Tdah - Transtorno de Déficit de atenção e Hiperatividade - Prof. Esp. Vinícius Fagundes

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Tdah - Transtorno de Déficit de atenção e Hiperatividade - Prof. Esp. Vinícius Fagundes

  1. 1. TDAH-Transtorno de Déficit deAtenção e HiperatividadePROFº ESP. VINÍCIUS FAGUNDES DOS SANTOSEstudo embasado na cartilha da ABDA – AssociaçãoBrasileira de Déficit de Atenção e demais autores
  2. 2. Conceito básico introdutórioO TDAH é com frequência,apresentado, erroneamente, como um tipoespecífico de problema de aprendizagem.Ao contrário, é um distúrbio derealização. Sabe-se que as crianças comTDAH são capazes de aprender, mas têmdificuldade em se sair bem na escoladevido ao impacto que os sintomas doTDAH têm sobre uma boa atuação.
  3. 3. Pessoas que apresentaram sintomas de TDAH na infância demonstraram umaprobabilidade maior de desenvolver problemas relacionados com comportamentoopositivo desafiador, delinquência, transtorno de conduta, depressão e ansiedade.
  4. 4. TDAH – Tríade deSintomasDesatenção HiperatividadeImpulsividade
  5. 5. O QUE É O TDAH?O TDAH é um transtorno neurobiológico, comgrande participação genética (isto é, existe chancesmaiores de ele ser herdado), que tem início nainfância e que pode persistir na vida adulta,comprometendo o funcionamento da pessoa emvários setores de sua vida, e se caracteriza por trêsgrupos de alterações: hiperatividade, impulsividadee desatenção.(Cartilha ABDA)
  6. 6. conceitoSaul Cypel (2007) coloca que o TDAH é compreendidocomo um transtorno que compromete principalmente ofuncionamento do lobo frontal do cérebro, responsável,entre outras atividades, pelas funções executivas (FE) e defunções como:A atenção;A capacidade que o indivíduo possui de auto estimular-se;Conseguir planejar-se, traçando objetivos e metas;Controle dos impulsos;Controle das emoções;A memória que depende da atenção;
  7. 7. conceitoForster e Fernández (2003) propõem uma definiçãoque integra várias perspectivas teóricas, para entender edescrever o transtorno: NEUROLÓGICO,PSICOPEDAGÓGICO e ESCOLAR.Definem o TDAH como um transtorno de condutacrônico com um substrato biológico muito importante,mas não devido a uma única causa, com uma forte basegenética, e formada por um grupo heterogêneo decrianças.Inclui crianças com inteligência normal ou bempróxima do normal, que apresentam dificuldadessignificativas para adequar seu comportamento e/ouaprendizagem à norma esperada para sua idade, tantopara mais quanto para menos.
  8. 8. conceitoO TDAH não só é conhecido por ser um dosdistúrbios neuropsiquiátricos mais comuns nainfância e na adolescência (MATTOS, 2001), mastambém porque engloba sintomas que sãocomuns em portadores e não portadores taiscomo: dificuldade de concentração, falha nafinalização de tarefas ou inconsistência narealização de um objetivo definido (BARKLEY,2002).
  9. 9. Hiperatividade é sinônimo deTDAH?
  10. 10. Características conceituaisobservadas- Uma combinação de desatenção, impulsividade ehiperatividade, que desde muito cedo já estão presentesna vida da criança, mas que se tornam mais evidentes naidade escolar.- Tais sintomas afetam a aprendizagem, a conduta, aauto-estima, as habilidades sociais e o funcionamentofamiliar.- Alta vulnerabilidade psicológica do paciente e écausado por atrasos no amadurecimento ou disfunçõespermanentes que alteram o controle cerebral superior docomportamento.
  11. 11. É marcado pela impaciência em atividades que necessitam deconcentração;O aluno hiperativo pode vir ou não com déficitde aprendizagem.- Existem estudos da equipe do DSM IV (Manual Diagnósticoe Estatístico de Transtornos Mentais, da AssociaçãoAmericana de Psiquiatria) podem existir casos desuperdotação entre inúmeros casos de hiperatividade.- Os graus de cognição do hiperativo podem variar.. Grau de cognição sistemática abaixo do esperado / excessode ações externas;. Grau de cognição regular/excesso de ações externas.. Grau de cognição superior / excesso de ações externas e/oucomportamentais
  12. 12. TRANSTORNO DE DÉFICIT DEATENÇÃO EHIPERATIVIDADE – TDAHVisão Clínico médicaTDAH é a condição crônica de saúde de maior prevalênciaem crianças em idade escolar.TDAH é o distúrbio neurocomportamental mais comum nainfância.Estima-se que 5 a 8% da população em idade escolar podeter TDAH.Aproximadamente 2% dos adultos podem sofrer de TDAH.Em 50% das crianças com TDAH, os sintomas persistemquando adultos.
