e a religião que estivesse em sintonia com a razão imutável do homem. <br />Os filósofos desta época diziam que só quando a razão e o conhecimento se difundissem era que a humanidade faria grandes progressos.<br />A natureza para eles era quase a mesma coisa que a razão e por isso enfatizavam um retorno de homem a ela. <br />Falavam também que a religião deveria estar em consonância com a razão natural do homem. O iluminismo foi o alicerce para a Revolução Francesa de 1789.<br />
  10. 10. O iluminismo foi um movimento global, ou seja, filosófico, político, social, econômico e cultural, que defendia o uso da razão como o melhor caminho para se alcançar a liberdade, a autonomia e a emancipação. O centro das idéias e pensadores Iluministas foi a cidade de Paris.<br />
  11. 11. Montesquieu (1689-1755) – fez parte da primeira geração de iluministas  “O espírito das leis”. <br />Voltaire (1694-1778) – Crítico da religião e da Monarquia agitador, polêmico e propagandista das idéias iluministas. <br />Écrasezl’Infâme (Esmagai a infame). A infame a que se referia era a Igreja Católica. <br />
  12. 12. Diderot (1713-1784) – Dedicou parte de sua vida à organização da primeira Enciclopédia<br />D’Alembert (1717-1783) – Escreveu e ajudou na organização da enciclopédia.<br />Rousseau (1712-1778) – redigiu alguns verbetes para a Enciclopédia “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens”.<br />
  13. 13.
  14. 14. O homem é puro o meio é que o corrompe (Rousseau)<br />A função social da educação: <br />a reforma da educação é que possibilitaria uma reforma do sistema político e social;<br />criar uma sociedade fundada na família, no povo, no soberano, na pátria e no Estado;<br />a educação não somente mudaria as pessoas particulares mas também a toda a sociedade, pois trata-se de educar o cidadão para que ele ajude a forjar uma nova sociedade.<br />
  15. 15.
  16. 16. Direito <br />O homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se acorrentadoDo contrato social questionando o motivo de os homens viverem sob os grilhões da vida em sociedade, do porquê de os homens abandonarem o estado de natureza, uma vez que todos nascem homens e livres.<br />Força é diferente de Direito - o último é um conceito moral, fundado na razão, enquanto a força é um fato. <br />Não há direito (nem Contrato) na submissão de um homem pela força. <br />Nenhum homem aliena sua liberdade gratuitamente a um outro - tampouco um povo a um indivíduo. <br />A Escravidão não tem sentido para Rousseau, porque para o autor, o homem depende da liberdade: a liberdade é condição necessária da condição humana.<br />
  17. 17. DESCARTES (1596- 1650)<br />
  18. 18. Foi o fundador da filosofia dos novos tempos e o primeiro grande construtor de um sistema filosófico que foi seguido por Spinoza e Leibniz, Locke e Berkeley, Hume e Kant. <br />Sistema filosófico é uma filosofia de base cujo objetivo é encontrar respostas para as questões filosóficas mais importantes. <br />Uma coisa que ocupou a atenção de Descartes foi a relação, entre corpo e alma. Sua obra mais importante é Discurso do Método, onde explica, entre outras coisas, que não se deve considerar nada como verdadeiro. <br />Ele queria aplicar o método matemático à reflexão da filosofia e provar as verdades filosóficas como se prova um princípio de matemática, ou seja, empregando a razão. <br />
  19. 19. Ele achava importante descartar primeiro todo o conhecimento constituído antes dele, para só então começar a trabalhar em seu projeto filosófico. Achava também que não devíamos confiar em nossos sentidos. <br />Era, portanto, racionalista. <br />Uma das conclusões a que chegou foi a de que a única coisa sobre a qual se podia ter certeza era a de que duvidava de tudo. <br />Acreditava na existência de Deus como algo tão evidente quanto o fato de que alguém que pensa era um ser, um Eu presente. <br />Achava que o homem era um ser dual: tanto pensa como ocupa lugar no espaço. <br />
