Seminário TDAH UnB 2013/1

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Seminário TDAH UnB 2013/1

  1. 1. TDAH Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade
  2. 2. O que é o TDAH? Transtorno neuro-biológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). (1) (1) http://www.tdah.org.br/
  3. 3. Principais Sintomas ● Falta de atenção; ● Hiperatividade; ● Impulsividade; ● Insônia; ● Agitação; ● Desorganização ● Comportamento inadequado;
  4. 4. Causas ● Genéticas ● Neuro-biológicas e Neuro-químicas
  5. 5. Diagnóstico Normalmente o transtorno é observado em crianças na fase escolar O diagnóstico é realizado por um neurologista utilizando o "Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM" Os sintomas devem ocorrer por um período de tempo superior a 6 meses e não devem se manifestar em locais específicos (por exemplo, somente na escola) Não cabe ao professor realizar o diagnóstico, mas é seu papel alertar a família da criança sobre o assunto
  6. 6. Incidência Dependendo dos estudos, estima-se que a TDAH possa atingir de 3% a 12% das crianças do mundo. No período de 2000 a 2005 o tratamento aumentou 11% ao ano. O transtorno é muito mais frequente no sexo masculino, variando de 4:1 a 9:1.
  7. 7. Tratamento O tratamento do TDAH deve ser multimodal, ou seja, uma combinação de medicamentos, orientação aos pais e professores, além de técnicas que são ensinadas ao portador. Plano de ação, com prioridades e objetivos de curto e longo prazo Terapia Cognitivo Comportamental (psicólogos)
  8. 8. TDAH e comorbidades Comorbidade é um termo usado para descrever a ocorrência simultânea de dois ou mais problemas de saúde etiologicamente relacionados em um mesmo indivíduo. 1
  9. 9. TDAH e comorbidades Certas alterações na estruturação e desenvolvimento cerebral que inicialmente estão relacionadas à manifestação do TDAH e seus sintomas – distração, agitação, hiperatividade, impulsividade – também representam fragilidades, que facilitariam a ocorrência de outros transtornos. 2
  10. 10. TDAH e comorbidades Ansiedade Generalizada Depressão Uso de Substâncias 3
  11. 11. TDAH e comorbidades Transtorno AlimentarTranstorno Bipolar Distúrbio de Linguagem 4
  12. 12. TDAH e comorbidades Transtornos 5 Opositivo-Desafiador Personalidade Anti-Social TOC Sono
  13. 13. TDAH e comorbidades Índice de algumas comorbidades (adultos): Depressão – 20 a 30% Transtorno de ansiedade – 20 a 30% Uso de substâncias – 25 a 50% Tabagismo – 40% Distúrbio alimentar – 20 a 30% Transtorno de personalidade anti-social – 25% Transtorno de sono – 75% 6
  14. 14. TDAH e comorbidades ● Millstein, Wilens, Biederman e Spencer (1998) examinaram 149 adultos com TDAH. ● Em 97% foram assinaladas de 1 a 4 condições psiquiátricas comórbidas). ● Conclusão: O tratamento exclusivo da outra condição psiquiátrica comórbida sem o adequado tratamento para o TDAH resultará em resultados insatisfatórios. 7
  15. 15. TDAH - Estudo de Caso
  16. 16. TDAH - Estudo de Caso Pedro, 7 anos de idade, estudante da primeira série. Tem dificuldades de aprendizagem, é sempre disperso, esquecido e muda de humor facilmente. Não consegue se organizar, vive perdendo objetos e não para quieto. Fala muito, corre pra todo lado sem controle e não sabe esperar. É assim em qualquer lugar. O único momento que fica calmo é quando está jogando vídeo game ou assistindo algo do seu interesse na TV. Sempre foi rotulado como incapaz, desinteressado e outros adjetivos do tipo. Até que foi diagnosticado com TDAH, e agora o que fazer?
  17. 17. TDAH - Estudo de Caso ● Profissionais Médicos/Psicólogos Responsáveis pelo diagnóstico, receitar e acompanhar o uso de medicamentos. Terapia Cognitivo Comportamental, onde psicológos vão trabalhar a fim de eliminar comportamentos indesejados e ensinar novos comportamentos utilizando métodos, teorias behavioristas.
  18. 18. TDAH - Estudo de Caso ● Família Encorajar a criança e não jogar a culpa de tudo no TDAH. Promover atividades artísticas e de lazer. Promover a socialização com outras crianças. Garantir qualidade de vida. Utilizar vídeo game/TV como aliados. Acompanhar a evolução, usando reforços positivos. Criar rotina.
  19. 19. TDAH - Estudo de Caso
  20. 20. TDAH - Estudo de Caso ● Escola Profissionais de educação treinados. Adaptação de atividades. Usar reforço positivo imediato. Usar métodos de atrair a atenção. Ajudar a organizar tarefas e cumprir prazos. Garantir bem estar perante aos outros alunos.
  21. 21. TDAH - Estudo de Caso
  22. 22. Interesse das Indústrias Em 2010 a Novartis e a Associação Brasileira de Déficit de Atenção promoveram o concurso “Atenção Professor”, que tinha como objetivo “ajudar os educadores a conhecer e lidar melhor com o TDAH”. Para levar o prêmio de R$7 mil era preciso apresentar as melhores propostas de inclusão de portadores de TDAH na sala de aula.