  13. 13. É um quadro caracterizado basicamente por distração,inquietação e uma dificuldade com o controle inibitóriomanifestada por impulsividade comportamental e cognitiva.Dr. Leonardo Cunha – Médico Neuropsiquiatraespecializado em TDAH
  14. 14. Hiperatividade em focoHiperatividade é o aumento da atividade motora.A pessoa hiperativa é inquietaQuando se trata de criança, os professoresdescrevem que ela se levanta da carteira a todoinstante, mexe com um ou com outro, fala muito.Parece que é elétrica, ou que está com ummotorzinho ligado o tempo todo.Raramente consegue ficar sentada, mas se éobrigada a permanecer sentada, se revira otempo todo, bate com os pés, mexe com as mãos,ou então acaba adormecendo.Dificilmente consegue se interessar por umabrincadeira em que tenha que ficar quieta, maspelo contrário está sempre correndo, subindo emmóveis, árvores, e frequentemente em locaisperigosos.
  15. 15. ETIOLOGIAFatores sócio-econômicosFatores pré e perinataisNeuroanatomia/NeurofisiologiaNeurotransmissoresFatores Genéticos
  16. 16. QUALIFICAÇÕES E CARACTERÍSTICASFUNCIONAIS DO HIPERATIVOO DSM IV (Manual Diagnóstico e Estatístico deTrasntornos Mentais, da Associação Americana dePsiquiatria, adotado também no Brasil como padrãopara a definição de doenças) apresenta os sintomasque caracterizam o TDAH, e a frequência com queeles devem aparecer para que se possa definir aexistência ou não do transtorno.Essa definição é subdividida em:
  17. 17. Hiperatividade do tipoDESATENTONão enxerga detalhes e faz erros porfalta de cuidadoTem dificuldade em manter a atenção emquase todas atividades pedagógicasParece não ouvir quando se fala com elaTem dificuldade na organizaçãoNão gosta de tarefas que exigem esforçomental prolongado ou contínuoFreqüentemente perde objetosDistrai-se com facilidadeEsquecimento nas atividades rotineiras
  18. 18. 19TDAHDefinição do transtorno pelo DSM-IV -Manual Diagnóstico e Estatístico deTranstornos Mentais• Critério A: padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade,mais freqüente e grave do que aquele tipicamente observado emindivíduos em nível equivalente de desenvolvimento• Critério A1a: A desatenção pode manifestar-se em situaçõesescolares, profissionais ou sociais- não prestar muita atenção a detalhes- erros por falta de cuidados nos trabalhos escolares ou outrastarefas- trabalho frequentemente é confuso e realizado semmeticulosidade nem consideração adequada
  19. 19. • Critério A1b: dificuldade para manter a atenção em tarefas ouatividades lúdicas e consideram difícil persistir em tarefas até seutérminoCritério A1c: dão a impressão de estarem com a mente em outro local, oude não escutarem o que recém foi dito• Critério A1d: freqüentes mudanças de uma tarefa inacabada para outra• Critério A1e: dificuldade para organizar tarefas e atividades- tarefas que exigem um esforço mental constante são vivenciadas comodesagradáveis e acentuadamente aversivas- dificuldade para manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas econsideram difícil persistir em tarefas até seu término• Critério A1f: evitam ou têm forte antipatia por atividades que exigemdedicação ou esforço mental prolongados ou que exigem organização ouconcentração (por ex., trabalhos escolares ou burocráticos)- evitação deve ocorrer por dificuldades da pessoa com a atenção, e nãodevido a uma atitude oposicional primária, embora uma oposiçãosecundária possa também ocorrer ;
  20. 20. TDAH - Tipo hiperativo/impulsivoInquietação, mexendo as mãos e os pés ouse remexendo na cadeira.Dificuldade em permanecer sentada.Corre sem destino ou sobe nas coisasexcessivamente (em adulto, há umsentimento subjetivo de inquietação).Dificuldade em engajar-se numa atividadesilenciosamente.Fala excessivamente.Responde a perguntas antes delas seremformuladas.Age como se fosse movida a “motor”.Dificuldade em esperar sua vez.Interrompe e se interrompe na falaexpositiva.