  20. 20. SPINOZA<br />Foi um filósofo holandês que recebeu influências de Descartes. <br />Ele pertencia à comunidade judaica de Amsterdã, mas foi excomungado por heresia. Contestava o fato de que cada palavra da Bíblia fosse inspirada por Deus e dizia que quando a lemos temos que fazê-lo com uma postura crítica.<br />Seu sustento provinha do polimento de lentes e isso tem um significado simbólico, pois a tarefa de um filósofo é justamente ajudar as pessoas a ver a vida de um modo novo. Em sua filosofia é fundamental enxergar as coisas sobre a perspectiva da eternidade.<br />Era panteísta, ou seja, achava que Deus estava presente em tudo que existia. <br />‘Em relação à ética, ele a entendia como a doutrina de como deve-se viver para ter uma boa vida. <br />Também era racionalista e pretendeu mostrar que a vida do homem é governada pelas leis da natureza. Achava que o homem tinha que se libertar de seus sentimentos e sensações para só então encontrar a paz e ser feliz. <br />Ele era monista (acreditava somente numa natureza material, física). <br />Considerava Deus, ou as leis da natureza, a causa interna de tudo o que acontecia. <br />Ele tinha uma visão determinista e defendeu de forma enérgica a liberdade de expressão e a tolerância religiosa.<br />
  21. 21. Estado de natureza  antes da organização política, os homens se encontravam em uma guerra perpétua, em uma luta de todos contra todos. <br />O egoísmo que impede os homens a se unirem, a se acordarem entre si numa espécie de pacto social, pelo qual prometem renunciar a toda violência, auxiliando-se mutuamente. <br />Mesmo depois do pacto social, os homens não cessam de ser, mais ou menos, irracionais e, portanto, quando lhes fosse cômodo e tivessem a força, violariam, sem mais, o pacto. <br />O direito sem a força não tem eficácia poder central que protege os direitos de cada um. <br />Entretanto, o estado, o governo, o soberano podem fazer tudo o que querem: para isso têm o poder e, portanto, o direito, e se acham eles ainda no estado de pura natureza, do qual os súditos saíram.<br />
  22. 22. LOCKE<br />Acreditava que todos os nossos pensamentos e nossas noções nada mais eram do que um reflexo daquilo que um dia já sentimos ou percebemos através de nossos sentidos. <br />Antes de sentirmos qualquer coisa nossa mente era como uma tábula rasa, uma lousa vazia. <br />Ele estabeleceu a diferença entre aquilo que se chama de qualidades sensoriais primárias e secundárias. <br />Por qualidades sensoriais primárias Locke entendia a extensão, peso, forma, movimento e número das coisas. <br />As secundárias eram as que não reproduziam as características verdadeiras das coisas e sim o efeito que essas características exteriores exerciam sobre os nossos sentidos. <br />Locke chamou a atenção para o conhecimento intuitivo ou demonstrativo. <br />Ele acreditava que certas diretrizes éticas valiam para todos e que era inerente à razão humana saber da existência de um Deus.<br />
  23. 23. O Trabalho é a origem e a justificação da propriedade. <br />O contrato, ou o consentimento, é a base do governo e da fixação dos seus limites. <br />O estado natural não conhece o governo, mas nele, assim como na sociedade política, os homens estão sujeitos às regras da moral, que não é mais do que a Lei de Deus. <br />Os homens nascem livres e com os mesmos direitos, e o que quer que o homem «misture com o seu trabalho» é para sua utilização. <br />Defende que, quando a humanidade se multiplicou e a terra se tornou insuficiente para todos, foram necessárias regras para além das criadas pela lei moral ou natural. <br />A Lei Moral é sempre válida, mas não é necessariamente mantida sempre. <br />Na sociedade natural todos os homens têm o mesmo direito de punir um transgressor. <br />
  24. 24. DAVID HUME (1771-1776)<br />Sua filosofia é considerada até hoje como a mais importante filosofia empírica. <br />Ele achava que lhe cabia a tarefa de eliminar todos os conceitos obscuros e os raciocínios intricados criados até então. <br />Queria retornar à forma original pela qual o homem experimentava o mundo. <br />Constatou que o homem possuía impressões de um lado, e idéias, de outro e atentou para o fato de que tanto uma quanto outra poderiam ser ou simples ou complexas. <br />Ele se preocupou com o fato de às vezes formarmos idéias e noções complexas, para as quais não há correspondentes complexos na realidade material. <br />Era dessa forma que surgiam as concepções falsas sobre as coisas. Ele estudou cada noção, cada idéia, a fim de verificar se sua composição encontrava correlato na realidade. Ele achava que uma noção complexa precisava ser decomposta em noções menores. <br />Era assim que pretendia chegar a um método científico de análise das idéias do homem. No âmbito da ética e da moral, Hume se opôs ao pensamento racionalista. <br />Os racionalistas consideravam uma qualidade inata da razão humana o fato de ela poder distinguir entre o certo e o errado. Hume, porém, não acreditava que a razão determinasse as ações e pensamentos de uma pessoa.<br />