  23. 23. Projeto com o objetivo instituir na educação básica um programa de diagnóstico e tratamento do TDAH e da Dislexia. Foi aprovado no senado e encontra-se em tramitação na Câmara dos Deputados Projeto de Lei 7081/2010
  24. 24. TDAH e a Escola ● Normalmente é na escola que é percebida se a criança tem TDAH, pois tem que se concentrar e dividir o espaço com mais crianças; ● Você, como professor, deve encarar o tema. Aqui vão algumas dicas: ○ Reforço positivo ○ Limite de críticas ○ Planeje as atividades ○ Paciência e humor ○ Respeito e compreensão ○ Seja objetivo ○ Evite comparações ○ Saiba o que a criança está sentindo ○ Atividades sempre finalizadas ○ Sala de aula organizada ○ Regras da sala de aula ○ Rotina consistente e previsível
  25. 25. O professor sabe sobre hiperatividade em crianças e está disposto a reconhecer que este problema tem um impacto significativo sobre as crianças da classe. O professor parece entender a diferença entre problemas resultantes de incompetência e problemas resultantes de desobediência. O professor não emprega como primeira ação o reforço negativo ou a punição como meios para lidar com problemas e para motivar na sala de aula. A sala de aula é organizada. Existe um conjunto claro e consistente de regras na classe. Exige-se que todos alunos aprendam as regras. As regras da sala de aula estão num cartaz colocado na sala para que todos vejam. Existe uma rotina consistente e previsível na sala de aula. O professor exige e segue estritamente as exigências específicas referentes a comportamento e produtividade. O trabalho escolar fornecido é compatível com o nível de TDAH e a Escola
  26. 26. O professor está mais interessado no processo ( compeensão de um conceito) que no produto (conclusão de 50 problemas de subtração). A disposição da sala de aula é definida, com carteiras separadas colocadas em fileiras. O professor distribui pequenas recompensas sociais e materiais relevantes e freqüentes. O professor da classe é capaz de usar um programa modificado de custo resposta. O professor emprega punições leves acompanhadas de instruções para retornar ao trabalho quando a criança hiperativa interrompe o trabalho dos outras. O professor ignora o devaneio ou a desatenção em relação a lição que não perturbe as outras crianças e , então, uma atenção diferenciada quando ela volta ao trabalho. A menor razão aluno para professor possível (preferencialmente, um professor para oito alunos. TDAH e a Escola
  27. 27. O professor está disposto a alternar atividades de alto e baixo interesse durante todo o dia em lugar de fazer com que o aluno faça todo o trabalho de manhã com tarefas repetitivas uma após a outra. O professor está disposto a oferecer supervisão adicional durante o período de transição entre aulas, intervalos e durante outras atividades longas como reuniões. O professor é capaz de antecipar os problemas e fazer planejamentos de antemão para evitar problemas. O professor está disposto a auxiliar a criança hiperativa a aprender, praticar e manter aptidões organizacionais. O professor está disposto a aceitar a responsabilidade de verificar se a criança hiperativa aprende e usa um sistema eficaz para manter-se em dia com o dever de casa, e conferir se ela quando sai do prédio da escola, todos os dias, leva esse dever para casa. O professor aceita a responsabilidade de comunicar continuamente com os pais. Para alunos o curso elementar, um bilhete diário e enviado para casa. Para estudantes das últimas séries do 1º e 2º grau, usam-se notas de TDAH e a Escola
  28. 28. O professor fornece instruções curtas diretamente à criança hiperativa e em nível que ela possa entender. O professor é capaz de manter um controle eficaz sobre toda a classe, bem como sobre a criança hiperativa. Preferencialmente a classe é fechada (quatro paredes ) nunca em ambiente aberto. O professor está disposto a desenvolver um sistema no qual as instruções são repetidas e oferecidas de várias maneiras. O professor está disposto a oferecer pistas para ajudar a criança hiperativa a voltar para o trabalho e a evitar que ela fique super excitada. O professor está disposto a permitir movimentos na sala de aula. O professor prepara todos os alunos para mudanças na rotina. O professor entende como e quando variar seu método. O professor é capaz de fazer um rodízio e uma alternância de estímulos e reconhece que aquilo pode ser recompensador para um aluno, pode não ser para outro. TDAH e a Escola
  29. 29. Todos os estudantes aprendem um modelo lógico de resolução de problemas para lidar com problemas na sala de aula e entre eles mesmos (por exemplo: parar, ver, ouvir). Um sistema de treinamento em atenção ou auto monitoramento é usado em sala de aula. O professor parece capaz de encontrar algo positivo, bom e valioso em toda criança. Este professor valoriza as crianças por aquilo que são, não por aquilo que conseguem produzir. TDAH e a Escola

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