ÉTICA DEONTOLÓGICA  VERSUS ÉTICA TELEOLÓGICA Duas perspectivas diferentes para fundamentar a moral
Em que diferem estas perspectivas: <ul><li>Na aplicação e utilização de conceitos </li></ul><ul><li>Na forma de considerar...
<ul><li>A moral deontológica baseia-se no princípio da autonomia da vontade face às inclinações naturais. Moral é a acção ...
Dever? 0u Vida Boa? Uma conciliação?
A moral deontológica privilegia a forma e a moral teleológica o resultado material da acção. <ul><li>A forma da acção mora...
Haverá conciliação entre prazer e dever ou são inconciliáveis? <ul><li>O que se entende por prazer? </li></ul><ul><li>Tant...
O Prazer só tem valor moral se não for um prazer egoísta.  <ul><li>Princípio da imparcialidade da acção moral (contraria a...
Objecções à teoria deontológica: <ul><li>Por ser formal e não ter em conta a totalidade da experiência do indivíduo está a...
Vantagens da perspectiva deontológica sobre a teleológica: <ul><li>Valoriza a pessoa e perspectiva da intenção visto que a...
Objecções à teoria teleológica: <ul><li>Pode criar situações de justificação moral de acções contra os princípios morais. ...
Vantagens da teoria teleológica sobre a deontológica: <ul><li>Aproxima-se do Senso Comum e da realidade vivencial. Preocup...
Conclusão? <ul><li>Poderemos conciliar o prazer e o dever?  </li></ul><ul><li>Será a obediência a princípios preponderante...
 
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Ética deontológica e teleológica

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Nesta síntese pretende-se comparar duas perspectivas éticas, salientando as objecções a cada uma delas.

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Ética deontológica e teleológica

  1. 1. ÉTICA DEONTOLÓGICA VERSUS ÉTICA TELEOLÓGICA Duas perspectivas diferentes para fundamentar a moral
  2. 2. Em que diferem estas perspectivas: <ul><li>Na aplicação e utilização de conceitos </li></ul><ul><li>Na forma de considerar a moral </li></ul><ul><li>Nos fins a que deve estar submetida a acção </li></ul>
  3. 3. <ul><li>A moral deontológica baseia-se no princípio da autonomia da vontade face às inclinações naturais. Moral é a acção que obedece apenas ao dever. Porque só a obediência ao dever torna o ser humano livre. </li></ul><ul><li>A moral teleológica baseia-se na utilidade das acções para o bem estar e para aliviar o sofrimento das pessoas. Moral é a acção que produz maior bem estar ao maior número. </li></ul>
  4. 4. Dever? 0u Vida Boa? Uma conciliação?
  5. 5. A moral deontológica privilegia a forma e a moral teleológica o resultado material da acção. <ul><li>A forma da acção moral é colocada a priori, é a forma que é boa ou má independentemente do resultado da acção. </li></ul><ul><li>Uma forma boa é aquela em que a motivação da acção pode ser universalizável. </li></ul><ul><li>A forma - o motivo ou intenção do sujeito é substituída pela previsão que o sujeito deve fazer do resultado da sua acção. O sujeito deve prever, fazer um cálculo ou um juízo dos prós e contras e dos riscos que corre. Se intenção for boa e o resultado mau essa previsão racional não foi bem feita. </li></ul>
  6. 6. Haverá conciliação entre prazer e dever ou são inconciliáveis? <ul><li>O que se entende por prazer? </li></ul><ul><li>Tanto Kant como Stuart Mill consideram o prazer intelectual superior ao sensual. </li></ul><ul><li>A questão é: Será que o prazer deve ser o fim da acção moral? </li></ul><ul><li>Para Kant esse fim já existe naturalmente e a moral não é o reino da natureza mas sim da liberdade. </li></ul><ul><li>Para Stuart Mill não temos motivação para a acção moral se ela não satisfizer também um fim natural, desejável. </li></ul>
  7. 7. O Prazer só tem valor moral se não for um prazer egoísta. <ul><li>Princípio da imparcialidade da acção moral (contraria a natureza primária) o prazer do outro ou o seu sofrimento é igual ao nosso. </li></ul><ul><li>Uma acção não é moral, não é correcta se o seu resultado for apenas o prazer do próprio. </li></ul><ul><li>Para a moral deontológica o prazer não é um fim, o único fim em si absoluto é a dignidade da pessoa. (não especifica apenas diz que essa dignidade é a sua capacidade de ser autónoma, obedecer às leis da razão, às leis que cada um faz) </li></ul>
  8. 8. Objecções à teoria deontológica: <ul><li>Por ser formal e não ter em conta a totalidade da experiência do indivíduo está afastada das condições de vida concreta e impõe-se como algo demasiado exigente. Pode também legitimar actos morais com resultados práticos prejudiciais para o sujeito ou para os outros. </li></ul>
  9. 9. Vantagens da perspectiva deontológica sobre a teleológica: <ul><li>Valoriza a pessoa e perspectiva da intenção visto que a pessoa só pode ter domínio sobre si própria não pode ter o domínio das situações exteriores. </li></ul><ul><li>Ao exigir respeito pelos princípios morais impede a instrumentalização da pessoa por outra. </li></ul>
  10. 10. Objecções à teoria teleológica: <ul><li>Pode criar situações de justificação moral de acções contra os princípios morais. </li></ul><ul><li>Pode confirmar a máxima de que os fins justificam os meios. </li></ul>
  11. 11. Vantagens da teoria teleológica sobre a deontológica: <ul><li>Aproxima-se do Senso Comum e da realidade vivencial. Preocupa-se com as condições de vida da humanidade. Privilegia o altruísmo. </li></ul>
  12. 12. Conclusão? <ul><li>Poderemos conciliar o prazer e o dever? </li></ul><ul><li>Será a obediência a princípios preponderante sobre a avaliação das situações concretas? </li></ul><ul><li>Não haverá leis morais absolutas? </li></ul><ul><li>Será o homem a estabelecer, segundo o seu juízo e tendo em conta a circunstância, o melhor e o pior? </li></ul><ul><li>Deverá ser a lei moral independente da experiência e ditada pela razão? </li></ul>

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