  21. 21. • Critério B: SINTOMAS HIPERATIVO-IMPULSIVOSDIAGNÓSTICODevem ter estado presentes antes dos 7 anos, masmuitos indivíduos são diagnosticados depois, após apresença dos sintomas por alguns anos• Agita as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira• Abandona sua cadeira em sala de aula ou outrassituações nas quais se espera que permaneçasentado;TDAHDefinição do transtorno pelo DSM-IV -Manual Diagnóstico e Estatístico deTranstornos Mentais
  22. 22. • corre ou escala em demasia, em situações nas quais isto éinapropriado (em adolescentes e adultos, pode estar limitadoa sensações subjetivas de inquietação)• dificuldade para brincar ou se envolver silenciosamente ematividades de lazer• "a todo vapor"• fala em demasia
  23. 23. • Critério C: prejuízo causado pelos sintomas estápresente em dois ou mais contextos (por ex., naescola [ou trabalho] e em casa)• Critério D: prejuízo clinicamente significativo nofuncionamento social, acadêmico ou ocupacional• Critério E: sintomas não ocorrem exclusivamentedurante o curso de um Transtorno Invasivo doDesenvolvimento, Esquizofrenia ou outroTranstorno Psicótico e não são melhor explicadospor outro transtorno mental (por ex., Transtorno doHumor, Transtorno de Ansiedade, TranstornoDissociativo ou um Transtorno da Personalidade)
  24. 24. Impulsividade:• dá respostas precipitadas antes de as perguntasterem sido completadas• tem dificuldade para aguardar sua vez• interrompe ou se mete em assuntos de outros (porex., intromete-se em conversas ou brincadeiras)
  25. 25. • Transtorno de Déficit deAtenção/Hiperatividade, TipoCombinadoÉ caracterizado pela pessoa que apresenta osdois conjuntos de critérios dos tiposdesatento e hiperativo / impulsivo.Diagnóstico: seis (ou mais) sintomas de desatenção eseis (ou mais) sintomas de hiperatividade-impulsividade persistem há pelo menos 6 mesesTDAHDefinição do transtorno pelo DSM-IV -Manual Diagnóstico e Estatístico deTranstornos Mentais
  26. 26. Tipo não específicoA pessoa apresenta algumas dificuldades,mas número insuficiente de sintomas parachegar a um diagnóstico completo.
  27. 27. O DiagnósticoO diagnóstico do TDAH é clínico, devendo ser feito por médicos especialistasno assunto, com ou sem auxílio de uma equipe interdisciplinar que pode sercomposta por: neurologista, neuropsicólogo, psicólogo, psicopedagogo, e/oufonoaudiólogo. Mas todo diagnóstico deve seguir os seguintes passos:• Entrevistas com os pais (levantamento das queixas e sintomas e relato sobre ocomportamento da criança em casa e em atividades sociais);• Entrevistas com professores (relato sobre o comportamento da criança naescola, levantamento das queixas, sintomas, desempenho escolar,relacionamento com adultos e crianças);• Questionários e escalas de sintomas para serem preenchidos por pais eprofessores;• Avaliação/observação da criança no consultório;• Avaliação neuropsicológica;• Avaliação psicopedagógica;• Avaliação fonoaudiológica;
  28. 28. • Medicamentos:• Estimulantes• Antidepressivos• Anti-hipertensivos• Estabilizadores do humor• Antipsicóticos• Terapias:• Psicoterapia• Abordagem psicopedagógica• Fonoaudiológica• Visitas ao neurologista / neuropediatra /psicologistaTRATAMENTO
  29. 29. ReferênciasBARKLEY, Russell A. Transtorno de déficit de Atenção/Hiperatividade. Manual para diagnóstico e Tratamento.Porto Alegre. Artmed. 2008.BENCZIK, E. P. B. Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. Atualização Diagnóstica e terapêutica. Um guiade orientação para profissionais. São Paulo: Casa do Psicólogo. 2006.CIASCA, S. M., RODRIGUES, S., SALGADO, C. A. TDAH: Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade.Rio deJaneiro: Editora: Revinter, 2010.CONDEMARÌN, M. e colaboradores. Transtorno do Déficit de Atenção: Estratégias para o diagnóstico e aintervenção psico-educativa. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2006.CYPEL, S. Déficit de Atenção e Hiperatividade e as Funções Executivas: Atualização para pais, professores eprofissionais da saúde. 3° Edição. São Paulo: Lemos Editorial, 2007.DSM – IV – Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais. 4° edição. Porto Alegre. Artmed Editora, 2002.FAGALI, E. Encontros entre Arteterapia e Psicopedagogia: a relação dialógica entre terapeuta e cliente, educador eaprendiz. In CIORNAI, S. (org.) Percursos em Arteterapia: Arteterapia e Educação.Vol. 64. São Paulo: Summus, 2005.FAGALI, E. & equipe Contribuições da Arteterapia para a Psicopedagogia. São Paulo, Editora IndependenteIntegração. 2009.FERNÁNDES, A. Os idiomas do Aprendente. Análise das modalidades ensinantes com famílias, escolas e meios decomunicação. Porto Alegre: Artmed. 2001.FERREIRA, C. TDAH na infância: Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade, Orientações e técnicasfacilitadoras. Belo Horizonte: Uni Duni Editora, 2008.GOLDSTEIN, S., GOLDSTEIN, M. Hiperatividade: Como desenvolver a capacidade de atenção da criança.Campinas:Papirus Editora, 1994.KICARR, P. Como ser pai para um filho portador de TDAH. Disponível em:http://www.hiperatividade.com.br/article.MATTOS, P. No Mundo da Lua. Perguntas e Respostas sobre o Transtorno do Déficit de Atenção comHiperatividade em Crianças, Adolescentes e Adultos. São Paulo: Lemos Editorial. 2004.MIRANDA, M. C.. Cabeça nas Nuvens. Revista Mente & Cérebro. Março 2008.PHELAN, T. W. TDA/TDAH. Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade: Sintomas, Diagnósticos eTratamentos. Crianças e Adultos. São Paulo: M. Books do Brasil Editora, 2005.

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