  25. 25. Da Origem do Governo  na sociedade tradicional, uma pessoa nascida em família tem que conservar essa sociedade. <br />Isso é necessário para a distribuição da justiça, que é o principal motivo da existência do governo. <br />A natureza humana tem seu lado maligno, que vai contra a justiça, sendo necessário a paz e a ordem para conservar a sociedade. <br />Por causa desse lado do homem, é preciso criar encargos para garantir a obediência, um dever. <br />Os homens do governo tem de ter em si valores que sirvam de exemplo. <br />Uma vez garantida a obediência, através dos hábitos, os homens aprendem a aceitar sem questionar. <br />O governo tem uma origem acidental, como por exemplo a liderança numa guerra. <br />Em todo o governo existe o conflito entra autoridade e liberdade. <br />Esse conflito resulta numa ordem mediana entre os dois, que nunca podem ser absolutos. <br />
  26. 26. KANT<br />
  27. 27. Achava que tanto os sentidos quanto a razão eram muito importantes para a experiência do mundo e concordava com Hume e com os empíricos quanto ao fato de que todos os conhecimentos deviam-se às impressões dos sentidos. <br />Concordava com os racionalistas, a razão também continha pressupostos importantes para o modo como o mundo era percebido. <br />Explicava que o espaço e o tempo pertenciam à condição humana sendo propriedades da consciência, e não atributos do mundo físico. <br />Ele afirmava que a consciência se adaptava às coisas e vice-versa acreditava que a lei da causalidade era o elemento componente da razão humana e que era eterna e absoluta, simplesmente porque a razão humana considerava tudo o que acontecia dentro de uma relação de causa e efeito. <br />
  28. 28. Para Kant, a moralidade parece ter um valor em si mesma. <br />Ela expressa um dever puro. <br />Tem sua origem a priori na razão, e não a posteriori. <br />Indica um dever de forma categórica.<br />Kant observa na primeira parte da Metafísica dos Costumes que existe uma dupla legislação atuando sobre ohomem, enquanto consciente de sua própria existência e liberdade: uma legislação interna e uma legislação externa. <br />A primeira diz respeito à moral (ética no sentido estrito), obedecendo à lei do dever, de foro íntimo, enquanto a segunda revela-nos o Direito, com leis que visão a regulação das ações externas.<br />
  29. 29. Direito público e direito privado<br />Em conformidade com sua ótica epistemológica, a distinção entre direito privado e direito público não é uma distinção empírica, mas fundamentalmente uma distinção racional. <br />Fontes das quais os diversos direitos se originam. <br />Assim, qualquer direito que derive do Estado é direito público, mesmo aquele que os juristas costumam denominar direito privado. <br />Todo direito estatal é necessariamente um direito público. Um direito privado, para Kant, portanto, somente seria possível fora do âmbito do Estado<br />
  30. 30. HEGEL (1770-1831)<br />
  31. 31. Ele reuniu e desenvolveu quase todos os pensamentos surgidos entre os românticos. <br />Hegel também empregou o conceito espírito do mundo, mas lhe atribuiu um sentido diferente do de outros românticos. <br />Quando falava de espírito ou razão do mundo, ele estava se referindo à soma de todas as manifestações humanas. <br />Ele dizia que a verdade era basicamente subjetiva e contestava a possibilidade de haver uma verdade acima ou além da razão humana. <br />Achava também que as bases do conhecimento mudavam de geração para geração e, por conseqüência, não existiam verdades eternas. <br />Ele dizia que a razão era algo dinâmico e que fora do processo histórico não existia qualquer critério capaz de decidir sobre o que era mais verdadeiro e o que era mais racional. <br />Acreditava que quando se refletia sobre o conceito de &quot;ser&quot; não tinha como deixar de lado a reflexão da noção oposta, ou seja, o &quot;não ser&quot; e que a tensão entre esses dois conceitos era resolvida pela idéia de transformar-se.<br />
  32. 32. Hegel atribuiu uma importância enorme àquilo que chamou de forças objetivas: a família e o Estado. Ele achava que o indivíduo era a parte orgânica de uma comunidade e que a razão ou o espírito do mundo só se tornavam possíveis na interação das pessoas e dizia também que o Estado era mais que o cidadão isolado e mais que a soma de todos os cidadãos. <br />Hegel achava impossível desligar-se da sociedade por assim dizer. <br />
  33. 33. A legislação é elaboração do pensamento <br />O direito consuetudinário existe como pensamento e é conhecido, embora de maneira mais indeterminada que o direito escrito<br />O código equivaleria ao reconhecimento do conteúdo jurídico na sua universalidade, ou seja, &quot;concebê-la pelo pensamento e acrescentar-lhe aplicação aos casos particulares“<br />Num momento histórico em que importava a idéia do fortalecimento do Estado, pelo processo de unificação da Alemanha então em curso, a idéia de Hegel de validade da norma escrita - &quot;só tem capacidade para obrigar o que for lei positiva&quot; (1990, p.198) - é a exigência da elaboração da norma por meio legislativo, portanto, com a chancela estatal. <br />
  34. 34. MARX<br />
  35. 35. Foi um filósofo materialista e seu pensamento tinha um objetivo prático e político. <br />Foi também um historiador, sociólogo e economista. <br />Ele achava que eram as condições materiais de vida numa sociedade que determinavam o pensamento e a consciência e que tais condições eram decisivas também para a evolução da história. <br />Dizia que não eram os pressupostos espirituais numa sociedade que levavam a modificações materiais, mas exatamente o oposto: as condições materiais determinavam, em última instância, também as condições espirituais. <br />
  36. 36. Além disso, achava que as forças econômicas eram as principais responsáveis pela mudança em todos os outros setores e, conseqüentemente, pelos rumos do curso da história. <br />Para Marx, as condições materiais sustentavam todos os pensamentos e idéias de uma sociedade sendo esta composta por três camadas: embaixo de tudo estavam as condições naturais de produção que compreendiam os recursos naturais; a próxima camada era formada pelas forças de produção de uma sociedade, que não era só a força de trabalho do próprio homem, mas também os tipos de equipamentos, ferramentas e máquinas, os chamados meios de produção; a terceira trata das relações de posse e da divisão do trabalho, chamada de relações de produção de uma sociedade. <br />
  37. 37. Para ele, o modo de produção determinava se relações políticas e ideológicas podiam existir. <br />Marx falava que toda a história era a história das lutas de classes. Pensava a respeito do trabalho humano falando que quando o homem labutava, ele interferia na natureza e deixava nela suas marcas e vice-versa. <br />Marx foi a pessoa que deu grande impulso ao comunismo. <br />
  38. 38. Ele atacava fortemente o sistema capitalista que vigorava em todo mundo e achava que seu modo de produção era contraditório. <br />Para ele, o capitalismo era um sistema econômico autodestrutivo, sobretudo porque lhe faltava um controle racional. <br />Ele considerava o capitalismo progressivo, isto é, algo que aponta para o futuro, mas só porque via nele um estágio a caminho do comunismo. <br />Segundo Marx, quando o capitalismo caísse e o proletariado tomasse o poder, haveria o surgimento de uma nova sociedade de classes, na qual o proletariado subjulgaria à força a burguesia. <br />Esta fase de transição Marx chamou de ditadura do proletariado. <br />Depois disso a ditadura do proletariado daria lugar a uma sociedade sem classes, o comunismo e esta seria uma sociedade na qual os meios de produção pertenceriam a todos. <br />Em tal estágio, cada um trabalharia de acordo com sua capacidade e ganharia de acordo com suas necessidades.<br />
  39. 39. Karl Marx via o direito da sua época como uma forma de manutenção da ordem posta, como uma forma de legitimar a repressão imposta ao proletariado pela democracia burguesa. <br />Mas avaliava que o direito pode e deve ter um papel transformador da sociedade da desigualdade numa sociedade mais justa, mais igualitária; é em grande parte através dele que se concretizaria os instrumentos para tornar a igualdade um fato.<br />
  40. 40. DARWIN<br />
  41. 41. Darwin foi um cientista que, mais do que qualquer outro em tempos mais modernos, questionou e colocou em dúvida a visão bíblica sobre o lugar do homem na criação.<br /> Ele achava que precisava se libertar da doutrina cristã sobre o surgimento do homem e dos animais, vigente em sua época. Darwin nasceu em 1809 na cidade de Shrewsbury. <br />Em um de seus livros publicados, Origem das espécies, defendeu duas teorias ou idéias principais: em primeiro lugar dizia que todas as espécies de plantas e animais existentes descendiam de formas mais primitivas, que viveram em tempos passados. <br />Ele pressupôs, portanto, uma evolução biológica. E<br />m segundo, Darwin explicou que esta evolução se devia à seleção natural. Um dos argumentos propostos por ele para a evolução biológica era o fato de existir depósitos de fósseis estratificados em diferentes formações rochosas. <br />Outro argumento era a distribuição geográfica das espécies vivas (ele havia visto com seus próprios olhos que as diferentes espécies de animais de uma região distinguiam-se umas das outras por detalhes mínimos). <br />
  42. 42. Darwin não acreditava que as espécies eram imutáveis, só que lhe faltava uma explicação convincente para o modo como se processava a evolução. <br />O que ele tinha era um argumento para a suposição de que todos os animais da Terra possuíam um ancestral comum: a evolução dos embriões dos mamíferos, mas continuava sem explicar como se processava a evolução para as diferentes espécies. <br />Enfim chegou a uma conclusão: a responsável era a seleção natural na luta pela vida, ou seja, quem melhor se adaptava ao meio ambiente, sobrevivia e podia garantir a continuidade de sua espécie. &quot;As constantes variações entre indivíduos de uma mesma espécie e as elevadas taxas de nascimento constituem a matéria-prima para a evolução da vida na Terra. A seleção natural na luta pela sobrevivência é o mecanismo, a força propulsora que está por trás desta evolução. A seleção natural é responsável pela sobrevivência dos mais fortes, ou dos que melhor se adaptam ao seu meio&quot;.<br />
  43. 43. FREUD<br />
  44. 44. Freud nasceu em 1856 e estudou medicina na Universidade de Viena. <br />Ele achava que sempre havia uma tensão entre o homem e o seu meio. <br />Para ser mais exato, um conflito entre o próprio homem e aquilo que o seu meio exigia dele. <br />Ele descobriu o universo dos impulsos que regiam a vida do ser humano. Com freqüência, impulsos irracionais determinavam os pensamentos, os sonhos e as ações das pessoas. <br />Tais impulsos irracionais eram capazes de trazer à luz instintos e necessidades que estavam profundamente enraizados no interior dos indivíduos. <br />
  45. 45. Freud chegara a conclusão da existência de uma sexualidade infantil por meio de sua prática como psicoterapeuta. <br />Ele também constatou que muitas formas de distúrbios psíquicos eram devido a conflitos ocorridos na infância.<br />Após um longo período de experiência com pacientes, concluiu que a consciência seria mais ou menos como a ponta de um iceberg que se elevava para além da superfície da água. <br />Sob a superfície ou sob o limiar da consciência, estava o subconsciente ou inconsciente. A expressão inconsciente significava, para Freud, tudo o que reprimimos.<br />
  46. 46. NOSSOPRÓPRIOTEMPO<br />
  47. 47. O existencialismo tem como ponto de partida única e exclusivamente o homem. Vale ressaltar que todos os filósofos existencialistas eram cristãos. <br />Jean-Paul Sartre foi um de seus principais representantes. <br />Ele ainda fez um comentário sobre a revolução tecnológica por que o mundo passava.<br />
  48. 48. A GRANDE EXPLOSÃO<br />
  49. 49.
  50. 50. Referência<br />Jostein Gaarder. O Mundo de Sofia, cia das letras. São Paulo.1997<br />Wikipedia. Enciclopédia livre<br />www.omundodosfilosofos.com.br<br />

×